Flamengo não se encontrou no brasileiro


O ataque é um problema do Flamengo no Campeonato Brasileiro. Até a 13ª rodada, o Rubro-negro fez apenas 13 gols. O número deixa os cariocas com o quarto pior desempenho da competição. A performance é ainda mais preocupante. Só três tentos foram assinalados por atacantes – Felipe Vizeu (2) e Paolo Guerrero.

Por que o ataque milionário não deslancha? Juntos, os oito atletas do setor recebem em torno de R$ 1,5 milhão por mês. São eles: Paolo Guerrero, Emerson Sheik, Marcelo Cirino, Gabriel, Fernandinho, Felipe Vizeu, Nixon e Thiago Santos.

Dois pontos são tratados internamente como fundamentais no processo. Um envolve as seguidas convocações do titular Guerrero para a seleção peruana, enquanto outro as lesões.

Para se ter uma ideia, Guerrero atuou apenas em cinco oportunidades por conta da disputa da Copa América Centenário. Já Sheik sofre com os problemas físicos. Ele esteve em campo quatro vezes, sem jogar por 90 minutos.

As constantes substituições interferem e modificam as características de uma equipe que ainda não transmitiu confiança ao torcedor. Além disso, os jogadores vivem longa má fase com a camisa rubro-negra. Marcelo Cirino, por exemplo, não balança as redes desde 20 de abril.

RIO DE JANEIRO, BRAZIL - AUGUST 23: Guerrero of Flamengo during the Brasileirao Series A 2015 match between Flamengo and Sao Paulo at Maracana Stadium on August 23, 2015 in Rio de Janeiro, Brazil. (Photo by Bruna Prado/Getty Images) *** Local Caption *** Guerrero
Guerrero Foto: Bruna Prado/Getty Images

O próprio Cirino, Sheik, Guerrero, Fernandinho e Gabriel são alvos da torcida. Suspensões, lesões e má fase ganham ainda mais força com a pressão de torcedores insatisfeitos. Basta lembrar que o Flamengo teve o predomínio em boa parte dos jogos contra Figueirense, São Paulo, Fluminense e Corinthians.

O time fez três gols nestes compromissos e conquistou apenas um ponto. Não faltaram chances para construir o resultado antes dos adversários. A pontaria não funcionou e o desempenho foi insatisfatório. Três derrotas e um empate que devem cobrar o preço na sequência do Campeonato Brasileiro.

Na avaliação da comissão técnica, a solução passa por treinamentos e conversas diárias com os jogadores no objetivo de transmitir tranquilidade. No que compete aos dirigentes, as situações de Guerrero e Sheik são analisadas e mudanças não estão descartadas até o fechamento da janela de transferências em 19 de julho.

Na outra ponta, o comando do futebol busca reforços. Um nome para a reserva do peruano é desejado. Entretanto, um atacante para jogar com ele pode aparecer como surpresa, principalmente em razão do desempenho recente.