Belém: “Histórias de Morar e Demolições” no Cine Alexandrino


Na próxima segunda-feira, dia 25, às 19h, o Cine Alexandrino Moreira da Casa das Artes exibe o documentário “Histórias de Morar e Demolições”, do diretor André Fratti Costa, com entrada franca. O filme foi contemplado com o prêmio Rumos Itaú Cultural Cinema e Vídeo 2006/2007 e integrou a seleção oficial dos principais festivais e mostras de cinema no Brasil e no exterior, como o DocBrasil em Pequim, de 2010.

“Histórias de Morar e Demolições” mostra quatro famílias que estão vendendo suas casas para incorporadores imobiliários devido à reorganização urbana da cidade de São Paulo. Os imóveis logo serão demolidos para a criação de prédios e condomínios.

Os moradores, para guardar as memórias de todos os anos vividos no lar, começam a produzir vídeos de objetos e cômodos das suas casas, através de vídeos caseiros e com um contrato de uma pequena empresa de vídeo que espalha flyers e cartazes pela cidade com a ideia de realizar os registros a essas pessoas.

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As imagens mostradas ao longo do documentário são acompanhadas das pessoas narrando suas histórias de acordo com cada parte da casa ou objeto enquadrado no filme, captando um ambiente de nostalgia. Em uma das cenas são mostradas filmagens de sombras de janelas projetadas na parede do interior de uma casa com um morador dizendo:

“Pra mim, a grande memória é a luz. A luz entrando na casa por várias janelas. Se eu vou guardar alguma coisa, é a incidência da luz em determinados lugares, determinados horários do dia, em determinadas estações do ano. Isso pra mim é muito forte”.

Serviço: Cineclube Alexandrino Moreira exibe “Histórias de morar e Demolições”, dia 25 (segunda-feira), às 19h, na Casa das Artes (Praça Justo Chermont, 236, Nazaré). Entrada franca. Informações: (91) 4006-2900/4006-2924.

Encerrada etapa do Projteto com internas do Conjunto Penal da Mata Escura


Foi encerrada ontem (19) a etapa do Projeto de Capacitação em Direitos Humanos e Cidadania realizada com internas do Conjunto Penal da Mata Escura, em Salvador, que teve início no último dia 11 de abril.
A capacitação é uma das etapas do projeto “Promoção dos Direitos Humanos das Mulheres na Bahia”, que é fruto de uma parceria entre a Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM-BA), a Secretaria de Secretaria Nacional de Direitos Humanos (SDH), e a Secretaria de Administração Penal e Ressocialização da Bahia (SEAP).
Nesta etapa, cerca de 50 internas, dentre elas provisórias e sentenciadas, participaram de uma série de atividades, que tiveram como objetivo principal possibilitar o diálogo sobre diversos problemas sociais presentes em seus cotidianos e de seus familiares.
Dentre os temas abordados estiveram: Direitos Humanos e cidadania; Gênero e relações sociais; Conceitos de raça e racismo; e Violência contra as mulheres. As atividades envolviam dinâmicas com exibição de filmes e discussões sobre as questões identificadas nas obras; exercícios práticos e em grupo estimulando as mulheres a elencarem ideias e realizarem comparações e conclusões a cerca de temas atuais e polêmicos, como por exemplo, a realização de uma divisão do que supostamente seriam atividades exclusivas de homens e mulheres, para que o grupo pudesse desconstruir estas concepções com debate e esclarecimentos das facilitadoras Taysa Seixas, Izabela Prado e Larissa Khouri.
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Para E. M. M., um dos aspectos mais importantes da capacitação foi o aprendizado sobre seus direitos enquanto mulher, e os meios para evitar violência de gênero: “Através deste curso, eu aprendi que não devemos fazer justiça com as próprias mãos. E, sim, procurar os meus direitos. Não deixarei mais que homem nenhum e nem ninguém possa me agredir verbalmente e fisicamente”, concluiu.
Para L., 32 anos, que possui quatro filhos, o curso foi interessante por proporcionar o conhecimento dos seus direitos e formas de lutar para conquistá-los. Segundo ela, seu principal objetivo é reconstruir a própria vida, ser tratada como uma cidadã, e ser um bom exemplo para seus próprios filhos. A interna L. chegou a escrever uma música sobre o curso, em que menciona a gratidão pelo aprendizado e a esperança por uma vida mais digna: “Professora, eu vou sentir saudade de vc. As meninas da cadeia nunca vai te esquecer. […] Eu sou negra e vou pretender voltar meus estudos agora e lutar para ser uma grande defensora. (sic)”.
O encerramento da etapa contou com uma apresentação da cantora Ludmillah Anjos, que levou entretenimento e entusiasmo para as internas do Conjunto Penal da Mata Escura. Além de Salvador, as cidades de Feira de Santana e Teixeira de Freitas também serão contempladas com a capacitação de internas do sistema prisional.

Trifil pode deixar Itabuna


A crise hídrica que afeta Itabuna está prejudicando e muito às atividades da Trifil. E isso poderia obrigar a direção da fábrica a mudar-se para outro local. O que seria péssimo, pois a empresa é a segunda empregadora do município, com mais de 2 mil funcionários, ficando atrás apenas da prefeitura.Foto0777

Há informações que, a fábrica estaria negociando uma transferência para o município de Brumado, próximo dos produtores de algodão e não enfrenta problema com a falta de água.

O possível fechamento da fábrica da Trifil causou uma grande preocupação no meio empresarial. A possibilidade deste fechamento está causando preocupação, já que pode causar um grande impacto na economia local.

Diretores da companhia asseguram que a produção está sob total controle e que não há absolutamente nenhuma intenção do grupo em deixar Itabuna.

A Trifil que é uma produtora Têxtil sofre bastante na sua operação por conta da falta de água, que dificulta o processo de coloração e outras operações.

 

Belém: o projeto Roda Palavra recebe Rosangela Darwich


A Casa das Artes da Fundação Cultural do Pará realiza dia 27 (quarta-feira), das 19h às 21h, mais uma edição do projeto “Roda Palavra”, com entrada franca. A convidada será a escritora e doutora em psicologia Rosângela Darwich, autora de “Quando Fernando VII Usava Paletó” e “Levasse as Coisas na Flauta”. O bate-papo literário será mediado pelo escritor e produtor cultural Vasco Cavalcante.DSC_0022

Segundo o mediador, o projeto “Roda Palavra” é uma grande oportunidade para o público ter um contato direto com os autores. “O autor literário é distanciado do público. Às vezes o leitor se pergunta: ‘O que será que ele (o autor) quer dizer com isso? ’. Então esse contato direto de autor e público possibilita um entendimento maior sobre a obra e o perfil daquele escritor”.

O projeto Roda Palavra é destinado a todos aqueles que possuem apreço pela literatura, poetas iniciantes ou profissionais, estudantes, professores, pesquisadores e curiosos.  No evento, são expostos os poemas do escritor convidado e o público participa de uma análise junto com ele em torno da construção poética de cada obra.

Rosângela Darwich deve apresentar ainda poemas de seu novo livro, “Há Horas”. A obra chega para preencher um intervalo de 28 anos após seu último livro, como ela própria comenta: “Lancei dois livros há muito tempo atrás. O primeiro é de 1982, ‘Quando Fernando Sétimo Usava Paletó’, com poemas que escrevi aos 19 anos. O segundo, ‘Levasse as Coisas na Flauta’, foi lançado em 1988, em uma época em que eu morava na Alemanha, e reúne alguns poemas que escrevi entre 1982 e 1985”.

A escritora ressaltou ainda a importância do projeto “Roda Palavra”, dizendo que este tem uma característica muito interessante, que é ser uma conversa aberta. “Considero que todo espaço que se abre para a arte seja uma vantagem, um ganho para todos. Fico feliz por sermos agraciados pelo projeto e por poder fazer parte dele. Agradeço pela confiança depositada no meu trabalho e espero proporcionar a todos uma troca interessante com a poesia que mora em cada um de nós”.

Participe:

Projeto Roda Palavra – com Rosângela Darwich

Quando: Dia 27 (quarta), às 19h;

Onde: Auditório da Casa das Artes (Praça Justo Chermont, 236, ao lado da Basílica de Nazaré);

Quanto: Gratuito;

Informações: (91) 4006-2929/3202-4391.

Ilhéus realiza 1º Festival Literário entre 28 e 30 de abril


Entre os dias 28 e 30 de abril, acontece a primeira edição do Festival Literário de Ilhéus, com apoio da Secretaria Municipal de Turismo e Esporte (Setur), Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Editus), Fundação Pedro Calmon e Academia de Letras de Ilhéus (ALI). O evento terá atividades na sede da ALI – na Rua Antônio Lavigne, centro, e na Praça Castro Alves.

A programação engloba feira de livros, mesas literárias, palestras, programação infanto-juvenil, saraus, oficinas, exposição fotográfica e circuitos literários, que vão girar em torno do tema “Fazer Literário e Diversidade Cultural”. O circuito terá visitação guiada aos cenários das obras de Jorge Amado, como o Vesúvio, Bataclan e outros espaços do centro histórico.

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De acordo com o professor André Rosa, um dos organizadores do evento, o Festival vem coroar a riqueza literária não só de Ilhéus, que tem a marcante história das obras de Jorge Amado em sua rua e seu povo, mas também da região sul da Bahia, que revelou autores de grande relevância, como Sosígenes Costa, Cyro de Mattos, Adonias Filho, entre outros.

Concurso – Um dos pontos altos do Festival Literário de Ilhéus será a cerimônia de entrega I Prêmio Literário Sosígenes Costa, que vai premiar um autor de obra inédita de poesia com a quantia de mil reais e a publicação do livro pela Editus. A solenidade marcará a abertura do festival, no dia 28, na Academia de Letras. O concurso recebeu inscrições de escritores de 14 cidades baianas. Mais informações e a programação completa estão disponíveis no site do evento – http://www.flios.com.br/.

Itabuna: Claudevane se diz satisfeito com reestruturação da CEPLAC


O prefeito de Itabuna, Claudevane Leite, se disse satisfeito com a reestruturação da Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira (Ceplac) anunciada pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu. Nota divulgada pela Assessoria de Comunicação do Mapa informa que o principal organismo de pesquisa e extensão rural, que atende às regiões cacaueiras do pais, nos biomas Mata Atlântica e Amazônia, ganhará ainda mais investimentos e a contratação de pessoal.prefeito

De acordo com a nota, a Ceplac terá ampliada suas ações em pesquisa e inovação, defesa agropecuária e abertura de mercados internacionais. “O objetivo é fortalecer e modernizar a companhia, que está defasada devido a sucessivas perdas de orçamento e a falta de renovação do quadro de servidores”, diz a nota divulgada. “Desde sua criação, em 1957, a Ceplac é órgão vital ao desenvolvimento regional do sul da Bahia e sua revitalização é essencial”, completa Vane,

O prefeito de Itabuna afirma que a Região Cacaueira baiana sofreria ainda mais prejuízos na sua economia com o rebaixamento institucional da Ceplac. “No momento, o sul da Bahia enfrenta a mais severa estiagem de sua história. Pelo menos 12 municípios na microrregião estão sofrendo para fornecer água potável e de qualidade à população, porque os mananciais onde há captação estão secos e não chove com regularidade há pelo menos oito meses”, afirma o prefeito Vane. “Desde o início do cultivo do cacau há 270 anos essa é a mais grave período da história”, alerta.

CONFIANÇA

Há falta d’água também para a dessedentação animal, que sofre com a seca, e há perdas econômicas de mais de R$S 300 milhões com a morte de cacaueiros, seringueiras e outros cultivos sem contar a pecuária bovina de corte e de leite. “Com ansiedade desejamos que a Ceplac seja reerguida para que seus pesquisadores e técnicos continuem prestando serviços tecnológicos aos produtores rurais do sul da Bahia e de outras regiões produtoras de cacau do país. Sempre confiamos no Governo da presidenta Dilma Roussef e a nova postura em relação à Ceplac só reforça nossa crença”, sublinha Vane.

No texto divulgado, o MAPA reconhece que há 29 anos, a Ceplac não realiza concurso público e, nos últimos anos, vem enfrentando cortes significativos de orçamento. De 2010 a 2016, os recursos da Ceplac, conforme a Lei Orçamentária Anual (LOA), caíram de R$ 32,4 milhões para R$ 19,8 milhões, redução de 63%.

“É fundamental investir em pesquisa, inovação e tecnologia. Precisamos investir no quadro de pessoal. Nosso país tem todo potencial de voltar a ser um grande exportador de cacau, produto que está ligado à identidade nacional brasileira, juntamente com o café”, diz a ministra. Em 2015, o Brasil aumentou em 10% as exportações de cacau e seus produtos, alcançando US$ 374 milhões em 89,7 mil toneladas. “Mas é só o começo. O produto entrou na pauta do Mapa e das negociações internacionais”.

DEFESA AGROPECUÁRIA

De acordo com o Ministério da Agricultura para aumentar o valor agregado do produto e estimular toda a cadeia produtiva está sendo realizado um estudo detalhado sobre o potencial exportador não apenas do cacau, mas também de chocolates. Tem se preocupado ainda em garantir a Defesa Fitossanitária do cacau. Aumentou de R$ 3 milhões, em 2015, para R$ 5 milhões, em 2016, os recursos destinados a ações de defesa na lavoura cacaueira.

Unidade móvel do Sesc Saúde Mulher é apresentada


Aconteceu na manhã desta sexta-feira (15), no Sesc Piatã, a apresentação da unidade móvel do Sesc Saúde Mulher. A Secretária Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia, Olívia Santana, marcou presença no evento.
A apresentação foi realizada pelo presidente da Fecomércio-BA, Carlos de Souza Andrade e pelo diretor regional do Sesc Bahia, José Carlos Boulhosa Baqueiro. O presidente da Fercomércio ressaltou que além de se tratar de um projeto importante por atender as mulheres trabalhadoras, é também essencial por se tratar de um trabalho de prevenção.
A Secretária Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia, Olívia Santana, afirmou que esta unidade é fundamental para atender e proteger as mulheres da Bahia, oferendo serviços que são essenciais, e ajudando a diagnosticar precocemente doenças que podem ser tratadas e curadas. Ela também mencionou que parcerias com a Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM-BA) serão bem vindas, sobretudo, no Outubro Rosa, que é um mês dedicado à conscientização do diagnóstico precoce do câncer de mama.
A Assistente de Gerência do Restaurante do Sesc Comércio, Sandra Meire, também participou do ato, contando sua história de prevenção e luta contra o câncer de mama, emocionando e trazendo à tona uma reflexão sobre a importância dos cuidados preventivos com a saúde das mulheres.
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A unidade móvel
Composta por uma equipe com um médico, uma enfermeira, duas técnicas de radiologia, uma educadora em saúde, artífice de manutenção e motorista, a unidade tem como objetivo atender gratuitamente as mulheres baianas, oferecendo exames de mamografia e citopatológico, no intuito de rastrear e prevenir as doenças que mais atingem o público feminino ─os cânceres de mama e do colo do útero.
O projeto irá beneficiar, prioritariamente, as comerciárias e suas dependentes habilitadas ao Sesc, e toda a comunidade. Na Bahia, 125 mil mulheres são habilitadas ao Sesc. A unidade começou a operar no Sesc Piatã, onde deve permanecer por cerca de dois meses. Após esse período, o Sesc leva o serviço para cidades do interior, com significativo número de comerciários, sempre em parceria com as prefeituras.
A previsão é de que a unidade Saúde Mulher realize mensalmente 540 mamografias e 540 preventivos (Papanicolau), totalizando 1.080 exames, além de atender a um público de 700 pessoas por mês nas atividades de educação em saúde, por meio de palestras e orientações.
Os exames e o agendamento prévio podem ser feitos na própria unidade, que funciona de segunda a quinta-feira, das 8h às 17h e sexta das 8h às 12h, no Sesc Piatã. Os documentos necessários são o Cartão Nacional de Saúde, RG, comprovante de residência e carteira do Sesc atualizada.

CDDM realiza debate sobre mulher e democracia


Foi realizado, ontem (18), na Reitoria da Universidade Federal da Bahia, o debate “O empoderamento das Mulheres, a Mídia e a Luta pela Democracia”, realizado pelo Conselho Estadual de Defesa dos Direitos das Mulheres da Bahia (CDDM).
Juristas, jornalistas, mulheres que exercem cargos públicos e ativistas dos movimentos sociais deram o tom ao debate, que teve como objetivo analisar a crise nacional, o estado democrático e de direito, tendo foco nas manifestações de machismo e misoginia que têm ganhado expressão nos meios de comunicação e no debate político entre grupos que se confrontam em torno da pauta do impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
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Isto porque os permanentes ataques à Presidenta da República tem forte viés de violência de gênero, que atinge a todas as mulheres. São inúmeras as situações de tratamento misógino, mas destacamos os exemplos da recente publicação da capa e da reportagem da Revista Isto É, de 06 de abril de 2016, ou mesmo o artigo “Uma pessoa para namorar a Dilma”, do jornalista Joaquim Mota. São abordagens que transformam questões políticas em um problema de sexualidade e de incapacidade das mulheres, o que fortalece estereótipos que dificultam ou afastam as mulheres dos espaços de Poder.
Estarão presentes: Olívia Santana, Secretária Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia e Presidenta do CDDM; Nadja Vladi, jornalista e professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia; Fátima Oliveira, articulista do Portal Geledés e Conselheira da Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe; Daniela Portugal, Mestra em Direito Público e Professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA); Rosangela Araújo, Coordenadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher (NEIM), Anna Carvalho, professora de Literatura.
O debate, que foi aberto ao público, foi coordenado por Cássia Virgínia Maciel, Pró- Reitora de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil da UFBA, e contou com o apoio da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM-BA) e da UFBA.

Procuradoria repatria US$ 54 milhões desviados da Petrobras


A Procuradoria-Geral da República (PGR) conseguiu repatriar neste mês US$ 54 milhões desviados da Petrobras em contratos da estatal com empresa holandesa SBM Offshore, investigados na Operação Lava Jato. Segundo a PGR, o valor foi desviado por intermédio do lobista Julio Faerman, que assinou o acordo de delação premiada e se comprometeu a devolver as quantias depositadas em bancos da Suíça.

A SBM, especializada na construção de plataformas de exploração de petróleo, é acusada pelo MPF de pagar cerca de U$S 42 milhões em propina para ex-funcionários e diretores da Petrobras, em troca de negócios com a estatal, entre 1997 e 2012.

Em janeiro, executivos da SBM Offshore aceitaram acordo extrajudicial com o Ministério Público Federal (MPF) no qual se comprometeram pagar multa de R$ 500 mil em troca do encerramento do processo em que são acusados de favorecimento pessoal. O valor da multa é referente às acusações contra o CEO (principal executivo) da SBM Bruno Chabas e o membro do conselho fiscal Sietze Hepkema. Cada um vai pagar R$ 250 mil.

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No ano passado, o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco detalhou, em depoimento de delação premiada na Operação Lava Jato, como começou a cobrar propina de empresas que pretendiam firmar contratos com a Petrobras. Barusco disse que começou a receber os pagamentos indevidos em 1997 ou 1998 da SBM, quando ocupava o cargo de gerente de Tecnologia de Instalações.

De acordo com dados recentes levantados pela força-tarefa de procuradores, que atua na Lava Jato, os desvios na Petrobras envolvem cerca de R$ 6,4 bilhões em propina a ex-diretores da estatal, executivos de empreiteiras que assinaram contratos com a empresa e agentes públicos.

Até o momento, foram recuperados R$ 2,9 bilhões e repatriados R$ 659 milhões, por meio de 97 pedidos de cooperação internacional. O total do ressarcimento pedido pelo Ministério Público Federal a empreiteiras e ex-diretores da Petrobras chega a R$ 21, 8 bilhões.

“Se é arte, estou dentro”


Ele é de Camacã (BA), foi modelo, é arquiteto, artista plástico, pintor, bailarino e ator de cinema. Antônio Carlos Moura é um dos muitos talentos baianos que com muito estudo e esforço vem marcando presença no cenário brasileiro. “A gente não vê uma grande valorização do trabalho do artista”, lamenta. Moura se prepara para a próxima exposição “Ave Avis Rara” e também para mais uma produção cinematográfica: ‘Um velho amigo do mar’, no qual dará vida a um velho pescador. Quer conhecer melhor esse artista? Então não perca mais tempo e leia a entrevista abaixo.

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Blog Carvalho News – Você foi modelo, é artista plástico, ator, bailarino e fotógrafo. Quando descobriu que possuía esses múltiplos talentos?

Antônio Carlos Moura – Como artista sempre fui autodidata. Desde criança  gostava de pintar, desenhar e procurei por conta própria adquirir livros que ensinavam técnicas de desenho e pintura. Sou uma pessoa muito curiosa em relação à arte. Costumo dizer que se é arte eu estou dentro.

BCN – Morar distante de grandes centros urbanos é empecilho à carreira artística?

Antônio Carlos Moura – Um pouco porque no interior a gente não sente uma grande valorização ao trabalho do artista até pelo fato da nossa região, passar por uma situação econômica complicada devido a crise. Há também a crise motivada pelo declínio do cacau, a maior riqueza econômica dos municípios do Sul baiano. Outro empecilho, às vezes,  é a falta de visão dos políticos que consideram sempre a arte algo supérfluo. Infelizmente, já tive a oportunidade de escutar um dirigente político falar que o importante é educação e saúde e arte é supérfluo. E não é bem assim, pois a arte direciona caminhos, cura, é o retrato da cultura de um povo, que é conhecido pelo o que ele realiza a nível cultural e isso podemos observar em países europeus e na América do Norte onde a cultura é extremamente valorizada.

BCN – Você é autodidata em pintura. De onde vem sua inspiração? E como é seu processo criativo?

Antônio Carlos Moura – Em pintura sou autodidata. Em artes, sou curioso e gosto de tentar várias técnicas, mas encontrei na colagem minha expressão artísticas por isso venho trabalhando com ela. A inspiração vem  de tudo. Seja a beleza, alguma mensagem que se gostaria de passar. Eu gosto sempre de realizar uma exposição com um tema, um conceito. No “Faces da Beleza Negra e Mestiça”, escolhi esse tema porque foi um dos primeiros trabalhos, que realizei em colagem, colagem arte como eu chamo. A beleza negra e a mestiça são uma beleza de traços raros e marcantes e a gente passa um momento, a nível mundial, onde evoluímos muito no sentido científico e tecnológico, mas nas relações humanas e sociais ou paramos de evoluir ou retrocedemos. Hoje em dia, vemos pessoas negras sendo humilhadas em redes sociais e estádios de futebol. Onde fica a evolução do ser humano? A gente sabe que a base de toda relação humana é o respeito. Se você quer ser respeitado, tem que respeitar o seu próximo.

 

Mais da carreira de Antônio Carlos Moura

BCN – Em 2015, você lançou a  exposição “Faces da Beleza Negra e Mestiça”. Como surgiu a ideia de apresentar suas peças de arte desta forma?

Antônio Carlos Moura – Vi alguns trabalhos de Derek Gores, Anderson Thieves e Vik Muniz e resolvi experimentar. Acabei descobrindo a minha maneira de trabalhar com a colagem, que é diferente das desses artistas. Acho que cada artista tem a sua forma de trabalhar e a minha colagem é diferente de todos os outros. Acredito que a colagem tem  um colorido vibrante, algo que nenhuma outra técnica oferece. Por isso que a escolhi para desenvolver minhas obras.

BCN – É possível viver exclusivamente da arte no Brasil?

Antônio Carlos Moura – Existem alguns poucos que conseguem viver, mas infelizmente aqui na nossa região ainda não é uma realidade. Eu, por exemplo, não conseguiria viver exclusivamente da arte aqui no momento, mas isso não me desanima. A gente sabe que é um caminho longo a ser percorrido. Quando você tem o talento reconhecido ai pode alcançar esse status e conseguir viver exclusivamente de arte.

BCN – Sabemos que você integra o elenco de uma produção cinematográfica. O que pode nos falar desse novo personagem?

Antônio Carlos Moura – Trabalhei como gestor de Cultura aqui em Camacã, de 2013 a 2015. Nesse período, participei de alguns fóruns de cultura pela região até Feira de Santana. Nesses eventos, em algumas mesas de trabalho você desenvolve alguns temas e depois tem que apresentar. Em um deles também participava o diretor J. Melo de Ubaitaba. Ele viu minha apresentação, gostou muito e de início me convidou para fazer uma ponta no filme. Depois ele sentiu um certo potencial em mim e me convidou para fazer o vilão do filme “Cobiçado coração de um homem“. J.Melo realiza um filme todo o ano, com tema e atores regionais. O que ele quer? Que as pessoas que assistem a produção se identifiquem com a estória, que reflitam sobre a realidade deles e se identifiquem com os personagens. Esse  ano ele me convidou para trabalhar na produção “Um velho amigo do mar” no qual irei interpretar um velho pescador, para isso estou deixando crescer a barba para ajudar a compor o personagem. É muito legal trabalhar com ele… Trabalhamos de forma voluntária. Ele consegue apoio das prefeituras onde se passa as filmagens e de alguns empresários. A gente aprende muito. Ele também consegue apoio de muitos jovens que trabalham no filme. É uma forma de exercitar o comprometimento, a disciplina, realizar alguma coisa. Isso é muito importante para a formação do jovem.

 

BCN – Já ganhou algum tipo de prêmio como ator?

Antônio Carlos Moura – Ganhei o prêmio de ator revelação com o filme “Cobiçado coração de um homem”. Esse ano estou me preparando para concorrer ao Prêmio de Melhor Ator.

BCN – Quais os projetos futuros?

Antônio Carlos Moura – Tem a minha próxima exposição, Ave Avis Rara, devo fazer o circuito Shopping Jequitibá, Fundação Itabunence de Cidadania e Cultura, Universidade UFSB a fazer o circuito  . Tenho um convite também para expor na Assembleia Legislativa de Salvador, e isso deve ocorrer mais para o final do ano e também vou atuar no filme do J. Melo, “Meu Amigo do Mar”. Eu tenho o meu instagran @antoniocarlosmoura e através dele uma pessoa da Ilha de Sardenha,Itália, gostou do meu trabalho e encomendou quatro telas em colagem, que vou encaminha até maio e isso pode abrir um caminho para o mercado europeu. Quem sabe.

BCN – Qual o conselho que daria para os iniciantes no mundo das artes?

Antônio Carlos Moura – Não desista e invista em você. Invista em conhecimento, técnica em aprimorar o que você faz para que faça cada vez melhor. Dessa maneira você será reconhecido e terá sucesso. É um mundo complicado com grande concorrência. A gente sabe que nem sempre os mais talentosos chegam ao reconhecimento. Arte é vida e  enquanto a  gente viver sente a necessidade de produzir arte e que as pessoas gostem e apreciem o nosso trabalho.