Brasil cai no ranking das democracias no mundo


Quando o assunto é democracia, a imagem do nosso país no exterior não é das melhores sabia? Segundo informações da revista “The Economist”, o Brasil ocupa atualmente a 51ª posição no rankingde países mais democráticos do mundo da Economist Intelligence Unit , consultoria ligada à publicação.

Somos considerados uma “Democracia com Falhas”, recebendo nota média 6,96. Para se ter uma ideia, somos bem avaliados no quesito processo eleitoral e pluralismo com 9,58, porém amargamos um 4,4 em participação política.

O primeiro relatório sobre democracia global foi divulgado em 2006, e de lá para cá é a primeira vez que o Brasil obtém uma nota inferior a 7. Em 2014, conquistamos nota 7,38.

O estudo avalia que o problema com o Brasil também é compartilhado por toda América Latina: a incapacidade de igualar “avanços da extraordinários na democracia eleitoral” a melhoras na efetividade da política e na cultura política. Esse descompasso alimenta a insatisfação popular, especialmente em países marcados pela corrupção. “O caso mais relevante de 2015, de longe, é o do Brasil, onde a presidente Dilma Rousseff enfrenta a ameaça de impeachment”, diz o estudo. Apesar de indicar que o problema é regional, o Brasil, o México e o Equador foram os únicos países da região que caíram no ranking internacional de democracias.

A crise econômica, sob o ponto de vista dos analistas internacionais, é outro ponto que afeta a democracia brasileira. Países da América Latina no passado toleraram níveis mais baixos de democracia em troca de progresso econômico, o que torna a democracia da região ainda mais frágil, explica.

democracia

Mas nem tudo são más notícias. Apesar da piora em relação às avaliações de anos anteriores, o Brasil é destaque no relatório por conta dos esforços realizados para combater a corrupção no país. “Em 2015, uma grande reação popular contra a corrupção se consolidou na América Latina – onde a criminalidade, a violência e o tráfico de drogas, assim como a corrupção, têm tido um impacto corrosivo na democracia. Isso levou a investigações e prisões nos níveis mais altos de governos e em empresas de países como o Brasil e a Guatemala”, destaca o estudo.

O relatório de 2015 sobre democracia global é chamado “Democracia em uma era de ansiedade”, refletindo “o ano em que a democracia foi testada por guerras, terrorismo, migração em massa e outras crises”.

O estudo é um panorama do estado da democracia em todo o mundo, avaliando a situação em 165 estados independentes e dois territórios. Ele leva em consideração cinco categorias: Processos Eleitoral, Liberdades Civis, Funcionamento do Governo, Participação Política e Cultura Política. Cada país recebe uma nota por item, para em seguida ser categorizado como “Democracia Completa”, “Democracia com Falhas”, “Regime Híbrido” ou “Regime Autoritário”.

Apenas 20 países do mundo são considerados democracias completas, enquanto 51 são considerados regimes autoritários. A Noruega, a Islândia e a Suécia lideram o ranking, enquanto Chade, Síria e Coreia do Norte aparecem em últimos lugares.