Narciso Santiago o Cowboy Apaixonado


Ele é considerado a nova revelação do Arrocha Sertanejo. Narciso Santiago, o Cowboy Apaixonado, natural de Nova Canaã (BA) é um cantor que encanta pela simplicidade, talento. Seu hit “Joia Falsa”, sua atual música de trabalho vem cativando pessoas de norte a sul do Brasil. O artista recebeu a reportagem do Blog Carvalho News para falar de carreira, projetos, frustrações e muitos mais. Quer conhecer melhor esse Cowboy? Então não perca mais tempo e leia essa entrevista.

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Narciso Santiago, o Cowboy Apaixonado                Fotos: divulgação

Blog Carvalho News – De onde surgiu o nome Cowboy Apaixonado?

Narciso Santiago – Quando eu sai da Banda Love Sertanejo, para fazer carreira solo, precisava de uma identidade, ai lembrei do cantor que sou fã da nossa região que usa o nome de Netinho do Forró, o Vaqueiro Cantador, e, como sempre curti o estilo romântico, decidi em uma pesquisa que havia feito usar o nome de Narciso Santiago o cowboy apaixonado, que por sua vez foi bem aceito pelos meus fãs e amigos e pelo publico em geral.

CN – Quando você descobriu que possuía talento musical?

Narciso – Comecei ainda muito cedo, aos 11 anos. Iniciei fazendo participações especiais na igreja e em seguida, devido ao meu desempenho e técnicas vocais que estava adquirindo com certa facilidade, logo fui convidado a participar do coral masculino na igreja e logo após comecei a fazer parte do coral principal.

CN – Você foi vocalista da dupla sertaneja Santana & Santiago e integrante da Banda Love Sertanejo. De lá para cá, o que mudou em sua vida?

Narciso – Bom posso dizer que mudou tudo e radicalmente, pois sempre dividi o palco com outras pessoas, e de repente me vi fazendo carreira solo e tendo que encarar os palcos sozinho, então com isso aumentou a minha responsabilidade e vontade de cada vez mais dar o melhor de mim.

CN – Você é natural de Nova Canaã (BA). Qual sua relação com sua cidade e suas origens?

Narciso – Sim,  nasci e me criei em Nova Canaã e também minha família são todos de lá, e a relação minha e a cidade é de uma insatisfação muito grande da minha parte, pois a 12 anos cantando profissionalmente, nunca pude me apresentar em minha cidade, ou seja os gestores e administradores de Nova Canaã nunca me deram oportunidade e me contratou pra fazer um show para meu povo minha gente, posso dizer que no Brasil ou no mundo eu Narciso Santiago, sou o único artista cantor que nunca se apresentou na própria cidade de origem e nascimento (terra natal) a população me abraçou e está ansiosa para ver um show meu ao vivo. Mas, infelizmente ainda não aconteceu, e para amenizar um pouco cheguei a distribuir gratuitamente para a população mil CDs, através de amigos e da rádio Canaã FM. No meu entender e pelos acontecimentos, na cabeça de alguns não é viável valorizar os artistas da terra.

 

CN – Você parece ser muito apegado à família. O que ela significa para você?

Narciso – Família é a base de tudo, e comigo não é diferente, fui educado dessa forma valorizar sempre uma das obras primas de Deus que é a família.

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CN – O cenário musical mudou bastante nos últimos tempos. Você acredita que atualmente está mais complicado se tornar um artista de sucesso?

Narciso – Não acredito nisso não, sabemos que realmente é difícil porem quem insiste e persiste acaba conseguindo fazer sucesso com certeza. O incrível disso tudo é que chega uma hora que ninguém mais acredita em você e nos teus sonhos. E é ai que a pessoa não pode parar ou desistir. Eu penso assim tipo, (a verdadeira condição para um milagre, são as dificuldades, e a verdadeira condição para um super milagre, é a impossibilidade e é ai que Deus atua).

CN – Quem o Cowboy Apaixonado costuma ouvir?

Narciso – Eu ouço de tudo um pouco, sou bem eclético, porem curto bastante além do meu estilo que é o arrocha sertanejo, o sertanejo raiz e a musica gospel.

CN – Jóia Falsa é a sua atual música de trabalho. Ela possui alguma história?

Narciso – Verdade, essa musica conta a história de um homem que tinha a sua mulher e vivia dando umas puladinhas de cercas e entre uma pulada e outra, se iludiu com uma mulher que não tinha só ele como parceiro ou melhor, como homem. E ela vivia ficando com mais de uma pessoa nas noitadas, e ele se apaixonou e iria deixar a mulher com a qual já vivia há um tempo para ficar com a que estaria apaixonado. Foi ai que ele acordou e abriu os olhos, conseguindo enxergar na verdadeira mulher dele um amor que ele achava não mais existir e acabou ficando com a mulher que verdadeiramente o amava.

CN – Como você escolhe o seu repertório?

Narciso – Meu repertorio é escolhido sempre com muito carinho pois eu preso em dar o melhor pra meus fãs e amigos, devido a ser de uma família tradicional e de maioria evangélica, eu busco sempre musicas com letras que não fazem nem um tipo de apologias errôneas ou letras epicenas e que não tem nem um tipo de agressividade.

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CN – Quais as parcerias musicais que gostaria de formar?

Narciso – Tenho sonhos como todo mundo e dois deles é um dia poder dividir o palco com Leonardo e Chitãozinho e Xororó.

CN – Quais os seus projetos?

Narciso – Tenho alguns, por exemplo: continuar cantando sempre, e criar em minha cidade um (centro de recuperação de idoso, um lugar onde os idosos terão estímulos e cuidados necessários). E também um que é muito importante pra minha cidade, criar uma praçaoteca é uma espécie de biblioteca em todas as praças, para estimular a pratica de leituras para as crianças, adolescentes, jovens e adultos, dizem os sábios que quem ler mais, são mais inteligentes.

CN – Já passou por alguma situação engraçada envolvendo fãs?

Narciso – Já, engraçada não sei, talvez constrangedora, uma vez realizando um show teve um pequeno intervalo pra ir ao banheiro desci do palco e caminhei sentido ao banheiro e ao me aproximar me deparei com uma mulher que estava curtindo o show com o marido ou companheiro dela, deu pra ver que ela estava usando aliança e ai ela queria me agarrar e me beijar a força, perguntei mas você não esta acompanhada ela me disse que sim, mas falou com ele (companheiro) que também iria ao banheiro pra ele não levantar suspeita e que ela queria de qualquer forma me beijar porque ela disse que sentia atrações por homens de barba ai dei risadas e pedir logo ajudas a um dos produtores do evento, foi que o rapaz veio e me ajudou a me livrar daquela situação.

CN – Qual a mensagem que gostaria de deixar para seus fãs?

Narciso – Quero dizer a todos os meus amigos, fãs, simpatizantes do nosso trabalho em geral que: por mais difícil que seja o seu problema nunca desista de lutar, eu, você ou melhor nós somos uma das obras primas de Deus. Ele sendo Deus nunca desistiu de nós então não devemos desistir nunca dos nossos sonhos e objetivos. A melhor forma de conseguir vencer qualquer batalha e obstáculos, é dobrando e jogando os joelhos no chão, orar e conversar com Deus. Quero agradecer a todos que de alguma forma contribuíram para que tudo isso viessem acontecer, grato a Deus sempre.

 

Lívia Andrade


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Lívia Andrade Foto: divulgação

Ela é linda, espirituosa, alegre, franca e talentosa. Lívia Regina Sorgia de Andrade, ou Lívia Andrade é uma daquelas artistas que agrada de crianças a idosos. Ela também é sinônimo de carnaval talvez por sua longa passagem à frente da bateria da escola de Gaviões da Fiel de São Paulo. Lívia também é presença certa no quadro dominical “O Jogo dos Pontinhos”, no Programa Sílvio Santos (SBT), geralmente dando respostas muito engraçadas. Difícil imaginar que, quando jovem, a atriz era inibida. “Na época da escola eu era muito tímida”, revela. Entre um compromisso e outro, Lívia recebeu gentilmente a reportagem do Blog Carvalho News para falar da carreira, inveja no meio artístico, planos e muito mais. Quer saber mais? Então leia a entrevista a seguir.

Blog Carvalho News – Você iniciou sua carreira aos 13 anos, como modelo, realizando algumas campanhas publicitárias. Naquela época quais eram os seus planos?

Lívia Andrade – Naquela época eu só queria começar a trabalhar para ter minha independência financeira e começar a ser alguém na vida, o meio da moda e o meio artístico meio que entraram na minha, e como entrava uma grana legal, achei interessante, afinal eu queria ganhar meu dinheiro.

Blog Carvalho News – De que forma essa rotina de trabalho impactou sua vida?

Lívia Andrade – Mais jovem eu tinha muita disposição para trabalhar e não queria perder nada, porém dependia da ajuda da minha mãe ou tio pra me levar e acompanhar, é um meio perigoso cheio de gente querendo tirar proveito e eu já sabia que deveria tomar alguns cuidados como não ir sozinha pra lugar nenhum, acho que atrapalhei a vida deles um pouco (risos). Eu estudava nessa época e sempre fui boa aluna, nunca repeti ou fiquei de recuperação. A única coisa chata e que me atrapalhava as vezes eram os outros alunos, como eu aparecia na TV ou em alguma campanha ficava ouvindo gracinhas e provocações o tempo todo. Isso me dava preguiça e tinha dias que eu não queria ir pra escola para não ter que passar por isso, era muito tímida na época.

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Lívia: “A música sempre me perseguiu” Foto: divulgação

Blog Carvalho News – Você já gravou dois álbuns nos estilos Pop e Funk Carioca, além da música “Sou Corinthiana”. Quando percebeu que possuía talento musical? E por que não investiu nessa área?

Lívia Andrade – .A música sempre me perseguiu, fiz até umas aulas de canto porque cantar era uma maneira de ganhar dinheiro, ter o que vender no caso, no Programa Fantasia a gente já fazia shows pelo Brasil cantando e dançando, depois veio o grupo Mallandrinhas e a gente se apresentava cantando também. Na época eu não gostava de cantar, ficava bem nervosa e irritada dentro do estúdio pra colocar voz. Já quiseram investir nisso no passado, eu iria gravar o álbum no Japão e lançar aqui mas não quis ir… cantei em Carrossel, tem música minha em dois CDS e fiz muitos shows de Carrossel pelo Brasil todo. Cantei o tema de final de ano do SBT. Já fiz parceria com outros grupos e já tive músicas tocando em rádios pelo Brasil todo ficando entre as mais pedidas. Mas sempre vou pra onde a vida me leva, pra onde está rendendo mais (risos) não dou murro em ponta de faca, sou ansiosa e imediatista. Como artista acho que tenho que fazer um pouco de tudo e que mais me encanta são os shows, toda produção para uma apresentação e acho que meu talento musical é limitado perto de tantos talentos que temos por aí.

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Lívia e o apresentador Sílvio Santos. Reprodução do Instagran

Blog Carvalho News – “Você já atuou na peça “Aconteceu com Shirley Taylor”, no filme “Simplesmente Natasha”, bem como nas novelas “Corações Feridos” , “Carrossel” e “Vende-se Um Véu de Noiva” Como se preparou para interpretar esses personagens?

Lívia Andrade – Estudei teatro por um tempo, trabalhei com grandes talentos e aprendi muitas coisas na prática com grandes artistas dos quais tive o prazer de trabalhar, fiz parte do elenco da Praça é Nossa por uns anos e acho que tenho uma certa facilidade para me transformar. Sempre quis fazer parte do elenco de uma novela, fiz muitos testes até chegar a minha vez e conseguir um papel… comecei fazendo figuração, depois participações , até conseguir um papel. O primeiro foi Janaina em Corações Feridos, depois veio Suzana em Carrossel e Barbara em Chiquititas.

Blog Carvalho News – Suas características mais evidentes são a espontaneidade e a coragem para dizer o que pensa. O que dá medo em você?

Lívia Andrade – Aprendi a ter coragem pra enfrentar a vida de frente, não ter medo! O que me assusta são as pessoas cada vez mais superficiais, sem personalidade, sem voz ativa! Acabam perdendo a essência e a individualidade, vivem fazendo média e política, tentando se enquadrar ou seguindo padrões  Como não faço média e nem política perco muitas oportunidades, mas mesmo assim não tenho medo é preciso aceitar o sistema e ir até onde eu posso e suporto pois preciso ter paz para ser feliz. No dia que perder minha essência ou mudar meu jeito de ser perco a paz e aí pra mim não serve!

Blog Carvalho News – Quais as melhores lembranças que você guarda na memória?

Lívia Andrade – São muitas… muitos momentos de total felicidade, coisas estranhas que aconteceram também, momentos de risco e perigo dos quais passei e superei. Da pra escrever um livro (risos) memórias boas ou ruins todas foram importantes e fizeram de mim quem sou hoje.

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Lívia é presença marcante no carnaval Foto: Léo Franco Ag. News

Blog Carvalho News – Muitos afirmam que o ambiente televisivo é cruel, em virtude da grande concorrência, vaidade, fofoca e inveja. Como você se protege desses sentimentos e de pessoas negativas quando as identifica?

Lívia Andrade – Em todo lugar tem..  mas o meio artístico é realmente premiado (risos) além de ter muita fé, rezar bastante eu me afasto, evito contato e quando tenho que conviver trabalhando, quando  chego em casa tomo um belo banho de sal grosso ou ervas pra descarregar as energias negativas.

Blog Carvalho News – Ser uma pessoa pública tem um lado bom e outro ruim. Qual sua estratégia para manter sua vida pessoal preservada?

Lívia Andrade – Não usar coisas da vida pessoal ou pessoas para se promover… o que devemos divulgar é o nosso trabalho apenas. Se não tenho nada de interessante, fico quietinha na minha. A partir do momento que você abre sua vida pessoal vai ser cobrada para sempre. Não gosto de expor as pessoas e nunca precisei usar alguém ou um relacionamento para aparecer ou me promover, então nunca tive esse tipo de problema.

Blog Carvalho News – Quais são seus projetos?

Lívia Andrade – Não faço projetos. Não lido bem com as mudanças de planos do meio do caminho, prefiro me surpreender sempre do que me frustrar com algo que pode não dar certo! Deixo a vida me levar…

Blog Carvalho News – Qual a mensagem que gostaria de deixar para os leitores do blog?

Lívia Andrade – Estejam preparados para receber as oportunidades que a vida dá… nem sempre o que está reservado pra gente é o que queremos. Sonhem mas mantenham os pés no chão. O nosso destino e os planos de Deus com certeza são melhores e maiores do que a nossa vontade própria.

 

Youtuber Whindersson Nunes


Com mais de 20 milhões de inscritos em seu canal e vídeos com mais de 9 milhões visualizações, o comediante e youtuber Whindersson Nunes é um exemplo de sucesso. Aos 22 anos, esse piauiense de Palmeira do Piauí, também atua como ator em filmes como “Os Penetras 2”. Whindersson ainda encontra tempo para fazer Stand-Up por todo Brasil. Quer conhecer um pouco mais o Lampião do Piauí? Então leia a entrevista a seguir.

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Fotos: Beto Moraes

Blog Carvalho News – Você possui aproximadamente sete anos de Youtuber.  Como explica o sucesso do seu canal?

Whindersson Nunes – Eu acredito que é o comprometimento que tenho com cada um dos meus seguidores. Pretendo fazer todos os dias, todos os meus vídeos com o mesmo carinho de sempre.

CN -Como é o seu processo de criação?

Whindersson Nunes – Meu processo sou eu e minhas ideias. O que me chama atenção eu gravo, agora por exemplo, estou num hotel aqui em Nova Iorque e tem um serviço que me chamou atenção, provavelmente vai virar vídeo. risos.

CN – Você é muito jovem e já se tornou uma referência de sucesso. Como isso afeta o seu dia a dia?

Whindersson Nunes – Recebo tanto carinho dos meus fãs, que faço isso com o maior prazer. Amo ser reconhecido nas ruas.

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CN – Existe algum profissional que influenciou ou influencia o seu trabalho?

Whindersson Nunes – Eu tenho liberdade para falar o que eu quiser na hora que eu quiser. Eu venho agradando muita gente, risos.

CN – Atualmente, vivemos a era do politicamente correto. É comum encontrar artistas que se envolvem em sérias polêmicas seja por uma declaração infeliz ou simplesmente por causa de uma piada mal recebida por parte do público. Você já passou por isso? Tem esse tipo de preocupação ao elaborar o seus roteiros?

Whindersson Nunes – Procuro não me envolver com esses temas, não é meu objetivo como influenciador digital.

CN – Quais as novidades que esta reservando para o seu público?

Whindersson Nunes –  Ah, tem show novo batendo a porta, tem filme saindo do forno, tem participação em clipe do Luan Santana, muita coisa!!!

Banda Uns e Outros


“Cartas aos missionários” e “Dias vermelhos ” são dois dos sucessos de uma banda que talvez voce, que tem menos de 35 anos, não tenha tido a oportunidade de conhecer. Estamos falando da Uns e Outros. A boa notícia é que Marcelo Hayena, vocalista da banda, aceitou falar com a reportagem do Carvalho News sobre a politica, carreira, Rock nacional e, lógico, a Uns e Outros. Quer saber mais sobre esse grupo musical? Então não perca a entrevista a seguir!

Uns e Outros

Blog Carvalho News – Nos anos de 1980 era comum ouvirmos musicas cujas letras criticavam o momento político da época. Outras demonstravam indignação com questões sociais, tudo isso embalado por arranjos musicais coerentes que nos divertiam mais também nos levavam a uma reflexão. Por que isso quase não acontece nos dias atuais?

Marcelo Hayena: Sinceramente não sei…Os tempos são outros, né? Talvez não tenhamos mais problemas…Talvez tenhamos nos transformado na Suécia? Quem sabe? rsrsrsrsr. A verdade é como poesia, o problema é que a grande maioria das pessoas detesta poesia….rsrsrsrsrsrsrs

CN – Nos dias de hoje, uma banda de Rock alternativo consegue ter êxito em nosso país?

Marcelo Hayena: Hoje, no Brasil, qualquer um que não faça música sertaneja está fazendo música alternativa. O Rock nacional tem seu público e este público está ávido por coisas novas. Se você faz um trabalho honesto, acredita e aposta na proposta, a chance de conseguir alguma coisa, mesmo neste monopólio do mercado, é plausível. O conselho que dou é: Não pensem muito sobre essas questões de mercado. Peguem seus instrumentos e mandem ver!!!

CN – Como surgiu a Banda Uns e Outros? E qual era a proposta inicial dos músicos?

Marcelo Hayena: A banda surgiu em 1983. Eu e Gueu nos conhecemos desde garotos e montamos primeiro uma banda chamada Extrema Unção que nem chegou a se apresentar ao vivo e durou bem pouco. Logo depois, formamos o Uns e Outros. No início, nossa pretensão era tomar umas cervejas de graça e sair com as garotas que normalmente não nos dariam bola rsrsrsrsr. A coisa foi crescendo a partir do momento que fomos sendo chamados para fazer apresentações em shows maiores. O que começou como uma brincadeira de adolescentes, este ano completa 30 anos de carreira.

CN – A Banda teve um hiato entre 1991 e 2002. Por que houve essa parada? O que fizeram nesse período?

Marcelo Hayena: Na verdade nunca paramos. Tivemos sim um período em que não estávamos com contrato com nenhuma gravadora e não lançamos CD, mas nunca deixamos de ir para a estrada.

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Uns e Outros Fotos: divulgação

CN – Como vocês avaliam o nosso atual cenário musical?

Marcelo Hayena: Tudo está muito voltado para o entretenimento, para a diversão. Parece que há uma obrigação em ser feliz a qualquer preço e não ter de pensar nos problemas tão comuns à vida de qualquer cidadão. Ninguém é feliz o tempo todo!!! Música também não serve somente para diversão, também serve para reflexão, para questionar, para se colocar diante do mundo, mas parece que as pessoas preferem viver numa realidade distorcida. Como se não pensar nos problemas poderia fazê-los desaparecerem…Opa!!! Peraí!!! Não é assim que um viciado foge da sua infeliz realidade? Interessante não? Já dizia o grande Frejat: “…Rir é bom, mas rir de tudo é desespero…”

CN – Das bandas e cantores estrangeiros. Quais os que mais chamam atenção da Uns e Outros?

Marcelo Hayena: Nossa, são muitas!!! Desde as clássicas como: Beatles, Rolling Stones, The Doors, Beach Boys, The Kinks, The who, Led Zeppelin, Bowie, Iggy Pop, Deep Purple, Black Sabbath, Police, The Clash, The Cure, U2, The Smiths, Eccho And The Bunnyman, entre outros. Até as mais recentes como: Smashing Pumpkins, Pixies, Nirvana, Pearl Jam, Alice and Chains, Stone Temple Pilots, Soundgarden, Muse, Foo Fighters, Kaiser Chiefs, Keane, Red Fang, Coldplay, Artic Monkeys, Kings Of Lion,The Killers, The Cooks. E por mais que eu passe uma tarde inteira escrevendo, vou acabar me esquecendo de muitas, rsrsrsrsrsrsr.

CN – O que os membros da Uns e Outros costumam ouvir e apreciar?

Marcelo Hayena: Ultimamente, temos ouvido muita coisa de nossos vizinhos Sul Americanos como: Soda Stero, Fito Paez, Charly Garcia, NoTe Va a Gustar, Libido, Viniloversus, La Luz Mandarina, La de Roberto, La Máquina Camaleón, Guerreros de Cartón. Também Vetusta Morla (Espanha) e Ligabue, Negramaro, Modà e Subsonica (Itália)

CN – Vocês são muito felizes na escolha do repertório. Como é feito esse processo? Algum de vocês compõe?

Marcelo Hayena: Todos nós compomos, mas as composições mais frequentes são de autoria minha e do Nilo. Compomos especificamente para o trabalho da vez. Não compomos 40 canções e depois escolhemos as 12 ou quatorze que farão parte do CD. Vamos compondo a canção que achamos que o trabalho precisa tanto no que diz respeito a mensagem como em relação as melodias e arranjos.

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Marcelo Hayena

 

CN – “Uns e Outros Ao Vivo” é o cd mais atual. Qual foi o critério de seleção do repertório?

Marcelo Hayena: Nesse nosso primeiro trabalho Ao Vivo, queríamos mostrar a nossos fãs um pouco mais de quem somos e o que nos influenciou. Quais bandas e que tipo de som nos fizeram ser a banda que somos. Escolhemos as músicas mais significativas de nosso repertório autoral e, aqui e ali, fizemos releituras de bandas e canções que foram importantes para nossa formação musical.

CN – No imaginário popular, todo roqueiro é revolucionário e politizado. Isso é verdade?

Marcelo Hayena: No imaginário popular também nos enchemos de drogas, bebemos excessivamente e participamos de orgias diariamente, hahahahahah!!! Como todo cara que se preza, aos 20 anos eu tinha certeza que faríamos a revolução e mudaríamos o mundo, hoje, aos 50 anos, dou graças aos céus que ele não me mudou!!! Quanto à política, me posiciono como o atirador no alto do campanário. Tenho uma bela visão do terreno, armamento preciso, munição suficiente e licença para atirar em quem mereça ser abatido. E isso não exclui em nenhum dos lados do conflito!!! Hoje sinto o país dividido, mas, infelizmente, no Brasil escolher um dos lados é perder sempre. Mais dia menos dia, aquele cara a quem você confiou seu voto vai te trair, porque na verdade ele não sente estar a serviço da sociedade que o elegeu, e sim a serviço dele mesmo e de seus interesses pessoais e políticos.

CN – Em relação ao atual momento político brasileiro, com número recorde de denúncias de corrupção, desvios de verbas públicas, superfaturamentos em obras etc. Imaginavam que nossa situação chegaria a esse ponto?

Marcelo Hayena: Nunca duvidei do potencial dos nossos representantes!!! Sempre tem como piorar as coisas por aqui !!! rsrsrsrsrsr. Precisamos nos reinventar. Temos que repensar nosso papel. Nosso problema é de falta de ética ou de ética distorcida. O Prefeito, o Governador, o deputado, o Senador, o Presidente não vieram de Marte , Vênus ou de outra galáxia. Todos eles vieram do mesmo lugar de onde você e eu viemos: do seio da nossa sociedade!!! A “cervejinha” do guarda, a fila “furada” na padaria, o uso indevido da vaga do deficiente, o desrespeito com os idosos, a exploração de menores, o golpe no turista inocente, etc. Talvez sejam o começo de tudo isso que vai desembocar nesse teatro de horrores que assistimos hoje nos telejornais.

CN – Vocês possuem fãs extremamente fieis. Qual a mensagem que gostaria de deixar para eles?

Marcelo Hayena: Sim. Foi por eles que nunca pensamos em desistir da luta, mesmo nos momentos mais difíceis. Há tempos descobrimos que mais importante que estar num palco e tocar um instrumento, é tocar pessoas. E isso tem sido nossa bandeira. Esperamos estar mais próximos de vocês este ano. Aguardem amigos!!!

Cineasta Marcelo Paes de Carvalho


Com muitos projetos e planos de morar no continente europeu, o cineasta carioca Marcelo Paes de Carvalho faz um balanço do atual cenário cultural brasileiro. Conheça um melhor esse empreendedor, bem como seus posicionamentos nesta rica entrevista.

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Blog Carvalho News – Fale-nos do seu longa documentário “Incêndio no Circo – Das Trevas à Luz”.

Marcelo Paes de Carvalho – O filme, um longa documentário, conta a tragédia que ocorreu em 1951, com o incêndio do Gran Circus Norte Americano, em Niterói, onde morreram 317 pessoas e mais de 500 feridos. Mas o filme fala não só sobre a tragédia em si, mas sobre como várias pessoas se destacaram no processo de recuperação daqueles enfermos, como a população se engajou, etc.

CN – Como funciona o seu processo para escolha de elenco?

Marcelo – Meu processo, na maioria das vezes, tem várias etapas, primeiro buscando conhecer os trabalhos anteriores daquele ator/atriz. Se eu acho legal, chamo para um teste, para ver se o personagem encaixa com aquele artista, pois muitas vezes temos atores/atrizes muito bons mas que não encaixam no personagem, e isso é o mais importante, precisa passar verdade, precisa de identificação, precisa de sangue no olho. Outras vezes, embora raramente, um personagem já é escrito pensando um determinado ator ou atriz, nesse caso, o processo é basicamente um convite.

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Marcelo com o cacique Pataxó em Porto Seguro (BA)           Foto: arquivo pessoal

CN – O que provocou a estagnação do cinema nacional?

Marcelo – Eu acho que a estagnação já passou. Com a retomada, muita coisa legal vem acontecendo, e o cinema brasileiro vive uma efervescência criativa. Nosso problema é outro, gravíssimo: A falta de público interessado em assistir o filme brasileiro que não seja a comédia, os filmes que já tem bilheteria certa. E mais importante do que discutir problema, é debater solução, que nesse caso, passa pela formação de plateia, desde crianças, a formação na área audiovisual, para que mais pessoas produzam, etc.

CN – Como você avalia o atual momento do cinema em nosso país?

Marcelo – Eu acho o cinema brasileiro lindo. Mas para isso, para constatar minha afirmação, é preciso sair do óbvio, é ir atrás de títulos diferenciados, é buscar o cinema que está sendo feito e não está sendo assistido, é buscar os novos nomes, os curta-metragistas, a galera que está respirando audiovisual por amor à causa. Para essas pessoas é que precisamos de mais políticas públicas, e não para o cinema comercial que já inclusive, poderia sobreviver sem as leis de incentivo.

CN – O Brasil vive um período complicado tanto na economia, quanto na política. Como tudo isso vem afetando suas produções?

Marcelo – Nós somos afetados pelo mundo que nos cerca o tempo todo, então vemos com olhos bastante atentos o que está acontecendo no país, na política, nos bastidores, essa crise de representação e até mesmo de identidade pela qual estamos passando, é olhar um congresso e não se reconhecer ali, embora reconheça ali também uma parcela da sociedade, e isso tudo é muito inquietante, e acaba influenciando até mesmo na nossa criatividade. E antes que me esqueça #FORATEMER.

CN – Voce é o presidente do Instituto Incartaz de Cultura, Educação e Inclusão Social. Qual a proposta dessa entidade?

Marcelo – O Instituto InCartaz surgiu em 2008 para dar vazão as nossas propostas e projetos de capacitação, principalmente em audiovisual. São projetos sociais, cursos, workshops, etc., tudo buscando uma maior inclusão social e a capacitação profissional nas artes.

CN – Quais seus projetos a médio prazo?

Marcelo – Estou indo morar na Europa, olhar o Brasil um pouco de fora, então à partir de 2017, passarei sempre 6 meses lá, 6 aqui, já que não consigo imaginar viver sem minhas andanças por esse país que tanto amo. E a meta é, além de finalizar os projetos em andamento (filmes, séries, etc) é fortalecer cada vez mais o projeto FILMINBRASIL, que capacita pessoas para trabalhar na área audiovisual em todo o país, com vários parceiros, em vários estados.

CN – Qual a mensagem que gostaria de deixar para os leitores do blog?

Marcelo – O que eu quero para os leitores é que olhem a arte como algo não só belo, mas necessário. Nesse momento estranho que estamos vivendo, onde chegamos a ver pessoas afirmando que os artistas eram apenas vagabundos (sendo que eu trabalho em média 18h por dia), precisamos incentivar a produção cultural brasileira mais do que nunca. A arte é sempre algo visto como secundário, quando não é. A arte realmente salva vidas. Esqueça os livros, a teoria, o pensamento, achando que isso é algo apenas subjetivo, pois não é. Uso sempre um exemplo que vivi para isso: Um dia, eu estava entrevistando pessoas, usuários de um hospital psiquiátrico, e elas tinham através de um projeto lindo da ECOAR – Educando com Arte (outra entidade da qual faço parte da diretoria), acesso a oficinas de dança. Uma senhorazinha, quando entrevistada, me deu o seguinte depoimento: “Sabe, meu filho… Ontem à noite, eu estava pensando em me suicidar… Mas aí, lembrei que hoje tinha aula de dança… Então, deixei para amanhã.” Pensem nisso, com carinho.

 

Olha o Canal Montezando aí gente!


Interessante, criativo e divertido. Assim podemos definir esse sucesso do Youtube, Canal Montezando. Seu criador, o youtuber Renan Montezano abriu espaço em sua concorrida agenda para falar sobre sua vida de youtuber,  projetos e muito mais. Boa leitura!

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Renan Montezano  Fotos: Arquivo pessoal

Blog Carvalho News – O que o levou a criar um canal no Youtube?

Renan Montezano – Sempre gostei de produzir conteúdo. Fazia vídeos curtos com um celular e postava no facebook. Era uma especie de esquetes de humor onde eu interpretava cenas engraçadas na vida de um casal. As pessoas gostavam e diziam: Cara por que você não coloca isso no youtube? Foi assim.

CN – Qual a proposta do Canal Montezando e por que escolheu esse nome?

Montezano – A proposta é entreter pessoas. O nome veio por conta no meu sobrenome “Montezano”. Montezando seria a forma de ver as coisas como eu vejo. Analizando, vendo, fazendo…montezando.

CN – Quais os assuntos que são abordados por você no veículo?

Montezano – No canal eu falo sobre, filmes quadrinhos, causos cotidianos, faço esquetes retratando a vida como ela é, paródias… tento abranger um público variado mas sempre colocando o meu ponto de vista da situação.

CN – Quais os ingredientes necessários para preparar um veículo de sucesso?

Montezano – Acho que não existe a fórmula secreta rs. Pra mim o importante é ser sempre você mesmo. Nunca vamos agradar a todos mas se vc souber expor bem suas idéias as pessoas que se identificam com você vão embarcar na sua ideia. Pra mim esse é o sucesso,atingir o objetivo. Ainda não atingi rs. Mas acho que estou no caminho certo.

CN – Quando seu canal foi criado? Inspirou-se em algum?

Montezano – O canal foi criado em janeiro deste ano (2016). Dentro do youtube tenho como inspiração o Whinderson Nunes. Comecei a acessar o youtube por conta dos vídeos dele. O youtube era uma plataforma que eu não conhecia bem.

CN – Quanto ao investimento, o que é necessário para montar um canal?

Montezano – Isso é bem relativo. No meu caso, no início eu só tinha uma câmera digital, e coragem rs.

CN – Como você seleciona os assuntos que irá abordar em seus vídeos?

Montezano – Os assuntos surgem! Só isso! E procuro falar sobre coisas que acontecem comigo. Hoje meu canal possui quadros diversos. Então a medida que as coisas vão acontecendo e vou observando os temas vão aparecendo.

CN – O que significa para você ser um Youtuber?

Montezano – Na realidade encaro isso tudo como um grande passa tempo. Faço vídeos porque eu gosto da produção. Então pra mim ser um youtuber nada mais é do que expor suas idéias para o mundo.

CN – Podem revelar alguma novidade que vem por ai?

Montezano – Sim, estou planejando fazer entrevistas no canal. Fechar com produtores de conteúdo em crescimento e dividir informações com eles para o público do canal.

CN – Qual a mensagem que gostaria de deixar para o seu público?

Montezano – Gostaria de agradecer a todos que curtem o Canal Montezando, agradecer a galera que apoia e me dá força pra seguir esse caminho. Espero poder retribuir o apoio de todos com mais e mais conteúdo divertido pra vocês!

Acesse: Canal Montezando

Daniel


Ele é um dos artistas mais queridos do cenário nacional. José Daniel Camillo, ou simplesmente Daniel, possui um lista considerável de sucessos, como por exemplo a canção “Eu Adoro Amar Voce”. Ele também se aventurou pelas artes cênicas com participações na novela ‘Paraíso’, da Rede Globo, e no filme ‘O Menino da Porteira’, “do qual fui protagonista”, acrescenta, com simplicidade. Daniel falou ao blog Carvalho News sobre família, carreira, projetos, bem como do DVD ‘Daniel in concert em Brotas”. Boa leitura!

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Blog Carvalho News – Seu trabalho mais recente é o “Daniel in concert em Brotas”. Quanto tempo foi necessário para produzi-lo?

Daniel – Foi muito rápido entre a concepção do show e a realização dele, cerca de dois meses, e na verdade nem seria um DVD, seria um show apenas, mas depois decidimos registrar.

CN – Você decidiu restaurar o Cine São José, um cinema da década de 1950, no centro de Brotas que permaneceu 20 anos fechado. Hoje é o único cinema em funcionamento em Brotas. O que o levou a tomar essa iniciativa?

Daniel – Este lugar sempre teve algo de especial para mim, pois ali me apresentei pelas primeiras vezes em festivais, e também era onde funcionava a rádio Brotense, onde eu tinha um programa junto com meu pai, ainda na infância. Além de ter um histórico emocional com esse prédio, eu queria devolver o cinema à cidade e também ter um espaço cultural onde pudessem acontecer apresentações, shows, peças de teatro, e graças a Deus consegui realizar esse sonho. O primeiro filme exibido após a restauração foi “O Menino da Porteira”, do qual participei como protagonista.

 CN – No “Daniel in concert em Brotas” você canta de Guilherme Arantes a Raul Seixas, sem abandonar seus próprios sucessos. Encontrou alguma dificuldade no momento da escolha do repertório?

Daniel – Neste projeto eu queria cantar músicas que sempre cantei mas que nunca havia gravado, canções que fazem parte da minha memória afetiva, e quando comecei a listar, cheguei em 60. Impossível um show e um projeto com tantas músicas, então fomos cortando até chegar em 29 canções.

CN – São mais de 30 anos de carreira. Você se considera um cantor amadurecido artisticamente?

Daniel – Acredito que com o passar dos anos é impossível a gente não amadurecer, adquirir experiências que nos fazem saber aquilo que gostamos ou não, descobrir nosso próprio estilo, enfim, eu acredito que sim mas isso não significa que esteja fechado para novos desafios, pelo contrário, tenho vontade de fazer muitas coisas, de me reinventar sempre, não podemos parar no tempo.

CN – Quais os artistas que influenciaram a sua arte?

Daniel – São muitos, porque eu sempre ouvi de tudo. Este mais recente DVD mostra um pouco isso, sou eclético, ouvia Tião Carreiro e Pardinho, Liu e Léo, Milionário e José Rico, e também Jerry Adriani, Jessé, Raul Seixas e tantos outros. A influência na minha música vem de todos os lados.

CN – Você conquistou um Grammy Latino com a trilha sonora do filme, O Menino da Porteira.Também já foi agraciado com outros prêmios. De que forma esse reconhecimento impactou sua vida?

Daniel – Sou muito grato por esse reconhecimento, não só os prêmios mas o carinho do público principalmente, você fazer um show e as pessoas cantarem suas músicas, isso nos faz ver a responsabilidade que temos em nossa carreira.

CN – Como é o seu dia a dia?

Daniel – Muito normal, agora tenho as minhas tarefas de pai também, tão prazerosas, e quando não estou viajando para compromissos, procuro participar de tudo na vida delas.

 CN – O que o Daniel costuma ouvir, quando está em períodos de folga?

Daniel – De tudo, ouço muita coisa, de moda de viola a música internacional, novas duplas, gosto de ouvir o que está tocando no rádio também.

CN – Lara e Luiza são suas filhas. Planeja ser pai mais uma vez? O que a família representa para você?

Daniel – minhas jóias raras, agradeço a Deus por essa oportunidade de ser pai, e por enquanto não pensamos em aumentar a família. Família é tudo para mim, minha base, meus pais sempre nos mostraram isso, que não há nada mais importante do que a família.

CN – Quais as parcerias musicais que gostaria de firmar?

Daniel – Ah eu sou aberto a parcerias, nunca me fechei para isso, mas a parceria que eu mais gosto e que me faz muito completo, é com meu pai. Cantar com o pai é um privilégio que tenho e enquanto puder, vou levá-lo comigo para termos esses momentos juntos nos palcos.

CN  – Quais seus projetos?

Daniel – Apesar de o DVD In Concert em Brotas ser recente, já estou em produção de um novo álbum, desta  vez com músicas inéditas. Este projeto deve sair no segundo semestre e estou bem contente com esse início de gravações.

Banda Cobra Kriada


Se voce aprecia um bom forró, com certeza já deve ter ouvido falar da banda baiana Cobra Kriada! Os músicos são um verdadeiro sucesso e ao longo dos seus dois anos e meio de estrada vêm acumulando fãs. “Nossos fãs representam o combustível para nos impulsionar a cada dia”, revela Judith Lima, que ao lado de Eli Alcântara formam o casal de vocalistas do grupo. Quer saber mais sobre esses animados forrozeiros? Então leia a entrevista exclusiva a seguir!

Blog Carvalho News – Quanto tempo a Cobra Kriada tem de estrada?

Eli AlcântaraDois anos e meio.

CN – Quem criou a banda, e como o grupo atual foi formado?

Judith Lima –  A banda partiu das Sapekas grupo infantil da produtora atual da banda. A ideia era fazer As Sapekas cantando forró, mas quando a banda foi se apresentar, a praça estava cheia de crianças esperando ouvir músicas infantis….Daí surgiu o desafio de montar uma banda para adultos. Quanto ao nome, em uma das reuniões com os antigos componentes, alguém disse que seria inviável continuar As Sapekas com aquela formação por que as “cobrinhas” já estavam criadas, daí a produtora entendeu e decidiu pelo nome “Cobra Kriada”.

Eli – A banda já passou por quatro formações de frente, por três vezes foram quatro vocalistas e atualmente a produtora decidiu por somente um casal de vocalistas. Fomos descobertos, Judith e eu,  em um concurso musical na região. A Judith chegou a fazer uma participação na banda antes de entrar e no ano seguinte foi convidada para se juntar a mim.

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Eli Alcântara e Judith Lima      Foto: divulgação

 

CN – Há alguma banda ou cantor que serve de inspiração para vocês?

Judith –  Sim! Como sou nova no forró, me baseio em cantores e bandas ,como Marcia Felipe ,Aviões do forró, Limão com Mel ,Magníficos ,Solteiroes do Forró, sem deixar de lado cantores tradicionais como Alceu Valença, Elba Ramalho ,Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Flávio José.

 Eli –  Apesar de escutar forró a um tempo, é a primeira experiência em uma banda de forró. No quesito “Vanerão” acompanho o trabalho de Marcia Fellipe desde a Garota Safada, Aviões do Forró, Calcinha Preta, Limão com Mel, Dorgival Dantas, Elba Ramalho, entre outros nomes da música sertaneja que sempre estão em parceria com o forró como Henrique e Juliano, Jorge e Matheus, Michel Teló, Zezé de Camargo e Luciano.

CN – Como vocês avaliam o nosso atual cenário musical?

Judith – Tem evoluído muito na questão produção e preocupação em inovar, só peço  e quero Lutar para que o tradicional não se perca e que o forró tradicional não seja apenas uma lembrança, gosto do novo e muito, mais não  podemos esquecer que temos a responsabilidade de perpetuar essa cultura linda e brasileiríssima que é  o forró.

CN – Como é o dia a dia de uma banda de Forró?

Eli –  Ensaios, decisões, União, produção, dedicação é  o que faz o trabalho dar certo.

CN – O que os membros da Cobra Kriada costumam ouvir e apreciar?

Judith – O nosso repertório é muito eclético, vai do rock ao arrocha. Pra nós é muito importante essa diversificação por que isso traz inovação de outros estilos. E eles opinam sobre o repertório, trazem ideias, sugerem musicas, para acrescer ao repertório e até mesmo toca-la em forró.

CN – Sobre o repertório. Como é feito esse processo de composição e escolha das melodias?

Eli – A gente busca está sempre antenado com o que está tocando nas mídias para não ficar com repertório defasado, temos um diretor musical e reuniões para falar sobre isso.

CN -Como anda os preparativos para o novo cd de vocês?

Judith – Ficamos surpresos com o resultado e a receptividade do público com nossa música de trabalho (Que Amor é esse?),  a aceitação foi muito boa. Não queremos deixar essa peteca cair e logo logo estará saindo mais outro sucesso autoral da banda Cobra Kriada.

CN – O sucesso atual da banda é a música “Que amor é esse”. Quem a compôs?

Eli – Composição do nosso parceiro de anos Mister Cuca, o compositor das Estrelas e nosso conterrâneo, que sempre tem um carinho especial com a gente. Desde o primeiro cd da banda ele tem participação. Inclusive o nosso sucesso do ano passado (Don Juan) também é dele e tem outras composições dele também nesse cd.

CN – Qual é a composição atual da banda Cobra Kriada?

Judith – Nos backs Tâmara e Jamily, Neto Santos e  Gabi Macário são nossos bailarinos, no teclado  Danilo, nos metais  Douglas, Miguel e Danilo; Baixo: Abmael; Guitarra: Vanderson; Bateria Josilto; Percussão  Ney e Rogério, no vocal Eli e eu.

CN – Quais os projetos da banda? Pode divulgar a agenda de shows?

Eli – A banda está em fase de construção do novo CD e montagem de um novo repertório. Quem acompanha nossas apresentações sabe que a gente sempre faz algo diferente/inesperado durante o show e é nisso que estamos trabalhando. Por enquanto temos algumas festas fechadas nesse mês de Julho, São Pedro e na festa da cidade Itabuna estaremos marcando presença com nosso forró e muito mais. Nossa agenda é igual coração de mãe, sempre cabe mais um evento (risos).

CN – Vocês possuem um número fãs que cresce a cada show. Qual a mensagem que gostaria de deixar para eles?

Judith – :Estamos  felizes com o carinho e admiração de vocês, agradecemos a  Deus por ter nossos  chocofãs (Apelido carinhoso de chocolates para nossos fãs )como vocês ,queremos sempre ter o máximo de contato com  todos para que  possamos melhorar ainda mais. Nossos fâs representam o combustível para nos impulsionar a cada dia!  Amamos vcs!

 

Gato de Louça


Para os roqueiros de plantão, eles dispensam apresentações. A Banda Gato de Louça possui sim “várias vidas” e mantém ao longo dos seus 30 anos de estrada, energia de iniciantes, para realizar shows alucinantes e produzir músicas de qualidade através das décadas. Então sem mais rodeios a Banda Gato de Louça!

banda gato de louça

Blog Carvalho News – Por que o nome Gato de Louça?
Antônio Albuquerque – Nome gato de louça foi criado para gerar um contraste entre a fragilidade da louça e o peso do som da banda.

CN – Como a banda é composta atualmente?

Albuquerque – Vocal, André Lar Belle; Douglas Freires – guitarra (MIDI); Léo Barcellos – baixo; Marquinho Azevedo – bateria; e eu, Antônio Albuquerque na guitarra.

CN -Nos dias de hoje, uma banda de Hard Rock consegue ter êxito em nosso país?
Léo Barcellos – Achamos que as condições não são favoráveis para o hard rock porque a mídia não divulga esse estilo de música, dando preferência a um gênero mais simples de ser assimilado pelo público, assim como o pagode,o sertanejo universitário e o funk.

CN – Como surgiu a banda?

Albuquerque – A Gato de Louça surgiu em meados dos anos 80,na UFRJ, fazendo um som instrumental pesado e bem progressivo. Com o tempo, a banda sentiu a necessidade de um vocalista… Temos mais de 30 anos de estrada.

CN – Como voces avaliam o nosso atual cenário musical?

Barcellos – Atualmente, com a criação dos coletivos de rock, temos uma abertura maior para apresentação das bandas autorais, porém, as rádios “rocks” ainda não têm espaço para divulgar esse tipo de trabalho. Por esse motivo, não existe a renovação de bandas na mídia.

CN – Led Zeppelin, Deep Purple são algumas das bandas internacionais que influenciam a sua arte. No Brasil, quais as que mais chamam atenção de voces?

Albuquerque – Mutantes, Angra e Sá, Rodrix & Guarabira.

CN – O que os membros da Gato de Louça  costumam ouvir e apreciar?

Barcellos – Parte da banda ouve progressivo e outra parte, heavy metal.

CN – Sobre o repertório. Como é feito esse processo de composição e escolha das melodias? Além do Antônio quem mais compõe?

Barcellos -O Toninho é quem compõe as músicas da banda. O processo de composição e escolha de melodia é feito de forma intuitiva, onde o resultado aparece naturalmente.

CN – Como andam os preparativos para o novo cd de vocês?

Albuquerque – Para o novo cd, já possuímos várias composições instrumentais e cantadas. Executamos as músicas nos shows para sentir a aceitação do público. Estamos em processo de gravação independente, precisando no momento de patrocínio. O novo trabalho da banda já conta com a presença do novo vocalista André Lar Belle.

CN – No  imaginário popular, todo roqueiro é revolucionário e politizado. Isso é verdade?

Barcellos – Achamos que hoje em dia, a maioria das pessoas sejam roqueiros ou não, são politizadas e não revolucionárias.

CN – Quais os projetos da banda?

Albuquerque – Possuímos alguns projetos a serem alcançados, como: ingressar no circuito de eventos motociclísticos, conseguir espaço para levar nosso show a outros estados e divulgação do nosso trabalho no Brasil e no exterior.

CN – Vocês possuem fãs extremamente fieis. Qual a mensagem que gostaria de deixar para eles?

Barcellos – Queremos agradecer a todos os fãs da banda que nos acompanham nas redes sociais, YouTube e nos shows. Também não podemos deixar de agradecer as mais de 11 mil visualizações do vídeo instrumental da música ” a cruz e a espada”, de autoria própria. Queremos convidar a todos para o nosso próximo show que será realizado no dia 03 de setembro, no aniversário do Nephillins de Aço Moto Clube em Pilares – RJ.

Saiba mais:

Banda Gato de Louça no You Tube

https://www.facebook.com/GatoDeLouca/

Todos unidos por um ideal


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A caridade é uma das mais lindas virtudes do ser humano. Num mundo com tantas desigualdades, ajudar ao próximo é uma iniciativa essencial para o bem estar de todos. Esse ato nos torna melhores como indivíduos, sendo pré-requisito para todo cidadão de bem. Pensando nisso, nesse Dia da Caridade (19 de julho), decidimos apresentar o trabalho desenvolvido pelo grupo Unidos Por Um Ideal (UPI), da cidade de Itapé (BA). Seu presidente, José Adriano Pereira revela que em um ano de atividades cerca de 230 famílias já foram beneficiadas. “Nosso grande desafio é mostrar as pessoas que não temos fins lucrativos”, garante. Conheça melhor essa bela iniciativa lendo a entrevista a seguir. Quem sabe, voce não descobre uma forma de ajudar ao próximo em sua cidade! Tenho certeza que essa iniciativa pode fazer a diferença!

Blog Carvalho News – Como surgiu a ideia de criar a Unidos por Um Ideal?

José Adriano Pereira – Sempre tive o desejo de realizar um trabalho social. A partir daí, comecei a frequentar, com a Valéria, locais carentes e este desejo foi aumentando. Gostaríamos de poder fazer algo para ajudar o próximo.

 CN – Qual a proposta da Unidos por um ideal?

Valéria Souza – Realizar um trabalho com famílias em situação de vulnerabilidade e risco em parceria com a comunidade, através de ações que visam resgatar a dignidade em situações emergenciais.

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José Adriano e Valéria Souza, respectivamente, presidente e vice da UPI                                            Fotos: arquivo pessoal

 CN – Quantas pessoas estão envolvidas com esse trabalho social e quantas pessoas já foram auxiliadas até agora por vocês?

José Adriano – Somos onze envolvidos no projeto, que já beneficiou 230 famílias aproximadamente.

CN – Como sua entidade é mantida?

Valéria – Através de doações da comunidade local e mensalidades dos integrantes do grupo.

CN -Quais os grandes desafios que vocês têm enfrentado ao longo dos anos?

José Adriano – O nosso grupo tem apenas um ano. O nosso grande desafio é mostrar as pessoas que não temos fins lucrativos.

CN – Como a população tem encarado o trabalho da Unidos por um Ideal?

Valéria – O trabalho está sendo bem aceito, ate porque nós não visamos interesses próprios.

CN – Quais os projetos que a entidade está envolvida atualmente?

José Adriano – Desenvolvemos o Arraiá Vinde e Vede ( com o objetivo de arrecadar alimentos),  o Sopão Solidário, o Almoço solidário, o Natal solidário ( também com o objetivo de arrecadar alimentos) e  a Campanha do agasalho.

CN – Como as pessoas podem ajudar a iniciativa de vocês?

Valéria – Através de doações. Também com a participação em reuniões semanais para que dessa forma tenhamos mais divulgações do trabalho solidário que desenvolvemos.

Saiba mais:

Facebook/Unidos Por Um Ideal

E-mail: [email protected]