O dublador Raphael Rossatto


Ele tem 30 anos, é ator, cantor (um dos fundadores da banda de pop rock Jack B) e dublador e sua voz é inconfundível. Estamos falando do carioca Raphael Rossatto, que ficou conhecido por emprestar a voz para Flynn Rider (José Bezerra) nas canções do Filme “Enrolados” da Disney.  Ele também foi a voz de Kristoff em “Frozen”, de Peter Quill, o Senhor das Estrelas (Chris Pratt) nos filmes Guardiões da Galáxia, Cisco Ramón em “The Flash”, e muitos outros personagens. Rossatto recebeu gentilmente a reportagem do Blog Carvalho News para falar do “mágico” mundo da dublagem.

Raphael Rossato3
Raphael Rossatto Fotos: divulgação

 

Carvalho News – O que o levou a se tornar um dublador?

Raphael Rossatto – Sou de família circense, sempre atuei como palhaço desde criança, acrobacias, apresentava o espetáculo junto com meu pai, entã aprendi a usar e colocar a minha voz desde cedo. Em duas ocasiões me abordaram perguntando se eu era dublador. Fiquei curioso e descobri um curso de dublagem perto de onde estava trabalhando naquela época, o Vamos fazer arte, do meu querido Cláudio Galvan. Apareci para fazer uma aula de experiência com a minha mestra na dublagem, Mabel Cesar, e me apaixonei, a partir dali eu soube que era uma coisa que queria fazer pra sempre, é apaixonante.

CN – Como foi o início de sua carreira?

Raphael Rossatto– Costumo dizer que dei muita sorte, pois tudo aconteceu muito rápido, o que não ocorre normalmente nesse ramo.O Cláudio Galvan, assim que terminei o curso de dublagem, me convidou para ir com ele em alguns estúdios de dublagem para conhecer como as coisas funcionavam na prática e me apresentar. O último que visitei foi a Delart, lembro que nesse dia estavam dublando Lost, quem estava dirigindo era o Mário Jorge, e lá na sala estava presente outro mestre, Garcia Junior, que na época era o responsável pela dublagem da Disney Brasil. O Claudio me apresentou, disse que havia terminado o curso de dublagem, que além de ator eu também era cantor e que estava pronto pra começar a trabalhar. O Garcia pediu algumas gravações minhas cantando, pois sempre estavam precisando novos cantores para gravar as canções, e por sorte eu tinha algumas trilhas gravadas. Enviei e, pouco tempo depois, ele me convidou para fazer o teste para uma canção de um longa da Disney, Enrolados. Fiz e fui aprovado, logo em seguida também me convidou para fazer o teste para dublar o protagonista, Flynn Rider. Fiz e passei também. Fiquei muito feliz pois meu primeiro trabalho seria cantando e dublando o protagonista de um filme da Disney. Mas pouco tempo antes de dublar, chegou a notícia de que o marketing da Disney tinha escolhido o Luciano Huck para dublar o personagem, mas que eu ainda gravaria as canções. Foi assim que entrei nesse universo mágico, a partir dali o Garcia me indicou para o Manolo Rey e logo comecei a dublar com ele outra série da Disney chamada Shake it up, e foram me indicando e em pouco tempo estava dublando em quase todos os estúdios e fazendo meus primeiros protagonistas.

Raphael Rossato4

CN – Para quais personagens já emprestou sua voz?

Raphael Rossatto – Vou citar alguns, pois são muitos ao longo de sete anos de dublagem. Em filmes dublei o Augustus Waters em A culpa é das estrelas, recentemente o Will Traynor em Como eu era antes de você, Peter Quill (Senhor das estrelas) em Guardiões da Galáxia, Óh em Cada um na sua casa, Adam em Se eu Ficar, Alex em Simplesmente acontece, Flynn Rider (cantando) em Enrolados, Kristoff em Frozen, Guy em Os Croods, Finnick Odair em Jogos Vorazes, Cavaleiro Solitário em O Cavaleiro Solitário, Owen em Jurassic World… e em séries, dublo o Ezra Fitz em Pretty Little Liars, Aethewulf em Vikings, Cisco Ramón em The Flash, Ty Rux em Dinotrux, sou a nova voz do Pokedéx em Pokemón, Hendrickson em Nanatsu no Taizai, Kieran na série Scream, Danny na nova série da Sony The Catch, Dave Rose em Happy endings, e tem mais, rs

raphael-rossatto-daniel-arenas
Rossatto é a voz de Daniel Arenas de “A Gata” e “Coração Indomável”, do SBT.

CN –  A dublagem brasileira é uma das melhores do mundo?

Rossatto – Sempre foi considerada, e merecidamente. Temos os melhores profissionais nesse ramo e isso é indiscutível. Em vários casos, nem consigo mais ver o filme legendado, pois dependendo de quem seja o ator, a voz e a interpretação na dublagem ficam muito melhores e mais engraçadas que o original.

CN – Como você avalia o mercado de dublagem no Brasil, nos dias atuais?

Rossatto – A dublagem vem crescendo consideravelmente. Hoje em dia,  quase todos os produtos são dublados, a demanda é enorme, e como cada vez mais a dublagem tem se tornado notícia. É natural que a procura por esse mercado tenha crescido também, mas junto com isso aumenta também a picaretagem, como em qualquer ramo. Muita gente desqualificada abrindo cursos, iludindo e preparando mal os novos dubladores, muitos estúdios novos abrindo em vários cantos do país, o que não seria problema se tivesse gente competente a frente disso, o que não é o caso. Estúdios picaretas que não pagam bem os diretores e por isso colocam qualquer um que aceite ganhar migalhas pra trabalhar. Essas coisas enfraquecem o nosso trabalho, com diretores ruins, não adianta trabalhar com dubladores bons, o trabalho fica comprometido, Nós também não aceitamos trabalhar nessas condições, o que levam os estúdios ruins, com diretores ruins a procurar dubladores novos, desinformados e despreparados, que pela gana e tesão de começar a trabalhar, aceitam qualquer coisa. A posição do diretor é muito séria, ele não tem só que dizer se a fala ficou curta ou longa, ele precisa ter muito conhecimento, de línguas, de cultura geral, precisa conhecer bem os dubladores e as vozes com quem vai trabalhar, pois muitas coisas são mudadas na hora em que gravamos, existem termos, coisas que desconhecemos, e o diretor precisa ter inteligência, sagacidade e conhecimento para dar uma solução eficaz quando encontramos esse tipo de problemas. Queremos muito encontrar uma forma de combater esse tipo de coisa, pois realmente estão sucateando a nossa profissão, e isso não é bom para ninguém, nem para nós que vivemos disso e levamos muito a sério, e muito menos pro consumidor, que gosta e valoriza nosso trabalho.

Raphael Rossato5
Em um momento de descontração Foto: arquivo pessoal

CN – Como sua “herança” circense o auxilia na composição de seus personagens?

Rossatto  – Nasci e morei no circo até meus 20 anos. A vivência desde criança, a forma como aprendi a lidar com o público, e o jeito lúdico e desprendido como atuamos lá me prepararam muito para ser quem sou hoje, em todos os aspectos, no teatro, na dublagem, na música e na vida. Assim como a dublagem, o circo é uma grande escola, temos momentos bons e muitos ruins, passamos perrengues atrás de perrengues, é uma vida extremamente gostosa, mas muito sacrificante. Não tenho dúvidas de que se hoje gostam do meu trabalho como ator e dublador, eu devo muito ao circo por ter me preparado dessa forma. Acho que é mais fácil encarar os desafios impostos hoje, pessoais ou profissionais, por ter enfrentado tantos outros a vida inteira.

Naeliton Rosa Pinto


O atual prefeito do Município de Itapé, Naeliton Rosa Pinto concedeu gentilmente uma entrevista para o Blog Carvalho News. Na pauta está uma análise sobre seu primeiro ano à frente da prefeitura, críticas, planos para o futuro, desafios na administração, como a população pode auxiliar na gestão e muito mais. Curioso (a) para ouvir o que o prefeito vai dizer? Então não perca tempo!

 

Pedro Jackson Brandão Almeida (Pedrão)


Ele é considerado uma das maiores lideranças políticas do Município de Itapé (BA). Já esteve à frente da cidade durante vários mandatos e possui muita experiência política. Pedro Jackson Brandão Almeida, o Pedrão, atualmente gerencia sua casa lotérica e procura cuidar da saúde, buscando uma melhor qualidade de vida: “malho regularmente” garante ele. Sempre objetivo em suas colocações, Pedrão “desacelerou” um pouco para receber gentilmente a reportagem do Blog Carvalho News. Entre os assuntos abordados estão erros e acertos em sua gestão, arrependimentos, analises do cenário político atual e muito mais. Quer saber o que ele avalia o serviço público? Então veja a entrevista a seguir:

 

O advogado Carlos Sodré


Ele é o chefe de Gabinete da Secretaria da Administração Penitencia e Ressocialização (Seap) e cônsul Honorário da Costa do Marfim na Bahia. Carlos Eduardo Sodré, filho do ex-prefeito de Itapé Horácio Sodré, que administrar o município de  1967 a 1971 e, posteriormente, de 1973 a 1977. Sodré recebeu gentilmente a reportagem do Blog Carvalho News, para falar sobre a situação política do Brasil, Itapé e muito mais. Quer saber mais? Então assista a entrevista abaixo! (Carlos Eduardo Sodré (esq) e Antônio Sodré)

O ilusionista Klauss Durães


 O ilusionismo ou prestidigitação é a arte performativa que continua encantando e despertando muita curiosidade! O campeão brasileiro, vice campeão colombiano e bicampeão argentino de mágica Klauss Durães recebeu gentilmente a reportagem do Blog Carvalho News para falar um pouco sobre esse interessante mundo das ilusões. Boa leitura e abracadabra.

Klauss Duraes5
O ilusionista Klauss Duraes em uma apresentaçao Foto: divulgaçao

Blog Carvalho News – Como um técnico de Engenharia Civil e administrador de empresas se torna um ilusionista?

Klauss Durães – Paixão pela arte, poder fazer aquilo que eu realmente amo e sinto prazer fazendo.

CN – Como você se preparou para atuar nessa área?

Klauss Durães Nos primeiros anos era apenas um hobbie, aprendia em kits de magica, vídeos e livros, depois a brincadeira se tornou maior. Busquei um curso em Belo Horizonte, me profissionalizei e comecei a participar de congressos e competições no Brasil e no exterior.

CN – Você sofreu alguma influência de outros profissionais da ilusão?

Klauss Durães – Com certeza, Jeff McBride, David Copperfield, Franz Harary, Lance Burton, etc.

CN – Como e o seu dia a dia?

Klauss Durães – Antes, eu era mais fissurado com treinamentos e novas magicas, mas hoje o dia requer uma maior atenção à empresa e aos negócios que também envolvem a mágica. Controlo a venda de shows, marketing etc.

CN – Existe alguma diferença entre um magico e um ilusionista?

Klauss Durães – Nenhuma. O termo foi criado mais por questão de marketing, para reposicionar a arte mágica em um patamar de grandes shows de Las Vegas. Afinal, essa categoria é chamada de “Grandes Ilusões”.

Klaus Duraes6

CN – Como o ilusionismo pode auxiliar as pessoas?

Klauss Durães – Como uma ferramenta de comunicação(ajudando empresas a repassar e fixar informações de forma criativa), como atividade fisioterapêutica(desenvolvimento de habilidades manuais), como atividade para desenvolver o raciocínio(é preciso treinar a comunicação e pensar rapidamente para conseguir conduzir bem a atenção das pessoas) e como tratamento ocupacional(é um dos principais hobbies nos EUA e no mundo).

CN – Você possui mais de uma década de experiência, sendo praticamente figura cativa de programas de televisão como Domingão do Faustão, Silvio Santos entre outros. Houve algum momento constrangedor que foi obrigado a enfrentar durante essa caminhada?

Klauss Durães  – Errar a mágica é sempre complicado, mas com treino e ensaio vamos aprendendo a sair de situações inusitadas, afinal, o final da mágica nunca é revelado e com isso podemos inventar um novo final caso algo saia de controle.

CN – O que é necessário para se tornar um bom ilusionista?

Klauss Durães  – Muito ensaio, estudo e dedicação. O interessante da mágica é que ela te dá liberdade para trabalhar outros conhecimentos como dança, música, artes cênicas, humor, até mesmo a engenharia. Hoje eu mesmo projeto meus equipamento  e ilusões tudo em AutoCad.

CN – Qual o recado que gostaria de deixar para seus fãs?

Klauss Durães  – Acredito que independente da área que vamos nos posicionar temos que ser empreendedores. Quando digo empreendedor NÃO é no sentido de ser dono de um negócio, mas sim em relação à atitude e ao comportamento, de planejarmos nossa vida, desenvolvermos metas, administrarmos bem nosso dinheiro e trabalhar para gerar valor e não por ser obrigado.

 

Flávio Campello


Ele é o atual campeão do Carnaval Paulista, pela Acadêmicos do Tatuapé. Em março, último, mudou-se para a Acadêmicos do Tucuruvi. Flávio foi reverenciado com o prêmio do troféu nota 10 do ‘Diário de SP’ como o melhor carnavalesco do ano. Ele possui vasta experiência em carnavais das cidades do Rio de Janeiro, Vitória, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo. Para 2018, o carnavalesco prepara o enredo “Uma noite no museu” e garante “o enredo é uma aposta, um sonho de uns 5 anos, e a Tucuruvi me deu a chance de transformar em realidade”. Flávio recebeu gentilmente a reportagem do Blog Carvalho News e falou sobre carnaval, a profissão de carnavalesco, seu dia a dia e muito mais! Que tal conhecer melhor esse grande vencedor?

IMG-20170525-WA0004
Flávio Campello Fotos: divulgação
Blog Carvalho News – Como iniciou a sua relação com o carnaval?
Flávio Campello – Tudo começou ainda na infância, quando eu acompanhava meus pais na quadra e barracão da Imperatriz, pois ambos sempre foram fascinados pelo carnaval e pelo desfile das escolas de samba, e eram envolvidos no carnaval. Eram foliões natos… verdadeiros apaixonados pelo carnaval.
Blog Carvalho News – Há alguma diferença entre o carnaval do Rio de Janeiro e o de São Paulo?
Flávio Campello – Hoje não consigo enxergar uma diferença… ambos apresentam belíssimos espetáculos…
CN – Qual a sua formação acadêmica?
Flávio Campelo – Sou formado em artes cênicas, e história. Duas paixões realizadas.
CN – O que é necessário para se tornar um carnavalesco de sucesso?
Flávio Campelo – Sem dúvidas, ser um apaixonado pelo carnaval, viver o carnaval o ano inteiro, sempre buscando inspirações em todas as manifestações de arte. Precisa amar o que faz…
CN – Qual a sua inspiração para a criação de um enredo?
Flávio Campelo – As inspirações surgem assistindo um filme, documentário, lendo algum livro, revistas, jornais, às vezes até ouvindo uma música. Tudo em nossa vida pode ser carnavalizado…
flaviodivulgação
CN – Qual a função de um carnavalesco numa escola de samba?
Flávio Campelo – Hoje a maior função de um carnavalesco é a de um diretor e produtor de espetáculo. Precisamos ter noção do roteiro, criação, execução e produção e coordenação de equipes que fazem parte da produção desse espetáculo… Considero o carnavalesco um diretor geral e produtor dessa maior festa popular do mundo…
CN – O que mudou em sua vida, após a conquista do Carnaval de São Paulo de 2017?
Flávio Campelo – O título é a maior de todas as realizações. Pois todos nós trabalhamos o ano inteiro em busca do resultado, da perfeição… o titulo coroa o nosso trabalho e nos inspira a continuar.
CN – Como é o dia a dia de um carnavalesco?
Flávio Campelo – Acordar e dormir pensando no projeto, no barracão, no atelier… pois essa é a missão! Vivemos 24 horas por dia em prol desse sonho, e buscando maneiras de realizarmos esse sonho…
CN – Quais os profissionais que influenciaram seu trabalho ao longo dos anos?
Flávio Campelo – Sem dúvidas, a professora Rosa Magalhães. Lembro do desfile do Salgueiro, de 1990, e achei aquele desfile lindo. E a partir desse desfile eu passei a acompanhar o trabalho da Rosa, e ficava torcendo para um dia vê-la na Imperatriz, e não demorou muito, em 1992, aconteceu. Desde então, passei a me inspirar no trabalho da mestra. Além da Rosa, temos tantas outras referências… Renato Lage, Max Lopes, Joaozinho 30, Ney Ayan, Fernando Pinto, Viriato Ferreira… na atualidade, Alex de Souza, Paulo Menezes, Paulo Barros, Alexandre Louzada…Todos profissionais que merecem o nosso respeito!
IMG-20170525-WA0001
CNPode adiantar algo sobre a Acadêmicos do Tucuruvi em 2018?
Flávio Campelo -Pra começar, a realização de um sonho… o enredo é uma aposta, um sonho de uns 5 anos, e a Tucuruvi me deu a chance de transformar em realidade.
Já estamos a todo vapor no barracão das alegorias e no atelier das fantasias… tudo está fluindo de uma forma feliz e natural. Acredito num desfile imponente, pois é um enredo muito rico em possibilidades. E isso me fascina! Estou numa fase muito feliz…
CN – O que costuma fazer nos períodos de folga?
Flávio Campelo – Gosto muito de ir ao cinema, teatro, museus… nas férias, uma boa viagem para renovar as energias e voltar 100%….

Educador e escritor Hamilton Werneck


Tão necessária para a formação do cidadão quanto para a construção de uma nação forte e competitiva, a educação é uma das grandes vulnerabilidades do Brasil. Algumas das queixas de educadores e demais especialistas do setor são que faltam investimentos e uma dose de boa vontade por parte dos governantes para solucionar os problemas relacionados a esta. Mas, o que pode ser feito para mudar o panorama atual? O Blog Carvalho News decidiu ouvir o pedagogo e escritor Hamilton Werneck, autor dos livros “Se você finge que ensina, eu finjo que aprendo”, “Professor, acredite em si mesmo”, entre outros, que falou sobre os desafios que a educação brasileira precisa enfrentar o mais rápido possível, para que possamos evoluir. Boa leitura!

palestra1

Blog Carvalho News – Como você avalia a educação atual brasileira?

Hamilton Werneck – Nossa educação vive num estado de contradição. Ela avança e retrocede. Seguia para um lado de criatividade, mas com a Reforma do Ensino Médio a impressão que houve um retrocesso. A educação está voltando para uma visão tecnicista e ainda por cima com uma série de projetos que não tem sentido dentro do país. Como, por exemplo, o Projeto Escola Sem Partido. As pessoas parecem que não querem que a formação seja cidadã e faça o indivíduo pensar. Então não pode discutir, tem que aprender conteúdos como se não fossem absolutamente neutros… Não se pode discutir nada. Então isso aí é uma meta que forma um idiota, que não sirva para nada. Ele vai ser, quando muito se aprender, um monstrinho treinado.

CN – Qual sua opinião sobre as políticas públicas em educação na atualidade brasileira?

Hamilton Werneck
Professor Hamilton Werneck Foto: Érica Castro

Werneck – Como a situação está no momento, elas atendem o mínimo necessário, mas não atende ao investimento mínimo necessário que é exigido para que o país atinja um nível de desenvolvimento. Nenhuma nação do mundo conseguiu um nível muito alto de desenvolvimento sem educação. O que faz a pessoa não jogar papel na rua, manter o lixo protegido, não manter recipientes com água que podem fazer proliferar mosquitos que transmitam doenças é uma questão de educação. O Brasil está adotando uma educação voltada para o quadro da repetição. E isso é simplesmente definir que nós estamos estagnando a população num nível de subdesenvolvimento.

CN – Quais os pontos positivos e os negativos nas avaliações massivas (Ideb, Prova Brasil, Enem e Enade)?

Werneck – Há um crescimento gradativo muito lento, mas há um crescimento da Educação Básica. Onde cresce mais e onde cresce menos? Cresce mais onde há dedicação, onde o município trabalha a formação de seus professores; onde o município procura dentro das suas circunstâncias fazer o melhor. Inclusive, desenvolvendo a capacidade do aluno pensar. Funciona pior onde não há condições de trabalho, o salário do profissional está atrasado, onde não há dedicação, onde o município não coloca a educação como um elemento básico e fundamental. A situação está pior no Ensino Médio, que acabou se tornando enciclopédico, com uma quantidade de assuntos muito grande e pouca possibilidade de escolha por parte da pessoa. Aí entra a reforma aprovada, que permite escolhas mas diminui em várias áreas do saber disciplinas básicas que ajudam a pensar, tentando escapar de ideologismos. São o caso de Sociologia, Filosofia e Artes que foram reduzidas no currículo.

Hamilton-Werneck-divulgação
Hamilton-Werneck- Foto: divulgação

CN – Falando sobre indicadores de uma Educação Básica de qualidade, quais as utopias e quais as realidades?

Werneck – Uma das utopias é procurarmos ter um ensino integral, para isso precisamos ter um espaço maior, professorado preparado para esse fim e disponibilidade de verba para sustentar essa despesa. É uma utopia que estava prevista com uma quantidade de percentual do PIB, a ser aplicado até 2024, quando o Plano Nacional de Educação completaria dez anos. Porém, com a reforma econômica que tivemos e as últimas Pecs aprovadas, tudo foi eliminado. Ou seja, a utopia fica mais na prática ela não conseguira ser efetivada. A outra questão, é que para ter um trabalho bom de educação, tem de haver um professor com capacidade de trabalhar bem com os alunos. Só que com uma certa idade o professor não aguenta mais trabalhar. E com a nossa perspectiva de aposentadoria e tempo de contribuição, sem considerar a educação como algo especial, nós teremos professores que depois de um determinado tempo não conseguirão ter bom desempenho diante de turmas grandes e isso é muito ruim para educação. Acho que quando pensaram na aposentadoria geral no Brasil, não lembraram que determinados trabalhos exigem muito esforço físico muito grande e que não consegue ser executado por uma pessoa depois de uma certa idade.

CN – Os órgãos de controle social em educação desempenham bem suas atribuições?

Werneck – Não. Eles não controlam a ponta do sistema. Não controlam a sala de aula, não sabem o que o professor esta fazendo em sala de aula. Se a aula é dada de modo que o aluno compreenda o assunto ou não. Há uma falha nas coordenações pedagógicas e nas supervisões. Supervisionam demais questões legais e de menos questões táticas didáticas e pedagógicas.

livro3 livro

CN – Quais as suas perspectivas em relação ao futuro da educação, para os próximos dez anos?

Werneck – Se manter o panorama atual, vejo uma dificuldade para termos tempo integral. Não vamos conseguir atender a emenda 20 da Constituição Federal de 1988, pois não haverá verba para isso. Significa que nós podemos perder uma geração que não terá tempo integral. Que ficará um tempo na escola e outro na rua, servindo a outras coisas escusas, que podem ser a prostituição infantil, drogas. Com o está o quadro, não vejo como aumentar de maneira significativa o salario do professor e suas condições de trabalho, tornando a carreira do magistério atraente. Não teremos professores capazes de ensinar e os alunos aprenderem. Vamos ter gente cansada, despreparada e desanimada.

CN – O que pode ser feito para mudar esse panorama?

Werneck – A mudança da visão política educacional que está altamente atrasada. Não se está pensando na formação do professor e na melhoria das condições do trabalho. Educação não é algo prioritário. Um país para se tornar uma potência precisa de cinco condições. O Brasil tem três, que são extensão territorial, água suficiente e matéria prima. Nos faltando uma boa saúde e boa educação. Se essa duas foram bem cuidadas podemos progredir. Qual o capitalismo queremos?  Caminhar na direção que irá nos tornar um país subdesenvolvido ou capitalismo semelhante ao da Austrália? Não temos que ter uma mão de obra barata por que não estuda. Temos que possuir uma mão de obra cara por ser bem preparada, que promova um grande ganho permitindo uma melhor distribuição de renda.

http://www.hamiltonwerneck.com.br/principal.html

O dublador Márcio Dondi


A voz dele é conhecida por muitos de vocês que apreciam os documentários dos canais Discovery, Nat Geo, Fox Life e TV Escola. Há também que o reconheça pelas dublagem dos personagens “Ultron, em Os Vingadores – A Era de Ultron”; Teobaldo da Novela do SBT “Coração Indomável”; O imperador  Zarkon em “Voltron – O Defensor do Universo”, “Contratempo em Ben 10”, entre outros. Márcio é graduado em Publicidade e Propaganda e apaixonado pelo que faz. “A dublagem é uma especialidade do ator, somos “atores em dublagem”, declara. Márcio recebeu gentilmente a reportagem do Blog Carvalho News para falar sobre a dublagem e também sua carreira. Boa leitura!
marcio dondi dublador(1)
Márcio Dondi Fotos: divulgação
 
Blog Carvalho News – Por que decidiu se tornar um dublador?
Márcio Dondi – Sempre tive um registro de voz grave, por isso ouvi durante todo início de minha vida, de pessoas de meu círculo de amigos e família, que devia tentar trabalhar com a voz e então minha fascinação pela dublagem veio crescendo e aos 24 anos dei início a minha carreira.
CN – Como foi o início de sua carreira?
 Márcio Dondi – Comecei estudando locução em 1994 e como sempre tive facilidade pra leitura (estudava quando criança, lendo de frente para o espelho como se estivesse de frente para uma platéia), comecei como locutor publicitário em RD/TV.
Em 1999 estudei dublagem pela primeira vez com o ator e dublador já falecido Hamilton Ricardo, depois disso meu amor pela profissão só cresceu, eu ainda não era ator mas fiquei encantado com aquele trabalho, e percebi que era exatamente aquilo que queria de meu futuro, de minha vida, daí não parei mais, tudo que fiz foi direcionado a minha carreira e felizmente tive um bom retorno.
CN – Chegou a fazer algum curso de aprimoramento ou especialização ligado a área de dublagem?
Márcio Dondi – Sim. Não poderia ser diferente.Em primeiro lugar cursei artes cênicas, a dublagem é uma especialidade do ator, somos “atores em dublagem”.Minha profissão de locutor me ajudou muito no teatro, é claro, além de participar também como auxiliar de produção, aprendiz para ser mais claro, também fiz gravações de áudio para várias produções, e só conclui o teatro em 2005.A partir daí comecei  efetivamente meu caminho na dublagem, quando conheci um dos Papas da comunicação, o locutor, narrador e dublador Marcio Seixas.Com Marcio passei dois anos me especializando não só em dublagem, mas também em locução.Marcio Seixas foi o diferencial em minha vida profissional, grande parte do pouco que sei, aprendi com esse sujeito e tenho uma gratidão de vida eterna com ele. Depois disso, já atuando, estudei mais um ano de dublagem com outra doce e competente amiga, a atriz e dubladora Fernanda Crispim, uma das vozes mais doces e gostosas de se ouvir, com quem também aprendi mais um pouquinho e tenho também outra dívida de gratidão.
marcio_dondi98
CN – Para quais personagens já emprestou sua voz?
Márcio Dondi – Tenho um carinho especial por todos os meus personagens, sempre me dedico a dar o meu melhor para cada um deles, seja no cinema ou na TV, em longas, séries ou novelas, mas alguns sempre marcam mais e ficam na lembrança como por exemplo o vilão ULTRON em “VINGADORES – A ERA DE ULTRON” onde dublei James Spader. O divertido JULIUS na série da FOX “SURVIVOR’S REMORSE” onde dublei o hilário Mike Epps.O correto DEPUTADO AGUSTIM MORALES em “A DITADURA PERFEITA”, um longa da Netflix onde dublei Joaquim Cosío e o sensível TEOBALDO na novela do SBT  “CORAÇÃO INDOMÁVEL” onde dublei Manuel Landeta.
CN – A dublagem brasileira é mesmo uma das melhores do mundo?
Márcio Dondi -Difícil afirmar isso, acho até que seria deselegante com colegas de outros países, e a verdade é que ultimamente temos sido surpreendidos com alguns trabalhos fora do eixo Rio/São Paulo que tem deixado muito a desejar.
CN – Em relação à remuneração: qual é o salário de um dublador iniciante?
marcio_dondi99
Márcio Dondi – Isso varia de profissional para profissional, dependendo da qualidade do trabalho.
CN – Como você avalia o mercado de dublagem brasileiro, nos dias atuais?
Márcio Dondi – Acho que o otimismo faz parte de minha vida, acredito sempre que estamos e estaremos bem, mas alguns colegas estão muito desapontados com esses “trabalhos” sem qualidade vindos de praças sem nenhum histórico de dublagens, inclusive de fora do país também como Buenos Aires e Miami, o que tem contribuído para algumas críticas bem negativas.
Precisamos que o público se manifeste mais, que reclame, que deixe de assistir a determinada emissora que não se preocupa com a qualidade do serviço oferecido (vendido) aos telespectadores. O manifesto e a opinião pública são fundamentais!
VLT-character-zarkon
Imperador Zarkon – Voltron: O Defensor do Universo
CN – Quais os aspectos positivos de atuar como dublador?
Márcio Dondi -Sou suspeito para responder essa questão, porque sou um apaixonado pela minha profissão e estou sempre pronto a dar minha colaboração para condições melhores.
CN – Existe algum aspecto negativo?
Márcio Dondi -Sim. Justamente essa concorrência desleal que mencionei nas respostas anteriores, de trabalhos vindo de praças que não valorizam a qualidade do trabalho artístico, pensam somente na questão financeira e não se preocupam em se gabaritar para oferecer um trabalho digno, que respeite o telespectador. Por tudo isso, pesquisas e entrevistas como a sua, são fundamentais para que o grande público entenda um pouquinho mais de nossa arte, de nossa grande paixão! Muito obrigado a todos, fiquem bem e na paz!

Escritora Cláudia Stocker


Os especialistas são praticamente unânimes ao afirmar que a leitura traz inúmeros benefícios à saúde dos seres humanos. Entre eles podemos destacar a ativação da memória e o alívio do estresse. Ler também nos possibilita adquirir novos conhecimentos. Na contra mão de tudo isso nos chega a informação de que uma parcela significativa de brasileiros não sabe ler. Por que em pleno século XXI isso ainda ocorre? O que pode ser feito para reverter esse panorama? A reportagem do Blog Carvalho News decidiu ouvir a escritora Cláudia Teresinha Stocker, autora do livro “O Incentivo à Leitura – Através da Arte de Contar Histórias”, que falou sobre a importância da figura dos responsáveis para despertar o interesse pela leitura nas crianças e adolescentes, bem como, sobre o Projeto #Eu Leio. Cláudia é formada em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Tiradentes em Aracaju/Se. Pós-graduada em Gestão da Informação pela Universidade Federal de Sergipe e em Educação, Artes, Estética e Museus pela Faculdade Pio Décimo – Aracaju/Se. A escritora é Vice-Presidente da Associação Profissional dos Bibliotecários e Documentalistas de Sergipe – APBDSE. E, atualmente, está na direção da Biblioteca Pública Infantil em Aracaju onde desenvolve atividades de incentivo a leitura junto a comunidade.Ficou curioso (a)? Então aceite o nosso convite e leia essa entrevista.

DSC015295
Cláudia Stocker Foto: divulgação

Blog Carvalho News – Por que o brasileiro não gosta de ler?

Cláudia Stocker – A Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil em sua 4.ª edição (2015) apontou que 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro. Se em 2011 os leitores representavam 50% da população, em 2015 eles passaram a 56%, o que ainda é pouco. O índice de leitura indica que o brasileiro lê apenas 4,96 livros por ano. Portanto, a questão de gostar ou não de ler depende de muitos fatores. As pessoas não leem por falta de interesse, falta de tempo para se dedicar a leitura, alto preço dos livros no Brasil, falta de incentivo, seja em casa ou na escola, e até mesmo pelo não acesso ao livro.

CN – Qual importância das HQs na criação do hábito da leitura nas crianças?

Cláudia Stocker – Incentivar a leitura no público infantil tem sido um desafio diante de tantas opções de lazer e entretenimento nos dias atuais. Os HQ´s sempre atraíram a atenção de leitores e são usados como estratégia para incentivar a leitura em qualquer idade. Não há quem não se divirta ao ler quadrinhos. Os Famosos Tio Patinhas, Pato Donald e demais personagens da Disney, encantaram diversas gerações de leitores de Gibis. Depois veio a Turma da Monica, super-heróis e hoje em dia os Mangás japoneses. Incluir o Gibi como fonte literária para as crianças é muito importante por ser uma literatura de fácil entendimento e divertida e desta forma, a criança pode despertar o gosto pelos demais gêneros literários.

CN – O que a motivou a escrever O Incentivo à Leitura – Através da Arte de Contar Histórias?

Cláudia Stocker – O que me motivou a escrever foi a vivência com a temática, pois como eu estava trabalhando projetos de incentivo à leitura, sempre me deparava com questionamentos a respeito. O Incentivo a Leitura através da arte de contar histórias foi tema de meu TCC de Pós-graduação. O trabalho ficou muito bom e resolvi transformá-lo em livro para compartilhar com as pessoas a minha experiência, já que cito na obra os projetos desenvolvidos e bem-sucedidos no segmento da biblioteca infantil. A contação de histórias tem feito parte do meu fazer profissional a mais de 10 anos, por isto a motivação em escrever sobre o assunto.

 

1d55993e38127a098e2c4f4b8c505c6b

CN – Como pais e responsáveis podem despertar em jovens e crianças o gosto pela leitura?

Cláudia Stocker – É importantíssimo que a criança já tenha contato com a leitura desde o ventre materno, ou seja, contar histórias ou ler para o bebê ainda na barriga, já é um bom início. E como querer ter filhos leitores se em casa não se tem pais leitores? A criança tem nos pais um espelho e exemplo, portanto ver os pais lendo um livro, um jornal ou revista, já incentiva a criança a fazer o mesmo. Assim como ler em família, ter um momento para sentar com a criança e ler para ele, contar uma história, se divertir com a literatura.

CN – Como os professores e demais profissionais de educação podem auxiliar os estudantes a despertarem o gosto pela leitura?

Cláudia Stocker – A iniciação se dá em casa, em família, mas continua na escola. Só que a leitura na escola deve ser prazerosa e não obrigatória e imposta. Sou contra esta palavra de “Leitura Obrigatória”, os livros que a escola escolhe para serem lidos no decorrer do ano. Nada que seja obrigado é prazeroso, portanto, a leitura deve ser de livre escolha para que se crie o hábito e o gosto. Ou se não, estaremos afastando os estudantes da leitura. Eles já precisam ler os livros didáticos para aprender as matérias. Se impormos os livros literários também…o que esperar? Cada pessoa tem seu gosto e estilo literário e isso deveria ser respeitado nas escolas.

CN – Existe alguma forma de tornar o ambiente de uma biblioteca mais convidativo?

Cláudia Stocker – A biblioteca de hoje não é vista mais como um lugar de extremo silêncio onde só se estuda e pesquisa. A Biblioteca hoje é um espaço multicultural que dialoga com as diversas linguagens: música, dança, artes, teatro, etc… Deve ser um espaço atrativo e dinâmico onde as pessoas se encontram e compartilham informações e conhecimentos. Portanto oferecer a comunidade diversos serviços e atrações que vão além da pesquisa e estudo (saraus, contações de histórias, oficinas temáticas, cursos, palestras, exposições, entre outros), pode atrair mais usuários.

18057934_1698505236832507_7192397906453994002_n
Projeto #Eu Leio Foto: divulgação

CN – Fale-nos sobre o Projeto #Eu Leio.

Cláudia Stocker – O Projeto #EuLeio! é um projeto iniciado em Sergipe em parceria com a Rede Ler e Compartilhar (Maceió), programa de circulação de acervos, formação de leitores e orientação para mediação literária por meio de ações colaborativas de circulação de acervos que pretende levar centenas de títulos infanto-juvenis para escolas públicas. Em Sergipe O projeto #EULEIO!, teve acervos doados pela Rede Ler e Compartilhar, e em abril iniciou sua circulação em 6 escolas públicas por meio de sacolas literárias (com 35 livros) que ficarão por 6 meses nas escolas para leitura dos alunos. Depois as sacolas serão trocadas e assim, os alunos terão uma grande variedade de títulos para lerem.

O projeto que tem a escritora Claudia Lins (Maceió) como coordenadora geral, aposta no poder dos livros e da mediação literária orientada como um potencial ilimitado para a transformação social e o acesso à cidadania, desta forma, acredita-se que é possível formar uma grande teia de incentivo à leitura em nosso imenso Brasil, unindo pessoas físicas e empresas em torno de um objetivo: criar ou dinamizar espaços e projetos de leitura beneficiando pessoas e instituições que desejem promover a cultura literária em suas comunidades. Aqui em Sergipe o projeto está sob minha coordenação através da Biblioteca Pública Infantil.

CN – Deseja acrescentar algo?

Cláudia Stocker – Finalizo com a seguinte frase: Leia um bom livro e seja feliz, delicie-se na imortalidade da literatura, viva de páginas, frases e esperanças. Leia mais, um mundo de imaginação espera por você!

 

Banda Pholhas


Eles são como o vinho: melhores a cada ano que passa. O Grupo Pholhas está a todo vapor e com planos de lançar seu novo cd em breve. “Temos a pretensão de realizá-lo e lançá-lo ainda em 2017”, garantem. Sobre o atual cenário musical, os músicos acreditam que não mudou muito: “o mais difícil é repetir o sucesso mais de uma vez, mas na verdade, sempre foi assim, realizar um novo hit é raro, e isso também depende de mídia adquirida e mais outros ‘n’ fatores”, avaliam. A banda recebeu a reportagem do Blog Carvalho News para falar sobre sucesso, projetos, fãs e muito mais. Quer saber das novidades deste talentoso grupo? Então, não perca tempo! Boa leitura!

foto face
Banda Pholhas Fotos: divulgação

Blog Carvalho News – Quanto tempo a Banda Pholhas tem de estrada?

Banda Pholhas – Os Pholhas completaram 48 anos de atividade em fevereiro de 2017, sendo assim uma das mais longevas no cenário artístico musical brasileiro.

CN – Há alguma banda ou cantor que serve de inspiração para vocês?

Banda Pholhas – primeiras influências vêm da década de 1960, com Beatles, Rolling Stones, The Who, Steppen Wolf, Bloodrock, Grand Funk Railroad,  falando dos roqueiros e Bee Gees,  Classics IV, B.J.Thomaz, Johnny Rivers, dos baladeiros.

CN – Como vocês avaliam o nosso atual cenário musical?

Banda Pholhas – O cenário musical não só brasileiro, mas mundial, atualmente é muito dinâmico devido ao tipo de comunicação existente, absurdamente frenética, que conduz os artistas a uma produção desenfreada e em função de um filtro cada vez mais exigente produz sucessos fugazes, porém popularíssimos. O mais difícil é repetir o sucesso mais de uma vez, mas na verdade, sempre foi assim, realizar um novo hit é raro, e isso também depende de mídia adquirida e mais outros ‘n’ fatores.

CN -My Mistake e She Made Me Cry são alguns de seus hits. O que é necessário para que uma canção caia no gosto popular?

Banda Pholhas – Quando se consegue emplacar um primeiro sucesso, a mídia e o público se preparam para a próxima novidade, facilitando assim sua divulgação inicial, porém o produto tem que ser bom e de acordo com a expectativa. No caso dos Pholhas, assim ocorreu com os seguidos sucessos ‘She made me cry’ e ‘Forever’ – foram 3 discos de ouro na sequência, praticamente um a cada ano de 1973 a 1975.

CN – O que os membros do grupo costumam ouvir e apreciar?

Banda Pholhas – Cada um com seu gosto individual em função de suas experiências musicais, o Paulinho Fernandes(bateria) ouve muito Jazz Contemporâneo, Fusion(JazzRock) e algumas pérolas da MPB tais como Ivan Lins, Djavan, Dori Caimmy, Milton Nascimento e Elis Regina;   Bitão(guitarra) curte Rockn’Roll, MPB e World Music;  João Alberto(contrabaixo) ouve Jazz em todas suas nuances, e Elias Jó(teclados)curte também muito Jazz, MPB em suas variadas modalidades e Rockn’Roll.

CN – Sobre o repertório. Como é feito esse processo de composição e escolha das melodias?

Banda Pholhas – Os Pholhas em toda sua carreira sempre trabalharam juntos, e as principais canções foram assim compostas, normalmente durante os ensaios e trabalhos em estúdio com as contribuições individuais que ao final redundavam no ‘jeito’ ou ‘estilo’ Pholhas. Dessa forma foi feito o último produto, as 4 músicas do novo EP – Pholhas cantam as músicas do Rei Roberto Carlos – nova roupagem às canções originais dos anos 1960.

CN -“Pholhas 45”. O que esse cd representa para vocês?

Banda Pholhas – Pholhas 45 anos – possibilitou-nos, em algumas músicas, agregar detalhes tanto instrumentais como vocais que trouxeram uma sonoridade atualizada e, em outras, novos arranjos que satisfizeram nossos planos antes da gravação em si. Trouxe um envolvimento bom e genuíno entre os componentes, e também com os técnicos de gravação como há muito não se via na banda. A colaboração foi total e o resultado muito nos satisfez, motivando-nos a novos trabalhos.

CAPA PHOLHAS 02

CN – Como anda os preparativos para o novo cd?

Banda Pholhas – Estamos na fase de pesquisa, composição e algumas decisões sobre o formato desse novo trabalho, e temos a pretensão de realizá-lo e lançá-lo ainda em 2017.

CN – O Pholhas já levou sua música para fora do país. Qual a melhor lembrança que vocês guardam dessas turnês?

Banda Pholhas – HOJAS – êsse é o nome do LP que a gravadora RCA lançou na Espanha e países de língua espanhola da América Latina. Para isso, os principais sucessos My mistake e She made me cry foram regravados em espanhol na época. Apesar de não ter sido lançado nos EUA, a comunidade hispânica tomou conhecimento do disco em vinil, o que nos possibilitou realizar um belo show em New Jersey em fevereiro de 1975.

CN – Quais os projetos da banda? Há alguma novidade que possa nos adiantar?

Banda Pholhas – Os projetos não param e a banda Pholhas investe em novidades frequentes para as apresentações ao vivo com um moderno audiovisual e as gravações com novas canções que devem ser realizadas ainda êste ano. Além disso, existe o trabalho junto ao seu grande número de fãs, utilizando as ferramentas da internet, imprescindíveis hoje para comunicação rápida e criativa.

CN – Vocês muitos fãs. Qual a mensagem que gostaria de deixar para eles?

Banda Pholhas – A mensagem que toda comunidade ‘Pholhas’ espera é “o show não pode parar” e novidades estarão por aí para muito breve.  Uma banda com todo êsse sucesso alcançado ao longo dessas décadas todas não tem como ser brecada pois já atingiu velocidade de cruzeiro. E assim continuará.