O cantor Jerry Adriani In Memoriam


jerry_adriani_reduzido
Jerry Adriani Foto: divulgação

No dia 23 de abril, do ano passado, o cantor Jerry Adriani (Jair Alves de Souza) nos deixava, pouco tempo depois de ser diagnosticado com câncer. Jerry é um dos ícones do Movimento da Jovem Guarda e com mais de meio século de carreira, colecionou inúmeros sucessos. Ele nasceu em São Paulo, mas morava no Rio de Janeiro. A entrevista a seguir foi gentilmente concedida por Jerry Adriani, ao Carvalho News, poucos dias antes do artista ter descoberto que possuía a doença. Essa é nossa singela homenagem ao nosso querido Jerry Adriani. Boa leitura!

CN – Fale-nos um pouco de sua amizade com o Rauzito.

IMG_4131 1
Foto: Hugo Leonardo

Jerry Adriani –  Raul Seixas foi um amigo muito querido para mim. Foi um daqueles episódios de estar no lugar certo na hora certa. Travamos uma amizade que durou uma vida inteira. Era o Rauzito meu amigo que morava na Bahia e tinha uma banda, que acabou casualmente me acompanhando, nasceu de minha parte o interesse que eles tocassem comigo e a partir daí foi só amizade. Gravei a primeira música do Raul, daí comecei a batalhar pelo Raul produtor. Foi uma luta muito grande na época, pois o Evandro Ribeiro, diretor da CBS não era de acordo. Ele que produzia e temia que as coisas não dessem certo. Finalmente ele acabou concordando e o Raul produziu três discos meus.  Aí basicamente foi o início da carreira dele como produtor, depois ele começou a escrever várias músicas. A partir daí que viria a nascer o Raul Seixas.

CN – Como você definiria a Jovem Guarda?

Jerry Adriani – A jovem guarda foi uma época de transição não só musical mas também social. Houve o movimento Woodstock , shows contra a Guerra do Vietnã… Foi um período em que tudo estava em ebulição. A jovem guarda foi um momento de transição, uma consequência de varias coisas de fora.

CN – Qual a melhor lembrança que você tem dessa época?

Jerry Adriani – Era muito interessante começar a realizar os sonhos. A aparecer artisticamente… A jovem guarda foi uma realização de um sonho. É difícil de dimensionar. Não tínhamos nem noção do que significava aquilo.

CN – O Jerry Adriani  é politizado?

Jerry Adriani – Não sou partidário, mas sou um fruto disso tudo. Como cidadão brasileiro possuo minhas convicções. Agora transformar isso numa bandeira profissional é outra coisa. Não sou um ativista político, mas não me negaria, por exemplo, a assinar um abaixo assinado contra a censura. Como não me neguei.  Eu não participava daquilo ou disso, por não ser o meu círculo e tudo era circulo.  Hoje não se pode ficar totalmente alheio ao que esta ocorrendo.

CN – Você também atuou como ator em produções como “Malhação”, “74.5   Uma esperança no Ar”, fez filmes para o cinema. Como foi essa experiência?

Jerry Adriani –  Foi maravilhoso atuar. Foi mais uma vivencia importante na carreira. Nunca tive a pretensão de me tornar um ator, mas sim de dar conta do recado ao interpretar um personagem.  Acho que de uma certa forma eu consegui.  Em “Malhação” fui para ficar uma semana e permaneci três meses, em 74.5 fui elogiado pela minha atuação.  A vida artística é um grande desafio, a gente tem que ir tocando conforme a musica, se adaptando.

DSC_150
Foto: Hugo Leonardo

CN – Como você avalia o cenário musical atual?

Jerry Adriani – O cenário musical mundial está muito mais contestador. A música negra americana, por exemplo, sempre achei que era uma das mais apuradas em termos de qualidade. Sempre fui fã de Quince Jones, dos artistas da gravadora Motown… Entretanto, hoje, houve um declínio musicalmente falando.  Atualmente, a música de rua que retrata um momento social. Mas musicalmente falando há uma perda. A música é uma mensagem, um desagravo, um discurso com ritmo. No Brasil, por exemplo, os gêneros musicais tradicionais, como por exemplo, a música sertaneja de raiz sofreu uma plástica. As pessoas estão tentando adequá-la a uma realidade social. O que acontece é que as formulas vão sendo criadas, uma receita de sucesso. Foi mais ou menos o que ocorreu na época da Jovem Guarda. É mais ou menos uma fórmula matemática e isso acaba ficando meio repetitivo. Hoje tudo segue uma espécie de cartilha e isso aconteceu com todos os gêneros musicais.  Do samba raiz veio o pagode e assim vai. Entenda eu não sou contra nada.  Não faço campanha contra ninguém, absolutamente, pois respeito todos os estilos… Estou falando no estilo musical. Se você complicar muito uma melodia hoje, ela não vai fazer sucesso.  Nesse ponto eu acho muito ruim. Deveria haver um pouco mais de cuidado. Num disco deveria ter ao menos duas musicas com qualidade musical. Na década de 70 quando havia o arranca rabo da Jovem Guarda com a Bossa Nova, mas havia um contra ponto. No Rio de Janeiro, por exemplo, uma rádio de nome MPB FM saiu do Ar. E foi um absurdo, não estou fazendo apologia a essa rádio que por um acaso, jamais tocou uma musica minha. Mas é uma emissora que fará falta para muita gente.

CN – Como anda a sua autobiografia?

Jerry Adriani – Já temos 300 páginas escritas, falando até o Jair se tornar Jerry… Estou começando a contar o Jerry. Nessa parte, vou fazer alguns comentários, algumas crônicas, algo similar ao livro  “As crônicas de bob Dylan”. Vamos fazer um levantamento por décadas na vida do Jerry Adriani e transformar isso num grande dicionário. Com perguntas e respostas onde vou poder focalizar todos os assuntos e fazer algumas crônicas. Por exemplo, minha ligação com Raul Seixas, minha ligação com Renato Russo, minha saída da CBS. No final terá alguns contos depoimentos e pronto.

CN – Quais os seus passatempos?

Jerry Adriani – Amo a leitura, gosto de cinema, documentários, sou aficionado por ufologia, sou adepto da ginástica, herdei isso do Raul. A meu ver, o homem vai ter que se habituar a esses fenômenos.

CN – Sobre o seu novo cd, pode nos adiantar algo?

Jerry Adriani – Vai ser um trabalho em conjunto com o livro e vou gravar canções do Rauzito. Vou gravar as músicas de raiz do Raul Seixas. Vai ser muito interessante esse trabalho. Se Deus quiser isso vai sair ainda esse ano de 2017.

CN – Qual a mensagem que gostaria de deixar para seus fãs?

Jerry Adriani -Quero agradecer a galera que segue a minha carreira, que é muito fiel. Espero que estejamos agindo da forma que atenda a expectativa deles. E para o pessoal novo estou me apresentando agora e espero que a gente consiga criar uma relação.

The astronaut Marcos Pontes


This March, 12 years ago, the Brazilian Air Force (FAB) Lieutenant Colonel Marcos Cesar Pontes left for the ISS (International Space Station) aboard the Russian Soyuz TMA-8. Currently in the reserve, the first Brazilian astronaut published books, was elected one of the 100 greatest Brazilians of all time, works at NASA and also at the United Nations. Pontes kindly received the Carvalho News report to talk about space, OVINs, Brazilian Space Program and more. Do you want to embark on this trip with us? Then read the interview below. Good reading!

img11
Astronaut Marcos Pontes

Blog Carvalho News – How was your childhood? Ever dreamed of being an astronaut when you were little? 

Marcos Pontes – My childhood in Bauru was very happy with my mother, D. Zuleika, my father, Sr. Virgílio and my brothers Rosa and Luiz Carlos. At this time I had the dream of flying, of being a pilot. He looked at the sky and wondered what it would be like to travel through that vastness. I fulfilled that dream when I passed the entrance exam of the Air Force Academy – AFA. After having already had ample experience in flights, the opportunity of the Public Course for the first Brazilian astronaut, I was selected and, after much training and effort, I was able to realize the First Brazilian Space Mission. The reality turned out to be bigger than the dream! I count all the details in my book “Mission Accomplished”, that can be acquired in the virtual store www.conexaoespacial.com.br.

Carvalho News – In March, the first Brazilian manned space mission completed 12 years. What better memories do you have of this period? 

Marcos Pontes – The sensation of looking at the Brazilian flag on my arm and seeing the Earth from space for the first time. 

Carvalho News – How is the Brazilian Space Program? When will we have other trips to space?

Marcos Pontes – At the moment the Brazilian Space Program walks slowly, unfortunately. In fact, all S & T sectors have suffered from recurrent political and economic crises in the country. This is worrying for the future of national development. My agreement with AEB won last year (10 years after the mission). Without renewal, I continue to be linked to space projects in the US and I must return to space in the next few years.

img_05

Carvalho News – What kind of activities do you develop at the Johnson Space Center in Houston (USA)?

Marcos Pontes – I am an astronaut with specialization (technical consultant) in systems integration and development of human interfaces. In addition, along with the KSC in Florida, I am scaled from time to time to represent NASA with authorities and visitors in general

Carvalho News – What do you feel when you look at the Earth from space?

Marcos Pontes – The sensation is wonderful and at the same time worrying. From space, we can see the devastation of some places on Earth, caused by deforestation, wars and so on. The planet seen from above is so beautiful that if we were aware that it was all part of something much larger, we might take care of our home more. See Chapter 77 of my book “Mission Accomplished” for more details.

Carvalho News – Do you believe in the existence of OVINs?

Marcos Pontes – By definition, any flying object or natural effect that we can not identify, must be called a UFO. So it is not a matter of believing, by definition they are a fact.

Carvalho News – Do you know of a story involving aliens?

Marcos Pontes – There are hundreds of stories around the theme. The subject is successful on TV. I particularly agree with Drake’s equation, with the very high likelihood of life elsewhere in the universe. The point is: define “life.”

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Carvalho News – In 2014, you ran for the post of federal deputy for PSB of São Paulo. What led you to take this initiative? Do you still have political aspirations?

Marcos Pontes – Literally, thousands of people have always asked me to contribute my knowledge and professional experience in the National Congress, especially in the legislation associated with the country’s economic development through Education, Science and Technology. Among these people was our late Minister Eduardo Campos, who was president of PSB and my personal friend for many years. I answered the request and applied. I made a small campaign, according to the possibility and logic of the relationship “campaign spending x deputy salary” (which many people seem to forget), and got 43,000 votes. An expressive number, but a little smaller than necessary in that year to be elected. For me, it was an interesting life experience and the removal of a burden from the back: no one can say that I did not have the courage to introduce myself to help in the Congress. I did my part. As for current political pretensions, I wish the elect success and wisdom. If you need a consultant, I’m at your disposal.

Carvalho News – Can the public await any news from the writer Marcos Pontes?

Marcos Pontes – Yes! I have a technical book on “Human Error” in accident prevention at 70% of the end. In addition, I am working on other literary projects for children’s books and in the area of coaching.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Carvalho News – What did it mean to be elected one of the “100 greatest Brazilians of all time”? 

Marcos Pontes – It was an honor to have my work recognized and motivation to inspire more young people to conquer their dreams. Just remember that my father was “general service servant” to understand what I feel about it. What few people know is that, in the case of my career, the best result, or more impressive in terms of legacy is yet to come … but I will not do anything yet. 

Carvalho News – How is your day to day life? What do you usually do when you are off duty? 

Marcos Pontes – My life is divided into intense schedules with activity at NASA, the UN (I am an ambassador for industrial development), in my business and function to train people, either as a “life coach”, mentor, or ministering to hundreds of training and lectures (things I love doing). Interesting that I do not see any of this as “work.” I love what I do. That is, I earn my living by doing what I like, and that is very good. Therefore, in periods of slack … I do the same things, with a few extras: read a lot, write, draw, photograph, music, etc. There are more details about my activities on my website www.marcospontes.com.br.

 

 

O astronauta Marcos Pontes


Neste mês de março, há 12 anos, o tenente-coronel da Força Aérea Brasileira (FAB), Marcos Cesar Pontes, partia para a ISS (Estação Espacial Internacional) a bordo da nave russa Soyuz TMA-8. Atualmente na reserva, o primeiro astronauta brasileiro publicou livros, foi eleito uns dos 100 maiores brasileiros de todos os tempos, atua na NASA e também na ONU (Organização das Nações Unidas). Pontes recebeu gentilmente a reportagem do Carvalho News para falar sobre espaço, OVINs, Programa Espacial Brasileiro e muito mais. Quer embarcar nessa viagem com a gente? Então leia a entrevista abaixo. Boa leitura!

img_02
Marcos Pontes Fotos: Portally Eventos e Produções

Blog Carvalho News – Como foi a sua infância? Já sonhava em ser astronauta quando pequeno?

Marcos Pontes – Minha infância em Bauru foi muito feliz ao lado de minha mãe, D. Zuleika, meu pai, Sr. Virgílio e meus irmãos Rosa e Luiz Carlos. Nesta época eu tinha o sonho de voar, de ser piloto. Olhava para o céu e imaginava como seria viajar por aquela imensidão. Realizei esse sonho quando passei no vestibular da Academia da Força Aérea – AFA.

Depois de já possuir vasta experiência em voos, surgiu a oportunidade do Cncurso Público para o primeiro astronauta brasileiro, fui selecionado e, após muito treinamento e esforço, consegui realizar a Primeira Missão Espacial Brasileira. A realidade acabou se tornando maior que o sonho! Conto todos os detalhes em meu livro “Missão Cumprida”, que pode ser adquirido na loja virtual www.conexaoespacial.com.br.

Carvalho News Em março, a primeira missão espacial tripulada brasileira completou 12 anos. Quais as melhores lembranças que o senhor guarda desse período?

Marcos Pontes – A sensação de olhar a bandeira do Brasil no meu braço e ver a Terra do espaço pela primeira vez.

Carvalho News – Como anda o Programa Espacial Brasileiro? Quando teremos outras viagens suas ao espaço?

Marcos Pontes – No momento o Programa Espacial Brasileiro anda devagar, infelizmente. Aliás, todos os setores de C&T têm sofrido com as crises políticas e econômicas recorrentes no país. Isso é preocupante para o futuro do desenvolvimento nacional. Meu acordo com a AEB venceu no ano passado (10 anos após a missão). Sem renovação, continuo ligado aos projetos espaciais nos EUA e devo voltar ao espaço nos próximos anos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Carvalho News – Que tipo de atividades o senhor desenvolve no Centro Espacial Johnson em Houston (EUA)?

Marcos Pontes – Sou um astronauta com especialização (consultor técnico) em integração de sistemas e desenvolvimento de interfaces humanas. Além disso, junto ao KSC, na Flórida, sou escalado de tempos em tempos para representar a NASA com autoridades e visitantes em geral

Carvalho News – Qual a sensação que se tem ao olhar a Terra do espaço?

Marcos Pontes –  A sensação é maravilhosa e ao mesmo tempo preocupante. Do espaço, nós conseguimos enxergar a devastação de alguns lugares na Terra, causadas pelo desmatamento, guerras e etc. O planeta visto de cima é tão lindo que, se tivéssemos a consciência de que tudo aquilo faz parte de algo muito maior, talvez cuidássemos mais da nossa casa. Veja mais detalhes no capítulo 77 do meu livro “Missão Cumprida”.

Carvalho News – O senhor acredita na existência dos OVINs?

Marcos Pontes – Por definição, qualquer objeto voador ou efeito natural que não conseguimos identificar, deve ser chamado de OVNI. Portanto, não é questão de acreditar, por definição são um fato.

Carvalho News – Sabe de alguma história envolvendo extraterrestres?

Marcos Pontes – Existem centenas de estórias em torno do tema. O assunto faz sucesso na TV. Eu, particularmente, concordo com a equação de Drake, com a altíssima probabilidade de vida em outros lugares do universo. A questão é: defina “vida”.

Carvalho News – Em 2014, o senhor concorreu a ao cargo de deputado federal pelo PSB de São Paulo. O que o levou a tomar essa iniciativa? Ainda possui aspirações políticas?

Marcos Pontes – Literalmente, milhares de pessoas sempre me pediram para contribuir com meu conhecimento e experiência profissional no Congresso Nacional, em especial na legislação associada ao desenvolvimento econômico do pais pela Educação, Ciência e Tecnologia. Entre essas pessoas, estava o nosso saudoso Ministro Eduardo Campos, que era presidente do PSB e meu amigo pessoal de muitos anos. Atendi o pedido e me candidatei. Fiz uma pequena campanha, conforme a possibilidade e a lógica da relação “gasto de campanha x salário de deputado” (que muita gente parece esquecer), e consegui 43 mil votos. Um número expressivo, porém um pouco menor do necessário naquele ano para ser eleito. Para mim, foi uma experiência de vida interessante e a retirada de um peso das costas: ninguém pode dizer que não tive coragem de me apresentar para ajudar no Congresso. Eu fiz a minha parte. Quanto a pretensões políticas atuais, eu desejo aos eleitos sucesso e sabedoria. Se precisarem de um consultor, estou a disposição.

img_05

Carvalho News – O público pode aguardar alguma novidade do escritor Marcos Pontes?

Marcos Pontes – Sim! Estou com um livro técnico sobre “Erro Humano” na prevenção de acidentes a 70% do final. Além disso, estou trabalhando em outros projetos literários para livros infantis e na área de Coaching.

Carvalho News – O que significou ser eleito um dos “100 maiores brasileiros de todos os tempos”?

Marcos Pontes – Foi uma honra ter meu trabalho reconhecido e uma motivação para inspirar mais jovens para a conquista dos seus sonhos. Basta lembrar que meu pai era “servente de serviços gerais” para entender o que eu sinto sobre isso. O que pouca gente sabe é que, em se tratando da minha carreira, o melhor resultado, ou mais impressionante em termos de legado, ainda está por vir… mas não vou adiantar nada por enquanto.

Carvalho News – Como é o seu dia a dia? O que costuma fazer nos períodos de folga?

Marcos Pontes – Minha vida se divide em agendas intensas com a atividade na NASA, na ONU (sou embaixador para desenvolvimento industrial), nas minhas empresas e na função de formar pessoas, seja como “life coach”, mentor, ou ministrando centenas de treinamentos corporativos e palestras (coisas que adoro fazer). Interessante que não vejo nada disso como “trabalho”. Eu adoro o que faço. Ou seja, eu ganho a vida fazendo o que gosto, e isso é muito bom. Portanto, nos períodos de folga…eu faço as mesmas coisas, com algumas extras: ler bastante, escrever, desenhar, fotografar, música, etc. No meu site www.marcospontes.com.br existem mais detalhes sobre minhas atividades.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Ângelo Nunes, diretor e produtor da Monster Movie N´Photo


Aos poucos, as animações e desenhos brasileiros estão conquistando seu espaço. Um bom exemplo é a série Glitter Model! Nossa reportagem conversou com o diretor e produtor, Ângelo Nunes, da Monster Movie N’Photo, que produz o programa. Ele nos revelou informações muito interessantes. Quer saber? Então leia a entrevista abaixo.

Angelo-e-Andre GLITTER MODELS
Ângelo e André Nunes da Monster Movie N’Photo Foto: divulgação

Blog Carvalho News – Como surgiu a ideia de criar a série Glitter Model?
Ângelo Nunes – Glitter Model surge a partir da minha observação de 20 anos cuidando de carreiras de modelos. Pude ver meninas que não acreditavam em seu potencial e não tinham a menor auto estima se transformarem em lindas mulheres, modelos bem sucedidas e conquistarem seu espaço de trabalho onde menos acreditavam que tinham possibilidades: no mercado das modelos.

CN – Este programa é o primeiro da Monster?
Ângelo Nunes – Não. A Monster é uma produtora multifacetada! Nós representamos tanto profissionais da fotografia quanto do audiovisual, além de desenvolvermos projetos de conteúdo. Nossos últimos projetos para tv são: Glitter Model coproduzido com a NBCUniversal e exibido no Disney Channel em toda  a America Latina, Moda-O-Rama coproduzido com a NBCUniversal e Sound-à-Porter coproduzido com a HBO, ambos exibidos no canal E! Entertainment.

CN -Televisão é movida pela audiência. E esse quesito torna o setor muito competitivo. Como vocês lidam com isso?

Ângelo Nunes – Não é a audiência que nos move. É a criatividade, a inovação, levar assuntos relevantes e interessantes a quem está assistindo um programa desenvolvido e produzido por nós. Sempre buscamos ter algum diferencial em nossos projetos !

CN – Fada Manu, Peixonauta e lógico, Glitter Models são alguns dos programas de sucesso produzidos no Brasil. Podemos afirmar que enfim a animação brasileira conseguiu conquistar seu espaço?
Ângelo Nunes – Acredito que é um começo !A cada dia que passa a animação nacional vai ganhando mais e mais espaço, não só no Brasil, mas internacionalmente também. Ainda falta um longo caminho a ser percorrido para que a animação nacional se consagre como um produto reconhecidamente de qualidade, principalmente porque a quantidade de criatividade e talento que temos espalhados por todo o país, ainda não conseguiu se fazer presente ! Há muito talento não utilizado em nosso país.

Glitter-Oficial1

CN -Quantas pessoas trabalham na elaboração da animação?

Ângelo Nunes – Mais de 120 profissionais estiveram envolvidos em Glitter Model.

CN – Quais os desafios que vocês enfrentaram para que o projeto Glitter Models fosse viabilizado?

Ângelo Nunes – Acho que o maior desafio em realizar Glitter Model foi conquistar a confiança de um estúdio gigante como a NBCUniversal para que investissem em uma animação Brasileira, principalmente pelo fato de que a animação nacional ainda engatinha se comparada às animações americanas por exemplo ! E se você levar em consideração o fato de que o único desenho animado produzido antes de Glitter Model ( e não apenas distribuído) pela NBCUniversal, foi o desenho do Pica-Pau na década de 50, dá pra perceber a responsabilidade que tivemos nas mãos. rs

CN – O governo oferece algum tipo de auxilio para produções desse tipo?

Ângelo Nunes – Sim, por meio das leis de incentivo à cultura, através de um rigoroso processo de avaliação do projeto proposto.

CN – Quais os artistas que influenciaram a carreira do Ângelo Nunes?

Ângelo Nunes – Sou movido por música, imagem e corpo. Posso dizer que sou movido diariamente por Bjork, Anohni, CocoRosie, Arnold Schöenberg, Maria Bethania, Ney Matogrosso, Elis Regina, Marina Abramovic, Kazuo Ohno, Sankai Juku, Pina Bausch, Terence Malik, Davyd Lynch, Frida Kahlo, Remedios Varo, Stephan Doitschinoff enfim….poderia passar horas escrevendo porque são muitos os nomes que me influenciam. diariamente.

CN -Quais seus próximos projetos?

Ângelo Nunes -Tenho vários projetos que foram desenvolvidos e estão esperando para serem colocados em execução, dentre eles temos uma peça lindíssima de teatro que conta a historia da tradição das benzedeiras, Um reality show, doc realities e inclusive tenho uma outra animação belíssima sobre crianças e o meio ambiente.

glitter-model
CN -Como é o seu dia a dia?

Ângelo Nunes – Musical. Ouço música da hora que acordo até quando vou dormir. Chego na Monster Movie N’ Photo e a primeira coisa que faço é ligar o som. Aí o dia vai fluindo bem… O dia a dia é muito feliz quando se tem dois filhos inspiradores.

CN – Animações brasileiras. Qual sua avaliação sobre elas comparando com as produções estrangeiras?

Ângelo Nunes – Que não deixamos nada a desejar a ninguém. Profissional bom e história boa tem no Brasil e tem fora do Brasil. Precisamos mostrar ao mundo o quanto os profissionais brasileiros são bons e digo isso em relação ao animador, a roteirista, aos atores que dão vida as personagens fazendo a voz original, ao compositor, aos produtores, ao desenhista enfim…a todos os profissionais brasileiros. Adoraria escrever aqui o nome de todos eles porque foram de uma competência e sensibilidade sem igual. Você só consegue conduzir um monte de animadores homens (vale dizer que senti muita falta enorme de mulheres animando minhas personagens) para um universo feminino e tão sensível se eles forem profissionais o suficiente para fazer esta imersão.
CN -Qual a mensagem que gostaria de deixar aos fãs da série Glitter Models?

Ângelo Nunes – Que toda e qualquer menina é capaz de ser o que desejar ser e que não devem jamais permitir que haja um limite para que conquistem seus sonhos. Todas são capazes, todas são fortes e podem tudo, seja na carreira que for: Modelo, Professora, Médica, Cozinheira, Esportista enfim…tudo! Gostaria de dizer a todas elas que, desde pequenas elas precisam se empoderar de si mesmas. Glitter mostra no primeiro episódio uma menina (Clara) que não acredita na própria beleza e isso fica claro quando o caça-talentos a descobre. Ela não aceita o convite para ser modelo e deixa claro que sofre bullying quando se refere a si mesma como “girafona desengonçada”. Vai de encontro a imagem que ela  tem de si própria mesmo sendo uma menina com uma beleza óbvia. O slogan da série é : “Toda menina tem o seu brilho”. Espero que todas brilhem muito!

 

O dublador Raphael Rossatto


Ele tem 30 anos, é ator, cantor (um dos fundadores da banda de pop rock Jack B) e dublador e sua voz é inconfundível. Estamos falando do carioca Raphael Rossatto, que ficou conhecido por emprestar a voz para Flynn Rider (José Bezerra) nas canções do Filme “Enrolados” da Disney.  Ele também foi a voz de Kristoff em “Frozen”, de Peter Quill, o Senhor das Estrelas (Chris Pratt) nos filmes Guardiões da Galáxia, Cisco Ramón em “The Flash”, e muitos outros personagens. Rossatto recebeu gentilmente a reportagem do Blog Carvalho News para falar do “mágico” mundo da dublagem.

Raphael Rossato3
Raphael Rossatto Fotos: divulgação

 

Carvalho News – O que o levou a se tornar um dublador?

Raphael Rossatto – Sou de família circense, sempre atuei como palhaço desde criança, acrobacias, apresentava o espetáculo junto com meu pai, entã aprendi a usar e colocar a minha voz desde cedo. Em duas ocasiões me abordaram perguntando se eu era dublador. Fiquei curioso e descobri um curso de dublagem perto de onde estava trabalhando naquela época, o Vamos fazer arte, do meu querido Cláudio Galvan. Apareci para fazer uma aula de experiência com a minha mestra na dublagem, Mabel Cesar, e me apaixonei, a partir dali eu soube que era uma coisa que queria fazer pra sempre, é apaixonante.

CN – Como foi o início de sua carreira?

Raphael Rossatto– Costumo dizer que dei muita sorte, pois tudo aconteceu muito rápido, o que não ocorre normalmente nesse ramo.O Cláudio Galvan, assim que terminei o curso de dublagem, me convidou para ir com ele em alguns estúdios de dublagem para conhecer como as coisas funcionavam na prática e me apresentar. O último que visitei foi a Delart, lembro que nesse dia estavam dublando Lost, quem estava dirigindo era o Mário Jorge, e lá na sala estava presente outro mestre, Garcia Junior, que na época era o responsável pela dublagem da Disney Brasil. O Claudio me apresentou, disse que havia terminado o curso de dublagem, que além de ator eu também era cantor e que estava pronto pra começar a trabalhar. O Garcia pediu algumas gravações minhas cantando, pois sempre estavam precisando novos cantores para gravar as canções, e por sorte eu tinha algumas trilhas gravadas. Enviei e, pouco tempo depois, ele me convidou para fazer o teste para uma canção de um longa da Disney, Enrolados. Fiz e fui aprovado, logo em seguida também me convidou para fazer o teste para dublar o protagonista, Flynn Rider. Fiz e passei também. Fiquei muito feliz pois meu primeiro trabalho seria cantando e dublando o protagonista de um filme da Disney. Mas pouco tempo antes de dublar, chegou a notícia de que o marketing da Disney tinha escolhido o Luciano Huck para dublar o personagem, mas que eu ainda gravaria as canções. Foi assim que entrei nesse universo mágico, a partir dali o Garcia me indicou para o Manolo Rey e logo comecei a dublar com ele outra série da Disney chamada Shake it up, e foram me indicando e em pouco tempo estava dublando em quase todos os estúdios e fazendo meus primeiros protagonistas.

Raphael Rossato4

CN – Para quais personagens já emprestou sua voz?

Raphael Rossatto – Vou citar alguns, pois são muitos ao longo de sete anos de dublagem. Em filmes dublei o Augustus Waters em A culpa é das estrelas, recentemente o Will Traynor em Como eu era antes de você, Peter Quill (Senhor das estrelas) em Guardiões da Galáxia, Óh em Cada um na sua casa, Adam em Se eu Ficar, Alex em Simplesmente acontece, Flynn Rider (cantando) em Enrolados, Kristoff em Frozen, Guy em Os Croods, Finnick Odair em Jogos Vorazes, Cavaleiro Solitário em O Cavaleiro Solitário, Owen em Jurassic World… e em séries, dublo o Ezra Fitz em Pretty Little Liars, Aethewulf em Vikings, Cisco Ramón em The Flash, Ty Rux em Dinotrux, sou a nova voz do Pokedéx em Pokemón, Hendrickson em Nanatsu no Taizai, Kieran na série Scream, Danny na nova série da Sony The Catch, Dave Rose em Happy endings, e tem mais, rs

raphael-rossatto-daniel-arenas
Rossatto é a voz de Daniel Arenas de “A Gata” e “Coração Indomável”, do SBT.

CN –  A dublagem brasileira é uma das melhores do mundo?

Rossatto – Sempre foi considerada, e merecidamente. Temos os melhores profissionais nesse ramo e isso é indiscutível. Em vários casos, nem consigo mais ver o filme legendado, pois dependendo de quem seja o ator, a voz e a interpretação na dublagem ficam muito melhores e mais engraçadas que o original.

CN – Como você avalia o mercado de dublagem no Brasil, nos dias atuais?

Rossatto – A dublagem vem crescendo consideravelmente. Hoje em dia,  quase todos os produtos são dublados, a demanda é enorme, e como cada vez mais a dublagem tem se tornado notícia. É natural que a procura por esse mercado tenha crescido também, mas junto com isso aumenta também a picaretagem, como em qualquer ramo. Muita gente desqualificada abrindo cursos, iludindo e preparando mal os novos dubladores, muitos estúdios novos abrindo em vários cantos do país, o que não seria problema se tivesse gente competente a frente disso, o que não é o caso. Estúdios picaretas que não pagam bem os diretores e por isso colocam qualquer um que aceite ganhar migalhas pra trabalhar. Essas coisas enfraquecem o nosso trabalho, com diretores ruins, não adianta trabalhar com dubladores bons, o trabalho fica comprometido, Nós também não aceitamos trabalhar nessas condições, o que levam os estúdios ruins, com diretores ruins a procurar dubladores novos, desinformados e despreparados, que pela gana e tesão de começar a trabalhar, aceitam qualquer coisa. A posição do diretor é muito séria, ele não tem só que dizer se a fala ficou curta ou longa, ele precisa ter muito conhecimento, de línguas, de cultura geral, precisa conhecer bem os dubladores e as vozes com quem vai trabalhar, pois muitas coisas são mudadas na hora em que gravamos, existem termos, coisas que desconhecemos, e o diretor precisa ter inteligência, sagacidade e conhecimento para dar uma solução eficaz quando encontramos esse tipo de problemas. Queremos muito encontrar uma forma de combater esse tipo de coisa, pois realmente estão sucateando a nossa profissão, e isso não é bom para ninguém, nem para nós que vivemos disso e levamos muito a sério, e muito menos pro consumidor, que gosta e valoriza nosso trabalho.

Raphael Rossato5
Em um momento de descontração Foto: arquivo pessoal

CN – Como sua “herança” circense o auxilia na composição de seus personagens?

Rossatto  – Nasci e morei no circo até meus 20 anos. A vivência desde criança, a forma como aprendi a lidar com o público, e o jeito lúdico e desprendido como atuamos lá me prepararam muito para ser quem sou hoje, em todos os aspectos, no teatro, na dublagem, na música e na vida. Assim como a dublagem, o circo é uma grande escola, temos momentos bons e muitos ruins, passamos perrengues atrás de perrengues, é uma vida extremamente gostosa, mas muito sacrificante. Não tenho dúvidas de que se hoje gostam do meu trabalho como ator e dublador, eu devo muito ao circo por ter me preparado dessa forma. Acho que é mais fácil encarar os desafios impostos hoje, pessoais ou profissionais, por ter enfrentado tantos outros a vida inteira.

Naeliton Rosa Pinto


O atual prefeito do Município de Itapé, Naeliton Rosa Pinto concedeu gentilmente uma entrevista para o Blog Carvalho News. Na pauta está uma análise sobre seu primeiro ano à frente da prefeitura, críticas, planos para o futuro, desafios na administração, como a população pode auxiliar na gestão e muito mais. Curioso (a) para ouvir o que o prefeito vai dizer? Então não perca tempo!

 

Pedro Jackson Brandão Almeida (Pedrão)


Ele é considerado uma das maiores lideranças políticas do Município de Itapé (BA). Já esteve à frente da cidade durante vários mandatos e possui muita experiência política. Pedro Jackson Brandão Almeida, o Pedrão, atualmente gerencia sua casa lotérica e procura cuidar da saúde, buscando uma melhor qualidade de vida: “malho regularmente” garante ele. Sempre objetivo em suas colocações, Pedrão “desacelerou” um pouco para receber gentilmente a reportagem do Blog Carvalho News. Entre os assuntos abordados estão erros e acertos em sua gestão, arrependimentos, analises do cenário político atual e muito mais. Quer saber o que ele avalia o serviço público? Então veja a entrevista a seguir:

 

O advogado Carlos Sodré


Ele é o chefe de Gabinete da Secretaria da Administração Penitencia e Ressocialização (Seap) e cônsul Honorário da Costa do Marfim na Bahia. Carlos Eduardo Sodré, filho do ex-prefeito de Itapé Horácio Sodré, que administrar o município de  1967 a 1971 e, posteriormente, de 1973 a 1977. Sodré recebeu gentilmente a reportagem do Blog Carvalho News, para falar sobre a situação política do Brasil, Itapé e muito mais. Quer saber mais? Então assista a entrevista abaixo! (Carlos Eduardo Sodré (esq) e Antônio Sodré)

O ilusionista Klauss Durães


 O ilusionismo ou prestidigitação é a arte performativa que continua encantando e despertando muita curiosidade! O campeão brasileiro, vice campeão colombiano e bicampeão argentino de mágica Klauss Durães recebeu gentilmente a reportagem do Blog Carvalho News para falar um pouco sobre esse interessante mundo das ilusões. Boa leitura e abracadabra.

Klauss Duraes5
O ilusionista Klauss Duraes em uma apresentaçao Foto: divulgaçao

Blog Carvalho News – Como um técnico de Engenharia Civil e administrador de empresas se torna um ilusionista?

Klauss Durães – Paixão pela arte, poder fazer aquilo que eu realmente amo e sinto prazer fazendo.

CN – Como você se preparou para atuar nessa área?

Klauss Durães Nos primeiros anos era apenas um hobbie, aprendia em kits de magica, vídeos e livros, depois a brincadeira se tornou maior. Busquei um curso em Belo Horizonte, me profissionalizei e comecei a participar de congressos e competições no Brasil e no exterior.

CN – Você sofreu alguma influência de outros profissionais da ilusão?

Klauss Durães – Com certeza, Jeff McBride, David Copperfield, Franz Harary, Lance Burton, etc.

CN – Como e o seu dia a dia?

Klauss Durães – Antes, eu era mais fissurado com treinamentos e novas magicas, mas hoje o dia requer uma maior atenção à empresa e aos negócios que também envolvem a mágica. Controlo a venda de shows, marketing etc.

CN – Existe alguma diferença entre um magico e um ilusionista?

Klauss Durães – Nenhuma. O termo foi criado mais por questão de marketing, para reposicionar a arte mágica em um patamar de grandes shows de Las Vegas. Afinal, essa categoria é chamada de “Grandes Ilusões”.

Klaus Duraes6

CN – Como o ilusionismo pode auxiliar as pessoas?

Klauss Durães – Como uma ferramenta de comunicação(ajudando empresas a repassar e fixar informações de forma criativa), como atividade fisioterapêutica(desenvolvimento de habilidades manuais), como atividade para desenvolver o raciocínio(é preciso treinar a comunicação e pensar rapidamente para conseguir conduzir bem a atenção das pessoas) e como tratamento ocupacional(é um dos principais hobbies nos EUA e no mundo).

CN – Você possui mais de uma década de experiência, sendo praticamente figura cativa de programas de televisão como Domingão do Faustão, Silvio Santos entre outros. Houve algum momento constrangedor que foi obrigado a enfrentar durante essa caminhada?

Klauss Durães  – Errar a mágica é sempre complicado, mas com treino e ensaio vamos aprendendo a sair de situações inusitadas, afinal, o final da mágica nunca é revelado e com isso podemos inventar um novo final caso algo saia de controle.

CN – O que é necessário para se tornar um bom ilusionista?

Klauss Durães  – Muito ensaio, estudo e dedicação. O interessante da mágica é que ela te dá liberdade para trabalhar outros conhecimentos como dança, música, artes cênicas, humor, até mesmo a engenharia. Hoje eu mesmo projeto meus equipamento  e ilusões tudo em AutoCad.

CN – Qual o recado que gostaria de deixar para seus fãs?

Klauss Durães  – Acredito que independente da área que vamos nos posicionar temos que ser empreendedores. Quando digo empreendedor NÃO é no sentido de ser dono de um negócio, mas sim em relação à atitude e ao comportamento, de planejarmos nossa vida, desenvolvermos metas, administrarmos bem nosso dinheiro e trabalhar para gerar valor e não por ser obrigado.

 

Flávio Campello


Ele é o atual campeão do Carnaval Paulista, pela Acadêmicos do Tatuapé. Em março, último, mudou-se para a Acadêmicos do Tucuruvi. Flávio foi reverenciado com o prêmio do troféu nota 10 do ‘Diário de SP’ como o melhor carnavalesco do ano. Ele possui vasta experiência em carnavais das cidades do Rio de Janeiro, Vitória, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo. Para 2018, o carnavalesco prepara o enredo “Uma noite no museu” e garante “o enredo é uma aposta, um sonho de uns 5 anos, e a Tucuruvi me deu a chance de transformar em realidade”. Flávio recebeu gentilmente a reportagem do Blog Carvalho News e falou sobre carnaval, a profissão de carnavalesco, seu dia a dia e muito mais! Que tal conhecer melhor esse grande vencedor?

IMG-20170525-WA0004
Flávio Campello Fotos: divulgação
Blog Carvalho News – Como iniciou a sua relação com o carnaval?
Flávio Campello – Tudo começou ainda na infância, quando eu acompanhava meus pais na quadra e barracão da Imperatriz, pois ambos sempre foram fascinados pelo carnaval e pelo desfile das escolas de samba, e eram envolvidos no carnaval. Eram foliões natos… verdadeiros apaixonados pelo carnaval.
Blog Carvalho News – Há alguma diferença entre o carnaval do Rio de Janeiro e o de São Paulo?
Flávio Campello – Hoje não consigo enxergar uma diferença… ambos apresentam belíssimos espetáculos…
CN – Qual a sua formação acadêmica?
Flávio Campelo – Sou formado em artes cênicas, e história. Duas paixões realizadas.
CN – O que é necessário para se tornar um carnavalesco de sucesso?
Flávio Campelo – Sem dúvidas, ser um apaixonado pelo carnaval, viver o carnaval o ano inteiro, sempre buscando inspirações em todas as manifestações de arte. Precisa amar o que faz…
CN – Qual a sua inspiração para a criação de um enredo?
Flávio Campelo – As inspirações surgem assistindo um filme, documentário, lendo algum livro, revistas, jornais, às vezes até ouvindo uma música. Tudo em nossa vida pode ser carnavalizado…
flaviodivulgação
CN – Qual a função de um carnavalesco numa escola de samba?
Flávio Campelo – Hoje a maior função de um carnavalesco é a de um diretor e produtor de espetáculo. Precisamos ter noção do roteiro, criação, execução e produção e coordenação de equipes que fazem parte da produção desse espetáculo… Considero o carnavalesco um diretor geral e produtor dessa maior festa popular do mundo…
CN – O que mudou em sua vida, após a conquista do Carnaval de São Paulo de 2017?
Flávio Campelo – O título é a maior de todas as realizações. Pois todos nós trabalhamos o ano inteiro em busca do resultado, da perfeição… o titulo coroa o nosso trabalho e nos inspira a continuar.
CN – Como é o dia a dia de um carnavalesco?
Flávio Campelo – Acordar e dormir pensando no projeto, no barracão, no atelier… pois essa é a missão! Vivemos 24 horas por dia em prol desse sonho, e buscando maneiras de realizarmos esse sonho…
CN – Quais os profissionais que influenciaram seu trabalho ao longo dos anos?
Flávio Campelo – Sem dúvidas, a professora Rosa Magalhães. Lembro do desfile do Salgueiro, de 1990, e achei aquele desfile lindo. E a partir desse desfile eu passei a acompanhar o trabalho da Rosa, e ficava torcendo para um dia vê-la na Imperatriz, e não demorou muito, em 1992, aconteceu. Desde então, passei a me inspirar no trabalho da mestra. Além da Rosa, temos tantas outras referências… Renato Lage, Max Lopes, Joaozinho 30, Ney Ayan, Fernando Pinto, Viriato Ferreira… na atualidade, Alex de Souza, Paulo Menezes, Paulo Barros, Alexandre Louzada…Todos profissionais que merecem o nosso respeito!
IMG-20170525-WA0001
CNPode adiantar algo sobre a Acadêmicos do Tucuruvi em 2018?
Flávio Campelo -Pra começar, a realização de um sonho… o enredo é uma aposta, um sonho de uns 5 anos, e a Tucuruvi me deu a chance de transformar em realidade.
Já estamos a todo vapor no barracão das alegorias e no atelier das fantasias… tudo está fluindo de uma forma feliz e natural. Acredito num desfile imponente, pois é um enredo muito rico em possibilidades. E isso me fascina! Estou numa fase muito feliz…
CN – O que costuma fazer nos períodos de folga?
Flávio Campelo – Gosto muito de ir ao cinema, teatro, museus… nas férias, uma boa viagem para renovar as energias e voltar 100%….