Banda Cobra Kriada


Se voce aprecia um bom forró, com certeza já deve ter ouvido falar da banda baiana Cobra Kriada! Os músicos são um verdadeiro sucesso e ao longo dos seus dois anos e meio de estrada vêm acumulando fãs. “Nossos fãs representam o combustível para nos impulsionar a cada dia”, revela Judith Lima, que ao lado de Eli Alcântara formam o casal de vocalistas do grupo. Quer saber mais sobre esses animados forrozeiros? Então leia a entrevista exclusiva a seguir!

Blog Carvalho News – Quanto tempo a Cobra Kriada tem de estrada?

Eli AlcântaraDois anos e meio.

CN – Quem criou a banda, e como o grupo atual foi formado?

Judith Lima –  A banda partiu das Sapekas grupo infantil da produtora atual da banda. A ideia era fazer As Sapekas cantando forró, mas quando a banda foi se apresentar, a praça estava cheia de crianças esperando ouvir músicas infantis….Daí surgiu o desafio de montar uma banda para adultos. Quanto ao nome, em uma das reuniões com os antigos componentes, alguém disse que seria inviável continuar As Sapekas com aquela formação por que as “cobrinhas” já estavam criadas, daí a produtora entendeu e decidiu pelo nome “Cobra Kriada”.

Eli – A banda já passou por quatro formações de frente, por três vezes foram quatro vocalistas e atualmente a produtora decidiu por somente um casal de vocalistas. Fomos descobertos, Judith e eu,  em um concurso musical na região. A Judith chegou a fazer uma participação na banda antes de entrar e no ano seguinte foi convidada para se juntar a mim.

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Eli Alcântara e Judith Lima      Foto: divulgação

 

CN – Há alguma banda ou cantor que serve de inspiração para vocês?

Judith –  Sim! Como sou nova no forró, me baseio em cantores e bandas ,como Marcia Felipe ,Aviões do forró, Limão com Mel ,Magníficos ,Solteiroes do Forró, sem deixar de lado cantores tradicionais como Alceu Valença, Elba Ramalho ,Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Flávio José.

 Eli –  Apesar de escutar forró a um tempo, é a primeira experiência em uma banda de forró. No quesito “Vanerão” acompanho o trabalho de Marcia Fellipe desde a Garota Safada, Aviões do Forró, Calcinha Preta, Limão com Mel, Dorgival Dantas, Elba Ramalho, entre outros nomes da música sertaneja que sempre estão em parceria com o forró como Henrique e Juliano, Jorge e Matheus, Michel Teló, Zezé de Camargo e Luciano.

CN – Como vocês avaliam o nosso atual cenário musical?

Judith – Tem evoluído muito na questão produção e preocupação em inovar, só peço  e quero Lutar para que o tradicional não se perca e que o forró tradicional não seja apenas uma lembrança, gosto do novo e muito, mais não  podemos esquecer que temos a responsabilidade de perpetuar essa cultura linda e brasileiríssima que é  o forró.

CN – Como é o dia a dia de uma banda de Forró?

Eli –  Ensaios, decisões, União, produção, dedicação é  o que faz o trabalho dar certo.

CN – O que os membros da Cobra Kriada costumam ouvir e apreciar?

Judith – O nosso repertório é muito eclético, vai do rock ao arrocha. Pra nós é muito importante essa diversificação por que isso traz inovação de outros estilos. E eles opinam sobre o repertório, trazem ideias, sugerem musicas, para acrescer ao repertório e até mesmo toca-la em forró.

CN – Sobre o repertório. Como é feito esse processo de composição e escolha das melodias?

Eli – A gente busca está sempre antenado com o que está tocando nas mídias para não ficar com repertório defasado, temos um diretor musical e reuniões para falar sobre isso.

CN -Como anda os preparativos para o novo cd de vocês?

Judith – Ficamos surpresos com o resultado e a receptividade do público com nossa música de trabalho (Que Amor é esse?),  a aceitação foi muito boa. Não queremos deixar essa peteca cair e logo logo estará saindo mais outro sucesso autoral da banda Cobra Kriada.

CN – O sucesso atual da banda é a música “Que amor é esse”. Quem a compôs?

Eli – Composição do nosso parceiro de anos Mister Cuca, o compositor das Estrelas e nosso conterrâneo, que sempre tem um carinho especial com a gente. Desde o primeiro cd da banda ele tem participação. Inclusive o nosso sucesso do ano passado (Don Juan) também é dele e tem outras composições dele também nesse cd.

CN – Qual é a composição atual da banda Cobra Kriada?

Judith – Nos backs Tâmara e Jamily, Neto Santos e  Gabi Macário são nossos bailarinos, no teclado  Danilo, nos metais  Douglas, Miguel e Danilo; Baixo: Abmael; Guitarra: Vanderson; Bateria Josilto; Percussão  Ney e Rogério, no vocal Eli e eu.

CN – Quais os projetos da banda? Pode divulgar a agenda de shows?

Eli – A banda está em fase de construção do novo CD e montagem de um novo repertório. Quem acompanha nossas apresentações sabe que a gente sempre faz algo diferente/inesperado durante o show e é nisso que estamos trabalhando. Por enquanto temos algumas festas fechadas nesse mês de Julho, São Pedro e na festa da cidade Itabuna estaremos marcando presença com nosso forró e muito mais. Nossa agenda é igual coração de mãe, sempre cabe mais um evento (risos).

CN – Vocês possuem um número fãs que cresce a cada show. Qual a mensagem que gostaria de deixar para eles?

Judith – :Estamos  felizes com o carinho e admiração de vocês, agradecemos a  Deus por ter nossos  chocofãs (Apelido carinhoso de chocolates para nossos fãs )como vocês ,queremos sempre ter o máximo de contato com  todos para que  possamos melhorar ainda mais. Nossos fâs representam o combustível para nos impulsionar a cada dia!  Amamos vcs!

 

Gato de Louça


Para os roqueiros de plantão, eles dispensam apresentações. A Banda Gato de Louça possui sim “várias vidas” e mantém ao longo dos seus 30 anos de estrada, energia de iniciantes, para realizar shows alucinantes e produzir músicas de qualidade através das décadas. Então sem mais rodeios a Banda Gato de Louça!

banda gato de louça

Blog Carvalho News – Por que o nome Gato de Louça?
Antônio Albuquerque – Nome gato de louça foi criado para gerar um contraste entre a fragilidade da louça e o peso do som da banda.

CN – Como a banda é composta atualmente?

Albuquerque – Vocal, André Lar Belle; Douglas Freires – guitarra (MIDI); Léo Barcellos – baixo; Marquinho Azevedo – bateria; e eu, Antônio Albuquerque na guitarra.

CN -Nos dias de hoje, uma banda de Hard Rock consegue ter êxito em nosso país?
Léo Barcellos – Achamos que as condições não são favoráveis para o hard rock porque a mídia não divulga esse estilo de música, dando preferência a um gênero mais simples de ser assimilado pelo público, assim como o pagode,o sertanejo universitário e o funk.

CN – Como surgiu a banda?

Albuquerque – A Gato de Louça surgiu em meados dos anos 80,na UFRJ, fazendo um som instrumental pesado e bem progressivo. Com o tempo, a banda sentiu a necessidade de um vocalista… Temos mais de 30 anos de estrada.

CN – Como voces avaliam o nosso atual cenário musical?

Barcellos – Atualmente, com a criação dos coletivos de rock, temos uma abertura maior para apresentação das bandas autorais, porém, as rádios “rocks” ainda não têm espaço para divulgar esse tipo de trabalho. Por esse motivo, não existe a renovação de bandas na mídia.

CN – Led Zeppelin, Deep Purple são algumas das bandas internacionais que influenciam a sua arte. No Brasil, quais as que mais chamam atenção de voces?

Albuquerque – Mutantes, Angra e Sá, Rodrix & Guarabira.

CN – O que os membros da Gato de Louça  costumam ouvir e apreciar?

Barcellos – Parte da banda ouve progressivo e outra parte, heavy metal.

CN – Sobre o repertório. Como é feito esse processo de composição e escolha das melodias? Além do Antônio quem mais compõe?

Barcellos -O Toninho é quem compõe as músicas da banda. O processo de composição e escolha de melodia é feito de forma intuitiva, onde o resultado aparece naturalmente.

CN – Como andam os preparativos para o novo cd de vocês?

Albuquerque – Para o novo cd, já possuímos várias composições instrumentais e cantadas. Executamos as músicas nos shows para sentir a aceitação do público. Estamos em processo de gravação independente, precisando no momento de patrocínio. O novo trabalho da banda já conta com a presença do novo vocalista André Lar Belle.

CN – No  imaginário popular, todo roqueiro é revolucionário e politizado. Isso é verdade?

Barcellos – Achamos que hoje em dia, a maioria das pessoas sejam roqueiros ou não, são politizadas e não revolucionárias.

CN – Quais os projetos da banda?

Albuquerque – Possuímos alguns projetos a serem alcançados, como: ingressar no circuito de eventos motociclísticos, conseguir espaço para levar nosso show a outros estados e divulgação do nosso trabalho no Brasil e no exterior.

CN – Vocês possuem fãs extremamente fieis. Qual a mensagem que gostaria de deixar para eles?

Barcellos – Queremos agradecer a todos os fãs da banda que nos acompanham nas redes sociais, YouTube e nos shows. Também não podemos deixar de agradecer as mais de 11 mil visualizações do vídeo instrumental da música ” a cruz e a espada”, de autoria própria. Queremos convidar a todos para o nosso próximo show que será realizado no dia 03 de setembro, no aniversário do Nephillins de Aço Moto Clube em Pilares – RJ.

Saiba mais:

Banda Gato de Louça no You Tube

https://www.facebook.com/GatoDeLouca/

Todos unidos por um ideal


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A caridade é uma das mais lindas virtudes do ser humano. Num mundo com tantas desigualdades, ajudar ao próximo é uma iniciativa essencial para o bem estar de todos. Esse ato nos torna melhores como indivíduos, sendo pré-requisito para todo cidadão de bem. Pensando nisso, nesse Dia da Caridade (19 de julho), decidimos apresentar o trabalho desenvolvido pelo grupo Unidos Por Um Ideal (UPI), da cidade de Itapé (BA). Seu presidente, José Adriano Pereira revela que em um ano de atividades cerca de 230 famílias já foram beneficiadas. “Nosso grande desafio é mostrar as pessoas que não temos fins lucrativos”, garante. Conheça melhor essa bela iniciativa lendo a entrevista a seguir. Quem sabe, voce não descobre uma forma de ajudar ao próximo em sua cidade! Tenho certeza que essa iniciativa pode fazer a diferença!

Blog Carvalho News – Como surgiu a ideia de criar a Unidos por Um Ideal?

José Adriano Pereira – Sempre tive o desejo de realizar um trabalho social. A partir daí, comecei a frequentar, com a Valéria, locais carentes e este desejo foi aumentando. Gostaríamos de poder fazer algo para ajudar o próximo.

 CN – Qual a proposta da Unidos por um ideal?

Valéria Souza – Realizar um trabalho com famílias em situação de vulnerabilidade e risco em parceria com a comunidade, através de ações que visam resgatar a dignidade em situações emergenciais.

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José Adriano e Valéria Souza, respectivamente, presidente e vice da UPI                                            Fotos: arquivo pessoal

 CN – Quantas pessoas estão envolvidas com esse trabalho social e quantas pessoas já foram auxiliadas até agora por vocês?

José Adriano – Somos onze envolvidos no projeto, que já beneficiou 230 famílias aproximadamente.

CN – Como sua entidade é mantida?

Valéria – Através de doações da comunidade local e mensalidades dos integrantes do grupo.

CN -Quais os grandes desafios que vocês têm enfrentado ao longo dos anos?

José Adriano – O nosso grupo tem apenas um ano. O nosso grande desafio é mostrar as pessoas que não temos fins lucrativos.

CN – Como a população tem encarado o trabalho da Unidos por um Ideal?

Valéria – O trabalho está sendo bem aceito, ate porque nós não visamos interesses próprios.

CN – Quais os projetos que a entidade está envolvida atualmente?

José Adriano – Desenvolvemos o Arraiá Vinde e Vede ( com o objetivo de arrecadar alimentos),  o Sopão Solidário, o Almoço solidário, o Natal solidário ( também com o objetivo de arrecadar alimentos) e  a Campanha do agasalho.

CN – Como as pessoas podem ajudar a iniciativa de vocês?

Valéria – Através de doações. Também com a participação em reuniões semanais para que dessa forma tenhamos mais divulgações do trabalho solidário que desenvolvemos.

Saiba mais:

Facebook/Unidos Por Um Ideal

E-mail: [email protected]

 

A marchand Soraia Cals fala sobre arte


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Soraia Cals                               Foto: divulgação

Se o assunto é arte, Soraia Cals é referência. A marchand e colecionadora fluminense entende como poucos sobre o tema. Ela já trabalhou com o paisagista Roberto Burle Max, apresentou programas de entrevistas, produziu exposições e editou livros. Professora de História e formada em Arquitetura, a marchand divide seu tempo entre sua galeria de arte e os leilões que organiza no Rio de Janeiro. Que saber mais? Leia a entrevista abaixo:

Blog Carvalho News– O que faz uma marchand?

Soraia Cals – O marchand sempre é um artista sem talento, reprimido. No meu caso, estudei História, depois Arquitetura por gostar de arte. Tive ótimos professores na Faculdade de Arquitetura: Lygia Pape, Nelson Felix, e muitos outros. Como você não tem talento para produzir, ai começa a vender. Esse foi o meu caso.

CN – Essa profissão é reconhecida no Brasil?

Cals – É reconhecida por poucos. Muitos não entendem o que significa marchand, é muito subjetivo.

CN–  O que é necessário que se tornar um marchand?

Cals – Gostar muito do que faz. Não sei fazer mais nada além disso.

CN – Qual a formação acadêmica da Soraia Cals?

Cals – Sou professora de História e fiz Arquitetura.

CN – Soraia Cals apresentadora de TV. Conte-nos como foi essa experiência?

Cals – Foi muito rica, fiz entrevistas com vários marchands, colecionadores, artistas. Nessa época conheci, além do Evandro Carneiro, Iberê Camargo, Rubem Valentim, Roberto Burle Marx. Enfim, foi um grande divisor de águas na minha vida profissional.

CN – De 1989 e 1994, você trabalhou com o paisagista Roberto Burle Marx. Como utiliza o que aprendeu nesse período em seu atual momento profissional?

Cals – Burle Marx foi meu grande professor, Hoje tenho muita pena de não ter aproveitado mais essa época. Ele é o grande Artista Brasileiro. Vendia seus quadros e tinha um contato diário com ele. Foi muito enriquecedor.

CN – Seu escritório de artes completa uma década este ano. É complicado viver de arte num país como o nosso?

Cals – É muito complicado, porem muito gratificante.Devo a arte tudo que sou hoje.

CN – Quais nos artistas brasileiros que mais a impressionam?

Cals – Roberto Burle Marx, sempre..Iberê Camargo, Antonio Bandeira, enfim, todos que conseguem sobreviver de arte nesse pais.

 

CN – Qual a importância da arte para o desenvolvimento humano?

Cals – Toda. Você consegue através da arte enxergar um mundo que você não viu. As cores, as texturas, mudam através da pintura, você nunca mais consegue enxergar a vida da mesma maneira.

CN– Como você avalia o artesanato brasileiro?

Cals – O artesanato brasileiro é da melhor qualidade.E a arte popular também. Os artistas encontram uma força telúrica enorme.

Referencias nunca antes ensinada formalmente.

CN – Existe algum país que devemos nos espelhar em termos de valorização da cultura?

Cals – Todos os países desenvolvidos já perceberam a importância da arte na divulgação da Cultura e preservação dos valores .Estamos caminhando a passos lentos. Mas chegamos la…Tenho fé.

 

Saiba mais:

http://www.soraiacals.com.br/

https://www.facebook.com/soraiacalsescritoriodearte

 

Banda Delittus


Uma banda de Rock gaucha com dez anos de estrada, um número considerável de fãs e muita disposição para superar dificuldades. Assim podemos definir a Banda Delittus. Os músicos, que participaram recentemente do Holiday Rock Festival, realizado na cidade de Sapucaia do Sul, Rio Grande do Sul, estão em estúdio preparando seu mais novo EP. “Depois do lançamento daremos início a turnê apresentando o novo trabalho”, adianta Fell Rios integrante da Delittus. Conheça melhor o trabalho desses jovens de talento, lendo a entrevista a seguir.

Blog Carvalho News – A Banda Delittus possui dez anos de estrada. Quais as dificuldades que enfrentaram para chegarem até aqui?

Burn – Enfrentamos dificuldades desde o início da carreira, assim como a maioria das bandas independentes. A falta de incentivo e investimento são os fatores que mais levam as bandas a desistirem no meio do caminho. Nunca tivemos investidores, nem projetos do governo aprovados, porém, não desistimos e continuamos trilhando a estrada da música, dia após dia, show após show. Houveram momentos em que as dificuldades superaram o que normalmente se é suportado, mas nos mantivemos de pé, seguindo em frente. Já ficamos dias sem ter o que comer, logo quando fomos morar em São Paulo. Já fizemos shows para duas pessoas: O garçom e o segurança. Já fomos tocar em espeluncas, indo e voltando de trem com os instrumentos pendurados. Já fomos expulsos do palco, pois estávamos ultrapassando nossos 30 minutos de show. Já tocamos em um palco cuja iluminação era feita por essas lâmpadas amarelas antigas, que víamos nas casas dos avós. Já viajamos mais de 700 km, de carro, para ficarmos um dia inteiro numa pocilga com mais de 20 bandas mal e porcamente executando covers, para, na hora do nosso show, tocarmos para 4 pessoas, pois todo o público havia ido embora após a sua trupe ter tocado. Poderia ficar dias listando algumas das adversidades que tivemos, e certamente iria me esquecer de algumas. Mais de dez anos de estrada nos trazem muitas experiências, boas e ruins. O lado bom de toda a dificuldade é o crescimento, e o que crescemos é imensurável, desde o início da Delittus. A nossa maior recompensa é ver e ouvir pessoas cantando, chorando, se emocionando com as nossas músicas. É isso que ainda nos move.

CN – Vocês tocam Rock e já afirmaram que gostam do Hard Rock dos anos 80. Quais as bandas que mais influenciaram seu estilo?

Burn – Nossa música sempre foi essencialmente o Rock, vindo de várias vertentes. Até 2011 tínhamos uma maior influência do Rock contemporâneo, de 2000 em diante. A partir de 2011 começamos a expor nossas influências do Rock dos anos 80 e 90 como Bon Jovi, Guns, Pearl Jam, mas sem deixar de seguir nossa raiz do pop/rock de 2000. Essa maior influência do hard rock pode ser percebida a partir do álbum Gênesis de 2014.

CN – Fale-nos um pouco da Tour o Impossível?

Burn – A tour impossível foi uma idéia que tivemos para reunir integrantes antigos da banda, e tocar músicas do primeiro trabalho, comemorando os 10 anos de estrada. Essa união acabou trazendo o Matt para fazer alguns shows com a gente, e ele acabou ficando.

CN – Vocês mesmos compõem as musicas da banda? Como é o seu processo criativo?

Burn -Todas as músicas são da Delittus. Cada trabalho teve sua peculiaridade na composição, porém todos seguiram a mesma essência. Para o novo trabalho, estamos trazendo esboços para dentro do estúdio e lapidando em ensaios.

CN – Como é a relação da Delittus com seus fãs?

Burn – Sempre foi uma boa relação. Nossos fãs são muito críticos e exigentes. Aprendemos a lidar com isso com o tempo. Aceitamos e absorvemos as boas críticas, mas passamos a não dar mais bola para ignorância e ofensas. Tem gente que enche a boca (ou os dedos), pra dizer que a banda tinha que ser de tal jeito, mas sequer sabe o nome de um álbum, ou sequer sabe que o Matt voltou para os vocais. Esse tipo de gente nós ignoramos. Nosso foco é aquela galera que está sempre nos ouvindo, nos elogiando, e até nos criticando, mas de uma forma construtiva.

CN -Como vocês avaliam o atual cenário musical brasileiro?

Burn – Dominado pelos sertanejos, e eles estão fazendo o certo. Se unem, se ajudam, apoiam a cena. Se o rock fizesse metade do que eles fazem no Brasil, teríamos um cenário muito mais forte. O problema das bandas de rock, é que elas querem tudo pra si. Não enxergam um palmo a frente. Enquanto for assim, a grande massa do nosso país vai continuar consumindo apenas sertanejo e funk.

Banda Delittus
Banda Delittus Fotos: divulgação

CN – O que os membros da banda costumam ouvir e apreciar?

Burn – Cada um tem suas próprias influências. Sei que o Matt ouve bastante bandas contemporâneas, e bandas de rock underground internacionais. Eu (Burn) ouço bastante hard rock (Bon Jovi, o projeto solo do Richie Sambora, Mr. Big, Joe Bonamassa…). Mas também gosto de rock e blues contemporâneos (John Mayer, Kings of Leon, Foo Fighters). O Fell é muito fã de Pearl Jam e Guns, mas sei que também curte bastante Kings of Leon. O Ivan gosta de uns sons mais virtuose, pelo que eu sei. Os guris que me corrijam depois se eu estiver errado.

CN – Podem revelar alguma novidade que vem por ai?

Burn -Estamos em estúdio preparando nosso novo EP. A princípio será um EP de 4 faixas, com lançamento previsto para o segundo semestre na internet e nas rádios do sul. Depois do lançamento daremos início a turnê apresentando o novo trabalho. Claro, com os sons antigos no repertório do show, também.

CN – Qual a mensagem que gostaria de deixar para os seus fãs?

Burn – Obrigado a todos que continuam acompanhando a Delittus. O que nos move é o carinho e o retorno de vocês. Pedimos para que divulguem nosso trabalho, sempre. Nas rodinhas de violão, nos churrascos com amigos, na internet. Para uma banda independente, isso é o mais importante. Contamos com vocês.

Saiba mais:

www.delittus.com

https://www.facebook.com/Delittus/

 

Sula Miranda


A corinthiana, Suely Brito de Miranda, completa 30 anos de uma carreira sólida como cantora. Sula, como é mais conhecida, acumula prêmios como o Troféu Imprensa de melhor cantora de música sertaneja e o Troféu Talento de Melhor Revelação Gospel, “são frutos de minha determinação”, simplifica a também empresária e apresentadora. Sula conversou com o Carvalho News para falar da carreira, projetos e muito mais.

Blog Carvalho News – Seu cd mais atual foi batizado de Inabalável. Por que escolheu esse nome?

Sula Miranda – Por dois motivos. É o titulo de uma das musicas e me identifiquei pelo fato de estar este ano comemorando 30 anos de carreira e para conquistar isso você precisa se colocar numa posição INABALAVEL para superar todas as dificuldades.

CN – Por que optou pelo estilo sertanejo?

Sula – Por que me identifico, gosto de cantar o dia a dia, o amor de forma simples.

CN – Podemos afirmar que você vem de uma família de artistas. Sempre teve a convicção que seria uma cantora de sucesso?

Sula – Só assumi esta posição quando decidi pela minha carreira solo. Posso dizer que determinei isso em minha vida

CN – Em relação aos estudos, você fez alguma graduação?

Sula – Sim sou formada em Educação Artística pela faculdade de Belas Artes de São Paulo. Depois disso fiz cursos de decoração, especialização nesta área como AutoCAD entre outros .

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Fotos: Fernando Lima

CN – O que significa para você ter feito parte das Melindrosas?

Sula – A melhor fase da minha adolescência. Sonho de menina. Ser famosa.

CN – Como você avalia o mercado fonográfico atual?

Sula -Temos que acompanhar, não é o meu sonho de consumo, se perderam muitos valores e hoje artistas são muito fabricados, o que vale mais é o investimento que tem em cima, antes era na raça. Mas isso é a evolução . Faz parte do show de hoje em dia.

CN – Você também é uma empresária bem sucedida. Qual foi a maior dificuldade que enfrentou para se adaptar a essa nova realidade?

Sula – Confesso que ainda não me adaptei muito. Vou me reinventando, atuo em varias áreas para gerar meu sustento. Gostaria de poder realizar mais artisticamente, hoje se não estiver engajada num dos “esquemas”  de trabalho e divulgação em um grande escritório, tem muito pouco espaço. Sobrevivo da minha credibilidade, conduta, e historia.

CN – Locutora, apresentadora, empresária e cantora. Qual dessas facetas te atrai mais?

Sula – A cantora é minha base, sem ela nada existiria. Mas o meu lado empreendedor é que me fez uma marca forte.

CN – Você migrou para o estilo Gospel, mas tarde retornou para o estilo Sertanejo. Por que fez essa opção?

Sula – Porque o Gospel não é estilo musical para mim e sim escolha de modo de viver, sou cristã e faço isso para professar minha fé .Entendi depois de gravar o gospel , porque queria adorar a DEUS que nada me impede de exercer minha profissão e ter meu sustento como cantora sertaneja

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CN – Você já ganhou um Troféu Imprensa como a melhor cantora de música sertaneja e mais tarde o Troféu Talento de Melhor Revelação Gospel. O que esses prêmios significaram para você e como impactaram sua carreira?

Sula – Reconhecimento do que planto…. são os frutos da minha disciplina e determinação

CN – Quais os cantores ou cantoras que você mais aprecia?

Sula – Amo o trabalho de Ana Carolina, tenho regravado suas composições. Sempre curti e gravei também musicas do Peninha. No sertanejo atual curto Luan Santana e as composições do Jorge e Matheus.

Nos meus shows sempre coloco musicas de quem admiro e dou uma nova roupagem.

CN – O que gosta de ouvir nos momentos de folga?

Sula -Na verdade ouço musica gospel. Davi Saccer, Fernanda Brum, lazaro, Soraia Moraes , toque no altar entre outros.O sertanejo ouço para me atualizar e curtir as românticas.

CN – Como cidadã, como você avalia a atual fase política do nosso país?

Sula – Sem comentários…. muito triste o que vemos

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CN – Você entrou no grupo crescente de artistas que tentaram um cargo público nas eleições e não obtiveram êxito. Já conseguiu entender o que houve?

Sula – Não entendi e depois da experiência preferi nem saber mesmo. É um mundo que só farei parte talvez um dia se realmente for para beneficiar as pessoas e poder atuar na minha área que é o transporte. Mas pretendo realizar estes meus projetos sem ter que ter um cargo.

CN – Como é a Suely fora dos palcos?

Sula – Normal. Rsrsrs. Caseira, tranquila, divertida, comprometida, disciplinada e focada.

CN – Quais os projetos futuros?

Sula – Gravar meu primeiro DVD de carreira e comemorar meus 30 anos de estrada

CN – Como você define sucesso e felicidade?

Sula – Ter a paz que excede TODO entendimento….. Conquistei isso pela minha fé.

Dinheiro, fama , sucesso , glamour não são ruins, mas não são o principal, pois perdem completamente o valor se tirarem de alguma forma sua paz.

“Se é arte, estou dentro”


Ele é de Camacã (BA), foi modelo, é arquiteto, artista plástico, pintor, bailarino e ator de cinema. Antônio Carlos Moura é um dos muitos talentos baianos que com muito estudo e esforço vem marcando presença no cenário brasileiro. “A gente não vê uma grande valorização do trabalho do artista”, lamenta. Moura se prepara para a próxima exposição “Ave Avis Rara” e também para mais uma produção cinematográfica: ‘Um velho amigo do mar’, no qual dará vida a um velho pescador. Quer conhecer melhor esse artista? Então não perca mais tempo e leia a entrevista abaixo.

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Blog Carvalho News – Você foi modelo, é artista plástico, ator, bailarino e fotógrafo. Quando descobriu que possuía esses múltiplos talentos?

Antônio Carlos Moura – Como artista sempre fui autodidata. Desde criança  gostava de pintar, desenhar e procurei por conta própria adquirir livros que ensinavam técnicas de desenho e pintura. Sou uma pessoa muito curiosa em relação à arte. Costumo dizer que se é arte eu estou dentro.

BCN – Morar distante de grandes centros urbanos é empecilho à carreira artística?

Antônio Carlos Moura – Um pouco porque no interior a gente não sente uma grande valorização ao trabalho do artista até pelo fato da nossa região, passar por uma situação econômica complicada devido a crise. Há também a crise motivada pelo declínio do cacau, a maior riqueza econômica dos municípios do Sul baiano. Outro empecilho, às vezes,  é a falta de visão dos políticos que consideram sempre a arte algo supérfluo. Infelizmente, já tive a oportunidade de escutar um dirigente político falar que o importante é educação e saúde e arte é supérfluo. E não é bem assim, pois a arte direciona caminhos, cura, é o retrato da cultura de um povo, que é conhecido pelo o que ele realiza a nível cultural e isso podemos observar em países europeus e na América do Norte onde a cultura é extremamente valorizada.

BCN – Você é autodidata em pintura. De onde vem sua inspiração? E como é seu processo criativo?

Antônio Carlos Moura – Em pintura sou autodidata. Em artes, sou curioso e gosto de tentar várias técnicas, mas encontrei na colagem minha expressão artísticas por isso venho trabalhando com ela. A inspiração vem  de tudo. Seja a beleza, alguma mensagem que se gostaria de passar. Eu gosto sempre de realizar uma exposição com um tema, um conceito. No “Faces da Beleza Negra e Mestiça”, escolhi esse tema porque foi um dos primeiros trabalhos, que realizei em colagem, colagem arte como eu chamo. A beleza negra e a mestiça são uma beleza de traços raros e marcantes e a gente passa um momento, a nível mundial, onde evoluímos muito no sentido científico e tecnológico, mas nas relações humanas e sociais ou paramos de evoluir ou retrocedemos. Hoje em dia, vemos pessoas negras sendo humilhadas em redes sociais e estádios de futebol. Onde fica a evolução do ser humano? A gente sabe que a base de toda relação humana é o respeito. Se você quer ser respeitado, tem que respeitar o seu próximo.

 

Mais da carreira de Antônio Carlos Moura

BCN – Em 2015, você lançou a  exposição “Faces da Beleza Negra e Mestiça”. Como surgiu a ideia de apresentar suas peças de arte desta forma?

Antônio Carlos Moura – Vi alguns trabalhos de Derek Gores, Anderson Thieves e Vik Muniz e resolvi experimentar. Acabei descobrindo a minha maneira de trabalhar com a colagem, que é diferente das desses artistas. Acho que cada artista tem a sua forma de trabalhar e a minha colagem é diferente de todos os outros. Acredito que a colagem tem  um colorido vibrante, algo que nenhuma outra técnica oferece. Por isso que a escolhi para desenvolver minhas obras.

BCN – É possível viver exclusivamente da arte no Brasil?

Antônio Carlos Moura – Existem alguns poucos que conseguem viver, mas infelizmente aqui na nossa região ainda não é uma realidade. Eu, por exemplo, não conseguiria viver exclusivamente da arte aqui no momento, mas isso não me desanima. A gente sabe que é um caminho longo a ser percorrido. Quando você tem o talento reconhecido ai pode alcançar esse status e conseguir viver exclusivamente de arte.

BCN – Sabemos que você integra o elenco de uma produção cinematográfica. O que pode nos falar desse novo personagem?

Antônio Carlos Moura – Trabalhei como gestor de Cultura aqui em Camacã, de 2013 a 2015. Nesse período, participei de alguns fóruns de cultura pela região até Feira de Santana. Nesses eventos, em algumas mesas de trabalho você desenvolve alguns temas e depois tem que apresentar. Em um deles também participava o diretor J. Melo de Ubaitaba. Ele viu minha apresentação, gostou muito e de início me convidou para fazer uma ponta no filme. Depois ele sentiu um certo potencial em mim e me convidou para fazer o vilão do filme “Cobiçado coração de um homem“. J.Melo realiza um filme todo o ano, com tema e atores regionais. O que ele quer? Que as pessoas que assistem a produção se identifiquem com a estória, que reflitam sobre a realidade deles e se identifiquem com os personagens. Esse  ano ele me convidou para trabalhar na produção “Um velho amigo do mar” no qual irei interpretar um velho pescador, para isso estou deixando crescer a barba para ajudar a compor o personagem. É muito legal trabalhar com ele… Trabalhamos de forma voluntária. Ele consegue apoio das prefeituras onde se passa as filmagens e de alguns empresários. A gente aprende muito. Ele também consegue apoio de muitos jovens que trabalham no filme. É uma forma de exercitar o comprometimento, a disciplina, realizar alguma coisa. Isso é muito importante para a formação do jovem.

 

BCN – Já ganhou algum tipo de prêmio como ator?

Antônio Carlos Moura – Ganhei o prêmio de ator revelação com o filme “Cobiçado coração de um homem”. Esse ano estou me preparando para concorrer ao Prêmio de Melhor Ator.

BCN – Quais os projetos futuros?

Antônio Carlos Moura – Tem a minha próxima exposição, Ave Avis Rara, devo fazer o circuito Shopping Jequitibá, Fundação Itabunence de Cidadania e Cultura, Universidade UFSB a fazer o circuito  . Tenho um convite também para expor na Assembleia Legislativa de Salvador, e isso deve ocorrer mais para o final do ano e também vou atuar no filme do J. Melo, “Meu Amigo do Mar”. Eu tenho o meu instagran @antoniocarlosmoura e através dele uma pessoa da Ilha de Sardenha,Itália, gostou do meu trabalho e encomendou quatro telas em colagem, que vou encaminha até maio e isso pode abrir um caminho para o mercado europeu. Quem sabe.

BCN – Qual o conselho que daria para os iniciantes no mundo das artes?

Antônio Carlos Moura – Não desista e invista em você. Invista em conhecimento, técnica em aprimorar o que você faz para que faça cada vez melhor. Dessa maneira você será reconhecido e terá sucesso. É um mundo complicado com grande concorrência. A gente sabe que nem sempre os mais talentosos chegam ao reconhecimento. Arte é vida e  enquanto a  gente viver sente a necessidade de produzir arte e que as pessoas gostem e apreciem o nosso trabalho.

 

 

Um talento baiano


A emoção de dançar ao lado de Áquila Silva

“Foi meio que por acaso… Áquila é uma menina que nasceu normal, mas em fase de crescimento pegou uma virose que a deixou com uma série de sequelas… inclusive um coágulo no cérebro. Ela é assistida pelo CRAS local e, ano passado, uma amiga em comum me convidou para realizarmos uma festa de aniversário para ela. Como toda menina gosta.. e teria uma dança.. então um dos facilitadores do CRAS seria o parceiro de dança de Áquila… mas ele faltou.. e de última hora me colocaram.. já que eu havia dançado eu um espetáculo. Topei por que Áquila é muito especial cativante. Fizemos tanto sucesso, que depois fomos convidados a nos apresentarmos em diversos eventos, inclusive em municípios vizinhos.. foram umas seis apresentações e esse ano já fizemos duas! O que a gente passa com nossa apresentação é que tudo pode ser superado.. você pode romper limitações com amor, carinho e dedicação”, Antônio Carlos Moura.

Thiago Matheus


Ele é paulista, tem 22 anos, é torcedor do São Paulo, sua comida preferida é a argentina e compõe desde os 16 e três dos seus vídeos já ultrapassaram a marca de 10 milhões de visualizações. Sim! Estamos nos referindo ao cantor Thiago Matheus. Quer conhecer um pouco melhor esse artista? Então leia a entrevista abaixo.

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Blog Carvalho News – Você compôs os hits: “Mãe, Tô Na Balada” do Trio Bravana, “I Love You” da dupla Marcos e Belutti, “Meia Noite e Meia” de Guilherme e Santiago e muitos outros. Sendo um dos compositores que mais arrecadam direito autorais no Brasil. Como é o seu processo de criação? De onde vem sua inspiração?

Thiago Matheus – Costumo iniciar uma composição a partir de histórias que meus amigos e familiares contam pra mim. Se eu acho engraçada, ou diferente, eu já anoto, porque ai quando eu estiver inspirado pra compor, faço as histórias virarem músicas.

CN  – “Pai tô em Marte” e “Catra para Presidente” superaram facilmente as 900 mil visualizações no Youtube. Qual o segredo?

Thiago Matheus – Elas foram minhas primeiras músicas. Na época nem banda eu tinha, nunca tinha subido em um palco. Hoje meus 3 clipes, “Pai Tô Em Marte”, “Catra Presidente” e “Moon Álcool” somados, passam a marca de 10 Milhões de Views, e isso me traz confiança pra seguir nesse caminho de lançar músicas diferentes e clipes mais diferentes ainda.

CN – Você é fã de Michael Jackson. O que mais admirava neste astro, e de que forma ele influenciou a sua carreira?

Thiago Matheus – Tudo o que Michael Jackson fazia era genial! E o que chamava muito minha atenção eram seus shows, por isso acho que me preocupo tanto com meu show. Desde a abertura até o encerramento existem coisas inovadoras. Nós queremos que o fã que assistiu ao show nunca se esqueça do que viu e ouviu naquele dia.

CN – “Moon Álcool” é seu primeiro cd e com certeza tem um valor especial para sua carreira, que só está começando e muito bem.  Como foi sua rotina durante a produção das faixas?

Thiago Matheus – O CD foi feito com muita calma, a gente foi aos poucos acrescentando mais músicas. Na medida em que a gente escrevia músicas que acreditávamos, a gente já ia pro estúdio gravar, e o processo de gravação é mais rápido, pois meu pai é meu produtor musical e o nosso estúdio é em casa.

CN – Seu pai é o produtor musical Giuliano Matheus, que já o auxiliou na composição de diversas músicas. Como é trabalhar ao lado do pai?

Thiago Matheus – É muito bom. Além de me ajudar nas composições de uma forma brilhante, ele também gerencia minha carreira, e isso me dá tranquilidade para trabalhar, porque eu só meu preocupo em cantar e compor, o resto ele faz, rs.

CN – Qual a importância da família na sua vida?

Thiago Matheus  – Total, moro com meus pais, e quando não estou viajando passo o dia todo com eles e com meu irmão, além da Bibi, nossa cachorrinha, rs. Aqui em casa todo mundo gosta de música e trabalha em prol da minha carreira. Acho isso muito legal!

CN – Você é um universitário de Publicidade e Propaganda. Gosta de estudar? Como consegue conciliar as aulas com sua carreira musical?

Thiago Matheus – Eu estou no meu último semestre, gosto da parte prática, de criar campanhas e etc. Confesso que teoria me dá sono, rs. Hoje faço aula só 2 dias na semana, por causa doa compromissos da carreira musical, mas esse ano me formo, eu prometi pra mim, rs.

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CN – Quais seus cantores preferidos?

Thiago Matheus – Michael Jackson, Guilherme e Santiago e Celine Dion.

CN – Além do sertanejo, quais os seus estilos musicais preferidos?

Thiago Matheus  – Eu gosto de música. Eu gosto de ouvir de tudo, absolutamente tudo! Gosto de forró, funk, reggae, axé, rock, pagode e todos os outros estilos.

CN – Sua parceria com o Mr. Catra foi inusitada, mas um sucesso. Existem algumas outras já previstas?

Thiago Matheus – Sim! Tenho muitos amigos na música, e muitos de outros estilos, então a galera pode esperar muita música boa e cheia de mistura!

CN – O que costuma fazer nas horas de folga?

Thiago Matheus – Procuro sempre estar estudando música e canto. Depois disso vou me divertir.

CN – Quais seus passatempos preferidos?

Thiago Matheus – Gosto de  jogar poker, jogar futebol, e assistir aos jogos do meu time, além de correr de kart. Essas são minhas paixões.

CN – Que tipo de mulher te atrai?

Thiago Matheus – Mulher simples, bem humorada, educada, e que se preocupa com as coisas que o ser humano realmente deveria se importar.

Que venha o Alma Sacra


Você já ouviu falar no  Alma Sacra? Ainda não? Bem, trata-se de um projeto multicultural/multimídia, ousado, que abrange vários seguimentos, pretendendo dessa forma unir vários polos da arte, fazendo um link entre a música, a literatura, e todas as outras ramificações artístico-culturais que englobam o projeto.

Para conhecer melhor a proposta, bem como, seus executores, o Blog Carvalho News decidiu ouvir o idealizador do projeto, o músico, compositor e produtor cultural Richie Harald, que atua no cenário carioca desde 1993, e os demais membros do grupo: Rafael Rocha, Mauro Oruam (Deadly Fate), Bil Martins (Hellish War/Dark Witch) e Alexandre Cannes (Out of Reality).

Blog Carvalho News – Como surgiu a oportunidade de integrar o Alma Sacra e quais expectativas com o projeto?

Alan Flexa: recebi o convite do Richie, para compor o time dos tecladistas, havia me perguntado se eu toparia entrar em um projeto audacioso. Não pensei duas vezes! Aceitei o convite e me senti muito honrado em fazer parte desta grande família que é o Alma Sacra. O Richie é uma pessoa visionária. Não tem medo De dar cara a tapa. Juntou grandes músicos nesse projeto. Fiquei imensamente feliz quando ele me chamou para produzir juntamente com Daniel Parente. Estamos escrevendo uma grande história na pagina de nossas vidas.

Oruam – conheci o idealizador deste projeto em um show do Deadly Fate em Natal, tivemos muita afinidade e então ele me convidou para participar da empreitada. Richie é um grande artista, sensível, guerreiro e com ideias extraordinárias, acredito que o Alma Sacra será um marco no cenário do Heavy Metal Mundial.

Alexandre Cannes – conheço o Richie já faz alguns anos, tocávamos juntos na cena aqui do Rio de Janeiro. Na época ele ainda integrava a banda Fatal Portrait e eu o Out of Reality. Ele já conhecia o meu trabalho, aí pude receber o convite diretamente.

Bill Martins –  certo dia o Richie entrou em contato comigo pelo facebook, trocamos umas ideias e ele fez o convite, que foi aceito no mesmo instante, pois achei muito interessante a proposta e eu também nunca havia participado de um projeto parecido com este.

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Richie Harald               foto: Ladyhammer

CN – Por que o nome “Alma Sacra”?

Richie Harald – O nome surgiu em decorrência de um livro que estou desenvolvendo, que conta a história de um Santuário (Alma Sacra) onde habitam seres que prestaram grandes feitos a humanidade. Neste livro, as almas que desencarnaram do plano terrestre formam uma espécie de cúpula em defesa da Terra e de invasões malignas. Na verdade, o nome é uma mesclagem da língua portuguesa com a Italiana. Muitos me perguntam se a banda é de cunho religioso, mas na verdade a história do Alma Sacra engloba religião, filosofia, psicologia, espiritismos e alguns assuntos  científicos. Trata-se de um trabalho musical em que a parte literária se intercala com a parte musical formando um trabalho conceitual e é por isso que é chamado Alma Sacra Project – Ópera rock. Cada vocalista representa um personagem como de uma ópera.

CN – Quem são os demais músicos que compõem o Alma Sacra?

Richie Harald – Daniel Parente (Clawgrinder) Guitarra/ Vocal – Ce ; Arthur Pessoa (SteelGard) PE – Vocal; Fábio Caldeira (Maestrick) SP – Vocal; Fábio Schneider (Dreadnox) RJ – Vocal; – Vocal; André Larbelle (Ex – Fatal Portrait – BR) RJ – Vocal; Mário Kohn – (Eyes of Gaia) SP – Vocal; Kleber Marcelino – (Mustang 65) RJ – Guitarra; Léo Barcellos – (Gato de Louça) RJ – Baixo. Rafael Rocha – Guitarra – RJ; Gabrielle Gabriels – (Vivaldi Metal Project/ Gabriels) Itália – Teclados, Matheus Lisboa – ( Victms of Fate) teclados,Irlanda. Erivelto Santos – ( Solo/Victm of Fate) Guitarras e Teclados- SP; Lúcio Amaral ( Arcanys, Frequencia Am) Guitarra – RN . Além dos demais músicos que estão participando da entrevista. Mas aguardem que teremos muitas surpresas nas gravações!

CN – As pessoas têm em mente que os roqueiros são revolucionários e politizados. Esse é o perfil dos integrantes da Alma Sacra?

Alan flexa – no meu caso posso dizer que sou um cara revolucionário, pela musica que faço. Não tenho regras para compor, sempre gosto de mesclar estilos além do metal, do qual sou eternamente grato.  Trabalho musica vanguardista eletrônica, musica medieval e folk

Oruam – Sim, somos formadores de opinião e não podemos ser alienados para assim transmitir o melhor da gente através da música.

Alexandre Cannes – Acho muito importante e saudável, que tenhamos conhecimento do quadro político que nos rodeia, pelo menos uma noção do que está acontecendo. Quanto ao revolucionário, não só no rock, mas em todas as instâncias da música, em estilos diversos a crítica política esteve presentem desde ‘Rage Agasint The Machine’ até ‘Nina Simone’. Pessoalmente, vejo mais o lado artístico, abordando temas mais emocionais.

Bill Martins – não me sinto revolucionário e politizado.

Richie Harald – não me envolvo em política, mas o termo ‘revolução’ aplico na tentativa de unir músicos de outros estados do Brasil e do exterior. No entanto, não tenho nada contra quem usa a arte como veículo revolucionário como nos casos dos artistas: Caetano Veloso, Gilberto Gil e Nina Simone. O foco do meu projeto não é este. Meu objetivo com esta obra é usar a música para fazer as pessoas curtirem a magia de seu conteúdo, apreciando a interpretação dos cantores e a forma como é tocada pelos músicos que constam no trabalho.

Rafael Rocha – A historia tem mostrado isso, muitas bandas nasceram com essa veia política, aqui mesmo no Brasil temos e tivemos bandas com esse conceito, o próprio Cazuza o Barão Vermelho na década de 80, o Alma Sacra já nasceu revolucionário. Todo o conceito da banda e os músicos envolvidos, a ideia sempre foi agregar e unir um movimento que estava bem segregado e fazer disso um carro chefe para futuras bandas.

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                                      Arte: Richie Harald

CN – Vocês mesmos compõem suas músicas? Como é o processo de composição?

Alan Flexa – como todo músico preciso de inspiração. Tenho uma teoria sobre o meu processo de composição : minhas musicas 90% são recebidas de algum lugar entre as esferas e assim canalizadas e transformadas e canções.

Oruam – não existe um critério, mas normalmente uma melodia chega pronta na minha mente. Em momentos de inspiração, que normalmente será o tema ou refrão da música, tento compor o restante baseado nisso, no final tento encaixar uma letra.

Alexandre Cannes – sempre penso no assunto e nas letras, que inspiram as melodias e a interpretação. Isso tudo é desenvolvido em cima da base instrumental, que é o que me define o tema da composição.

Rafael Rocha – Sim, temos um time muito competente, como a álbum é conceitual toda a história musical e dividida entre os membros, estamos diariamente conversando via Messenger e definindo cada passo e andamento das musicas.

Richie Harald – cada música é feita em cima dos capítulos do livro de uma forma resumida onde é passado o clima, cena e o enredo aos músicos, será assim nos três volumes do CD. Uma vez feito isso é feito os ensaios, faremos a pré-produção e a gravação onde os produtores Daniel Parente e Alan Flexa direcionarão para o que é produto final esteja dentro do conceito que é o rock progressivo heavy metal com acentuações de música medieval. Aproveito para apresentar o nosso line up de alguns estados do país e do exterior

CN – quais suas bandas prediletas?

Alan Flexa – tenho influencia de grandes bandas e músicos como: Vangelins, André Matos, Corccioli, Queen, Dio, Ozzy, Yes. Como produtor, sou bastante influenciado por Trevon Horn (ex – Yyes), Chirs Lord, George Matin (rip), charlie Bauerfeind e sascha Paeth.

Oruam – Scorpions, Vangelis, Wasp, Iron Maiden, Accept, Rhapsody of Fire, Helloween, Blind Guardian…

Alexandre Cannes – pô, são muitas! Mas posso dizer as principais, Iron Maiden, Bon Jovi, Helloween, Symphony X, Black Sabbath, Dio, Ozzy, Angra, Megadeth… a lista segue!

Bill Martins – são muitas, mas as que eu tenho escutado mais atualmente são Dio, Bathory, Iced Earth, Grand Magus e Ereb Altor.

Rafael Rocha – Particularmente eu escuto muitos estilos diferentes de 14 bis, Milton Nascimento a bandas como Winger, Metallica, Angra, Avantasia, Mirath , Sonata Arctica e Symphony X.

Richie Harald – são várias, dentro deste segmento atual do nosso trabalho, tem Angra, Sepultura, Symphony X, Iron Maiden, Black Sabbath entre outros.

CN – O perfil das bandas de rock brasileiras mudou nas últimas décadas?

Alan Flexa – sim. De uns tempos pra cá, percebemos mudanças, mas certamente sem nenhum avanço. Antes se agregavam valores culturais, hoje os valores são comerciais. Há tantas bandas magnificas nos escombros  dessa mídia que a cada dia nos empurram porcarias.

Oruam – temos grandes bandas, mas percebo poucas mudanças.

Alexandre Cannes – Mudou sim, vejo que a preocupação com uma boa produção, tanto do som, na sua elaboração, quanto ao material de apoio.

Bill Martins – creio que sim, e isso se deve muito a mudança do mercado fonográfico também,internet,MP3,etc…  Acho que,  atualmente, as bandas têm uma visão mais empresarial sobre a música, não é mais apenas algo   passional e inocente. Quem não investe no profissionalismo acaba ficando para trás. Mas uma coisa que não muda  é que quem faz Metal é porque ama realmente, e quem é verdadeiro continua firme sempre.

Rafael Rocha – não só as brasileiras, muitas bandas ao longo do tempo tiveram que se reinventar para poder seguir em frente, a cada dia surge um novo seguimento ou elemento musical e com a quantidade de informação disponível é necessário se reinventar a cada dia.

CN – Como vocês avaliam o atual cenário musical brasileiro?

Rafael Rocha – felizmente, vivemos em uma era digital então temos mais facilidade em divulgar nosso trabalho e o alcance ao publico é maior, na década de 90 e inicio dos anos 2000 era bastante difícil principalmente nosso estilo de opera rock tínhamos poucos veículos especializados, então acredito que mudou muito.

Alan Flexa – estamos a mercê, das grandes multinacionais da musica. Um Brasil tomado pelo funk e sertanejo ( infelizmente é o que vende nas rádios) e vem crescendo absurdamente a cada ciclo.

Oruam – a cena está cada vez mais competente, porém sinto um pouco de desunião entre os estilos diferentes, acho uma pena, pois estamos no mesmo barco. Já na Europa, por exemplo isso não existe, todos tocam no mesmo palco e se respeitam, bandas de Black Metal, Nu Metal, Thrash Metal, Hard Rock, Doom Metal, Folk Metal, White Metal, Metal Tradicional, etc. O pessoal é bastante unido…

Bill Martins – a nível de bandas o cenário vai muito bem ao meu ver, com varias bandas realmente boas, mostrando materiais cada vez mais profissionais. Por outro lado ainda falta espaço pra essa galera mostrar seu trabalho, como casas de shows que abram mais espaço pra som autoral.

Richie Harald  – o Brasil é um país com muitas influências de outros estilos musicais oriundas de musicas em torno mundo e esta mistura de culturas criou o desenvolvimento de músicos excepcionais, porém ainda é muito difícil ter o apoio de imediato do público e dos empresários deste nosso ramo, mas sou otimista quando se tem algo diversificado e que tenha música de conteúdo, perseverança e amor no que se faz!

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