Daniel


Ele é um dos artistas mais queridos do cenário nacional. José Daniel Camillo, ou simplesmente Daniel, possui um lista considerável de sucessos, como por exemplo a canção “Eu Adoro Amar Voce”. Ele também se aventurou pelas artes cênicas com participações na novela ‘Paraíso’, da Rede Globo, e no filme ‘O Menino da Porteira’, “do qual fui protagonista”, acrescenta, com simplicidade. Daniel falou ao blog Carvalho News sobre família, carreira, projetos, bem como do DVD ‘Daniel in concert em Brotas”. Boa leitura!

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Blog Carvalho News – Seu trabalho mais recente é o “Daniel in concert em Brotas”. Quanto tempo foi necessário para produzi-lo?

Daniel – Foi muito rápido entre a concepção do show e a realização dele, cerca de dois meses, e na verdade nem seria um DVD, seria um show apenas, mas depois decidimos registrar.

CN – Você decidiu restaurar o Cine São José, um cinema da década de 1950, no centro de Brotas que permaneceu 20 anos fechado. Hoje é o único cinema em funcionamento em Brotas. O que o levou a tomar essa iniciativa?

Daniel – Este lugar sempre teve algo de especial para mim, pois ali me apresentei pelas primeiras vezes em festivais, e também era onde funcionava a rádio Brotense, onde eu tinha um programa junto com meu pai, ainda na infância. Além de ter um histórico emocional com esse prédio, eu queria devolver o cinema à cidade e também ter um espaço cultural onde pudessem acontecer apresentações, shows, peças de teatro, e graças a Deus consegui realizar esse sonho. O primeiro filme exibido após a restauração foi “O Menino da Porteira”, do qual participei como protagonista.

 CN – No “Daniel in concert em Brotas” você canta de Guilherme Arantes a Raul Seixas, sem abandonar seus próprios sucessos. Encontrou alguma dificuldade no momento da escolha do repertório?

Daniel – Neste projeto eu queria cantar músicas que sempre cantei mas que nunca havia gravado, canções que fazem parte da minha memória afetiva, e quando comecei a listar, cheguei em 60. Impossível um show e um projeto com tantas músicas, então fomos cortando até chegar em 29 canções.

CN – São mais de 30 anos de carreira. Você se considera um cantor amadurecido artisticamente?

Daniel – Acredito que com o passar dos anos é impossível a gente não amadurecer, adquirir experiências que nos fazem saber aquilo que gostamos ou não, descobrir nosso próprio estilo, enfim, eu acredito que sim mas isso não significa que esteja fechado para novos desafios, pelo contrário, tenho vontade de fazer muitas coisas, de me reinventar sempre, não podemos parar no tempo.

CN – Quais os artistas que influenciaram a sua arte?

Daniel – São muitos, porque eu sempre ouvi de tudo. Este mais recente DVD mostra um pouco isso, sou eclético, ouvia Tião Carreiro e Pardinho, Liu e Léo, Milionário e José Rico, e também Jerry Adriani, Jessé, Raul Seixas e tantos outros. A influência na minha música vem de todos os lados.

CN – Você conquistou um Grammy Latino com a trilha sonora do filme, O Menino da Porteira.Também já foi agraciado com outros prêmios. De que forma esse reconhecimento impactou sua vida?

Daniel – Sou muito grato por esse reconhecimento, não só os prêmios mas o carinho do público principalmente, você fazer um show e as pessoas cantarem suas músicas, isso nos faz ver a responsabilidade que temos em nossa carreira.

CN – Como é o seu dia a dia?

Daniel – Muito normal, agora tenho as minhas tarefas de pai também, tão prazerosas, e quando não estou viajando para compromissos, procuro participar de tudo na vida delas.

 CN – O que o Daniel costuma ouvir, quando está em períodos de folga?

Daniel – De tudo, ouço muita coisa, de moda de viola a música internacional, novas duplas, gosto de ouvir o que está tocando no rádio também.

CN – Lara e Luiza são suas filhas. Planeja ser pai mais uma vez? O que a família representa para você?

Daniel – minhas jóias raras, agradeço a Deus por essa oportunidade de ser pai, e por enquanto não pensamos em aumentar a família. Família é tudo para mim, minha base, meus pais sempre nos mostraram isso, que não há nada mais importante do que a família.

CN – Quais as parcerias musicais que gostaria de firmar?

Daniel – Ah eu sou aberto a parcerias, nunca me fechei para isso, mas a parceria que eu mais gosto e que me faz muito completo, é com meu pai. Cantar com o pai é um privilégio que tenho e enquanto puder, vou levá-lo comigo para termos esses momentos juntos nos palcos.

CN  – Quais seus projetos?

Daniel – Apesar de o DVD In Concert em Brotas ser recente, já estou em produção de um novo álbum, desta  vez com músicas inéditas. Este projeto deve sair no segundo semestre e estou bem contente com esse início de gravações.

Banda Cobra Kriada


Se voce aprecia um bom forró, com certeza já deve ter ouvido falar da banda baiana Cobra Kriada! Os músicos são um verdadeiro sucesso e ao longo dos seus dois anos e meio de estrada vêm acumulando fãs. “Nossos fãs representam o combustível para nos impulsionar a cada dia”, revela Judith Lima, que ao lado de Eli Alcântara formam o casal de vocalistas do grupo. Quer saber mais sobre esses animados forrozeiros? Então leia a entrevista exclusiva a seguir!

Blog Carvalho News – Quanto tempo a Cobra Kriada tem de estrada?

Eli AlcântaraDois anos e meio.

CN – Quem criou a banda, e como o grupo atual foi formado?

Judith Lima –  A banda partiu das Sapekas grupo infantil da produtora atual da banda. A ideia era fazer As Sapekas cantando forró, mas quando a banda foi se apresentar, a praça estava cheia de crianças esperando ouvir músicas infantis….Daí surgiu o desafio de montar uma banda para adultos. Quanto ao nome, em uma das reuniões com os antigos componentes, alguém disse que seria inviável continuar As Sapekas com aquela formação por que as “cobrinhas” já estavam criadas, daí a produtora entendeu e decidiu pelo nome “Cobra Kriada”.

Eli – A banda já passou por quatro formações de frente, por três vezes foram quatro vocalistas e atualmente a produtora decidiu por somente um casal de vocalistas. Fomos descobertos, Judith e eu,  em um concurso musical na região. A Judith chegou a fazer uma participação na banda antes de entrar e no ano seguinte foi convidada para se juntar a mim.

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Eli Alcântara e Judith Lima      Foto: divulgação

 

CN – Há alguma banda ou cantor que serve de inspiração para vocês?

Judith –  Sim! Como sou nova no forró, me baseio em cantores e bandas ,como Marcia Felipe ,Aviões do forró, Limão com Mel ,Magníficos ,Solteiroes do Forró, sem deixar de lado cantores tradicionais como Alceu Valença, Elba Ramalho ,Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Flávio José.

 Eli –  Apesar de escutar forró a um tempo, é a primeira experiência em uma banda de forró. No quesito “Vanerão” acompanho o trabalho de Marcia Fellipe desde a Garota Safada, Aviões do Forró, Calcinha Preta, Limão com Mel, Dorgival Dantas, Elba Ramalho, entre outros nomes da música sertaneja que sempre estão em parceria com o forró como Henrique e Juliano, Jorge e Matheus, Michel Teló, Zezé de Camargo e Luciano.

CN – Como vocês avaliam o nosso atual cenário musical?

Judith – Tem evoluído muito na questão produção e preocupação em inovar, só peço  e quero Lutar para que o tradicional não se perca e que o forró tradicional não seja apenas uma lembrança, gosto do novo e muito, mais não  podemos esquecer que temos a responsabilidade de perpetuar essa cultura linda e brasileiríssima que é  o forró.

CN – Como é o dia a dia de uma banda de Forró?

Eli –  Ensaios, decisões, União, produção, dedicação é  o que faz o trabalho dar certo.

CN – O que os membros da Cobra Kriada costumam ouvir e apreciar?

Judith – O nosso repertório é muito eclético, vai do rock ao arrocha. Pra nós é muito importante essa diversificação por que isso traz inovação de outros estilos. E eles opinam sobre o repertório, trazem ideias, sugerem musicas, para acrescer ao repertório e até mesmo toca-la em forró.

CN – Sobre o repertório. Como é feito esse processo de composição e escolha das melodias?

Eli – A gente busca está sempre antenado com o que está tocando nas mídias para não ficar com repertório defasado, temos um diretor musical e reuniões para falar sobre isso.

CN -Como anda os preparativos para o novo cd de vocês?

Judith – Ficamos surpresos com o resultado e a receptividade do público com nossa música de trabalho (Que Amor é esse?),  a aceitação foi muito boa. Não queremos deixar essa peteca cair e logo logo estará saindo mais outro sucesso autoral da banda Cobra Kriada.

CN – O sucesso atual da banda é a música “Que amor é esse”. Quem a compôs?

Eli – Composição do nosso parceiro de anos Mister Cuca, o compositor das Estrelas e nosso conterrâneo, que sempre tem um carinho especial com a gente. Desde o primeiro cd da banda ele tem participação. Inclusive o nosso sucesso do ano passado (Don Juan) também é dele e tem outras composições dele também nesse cd.

CN – Qual é a composição atual da banda Cobra Kriada?

Judith – Nos backs Tâmara e Jamily, Neto Santos e  Gabi Macário são nossos bailarinos, no teclado  Danilo, nos metais  Douglas, Miguel e Danilo; Baixo: Abmael; Guitarra: Vanderson; Bateria Josilto; Percussão  Ney e Rogério, no vocal Eli e eu.

CN – Quais os projetos da banda? Pode divulgar a agenda de shows?

Eli – A banda está em fase de construção do novo CD e montagem de um novo repertório. Quem acompanha nossas apresentações sabe que a gente sempre faz algo diferente/inesperado durante o show e é nisso que estamos trabalhando. Por enquanto temos algumas festas fechadas nesse mês de Julho, São Pedro e na festa da cidade Itabuna estaremos marcando presença com nosso forró e muito mais. Nossa agenda é igual coração de mãe, sempre cabe mais um evento (risos).

CN – Vocês possuem um número fãs que cresce a cada show. Qual a mensagem que gostaria de deixar para eles?

Judith – :Estamos  felizes com o carinho e admiração de vocês, agradecemos a  Deus por ter nossos  chocofãs (Apelido carinhoso de chocolates para nossos fãs )como vocês ,queremos sempre ter o máximo de contato com  todos para que  possamos melhorar ainda mais. Nossos fâs representam o combustível para nos impulsionar a cada dia!  Amamos vcs!

 

Gato de Louça


Para os roqueiros de plantão, eles dispensam apresentações. A Banda Gato de Louça possui sim “várias vidas” e mantém ao longo dos seus 30 anos de estrada, energia de iniciantes, para realizar shows alucinantes e produzir músicas de qualidade através das décadas. Então sem mais rodeios a Banda Gato de Louça!

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Blog Carvalho News – Por que o nome Gato de Louça?
Antônio Albuquerque – Nome gato de louça foi criado para gerar um contraste entre a fragilidade da louça e o peso do som da banda.

CN – Como a banda é composta atualmente?

Albuquerque – Vocal, André Lar Belle; Douglas Freires – guitarra (MIDI); Léo Barcellos – baixo; Marquinho Azevedo – bateria; e eu, Antônio Albuquerque na guitarra.

CN -Nos dias de hoje, uma banda de Hard Rock consegue ter êxito em nosso país?
Léo Barcellos – Achamos que as condições não são favoráveis para o hard rock porque a mídia não divulga esse estilo de música, dando preferência a um gênero mais simples de ser assimilado pelo público, assim como o pagode,o sertanejo universitário e o funk.

CN – Como surgiu a banda?

Albuquerque – A Gato de Louça surgiu em meados dos anos 80,na UFRJ, fazendo um som instrumental pesado e bem progressivo. Com o tempo, a banda sentiu a necessidade de um vocalista… Temos mais de 30 anos de estrada.

CN – Como voces avaliam o nosso atual cenário musical?

Barcellos – Atualmente, com a criação dos coletivos de rock, temos uma abertura maior para apresentação das bandas autorais, porém, as rádios “rocks” ainda não têm espaço para divulgar esse tipo de trabalho. Por esse motivo, não existe a renovação de bandas na mídia.

CN – Led Zeppelin, Deep Purple são algumas das bandas internacionais que influenciam a sua arte. No Brasil, quais as que mais chamam atenção de voces?

Albuquerque – Mutantes, Angra e Sá, Rodrix & Guarabira.

CN – O que os membros da Gato de Louça  costumam ouvir e apreciar?

Barcellos – Parte da banda ouve progressivo e outra parte, heavy metal.

CN – Sobre o repertório. Como é feito esse processo de composição e escolha das melodias? Além do Antônio quem mais compõe?

Barcellos -O Toninho é quem compõe as músicas da banda. O processo de composição e escolha de melodia é feito de forma intuitiva, onde o resultado aparece naturalmente.

CN – Como andam os preparativos para o novo cd de vocês?

Albuquerque – Para o novo cd, já possuímos várias composições instrumentais e cantadas. Executamos as músicas nos shows para sentir a aceitação do público. Estamos em processo de gravação independente, precisando no momento de patrocínio. O novo trabalho da banda já conta com a presença do novo vocalista André Lar Belle.

CN – No  imaginário popular, todo roqueiro é revolucionário e politizado. Isso é verdade?

Barcellos – Achamos que hoje em dia, a maioria das pessoas sejam roqueiros ou não, são politizadas e não revolucionárias.

CN – Quais os projetos da banda?

Albuquerque – Possuímos alguns projetos a serem alcançados, como: ingressar no circuito de eventos motociclísticos, conseguir espaço para levar nosso show a outros estados e divulgação do nosso trabalho no Brasil e no exterior.

CN – Vocês possuem fãs extremamente fieis. Qual a mensagem que gostaria de deixar para eles?

Barcellos – Queremos agradecer a todos os fãs da banda que nos acompanham nas redes sociais, YouTube e nos shows. Também não podemos deixar de agradecer as mais de 11 mil visualizações do vídeo instrumental da música ” a cruz e a espada”, de autoria própria. Queremos convidar a todos para o nosso próximo show que será realizado no dia 03 de setembro, no aniversário do Nephillins de Aço Moto Clube em Pilares – RJ.

Saiba mais:

Banda Gato de Louça no You Tube

https://www.facebook.com/GatoDeLouca/

Todos unidos por um ideal


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A caridade é uma das mais lindas virtudes do ser humano. Num mundo com tantas desigualdades, ajudar ao próximo é uma iniciativa essencial para o bem estar de todos. Esse ato nos torna melhores como indivíduos, sendo pré-requisito para todo cidadão de bem. Pensando nisso, nesse Dia da Caridade (19 de julho), decidimos apresentar o trabalho desenvolvido pelo grupo Unidos Por Um Ideal (UPI), da cidade de Itapé (BA). Seu presidente, José Adriano Pereira revela que em um ano de atividades cerca de 230 famílias já foram beneficiadas. “Nosso grande desafio é mostrar as pessoas que não temos fins lucrativos”, garante. Conheça melhor essa bela iniciativa lendo a entrevista a seguir. Quem sabe, voce não descobre uma forma de ajudar ao próximo em sua cidade! Tenho certeza que essa iniciativa pode fazer a diferença!

Blog Carvalho News – Como surgiu a ideia de criar a Unidos por Um Ideal?

José Adriano Pereira – Sempre tive o desejo de realizar um trabalho social. A partir daí, comecei a frequentar, com a Valéria, locais carentes e este desejo foi aumentando. Gostaríamos de poder fazer algo para ajudar o próximo.

 CN – Qual a proposta da Unidos por um ideal?

Valéria Souza – Realizar um trabalho com famílias em situação de vulnerabilidade e risco em parceria com a comunidade, através de ações que visam resgatar a dignidade em situações emergenciais.

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José Adriano e Valéria Souza, respectivamente, presidente e vice da UPI                                            Fotos: arquivo pessoal

 CN – Quantas pessoas estão envolvidas com esse trabalho social e quantas pessoas já foram auxiliadas até agora por vocês?

José Adriano – Somos onze envolvidos no projeto, que já beneficiou 230 famílias aproximadamente.

CN – Como sua entidade é mantida?

Valéria – Através de doações da comunidade local e mensalidades dos integrantes do grupo.

CN -Quais os grandes desafios que vocês têm enfrentado ao longo dos anos?

José Adriano – O nosso grupo tem apenas um ano. O nosso grande desafio é mostrar as pessoas que não temos fins lucrativos.

CN – Como a população tem encarado o trabalho da Unidos por um Ideal?

Valéria – O trabalho está sendo bem aceito, ate porque nós não visamos interesses próprios.

CN – Quais os projetos que a entidade está envolvida atualmente?

José Adriano – Desenvolvemos o Arraiá Vinde e Vede ( com o objetivo de arrecadar alimentos),  o Sopão Solidário, o Almoço solidário, o Natal solidário ( também com o objetivo de arrecadar alimentos) e  a Campanha do agasalho.

CN – Como as pessoas podem ajudar a iniciativa de vocês?

Valéria – Através de doações. Também com a participação em reuniões semanais para que dessa forma tenhamos mais divulgações do trabalho solidário que desenvolvemos.

Saiba mais:

Facebook/Unidos Por Um Ideal

E-mail: [email protected]

 

A marchand Soraia Cals fala sobre arte


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Soraia Cals                               Foto: divulgação

Se o assunto é arte, Soraia Cals é referência. A marchand e colecionadora fluminense entende como poucos sobre o tema. Ela já trabalhou com o paisagista Roberto Burle Max, apresentou programas de entrevistas, produziu exposições e editou livros. Professora de História e formada em Arquitetura, a marchand divide seu tempo entre sua galeria de arte e os leilões que organiza no Rio de Janeiro. Que saber mais? Leia a entrevista abaixo:

Blog Carvalho News– O que faz uma marchand?

Soraia Cals – O marchand sempre é um artista sem talento, reprimido. No meu caso, estudei História, depois Arquitetura por gostar de arte. Tive ótimos professores na Faculdade de Arquitetura: Lygia Pape, Nelson Felix, e muitos outros. Como você não tem talento para produzir, ai começa a vender. Esse foi o meu caso.

CN – Essa profissão é reconhecida no Brasil?

Cals – É reconhecida por poucos. Muitos não entendem o que significa marchand, é muito subjetivo.

CN–  O que é necessário que se tornar um marchand?

Cals – Gostar muito do que faz. Não sei fazer mais nada além disso.

CN – Qual a formação acadêmica da Soraia Cals?

Cals – Sou professora de História e fiz Arquitetura.

CN – Soraia Cals apresentadora de TV. Conte-nos como foi essa experiência?

Cals – Foi muito rica, fiz entrevistas com vários marchands, colecionadores, artistas. Nessa época conheci, além do Evandro Carneiro, Iberê Camargo, Rubem Valentim, Roberto Burle Marx. Enfim, foi um grande divisor de águas na minha vida profissional.

CN – De 1989 e 1994, você trabalhou com o paisagista Roberto Burle Marx. Como utiliza o que aprendeu nesse período em seu atual momento profissional?

Cals – Burle Marx foi meu grande professor, Hoje tenho muita pena de não ter aproveitado mais essa época. Ele é o grande Artista Brasileiro. Vendia seus quadros e tinha um contato diário com ele. Foi muito enriquecedor.

CN – Seu escritório de artes completa uma década este ano. É complicado viver de arte num país como o nosso?

Cals – É muito complicado, porem muito gratificante.Devo a arte tudo que sou hoje.

CN – Quais nos artistas brasileiros que mais a impressionam?

Cals – Roberto Burle Marx, sempre..Iberê Camargo, Antonio Bandeira, enfim, todos que conseguem sobreviver de arte nesse pais.

 

CN – Qual a importância da arte para o desenvolvimento humano?

Cals – Toda. Você consegue através da arte enxergar um mundo que você não viu. As cores, as texturas, mudam através da pintura, você nunca mais consegue enxergar a vida da mesma maneira.

CN– Como você avalia o artesanato brasileiro?

Cals – O artesanato brasileiro é da melhor qualidade.E a arte popular também. Os artistas encontram uma força telúrica enorme.

Referencias nunca antes ensinada formalmente.

CN – Existe algum país que devemos nos espelhar em termos de valorização da cultura?

Cals – Todos os países desenvolvidos já perceberam a importância da arte na divulgação da Cultura e preservação dos valores .Estamos caminhando a passos lentos. Mas chegamos la…Tenho fé.

 

Saiba mais:

http://www.soraiacals.com.br/

https://www.facebook.com/soraiacalsescritoriodearte

 

Banda Delittus


Uma banda de Rock gaucha com dez anos de estrada, um número considerável de fãs e muita disposição para superar dificuldades. Assim podemos definir a Banda Delittus. Os músicos, que participaram recentemente do Holiday Rock Festival, realizado na cidade de Sapucaia do Sul, Rio Grande do Sul, estão em estúdio preparando seu mais novo EP. “Depois do lançamento daremos início a turnê apresentando o novo trabalho”, adianta Fell Rios integrante da Delittus. Conheça melhor o trabalho desses jovens de talento, lendo a entrevista a seguir.

Blog Carvalho News – A Banda Delittus possui dez anos de estrada. Quais as dificuldades que enfrentaram para chegarem até aqui?

Burn – Enfrentamos dificuldades desde o início da carreira, assim como a maioria das bandas independentes. A falta de incentivo e investimento são os fatores que mais levam as bandas a desistirem no meio do caminho. Nunca tivemos investidores, nem projetos do governo aprovados, porém, não desistimos e continuamos trilhando a estrada da música, dia após dia, show após show. Houveram momentos em que as dificuldades superaram o que normalmente se é suportado, mas nos mantivemos de pé, seguindo em frente. Já ficamos dias sem ter o que comer, logo quando fomos morar em São Paulo. Já fizemos shows para duas pessoas: O garçom e o segurança. Já fomos tocar em espeluncas, indo e voltando de trem com os instrumentos pendurados. Já fomos expulsos do palco, pois estávamos ultrapassando nossos 30 minutos de show. Já tocamos em um palco cuja iluminação era feita por essas lâmpadas amarelas antigas, que víamos nas casas dos avós. Já viajamos mais de 700 km, de carro, para ficarmos um dia inteiro numa pocilga com mais de 20 bandas mal e porcamente executando covers, para, na hora do nosso show, tocarmos para 4 pessoas, pois todo o público havia ido embora após a sua trupe ter tocado. Poderia ficar dias listando algumas das adversidades que tivemos, e certamente iria me esquecer de algumas. Mais de dez anos de estrada nos trazem muitas experiências, boas e ruins. O lado bom de toda a dificuldade é o crescimento, e o que crescemos é imensurável, desde o início da Delittus. A nossa maior recompensa é ver e ouvir pessoas cantando, chorando, se emocionando com as nossas músicas. É isso que ainda nos move.

CN – Vocês tocam Rock e já afirmaram que gostam do Hard Rock dos anos 80. Quais as bandas que mais influenciaram seu estilo?

Burn – Nossa música sempre foi essencialmente o Rock, vindo de várias vertentes. Até 2011 tínhamos uma maior influência do Rock contemporâneo, de 2000 em diante. A partir de 2011 começamos a expor nossas influências do Rock dos anos 80 e 90 como Bon Jovi, Guns, Pearl Jam, mas sem deixar de seguir nossa raiz do pop/rock de 2000. Essa maior influência do hard rock pode ser percebida a partir do álbum Gênesis de 2014.

CN – Fale-nos um pouco da Tour o Impossível?

Burn – A tour impossível foi uma idéia que tivemos para reunir integrantes antigos da banda, e tocar músicas do primeiro trabalho, comemorando os 10 anos de estrada. Essa união acabou trazendo o Matt para fazer alguns shows com a gente, e ele acabou ficando.

CN – Vocês mesmos compõem as musicas da banda? Como é o seu processo criativo?

Burn -Todas as músicas são da Delittus. Cada trabalho teve sua peculiaridade na composição, porém todos seguiram a mesma essência. Para o novo trabalho, estamos trazendo esboços para dentro do estúdio e lapidando em ensaios.

CN – Como é a relação da Delittus com seus fãs?

Burn – Sempre foi uma boa relação. Nossos fãs são muito críticos e exigentes. Aprendemos a lidar com isso com o tempo. Aceitamos e absorvemos as boas críticas, mas passamos a não dar mais bola para ignorância e ofensas. Tem gente que enche a boca (ou os dedos), pra dizer que a banda tinha que ser de tal jeito, mas sequer sabe o nome de um álbum, ou sequer sabe que o Matt voltou para os vocais. Esse tipo de gente nós ignoramos. Nosso foco é aquela galera que está sempre nos ouvindo, nos elogiando, e até nos criticando, mas de uma forma construtiva.

CN -Como vocês avaliam o atual cenário musical brasileiro?

Burn – Dominado pelos sertanejos, e eles estão fazendo o certo. Se unem, se ajudam, apoiam a cena. Se o rock fizesse metade do que eles fazem no Brasil, teríamos um cenário muito mais forte. O problema das bandas de rock, é que elas querem tudo pra si. Não enxergam um palmo a frente. Enquanto for assim, a grande massa do nosso país vai continuar consumindo apenas sertanejo e funk.

Banda Delittus
Banda Delittus Fotos: divulgação

CN – O que os membros da banda costumam ouvir e apreciar?

Burn – Cada um tem suas próprias influências. Sei que o Matt ouve bastante bandas contemporâneas, e bandas de rock underground internacionais. Eu (Burn) ouço bastante hard rock (Bon Jovi, o projeto solo do Richie Sambora, Mr. Big, Joe Bonamassa…). Mas também gosto de rock e blues contemporâneos (John Mayer, Kings of Leon, Foo Fighters). O Fell é muito fã de Pearl Jam e Guns, mas sei que também curte bastante Kings of Leon. O Ivan gosta de uns sons mais virtuose, pelo que eu sei. Os guris que me corrijam depois se eu estiver errado.

CN – Podem revelar alguma novidade que vem por ai?

Burn -Estamos em estúdio preparando nosso novo EP. A princípio será um EP de 4 faixas, com lançamento previsto para o segundo semestre na internet e nas rádios do sul. Depois do lançamento daremos início a turnê apresentando o novo trabalho. Claro, com os sons antigos no repertório do show, também.

CN – Qual a mensagem que gostaria de deixar para os seus fãs?

Burn – Obrigado a todos que continuam acompanhando a Delittus. O que nos move é o carinho e o retorno de vocês. Pedimos para que divulguem nosso trabalho, sempre. Nas rodinhas de violão, nos churrascos com amigos, na internet. Para uma banda independente, isso é o mais importante. Contamos com vocês.

Saiba mais:

www.delittus.com

https://www.facebook.com/Delittus/

 

Sula Miranda


A corinthiana, Suely Brito de Miranda, completa 30 anos de uma carreira sólida como cantora. Sula, como é mais conhecida, acumula prêmios como o Troféu Imprensa de melhor cantora de música sertaneja e o Troféu Talento de Melhor Revelação Gospel, “são frutos de minha determinação”, simplifica a também empresária e apresentadora. Sula conversou com o Carvalho News para falar da carreira, projetos e muito mais.

Blog Carvalho News – Seu cd mais atual foi batizado de Inabalável. Por que escolheu esse nome?

Sula Miranda – Por dois motivos. É o titulo de uma das musicas e me identifiquei pelo fato de estar este ano comemorando 30 anos de carreira e para conquistar isso você precisa se colocar numa posição INABALAVEL para superar todas as dificuldades.

CN – Por que optou pelo estilo sertanejo?

Sula – Por que me identifico, gosto de cantar o dia a dia, o amor de forma simples.

CN – Podemos afirmar que você vem de uma família de artistas. Sempre teve a convicção que seria uma cantora de sucesso?

Sula – Só assumi esta posição quando decidi pela minha carreira solo. Posso dizer que determinei isso em minha vida

CN – Em relação aos estudos, você fez alguma graduação?

Sula – Sim sou formada em Educação Artística pela faculdade de Belas Artes de São Paulo. Depois disso fiz cursos de decoração, especialização nesta área como AutoCAD entre outros .

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Fotos: Fernando Lima

CN – O que significa para você ter feito parte das Melindrosas?

Sula – A melhor fase da minha adolescência. Sonho de menina. Ser famosa.

CN – Como você avalia o mercado fonográfico atual?

Sula -Temos que acompanhar, não é o meu sonho de consumo, se perderam muitos valores e hoje artistas são muito fabricados, o que vale mais é o investimento que tem em cima, antes era na raça. Mas isso é a evolução . Faz parte do show de hoje em dia.

CN – Você também é uma empresária bem sucedida. Qual foi a maior dificuldade que enfrentou para se adaptar a essa nova realidade?

Sula – Confesso que ainda não me adaptei muito. Vou me reinventando, atuo em varias áreas para gerar meu sustento. Gostaria de poder realizar mais artisticamente, hoje se não estiver engajada num dos “esquemas”  de trabalho e divulgação em um grande escritório, tem muito pouco espaço. Sobrevivo da minha credibilidade, conduta, e historia.

CN – Locutora, apresentadora, empresária e cantora. Qual dessas facetas te atrai mais?

Sula – A cantora é minha base, sem ela nada existiria. Mas o meu lado empreendedor é que me fez uma marca forte.

CN – Você migrou para o estilo Gospel, mas tarde retornou para o estilo Sertanejo. Por que fez essa opção?

Sula – Porque o Gospel não é estilo musical para mim e sim escolha de modo de viver, sou cristã e faço isso para professar minha fé .Entendi depois de gravar o gospel , porque queria adorar a DEUS que nada me impede de exercer minha profissão e ter meu sustento como cantora sertaneja

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CN – Você já ganhou um Troféu Imprensa como a melhor cantora de música sertaneja e mais tarde o Troféu Talento de Melhor Revelação Gospel. O que esses prêmios significaram para você e como impactaram sua carreira?

Sula – Reconhecimento do que planto…. são os frutos da minha disciplina e determinação

CN – Quais os cantores ou cantoras que você mais aprecia?

Sula – Amo o trabalho de Ana Carolina, tenho regravado suas composições. Sempre curti e gravei também musicas do Peninha. No sertanejo atual curto Luan Santana e as composições do Jorge e Matheus.

Nos meus shows sempre coloco musicas de quem admiro e dou uma nova roupagem.

CN – O que gosta de ouvir nos momentos de folga?

Sula -Na verdade ouço musica gospel. Davi Saccer, Fernanda Brum, lazaro, Soraia Moraes , toque no altar entre outros.O sertanejo ouço para me atualizar e curtir as românticas.

CN – Como cidadã, como você avalia a atual fase política do nosso país?

Sula – Sem comentários…. muito triste o que vemos

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CN – Você entrou no grupo crescente de artistas que tentaram um cargo público nas eleições e não obtiveram êxito. Já conseguiu entender o que houve?

Sula – Não entendi e depois da experiência preferi nem saber mesmo. É um mundo que só farei parte talvez um dia se realmente for para beneficiar as pessoas e poder atuar na minha área que é o transporte. Mas pretendo realizar estes meus projetos sem ter que ter um cargo.

CN – Como é a Suely fora dos palcos?

Sula – Normal. Rsrsrs. Caseira, tranquila, divertida, comprometida, disciplinada e focada.

CN – Quais os projetos futuros?

Sula – Gravar meu primeiro DVD de carreira e comemorar meus 30 anos de estrada

CN – Como você define sucesso e felicidade?

Sula – Ter a paz que excede TODO entendimento….. Conquistei isso pela minha fé.

Dinheiro, fama , sucesso , glamour não são ruins, mas não são o principal, pois perdem completamente o valor se tirarem de alguma forma sua paz.

“Se é arte, estou dentro”


Ele é de Camacã (BA), foi modelo, é arquiteto, artista plástico, pintor, bailarino e ator de cinema. Antônio Carlos Moura é um dos muitos talentos baianos que com muito estudo e esforço vem marcando presença no cenário brasileiro. “A gente não vê uma grande valorização do trabalho do artista”, lamenta. Moura se prepara para a próxima exposição “Ave Avis Rara” e também para mais uma produção cinematográfica: ‘Um velho amigo do mar’, no qual dará vida a um velho pescador. Quer conhecer melhor esse artista? Então não perca mais tempo e leia a entrevista abaixo.

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Blog Carvalho News – Você foi modelo, é artista plástico, ator, bailarino e fotógrafo. Quando descobriu que possuía esses múltiplos talentos?

Antônio Carlos Moura – Como artista sempre fui autodidata. Desde criança  gostava de pintar, desenhar e procurei por conta própria adquirir livros que ensinavam técnicas de desenho e pintura. Sou uma pessoa muito curiosa em relação à arte. Costumo dizer que se é arte eu estou dentro.

BCN – Morar distante de grandes centros urbanos é empecilho à carreira artística?

Antônio Carlos Moura – Um pouco porque no interior a gente não sente uma grande valorização ao trabalho do artista até pelo fato da nossa região, passar por uma situação econômica complicada devido a crise. Há também a crise motivada pelo declínio do cacau, a maior riqueza econômica dos municípios do Sul baiano. Outro empecilho, às vezes,  é a falta de visão dos políticos que consideram sempre a arte algo supérfluo. Infelizmente, já tive a oportunidade de escutar um dirigente político falar que o importante é educação e saúde e arte é supérfluo. E não é bem assim, pois a arte direciona caminhos, cura, é o retrato da cultura de um povo, que é conhecido pelo o que ele realiza a nível cultural e isso podemos observar em países europeus e na América do Norte onde a cultura é extremamente valorizada.

BCN – Você é autodidata em pintura. De onde vem sua inspiração? E como é seu processo criativo?

Antônio Carlos Moura – Em pintura sou autodidata. Em artes, sou curioso e gosto de tentar várias técnicas, mas encontrei na colagem minha expressão artísticas por isso venho trabalhando com ela. A inspiração vem  de tudo. Seja a beleza, alguma mensagem que se gostaria de passar. Eu gosto sempre de realizar uma exposição com um tema, um conceito. No “Faces da Beleza Negra e Mestiça”, escolhi esse tema porque foi um dos primeiros trabalhos, que realizei em colagem, colagem arte como eu chamo. A beleza negra e a mestiça são uma beleza de traços raros e marcantes e a gente passa um momento, a nível mundial, onde evoluímos muito no sentido científico e tecnológico, mas nas relações humanas e sociais ou paramos de evoluir ou retrocedemos. Hoje em dia, vemos pessoas negras sendo humilhadas em redes sociais e estádios de futebol. Onde fica a evolução do ser humano? A gente sabe que a base de toda relação humana é o respeito. Se você quer ser respeitado, tem que respeitar o seu próximo.

 

Mais da carreira de Antônio Carlos Moura

BCN – Em 2015, você lançou a  exposição “Faces da Beleza Negra e Mestiça”. Como surgiu a ideia de apresentar suas peças de arte desta forma?

Antônio Carlos Moura – Vi alguns trabalhos de Derek Gores, Anderson Thieves e Vik Muniz e resolvi experimentar. Acabei descobrindo a minha maneira de trabalhar com a colagem, que é diferente das desses artistas. Acho que cada artista tem a sua forma de trabalhar e a minha colagem é diferente de todos os outros. Acredito que a colagem tem  um colorido vibrante, algo que nenhuma outra técnica oferece. Por isso que a escolhi para desenvolver minhas obras.

BCN – É possível viver exclusivamente da arte no Brasil?

Antônio Carlos Moura – Existem alguns poucos que conseguem viver, mas infelizmente aqui na nossa região ainda não é uma realidade. Eu, por exemplo, não conseguiria viver exclusivamente da arte aqui no momento, mas isso não me desanima. A gente sabe que é um caminho longo a ser percorrido. Quando você tem o talento reconhecido ai pode alcançar esse status e conseguir viver exclusivamente de arte.

BCN – Sabemos que você integra o elenco de uma produção cinematográfica. O que pode nos falar desse novo personagem?

Antônio Carlos Moura – Trabalhei como gestor de Cultura aqui em Camacã, de 2013 a 2015. Nesse período, participei de alguns fóruns de cultura pela região até Feira de Santana. Nesses eventos, em algumas mesas de trabalho você desenvolve alguns temas e depois tem que apresentar. Em um deles também participava o diretor J. Melo de Ubaitaba. Ele viu minha apresentação, gostou muito e de início me convidou para fazer uma ponta no filme. Depois ele sentiu um certo potencial em mim e me convidou para fazer o vilão do filme “Cobiçado coração de um homem“. J.Melo realiza um filme todo o ano, com tema e atores regionais. O que ele quer? Que as pessoas que assistem a produção se identifiquem com a estória, que reflitam sobre a realidade deles e se identifiquem com os personagens. Esse  ano ele me convidou para trabalhar na produção “Um velho amigo do mar” no qual irei interpretar um velho pescador, para isso estou deixando crescer a barba para ajudar a compor o personagem. É muito legal trabalhar com ele… Trabalhamos de forma voluntária. Ele consegue apoio das prefeituras onde se passa as filmagens e de alguns empresários. A gente aprende muito. Ele também consegue apoio de muitos jovens que trabalham no filme. É uma forma de exercitar o comprometimento, a disciplina, realizar alguma coisa. Isso é muito importante para a formação do jovem.

 

BCN – Já ganhou algum tipo de prêmio como ator?

Antônio Carlos Moura – Ganhei o prêmio de ator revelação com o filme “Cobiçado coração de um homem”. Esse ano estou me preparando para concorrer ao Prêmio de Melhor Ator.

BCN – Quais os projetos futuros?

Antônio Carlos Moura – Tem a minha próxima exposição, Ave Avis Rara, devo fazer o circuito Shopping Jequitibá, Fundação Itabunence de Cidadania e Cultura, Universidade UFSB a fazer o circuito  . Tenho um convite também para expor na Assembleia Legislativa de Salvador, e isso deve ocorrer mais para o final do ano e também vou atuar no filme do J. Melo, “Meu Amigo do Mar”. Eu tenho o meu instagran @antoniocarlosmoura e através dele uma pessoa da Ilha de Sardenha,Itália, gostou do meu trabalho e encomendou quatro telas em colagem, que vou encaminha até maio e isso pode abrir um caminho para o mercado europeu. Quem sabe.

BCN – Qual o conselho que daria para os iniciantes no mundo das artes?

Antônio Carlos Moura – Não desista e invista em você. Invista em conhecimento, técnica em aprimorar o que você faz para que faça cada vez melhor. Dessa maneira você será reconhecido e terá sucesso. É um mundo complicado com grande concorrência. A gente sabe que nem sempre os mais talentosos chegam ao reconhecimento. Arte é vida e  enquanto a  gente viver sente a necessidade de produzir arte e que as pessoas gostem e apreciem o nosso trabalho.

 

 

Um talento baiano


A emoção de dançar ao lado de Áquila Silva

“Foi meio que por acaso… Áquila é uma menina que nasceu normal, mas em fase de crescimento pegou uma virose que a deixou com uma série de sequelas… inclusive um coágulo no cérebro. Ela é assistida pelo CRAS local e, ano passado, uma amiga em comum me convidou para realizarmos uma festa de aniversário para ela. Como toda menina gosta.. e teria uma dança.. então um dos facilitadores do CRAS seria o parceiro de dança de Áquila… mas ele faltou.. e de última hora me colocaram.. já que eu havia dançado eu um espetáculo. Topei por que Áquila é muito especial cativante. Fizemos tanto sucesso, que depois fomos convidados a nos apresentarmos em diversos eventos, inclusive em municípios vizinhos.. foram umas seis apresentações e esse ano já fizemos duas! O que a gente passa com nossa apresentação é que tudo pode ser superado.. você pode romper limitações com amor, carinho e dedicação”, Antônio Carlos Moura.

Thiago Matheus


Ele é paulista, tem 22 anos, é torcedor do São Paulo, sua comida preferida é a argentina e compõe desde os 16 e três dos seus vídeos já ultrapassaram a marca de 10 milhões de visualizações. Sim! Estamos nos referindo ao cantor Thiago Matheus. Quer conhecer um pouco melhor esse artista? Então leia a entrevista abaixo.

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Blog Carvalho News – Você compôs os hits: “Mãe, Tô Na Balada” do Trio Bravana, “I Love You” da dupla Marcos e Belutti, “Meia Noite e Meia” de Guilherme e Santiago e muitos outros. Sendo um dos compositores que mais arrecadam direito autorais no Brasil. Como é o seu processo de criação? De onde vem sua inspiração?

Thiago Matheus – Costumo iniciar uma composição a partir de histórias que meus amigos e familiares contam pra mim. Se eu acho engraçada, ou diferente, eu já anoto, porque ai quando eu estiver inspirado pra compor, faço as histórias virarem músicas.

CN  – “Pai tô em Marte” e “Catra para Presidente” superaram facilmente as 900 mil visualizações no Youtube. Qual o segredo?

Thiago Matheus – Elas foram minhas primeiras músicas. Na época nem banda eu tinha, nunca tinha subido em um palco. Hoje meus 3 clipes, “Pai Tô Em Marte”, “Catra Presidente” e “Moon Álcool” somados, passam a marca de 10 Milhões de Views, e isso me traz confiança pra seguir nesse caminho de lançar músicas diferentes e clipes mais diferentes ainda.

CN – Você é fã de Michael Jackson. O que mais admirava neste astro, e de que forma ele influenciou a sua carreira?

Thiago Matheus – Tudo o que Michael Jackson fazia era genial! E o que chamava muito minha atenção eram seus shows, por isso acho que me preocupo tanto com meu show. Desde a abertura até o encerramento existem coisas inovadoras. Nós queremos que o fã que assistiu ao show nunca se esqueça do que viu e ouviu naquele dia.

CN – “Moon Álcool” é seu primeiro cd e com certeza tem um valor especial para sua carreira, que só está começando e muito bem.  Como foi sua rotina durante a produção das faixas?

Thiago Matheus – O CD foi feito com muita calma, a gente foi aos poucos acrescentando mais músicas. Na medida em que a gente escrevia músicas que acreditávamos, a gente já ia pro estúdio gravar, e o processo de gravação é mais rápido, pois meu pai é meu produtor musical e o nosso estúdio é em casa.

CN – Seu pai é o produtor musical Giuliano Matheus, que já o auxiliou na composição de diversas músicas. Como é trabalhar ao lado do pai?

Thiago Matheus – É muito bom. Além de me ajudar nas composições de uma forma brilhante, ele também gerencia minha carreira, e isso me dá tranquilidade para trabalhar, porque eu só meu preocupo em cantar e compor, o resto ele faz, rs.

CN – Qual a importância da família na sua vida?

Thiago Matheus  – Total, moro com meus pais, e quando não estou viajando passo o dia todo com eles e com meu irmão, além da Bibi, nossa cachorrinha, rs. Aqui em casa todo mundo gosta de música e trabalha em prol da minha carreira. Acho isso muito legal!

CN – Você é um universitário de Publicidade e Propaganda. Gosta de estudar? Como consegue conciliar as aulas com sua carreira musical?

Thiago Matheus – Eu estou no meu último semestre, gosto da parte prática, de criar campanhas e etc. Confesso que teoria me dá sono, rs. Hoje faço aula só 2 dias na semana, por causa doa compromissos da carreira musical, mas esse ano me formo, eu prometi pra mim, rs.

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CN – Quais seus cantores preferidos?

Thiago Matheus – Michael Jackson, Guilherme e Santiago e Celine Dion.

CN – Além do sertanejo, quais os seus estilos musicais preferidos?

Thiago Matheus  – Eu gosto de música. Eu gosto de ouvir de tudo, absolutamente tudo! Gosto de forró, funk, reggae, axé, rock, pagode e todos os outros estilos.

CN – Sua parceria com o Mr. Catra foi inusitada, mas um sucesso. Existem algumas outras já previstas?

Thiago Matheus – Sim! Tenho muitos amigos na música, e muitos de outros estilos, então a galera pode esperar muita música boa e cheia de mistura!

CN – O que costuma fazer nas horas de folga?

Thiago Matheus – Procuro sempre estar estudando música e canto. Depois disso vou me divertir.

CN – Quais seus passatempos preferidos?

Thiago Matheus – Gosto de  jogar poker, jogar futebol, e assistir aos jogos do meu time, além de correr de kart. Essas são minhas paixões.

CN – Que tipo de mulher te atrai?

Thiago Matheus – Mulher simples, bem humorada, educada, e que se preocupa com as coisas que o ser humano realmente deveria se importar.