Espírito Santo: 703 policiais são indiciados por revolta


A Polícia Militar do Espírito Santo indiciou 703 policiais militares (PMs) pelo crime de revolta. Se condenados, a pena é de 8 a 20 anos de detenção em presídio militar e a expulsão da corporação. Esses policiais tiveram o ponto cortado desde sábado (4) e não vão receber salário. O secretário de Segurança Pública, André Garcia, informou que eles foram indiciados pelo crime militar de revolta por estarem armados e aquartelados nos batalhões.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Nylton Rodrigues, disse que o número de indiciamentos “com certeza” irá aumentar muito. Segundo ele, o Comando da Polícia Militar identificou que os homens que estão participando do movimento grevista são os que têm menos tempo de serviço na corporação.

“Esse movimento é realizado pelos praças [soldado, cabo, sargento e subtenente]. Não é um movimento dos oficiais”, afirmou o comandante-geral, em entrevista à imprensa na sede da Secretaria de Segurança Pública. “Nossa tropa escolheu a forma errada [de negociação]. Não se negocia com a arma na cabeça.”

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Foto: Tânia Rego

O secretário de Segurança também afirmou que o governo está identificando, por meio de imagens, as mulheres e os parentes dos policiais que estão participando das manifestações e bloqueiam a entrada dos quartéis para evitar a saída das viaturas. O objetivo é responsabilizar civilmente essas pessoas. A relação dos parentes que estão à frente do movimento será encaminhada para o Ministério Público Federal.

“Essas pessoas vão pagar os custos da mobilização das tropas federais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. O recado está dado para os familiares. Não vão sair isentos desse processo”, disse Garcia.

O secretário de Segurança Pública disse que as tropas das Forças Armadas e da Força Nacional não serão mobilizadas em um primeiro momento para retirar as mulheres que bloqueiam a entrada dos batalhões, mas não descartou essa possibilidade.

A cúpula da segurança pública anunciou as ações que serão tomadas após reunião de negociação com o movimento grevista da Polícia Militar. O encontro entre os secretários do governo do Espírito Santo e representantes das mulheres e das associações de classe dos policiais militares terminou sem acordo no início da madrugada desta quarta-feira após dez horas de reunião.

Desde segunda-feira (6), o patrulhamento no estado tem sido feito pelas Forças Armadas e pela Força Nacional. O Ministério da Defesa anunciou ontem (9) o reforço na segurança em todo o estado. O comandante da força-tarefa da Operação Capixaba, general Adilson Katibe, disse que, até o fim de semana, o número total de militares deve chegar a 3 mil homens. A força-tarefa conta atualmente com 1.783 homens, sendo 1 mil do Exército, 373 da Marinha, 110 da Força Aérea e 300 da Força Nacional.

Itabuna: Jovem de 12 anos é espancado e pai é o principal suspeito


Mais um caso de violência contra menor. O pedreiro Ivanildo de Jesus da Silva, de 43 anos, foi preso no último domingo (29), suspeito de espancar o próprio filho de 12 anos, com uma mangueira de nível, no município de Itabuna, sul da Bahia.

De acordo com informações da Polícia Militar, o adolescente sofreu diversas lesões no corpo e foi socorrido com cortes nas costas, nos braços e no pescoço ao Hospital Pediátrico Manoel Novaes, no mesmo município, onde ficou internado.

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Menor é espancado em Itabuna (BA) Foto: divulgação

Ainda segundo a polícia, na manhã desta segunda-feira (30), o jovem teve alta da unidade de saúde e realizou exame de corpo de delito no Departamento de Polícia Técnica (DPT) da região.

A mãe do menino disse que  o marido a mandou lavar os pratos, “mas estava com cólicas, sentindo muitas dores, então mandei o menino, mas ele demorou, estava assistindo televisão, por isso, pai não gostou e começou a bater no menino”, revelou a esposa em depoimento.

O pai do adolescente foi encaminhado para a Delegacia de Itabuna, onde foi autuado por crime de tortura, e está à disposição da Justiça. Não há informações sobre o que teria levado o suspeito a agredir o filho. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Assassinato de PM: seis testemunhas já foram ouvidas


Equipes da Força-Tarefa da Secretaria da Segurança Pública que investiga morte de policiais já ouviram seis testemunhas que presenciaram a morte do soldado PM Jaílson César dos Santos Mendes, lotado na 53ª Companhia Independente da Polícia Militar (Mata de São João). As primeiras informações são de que dois homens, um deles aparentando ser ainda adolescente, entraram no coletivo na região do Iguatemi e anunciaram o assalto na Avenida Paralela.

“Segundo as testemunhas, no momento que o roubo foi iniciado o militar reagiu e acabou atingido por disparos de arma de fogo. Socorrido para o Hospital Roberto Santos, não resistiu. Chegamos no local do crime às 7 horas, pouco depois da ocorrência do fato, e obtivemos importantes detalhes que certamente nos ajudarão na elucidação do caso”, explicou o coordenador da Força-Tarefa, delegado Odair Carneiro.

Ele acrescentou que outras informações podem ser repassadas para a polícia, através do Disque-Denúncia da SSP (3235-0000).

DH de Feira triplica número de homicidas capturados


A Delegacia de Homicídios (DH) de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, triplicou o número de assassinos presos entre janeiro e dezembro (até o dia 15) de 2016, numa comparação com o mesmo período do ano passado. O número saltou de 16 flagrantes para 59, representando um aumento de 268%. A unidade, subordinada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, sediado em Salvador, tem como titular o delegado Gustavo Ameno. Neste ano o município recebeu 28 novos policiais civis (9 delegados e 19 investigadores) para reforçar as ações de inteligência naquela região.

Entre os principais homicidas presos em 2016 estão Aldair José Azevedo de Santana, o ‘Dai Gordo’, e Marcus Vinícius Vitória Ramos, mais conhecido como ‘Vini’. Ambos tinham envolvimento com o tráfico de drogas e participação em assassinatos e em alguns casos de tentativa de homicídio. Outra captura relevante foi a de Ronílson de Jesus Souza, o ‘Toré’, que trabalhava como segurança e atuava em um grupo de extermínio.

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Feira Santana: ações de inteligência e prisões de homicidas Foto: Carlos Augusto Oliveira da Silva

Foi um ano de muito trabalho e quero agradecer o empenho de todos os policiais desta unidade e dos colegas das delegacias de Tóxicos e Entorpecentes, Repressão a Furtos e Roubos e da 1ª Coordenadoria de Polícia do Interior, além da parceria com a Polícia Militar”, ressaltou Ameno. Acrescentou que o diálogo e bom relacionamento motivou os efetivos a se unirem para melhoria do serviço prestado à população feirense.

Outros dados que comprovam o bom trabalho desempenhado pela DH/Feira são os de inquéritos remetidos geral e com autoria. Eles aumentaram, respectivamente, em 58,3% e 102,8%. “Sabemos que a maioria destas mortes têm ligação direta com o tráfico de drogas e em 2017 fecharemos ainda mais o cerco contra essas organizações criminosas”, concluiu o delegado.

Grávida desaparecida na Central do Brasil é encontrada morta


Desaparecida há 13 dias, a Polícia Civil descobriu que Rayanne Christini, de 22 anos, grávida de sete meses, e o bebê estão mortos. Ela foi sequestrada no último dia 13, após sair de casa para buscar o enxoval da criança oferecido por Thainá Silva Pinto, 21.

Os corpos foram encontrados carbonizados em uma casa em Magé, na Baixada Fluminense. Na residência havia muitas marcas de sangue, e a polícia acredita que lá tenham tentado fazer o parto da jovem. Uma faca suja de sangue foi achada no local.

Policiais também encontraram pedaços do vestido e os restos mortais de Rayanne na lixeira da casa. Uma perícia comprovou ainda que ossos femininos foram encontrados no quintal da residência.

Thainá e o marido, Fábio Luiz Souza Lima, 27 anos, estão presos acusados do crime. Segundo as investigações da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), ela e o homem tramaram o crime para ficar com o bebê. Thainá usou o nome “Lídia” para se encontrar com a vítima.

De acordo com a Polícia Civil, Rayanne foi lavada para a casa de Thainá em Magé, onde foi morta por três homens no mesmo dia, por volta das 13h. Todos estão com a prisão pedida, mas estão foragidos. Eles vão responder por duplo homicídio e ocultação de cadáver.

A violência do crime chocou até mesmo os policiais da DDPA. “Foi um dos casos mais chocantes tendo em vista a brutalidade do crime. Foi de uma maneira medieval que o crime foi praticado. O parto certamente se deu dentro da casa dela. Uma coisa tosca, uma mente doentia”, afirmou a delegada Elen Souto.

Rayanne Grávida

“Os envolvidos não demonstraram remorso. Há várias denúncias de que o Fábio teria saído com mochilas de dentro casa de Thainá. Acreditamos que as bolsas foram usadas para ocultar os corpos. A Thainá tinha certeza que a Rayanne estava grávida de oito meses e ia dar à luz a qualquer momento. Ela é fria e dissimulada. Já o Fábio não disse nada sobre o crime. Esse grupo procura por grávidas, preferencialmente de meninas”, disse Ellen.

A especializada analisou mais de 1.500 imagens de câmeras, da Central até Magé, para chegar ao local do crime. A vítima recarregou seu celular no município, o que permitiu aos agentes encontrarem a casa. Os corpos estão no Instituto Médico-Legal (IML) e serão submetidos a exame de DNA com material colhido da mãe da vítima.

Uma equipe de policiais foi até a casa da mãe de Rayanne informá-la da notícia. A reação foi de desespero, já que ela tinha esperança de encontrar a filha viva.

Rayanne participava de um grupo das redes sociais para ganhar doações e foi assim que conheceu Thainá. As duas se encontraram na Central do Brasil onde a vítima foi vista pela última vez, as câmeras de segurança do local flagraram o momento. As duas, entretanto, foram de carro à Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

A família da vítima não sabia que ela havia saído para buscar o enxoval. Ela falou apenas para uma amiga que chegou a alertá-la sobre o perigo de se encontrar com uma pessoa desconhecida. Rayanne e Thainá foram reconhecidas por parentes nas imagens. .

A vítima deixa uma filha de 3 anos. A Comissão de Direitos Humanos da Alerj vai oferecer acompanhamento psicológico à família.

Entenda o caso passo a passo

Na manhã do dia 13 de dezembro, Rayanne levou a filha de 3 anos, à creche. De lá, sozinha, pegou um trem com destino à Central do Brasil para buscar o enxoval para o bebê prometido por Thainá, que exigiu que ela fosse até Magé pegar as roupinhas e fraldas. As duas se conheceram pelo Facebook em um grupo para grávidas onde Thainá fez a oferta.

O bebê, que se chamaria Maria Luísa, nasceria entre janeiro e fevereiro.
Às 16h, Rayanne não apareceu para buscar a filha ma creche como fazia todos os dias. A família achou estranho e ligou para o celular da jovem, que estava desligado.

Desesperados, parentes decidiram registrar o desaparecimento na polícia. Na ocasisão, para ajudar nas buscas, a Polícia Civil disponibilizou um cartaz com o rosto da mulher e telefones para contato.

Quem era Rayanne

Filha de pais separados, a jovem morava com a mãe, a primeira filha de 3 anos e dois irmãos, um de 7 e 13 anos, respectivamente, em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio. Rayanne, que aos 19 anos parou de estudar para dar à luz a primeira filha, passava os dias revezando os cuidados com os da avó, que sofre de Alzheimer.

Manifestação e procura

Cinco dias depois do sumiço, no dia 18 de dezembro, familiares e amigos de Rayanne fizeram uma manifestação em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Eles cobravam da polícia mais empenho nas investigações do caso. Com cartazes e faixas eles percorreram várias ruas do bairro. Um dia antes, no dia 17, parentes da moça estiveram na Central do Brasil, no Centro do Rio, procurando pelo paradeiro na jovem.

No mesmo dia, eles estiveram também em Duque de Caxias e Magé, na Baixada Fluminense, para tentar localizar a jovem. À ocasião, uma testemunha contou ter visto Rayanne na rodoviária da cidade.

Na mesma semana, a família da vítima encontrou um antigo celular da vítima e conseguiram acessar o seu Facebook, no entanto, nada de entranhou teria sido achado. Já entre os dias 17 e 19, um amigo da família conseguiu rastrear o telefone dela até Caxias, onde o aparelho teria perdido o sinal. Parentes foram até à cidade em vão.

Informações falsas e mensagens racistas

Durante a investigação da Polícia Civil, parantes e amigos de Rayanne receberem várias mensagens falsas sobre o paradeiro da jovem. Muitas delas foram de cunho racista. Jupira Costa, uma das tias da moça, contou que tem recebido, todos os dias, ligações, mensagens e comentários do suposto paradeiro da mulher.

No entanto, segundo ela, muitas mensagens eram de cunho racista. “Nesta semana recebemos a seguinte mensagem de uma pessoa: ‘Esse bebêzinho não custa mais que R$ 10 mil no mercado negro. Ainda mais prematuro. O valor vai uns 15%, ou seja, vai valer no máximo R$ 8 mil. É melhor destrinchar os órgãos e vende-lós avulso. O lucro triplicaria'”, dizia uma mensagem que a tia recebeu. “Isso é um absurdo, estamos sofrendo. Estamos recebendo diversas ligações. Não tenho nem mais a conta que quantas pessoas nos ligaram para informar o suposto paradeiro da Rayanne”, diz.

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Thaina da Silva Pinto, de 21 anos, está presa 

Comissão da Alerj cobrou resposta da polícia

No dia 22, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) informou, que atuaria no caso junto à Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) para cobrar mais agilidade a respeito do sumiço de Rayanne. À ocasião, o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol) disse que marcaria um encontro com familiares da vítima e que entraria em contato com a delegada Elen Souto, responsável pelas investigações.

Prisão de suspeita

Após investigação,Thainá da Silva Pinto, 21, foi presa em casa, em Magé, mas não revelou o paradeiro da vítima. Na gravação entregue para a Polícia Civil, Rayanne, que havia chegado ao local de trem, vindo de Padre Miguel, na Zona Oeste, não teria deixado a estação. Na imagem é possível observar que vítima espera pela suspeita. Elas conversam por alguns instantes, trocam de plataforma e embarcam em um trem que seguiria para Duque de Caxias. A suspeita estava de roupa listrada e camiseta branca.

‘Família vive um inferno’

A vida dos familiares de Thainá da Silva Pinto virou pelo avesso após a polícia confirmar a autoria da acusada no sumiço de Rayanne. Um irmão da acusada chegou a dizer que não acredita na participação da irmã no crime. No entanto, ele contou que, caso fosse culpada, deveria pagar pelo crime. De família humilde, Thainá cresceu e morou a vida inteira em Magé. Sem passagem pela polícia, elaa é a filha do meio de três irmãos. O pai e a mãe são diáconos de uma igreja evangélica.

Outras vítimas

Thainá da Silva Pinto, suspeita de sequestrar Rayanne Christini, teria mentido para a família e disse que estava esperando um bebê. Inclusive, parentes chegaram a comprar berço, carrinho e várias roupinhas para a suposta criança da acusada, que se chamaria ‘Laura’. Já nas redes sociais, Thainá contava uma outra história. De acordo com depoimento de pessoas que chegaram serem procuradas pela suspeita, ela anunciou roupinhas em um grupo de Facebook e disse que estava fazendo as doações porque os itens não cabiam mais em sua filha, que havia nascido de sete meses.

O preconceito atingindo limites extremos


Parentes de grávida desaparecida recebem trotes e mensagens racistas

Familiares da grávida Rayanne Christini, de 22 anos, desparecida na Central do Brasil, no Centro do Rio, no dia 13 de dezembro, estão recebendo trotes sobre o paradeiro da jovem e mensagens de cunho racista. Rayanne desapareceu após marcar um encontro na Central do Brasil para buscar doações de roupas para a filha que está para nascer. O bebê está previsto para o início de 2017. A jovem havia marcado o encontro com uma mulher, identificada como Lídia, que conheceu em um grupo de doações no Facebook. Ela iria até Magé, na casa da doadora, na Baixada Fluminense, para pegar as roupas.

De acordo com a tia da jovem, Jupira Costa, todos os dias a família recebe ligações, comentários e mensagens sobre um suposto paradeiro da jovem. Algumas, no entanto, são ofensivas.gravidez

– Muitas pessoas estão dizendo que é mentira, outras escrevendo coisas horríveis sobre ela na internet. Comentaram na internet que, por ser negra, o ‘valor do bebê seria baixo’ e que ‘não vale nem R$ 100’. Teve gente que disse que ‘destrincharia para tentar conseguir um dinheiro maior’. São pessoas monstruosas. Já recebemos muitas ligações. Já perdemos até a conta. Tem gente dizendo que ela foi vista em Caxias, na Central, no Hospital da Lagoa, hospital no Centro. Já enviaram mensagens para a gente falando até que já haviam encontrado o corpo dela. Quem não pode ajudar, não atrapalha. Já é um momento de muita dor – disse Jupira.

Na última terça-feira (20/12), quando o desaparecimento da jovem completou uma semana, Jupira disse que a família ainda não recebe notícias e o telefone de Rayanne permanece desligado:

— Ninguém imagina o desespero e a dor. Já fizemos tudo. A polícia está investigando, nós colamos cartazes e divulgamos fotos nas redes sociais. Todo mundo está tentando ajudar, mas até agora, nada. Na segunda-feira, fui à Cidade da Polícia, e disseram que estão procurando. Mais de três grupos de amigos foram para a Central, eu fui até Magé.

 

Aumento de efetivo policial traz bons resultados para Itabuna


A chegada de 15 novos policias e a renovação da frota de 13 viaturas na cidade de Itabuna, distante a 426 km da capital baiana, trouxeram bons resultados para a segurança pública na região. Este ano, o município teve uma redução de 35% nos roubos a estabelecimentos comercial e de serviços. Entre janeiro a outubro de 2016, comparado com o mesmo período do ano passado, foram registrados 48 casos contra 74.viatura de policia

Para o comandante do 15º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Daniel Rício Teixeira, a ampliação do efetivo policial e a renovação da frota têm sido importantes para a redução criminal. “A gente tem trabalhado com viaturas posicionadas em locais estratégicos e um policiamento constante nos pontos com índices mais recorrentes de roubo no comércio”, ressaltou Rício, que também informou que as guarnições vêm realizando rondas nos horários de maior movimento comercial.

Segundo a titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Itabuna, delegada Lisdeilane Guimarães Dantas, a parceria com o DPT é fundamental para captura dos criminosos, ao lembrar que “as perícias, como coleta de impressão digital, feitas no local do crime têm facilitando bastante nossas investigações”.

 

Corpos de jovens sequestrados no Sul da Bahia são encontrados


Foram encontrados na manhã desta quinta-feira (24), em Prado, no sul da Bahia, os corpos dos dois jovens que estavam desaparecidos desde o domingo (20), após serem sequestrados por três homens armados, quando estavam na Rua José Có, no bairro São Sebastião.

De acordo com informações do delegado Júlio César Telles, os corpos de Vagnes Conceição Azevedo, 22 anos, e Matheus da Silva Anjos, 16, foram encontrados em estado avançado de decomposição, em uma estrada vicinal da localidade conhecida como Oiteiro, em Prado.

“Os corpos estavam em um estado tão ruim, que ainda não foi possível determinar se eles foram mortos a tiro, golpe de faca ou outro motivo”, disse o delegado. Os corpos foram encaminhados para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Itamaraju, onde serão periciados.

Ainda segundo o delegado Júlio César Telles, policiais da região informaram que as duas vítimas eram envolvidas com o tráfico de drogas na região. “Por conta disso, a principal suspeita é que as mortes estejam ligadas à disputa por pontos de vendas de drogas ou vingança”, afirmou o delegado.

Ong garante: nove pessoas são mortas por policiais a cada dia


Todos os dias, ao menos nove pessoas morrem em decorrência de intervenção policial no Brasil. E ao menos um policial é morto, durante o expediente ou fora dele. Os números constam do 10º Anuário de Segurança Pública, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (ONG que reúne especialistas do setor) com base em dados de 2015. Esse relatório evidencia que, ao combater violência com violência, o Estado brasileiro tem colaborado com o aumento dos índices já recordistas de homicídios.

Isso porque, entre 2014 e 2015, apesar de ter havido uma pequena queda de 1,2% (de 59.086 para 58.383) no total de mortes violentas no país -considerada como sinal de estabilização do indicativo-, as vítimas da violência policial cresceram 6,3%, para 3.345. Já o número de policiais mortos diminuiu 3,9%: foram 393 mortos em 2015.

“Falta hoje uma política de Estado que combata a violência”, aponta a socióloga Samira Bueno, diretora executiva do fórum. “Os Estados precisam fazer o controle de armas, e as polícias Militar e Civil devem ter um sistema de metas de redução de homicídios compartilhado”.

Para Renato Sérgio de Lima, sociólogo e diretor-presidente da ONG, “o Brasil precisa discutir o modelo de uso da força de suas polícias”. “A razão de existência das polícias é o uso da força, mas tem de ser controlado e gradual.”

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Segundo a pesquisadora Tânia Pinc, major da reserva da Polícia Militar de São Paulo, “os discursos do Executivo e do Judiciário estimulam ações letais abusivas porque sugerem que o que se espera do policial é que mate o criminoso”. “É uma covardia porque quem assume essa morte depois é o soldado e sua família, e não essas instituições.”

Esta prática tem respaldo social: metade dos brasileiros concorda com a frase “bandido bom é bandido morto”.

Para o deputado estadual Álvaro Camilo (PSD), ex-comandante da PM paulista, no entanto, a explicação é outra: “O aumento de sensação de impunidade levou os infratores a serem mais audazes, o que aumenta o confronto com a polícia, logo, a letalidade”.

Policiais mortos

Policiais morrem três vezes mais em folga do que em serviço, segundo dados do anuário. De acordo com especialistas no tema, isso se deve a múltiplos fatores: os chamados bicos, o porte de arma e suposto envolvimento em atividades criminosas.

“Discutimos pouco essas mortes porque é um tabu falar daquilo que o policial está fazendo fora do serviço e qual é a responsabilidade do Estado nisso”, sugere Lima.
Ele se refere ao chamado bico, atividade ilegal exercida pelo policial em seu horário de folga, em geral no setor da segurança privada.

“Por terem salários inadequados, os policiais se lançam nesta atividade, diferente do seu ofício regular, quando raramente são surpreendidos ou emboscados”, explica o consultor José Vicente da Silva, coronel reformado da PM.

Para Pinc, outro fator decisivo neste dado se deve ao fato de policiais andarem armados mesmo quando estão de folga. “Isso é uma cultura. Mas, fora de serviço, ele é vulnerável como qualquer pessoa. E, se ele está armado, a tendência é reagir.”

Mortes violentas

As mortes violentas intencionais tiveram maior taxa de crescimento no Rio Grande do Norte: 39,1%. Foram 48,6 pessoas a cada 100 mil habitantes em 2015. A taxa só é menor que a de Sergipe (57,3) e Alagoas (50,8). Para Bueno, a explicação está na melhoria do registro de informações e na onda de violência que atingiu o RN, por exemplo -o Estado chegou a decretar calamidade pública.

Juri popular vai decidir o destino de acusados pela morte de cinegrafista


Lembra do caso do cinegrafista da TV Band morto após ser atingido por um rojão enquanto realizava a cobertura de um protesto, no Rio de Janeiro, em 2014? Pois é,  o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, no fim da tarde desta terça-feira (27), que Caio Souza e Fábio Raposo, acusados pela morte de Santiago Andrade, vão a júri popular.

De acordo com o órgão, “há indícios de dolo eventual, quando o agente, mesmo sem querer efetivamente o resultado, assume o risco” de matar. Os suspeitos, de 24 anos, estão soltos desde o ano passado, após o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) entender que eles não tiveram intenção de participar da morte. No entanto, a decisão do STJ contraria essa decisão.

Santiago Andrade
Fotos: divulgação

Eles estão respondendo por homicídio qualificado e, caso sejam condenados, podem ter que cumprir de 12 a 30 anos de prisão. Filha de Santiago, Vanessa Andrade acompanhou o julgamento em plenário na tarde desta terça-feira.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) havia pedido para a pena aumentar pelo uso de explosivo, por motivo torpe e pela impossibilidade de defesa de Santiago. No entanto, o STJ manteve apenas o uso de explosivo.