Senador Chico Rodrigues e a humilhação do dinheiro “nas nadegas”


Era início de manhã, por volta das 6h, da última quarta-feira quando agentes da Polícia Federal (PF) chegaram à casa de Chico Rodrigues (DEM-RR), ex-vice-líder do governo Jair Bolsonaro no Senado, para realizar uma busca e apreensão, parte de uma operação que investiga um suposto esquema criminoso de desvio de recursos públicos que deveriam ser investidos no combate ao coronavírus em Roraima. Ao fim da ação, o escândalo: foram encontrados maços de dinheiro totalizando cerca de R$ 30 mil nas roupas íntimas do político.

No início, a ação policial transcorria com uma certa normalidade. Os policiais solicitaram ao senador que abrisse um cofre existente no seu quarto, onde encontraram, em dinheiro vivo, R$ 10 mil e US$ 6 mil. Entretanto, um grande volume existente dentro da bermuda do político que acabou chamando atenção do delegado Wedson Cajé.

Em certo momento, durante as buscas, o senador pediu para ir ao banheiro. Cajé autorizou, mas disse que o acompanharia. Foi nesse momento que ele percebeu algo estranho na roupa de Chico Rodrigues. O relatório da PF registrou a inusitada cena nos seguintes termos: “Nesta hora, o Delegado Wedson percebeu que havia um grande volume, em formato retangular, na parte traseira das vestes do Senador Chico Rodrigues. Ao ser perguntado sobre o que havia em suas vestes, o Senador ficou bastante assustado e disse que não havia nada”.

Ex-senador, por Roraima, Chico Rodrigues e o presidente Jair Bolsonaro. Foto: divulgação.
Ex-senador, por Roraima, Chico Rodrigues e o presidente Jair Bolsonaro. Foto: divulgação.

Diante da “fundamentada suspeita”, o delegado informou ao senador que necessitaria fazer uma busca pessoal nele e solicitou que os policiais federais filmassem o ato, para evitar qualquer suspeita de abuso de autoridade. Na decisão em que estabelece o afastamento de Chico Rodrigues do Senado, o ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso determina que as imagens sejam mantidas em sigilo sob a justificativa de que “o registro exibe demasiadamente a intimidade do investigado e não produz acréscimo significativo à investigação”. “Ao fazer a busca pessoal no político num primeiro momento, foi encontrado no interior de sua cueca, próximo às suas nádegas, maços de dinheiro que totalizaram a quantia de R$ 15.000,00”, registrou a PF.

Mas não se tratava de todo o dinheiro ainda. Já ao fim dos trabalhos de busca, a equipe da PF estava na sala da residência do senador preenchendo os documentos referentes ao ato quando perguntou se ele havia ocultado mais dinheiro. Surpreendentemente, Chico Rodrigues sacou um valor ainda maior de dentro da cueca. A PF então decidiu fazer uma última busca pessoal e encontrou um valor final de R$ 250 ainda escondido na roupa íntima do senador. “Ao ser indagado pela terceira vez, com bastante raiva, o Senador Rodrigues enfiou a mão em sua cueca e sacou outros maços de dinheiro, que totalizaram a quantia de R$ 17.900,00. (…) equipe policial efetuou uma nova busca pessoal, oportunidade em que foi localizada, em sua cueca, a quantia de R$ 250,00”, registrou a PF. Ou seja, na ação, foram retirados maços de dinheiro das nádegas do senador três vezes, totalizando cerca de R$ 30 mil.

Jair Bolsonaro renega ex-aliado

O ministro do STF Luís Roberto Barroso determinou nesta quinta-feira o afastamento de Chico Rodrigues do mandato por 90 dias. Em meio à repercussão do caso, ainda nesta quinta-feira, o parlamentar perdeu também o posto de vice-líder do governo Bolsonaro. Embora o próprio Rodrigues tenha pedido para sair da liderança, o gesto foi precedido por pressões da cúpula do governo, preocupada com a imagem do presidente. Na quarta-feira, Bolsonaro prometeu “voadora no pescoço” de quem for corrupto no governo e, na semana passada, disse que acabou com a Lava-Jato porque “não tem mais corrupção no governo”.

Bolsonaro passou a quinta-feira tentando se desvincular de seu aliado cuja relação, num vídeo antigo, já brincou ser “quase uma união estável”. Além de sair da vice-liderança do governo, o senador Rodrigues perdeu um assessor: Léo Índio, primo dos filhos de Bolsonaro, pediu exoneração do cargo. “Alguns querem dizer que o caso de Roraima tem a ver com o governo porque ele é meu vice-líder. Olha, pessoal, eu tenho um total de 18 vice-líderes no Congresso. Quinze na Câmara, que foram indicados pelos respectivos líderes partidários, e três no Senado, que é de comum acordo”, disse o presidente numa transmissão ao vivo numa rede social na noite desta quinta-feira.

Pré-candidato a vereador Rafael Sued fala sobre a importância do jovem na política


O pré-candidato a vereador de Itanhém, designer gráfico e presidente da GBI-Grupo Beneficente de Ibirajá, Rafael Sued, destacou que deseja trabalhar em prol da juventude da cidade, além de dar atenção especial às causas sociais. De acordo com Sued, muitos políticos eleitos pelo povo, não trabalham em prol da população, mas sim favorecendo a si próprios. Sued destaca que sua intenção é dar vez ao povo, que merece ser mais ouvido.

Na opinião do designer gráfico, as pessoas e principalmente os jovens, não sentem e não acreditam que a política possa mudar suas vidas. E, partindo disso, deixam de participar e lutar por políticas públicas de qualidade. “O que precisamos fazer é levar a esses jovens e todo nosso povo a entender que as mudanças, que queremos para a nossa cidade e país virão, e que iniciativas como esta, de debates e da participação do jovem ativamente na política, têm o poder sim de transformar toda uma sociedade”, defende o pré-candidato.

Rafael Sued
Rafael Sued, pré-candidato a vereador. Foto: divulgação.

Sued acredita que seja importante quebrar hábitos antigos no meio político e o jovem precisa atuar de forma determinante na busca por políticas públicas efetivas. “Nós, como juventude, atuante precisamos provocar mudanças, exigir melhorias”, alerta.

De acordo com o pré-candidato a vereador, com os jovens ocupando mais espaços, é possível elaborar projetos de leis para a juventude, que infelizmente está tão esquecida. “Não se vê mais projetos voltados para a garotada, como por exemplo, Itanhém tem quadra e campo, mas não tem um investimento para ensinar modalidades, A gente quer colocar a juventude no caminho certo, pois ela está se perdendo, ressalta.

Sued destaca que para que as coisas melhorem, é necessária uma união, é necessário um pensamento em coletivo, quando se está junto, você escuta. “Quero escutar a população, pois apenas ela irá nos dizer o que é melhor para ela”, finaliza.

 

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Mais um crítico a Zumbi na Fundação Palmares


O novo coordenador de articulação e apoio às comunidades remanescentes dos quilombos é Victor Hugo Diogo Barboza, 33 anos. Barboza é aluno do curso online de “filosofia” de Olavo de Carvalho e sendo nomeado pelo Ministério de Turismo. A publicação saiu hoje no Diário Oficial.

Victor Barboza (E) e Sérgio Camargo. Foto: reprodução do Instagram
Victor Barboza (D) e Sérgio Camargo. Foto: reprodução do Instagram

Indicado por Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares, o novo coordenador é formado em Direito e Biomedicina e trabalhou por sete anos como assessor de acompanhamento de projetos na liderança do MDB na CCJ e na CAE do Senado.

Em seu currículo, Barboza não inclui, nenhum curso ou especialização sobre causas negras e, no documento enviado à Fundação, ele revela não possuir qualquer experiência profissional ou títulos de especialização relacionados ao cargo que ocupará. Ele também é um crítico a Zumbi dos Palmares.

Fontes garantem que Bolsonaro quer que Decotelli peça demissão do MEC


A situação do novo ministro da Educação, Carlos Decotelli não anda nada boa. Na noite dessa segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro escreveu em rede social que “Decotelli não pretende ser um problema para a sua pasta, bem como está ciente de seu equívoco”

Apesar de ter recebido a sinalização de que deve permanecer no cargo, o recém-nomeado Decotelli, envolveu-se em uma nova polêmica, o que, para auxiliares presidenciais, tornou sua situação praticamente insustentável.

Em nota divulgada na noite de segunda-feira (29), a FGV (Fundação Getúlio Vargas) negou que o economista tenha sido professor ou pesquisador da instituição. A informação constava em seu currículo, inclusive no texto divulgado pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) quando assumiu a presidência do fundo em fevereiro do ano passado.

A nova controvérsia irritou o Bolsonaro, segundo assessores. A permanência de Decotelli à frente da pasta foi debatida na manhã desta terça pelo presidente. Depois da nota da FGV, uma ala do Palácio do Planalto acredita que Bolsonaro pode tomar uma decisão sobre a saída do ministro até o final do dia.

Denúncia das “rachadinas” podem envolver mais um político


As primeiras denúncias do Ministério Público estadual (MP-RJ) contra os envolvidos no esquema da rachadinha da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) devem atingir mais de um político. Para evitar críticas a um eventual direcionamento de investigações, as acusações a serem encaminhadas ao Judiciário, para abertura de ação criminal, vão focar em pelo menos dois gabinetes: o do ex-deputado e hoje senador Flávio Bolsonaro Republicanos-RJ), incluindo o seu suposto operador, Fabrício Queiroz, e de um outro deputado que figura na lista original do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), cujos relatórios de inteligência deram início às investigações em 2018.

As denúncias, aguardadas para os próximos dias, terão como principal fundamento o suposto crime de peculato, uma vez que os favorecidos teriam se apropriado de dinheiro público ao obrigar os servidores da Alerj a transferirem parte de seus vencimentos. Outros crimes tipificados deverão ser o de organização criminosa e de lavagem de dinheiro. No caso de Fabrício Queiroz e sua mulher, Márcia, também estará incluída a obstrução de Justiça, razão da prisão preventiva do casal .

Bolsonaro entrega mais de 300 cargos ao Centrão


De acordo com reportagem publicada pelo jornal O Globo, desde julho do ano passado, parlamentares já pediram a nomeação para mais de 700 cargos federais — em 325 deles, ou 45% dos casos, o pleito foi atendido. Cerca de 200 foram rejeitados pelo governo, e o restante ainda aguarda aprovação.

O movimento do governo de entregar ao centrão cargos de postos-chave do Executivo expôs a gestão de Jair Bolsonaro a duplo desgaste. Além da fragilidade no discurso pela composição com o grupo político atacado no passado pelo presidente e seus aliados mais próximos, o Planalto agora tem de se submeter a avaliar indicações de políticos envolvidos na Lava-Jato e no mensalão — um dos principais articuladores dessa aproximação, o deputado Arthur Lira (PP-AL) foi denunciado ontem à Justiça por corrupção passiva.

As nomeações no ano passado costumavam ocorrer para cargos menores. Mais recentemente, o governo ampliou a aproximação com o centrão, permitindo que entrassem nas negociações postos que cuidam de orçamentos mais robustos. No recorte dos últimos dois meses, o governo recebeu 88 pedidos de nomeações de parlamentares, dos quais só 11 deles foram atendidos após análise do Palácio do Planalto.

Algumas delas são emblemáticas. O Banco do Nordeste (BNB), com um presidente que durou um dia nesta semana, é um símbolo dessa relação conflituosa. O PL tentou emplacar três nomes no banco desde o início do governo. Um deles era o analista do Banco Central Flávio Cals Dolabella, acusado por um delator da Odebrecht de receber propina para vazar documentos sigilosos.

Algumas delas são emblemáticas. O Banco do Nordeste (BNB), com um presidente que durou um dia nesta semana, é um símbolo dessa relação conflituosa. O PL tentou emplacar três nomes no banco desde o início do governo. Um deles era o analista do Banco Central Flávio Cals Dolabella, acusado por um delator da Odebrecht de receber propina para vazar documentos sigilosos.

O governo acabou nomeando Alexandre Borges Cabral, indicado do PTB. Houve reclamação do ex-deputado Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão, que controla o PL. O “Estado de S. Paulo” revelou em seguida que o Tribunal de Contas da União (TCU) investiga suspeitas de irregularidades em contratações quando Cabral presidiu a Casa da Moeda. O governo, então, decidiu pela exoneração um dia após a nomeação.

Segundo aliados, o governo estabeleceu um método para aprovar indicações. A primeira fase da análise prévia é do currículo do apadrinhado e de checagem da existência de vagas nos órgãos. Nesta etapa, que tem como base dados abertos, a equipe do governo responsável pelo filtro já encontrou incongruências, como pessoas com mais de um CPF válido.

Após este passo feito pela Secretaria de Governo (Segov), os nomes são levados aos ministérios para que sejam inseridos no sistema de checagem. Cada pasta é responsável por inserir os dados. Muitas vezes, nessa etapa, há um atraso de vários dias. Depois, os nomes passam por uma triagem da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Mourão não tem coronavírus afirma exame


Segundo informou a assessoria da vice-presidência da República, na manhã deste domingo, os exames de coronavírus do vice-presidente Hamilton Mourão deram negativo,. Os resultados da mulher dele, Paula, também deram negativo.

Mourão e Paula entraram em isolamento social neste sábado, na residência oficial do Palácio do Jaburu, depois que o vice-presidente entrou em contato com um servidor que foi diagnosticado com covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

O vice-presidente deve retomar as atividades na quarta-feira, de acordo com o resultado da contraprova.

 

Nota na Íntegra

VICE-PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Assessoria de Comunicação Social

Nota Informativa nº 8/2020/VPR-ASSCOM

Assunto: Resultado negativo do exame para covid-19 do Vice-Presidente da República

Negativo foi o resultado dos exames a que o Senhor Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão, e sua esposa, Paula Mourão, foram submetidos ontem para o covid-19.

O Vice-Presidente da República e sua esposa permanecem em isolamento na residência oficial do Jaburu, só devendo o Vice-Presidente Hamilton Mourão retornar ao expediente normal na quarta-feira, caso os exames de contraprova assim o autorizem.

Brasília, 17 de maio de 2020.

Atenciosamente,

SÉRGIO PAULO MUNIZ COSTA

Chefe da Assessoria de Comunicação Social da Vice-Presidência

 

“Delegado da PF informou Flávio Bolsonaro sobre operação que buscava Queiroz”, afirma Paulo Marinho


A família Bolsonaro realmente não atravessa uma boa fase. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o empresário e suplente de senador Paulo Marinho afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PSL) foi avisado com antecedência por um delegado da Polícia Federal sobre a deflagração da Operação Furna da Onça, que culminou na prisão de diversos parlamentares do estado do Rio em novembro de 2018.

Marinho foi um dos principais apoiadores da campanha presidencial de Jair Bolsonaro. Segundo ele, um delegado da Polícia Federal tentou entrar em contato com o senador Flávio Bolsonaro por meio de telefone.

Ainda de acordo com as informações de Marinho, o coronel Miguel Braga, chefe de gabinete do parlamentar, acompanhado do advogado Victor Alves e de Val Meliga, ex-presidente do PSL no Rio e irmã de dois milicianos, encontraram o delegado na porta da Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro, na Praça Mauá, Zona Portuária da cidade.

De acordo com Marinho, o delegado saiu da superintendência, encontrou os três na calçada e teria feito a seguinte afirmação: “Vai ser deflagrada a operação Furna da Onça, que vai atingir em cheio a Assembleia Legislativa do Rio. E essa operação vai alcançar algumas pessoas do gabinete do Flávio. Uma delas é o Queiroz e a outra é a filha do Queiroz (Nathalia), que trabalha no gabinete do Jair Bolsonaro (que ainda era deputado federal) em Brasília”. “Nós vamos segurar essa operação para não detoná-la agora, durante o segundo turno, porque isso pode atrapalhar o resultado da eleição (presidencial) ”, teria dito o delegado, segundo Marinho.

paulo-marinho-jair-bolsonaro-e-luiz-marinho Foto: divulgação
Paulo Marinho, Jair Bolsonaro-e-Luiz-Marinho Foto: divulgação

Na entrevista, o empresário afirmou ainda que o delegado, identificando-se como adepto e simpatizante da campanha presidencial de Jair Bolsonaro, recomendou providências e essas vieram na forma das demissões de Queiroz e sua filh ambos exonerados no dia 15 de outubro de outubro de 2018.

Nathalia foi exonerada do cargo no gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados no mesmo dia em que Fabrício José Carlos de Queiroz foi exonerado do gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Jair Bolsonaro venceu as eleições no dia 28 de outubro e a Operação Furna da Onça foi deflagrada no dia 8 de novembro.

De acordo com Marinho, as revelações foram feitas a ele pelo próprio Flávio, em 13 de dezembro de 2018, quando a Furna da Onça já havia sido realizada. Segundo Marinho, Flávio Bolsonaro afirmou ter parado de falar com Queiroz. Ainda de acordo com o empresário, o presidente Jair Bolsonaro foi informado sobre a situação por Gustavo Bebbiano.

Em nota, Flavio Bolsonaro rebate as acusações:

“O desespero de Paulo Marinho causa um pouco de pena. Preferiu virar as costas a quem lhe estendeu a mão. Trocou a família Bolsonaro por Dória e Witzel, parece ter sido tomado pela ambição. É fácil entender esse tipo de ataque ao lembrar que ele, Paulo Marinho, tem interesse em me prejudicar, já que seria meu substituto no Senado. Ele sabe que jamais teria condições de ganhar nas urnas e tenta no tapetão. E por que somente agora inventa isso, às vésperas das eleições municipais em que ele se coloca como pré-candidato do PSDB à Prefeitura do Rio, e não à época em que ele diz terem acontecido os fatos, dois anos atrás? Sobre as estórias, não passam de invenção de alguém desesperado e sem votos”.

Bolsonaro garante que não falou em PF no vídeo de reunião, entretanto ministros afirmam o contrário


O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira que o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, “se equivocou” ao confirmar a menção, em depoimento na terça-feira. Bolsonaro continua insistindo que não citou a Polícia Federal no vídeo da reunião com ministros do último dia 22 de abril.  Além de Ramos também o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, atestou em depoimento à Polícia Federal que Bolsonaro citou a PF ao reclamar de relatórios de inteligência produzidos pelo governo.

À Polícia Federal, Ramos afirmou que o presidente “se manifestou de forma contundente sobre a qualidade de órgãos de inteligência produzidos pela Abin, Forças Armadas, Polícia Federal”. Heleno disse o mesmo.

A cobrança de Bolsonaro por mais relatórios da PF foram relatada pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro ao pedir demissão do cargo. Segundo Moro, além de supostamente tentar interferir politicamente na Polícia Federal com a troca do diretor-geral e também do superintendente do órgão no Rio de Janeiro, Bolsonaro também queria ter acesso aos documentos produzidos pela PF.

Nos depoimentos, Ramos e Heleno ressalvam que o presidente queria apenas ter mais informações para aprimorar as ações do governo e não se referia a relatórios de investigações policiais.

Contrariando depoimento de ministros militares, Bolsonaro garante que não citou PF em vídeo
Contrariando depoimento de ministros militares, Bolsonaro garante que não citou PF em vídeo Foto: divulgação

Questionado na manhã desta quarta-feira se o vai divulgar o vídeo entregue na semana passada ao Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente disse ser favorável, mas que o assunto está sendo tratado pela Advocacia-Geral da República (AGU), que o representa no inquérito.

– Eu não sei se eu posso conversar, porque eu faço parte do processo… eu não posso conversar com o Celso de Mello, porque eu faço do processo. Mas eu vou levar, aproveitando a tua sugestão aí, ao AGU, o ministro Levi, se a gente pode divulgar essa parte. Se eu não me engano, o Celso de Mello ontem oficiou aí o advogado do Moro, a AGU e a Justiça exatamente para ver se a gente entra nessa linha para divulgar, mesmo com os palavrões que eu falo sempre – declarou, encerrando a entrevista na portaria do Palácio da Alvorada.

Antes, Bolsonaro havia dito que não teve acesso aos depoimentos dos três ministros que falaram na terça, Ramos, Heleno e o chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto.