Janaina Paschoal, uma voz dissonante no PSL


Para surpresa de uma parcela da população, a deputada Janaína Pascoal (PSL/SP) vem se posicionando contraria as diversas declarações desastrosas do presidente Jair Messias Bolsonaro. Em recente entrevista a BBC Brasil, a parlamentar garantiu que deseja conciliar e fortalecer o governo e “não destruir”. Segundo ela os comentários “mais polêmicos” de Bolsonaro “estão prejudicando e podem começar a gerar instabilidade”.

“O presidente vai ajudar muito a nação se deixar 1964 em 1964”, diz a deputada. “Ao fazer um comentário absolutamente fora de contexto e desnecessário, (Bolsonaro) acabou transformando o presidente da OAB num marco da democracia”, afirma, classificando Santa Cruz como alguém “muito controverso na própria advocacia” e que poderia não ter sido eleito caso as eleições da OAB fossem diretas.

A deputada também chama a atenção ao defender que os conteúdos divulgados pela Vaza Jato sejam apurados.  “Vamos punir a quadrilha pelas interceptações ilegais, mas eu quero saber o que tem lá. Defendo a liberdade de informação”.

Ela também defende investigação sobre o senador Flávio Bolsonaro pelo suposto uso de laranjas nas eleições. “Não dá para esses fatos virem à tona e ficaram absolutamente alheios a qualquer tipo de apuração”, afirma. “Quero saber o que eram aquelas movimentações, qual era o papel desse cidadão (Queiroz). Como quero saber qual é o papel dessa cidadã que trabalha ali no gabinete do André Ceciliano e porque o (Wilson) Witzel, que foi eleito no Rio de Janeiro com discurso antiesquerdista, anticorrupção, agora virou parceiro dele.”

Paschoal também é contrária a indicação de Eduardo Bolsonaro à Embaixada do Brasil em Washington. “Entendo que o Senado Federal deveria barrar a vontade do presidente”, declarou.