Educador e escritor Hamilton Werneck


Tão necessária para a formação do cidadão quanto para a construção de uma nação forte e competitiva, a educação é uma das grandes vulnerabilidades do Brasil. Algumas das queixas de educadores e demais especialistas do setor são que faltam investimentos e uma dose de boa vontade por parte dos governantes para solucionar os problemas relacionados a esta. Mas, o que pode ser feito para mudar o panorama atual? O Blog Carvalho News decidiu ouvir o pedagogo e escritor Hamilton Werneck, autor dos livros “Se você finge que ensina, eu finjo que aprendo”, “Professor, acredite em si mesmo”, entre outros, que falou sobre os desafios que a educação brasileira precisa enfrentar o mais rápido possível, para que possamos evoluir. Boa leitura!

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Blog Carvalho News – Como você avalia a educação atual brasileira?

Hamilton Werneck – Nossa educação vive num estado de contradição. Ela avança e retrocede. Seguia para um lado de criatividade, mas com a Reforma do Ensino Médio a impressão que houve um retrocesso. A educação está voltando para uma visão tecnicista e ainda por cima com uma série de projetos que não tem sentido dentro do país. Como, por exemplo, o Projeto Escola Sem Partido. As pessoas parecem que não querem que a formação seja cidadã e faça o indivíduo pensar. Então não pode discutir, tem que aprender conteúdos como se não fossem absolutamente neutros… Não se pode discutir nada. Então isso aí é uma meta que forma um idiota, que não sirva para nada. Ele vai ser, quando muito se aprender, um monstrinho treinado.

CN – Qual sua opinião sobre as políticas públicas em educação na atualidade brasileira?

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Professor Hamilton Werneck Foto: Érica Castro

Werneck – Como a situação está no momento, elas atendem o mínimo necessário, mas não atende ao investimento mínimo necessário que é exigido para que o país atinja um nível de desenvolvimento. Nenhuma nação do mundo conseguiu um nível muito alto de desenvolvimento sem educação. O que faz a pessoa não jogar papel na rua, manter o lixo protegido, não manter recipientes com água que podem fazer proliferar mosquitos que transmitam doenças é uma questão de educação. O Brasil está adotando uma educação voltada para o quadro da repetição. E isso é simplesmente definir que nós estamos estagnando a população num nível de subdesenvolvimento.

CN – Quais os pontos positivos e os negativos nas avaliações massivas (Ideb, Prova Brasil, Enem e Enade)?

Werneck – Há um crescimento gradativo muito lento, mas há um crescimento da Educação Básica. Onde cresce mais e onde cresce menos? Cresce mais onde há dedicação, onde o município trabalha a formação de seus professores; onde o município procura dentro das suas circunstâncias fazer o melhor. Inclusive, desenvolvendo a capacidade do aluno pensar. Funciona pior onde não há condições de trabalho, o salário do profissional está atrasado, onde não há dedicação, onde o município não coloca a educação como um elemento básico e fundamental. A situação está pior no Ensino Médio, que acabou se tornando enciclopédico, com uma quantidade de assuntos muito grande e pouca possibilidade de escolha por parte da pessoa. Aí entra a reforma aprovada, que permite escolhas mas diminui em várias áreas do saber disciplinas básicas que ajudam a pensar, tentando escapar de ideologismos. São o caso de Sociologia, Filosofia e Artes que foram reduzidas no currículo.

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Hamilton-Werneck- Foto: divulgação

CN – Falando sobre indicadores de uma Educação Básica de qualidade, quais as utopias e quais as realidades?

Werneck – Uma das utopias é procurarmos ter um ensino integral, para isso precisamos ter um espaço maior, professorado preparado para esse fim e disponibilidade de verba para sustentar essa despesa. É uma utopia que estava prevista com uma quantidade de percentual do PIB, a ser aplicado até 2024, quando o Plano Nacional de Educação completaria dez anos. Porém, com a reforma econômica que tivemos e as últimas Pecs aprovadas, tudo foi eliminado. Ou seja, a utopia fica mais na prática ela não conseguira ser efetivada. A outra questão, é que para ter um trabalho bom de educação, tem de haver um professor com capacidade de trabalhar bem com os alunos. Só que com uma certa idade o professor não aguenta mais trabalhar. E com a nossa perspectiva de aposentadoria e tempo de contribuição, sem considerar a educação como algo especial, nós teremos professores que depois de um determinado tempo não conseguirão ter bom desempenho diante de turmas grandes e isso é muito ruim para educação. Acho que quando pensaram na aposentadoria geral no Brasil, não lembraram que determinados trabalhos exigem muito esforço físico muito grande e que não consegue ser executado por uma pessoa depois de uma certa idade.

CN – Os órgãos de controle social em educação desempenham bem suas atribuições?

Werneck – Não. Eles não controlam a ponta do sistema. Não controlam a sala de aula, não sabem o que o professor esta fazendo em sala de aula. Se a aula é dada de modo que o aluno compreenda o assunto ou não. Há uma falha nas coordenações pedagógicas e nas supervisões. Supervisionam demais questões legais e de menos questões táticas didáticas e pedagógicas.

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CN – Quais as suas perspectivas em relação ao futuro da educação, para os próximos dez anos?

Werneck – Se manter o panorama atual, vejo uma dificuldade para termos tempo integral. Não vamos conseguir atender a emenda 20 da Constituição Federal de 1988, pois não haverá verba para isso. Significa que nós podemos perder uma geração que não terá tempo integral. Que ficará um tempo na escola e outro na rua, servindo a outras coisas escusas, que podem ser a prostituição infantil, drogas. Com o está o quadro, não vejo como aumentar de maneira significativa o salario do professor e suas condições de trabalho, tornando a carreira do magistério atraente. Não teremos professores capazes de ensinar e os alunos aprenderem. Vamos ter gente cansada, despreparada e desanimada.

CN – O que pode ser feito para mudar esse panorama?

Werneck – A mudança da visão política educacional que está altamente atrasada. Não se está pensando na formação do professor e na melhoria das condições do trabalho. Educação não é algo prioritário. Um país para se tornar uma potência precisa de cinco condições. O Brasil tem três, que são extensão territorial, água suficiente e matéria prima. Nos faltando uma boa saúde e boa educação. Se essa duas foram bem cuidadas podemos progredir. Qual o capitalismo queremos?  Caminhar na direção que irá nos tornar um país subdesenvolvido ou capitalismo semelhante ao da Austrália? Não temos que ter uma mão de obra barata por que não estuda. Temos que possuir uma mão de obra cara por ser bem preparada, que promova um grande ganho permitindo uma melhor distribuição de renda.

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Itapé: fórum municipal promove palestra sobre bullying


O Bullying esteve em pauta no seminário promovido pelo Fórum Municipal de Educação, pelo Conselho Municipal de Educação (CME), pela Comissão de Avaliação e da Regularização da Vida Escolar (CARE) e pela Secretaria Municipal da Educação de Itapé, no dia 07 de outubro, na Câmara Municipal daquela cidade. A palestra ficou a cargo da educadora Sandra Regina Ramos Vieira, assessora do Projeto Político Pedagógico e do Regimento Escolar da Prefeitura de Itabuna, e da graduanda em Direito, professora Adriana Trindade, que falou sobre a Lei nº 13.185/2015, que estabelece o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) em todo o Brasil.

O evento também contou com a participação, da presidente do Fórum, professora Elisangela Messias, do Presidente do CME, professor Sandro Lyra, a secretaria de Educação, professora Luzinete Miranda, da professora Maria Cardoso Soares, representante do Fórum, além de professores e educadores da rede municipal.

No Brasil, aproximadamente um em cada dez estudantes é vítima frequente de bullying nas escolas. São adolescentes que sofrem agressões físicas ou psicológicas, que são alvo de piadas e boatos maldosos, excluídos propositalmente pelos colegas, que não são chamados para festas ou reuniões.

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Bullying: problema que pode afetar os estudantes dentro e fora da sala de aula

Sobre o fórum

 O Fórum de Educação é uma instância de caráter permanente responsável pela coordenação dos processos de construção, revisão e acompanhamento dos Planos de Educação. Para isso, sua criação deve ser feita a partir de uma portaria ou lei municipal, publicada no Diário Oficial (DO), a fim de instalar formalmente o processo. Se for uma portaria, a responsabilidade de elaborá-la é do Poder Executivo Municipal. Se for uma lei municipal, a responsabilidade é da Câmara dos Vereadores. Nesse documento legal (lei ou portaria), também pode constar a convocatória de uma audiência pública para constituição do fórum que coordenará o processo participativo.

Após ter elaborado o diagnóstico dos órgãos colegiados, movimentos e organizações sociais de seu município, é importante que decidam em conjunto quais serão os procedimentos necessários para realizar a formalização do Fórum.

Além de organizar a conferência de educação, o Fórum deve representar os mais diferentes segmentos da sociedade, ser o canal de comunicação entre a população e o poder público, coordenar a elaboração participativa do Plano de Educação e, após sua aprovação, ser o responsável pelo monitoramento de suas metas. Fotos: Marcelo Carvalho e Sandro Lyra.

Um horror de programa


Oi gente bonita! Euzinha, Vanessa Merendolinna Barcellos, Vivi para os mais íntimos, estou na área para falar um pouco de televisão, cinema ou teatro. Desta vez quero focar em um dos programas da Rede Brasil de Televisão. Sim, aquela emissora paulista que não respeita os horários da própria programação e que não gosta nem um pouco quando seus telespectadores a criticam.

Mas deixemos essa “grande” rede para lá. Nosso tema é o Programa da Lucimara Parisi, que vai ao ar toda quarta-feira, às 21h. E posso resumi-lo com uma simples pergunta: “O que é aquilo?”. Lucimara é uma profissional experiente. Já trabalhou anos na produção do Fausto Silva, é atriz, jornalista e diretora de tv. A loira atualmente faz parte da equipe vitoriosa do Programa do Ratinho.

A apresentadora é talentosa, muito experiente, bonita, carismática e agradável. Mas, infelizmente, não podemos dizer o mesmo da atração que comanda há um ano. A primeira vez que assisti ao seu programa foi por acidente. Zapeando pelos canais dei de cara com a senhora em uma espécie de terraço rodeada de “amigos”. Lu, toda sorridente, se revezava entre um convidado ou outro para ouvir amenidades. A impressão que tive é que ela não sabia o que perguntar e os convidados o que dizer. Xi!

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Lucimara tenta tirar leite de pedra em atração desinteressante Foto: divulgação

Outra coisa que me chamou a atenção foram os participantes, que eram divididos em dois grupos: um composto por estrelas do sexto escalão do SBT, como por exemplo, Carlinhos Aguiar. E, o outro por meros desconhecidos com muito pouco de interessante a revelar. Nesse dia, algo muito constrangedor ocorreu: os microfones dos convidados não funcionavam e só a apresentadora ouvia as respostas às suas perguntas.

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Ratinho Foto: divulgação

Para não ser injusta, sintonizei o canal na outra semana para fazer uma nova tentativa com a atração. Não consegui permanecer lá nem por 20 minutos. Lu estava alegre e simpática como sempre. À sua volta convidados insignificantes, alguns do SBT para variar, perdoem-me a franqueza. Um dos donos de uma grande empresa, que deveria ser patrocinador, pois falou durante um longo tempo sobre suas novidades empresariais alimentado pelas perguntas da apresentadora. Ou seja, jabá puro. Nada contra a Lucimara,mas tudo em seu programa é um tédio sem fim. O cenário meu Deus é de uma pobreza sem limites! Tudo se limita há uma mesa grande paupérrima, com uma toalha cafonérrima de dar dó!Havia também um garçom que trazia na bandeja uma bebida que mais parecia àqueles refrescos de pozinho, Ki Suco de uva se não me engano.

Resumindo, não perca tempo assistindo a esse programa. A menos que você sofra de insônia.

Brasil amplia oferta do tratamento para HIV/Aids com medicamento inovador


O Ministério da Saúde vai ampliar a oferta do antirretroviral Dolutegravir no tratamento de todos os pacientes com HIV no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A expansão foi anunciada hoje pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante o 11º Congresso de HIV/Aids e 4º Congresso de Hepatites Virais, em Curitiba.

Segundo o Ministério da Saúde, atualmente o Dolutegravir é usado por 100 mil pessoas, mas até o final de 2018 mais de 300 mil pessoas vivendo com HIV terão acesso ao medicamento. A troca de terapia será gradual para quem utiliza o Efavirenz.

De acordo com o ministério, o antirretroviral é considerado um dos melhores tratamentos para a Aids no mundo. Ele apresenta alta potência e um nível muito baixo de efeitos colaterais, aspecto considerado bastante importante para a adesão e o sucesso do tratamento contra o HIV. O custo para a incorporação do Dolutegravir é de R$ 1,1 bilhão e, segundo a pasta, não altera o orçamento atual do Ministério da Saúde.

Desde o começo da epidemia, o Brasil registrou 842.710 casos de Aids, no período de 1980 a junho de 2016. O país tem registrado, anualmente, uma média de 41,1 mil casos de Aids nos últimos cinco anos.

Em relação à mortalidade, de 1980 até dezembro de 2014 foram identificados 303.353 óbitos cuja causa básica foi a Aids. Houve uma redução de 5% nos últimos anos, passando de 5,9 óbitos por ano por 100 mil habitantes em 2006 para 5,6 óbitos em 2015.

Brasília - O ministro da Saúde, Ricardo Barros, concede sua primeira entrevista coletiva à imprensa sobre assuntos relacionados à pasta (Wilson Dias/Agência Brasil)
Ministro da Saúde, Ricardo Barros, Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Transmissão vertical

Durante o evento, o ministro Ricardo Barros recebeu o processo de solicitação da Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical (TV) do HIV do município de Curitiba. A capital do Paraná é um dos primeiros municípios a aderir à certificação de eliminação desse tipo de transmissão do HIV, quando é feita de mãe para filho, durante a gestação ou o parto.

A iniciativa foi lançada em novembro do ano passado, numa tentativa de incentivar o engajamento de municípios na eliminação da transmissão vertical. A certificação será emitida por um Comitê Nacional, em parceria com estados, que fará a verificação local dos parâmetros.

O documento será concedido a municípios com mais de 100 mil habitantes que atendam a dois critérios. O primeiro é registrar taxas de detecção iguais ou inferiores a 0,3 para cada mil crianças nascidas vivas. O segundo é ter proporção menor ou igual a 2% de crianças com até 18 meses expostas ao HIV que foram identificadas como infectadas e estão em acompanhamento na rede pública.

Profilaxia Pré-Exposição

Segundo o Ministério da Saúde, outro destaque do congresso foi o lançamento do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) de risco à infecção pelo HIV. A medida de prevenção reduz o risco da infecção pelo HIV antes da exposição, por meio da utilização de medicamentos antirretrovirais (tenofovir associado à entricitabina) em pessoas não infectadas e que mantêm relações de risco com maior frequência.

Entre o público-alvo da medida estão homens que fazem sexo com homens, gays, travestis, transexuais, profissionais do sexo e casais soro diferentes. Entretanto, o fato de fazer parte desses grupos não é suficiente para caracterizar indivíduos com exposição frequente ao HIV.

O documento traz as orientações para utilização dessa nova estratégia de prevenção dentro do SUS, mas a incorporação da PrEP não desestimula o uso do preservativo. Ou seja, a profilaxia não previne outras infecções sexualmente transmissíveis.

De acordo com o ministério, o Brasil é o primeiro país da América Latina a oferecer a PrEP no sistema público de saúde. A implantação ocorrerá de forma gradual, a partir de dezembro deste ano, em 22 cidades de todo o país: Manaus (AM), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Juiz de Fora (MG), Uberaba (MG), Passos (MG), Recife (PE), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Niterói (RJ), Duque de Caxias (RJ), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), São Paulo(SP), São Bernardo do Campo(SP), Ribeirão Preto (SP), São Jose Rio Preto (SP), Campinas (SP), Santos (SP), Piracicaba (SP).

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Aplicativos

Também foram lançados hoje aplicativos para ajudar profissionais de saúde e população na atenção à saúde das pessoas vivendo com HIV e Aids. Eles estarão disponíveis a partir de amanhã.

O aplicativo Viva Bem funcionará como um diário para o cidadão que vive com HIV/aids. Nele, é possível inserir lembretes de medicamentos, acompanhar exames, tirar dúvidas sobre esquemas dos medicamentos e monitorar CD4 e carga viral.

Serão quatro aplicativos para profissionais de saúde, para consulta e atendimento em locais remotos – sem conexão com internet. Os aplicativos permitem o acesso simples e rápido aos protocolos clínicos na forma de guia de bolso.

 

Intervenção militar no Brasil: sim ou não


O ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), abriu uma consulta pública inusitada em sua conta no Twitter. “Vc é o juiz: o Brasil deve sofrer intervenção militar?” Responderam à pesquisa do magistrado 37.077 internautas. Desse universo, 49% disseram “Sim” a uma intervenção. E 51% rechaçaram a volta dos tanques às ruas. Og é ministro do STJ desde 2008. Ele é graduado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco e em jornalismo pela Universidade Católica em 1974.

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Intervenção militar: solução ou perdição? Foto:divulgação

Entre 1973 e 1981 – era o auge da repressão militar no País, governos dos generais Emílio Médici, Ernesto Geisel e João Figueiredo – ele foi repórter do jornal Diário de Pernambuco. Em 1975 foi professor auxiliar de história no Colégio Militar do Recife.

Exerceu a advocacia na área criminal de 1977 a 1981. Foi assessor de gabinete da Secretaria da Justiça de Pernambuco em 1978 e assessor jurídico do sistema penitenciário do Estado.

Ingressou na magistratura em 1981. Em 1997 foi promovido a desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Corte que presidiu em 2008 – naquele ano foi nomeado ministro do STJ.

Pontífice quer mais rigor contra padres acusados de abuso sexual


O papa Francisco anunciou, nesta quinta-feira, que um religioso efetivamente condenado por abuso sexual contra um menor de idade não poderá apresentar recurso e jamais terá a graça concedida. O pontífice fez este anúncio ao receber os membros da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores, organismo criado por ele há quatro anos para trabalhar pela educação e prevenção de abusos dentro Igreja Católica.

Francisco, que tinha um discurso escrito, deixou o protocolo de lado para falar de improviso sobre algumas das preocupações e acusações de atraso que surgiram sobre como a Igreja está enfrentando o problema e reconheceu que existe lentidão na hora de analisar os muitos casos que chegam.

Segundo o papa, os atrasos se devem a dois fatores: falta de pessoal e os vários pedidos de recurso. “Os advogados trabalham para tentar diminuir a pena, porque é disso que os advogados vivem”, explicou o pontífice, lembrando que então todos os aspectos legais são analisados novamente, provocando mais atraso.

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Papa Francisco: mais rigor contra abusos sexual envolvendo sacerdotes Foto: divulgação

Diante disso, Francisco anunciou que está trabalhando para que quando um abuso for provado, isso será suficiente para não admitir recurso.”Se há provas, ponto. (A sentença) é definitiva”, declarou.

Para Francisco, uma pessoa que comete um abuso é “doente” e não pode ser perdoada porque pode voltar a cometer o mesmo crime dentro de pouco tempo. “Temos que botar na cabeça que é uma doença”, afirmou ele, reiterando a “tolerância zero contra os abusos”.

Durante o seu discurso, o papa citou o árduo trabalho da Comissão e disse que a Igreja demorou a “tomar consciência” sobre este problema. Entre as pessoas que ouviram as palavras de Francisco estavam o inglês Peter Saunders e a irlandesa Marie Collins, que sofreram abusos sexuais de padres durante a infância.

 

Museu é acusado de pedofilia após interação de criança com homem nu em exposição


A participação de uma criança em uma performance protagonizada por um homem nu deu início a nova polêmica sobre a liberdade artística nas redes sociais, desde a noite desta quinta-feira. Fotos e vídeos registrados no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) mostram uma menina, que aparenta ter em torno de cinco anos, tocando os pés de um artista nu que estava imóvel e deitado sobre o chão.

Em nota divulgada no Facebook, o MAM ressalta que a criança estava acompanhada da mãe e que a sala onde ocorria a performance estava “devidamente sinalizada sobre o teor da apresentação, incluindo a nudez artística”. O museu também garante que o trabalho, entitulado “La Bête”, não tem qualquer conteúdo erótico.

A apresentação ocorreu na abertura da “Mostra Panorama da Arte Brasileira”, realizada na última terça-feira. Trata-se de uma leitura interpretativa da obra “Bicho”, de Lygia Clark, segundo o MAM. O coreógrafo Wagner Schwartz se posiciona nu sobre um tatame, manipulando um origami de papel, de forma a sugerir a interação. Em fotos de divulgação, participantes o abraçam, o mudam de posição e grande parte o filma.

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Homem nu em exposição causa polêmica               Foto: divulgação

Já as imagens da interação da menina com a apresentação foram divulgadas por fontes desconhecidas na internet. A criança parece mostrar curiosidade enquanto engatinha pelo tatame, vendo uma mulher adulta tocar os pés do artista. A mulher a incentiva a participar, a menina ri, toca rapidamente os dedos dos pés dele, e volta à plateia diante de sorrisos do público.

Críticas

As críticas, que se multiplicaram em publicações durante a madrugada, acusam o museu de “incentivo à pedofilia”. O teor dos comentários é o mesmo daqueles que levaram o Santander Cultural a encerrar a exposição “Queermuseu”, alvo de protesto ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL) em Porto Alegre. O MAM não mostra qualquer intenção de cancelar a mostra ou a performance. “As referências à inadequação da situação são fora de contexto”, diz a nota do museu.

 

Projeto de lei (RJ) pode obrigar clientes a se identificar com nome e CPF em motéis


Um projeto de lei que visa coibir a exploração sexual deve impor a identificação com nome e CPF para clientes de motéis no Rio. Encaminhado para Comissões municipais, o PL nº 427/2017, do vereador Jones Moura (PSD), cria a Política Pública de Combate ao Turismo Sexual e ao Abuso e à Exploração Sexual que prevê multa de R$ 500 mil e cassação de alvará para os estabelecimentos que descumprirem a obrigação de identificação.

De acordo com o PL, além dos motéis, todos os estabelecimentos hoteleiros passam a ser obrigados a identificar seus hóspedes e, ainda, armazenar os dados pelo prazo de cinco anos. Outro ponto será a obrigação de que os locais também apresentem os dados a fiscais ou autoridades policiais que o requiram. Os estabelecimentos que descumprirem essas determinações estarão sujeitos a multa de R$ 15 mil por ocorrência.

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A proposta é que, a partir da aprovação, a Prefeitura do Rio passe a adotar uma série de medidas de combate ao turismo e exploração sexuais. Também estão previstas ações de apoio às vítimas, como levantamento quantitativo dos casos, com registro em um banco de dados, e realização de visitas domiciliares, para identificar e intervir na situação de pessoas submetidas à exploração sexual.

SPREV promove palestra sobre suicídio


Com o tema “Suicídio: Como abordar e prevenir?”, a Superintendência de Prevenção à Violência (SPREV), por meio do Núcleo de Estudos e Atenção ao Uso de Drogas (Nead), promoveu, na manhã desta quarta-feira (27), no auditório do Ministério Público, em Nazaré, um ciclo de palestras sobre como conciliar a atividade de segurança pública com qualidade de vida, foco na prevenção e atendimento nos casos de tentativas de suicídio.

As palestras foram ministradas pelos majores Flailton Batista, da Superintendência de Telecomunicações (Stelecom), especialista em programação neolinguística, e Ramón Dieggo, comandante do 3º Grupamento de Bombeiros Militares, e pelo psicólogo do Nead, Gessé Silva.

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SPREV promove palestra sobre suicídio Foto: SSPBA

“Sempre estamos fazendo eventos como esse, que visam a melhoria dos nossos servidores, que sempre estão enfrentando situações de muita tensão,”, afirmou o superintendente da SPREV, coronel Lázaro Monteiro, lembrando que policiais e bombeiros possuem muitas responsabilidades diante da sociedade.

Além de autoridades civis e militares, o evento contou ainda com a participação da coordenadora do programa de valorização do servidor, delegada Marjorie Veiga. A temática abordada integra o ciclo anual de palestras e debates promovidos pelo Nead e está diretamente vinculada a política de valorização do servidor da Secretaria da Segurança Pública (SSP), através do programa + Valor.

PM apreende 60 kg de maconha no Ferry Boat (BA)


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Tiago Carvajal foto: SSPBA

Equipes da Operação Apolo da Polícia Militar e da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV) da Polícia Civil, junto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagraram, na manhã desta quinta-feira (28), Tiago Tadeu Santana Fazzio Carvajal transportando 60 quilos de maconha, na saída do Ferry Boat, em Água de Meninos.

Apreensão aconteceu durante abordagens que fazem parte do treinamento da PRF, onde estão participando policiais da DRFRV e da Apolo. A capacitação teve início na segunda-feira com aulas teóricas sobre possíveis fraudes no sistema de identificação de veículos.

Segundo o comandante da Operação Apolo, major PM André Pereira Borges, hoje foi iniciada a primeira aula prática. “Durante o procedimento, onde as equipes estavam conhecendo melhor sobre identificação de veículos adulterados, ocorreu o flagrante”, afirmou. O delgado titular da DRFRV, Marcelo Tânus, informou ainda que as ações continuarão durante a tarde em diversos pontos da cidade.

Tiago Tadeu Santana Fazzio e o material apreendido foram encaminhados para a DRFRV, localizada na região do Shopping da Bahia. O criminoso foi atuado por tráfico de drogas.