Itapé: Projeto Alimentação do Barulho mobiliza escolas


A iniciativa conscientiza estudantes sobre os benefícios da alimentação saudável

Uma refeição equilibrada traz diversos benefícios tanto para o corpo como para mente. Pensando nisso que a nutricionista responsável técnica da alimentação escolar, do Município de Itapé (BA), Telmara Benevídes, criou o Projeto Alimentação do Barulho, que tem como público alvo todos os estudantes da cidade.

A ação foi realizada pela Secretaria de Educação  através do Setor de Alimentação Escolar, em parceria com a Secretaria de Saúde através da Coordenação da Atenção Básica e dos agentes comunitários de Saúde, com a colaboração da fanfarra do Colégio Comunitário Alzair Martins Silva (CCAMS).

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Nutricionista Telmara Benevides        Fotos: divulgação

De acordo com Telmara, o nome “Alimentação do Barulho” foi uma estratégia para realizar a educação nutricional de forma lúdica. “Através de paródias com letras sobre alimentos saudáveis, as equipes da fanfarra, Alimentação Escolar e os agentes de Saúde chegavam às escolas cantando, dançando, dramatizando e distribuindo informativos relacionados ao tema”, lembra.

Segundo a especialista, as visitas às instituições de ensino foram realizadas, nos dias 27 e 28 de março, nos turnos da manhã e tarde. “Foi muito contagiante, pois o público gostou bastante”, garante.

A nutricionista fez questão de agradecer o apoio da coordenadora o Projeto Saúde Escolar, Thaísa Rodrigues, das secretárias de Saúde e de Educação, Noêmia Ludovino e Luzinete Miranda respectivamente, da diretora de Merenda Joseane Freitas e sua vice Edna Diniz, do pastor Eliudes Miranda e do secretário da  Secretaria de Assistência Social Gildásio Fernandes da Silva.

Banda Uns e Outros


“Cartas aos missionários” e “Dias vermelhos ” são dois dos sucessos de uma banda que talvez voce, que tem menos de 35 anos, não tenha tido a oportunidade de conhecer. Estamos falando da Uns e Outros. A boa notícia é que Marcelo Hayena, vocalista da banda, aceitou falar com a reportagem do Carvalho News sobre a politica, carreira, Rock nacional e, lógico, a Uns e Outros. Quer saber mais sobre esse grupo musical? Então não perca a entrevista a seguir!

Uns e Outros

Blog Carvalho News – Nos anos de 1980 era comum ouvirmos musicas cujas letras criticavam o momento político da época. Outras demonstravam indignação com questões sociais, tudo isso embalado por arranjos musicais coerentes que nos divertiam mais também nos levavam a uma reflexão. Por que isso quase não acontece nos dias atuais?

Marcelo Hayena: Sinceramente não sei…Os tempos são outros, né? Talvez não tenhamos mais problemas…Talvez tenhamos nos transformado na Suécia? Quem sabe? rsrsrsrsr. A verdade é como poesia, o problema é que a grande maioria das pessoas detesta poesia….rsrsrsrsrsrsrs

CN – Nos dias de hoje, uma banda de Rock alternativo consegue ter êxito em nosso país?

Marcelo Hayena: Hoje, no Brasil, qualquer um que não faça música sertaneja está fazendo música alternativa. O Rock nacional tem seu público e este público está ávido por coisas novas. Se você faz um trabalho honesto, acredita e aposta na proposta, a chance de conseguir alguma coisa, mesmo neste monopólio do mercado, é plausível. O conselho que dou é: Não pensem muito sobre essas questões de mercado. Peguem seus instrumentos e mandem ver!!!

CN – Como surgiu a Banda Uns e Outros? E qual era a proposta inicial dos músicos?

Marcelo Hayena: A banda surgiu em 1983. Eu e Gueu nos conhecemos desde garotos e montamos primeiro uma banda chamada Extrema Unção que nem chegou a se apresentar ao vivo e durou bem pouco. Logo depois, formamos o Uns e Outros. No início, nossa pretensão era tomar umas cervejas de graça e sair com as garotas que normalmente não nos dariam bola rsrsrsrsr. A coisa foi crescendo a partir do momento que fomos sendo chamados para fazer apresentações em shows maiores. O que começou como uma brincadeira de adolescentes, este ano completa 30 anos de carreira.

CN – A Banda teve um hiato entre 1991 e 2002. Por que houve essa parada? O que fizeram nesse período?

Marcelo Hayena: Na verdade nunca paramos. Tivemos sim um período em que não estávamos com contrato com nenhuma gravadora e não lançamos CD, mas nunca deixamos de ir para a estrada.

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Uns e Outros Fotos: divulgação

CN – Como vocês avaliam o nosso atual cenário musical?

Marcelo Hayena: Tudo está muito voltado para o entretenimento, para a diversão. Parece que há uma obrigação em ser feliz a qualquer preço e não ter de pensar nos problemas tão comuns à vida de qualquer cidadão. Ninguém é feliz o tempo todo!!! Música também não serve somente para diversão, também serve para reflexão, para questionar, para se colocar diante do mundo, mas parece que as pessoas preferem viver numa realidade distorcida. Como se não pensar nos problemas poderia fazê-los desaparecerem…Opa!!! Peraí!!! Não é assim que um viciado foge da sua infeliz realidade? Interessante não? Já dizia o grande Frejat: “…Rir é bom, mas rir de tudo é desespero…”

CN – Das bandas e cantores estrangeiros. Quais os que mais chamam atenção da Uns e Outros?

Marcelo Hayena: Nossa, são muitas!!! Desde as clássicas como: Beatles, Rolling Stones, The Doors, Beach Boys, The Kinks, The who, Led Zeppelin, Bowie, Iggy Pop, Deep Purple, Black Sabbath, Police, The Clash, The Cure, U2, The Smiths, Eccho And The Bunnyman, entre outros. Até as mais recentes como: Smashing Pumpkins, Pixies, Nirvana, Pearl Jam, Alice and Chains, Stone Temple Pilots, Soundgarden, Muse, Foo Fighters, Kaiser Chiefs, Keane, Red Fang, Coldplay, Artic Monkeys, Kings Of Lion,The Killers, The Cooks. E por mais que eu passe uma tarde inteira escrevendo, vou acabar me esquecendo de muitas, rsrsrsrsrsrsr.

CN – O que os membros da Uns e Outros costumam ouvir e apreciar?

Marcelo Hayena: Ultimamente, temos ouvido muita coisa de nossos vizinhos Sul Americanos como: Soda Stero, Fito Paez, Charly Garcia, NoTe Va a Gustar, Libido, Viniloversus, La Luz Mandarina, La de Roberto, La Máquina Camaleón, Guerreros de Cartón. Também Vetusta Morla (Espanha) e Ligabue, Negramaro, Modà e Subsonica (Itália)

CN – Vocês são muito felizes na escolha do repertório. Como é feito esse processo? Algum de vocês compõe?

Marcelo Hayena: Todos nós compomos, mas as composições mais frequentes são de autoria minha e do Nilo. Compomos especificamente para o trabalho da vez. Não compomos 40 canções e depois escolhemos as 12 ou quatorze que farão parte do CD. Vamos compondo a canção que achamos que o trabalho precisa tanto no que diz respeito a mensagem como em relação as melodias e arranjos.

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Marcelo Hayena

 

CN – “Uns e Outros Ao Vivo” é o cd mais atual. Qual foi o critério de seleção do repertório?

Marcelo Hayena: Nesse nosso primeiro trabalho Ao Vivo, queríamos mostrar a nossos fãs um pouco mais de quem somos e o que nos influenciou. Quais bandas e que tipo de som nos fizeram ser a banda que somos. Escolhemos as músicas mais significativas de nosso repertório autoral e, aqui e ali, fizemos releituras de bandas e canções que foram importantes para nossa formação musical.

CN – No imaginário popular, todo roqueiro é revolucionário e politizado. Isso é verdade?

Marcelo Hayena: No imaginário popular também nos enchemos de drogas, bebemos excessivamente e participamos de orgias diariamente, hahahahahah!!! Como todo cara que se preza, aos 20 anos eu tinha certeza que faríamos a revolução e mudaríamos o mundo, hoje, aos 50 anos, dou graças aos céus que ele não me mudou!!! Quanto à política, me posiciono como o atirador no alto do campanário. Tenho uma bela visão do terreno, armamento preciso, munição suficiente e licença para atirar em quem mereça ser abatido. E isso não exclui em nenhum dos lados do conflito!!! Hoje sinto o país dividido, mas, infelizmente, no Brasil escolher um dos lados é perder sempre. Mais dia menos dia, aquele cara a quem você confiou seu voto vai te trair, porque na verdade ele não sente estar a serviço da sociedade que o elegeu, e sim a serviço dele mesmo e de seus interesses pessoais e políticos.

CN – Em relação ao atual momento político brasileiro, com número recorde de denúncias de corrupção, desvios de verbas públicas, superfaturamentos em obras etc. Imaginavam que nossa situação chegaria a esse ponto?

Marcelo Hayena: Nunca duvidei do potencial dos nossos representantes!!! Sempre tem como piorar as coisas por aqui !!! rsrsrsrsrsr. Precisamos nos reinventar. Temos que repensar nosso papel. Nosso problema é de falta de ética ou de ética distorcida. O Prefeito, o Governador, o deputado, o Senador, o Presidente não vieram de Marte , Vênus ou de outra galáxia. Todos eles vieram do mesmo lugar de onde você e eu viemos: do seio da nossa sociedade!!! A “cervejinha” do guarda, a fila “furada” na padaria, o uso indevido da vaga do deficiente, o desrespeito com os idosos, a exploração de menores, o golpe no turista inocente, etc. Talvez sejam o começo de tudo isso que vai desembocar nesse teatro de horrores que assistimos hoje nos telejornais.

CN – Vocês possuem fãs extremamente fieis. Qual a mensagem que gostaria de deixar para eles?

Marcelo Hayena: Sim. Foi por eles que nunca pensamos em desistir da luta, mesmo nos momentos mais difíceis. Há tempos descobrimos que mais importante que estar num palco e tocar um instrumento, é tocar pessoas. E isso tem sido nossa bandeira. Esperamos estar mais próximos de vocês este ano. Aguardem amigos!!!

SBT, Record e a Rede TV estão de fora da TV Paga


SBT, Record e a RedeTV estão de saída da TV paga. A programação desses canais deixará de ser exibida nas operadoras NETClaroEmbratelVivoOi Sky no mesmo dia em que o sinal analógico será desligado em São Paulo: próxima quarta-feira, dia 29.A notícia veio em comunicado veiculado na tv ontem à noite e no centro do desacordo estão os direitos de transmissão do sinal digital.

As emissoras, que são sócias em uma joint-venture, a Simba, não querem mais oferecer de graça o sinal digital para as operadoras. Clientes da TV Paga só terão acesso aos canais através de antena de sinal digital ligada aos televisores

Os sites das emissoras também já trazem a informações: SBT, REcord e Rede TV, onde a notícia é dada pelo próprio dono Marcelo de Carvalho. Apesar de a Embratel ser mencionada na nota oficial, a sua TV por assinatura, a Via Embratel foi absorvida pela Claro TV.

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Confira o texto completo do comunicado oficial transmitido pelas emissoras:

“Informamos que a partir do dia 29 de março, quando o sinal analógico de televisão será desligado em São Paulo, as emissoras Record TV, RedeTV! e SBT deixarão de exibir simultaneamente suas programações nas operadoras pagas NET, Claro, Embratel, Vivo, Oi e Sky.

Estas empresas ainda não concordaram em pagar pelos direitos de transmissão do sinal digital de Record TV, SBT e RedeTV!, ao contrário do que já fazem com canais estrangeiros e com outras emissoras nacionais.
Juntas, as três emissoras detêm grande parte da audiência da TV aberta e paga. Lamentamos não termos chegado a um acordo com as operadoras, porque quem perde com isso é o público brasileiro. Faremos todos os esforços para que nossa programação esteja no seu pacote de TV por assinatura.  A

“A Menina que foi vento” uma autobiografia de Symona Gropper


A menina que foi vento – Memórias de uma imigrante é a autobiografia da jornalista Symona Gropper, Mais do que um relato sobre a história de uma menina arrancada de seu chão e de suas raízes culturais pela insensatez e a loucura humanas, o texto é um legado para as novas e futuras gerações, de judeus ou não, que precisam conhecer além do que, eventualmente, aprenderam nos bancos escolares.

Symona Gropper nasceu na Romênia e mora em Salvador. Foi editora coordenadora do Caderno 2 do jornal A Tarde e repórter especial do carioca Jornal do Brasil e já publicou dois perfis biográficos, dos arquitetos baianos Sílvio Robatto e Diógenes Rebouças.

O livro foi publicado pela Assembleia Cultural, selo da Assembleia Legislativa da Bahia. A sessão de autógrafos será no próximo dia 27 de março (segunda-feira), às 17 horas, no restaurante Casa de Teresa, no Rio Vermelho.

RESENHA

Uma experiência humana incomum

Magda de Almeida

Não é livro para se ler de vez em quando. Decididamente, não. É pegar e não largar. Esqueça o sono e o relógio.

Mais do que um relato sobre a história de uma menina arrancada de seu chão e de suas raízes culturais pela insensatez e loucura humanas, A menina que foi vento – Memórias de uma imigrante, da jornalista Symona Gropper, é um legado para as novas e futuras gerações, de judeus ou não, que precisam conhecer além do que, eventualmente, aprenderam nos bancos escolares.

Symona ainda não tinha nascido quando o nazismo mostrou sua verdadeira face. O terror se instalou na Romênia, atingindo a família Gropper, amigos, parentes próximos e distantes, espalhando-se por toda a comunidade judaica de Bucareste, onde nasceram e sempre viveram seus ancestrais, todos forçados a deixar para trás, depois da Segunda Guerra Mundial, o próprio país e tudo que ele representou na vida de gerações.

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Symona Gropper Foto: divulgação

A Menina que foi vento é uma narrativa intensa e comovente de uma história real de venturas e desventuras, sonhos, medos, encontros, desencontros e coragem, muita coragem. Symona Gropper desnuda-se para seus leitores nas 250 páginas de suas memórias, que não se esgotam em si mesma, mas nos conduzem para bem dentro de um dos mais dramáticos momentos da História da humanidade e seus efeitos sobre a vida física e emocional de centenas de milhares de judeus expulsos de suas terras e de suas referências.

A Menina que foi vento não poderia chegar em momento mais oportuno, quando  o mundo assiste, em tempo real, ao calvário de milhões de refugiados que fogem das guerras, ou por causa delas são expulsos, em diversos pontos do planeta. Symona Gropper sabe o que é isso, por ter sido ela própria parte da leva de refugiados que, expulsos de sua Romênia, partiram para Israel. Ela estava com apenas cinco anos.

Originária de uma família de empresários mercantis, Symona nos fala do forte impacto dessa brusca mudança socioeconômica na vida domestica e profissional de sua família,  na difícil adaptação a esses novos tempos, àquele entorno multicultural, tão instigante quanto assustador, aquela infância, inicialmente  passada nos toscos abrigos que o recém-criado Estado de Israel reservara para os refugiados que chegavam em grandes levas ao país em busca de um acolhimento que parte do mundo negava. Não era coisa para os mais fracos.

A ser verdade que o sofrimento pode ser transformador, foi uma adolescente  disposta a enfrentar seus traumas, medos e fantasmas, e o que mais o destino lhe reservasse,  que o Brasil recebeu e onde ela cresceu disposta a abrir todas as portas que lhe aparecessem. E encarar de frente o que encontraria do outro lado. A leitura de A menina que foi vento às vezes nos faz achar que não é um livro que estamos lendo, mas um filme bem estruturado, roteiro de primeira, com princípio, meio e fim impecáveis. Tudo está ali, até o comovente reencontro, muitas décadas depois, com sua Bucareste, especialmente com o nunca esquecido parque que ilustra a capa do livro e onde passara o que, talvez, tenham sido os melhores momentos de sua vida enquanto criança.

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Romance também não falta nesta biografia. Ela nos fala de suas paixões, as reais e as “recolhidas”. O impacto da chegada ao Rio de Janeiro, seu primeiro pouso no Brasil, a liberdade e o conforto conquistados após um longo período de privação, o primeiro beijo, a primeira  decepção amorosa, as diferenças culturais e seus múltiplos desafios, por fim, “aquele” casamento, os filhos e os netos que vieram para lhe mostrar que, apesar de tudo, tudo valeu.

Aquela menina  que um dia foi vento cresceu, batalhou como poucos para ser uma jornalista com passagem por importantes jornais do país, como repórter e editora. São dela, também, as biografias Silvio Robatto – Um homem feliz e Diógenes Rebouças – O arquiteto da Bahia.

* A jornalista carioca Magda Almeida foi repórter especial do Jornal do Brasil e do Estadão

LANÇAMENTO: “A menina que foi vento – Memórias de uma imigrante”, de Symona Gropper

DATA: Segunda-feira, 27 de março de 2017

HORÁRIO: 17h

LOCAL:  Restaurante Casa de Teresa

Rua Odilon Santos, 45 – Rio Vermelho

Tel: 3329-3016

 

Após polêmica, modelo promete processar Rede TV!


Lembra daquela modelo que, no carnaval, abaixou e mostrou o que não devia ao vivo em um programa da Rede TV!? Pois bem, ela se chama Ju Isen e garante que irá processar a emissora. Durante o terrível episódio, a musa do impeachment, como ficou conhecida, mostrou o ânus ao vivo no canal, enquanto sambava com o corpo todo pintado de verde.

Com a repercussão, a modelo disse que não imaginava que a câmera filmaria naquele ângulo e julgou a situação como “divulgação de sua intimidade” e “danos à própria imagem”, o que a fez decidir processar a RedeTV! , segundo informações do jornal Agora S. Paulo.

A cena bizarra foi ao ar na madrugada de sexta-feira, na cobertura dos bastidores do Carnaval do programa ‘TV Fama’, feita pelos apresentadores Flávia Noronha e Nelson Rubens. A repórter Léo Áquila pediu para a modelo mostrar a pintura corporal, com as cores da bandeira do Brasil.

Ao ser questionada se faz agachamentos para endurecer o bumbum, Ju se agachou, de costas para a câmera, que deu um close. O problema é que a imagem foi ao ar, exibindo o ânus da modelo, que estava sem tinta, deixando os âncoras pasmos. Rapidamente, a cena saiu do ar e Nelson Rubens até mudou de assunto. Mas o estrago já estava feito. O assunto foi um dos mais comentados pelo Twitter nos últimos dias.

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Modelo Ju Isen  Foto: divulgação

No carnaval passado

Para quem não lembra, a modelo Ju Isen já tinha causado polêmica no Carnaval do ano passado. Ela, que era madrinha da ala das passistas, foi proibida pelo Unidos do Peruche de cruzar o sambódromo do Anhembi, em São Paulo, usando apenas um tapa-sexo anti-Dilma, e resolveu protestar ficando nua na avenida. Acabou expulsa do local e ganhou fama — ficou conhecida como musa das manifestações.

Na madrugada de domingo, a modelo voltou à Avenida. Desta vez, para desfilar como musa pela Nenê de Vila Matilde, outra escola do Carnaval de São Paulo. Antes de entrar na Avenida, porém, uma das integrantes ainda brincou com ela, afirmando que não era para tirar a roupa.

Instituições de Portugal aceitam nota do Enem


Para quem pensa que estudar na Europa é muito complicado e um passo muito grande a ser dado precisa ficar atento aos métodos de ingresso para diversas instituições de Portugal. Desde de 2014 é possível passar para grandes universidades através das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Na Universidade de Coimbra, por exemplo, estudantes que fizeram o exame a partir de 2014, podem tentar uma vaga, tanto para graduação quanto para mestrado.

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Universidade de Coimbra   Foto: divulgação

Os alunos que se formarem no estabelecimento terão o diploma reconhecido internacionalmente e as inscrições para o ano letivo de 2017/2018 se encerram no dia 24 de janeiro. A candidatura é realizada on-line e serão exigidos documentos como identidade, documentos com as notas do Enem, e uma declaração de que o candidato não possui nacionalidade portuguesa.

Além da Universidade de Coimbra, o Instituto Politécnico do Porto, Universidade do Algarve e a Universidade Beira Interior são algumas das instituições que permitem o ingresso dos alunos através de notas do Enem.

Para mais informações sobre o processo de entrada na Universidade de Coimbra utilizando o Enem, clique aqui.

Canadá oferece bolsas de estudos para graduação e pós


Exemplo de cidadania e boa recepção de imigrantes, o Canadá está oferecendo bolsas de estudo para alunos de graduação e pós-graduação que morem em países da América Latina. Durante todo o ano, o governo canadense vai oferecer 400 bolsas para períodos de quatro e seis meses de estudos em diversas faculdades do país. O pacote inclui ainda passagem, material escolar, seguro saúde, hospedagem e visto.

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Universidade de Toronto Foto: divulgação

O período para inscrições ( Clique aqui para se inscrever )vai até 25 de abril e os candidatos precisam estar matriculados em alguma universidade, cursando graduação, mestrado ou doutorado em qualquer área de conhecimento. O valor do auxílio pode chegar até a 9.700 dólares canadenses.

Atualmente, o Canadá é o principal destino dos brasileiros que querem fazer intercâmbio. Segurança, belas paisagens e educação de alto nível são alguns dos pontos determinantes para o sucesso do país entre estudantes do Brasil.

Itapé: Projeto Itapé Digital levará internet a praças públicas


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No dia de hoje (25/03) será realizado o lançamento oficial do Projeto Itapé Digital que levará internet via Wi-Fi a pontos estratégicos da cidade. A iniciativa tem o objetivo de promover a inclusão sóciodigital da população.

O Itapé Digital é uma parceria da Prefeitura Municipal de Itapé com a empresa Espaço Digital. Os bairros beneficiados pelo projeto são: Luís Viana Filho (Praça da Baixada); Centro (Praças da Mangueira e Raimundo Carreiro); Estiva (Praça de Cima); Cândido Bispo (Praça Principal) e no Entroncamento de Itapé (Praça Principal).

O prefeito de Itapé, Naeliton da Rosa Pinto, visitará todos os bairros contemplados com o serviço. O acesso ao Itapé Digital é gratuito o acesso deverá ser feito através da rede Ssid ITAPE DIGITAL. A senha é governandoparatodos.

 

“Ferrovia Transoceânica” deve sair do papel em breve


O Brasil deu o sinal verde hoje (22) em uma reunião técnica em La Paz ao projeto de construção do “trem bioceânico”, também conhecido como Ferrovia Transoceânica, com financiamento da Alemanha e da Suíça, que beneficiará o comércio de cinco nações sul-americanas (Bolívia, Peru, Paraguai, Uruguai e Brasil). As informações são da agência de notícias alemã DPA.

“O Brasil tem interesse e vontade [de participar] deste esforço coletivo para chegar a mercados asiáticos e aproveitar a linha férrea que chega a Corumbá (lado brasileiro) e a Puerto Suárez (na Bolívia)”, anunciou o coordenador de Assuntos Econômicos para a América do Sul da chancelaria brasileira, João Carlos Parkinson de Castro.

Ele destacou que será importante estabelecer acordos de “harmonização aduaneira” para que haja uma circulação fluída  dos trens na rota Brasil-Bolívia-Peru.

Sobre trilhos

O ministro boliviano de Obras Públicas, Milton Claros, saudou a adesão do Brasil. “Estamos sobre trilhos”, exclamou, na primeira reunião técnica que se realizou hoje na Chancelaria boliviana com a participação de representantes da Alemanha, Suíça, Brasil, Peru, Paraguai, Uruguai, Bolívia, do Banco Interamericano de Desenvolimento (BID) e da Corporação Andina de Fomento (CAF).

O vice-ministro alemão de Transportes e Infraestrutura Digital, Rainer Bomba, confirmou que umas 30 empresas alemãs e suíças estão interessadas no financiamento e construção do “Corredor Ferroviário Bioceânico Central”, nome oficial de uma linha ferroviária que teria uns 3.750 quilômetros de comprimento quando concluída. “Este é um tremendo projeto. Agora resta definir  os objetivos de investimento para sua construção”, afirmou Bomba.

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“Canal do Panamá do século 21”

O vice-ministro alemão de Transportes assinou, junto ao ministro boliviano Milton Claros, um  memorando de entendimento para consolidar o Corredor Bioceânico, num ato do qual participou o presidente da Bolívia Evo Morales. “Estamos convencidos que o trem bioceânico entre Brasil, Bolívia e Peru será o Canal do Panamá do século 21”, destacou o mandatário.

A via férrea que unirá o Atlântico ao Pacífico começaria na costa do Brasil, cruzaria a selva amazônica e a cordilheira dos Andes e terminaria no litoral peruano, depois de passar pelar Bolívia.
O governo de La Paz aposta forte nesta obra porque quer evitar o uso de portos do norte do Chile, país com o qual mantém um litígio histórico por uma saída soberana ao mar.

O traçado incluiria os trechos Santos-Campo Grande (no Brasil), Puerto Suárez (Bolívia) e Ilo (Peru) e seu custo é calculado em cerca de 14 bilhões de dólares, segundo o estudo técnico feito pela Bolívia.

Novos corredores

O projeto do “trem bioceânico” do presidente Morales foi apresentado há um ano ao vice-ministro alemão Bomba na primeira visita deste a La Paz, acompanhado de empresários alemães.

Morales está empenhado em abrir novos corredores de exportação para produtos bolivianos, que hoje saem do país através de portos do norte do Chile. Cerca de 80% das exportações bolivianas saem pelo porto chileno de Arica.

O “trem bioceânico’ também poderia beneficiar outros países porque a cidade boliviana de Puerto Quijarro serviria como ponto de enlace entre uma futura hidrovia Paraguai-Paraná e a ferrovia para exportar produtos do Paraguai, Uruguai e Argentina pelo Oceano Pacífico.

A reunião de La Paz não contou com a participação do vice-presidente do Peru e ministro de Transportes, Martín Vizcarra, que está atendendo à situação de emergência em seu país por causa das inundações, sendo representado por seu chefe de gabinete, Carlos Estremadoyro.

Fonte: Agência Brasil

Estudo revela que só 2,5% da água da Mata Atlântica têm qualidade


Dos 240 pontos de coleta de água distribuídos em 184 rios, córregos e lagos de bacias hidrográficas da Mata Atlântica, apenas 2,5% têm qualidade boa. Os dados são do estudo “Observando os Rios 2017”, da Fundação SOS Mata Atlântica, sobre a qualidade da água nas bacias do bioma. Ele foi apresentado hoje (22) durante o seminário Águas do Brasil, que reuniu especialistas e representantes da sociedade civil no Ministério do Meio Ambiente para falar sobre os 20 anos da Lei das Águas.

Das águas analisadas, 70% estão em situação regular e 27,5% com qualidade ruim ou péssima. “Isso significa que 66 pontos monitorados estão impróprios para o abastecimento humano, lazer, pesca, produção de alimentos, além de não terem condições de abrigar vida aquática. Nenhum dos pontos analisados foi avaliado como ótimo”, diz o relatório.

A especialista em recursos hídricos da fundação, Malu Ribeiro, explicou que uma das causas da poluição é o despejo de esgoto doméstico. Para ela, as decisões tomadas acerca da gestão da água não podem mais falhar, pois a poluição e o desperdício agravam a escassez hídrica e os eventos climáticos adversos. “O que trazemos é a voz dos rios da Mata Atlântica, das regiões mais adensadas e mais economicamente ativas do país. Regiões que passaram a ter que reconhecer o que é escassez e crise hídrica, isso não fazia parte do imaginário da população da Mata Atlântica, uma mata úmida, que produz água”, disse.

Malu defende que os rios urbanos não sejam enquadrados na classe 4 da Resolução nº 357 do Conselho Nacional do Meio Ambiente, que são rios destinados à paisagem e navegação e que, para ela, acabam servindo para diluir esgotos, como é o caso dos rios Tietê e Pinheiros, em São Paulo. Em rios de outras classes, destinadas ao consumo humano, há um controle mais rigoroso na emissão de poluentes.

Segundo Malu, é possível “reviver” os rios urbanos e as bacias que abastecem as cidades, como ocorreu com o Rio Jundiaí, que nasce na Mata Atlântica. Após 30 anos de investimentos em coleta de resíduos urbanos e tratamento de esgoto feitos por um consórcio, o rio foi recuperado e passou da classe 4 para a 3, podendo ser usado para abastecer a população.

Para o presidente da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ), um dos desafios é fazer o cidadão voltar a descobrir que os rios são rios. “A própria caracterização, cercado de concreto e a cor da água, faz com que eles não vejam os rios como rios, mas como locais de despejos de geladeiras e sofás velhos”, argumentou. “O desafio é o reconhecimento dos rios como corpos hídricos a serem recuperados por nós.”

O levantamento da SOS Mata Atlântica foi realizado em 73 municípios de 11 estados da Mata Atlântica, além do Distrito Federal, entre março de 2016 e fevereiro de 2017. Os dados foram obtidos por meio de coletas e análises mensais de água realizadas por 194 grupos de voluntários do programa “Observando os Rios”.

O relatório de 2017 está disponível na página da Fundação SOS Mata Atlântica.

mataatlantica

São Paulo

No estado de São Paulo, apenas quatro dos 134 pontos avaliados pela Fundação SOS Mata Atlântica apresentam água com boa qualidade. Dos rios e corpos d’água monitorados, 51 (38%) apresentam qualidade ruim ou péssima e estão indisponíveis para qualquer uso. Apenas 3% dos pontos avaliados têm qualidade boa. O levantamento foi realizado em mais de 20 municípios entre março de 2016 e fevereiro de 2017, com base nas coletas e análises mensais de água. Nenhum dos pontos analisados foi avaliado como ótimo.

Para o coordenador do projeto Observando os Rios da SOS Mata Atlântica, Gustavo Veronesi, o principal fator da qualidade ruim ou péssima das águas em São Paulo é a falta de saneamento ambiental. “Ainda temos muito esgoto caindo direta ou indiretamente nos nossos rios, e também a falta de preservação das margens dos rios, falta de cobertura florestal e das matas ciliares.”

Veronesi ainda destaca a importância de cuidar da bacia hidrográfica. “Não podemos jogar lixo em qualquer lugar, as empresas têm que ser responsáveis com seus rejeitos, a gente precisa de um grande pacto social”.

O coordenador explicou que o saneamento tem quatro pilares: o abastecimento de água potável para a população, a coleta e o tratamento de esgoto, a gestão dos resíduos sólidos e nas áreas urbanas, a drenagem da água de chuva. “Precisamos ainda atentar para a cobertura florestal, necessitamos de mais florestas, mais áreas reservadas que servem como filtros para os nossos rios e suas margens”, completou.

Comparativo 2016-2017

O estudo comparou os resultados do monitoramento de 112 pontos fixos de coletas. Para as análises comparativas foram consideradas as médias dos indicadores mensais do Ciclo 2016 (de março de 2015 a fevereiro de 2016) e do Ciclo 2017 (de março de 2016 a fevereiro de 2017).

Os indicadores apontam uma diminuição de pontos com qualidade ruim, passando de 45 (40,2%) para 41 (36,6%), mas um aumento de locais com água péssima, de um (0,9%) para dois (1,8%). O estudo também destaca um aumento na qualidade regular, passando de 63 (56,3%) para 65 (58%), e nos pontos com qualidade boa, de três (2,7%) para quatro (3,6%).

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