Playboy terá modelo plus size na capa


A próxima edição da revista ‘Playboy’ será com uma modelo plus size. A imagem divulgada pela publicação no Instagram, nesta segunda-feira, mostra Fluvia Lacerda com um olhar sereno, cabelos ondulados e maquiagem leve.

Fluvia, de 36 anos, é conhecida no meio pela sua voluptuosidade e pela sua beleza. A modelo é chamada de Gisele Bündchen GG e vive em Nova York. Ela é uma das mais requisitadas na área plus size.

No entanto, a nova edição intitulada ‘Playboy Verão 2017’ é para colecionadores e a venda só estará disponível por meio do site oficial da revista.

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Fluvia Lacerda             Foto: divulgação

Acordo derruba veto e garante gratificação para agentes de saúde


Acordo entre bancadas do governo e oposição que permitiu a aprovação do Orçamento de 2017 no Congresso nesta quinta-feira (15) teve como contrapartida a derrubada de vetos do presidente Michel Temer à Lei 13.342/16, que concede direitos trabalhistas aos agentes comunitários de saúde. Os itens da lei que tiveram os vetos derrubados e agora passam a vigorar são os que tratam do direito ao pagamento de insalubridade.

 

O acordo surgiu diante a necessidade de votar o orçamento ainda nesta semana, já que na próxima havia o temor de não haver quórum devido às festas natalinas. Por solicitação do deputado federal Jorge Solla (PT-BA), a bancada do PT havia apresentado um pedido de destaque para votação nominal de cada um dos vetos ao projeto, na tentativa de derrubá-lo. Este procedimento prolongaria a sessão por mais algumas horas e acabaria impedido a votação do Orçamento nesta quinta. Acordou-se, então, pela derrubada de parte dos vetos ao projeto dos agentes de saúde em troca da retirada da obstrução da bancada do PT.

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“Consultamos a categoria, que concordou com a proposta, e encaminhamos no sentido de viabilizar o acordo. Foi bom porque tivemos o reconhecimento legal de uma gratificação que já é paga pela maioria dos municípios, mas infelizmente este acordo não garantiu pontos importantes que aprovamos, como o da garantia de recursos para a qualificação profissional dos agentes – algo que era muito importante para os agentes e para a melhoria do SUS. Caiu também a garantia prioridade aos agentes de saúde ao Minha Casa, Minha Vida, importante porque é importante o agente morar próximo, fazer parte da comunidade que acompanha”, destacou o petista.

 

No acordo que garantiu a derrubada dos vetos da insalubridade dos agentes de saúde também foram incluídas as derrubadas dos vetos de itens de outros projetos de lei que previam a criação de agência de incentivo a micro e pequena empresa, e a renegociação das dívidas das cooperativas da agricultura familiar. 

Mulheres ainda sofrem com a violência doméstica


Crescimento nos registros de violência contra mulheres merece atenção especial da sociedade

Difícil entender por que ainda convivemos com tantos casos de violência contra mulheres. São agressões físicas e verbais, estupros, desrespeitos, assédios morais, tudo regado a uma sensação de medo e uma certeza de completa impunidade. As justificativas para essa situação vão desde o machismo exacerbado ao desrespeito em relação ao próximo. Uma coisa todos podem ter certeza: é necessário que algo seja feito para que esse panorama seja modificado.

No comparativo entre os anos de 2014 e 2015, houve um crescimento nos registros de agressão as mulheres de 44,74%. Esses dados são da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), a partir de informações recebidas pelo Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher). No ano passado, foram 76.651, contra 52.957 computadas em 2014. Esses números representam que, a cada sete minutos, uma mulher é espancada. Já os atos de violência sexual (estupro, assédio e exploração) tiveram um aumento de 129%. Em 2014, foram 1.517 relatos contra 3.478 em 2015. Isso significa que ocorrem 9,5 estupros por dia no Brasil.

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Casos de violência contra a mulher devem ser denunciados                   Foto: banco de imagem

Na opinião do delegado Eduardo Kruger Costa, adjunto da Delegacia da Mulher de Curitiba (PR), a violência doméstica contra as mulheres é decorrente da cultura. “Ainda é muito forte em nossa sociedade, a ideia que o homem tem um domínio sobre a mulher, o que faz com que muitos agressores se sintam no direito de fazer o que bem entendem com suas companheiras”, lamenta ele.  (Saiba mais: Educação: a melhor arma para reduzir índices de violência contra mulher)

A chefa de gabinete da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM-BA), Karla Ramos, concorda com Kruger. “Estamos no século XXI, mas ainda existem registros desse tipo de brutalidade, isso vai acontecer até que se consiga fazer uma mudança na mentalidade da população em torno do enfrentamento das violências que nós mulheres vivemos”, explica.

A SPM-BA tem como responsabilidade elaborar, propor, articular e executar políticas públicas para as mulheres baianas, respeitando suas diferenças, priorizando as em situação de pobreza e/ou vulnerabilidade social em todo Estado da Bahia. O órgão desenvolve ações e projetos, em articulação e cooperação com os demais órgãos e entidades do Poder Executivo Estadual, trabalhando no conceito e na prática do enfoque de gênero nas políticas públicas estaduais.

Segundo Karla, atualmente existe um nível muito alto de intolerância entre as pessoas, as minorias e os grupos que historicamente foram discriminados, a partir disso surgem vários atos de selvageria grave contra homossexuais, meninas, mulheres e idosos. “Essa questão associada à cultura do patriarcado, que move e consolida a violência contra as mulheres na sociedade, torna difícil romper esse ciclo”, avalia a gestora.

Lei Maria da Penha: um divisor de águas


Norma amplia a punição de agressores

Em vigor desde 22 de setembro de 2006, a Lei 11.340 ou Lei Maria da Penha (LMP), como é mais conhecida, castiga com rigor os homens que atacam as mulheres ou ex no ambiente doméstico. Karla Ramos define a norma como uma das três melhores do mundo no tema. “É uma conquista dos movimentos sociais das mulheres brasileiras”, diz. A chefa da SPM-BA defende que devemos lutar para que a mesma seja efetivamente aplicada em todos os seus artigos propostos. “Essa lei não pode ficar apenas no papel”, afirma.

Eduardo Kruger
Delegado Eduardo Kruger                 Foto: Arquivo pessoal

Eduardo Kruger acredita que a LMP trouxe instrumentos importantes para a repreensão dos crimes já ocorridos de violência doméstica contra a mulher, como as medidas protetivas de urgência, e a impossibilidade de aplicação da lei que regulamenta os crimes de menor potencial ofensivo a estes casos. “Entretanto, isso não é sinônimo de combate à violência. Combate a violência se faz com educação”, esclarece.

Marinaldo Santos
Marinaldo Santos, presidente do SINDPSI-RJ Foto: Com. SINDPSI-RJ

Marinaldo Santos reconhece os benefícios que a LMP traz, mas aponta algumas barreiras a serem superadas. “As dificuldades de chegar ao juízo são tantas que a vítima acaba desistindo da queixa”, declara ele, que define a justiça brasileira como morosa e desacreditada.

Enfrentando o problema de frente

Medo, vergonha, empatia com o agressor. Muitos são os motivos que levam uma mulher a não apresentar uma denuncia nos casos de violência. O presidente do SINDPSI-RJ aconselha que as vítimas de violência que busquem auxílio nas políticas existentes como, por exemplo, a Delegacia Mulher para que o agressor possa ser responsabilizar pela violência ou violências. “A partir daí buscar tratamento para ser ajudada psicologicamente e ser imponderada para enfrentar a situação que pode perdurar por algum tempo”, ensina Marivaldo.

Segundo o delegado Kruger, há mulheres que conseguem solucionar a situação com apoio de familiares ou amigos, não necessitando da intervenção do Estado. “Desta forma a vítima não se expõe e consegue superar a questão de forma menos traumática”, argumenta. Entretanto, há casos em que a intervenção policial é a única forma de se ver livre das agressões. De acordo com o policial, o procedimento da Polícia em queixas de violência doméstica é simples. “Elabora-se um boletim de ocorrência, encaminha-se o pedido de medida protetiva se a vítima o fez, para o Poder Judiciário analisar, ouvem-se eventuais testemunhas, produzem-se as perícias como exame de lesões, interrogamos o suspeito e encaminhamos o inquérito ao Judiciário para que os autos sejam enviados ao Ministério Público oferecer a denúncia”, detalha o especialista.

Marivaldo do SINDPSI-RJ aconselha às vitimas de violência a buscarem também o auxílio de um profissional da psicologia. “Este profissional pode promover auxílio em processos de autodescoberta, fortalecendo a autonomia, autoestima e o poder de decisão da mulher, descobrindo com ela novas alterativas para lidar com a situação”, finaliza.

Saiba mais: Lei Maria da Penha na íntegra

Crianças conhecem sede do Batalhão de Polícia Rodoviária da Bahia


A iniciativa tem como principal objetivo aproximar e integrar a comunidade com a Polícia Militar

Crianças do Grupo Espírita Semente de Amor (Gesa), do Vale do Matatu (Cosme de Farias) e da Escola Municipal Batista, de Valéria, conheceram, na manhã desta segunda-feira (19), a sede do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) da Polícia Militar, localizada no Km 1 da BA-528. A visita faz parte do projeto ‘BPRv de Portas Abertas’, que durante o ano de 2016 recebeu jovens de diversos bairros de Salvador e da Região Metropolitana.

Conhecer a unidade da PM e saber como ela atua, recreações, distribuição de brinquedos e apresentação de cães policiais do Batalhão de Choque e de cavalos do Esquadrão de Polícia Montada fizeram parte da programação feita especialmente para a criançada. O destaque do encontro foi a chegada dos mascotes ‘Rodovito’ e ‘Rodovita’, que chegaram no helicóptero do Grupamento Aéreo da PM (Graer) e arrancaram aplausos do público.

“Buscamos contribuir para a segurança pública, através de uma construção da cidadania consciente, responsável e participante, favorecendo a inclusão sociocultural particularmente dos jovens”, explicou o comandante do BPRv, tenente-coronel Nílton Paixão Silva Santos. “A melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio de nossos corações e aquece com ternura os corações dos que acompanham a nossa caminhada pela vida”, ressaltou.

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Fotos: ASCOM/SSPBA

O preconceito atingindo limites extremos


Parentes de grávida desaparecida recebem trotes e mensagens racistas

Familiares da grávida Rayanne Christini, de 22 anos, desparecida na Central do Brasil, no Centro do Rio, no dia 13 de dezembro, estão recebendo trotes sobre o paradeiro da jovem e mensagens de cunho racista. Rayanne desapareceu após marcar um encontro na Central do Brasil para buscar doações de roupas para a filha que está para nascer. O bebê está previsto para o início de 2017. A jovem havia marcado o encontro com uma mulher, identificada como Lídia, que conheceu em um grupo de doações no Facebook. Ela iria até Magé, na casa da doadora, na Baixada Fluminense, para pegar as roupas.

De acordo com a tia da jovem, Jupira Costa, todos os dias a família recebe ligações, comentários e mensagens sobre um suposto paradeiro da jovem. Algumas, no entanto, são ofensivas.gravidez

– Muitas pessoas estão dizendo que é mentira, outras escrevendo coisas horríveis sobre ela na internet. Comentaram na internet que, por ser negra, o ‘valor do bebê seria baixo’ e que ‘não vale nem R$ 100’. Teve gente que disse que ‘destrincharia para tentar conseguir um dinheiro maior’. São pessoas monstruosas. Já recebemos muitas ligações. Já perdemos até a conta. Tem gente dizendo que ela foi vista em Caxias, na Central, no Hospital da Lagoa, hospital no Centro. Já enviaram mensagens para a gente falando até que já haviam encontrado o corpo dela. Quem não pode ajudar, não atrapalha. Já é um momento de muita dor – disse Jupira.

Na última terça-feira (20/12), quando o desaparecimento da jovem completou uma semana, Jupira disse que a família ainda não recebe notícias e o telefone de Rayanne permanece desligado:

— Ninguém imagina o desespero e a dor. Já fizemos tudo. A polícia está investigando, nós colamos cartazes e divulgamos fotos nas redes sociais. Todo mundo está tentando ajudar, mas até agora, nada. Na segunda-feira, fui à Cidade da Polícia, e disseram que estão procurando. Mais de três grupos de amigos foram para a Central, eu fui até Magé.

 

Calafrio resgata clássico do terror nacional


Na sua edição 56 a revista Calafrio vai resgatar um clássico do terror nacional da década de 1990: a série “Zona do Crepúsculo”, de Gian Danton e Bené Nascimento (Joe Bennett).

A série foi publicada em dois números da própria Calafrio e uma edição especial da mesma revista no início da década de 1990 e chamou atenção por trazer influência dos autores britânicos, que um pouco antes haviam revolucionado o terror nos comics americanos com revistas como Monstro do Pântano, Sandman e Hellblazer.

Essas histórias marcaram uma fase de maturidade no desenho de Bené e apresentaram ao mercado o texto de Gian Danton, centrado principalmente no terror psicológico.

As histórias fizeram tanto sucesso que o editor, Rodolfo Zalla, pediu uma história para fechar a trama. Os autores resolveram contar a história de Assad, o velho lojista que era um ponto em comum entre todas as narrativas. Essa história foi desenhada por Bené com pincel branco em fundo preto, uma técnica rara. Mas era a fase final da revista e essa história acabou sendo publicada na primeira edição da revista Graphic  Gótica – A Hora do Crepúsculo, da editora Nova Sampa.

Assim, essa é a primeira vez que essas histórias são publicadas na íntegra na Calafrio e também a primeira vez que são reunidas em um único volume.

A edição ainda traz outras HQs clássicas, biografia dos dois autores, texto de Gian Danton contando o início da parceria e amizade da dupla, e ainda a seção de capas clássicas.

A revista tem 52 páginas ao preço de R$15,00. Os pedidos da edição e números atrasados podem ser feito pelo e-mail: [email protected].

Fogão não terá boa vida na Libertadores 2017


O sorteio da Copa Libertadores da América de 2017 foi realizado ontem (21/12), em Assunção, no Paraguai. Três clubes brasileiros – Atlético-MG, Chapecoense e Grêmio – já sabem os três adversários que enfrentarão na fase de grupos da competição continental. Pelos rivais, na teoria, a equipe catarinense terá tarefa mais difícil do que atleticanos e gremistas.

O Atlético-MG está no grupo 6, ao lado de Libertad-PAR, Godoy Cruz-ARG e Sport Boys-BOL. A Chapecoense integra o grupo 7, com os tradicionais Nacional-URU e Lanús-ARG, e o desconhecido Zuliá-VEN. Já o Grêmio encabeça o grupo 8, e terá que enfrentar o Guaraní-PAR, o Zamora-VEN e o Deportes Iquique-CHI.

Quem já sabe que terá verdadeiras pedreiras pela frente é o Flamengo. O time carioca caiu no grupo 4 da Libertadores, ao lado de San Lorenzo-ARG e Universidad Católica-CHI. Outras equipes brigarão nas fases preliminares para entrar nessa chave. São elas: Atlético-PR, Millonarios-COL, Universitário-PER, Deportivo Capiatá-PAR e Deportivo Táchira-VEN. O Atlético-PR encara o Millonarios na segunda fase.

O Santos é o cabeça de chave do grupo 2, que terá o Independiente Santa Fé-COL e o Sporting Cristal-PER. O outro componente do grupo ainda está indefinido. Atlético Cerro-URU, Unión Española-CHI, The Strongest-BOL, Universitario de Sucre-BOL e Montevideu Wanderers-URU tentarão ingressar no grupo santista.
libertadores

Já o Palmeiras está no grupo 5, com Peñarol-URU e Jorge Wilstermann-BOL. Carabobo-VEN, Junior Barranquilla-COL, Atlético Tucumán-ARG e El Nacional-EQU lutam nas fases previas para participar desse grupo.

O Botafogo, por sua vez, tem encontro marcado com o Colo-Colo-CHI na segunda fase da Libertadores. O ganhador do duelo vai enfrentar o vencedor de Olimpia-PAR x Deportivo Municipal-PER ou Independiente del Valle-EQU. Se avançar até a fase de grupos, o Botafogo duelará com Atlético Nacional-COL, Estudiantes-ARG e Barcelona-EQU.

A 58ª edição da Copa Libertadores da América terá o maior número de participantes da história. Serão 47 times, e pela primeira vez a competição terá duas fases preliminares.

O principal torneio do continente começará uma segunda-feira, em 23 de janeiro, e terminará ao fim de novembro, com jogos da decisão do título nos dias 22 e 29. As equipes que forem eliminadas antes de chegar à fase de grupos serão encaixadas na segunda fase da Copa Sul-Americana.

E outra novidade na Libertadores de 2017 é o novo sorteio que será realizado para confirmar os confrontos das oitavas de final, assim como acontece na Liga dos Campeões da Europa.

Oi pode ser vendida para bilionário egípcio


Depois de meses de suposições, a Oi deve receber no fim da tarde a primeira proposta formal de aporte de recursos. O empresário egípcio Naguib Sawiris e o grupo de credores internacionais (os chamados bondholders) vão apresentar à tele carioca um plano alternativo de recuperação judicial. De acordo com uma fonte, o egípcio deve apresentar um proposta para aportar entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,5 bilhão. Em reais, o valor pode chegar perto de R$ 5 bilhões, dependendo da taxa de câmbio.

Segundo essa fonte, a proposta tem dezenas de páginas. No plano alternativo de recuperação, o grupo, que é assessorado pela Moelis & Company, deve apresentar uma proposta apontando a necessidade de investimentos de cerca de US$ 10 bilhões por seis anos. Além disso, a proposta prevê que parte da dívida dos bondholders seja convertida em ações. Segundo essa fonte, será um percentual elevado e “que retrata a realidade”.

— A proposta é que a dívida de R$ 65,4 bilhões da Oi seja reduzida a um terço. E, para essa redução na dívida, haverá a conversão em ações da companhia — diz essa fonte, que prevê uma geração de caixa de cerca de R$ 6 bilhões por ano.

Egyptian entrepreneur Naguib O. Sawiris, Chairman and Chief Executive Officer of Orascom Telecom Holding, participates in a plenary session about the Challenges of going Global at the World Economic Forum (WEF) on the Middle East held in the resort town of Sharm el-Sheikh in Egypt 22 May 2006. The World Economic Forum-Middle East enters its third and final day, with some 1,200 business and political leaders expected to discuss regional issues. AFP PHOTO/MAHMUD TURKIA
Naguib Sawiris possível comprador da Oi      Foto: divulgação

CONVERSÃO DE DÍVIDAS

Segundo outra fonte, a conversão da dívida em ações deve ser o ponto mais polêmico entre credores e acionistas da Oi. Há quem diga que eles pretendem ter 90% das ações da Oi, mas o número ainda estava sendo discutido ontem. A tele havia proposto descontar a dívida em 70% e pagar em três anos. A conversão só iria ocorrer se a empresa não honrasse com o pagamento.

Entre alguns acionistas da tele, o bilionário egípcio é visto com “reservas”. Segundo uma fonte, Sawiris não virá ao Brasil, mas enviará representantes. O encontro deve ocorrer no fim da tarde na Oi com o presidente da companhia, Marcos Schroeder. A ideia do plano apresentado pela Moelis é fazer com que a tele consiga investir e cumprir com suas obrigações sem afetar sua geração de caixa operacional.

— Está se prevendo um investimento anual da ordem de R$ 6 bilhões. A Oi terá que investir mais que seus concorrentes para voltar a crescer no mercado. Por isso, é preciso um forte apoio dos bancos de fomento dos países que são fornecedores de equipamentos de infraestrutura. Sem isso, não tem como a Oi investir e modernizar sua rede — afirma essa fonte.

Essa fonte citou bancos de países como França, Finlândia, Coreia do Sul, Alemanha e China:

— Os bancos desses países estão dispostos a apoiar a companhia com crédito para fazer maiores investimentos em infraestrutura.

Para montar essa estratégia, a Moelis conta com o apoio da KPMG, Pinheiro Neto Advogados, além de ex-executivos da Oi, que ajudaram a fornecer dados da tele carioca.

CERBERUS ESTUDA PROPOSTA

Segundo uma fonte na tele, o grupo liderado por Sawiris vai fazer uma proposta sem nunca ter se reunido com a Oi.

— Eles não fizeram diligência na Oi. Acho que estão seguindo um fluxo que não é normal. Os fundos Elliot e Cerberus assinaram um acordo de confidencialidade com a Oi para ter acesso aos números da companhia — conta essa fonte.

O Elliot chegou a propor, de maneira informal, um aporte de R$ 9,2 bilhões para ter 60% das ações da concessionária, em uma oferta desenhada com o Boston Consulting Group e a gestora francesa Lazard. Já o fundo Cerberus, que tem o apoio de Ricardo K, ex-presidente da Brasil Telecom, conta com Deloitte e a consultoria Oliver Wyman para fazer uma proposta. Mas o grupo ainda está trabalhando nos detalhes, destacou uma fonte. Procuradas, as empresas não quiseram comentar o assunto.