Revisão nos benefícios do INSS será feita a partir de agosto


O pente-fino que o governo federal pretende fazer em benefícios por incapacidade concedidos pelo INSS há mais de dois anos vai começar em agosto, segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. O processo começará com o envio de cartas aos segurados, convocando-os a fazerem perícias médicas. Além de auxílios-doença, aposentadorias por invalidez serão incluídas na revisão. A Previdência Social tem, hoje, 840 mil auxílios-doença e três milhões de aposentadorias por invalidez pagas há mais de 24 meses.

As revisões serão feitas, principalmente, no caso de benefícios liberados por via judicial porque, quando os segurados entram com ações pedindo a concessão, os juízes obrigam o INSS a pagar os auxílios, mas não determinam prazos para que os valores deixem de ser pagos. Assim, esses pagamentos entram na lista dos que são feitos por tempo indeterminado, sem que os beneficiários passem por perícias nas agências previdenciárias.

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Foto: divulgação

Prazo de quatro meses

Uma medida provisória fixará em 120 dias o prazo máximo de pagamento de um auxílio-doença quando o benefício for concedido pela Justiça, sem que o juiz fixe uma data de cessação. Se o segurado não pedir a continuidade do benefício, o pagamento será automaticamente cancelado. A MP também revogará a regra atual pela qual o segurado que volta a contribuir pode pedir um novo auxílio-doença em apenas quatro meses.

Outra medida adotada será a revisão de inscrições do BPC/Loas, que paga um salário mínimo (R$ 880) a idosos com mais de 65 anos e a pessoas com deficiência (com renda familiar de 25% do piso nacional por pessoa da casa e que comprovem não ter outra fonte de recursos).

A convocação para atestar a necessidade do benefício é uma tentativa de reduzir os gastos do INSS. O governo espera suspender 5% das aposentadoria por invalidez e 30% dos auxílios-doença, com economia de R$ 6,3 bilhões em dois anos.

Uma limpeza do box sem sacrifícios


O box deixa o banheiro lindo, mas, caso não tenha manutenção correta, imprime um ar desleixado ao ambiente. O vidro pode ficar com manchas e as armações, enferrujadas, envelhecendo a aparência do conjunto.

Além disso, a falta de limpeza e de manutenção pode acarretar na oxidação do conjunto e em problemas com o trilho, dificultando o abrir e fechar o box devido ao acumulo de sujeira. Veja, abaixo, mais sugestões.

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A limpeza do box pode ser dividida em duas fases. A primeira, mais superficial, deve se dar após cada banho. Isto porque é comum que resíduos da água e sabonete fiquem no vidro, provocando manchas que podem ser difíceis de retirar. Já a segunda é uma limpeza mais aprofundada, que deve ser feita uma vez por semana e engloba vidros, armações e o espaço que fica nas frestas entre os trilhos inferiores.

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Tira manchas

As manchas brancas no vidro ocorrem pelo sabonete seco que respinga durante o banho. No entanto, se o box não for limpo após o uso, esses respingos de sabão acabam secando e manchando o blindex. O mercado ainda não tem um produto especifico para evitar o aparecimento de manchas, por isso a solução mais prática e econômica é o uso da água corrente. Mas quando as manchas já estão impregnadas no box, a limpeza deverá ser feita à base de solvente ou com o uso de um pano úmido com detergente. Para evitar mofo, pode se aplicar bicarbonato com uma esponja suave.

Esponja de aço

As esponjas de aço (vulgo bombril) não são indicadas para armações feitas de inox, pois podem riscar as peças. Aconselha-se, portanto, o uso de panos úmidos e esponjas comuns.

Produtos ideais

Para que não ocorram problemas a longo prazo, deve-se evitar alguns produtos de limpeza. Lixas, buchas, palha de aço e água sanitária podem danificar o box durante a limpeza. Além disso, é preciso cuidado ao abrir e fechar a porta de vidro para que não ocorram impactos violentos — este recado vale, especialmente, em casas com crianças

 

Festival LEM Gastronomia chega a sua terceira edição


Ilha de Itaparica ganha sistema de videomonitoramento policial


Moradores e turistas que frequentam as praias do município de Itaparica passaram a dispor de mais uma ferramenta para melhorar a segurança do local, com a implantação do sistema de videomonitoramento. No total, 15 câmeras foram espalhadas na cidade em pontos estratégicos.

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Foto: SSPBA

As imagens são monitoradas, 24 horas por dia, por policiais da 5ª Companhia Independente da Polícia Militar (Vera Cruz). Com a inauguração do Centro de Operações e Inteligência de Segurança, na próxima semana, as imagens também serão acompanhadas de Salvador.

De acordo com o superintendente de Gestão Tecnológica e Organizacional da SSP, tenente-coronel Marcos Oliveira, o investimento em tecnologia em Itaparica faz parte do projeto de monitoramento implantado em todo o estado. “No total foram aplicados R$ 800 mil em tecnologia que garantirá respostas mais rápidas do patrulhamento ostensivo para qualquer tipo de atitude criminosa”, explicou Oliveira. Ainda segundo ele, as imagens auxiliam também a Polícia Civil na investigação de crimes.

A tecnologia utilizada na implantação do sistema permitirá o agrupamento de imagens de outras unidades, como de estabelecimentos comerciais, escolas, entre outros, mediante solicitação prévia.

Flamengo não se encontrou no brasileiro


O ataque é um problema do Flamengo no Campeonato Brasileiro. Até a 13ª rodada, o Rubro-negro fez apenas 13 gols. O número deixa os cariocas com o quarto pior desempenho da competição. A performance é ainda mais preocupante. Só três tentos foram assinalados por atacantes – Felipe Vizeu (2) e Paolo Guerrero.

Por que o ataque milionário não deslancha? Juntos, os oito atletas do setor recebem em torno de R$ 1,5 milhão por mês. São eles: Paolo Guerrero, Emerson Sheik, Marcelo Cirino, Gabriel, Fernandinho, Felipe Vizeu, Nixon e Thiago Santos.

Dois pontos são tratados internamente como fundamentais no processo. Um envolve as seguidas convocações do titular Guerrero para a seleção peruana, enquanto outro as lesões.

Para se ter uma ideia, Guerrero atuou apenas em cinco oportunidades por conta da disputa da Copa América Centenário. Já Sheik sofre com os problemas físicos. Ele esteve em campo quatro vezes, sem jogar por 90 minutos.

As constantes substituições interferem e modificam as características de uma equipe que ainda não transmitiu confiança ao torcedor. Além disso, os jogadores vivem longa má fase com a camisa rubro-negra. Marcelo Cirino, por exemplo, não balança as redes desde 20 de abril.

RIO DE JANEIRO, BRAZIL - AUGUST 23: Guerrero of Flamengo during the Brasileirao Series A 2015 match between Flamengo and Sao Paulo at Maracana Stadium on August 23, 2015 in Rio de Janeiro, Brazil. (Photo by Bruna Prado/Getty Images) *** Local Caption *** Guerrero
Guerrero Foto: Bruna Prado/Getty Images

O próprio Cirino, Sheik, Guerrero, Fernandinho e Gabriel são alvos da torcida. Suspensões, lesões e má fase ganham ainda mais força com a pressão de torcedores insatisfeitos. Basta lembrar que o Flamengo teve o predomínio em boa parte dos jogos contra Figueirense, São Paulo, Fluminense e Corinthians.

O time fez três gols nestes compromissos e conquistou apenas um ponto. Não faltaram chances para construir o resultado antes dos adversários. A pontaria não funcionou e o desempenho foi insatisfatório. Três derrotas e um empate que devem cobrar o preço na sequência do Campeonato Brasileiro.

Na avaliação da comissão técnica, a solução passa por treinamentos e conversas diárias com os jogadores no objetivo de transmitir tranquilidade. No que compete aos dirigentes, as situações de Guerrero e Sheik são analisadas e mudanças não estão descartadas até o fechamento da janela de transferências em 19 de julho.

Na outra ponta, o comando do futebol busca reforços. Um nome para a reserva do peruano é desejado. Entretanto, um atacante para jogar com ele pode aparecer como surpresa, principalmente em razão do desempenho recente.

Senado aprova mudança na Lei Maria da Penha que fortalece papel de delegados


Antes de a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovar projeto de lei da Câmara (PLC 7/2016) com mudanças na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), um grupo de senadores tentou adiar a votação e enviar a proposta para audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Requerimento nesse sentido foi apresentado pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), sendo rejeitado por 15 votos a 6.

O foco das divergências em torno do PLC 7/2016 é a permissão para que o delegado de polícia conceda medidas protetivas de urgência a mulheres vítimas de violência doméstica e a seus dependentes.

Na semana passada, a CCJ promoveu um debate sobre o assunto reunindo 14 entidades ligadas ao Poder Judiciário, Ministério Público, movimento feminista e à polícia. Desse total, 12 entidades se manifestaram contra a aprovação do relatório do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) pela aprovação do projeto, segundo assinalou a senadora Fátima Bezerra (PT-RN).

“O que eu quero destacar é que o debate não foi amadurecido o suficiente para que se possa promover alterações na Lei Maria da Penha”, afirmou Fátima Bezerra.

Essa mesma percepção foi compartilhada pela procuradora especial da Mulher no Senado, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), e pelos senadores Lídice da Mata (PSB-BA), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Randolfe Rodrigues (REDE-AP).

Até o presidente da CCJ, senador José Maranhão (PMDB-PB), admitiu a possibilidade de manifestação da CDH sobre o PLC 7/2016, mas deixou claro que não abria mão da prerrogativa de a CCJ decidir sobre o mérito da proposta.

Na outra frente, capitaneada por Aloysio Nunes, se posicionaram os senadores Marta Suplicy(PMDB-SP), Telmário Mota (PDT-RR) e Humberto Costa (PT-PE).

O entendimento do relator é de que a permissão para o delegado baixar medidas protetivas de urgência pode representar um atestado de vida ou morte para a mulher agredida no ambiente doméstico.

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Imagem usada por um filho usa redes sociais para denunciar agressão do pai contra mãe

“Entre a defesa intransigente de prerrogativas (atualmente, essas medidas só podem ser aplicadas pelo juiz) e a defesa da mulher vítima de violência, eu fico com a defesa da mulher vítima de violência”, sustentou Aloysio Nunes.

Marta Suplicy foi autora da única emenda de redação aproveitada pelo relator no PLC 7/2016. Apesar de permitir a aplicação de medidas protetivas de urgência pelo delegado de polícia, a emenda o obriga a comunicar essa decisão ao juiz em 24 horas. A proposta segue, agora, para votação no Plenário do Senado.

 

Você quer morar sozinho?


Com disciplina, força de vontade e organização tudo fica bem mais fácil

Já pensou em ter seu próprio espaço? Não estou falando do seu quarto não meus amigos (as) leitores (as). Refiro-me a um apartamento ou casa que seja só sua. Independente de ser própria ou não. Onde você ficará responsável pelas despesas, manutenção etc. Bem, acho que poucos são os que não sonham ou já pensaram em morar só. Mas, essa inciativa é tão simples como se pensa? Podem ter certeza que não meus caros leitores.solteiro

 

Quando o assunto é morar sozinho, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nos mostra que, em 2014, eram 70 milhões de brasileiros, detalhe 43,4% dessas pessoas tem mais de 60 anos. Em 2004, eram 56,2 milhões de brasileiros que moravam sós. Ainda segundo o Instituto, ao longo de dez anos, a proporção de jovens entre 20 e 29 que mora só caiu de 1,4% para 9,6% em 2014. Já na faixa etária, entre 25 e 34 anos, essa proporção subiu ao passar de 21,2% em 2004, para 24,3% em 2014.

Estatísticas a parte, ao decidir pela moradia solitária é importante se preparar tanto financeiramente como psicologicamente. Uma pessoa oriunda de uma família relativamente grande vai estranhar com certeza uma casa vazia. Se com o passar do tempo, ela vai se adaptar a nova realidade aí já é outra história.

Falando no campo monetário é importante se organizar para conseguir arcar com os gastos com aluguel e até de condomínio. Lembre-se que também haverá gastos com alimentação e até com diarista, isso se você não gostar muito de serviços domésticos. Ou seja, você terá que manter as finanças bem controladas.

Para colaborar com esse divisor de águas, separamos algumas dicas que serão bem úteis. Veja abaixo:

  • Respeite seu lar – cuide bem do seu cantinho e reserve um tempo na sua agenda para se dedicar a ele, ou seja, mantenha-o sempre limpo, arejado e bem iluminado;
  • Cuidado com estranhos – não convém levar pessoas estranhas para a sua casa. Lembre-se que a violência está maior a cada dia e nunca se sabe o que vai ao coração e na mente dos outros;
  • Não abuse dos fast foods da vida – esses alimentos são extremamente gordurosos, não alimentam e podem gerar doenças como úlceras, gastrites etc. Dê preferência a comidas mais saudáveis como, por exemplo, saladas, bifes grelhados e sopas;
  • Evite se isolar – morar sozinho (a) não precisa ser sinônimo de abandono e solidão. Você pode, por exemplo, escolher um dia da semana para convidar os para um almoço ou jantar em sua casa. Ou, então, tirar um dia para ir até a casa dos seus pais, por exemplo, para matar a saudade e por os assuntos em dia. O que acha da ideia?
  • Cuide da saúde – Estipule horários para alimentação, descanso, passeios, estudos etc. Essa rotina ajuda muito ao organismo manter-se saudável.

Seja por pura necessidade ou apenas por opção, morar sozinho pode ser uma experiência enriquecedora. Basta criar algumas regras básicas e agir com disciplina. Assim as possibilidades de êxito são maiores.

 

Marcelo Carvalho é jornalista profissional especializado em Marketing Empresarial e Comunicação Corporativa.

Agora, exames de Zika são obrigatórios para planos de saúde


A partir da próxima quarta-feira (6),  os planos de saúde terão que cobrir obrigatoriamente três exames de detecção do vírus Zika. Os procedimentos deverão ser disponibilizados para gestantes, bebês filhos de mães com diagnóstico de infecção pelo vírus, bem como aos recém-nascidos com malformação congênita sugestivas de infecção pelo zika.

A escolha destes grupos levou em conta o risco de bebês nascerem com microcefalia devido à infecção da grávida pelo vírus durante a gestação. A microcefalia é uma malformação irreversível que pode comprometer o desenvolvimento da criança em diversos aspectos.

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A norma da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabelece que os planos têm que oferecer o PCR, indicado para a detecção do vírus nos primeiros dias da doença; o teste sorológico IgM, que identifica anticorpos na corrente sanguínea; e o IgG, para verificar se a pessoa teve contato com o zika em algum momento da vida.

Normalmente, a ANS revê a cada dois anos o rol de procedimentos obrigatórios a serem cobertos pelos planos de saúde. A última revisão começou a valer em janeiro deste ano. Porém, no caso do exame de diagnóstico do vírus Zika, a incorporação dos testes laboratoriais ocorreu de forma extraordinária, segundo a agência reguladora, por se tratar de uma emergência em saúde pública decretada pela Organização Mundial da Saúde. Os planos de saúde tiveram 30 dias para se adequarem à nova regra.

Torta de frango com pão de forma do Chef Belarmino


Nesta sexta-feira, o Chef Belarmino vai ensinar a fazer uma saborosa e prática torta de frango com pão de forma. Fiquem atentos aos ingredientes e ao modo de fazer.

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Torta de frango com pão de forma

Ingredientes:

Um peito de frango grande;

Um vidro de meio quilo de maionese;

Um saco grande de batata palha;

200 gramas de azeitonas verdes;

Dois sacos de pão de forma;

Um copo de leite para umedecer o pão;

200 gramas de geléia de morango;

500 gramas de presunto e 500 gramas de mussarela ralados;

Um pacote de coco ralado (100 gramas);

Cebola e cheiro verde a gosto;

Frutas a gosto para enfeitar.

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Como preparar

Cozinhe o frango por 20 minutos. Desfie, tempere e misture o milho azeitonas cebolas picadas bastante cheiro verde.   Montagem: , umedeça o pão e passe neles geleia. Faça camadas com o frango, pão, presunto e mussarela. Depois de montado, cobra com maionese e batatas palhana. Passe as frutas numa calda de açúcar e enfeite a torta. Vale lembrar, que  não custa nada agradar as pessoas que amamos. Cozinhar também é uma forma de amor. Portanto, faça esta receita para quem voce ama. Isto também é uma forma de dizer #te amo. 

Gostou da receita? Alguma dúvida relacionada a culinária? Pergunte ao Chef Belarmino através do e-mail: [email protected]

Estudo diz que homicídios são a principal causa de morte de crianças e adolescentes


Por dia, 29 crianças e adolescentes são assassinadas no Brasil, de acordo com estudo da Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais (Flacso) Brasil divulgado hoje (30). O número coloca o país em terceiro lugar em homicídios de crianças e adolescentes em uma lista de 85 nações. O número de vítimas negras é quase três vezes maior que o de brancas.

Segundo o relatório Violência Letal Contra as Crianças e Adolescentes do Brasil, os homicídios são a principal causa do aumento drástico das mortes de crianças e adolescentes por causas externas. Os assassinatos representam cerca de 2,5% do total de mortes até os 11 anos e têm um crescimento acentuado na entrada da adolescência, aos 12 anos, quando causam 6,7% do total de mortes nessa faixa etária. Entre as mortes ao 14 anos, 25,1% são por homicídio, percentual que atinge 48,2% na análise dos óbitos aos 17 anos.

“Apesar do mito cordial e boa praça do Brasil, o país é extremamente violento”, diz o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador do Programa de Estudos sobre Violência da Flacso Brasil, autor do levantamento. O estudo mostra que houve um aumento no número de homicídios desde 1980. Naquele ano, o número das mortes por acidente de transporte liderava as causas de mortes por fator externo de crianças e adolescentes, com 4.782 pessoas de até 19 anos. Esse número subiu para 5.262 em 2013. Já os homicídios, que somaram 1.825 casos em 1980 saltaram para 10.520 em 2013, um aumento de quase seis vezes. Em 34 anos, 207.438 crianças e adolescentes foram mortos no país, segundo o levantamento.

Para Waiselfisz, a organização social e econômica em grandes cidades favorece a violência. “A modernização crescente criou um sistema de agressividade, tanto no meio familiar, quanto nas outras relações. Esse desequilíbrio está sendo observado em várias partes do mundo e fica evidente com as migrações, com as economias desequilibradas. No Brasil, desde a década de 1980, houve uma metropolização acelerada e, junto com isso, houve a marginalização de setores da sociedade e aumento da violência”, diz.

acidente de carros

Causas externas

Em 1980, as causas externas representavam 6,7% do total de mortes até 19 anos; em 2013, essa participação mais que quadruplicou, chegando a 29%, sendo 13,9% por homicídio, 6,9% por acidentes de transporte e 1% por suicídio. Enquanto isso, a taxa de mortalidade por causas naturais até os 19 anos de idade caiu de 387,1 óbitos por 100 mil, em 1980; para 83,4 em 2013, uma queda de 78,5%.

Entre as causas externas de morte, os acidentes de transporte são o segundo fator de óbito mais relevante na infância e adolescência. O Brasil está entre os 15 primeiros países em letalidade de crianças no trânsito se comparado ao conjunto de outros 87 países, com base em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A mortalidade de motociclistas é a principal causa de morte por acidentes de transporte nessa faixa etária, e aumentou 1.378,8% entre 1996 e 2013, passando de 113 para 1.671 por ano.

Segundo Waiselfisz, não se trata de meros acidentes, uma vez que as mortes têm como causas principais a má estrutura das estradas, a demora no socorro e as más condições dos hospitais para atender as vítimas. “O termo acidente remete a uma obra do acaso, mas se isso acontece a nível coletivo, não é acidente. Temos no Brasil estradas que são consideradas BRs da Morte, têm regiões que são mais propensas, há muitos acidentes em curvas”, diz.

Suicídios

O estudo traz ainda um dado preocupante em relação a suicídios de adolescentes, especialmente em comunidades indígenas. No país, a taxa de suicídio na faixa de 9 a 18 anos era de 1,9 em 100 mil em 2003 e passou para 2,1 em 100 mil em 2013. Por essa média, quase duas crianças e adolescentes se mataram no Brasil por dia em 2013.

Na comparação internacional com mais 89 países, o Brasil ocupa a 53ª posição no ranking de suicídios de crianças e adolescentes de 10 a 19 anos.

Entre os jovens indígenas, no entanto, a situação é mais grave. Em locais de amplo assentamento de comunidades indígenas, como São Gabriel da Cachoeira, Benjamin Constant e Tabatinga, no Amazonas, e Amambai e Dourados, no Mato Grosso do Sul, do total de suicídios indígenas, os de pessoas entre 10 a 19 anos representam entre 33,3%, em São Gabriel da Cachoeira, e 100%, em Tacuru (MS). “Uma verdadeira situação pandêmica de suicídios de jovens indígenas”, de acordo com o estudo da Flacso Brasil.

“Nossa luta como representante da liderança indígena em relação à saúde indígena é incansável”, diz a diretora da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, Almerinda Ramos de Lima. “Em termos de políticas sociais, nossa condição é bem precária, alarmante. Não há perspectivas para os jovens, nem mesmo um programa de entretenimento”, critica. A diretora também cita o alcoolismo e as drogas com causas que levam os jovens indígenas à morte.

O estudo foi produzido a pedido do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e da Secretaria de Direitos Humanos em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O relatório foca nas causas externas de mortalidade no Brasil, mortalidade por acidentes de transporte, suicídios e homicídios, e tem como fonte o Sistema de Informações de Mortalidade, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (MS). Em conjunto, as causas externas vitimaram 689.627 crianças e adolescentes entre 1980 e 2013.

Fonte: Agência Brasil