Termina em baixaria a reunião da comissão que analisa impeachment de Dilma


Brasília - O deputado Caio Narcio é contido por colegas ao final da reunião da Comissão especial da Câmara que analisa o pedido de impeachment da presidente Dilma (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O deputado Caio Narcio é contido por colegas ao final da reunião da Comissão Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom

 

Terminou em tumulto a reunião da comissão especial da Câmara que analisa o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Houve bate-boca e um princípio de agressão física entre deputados. O presidente do colegiado, deputado Rogério Rosso (PSD-DF) foi acusado de manobrar a reunião a pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para favorecer os parlamentares favoráveis ao impeachment.

A confusão começou após Rosso encerrar a reunião pouco depois da exposição dos advogados e autores do pedido de impeachment, Miguel Reale Junior e Janaína Paschoal, sob a justificativa de que a pauta de votações no Plenário havia começado e que o regimento da Casa determinava o encerramento dos trabalhos das comissões.

A atitude provocou a indignação de deputados que queriam fazer perguntas aos convidados. Alguns reagiram e acusaram Rosso de quebrar um acordo feito hoje de manhã com líderes partidários de que a reunião prosseguiria mesmo após a abertura das votações no Plenário, por se tratar de uma audiência pública. “Líderes e demais integrantes da comissão terão três minutos para indagações”, disse Rosso após a reunião que definiu as regras para os depoimentos.

O líder do PSOL, Ivan Valente (SP), lembrou do acordo e disse que a ordem do dia no Plenário já havia começado desde as 15h. “Ele [Rosso] prometeu que todos os líderes e todos os membros da comissão falariam. De repente, ele recebe uma ordem do Eduardo Cunha e suspende a sessão, cancela a fala dos líderes e de todos os deputados. Isso é antidemocrático e ele perdeu a palavra. Ele não tem mais autoridade na presidência dessa comissão”, disse Valente. “É manobra, é golpe”, criticou.

Em resposta, Rosso disse que obedeceu as regras da Câmara. “Temos que cumprir o regimento. Não pode ter funcionamento de comissão enquanto há ordem do dia.”

Brasília - Deputados trocam insultos e acusações ao final da reunião da Comissão especial da Câmara que analisa o pedido de impeachment da presidente Dilma (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Durante o bate-boca, houve um princípio de agressão envolvendo Ivan Valente e o tucano Caio Nárcio (PSDB-MG), que começaram a se empurrar e tiveram que ser separados. “Eu me virei para as câmeras para explicar que a reunião podia continuar, porque a ordem do dia só impede que as comissões deliberem, votem, e o deputado Caio Nárcio começou a me provocar e gritar atrás de mim”, disse Valente, que admitiu ter dado “um chega pra lá” em Nárcio.

Para o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), o tumulto poderia ter sido evitado se Rosso tivesse mantido a reunião. “Na medida em que o presidente faz esse acordo e ele não cumpre, vários líderes estão inscritos e não falam, ele provoca essa situação, o que caracteriza o cerceamento da defesa, ele rompe o acordo que assumiu com os líderes de todas as bancadas e provoca essa instabilidade que cria essa situação lamentável para o Parlamento, para o Brasil e que não é boa para ninguém”, disse.

Segundo o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), a manobra serviu para evitar que integrantes da base aliada pudessem elaborar questões de ordem sobre os trabalhos da comissão. Desde a abertura da reunião, deputados governistas tentaram apresentar questões de ordem, mas foram interrompidos por Rosso com a promessa de que poderiam fazê-lo após as falas dos líderes. “Ele encerrou, rompendo o acordo que fizemos de que ele [Rosso] receberia a reclamação por não ter respondido a questão de ordem em relação a ilegalidade do prazo de defesa”, disse.

A questão formulada por deputados da base aliada pede que a contagem do prazo para a defesa de Dilma seja reaberta. Eles argumentam que Dilma deveria ser notificada novamente a respeito do processo, uma vez que foi retirada da denúncia a parte relativa à delação premiada do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS).

Segundo Teixeira, Rosso evitou receber a reclamação para não ter que responder à questão de ordem. “Como foi aditado um documento ilegal, ele deveria ter sido desentranhado e nova notificação deveria ser feita, além da recontagem de prazo. Formulamos essa questão na primeira reunião da comissão e, lamentavelmente, esta é mais uma sessão em que ele não responde a essa questão de ordem”, criticou Teixeira.

O deputado também disse que a atitude de Rosso prejudicou o equilíbrio e paridade de forças no embate entre oposicionistas e o governo. “Cinco líderes da oposição falaram e apenas dois líderes do governo.”

Questionado no Plenário Cunha reconheceu que geralmente muitas comissões continuam os trabalhos mesmo após o início das votações principais da Casa, mas disse que o regimento determina que “em nenhum caso” as comissões podem funcionar simultaneamente ao Plenário.

Para Teixeira, apesar da determinação do regimento, o acordo entre os líderes partidários sustentava a continuidade da reunião. “Isso tudo vai configurando um rito que atropela a lei. É um rito fora da lei, açodado, e não podemos admitir que um rito açodado se concretize”, disse.

comissão2

Acusação

Na exposição de hoje, os autores do pedido de impeachment, Miguel Reale Junior e Janaína Paschoal, argumentaram que as chamadas pedaladas fiscais são elementos suficientes para que a presidenta Dilma Rousseff seja processada por crime de responsabilidade. Segundo Reale, Dilma feriu a Lei de Responsabilidade Fiscal ao retardar o repasse de recursos para bancos públicos.

“Foi um expediente malicioso [as pedaladas] por via do qual foi escondido o déficit fiscal e foi, por via das pedaladas, que se transformou despesa em superávit primario. As pedaladas constituem crime e crime grave”, disse Reali Junior referindo-se aos atrasos de repasses a bancos públicos referentes ao pagamento de benefícios de programas sociais, como Bolsa Família, seguro-desemprego e abono salarial.

Janaína disse que a denúncia está bem caracterizada quanto ao crime de responsabilidade cometido por Dilma e negou se tratar de uma tentativa de golpe.

“Tenho visto cartazes com os dizeres de que impeachment sem crime é golpe. Essa frase é verdadeira. Acontece que estamos diante de um quadro em que sobram crimes de responsabilidade. Para mim, vítima de golpe somos nós”, disse.

Defesa do governo

A defesa do governo na comissão será feita pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e pelo  professor de Direito Tributário da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Ricardo Ribeiro. O governo nega que tenha cometido irregularidade no atraso do repasse aos bancos públicos, conforme apontou auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) feita em 2015, com base em relatórios de 2014.

Segundo o parecer do TCU, houve – em determinados momentos – diferença no fluxo de caixa do Tesouro em razão do adiamento de despesas. O objetivo seria melhorar os resultados fiscais.

Em audiência na Câmara dos Deputados, no ano passado, Barbosa – que era ministro do Planejamento na época – disse que é uma questão de “diferença na interpretação jurídica” de algumas ações financeiras implementadas não só pelo governo da presidenta Dilma Rousseff como também pelo governo Fernando Henrique Cardoso.

Barbosa explicou que a implementação de programas sociais depende de agentes financeiros, que têm de ser remunerados pelos serviços prestados. Eventuais atrasos nos repasses, lembrou o ministro, não são irregulares. “[Os programas sociais] dependem, na maior parte, de bancos públicos. Para implementar esses programas, o governo tem de repassar dinheiro aos agentes prestadores de serviços. Eventuais atrasos nesses repasses estão previstos em contrato, [situação em que ocorre o] desequilíbrio de caixa”, disse o ministro em maio do ano passado, durante audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.

Brasília - Deputados trocam insultos e acusações ao final da reunião da Comissão especial da Câmara que analisa o pedido de impeachment da presidente Dilma (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Histórico

O pedido de impeachment da presidenta foi acatado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no dia 2 de dezembro do ano passado. No documento, os advogados Helio Bicudo, Janaína Paschoal e Miguel Reale Júnior pedem o afastamento da presidenta evocando as pedaladas fiscais do ano de 2014 apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Os autores do pedido dizem também que Dilma cometeu crime de responsabilidade ao editar seis decretos autorizando despesas extras em um cenário de restrição fiscal e ao, suspostamente, repetir as pedaladas fiscais em 2015, já no exercício deste novo mandato.

Os decretos, não numerados assinados pela presidenta em 27 de julho e 20 de agosto de 2015, autorizaram o governo a gastar R$ 2,5 bilhões a mais do que havia previsto no Orçamento. Para os advogados, Dilma não poderia criar despesa extra quando sabia que a meta de superávit primário (dinheiro reservado para pagar os juros da dívida) prevista no Orçamento não seria cumprida.

O governo rebate os argumentos, afirmando que as contas do governo de 2015 sequer foram apreciadas pelo TCU e pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional e que, portanto, não se pode falar na possibilidade de crime de responsabilidade.

Fonte: Luciano Nascimento

 

A arte de elogiar


Do mesmo modo como é fundamental perceber suas limitações e aprender a lidar com o não, ser reconhecido por ter realizado algo positivo é importante para a criança desenvolver sua auto-imagem positiva e saber que é capaz de produzir coisas boas. Os elogios aumentam a confiança e servem para mostrar habilidades que devem ser constantemente melhoradas.

Por Márcia Mattos

Muito se fala sobre a importância do “não” para a formação da criança – sem dúvida não se pode crescer sem a noção dos limites, sem entender que não se pode tudo o tempo todo, e isso é aprendido através da delimitação de regras. Hoje, porém, vamos abordar outro elemento também necessário na educação dos filhos: o elogio.

Do mesmo modo como é fundamental perceber suas limitações e aprender a lidar com o não, ser reconhecido por ter realizado algo positivo é importante para a criança desenvolver sua auto-imagem positiva e saber que é capaz de produzir coisas boas. Os elogios aumentam a confiança e servem para mostrar habilidades que devem ser constantemente melhoradas.

A cultura de valorizar as qualidades e as atitudes positivas deve ser incorporada à prática familiar. O elogio serve como uma injeção de ânimo para continuar melhorando. Mas quantas vezes não se perde a oportunidade de elogiar, de valorizar uma atitude do filho, porque nosso olhar já está “viciado” somente para os erros? E criticar, para alguns, é bem mais fácil!

Todo mundo gosta e precisa receber elogios, pois “faz bem ao ego”. No entanto, é preciso cuidado para não banalizar esta prática, pois como diz o ditado: “tudo o que é demais enjoa” e eu acrescentaria: pode estragar!

Quem nunca ouviu que é importante elogiar os desenhos ou qualquer outra produção da criança? Sem dúvida é importante para o seu crescimento, reconhecer-se capaz de produzir coisas bacanas, correndo o risco de travar sua criatividade e iniciativa caso ouça críticas severas, mas o elogio deve ser na medida, sem exageros, e acima de tudo: verdadeiro. A criança não é boba, ela mesma sabe quando o que fez não está lá essas coisas!

elogios

Por incrível que pareça, elogio em excesso e por tudo pode atrapalhar. Em determinadas situações, ao invés de funcionar como estímulo, pode até despertar algum tipo de constrangimento ou ainda a autocobrança excessiva. A criança pode tornar-se dependente dele e exigir aprovação o tempo todo. Também pode, de tanto receber elogio, se achar superesperta e especial, chegando a ponto de aborrecer os outros com sua arrogância!

Portanto, tenha cautela! Algumas atitudes que já são esperadas da criança como: arrumar o quarto, guardar seus brinquedos, tomar banho no horário determinado, fazer o dever etc, quando realizadas com autonomia podem ser valorizadas e reconhecidas, mas dispensam elogios excessivos e diários, afinal, não se pode supervalorizar comportamentos básicos e que foram combinados previamente.

Use e abuse dos elogios para os momentos especiais como os de demonstração de aprendizagem dos valores, da filosofia da família e não para os momentos de demonstração de obediência. Por exemplo, imagine que seus filhos estão brigando na sala pelo controle remoto e você pede que João dê o controle à Luis porque este chegou primeiro. João te obedece. Legal! Mas não há necessidade de se rasgar em elogios por isso.

Mas, seu filho está na sala assistindo a um programa que adora, chega sua avó querendo assistir outra coisa e ele, sem que ninguém peça (ou mande) cede, gentilmente, o controle. Aí vale o reconhecimento orgulhoso dos pais por perceberem que seu filho aprendeu a respeitar os mais velhos, a receber bem as pessoas em sua casa etc. Esse elogio é extremamente válido, importante e sem dúvida, verdadeiro.

Não perca a oportunidade de falar de seu orgulho e admiração por determinada atitude de seu filho, mas na medida.

Márcia Mattos é psicopedagoga da Clínica Apprendere

Itabuna: 465 beneficiários do Minha Casa Minha Vida são chamados


Mais 465 pessoas provenientes de demandas atendidas pela Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, de visitas técnicas dos profissionais do setor da Divisão de Melhoria Habitacional e da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil estão sendo chamadas para inclusão no Programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal, desde que aprovadas pela Caixa Econômica Federal. A lista foi divulgada hoje e estará afixada no Mural da Secretaria da Assistência Social, na Portaria do Centro Administrativo Firmino Alves, na Avenida Princesa Isabel, Banco Raso, e no site oficial http://prefeituradeitabuna.com.br.

Na listagem também existem pessoas provenientes de invasões e assentamentos precários no Município que estão sendo chamadas para atualizar o cadastro único, com todos os documentos dos componentes familiares, para que seja montado todo o dossiê que compõe a documentação a ser enviada para a CEF a fim das analises para aprovação do financiamento. O atendimento será realizado a partir de amanhã, dia 30, e até o dia 8 de abril na Divisão de Melhoria Habitacional na Secretaria de Assistência Social na Rua Piauí, 140, Bairro Jardim Vitória, das 8 às 14 horas.

Condomínio São José entregue em solenidade na sexta-feira dia 18 - Foto Lucas França
Condomínio São José             Foto Lucas França

A Secretaria de Assistência Social orienta as pessoas convocadas para que apresentem documentos originais e legíveis para inclusão, alteração e atualização do Cadastro Único (CadÚnico) da Caixa Econômica Federal. Devem ser apresentados, obrigatoriamente, documentos dos beneficiários e de seus dependentes: Certidão de Nascimento, Carteira de Identidade (RG), Cartão de CPF, Título de Eleitor com o comprovante da última votação, Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), comprovante de residência atual (conta de luz do endereço informado).

A SAS alerta que das crianças é necessário apresentar certidão de nascimento e comprovante de matrícula escolar. Para elaboração do dossiê individual do beneficiário, também será necessária a apresentação de originais e fotocópias de boa qualidade dos seguintes documentos: RG, Cartão de CPF, Certidão de Nascimento atualizada e legível, Certidão de Casamento ou Divórcio, Certidão de Óbito do cônjuge, se viúvo ou viúva e laudo médico pericial com CID original para pessoas portadoras de deficiência. No caso de perda documental, o beneficiário deverá apresentar fotocópia autenticada do documento e certidão de boletim de ocorrência policial.

Ilhéus: pessoas em situação de rua ganham abrigo


A Prefeitura de Ilhéus, através da Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS) traz para o município o Abrigo Institucional, com capacidade para 50 leitos. A instituição faz parte dos serviços que integram a Proteção Social Especial de Alta Complexidade do Sistema Único de Assistência Social – SUAS. Em suas atividades, irá promover condições de estadia, convívio, endereço de referência, para acolher com privacidade pessoas em situação de rua e desabrigo por abandono, migração, ausência de residência ou pessoas em trânsito e sem condições de se sustentar.

O primeiro usuário do serviço foi levado ao abrigo através de profissionais da Secretaria de Desenvolvimento Social. Conhecido como “Índio”, o homem vivia nas ruas do centro de Ilhéus e foi conduzido à instituição para utilizar dos serviços de acolhimento, alimentação e tratamento psicossocial. Após o primeiro atendimento, a equipe da SDS conduziu o rapaz à unidade de tratamento na cidade de Vitória da Conquista, para que possa participar de tratamento terapêutico adequado.

De acordo com o secretário da pasta, Jamil Ocké, “este abrigo, em parceria com o Centro Pop, vem ajudar a diminuir os casos de pessoas que estão em situação de rua”. O órgão, localizado à Rua Vereador João Batista de Souza, nº 178, bairro Conquista, foi concretizado após a realização de um diagnóstico social onde foi detectado número expressivo de pessoas que se encontram em vulnerabilidade e risco social e que utilizam as ruas como espaço de sobrevivência.

Abrigo – É caracterizado Abrigo Institucional a unidade que oferece acolhimento provisório, inserida na comunidade, com características residenciais e que proporcione ambiente acolhedor e respeite as condições de dignidade dos seus usuários. Deve ofertar atendimento individualizado e especializado, com vistas a conhecer a história da pessoa que esta sendo atendida.

Ilhéus: Paralamas do Sucesso agita 50 mil pessoas


As quase duas horas de show que a banda Paralamas do Sucesso fez na noite de encerramento do Aleluia Ilhéus Festival, neste sábado, 26, vão ficar marcadas na vida de boa parte das cerca de 50 mil pessoas que foram à Avenida Soares Lopes assistir ao espetáculo. Sucessos como “Lanterna dos Afogados”, “Que país é este?” e “Alagados”, fez o público acompanhar e cantar cada música cantada na voz do líder da banda, Herbert Vianna, que agradeceu o convite e a receptividade.

Antes, o público curtiu o show Tributo ao Pop Rock com a participação de talentos da música locais, que lembram sucessos de Cazuza, Raul Seixas, Legião Urbana, entre outros. Os artistas ilheenses Gabriela Maia, Laís Marques, Nozinho, Camilo, Brenna Gonçalves e Eloah Monteiro embalaram a noite final do Aleluia Ilhéus, mesmo com ocorrência de chuvas, até o início do show de Paralamas.

Para a contadora itabunense Anália Sousa, 43, “foi um dos melhores shows que já pude ver, de graça, aberto ao público, com músicas que fazem parte da história de muita gente, não tinha como ser melhor”. A produção do Aleluia Ilhéus Festival e a Polícia Militar contabilizaram cerca de 50 mil pessoas na última noite da festa, superando um dos maiores públicos do evento, em 2013, com show da banda Roupa Nova.

O prefeito Jabes Ribeiro fez um rápido balanço do festival e disse que “a presença do público, a movimentação turística nesses quatro dias e a resposta positiva das pessoas que compareceram, compraram chocolate ou artesanatos, assistiram aos shows confirmam o que já havíamos dito: o Aleluia é um sucesso e a partir deste ano entra em definitivo para o calendário de festas da Bahia”.

Festival – O show da banda Paralamas do Sucesso – que completa 39 anos de estrada em 2016 – atraiu ilheenses e pessoas de outras cidades, como Carla Mota, 32, que veio de Cruz das Almas com a família passar o feriado em Ilhéus e aproveitou o show. Ela contou que, antes, visitou os estandes de venda de chocolates e se encantou com as apresentações itinerantes pelos pavilhões do festival, a exemplo dos palhaços do grupo Maktub.

O presidente da Associação de Turismo de Ilhéus, Marco Lessa, afirmou que “o Aleluia cumpre o seu papel atraindo visitantes de várias partes da região e do estado, e oferece uma exclusiva e grandiosa alternativa de lazer e cultura a todos. Além da praia e da história, os milhares de turista que lotam os hotéis, descobrem o chocolate e a religião como atrativos e reposicionam Ilhéus, ampliando as possibilidades de curtir esse destino tão especial”.

O Aleluia Ilhéus Festival, maior evento de artes integradas do Estado da Bahia, é uma realização da Prefeitura Municipal de Ilhéus, do Convention Bureau Costa do Cacau e Associação de Turismo de Ilhéus (Atil), com o patrocínio do Governo do Estado, através da, Secretaria de Turismo da Bahia, Bahiatursa, Bahiagás, Bahiapesca, Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (Car), Sebrae, Supermercados Meira, entre outros parceiros institucionais. (Fotos: Alfredo Filho)

 

Ilhéus seleciona voluntários para o Revezamento da Tocha Olímpica


Cidade base da rota do Revezamento da Tocha Olímpica no Brasil, que começa no dia 3 de maio, Ilhéus precisará de voluntários para contribuir com a festa durante a passagem do fogo olímpico, que chegará por aqui no dia 21 de maio. Por isso, estão abertas as inscrições para quem quer participar do ato e dar aquela força durante a cerimônia local.

Para participar é necessário ter 16 anos completos ou mais. As inscrições são coordenadas pela Secretaria de Turismo e Esportes (Setur) de Ilhéus e vão até o dia 15 de maio, na plataforma de eventos Sympla (https://goo.gl/g1mBRr). Os voluntários atuarão no apoio às mais diversas atividades que vão ocorrer durante o dia do revezamento.

Tocha vai percorrer principais pontos de Ilheus. Foto Alfredo Filho Secom Ilheus

Goleiro Lomba está confiante


marcelo lomba
Marcelo Lomba   Foto: divulgação

Capitão da equipe, o goleiro Marcelo Lomba deixou o gramado da Arena Castelão extremamente satisfeito com o triunfo do Tricolor de Aço sobre o Fortaleza por 2 a 1, no confronto de ida das quartas de final da Copa do Nordeste.

Para o camisa 1, o time do Bahia fez uma grande partida e demonstrou maturidade durante os 90 minutos, principalmente na etapa final.

“Nosso time foi bem. Gostei muito da nossa postura madura, principalmente na etapa final, conseguindo criar jogadas e sabendo ter a posse de bola”, comentou.

Marcelo Lomba aproveitou a manutenção do 100% de aproveitamento no regional para convocar os tricolores para o segundo jogo, no domingo (3), às 16h, na Arena Fonte Nova.

“Nós esperamos que o torcedor compareça, lote o estádio e nos ajude a confirmar esta vaga na semifinal”, completou.

Ilhéus: 30 marcas mostram o chocolate sul baiano


Variedade de chocolate encanta o público no Aleluia Ilhéus Festival. Foto Alfredo Filho Secom Ilheus (1)
Fotos: Alfredo Filho

Espaço consolidado nas edições anteriores, o Pavilhão do Chocolate é um dos setores mais visitados no Aleluia Ilhéus Festival, que começou na quarta-feira, 23, e segue até este sábado, 26, na Avenida Soares Lopes, centro da cidade. Nesses quatro dias de festa, mais de 30 marcas da região, produtoras de chocolate e outros derivados do cacau, expõem seus produtos ao público.

O coordenador do pavilhão, Caio Alves, destaca que a intenção do espaço é “firmar cada vez mais a cidade de Ilhéus como a terra do cacau e chocolate e dar visibilidade aos produtores regionais, além de fazer com que os próprios ilheenses conheçam o que é produzido aqui”. Ainda segundo o coordenador, são esperadas aproximadamente sessenta mil pessoas visitando essa sessão durante os quatro dias.

Os expositores trouxeram para o Aleluia Ilhéus Festival uma variedade de chocolates que agrada a todos os gostos. Desde aqueles com quantidade superior a 80% de cacau, que garante um tom amargo bastante acentuado, até aqueles para quem procura um sabor mais doce, com 48% da amêndoa, e ao leite. Os valores e tamanho de barras e bombons variam de 2 a 20 reais.

Prefeito Jabes RIbeiro visita estande de venda de chocolates no Aleluia Ilhéus Festival - 23.03.16 - Foto Alfredo Filho Secom Ilheus (1)

Para Marilene Silva, uma das expositoras do Pavilhão do Chocoloate,  que trabalha com cacau há mais de 20 anos, esse espaço dentro do Aleluia Ilhéus “serve como vitrine para pessoas que trabalham de forma artesanal e valoriza o trabalho dos pequenos produtores de Ilhéus.” A vendedora Ana Valéria, que visitou o pavilhão, achou o lugar “muito interessante, com variedade e qualidade nos produtos”.

O Pavilhão do Chocolate, assim como os demais espaços do Aleluia Ilhéus, abre ao público a partir das 17 horas. A festa prossegue até sábado, 26. A grande atração dessa noite de sexta-feira será o cantor Jorge Vercillo, que sobe ao palco às 20h30min. Antes, haverá Tributo à MPB, na voz de cantores regionais. No último dia, 27, será a vez do Paralamas do Sucesso, que serão precedidos de show em homenagem ao pop rock.

Que venha o Alma Sacra


Você já ouviu falar no  Alma Sacra? Ainda não? Bem, trata-se de um projeto multicultural/multimídia, ousado, que abrange vários seguimentos, pretendendo dessa forma unir vários polos da arte, fazendo um link entre a música, a literatura, e todas as outras ramificações artístico-culturais que englobam o projeto.

Para conhecer melhor a proposta, bem como, seus executores, o Blog Carvalho News decidiu ouvir o idealizador do projeto, o músico, compositor e produtor cultural Richie Harald, que atua no cenário carioca desde 1993, e os demais membros do grupo: Rafael Rocha, Mauro Oruam (Deadly Fate), Bil Martins (Hellish War/Dark Witch) e Alexandre Cannes (Out of Reality).

Blog Carvalho News – Como surgiu a oportunidade de integrar o Alma Sacra e quais expectativas com o projeto?

Alan Flexa: recebi o convite do Richie, para compor o time dos tecladistas, havia me perguntado se eu toparia entrar em um projeto audacioso. Não pensei duas vezes! Aceitei o convite e me senti muito honrado em fazer parte desta grande família que é o Alma Sacra. O Richie é uma pessoa visionária. Não tem medo De dar cara a tapa. Juntou grandes músicos nesse projeto. Fiquei imensamente feliz quando ele me chamou para produzir juntamente com Daniel Parente. Estamos escrevendo uma grande história na pagina de nossas vidas.

Oruam – conheci o idealizador deste projeto em um show do Deadly Fate em Natal, tivemos muita afinidade e então ele me convidou para participar da empreitada. Richie é um grande artista, sensível, guerreiro e com ideias extraordinárias, acredito que o Alma Sacra será um marco no cenário do Heavy Metal Mundial.

Alexandre Cannes – conheço o Richie já faz alguns anos, tocávamos juntos na cena aqui do Rio de Janeiro. Na época ele ainda integrava a banda Fatal Portrait e eu o Out of Reality. Ele já conhecia o meu trabalho, aí pude receber o convite diretamente.

Bill Martins –  certo dia o Richie entrou em contato comigo pelo facebook, trocamos umas ideias e ele fez o convite, que foi aceito no mesmo instante, pois achei muito interessante a proposta e eu também nunca havia participado de um projeto parecido com este.

Richie-Harald-foto-Ladyhammer.
Richie Harald               foto: Ladyhammer

CN – Por que o nome “Alma Sacra”?

Richie Harald – O nome surgiu em decorrência de um livro que estou desenvolvendo, que conta a história de um Santuário (Alma Sacra) onde habitam seres que prestaram grandes feitos a humanidade. Neste livro, as almas que desencarnaram do plano terrestre formam uma espécie de cúpula em defesa da Terra e de invasões malignas. Na verdade, o nome é uma mesclagem da língua portuguesa com a Italiana. Muitos me perguntam se a banda é de cunho religioso, mas na verdade a história do Alma Sacra engloba religião, filosofia, psicologia, espiritismos e alguns assuntos  científicos. Trata-se de um trabalho musical em que a parte literária se intercala com a parte musical formando um trabalho conceitual e é por isso que é chamado Alma Sacra Project – Ópera rock. Cada vocalista representa um personagem como de uma ópera.

CN – Quem são os demais músicos que compõem o Alma Sacra?

Richie Harald – Daniel Parente (Clawgrinder) Guitarra/ Vocal – Ce ; Arthur Pessoa (SteelGard) PE – Vocal; Fábio Caldeira (Maestrick) SP – Vocal; Fábio Schneider (Dreadnox) RJ – Vocal; – Vocal; André Larbelle (Ex – Fatal Portrait – BR) RJ – Vocal; Mário Kohn – (Eyes of Gaia) SP – Vocal; Kleber Marcelino – (Mustang 65) RJ – Guitarra; Léo Barcellos – (Gato de Louça) RJ – Baixo. Rafael Rocha – Guitarra – RJ; Gabrielle Gabriels – (Vivaldi Metal Project/ Gabriels) Itália – Teclados, Matheus Lisboa – ( Victms of Fate) teclados,Irlanda. Erivelto Santos – ( Solo/Victm of Fate) Guitarras e Teclados- SP; Lúcio Amaral ( Arcanys, Frequencia Am) Guitarra – RN . Além dos demais músicos que estão participando da entrevista. Mas aguardem que teremos muitas surpresas nas gravações!

CN – As pessoas têm em mente que os roqueiros são revolucionários e politizados. Esse é o perfil dos integrantes da Alma Sacra?

Alan flexa – no meu caso posso dizer que sou um cara revolucionário, pela musica que faço. Não tenho regras para compor, sempre gosto de mesclar estilos além do metal, do qual sou eternamente grato.  Trabalho musica vanguardista eletrônica, musica medieval e folk

Oruam – Sim, somos formadores de opinião e não podemos ser alienados para assim transmitir o melhor da gente através da música.

Alexandre Cannes – Acho muito importante e saudável, que tenhamos conhecimento do quadro político que nos rodeia, pelo menos uma noção do que está acontecendo. Quanto ao revolucionário, não só no rock, mas em todas as instâncias da música, em estilos diversos a crítica política esteve presentem desde ‘Rage Agasint The Machine’ até ‘Nina Simone’. Pessoalmente, vejo mais o lado artístico, abordando temas mais emocionais.

Bill Martins – não me sinto revolucionário e politizado.

Richie Harald – não me envolvo em política, mas o termo ‘revolução’ aplico na tentativa de unir músicos de outros estados do Brasil e do exterior. No entanto, não tenho nada contra quem usa a arte como veículo revolucionário como nos casos dos artistas: Caetano Veloso, Gilberto Gil e Nina Simone. O foco do meu projeto não é este. Meu objetivo com esta obra é usar a música para fazer as pessoas curtirem a magia de seu conteúdo, apreciando a interpretação dos cantores e a forma como é tocada pelos músicos que constam no trabalho.

Rafael Rocha – A historia tem mostrado isso, muitas bandas nasceram com essa veia política, aqui mesmo no Brasil temos e tivemos bandas com esse conceito, o próprio Cazuza o Barão Vermelho na década de 80, o Alma Sacra já nasceu revolucionário. Todo o conceito da banda e os músicos envolvidos, a ideia sempre foi agregar e unir um movimento que estava bem segregado e fazer disso um carro chefe para futuras bandas.

Alma Sacra - Medalha
                                      Arte: Richie Harald

CN – Vocês mesmos compõem suas músicas? Como é o processo de composição?

Alan Flexa – como todo músico preciso de inspiração. Tenho uma teoria sobre o meu processo de composição : minhas musicas 90% são recebidas de algum lugar entre as esferas e assim canalizadas e transformadas e canções.

Oruam – não existe um critério, mas normalmente uma melodia chega pronta na minha mente. Em momentos de inspiração, que normalmente será o tema ou refrão da música, tento compor o restante baseado nisso, no final tento encaixar uma letra.

Alexandre Cannes – sempre penso no assunto e nas letras, que inspiram as melodias e a interpretação. Isso tudo é desenvolvido em cima da base instrumental, que é o que me define o tema da composição.

Rafael Rocha – Sim, temos um time muito competente, como a álbum é conceitual toda a história musical e dividida entre os membros, estamos diariamente conversando via Messenger e definindo cada passo e andamento das musicas.

Richie Harald – cada música é feita em cima dos capítulos do livro de uma forma resumida onde é passado o clima, cena e o enredo aos músicos, será assim nos três volumes do CD. Uma vez feito isso é feito os ensaios, faremos a pré-produção e a gravação onde os produtores Daniel Parente e Alan Flexa direcionarão para o que é produto final esteja dentro do conceito que é o rock progressivo heavy metal com acentuações de música medieval. Aproveito para apresentar o nosso line up de alguns estados do país e do exterior

CN – quais suas bandas prediletas?

Alan Flexa – tenho influencia de grandes bandas e músicos como: Vangelins, André Matos, Corccioli, Queen, Dio, Ozzy, Yes. Como produtor, sou bastante influenciado por Trevon Horn (ex – Yyes), Chirs Lord, George Matin (rip), charlie Bauerfeind e sascha Paeth.

Oruam – Scorpions, Vangelis, Wasp, Iron Maiden, Accept, Rhapsody of Fire, Helloween, Blind Guardian…

Alexandre Cannes – pô, são muitas! Mas posso dizer as principais, Iron Maiden, Bon Jovi, Helloween, Symphony X, Black Sabbath, Dio, Ozzy, Angra, Megadeth… a lista segue!

Bill Martins – são muitas, mas as que eu tenho escutado mais atualmente são Dio, Bathory, Iced Earth, Grand Magus e Ereb Altor.

Rafael Rocha – Particularmente eu escuto muitos estilos diferentes de 14 bis, Milton Nascimento a bandas como Winger, Metallica, Angra, Avantasia, Mirath , Sonata Arctica e Symphony X.

Richie Harald – são várias, dentro deste segmento atual do nosso trabalho, tem Angra, Sepultura, Symphony X, Iron Maiden, Black Sabbath entre outros.

CN – O perfil das bandas de rock brasileiras mudou nas últimas décadas?

Alan Flexa – sim. De uns tempos pra cá, percebemos mudanças, mas certamente sem nenhum avanço. Antes se agregavam valores culturais, hoje os valores são comerciais. Há tantas bandas magnificas nos escombros  dessa mídia que a cada dia nos empurram porcarias.

Oruam – temos grandes bandas, mas percebo poucas mudanças.

Alexandre Cannes – Mudou sim, vejo que a preocupação com uma boa produção, tanto do som, na sua elaboração, quanto ao material de apoio.

Bill Martins – creio que sim, e isso se deve muito a mudança do mercado fonográfico também,internet,MP3,etc…  Acho que,  atualmente, as bandas têm uma visão mais empresarial sobre a música, não é mais apenas algo   passional e inocente. Quem não investe no profissionalismo acaba ficando para trás. Mas uma coisa que não muda  é que quem faz Metal é porque ama realmente, e quem é verdadeiro continua firme sempre.

Rafael Rocha – não só as brasileiras, muitas bandas ao longo do tempo tiveram que se reinventar para poder seguir em frente, a cada dia surge um novo seguimento ou elemento musical e com a quantidade de informação disponível é necessário se reinventar a cada dia.

CN – Como vocês avaliam o atual cenário musical brasileiro?

Rafael Rocha – felizmente, vivemos em uma era digital então temos mais facilidade em divulgar nosso trabalho e o alcance ao publico é maior, na década de 90 e inicio dos anos 2000 era bastante difícil principalmente nosso estilo de opera rock tínhamos poucos veículos especializados, então acredito que mudou muito.

Alan Flexa – estamos a mercê, das grandes multinacionais da musica. Um Brasil tomado pelo funk e sertanejo ( infelizmente é o que vende nas rádios) e vem crescendo absurdamente a cada ciclo.

Oruam – a cena está cada vez mais competente, porém sinto um pouco de desunião entre os estilos diferentes, acho uma pena, pois estamos no mesmo barco. Já na Europa, por exemplo isso não existe, todos tocam no mesmo palco e se respeitam, bandas de Black Metal, Nu Metal, Thrash Metal, Hard Rock, Doom Metal, Folk Metal, White Metal, Metal Tradicional, etc. O pessoal é bastante unido…

Bill Martins – a nível de bandas o cenário vai muito bem ao meu ver, com varias bandas realmente boas, mostrando materiais cada vez mais profissionais. Por outro lado ainda falta espaço pra essa galera mostrar seu trabalho, como casas de shows que abram mais espaço pra som autoral.

Richie Harald  – o Brasil é um país com muitas influências de outros estilos musicais oriundas de musicas em torno mundo e esta mistura de culturas criou o desenvolvimento de músicos excepcionais, porém ainda é muito difícil ter o apoio de imediato do público e dos empresários deste nosso ramo, mas sou otimista quando se tem algo diversificado e que tenha música de conteúdo, perseverança e amor no que se faz!

Alma Sacra Medalha 2

Agricultores familiares expõem no Aleluia Ilhéus Festival


Agricultura familiar presente no Aleluia Ilhéus Festival. Foto Alfredo Filho Secom Ilheus
Agricultura familiar presente no Aleluia Ilhéus Festival. Foto Alfredo Filho e Hilquias Santos

A terceira edição do Aleluia Ilhéus Festival representa mais uma oportunidade de negócios para pequenos agricultores da região e integrantes do segmento conhecido como economia criativa. Numa parceria entre a Companhia de Ação Regional (Car), secretarias de Agricultura da Bahia e de Ilhéus, BahiaPesca e cooperativas, cerca de 35 expositores apresentam seus produtos até o próximo sábado, último dia do evento.

Nos estandes, os visitantes podem conferir artesanatos em argilas, produtos desidratados – que aumenta o prazo de validade, cocadas, arte decoração, além de uma variedade de frutas cultivadas no interior do município de Ilhéus e de cidades vizinhas, “o que demonstra a riqueza de nosso solo”, afirmou o secretário municipal de Agricultura, Sebastião Vivas.

Alberto Matos, 54 anos, que cultiva banana na zona rural de Ilhéus, conta que antes costumava perder boa parte da produção porque não tinha como escoar. “Depois que tivemos acesso à técnica de desidratar a fruta, garantimos maior prazo de validade, evitamos perdas e agora podemos vender, principalmente para a alimentação escolar”.

A variedade de produtos atrai a atenção dos visitantes. Miguel Veigda que é chileno e visitava os estandes na noite desta quinta-feira, 24, afirmou que é ‘interessante celebrar uma festa religiosa, o município tem padrão santo religioso, e chama atenção que há muito que ver, comprar, principalmente relacionado à agricultura familiar e ao chocolate”.

Pesca –Durante o Aleluia Ilhéus Festival, a BahiaPesca, empresa vinculada à Secretaria de Agricultura, realizará a doação de alevinos (filhotes de peixes) e cadastrará os pescadores e aquicultores em programas sociais e de crédito dos governos estadual e federal.

Dentre as atividades desenvolvidas no estande da Bahia Pesca está o cadastramento dos pescadores e aquicultores no CadCidadão, sistema que registra a situação social e econômica dos profissionais e encaminha-os para diversos serviços públicos de assistência e crédito, a exemplo do Vida Melhor.

 

O Aleluia Ilhéus Festival é uma realização da Prefeitura Municipal de Ilhéus e do Governo do Estado da Bahia com apoio do Sebrae, Bahiagás, Bahiapesca, Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Supermercados Meira, Ilhéus Convention Bureau, Associação de Turismo de Ilhéus (Atil), Bahiatursa e Secretaria Estadual de Turismo.