Violência aumenta após a paralisação de policiais militares no Ceará


O saldo da paralisação de parte dos policiais militares, iniciadas há seis dias, no Estado do Ceará é de 122 assassinatos. A informação é da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do estado. Os chamados CVLIs (Crimes Violentos Letais Intencionais) englobam os casos que se enquadram como homicídio doloso/feminicídio, lesão corporal seguida de morte e latrocínio.

Segundo o balanço, no sábado foram registrados 34 mortes violentas e, na sexta-feira,37. Na quinta, foram contabilizadas 22 e, na quarta-feira, 29. O amotinamento de parte dos policiais militares começou na terça-feira à noite. Na terça-feira, cinco assassinatos foram computados e três na última segunda-feira. As estatísticas apontam que a violência aumentou diante da paralisação.

Paralisação de policiais militares no CE Foto: Camilo Santana
Paralisação de policiais militares no CE Foto: Camilo Santana

Até agora, o governo afastou 168 policiais militares por participação no motim. O afastamento, que durará 120 dias, foi publicado no Diário oficial do Estado desta sexta-feira. Os agentes sairão da folha de pagamento a partir de fevereiro. Ainda segundo o G1, o governo cearense classificou 77 policiais como “desertores” por faltar a convocação para atuar no carnaval.

Na noite de quinta-feira, os policiais e bombeiros militares recusaram o acordo proposto pelo governo do estado de realizar um aumento dos R$ 3,2 mil atuais para R$ 4,5 mil, parcelado até 2022.

O Ceará viveu uma disparada de violência em 48 horas. Entre 6h de quarta-feira e 6h de sexta-feira, foram registrados 51 assassinatos, contra uma média de seis por dia no restante do ano. Nas primeiras 24 horas desse período, os homicídios tinham chegado a 29.