Eunápolis: festejos juninos terão quase 20 dias


Marcelo Carvalho

Eunápolis divulga sua programação junina para o ano de 2022. Segundo informações da prefeita Cordélia Torres, o “São João se Encontra com o Pedrão”, será realizado de 29 de junho a 3 de julho, em um megacircuito de evento que será montado no trecho urbano da BR-367, nas imediações dos bairros Pequi e Dinah Borges.

Mas, não para por aí. Também haverá o “Forró nos Bairros”, que será realizado de 15 a 26 de junho, simultaneamente em quatro pontos da cidade, com a participação de cerca de 50 artistas locais.

Solange Almeida é uma das atrações do São João em Eunápolis. Foto: divulgação.

As atrações do “São João se Encontra com Pedrão” serão as seguintes: Cris Lima e Daniel Vieira, Zezé di Camargo e Luciano, João Gomes, Wesley Safadão, Amado Batista, Tarcísio do Acordeon, Solange Almeida, Arriba Saia, Thiago Aquino, dentre outros artistas de projeção nacional.

“Pela primeira vez teremos cinco dias neste evento tradicional, onde são esperadas cerca de 100 mil pessoas por noite, além da expectativa de gerar R$ 50 milhões para a economia local e geração de 5 mil empregos, diretos e indiretos”, destacou a prefeita.

Rádio Carvalho News: entretenimento e informação em um só lugar


Isabelle Carvalho

Se você deseja encontrar música, notícias atualizadas e vídeos, a Rádio Carvalho News pode ser uma ótima opção para a sua rotina. Hoje em dia, existem diversos aplicativos e sites com esse tipo de serviço, mas dificilmente é possível encontrar um que agregue esses três conteúdos.

Na correria do dia a dia, sabemos o quanto é complicado parar para ler uma matéria ou assistir ao jornal na televisão. No entanto, é crucial nos dias atuais nos mantermos informados sobre acontecimentos diários da nossa cidade, país e mundo. Além disso, a rádio também conta com conteúdo sobre esporte. 

Você pode acessar o veículo através do site www.radiocarvalhonews.com.br ou baixar o aplicativo na play store do seu celular. A plataforma combina entretenimento e informação em um só meio. Enquanto você ouve suas músicas preferidas, pode se atualizar dos assuntos mais relevantes do dia. 

Ao acessar o link, você pode ter acesso à programação semanal. De domingo a sábado, você encontrará os programas “Adora Top”, “Diante do Altar”, “Estação Louvor”, “Gospel Hits”, “Para Adorar” (O melhor do gospel e da palavra do Senhor), “Review Gospel”, “Super Manhã”, “Café com Notícias”, “Mandou Bem” (As músicas mais pedidas de ouvintes de todo Brasil), “Music Pop” (O melhor do pop nacional e internacional), “Nitro Music”, “Jornal é Notícia” (notícias, previsão do tempo, esporte e muito mais), “Conexão Notícia” (as principais notícias do Brasil e do mundo), “Pop Play” (as 12 músicas mais tocadas do segmento pop), “Super Mais” (programa com conteúdo diversificado), “RCN Entrevista”, “Super Tarde”, “Super Hits”, “Retro Hits” (as músicas que foram sucesso em todo Brasil), “Sem Parar”, “Super 10” (os melhores sucessos do momento), “The Music of Time” (uma viagem pelas mais lindas canções para recordar os melhores momentos da sua vida)  e “Você que Manda”. 

Lá também estão videoclipes de variados gêneros musicais. A rádio consegue evocar os melhores elementos das rádios tradicionais para uma plataforma moderna e atualizada. Com ela, você terá acesso a vários tipos de conteúdos de qualidade a qualquer momento do seu dia. A programação diversificada pode te acompanhar em muitas atividades da sua rotina e também atrai diferentes públicos ao abordar múltiplos assuntos. Religião, atualidades, esportes e uma diversidade de músicas, tudo isso em um só lugar. 

Isabelle Carvalho é carioca, tem 27 anos, sendo graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é graduada em Cinema. Além de possuir especialização em Jornalismo Cultural, é apaixonada por cultura, cinema, ciência e atualidades.

Militares aliados a Bolsonaro elaboram projeto que prevê mudanças radicais em setores do governo


O projeto é coordenado pelo general Luiz Eduardo Rocha Paiva, ex-presidente do grupo Terrorismo Nunca Mais e por um grupo de militares reformados e da reserva.

Por William Gama

Representantes dos Institutos Villas Bôas, Sagres e Federalista, apresentaram o “Projeto de Nação, O Brasil em 2035”. A proposta está sendo coordenada pelo general Luiz Eduardo Rocha Paiva, ex-presidente do grupo Terrorismo Nunca Mais (Ternuma) e por um grupo de militares reformados e da reserva.

Neste evento de apresentação, participaram o vice-presidente Hamilton Mourão e demais membros da cúpula do governo e de representantes. A proposta do documento possui 93 páginas, nas quais são traçadas detalhadamente o plano de domínio e implementação do bolsonarismo no país até 2035. 

O documento prevê 37 temas estratégicos, que abordam sobre geopolítica, governo nacional, defesa, ciência, desenvolvimento, educação, tecnologia, saúde, segurança e demais pastas de interesses do governo.

Firmar o bolsonarismo no poder

Segundo Paiva, o estudo deste documento não tem vínculos partidários, por este motivo, podem serem implementados pelos próximos governantes. Com a aprovação deste projeto, o governo atual pretende firmar a permanência do bolsonarismo no poder, cujo objetivo é tentar fazer com que sejam executadas durante esses 13 anos que faltam, com novas ações do governo, caso o presidente Bolsonaro seja reeleito. 

Segundo os militares, o Brasil está sendo ameaçado pelo globalismo. E para manter o controle, é necessário que o país promova ações de controle nas relações internacionais, principalmente no que se refere a população. Neste aspecto, envolvem as intervenções e imposições do governo em regime autoritário e militar camuflados socialmente.

Desta forma, irá garantir e manter a ordem e a doutrinação do aparelhamento do estado democrático de direito. O documento afirma “O globalismo tem outra face, mais sofisticada, que pode ser caracterizada como o ativismo judicial político-partidário, onde parcela do Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública atuam sob um prisma exclusivamente ideológico, reinterpretando e agredindo o arcabouço legal vigente, a começar pela Constituição”, é frisado pelo documento. 

Outro ponto importante mencionado pelo projeto, é sobre a “doutrinação dos alunos nas escolas e universidades por parte dos professores”. Os militares demonstram querer limitar a interação e o debate acadêmico, tão inerente e essencial ao processo de ensino e aprendizagem educandos. Segundo eles, as salas de aulas são idealizadas por educadores esquerdistas.

Combate as “ideologias”

“Há tempos uma parcela de nossas crianças e adolescentes sofria com a ideologização do sistema educacional, com a doutrinação facciosa efetuada por professores militantes de correntes ideológicas utópicas e radicais”, mencionado no texto.

Para os representantes das forças armadas, a esquerda está doutrinando os discentes para que estes não se submetam aos governantes que não corroborem com suas linhas de filosofia e de pensamento. 

Um dos pontos polêmicos citados no “Projeto de Nação 2035”, é relacionado a gratuidade de serviços essenciais para a população, como os da saúde e educação. De forma contraditória, o projeto especula e defende que a classe média custei seus próprios gastos no atendimento através do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 2025. “Além disso, a partir de 2025, o Poder Público passa a cobrar indenizações pelos serviços prestados, exclusivamente das pessoas cuja renda familiar fosse maior do que três salários-mínimos”, é afirmado no documento.

Em relação a educação, o plano prevê que sejam cobradas mensalidades das universidades públicas. Para os autores do projeto, a cobrança de pagamentos vai contribuir para melhoria das instituições. “Um marco importante para a melhoria de desempenho das universidades públicas, mas que sofreu forte resistência para vingar, foi a decisão de cobrar mensalidades/anualidades”, evidencia o texto.

William Gama é formado em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) e Mestrando em História (UNICAP). Gosta de produzir matérias de diferentes nichos em Mídias e Redes Sociais. Instagram: williamgama.j

Doenças emocionais, elas merecem atenção especial


Isabelle Carvalho

Estamos sempre de olho em doenças físicas, fazendo exames de rotina, atentos a possíveis sinais que nosso corpo dá que possam impactar na nossa saúde. Mas e os distúrbios emocionais? Estes também podem atingir diretamente nosso bem-estar e, muitas vezes, manifestam-se através de sintomas físicos. É importante ficarmos atentos a possíveis enfermidades corporais, mas nunca negligenciar nosso sistema nervoso. 

Brasil lidera casos de ansiedade

A Organização Mundial da Saúde disponibilizou dados que apontam que o Brasil é o país mais ansioso do mundo, com 9,3% da população considerada ansiosa. Já em uma pesquisa da Universidade de São Paulo, em uma lista de 11 países, o Brasil lidera com mais casos de ansiedade.

O transtorno de ansiedade, estresse e depressão podem causar doenças de pele, problemas no estômago, desregulações intestinais, infecções na garganta, disfunção dos pulmões, dores de cabeça, musculares e nas articulações, alterações no coração e circulação, entre outras. 

O nosso sistema nervoso é o comandante do nosso corpo, por isso, algumas das variações que nosso corpo sofre podem ser influenciadas por algum transtorno mental como algum dos citados acima. Tais distúrbios podem ter origem em diversas situações e cenários.  Podem ser devido a episódios estressantes e de sobrecarga no trabalho, dificuldades financeiras, traumas de infância, problemas de relacionamento na família ou âmbito social, perda de uma pessoa querida, entre outras circunstâncias. 

Além disso, a contemporaneidade é um prato cheio para diagnósticos de ansiedade, estresse ou depressão. Afinal, vivemos uma era de imensa rapidez e imediaticidade que, às vezes, não conseguimos acompanhar.

Solidão e inveja

As redes sociais cada vez mais impondo padrões impossíveis de alcançar e as possibilidades de estarmos conectados no mundo virtual vinte e quatro horas por dia. Tudo isso aumenta e amplifica sentimentos de baixa auto estima, não pertencimento, solidão, inveja, etc. 

Não podemos esquecer também que estamos no que parece o final de uma pandemia mundial que matou milhões de pessoas. Enfrentamos emoções como medo, dúvidas, insegurança diante de uma doença agressiva.

A incerteza sobre o futuro, o isolamento, a impossibilidade de sair de casa, a falta de socialização. Estes foram aspectos que, com certeza, virão a definir os próximos anos, principalmente no quesito psicológico da humanidade. 

Falta de informação dificulta o tratamento

Infelizmente, falar de transtornos mentais ainda pode ser considerado um tabu em nossa sociedade. Diante disso, desencadeia-se uma forte falta de informação, principalmente na população mais pobre. Em meio a desigualdades sofridas diariamente, por que um indivíduo irá se preocupar com a saúde mental?

Pouco se é difundido acerca de doenças emocionais e o quanto podem impactar  nosso bem-estar físico. O atendimento público e gratuito é feito pelo SUS. Já o primeiro contato e acolhimento, pela Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) com serviços de acompanhamento nas Unidades Básicas de Saúde e em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). 

Por outro lado, também há uma enorme banalização do uso de remédios para distúrbios emocionais. Existe uma facilidade em receber um diagnóstico de “ansioso” ou até mesmo de se auto diagnosticar. Essa cultura da medicalização apenas gera mais ruído entre o conhecimento correto e a população.

O cenário que temos é, então, indivíduos que precisam ser tratados não são pois não sabem que precisam e outros que não precisam ser medicados, mas são. Em questão de políticas públicas, há muito o que se caminhar ainda até que as doenças emocionais sejam desmistificadas e, ao mesmo tempo, não tão normalizadas. 

Isabelle Carvalho é carioca, tem 27 anos, sendo graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é graduada em Cinema. Além de possuir especialização em Jornalismo Cultural, é apaixonada por cultura, cinema, ciência e atualidades.

O Instagram da Isabelle é o @isacond.e

Ilhéus: Feira da Economia Criativa reúne cerca de 100 expositores no Centro de Convenções


Marcelo Carvalho

Promovida pela Prefeitura de Ilhéus no último final de semana, a 1ª Feira da Economia Criativa para o Turismo reuniu aproximadamente 100 expositores no estacionamento do Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães.

O evento fomenta a agricultura familiar e fortalece a economia local, com destaque para o trabalho desenvolvido por artesãos e pequenos produtores rurais do município.  A iniciativa conta com apoio do Governo do Estado.

O prefeito Mário Alexandre destacou a importância do projeto para ampliar o potencial econômico dos agricultores familiares, responsáveis por garantir alimentos saudáveis e de qualidade para a população. “A Feira é um espaço para divulgar o trabalho do microempreendedor em diversos segmentos, melhorar a renda das famílias e fortalecer a economia da nossa cidade”.

Para Pollyanna Andrade, vice-presidente da Associação Criativos de Ilhéus, a iniciativa pretende influenciar os talentos e promover diversidade cultural. “O nosso objetivo é apresentar o trabalho artesanal de uma forma que proporcione entretenimento para a cidade, com espaço para que a família possa se divertir, tudo isso contribuindo para a economia local”, explicou.

A 1ª Feira da Economia Criativa contemplou os ciclos de criação e distribuição de produtos em diversos segmentos, desde a gastronomia até o setor de vestuário. A programação especial incluiu música ao vivo, exposição de artesanato, carros antigos, produtos da agricultura familiar, além de grupos de ciclistas, apresentação de dança e espaço infantil.

Em três dias de evento, 6.700 pessoas compareceram ao Centro de Convenções, de acordo com informações da Polícia Militar.

Cinco séries de terror para quem ama o gênero


Isabelle Carvalho

Existe uma quantidade enorme de produções de terror nos variados catálogos das plataformas de streaming. Difícil é encontrar um título que realmente seja bom dentre os tantos presentes.

O gênero tem seus fãs, já os filmes e séries que vêm sendo desenvolvidos nos últimos anos… Nem tanto assim. É quase raro achar uma obra interessante e que aborde o horror de forma inteligente e que, de fato, assuste. Por isso, separamos algumas indicações de produções para você que é um amante do terror. Vamos a elas:

Antologias A Maldição da Residência Hill, A Maldição da Mansão Bly e Missa da Meia Noite

As três temporadas, criadas pelo diretor Mike Flanagan, são originais Netflix e o terror funciona como seus planos de fundo. Com roteiro e técnicas impecáveis, as antologias – sem ligações umas com as outras, exceto por alguns atores que aparecem em mais de uma temporada – utilizam o horror como meio para tratar de assuntos bem humanos.

Como vem sendo bastante feito ultimamente por nomes como Ari Aster, Robert Eggers e Jordan Peele, o sobrenatural funciona quase como uma metáfora para retratar temas angustiantes aqui mesmo no mundo terreno. Há fantasmas, monstros e sustos, assim como cenas bem aterrorizantes, mas o que assusta mesmo é a percepção da finitude da vida, a angústia do passar do tempo, a incapacidade de se afastar de um vício, a vida interrompida, a fé cega ou a falta completa dela. Tais assuntos permeiam de maneira belíssima essas três produções. São personagens assombrados por fantasmas que, na maioria das vezes, são memórias.

 

Padre Paul encontra o vampiro. Foto: divulgação

O Exorcista

Uma releitura do clássico filme O Exorcista, a série – original do Prime Video –  não é tão assustadora quanto o filme e talvez seja até um pouco superficial quando comparada com seu referencial. No entanto, ela não deixa de assustar.

O padre Tomás Ortega (Alfonso Herrera) e o padre Marcus Keane (Ben Daniels) encontram-se para lidar com um caso de possessão demoníaca que aflige uma família da comunidade local. Apesar de serem bem diferentes, inclusive nas opiniões, os dois unem forças para enfrentarem essa força sobrenatural. A série é bem feita e conta com cenas bem tenebrosas. 

Marianne

A série francesa tem apenas uma temporada, conta com oito episódios, e foi cancelada pela Netflix após sua exibição. Apesar disso, a produção vale muito a pena, pois é uma das mais assustadoras da atualidade. A obra conta a história de Emma, uma escritora de sucesso que escreve livros de terror.

Suas narrativas, no entanto, foram inspiradas em sua cidade natal, para onde ela retorna e precisa lidar com imagens assustadoras que começam a se revelar memórias. Com personagens interessantes, incluindo a bruxa Marianne, a série é muito bem sucedida em criar uma atmosfera de crescente tensão em um cenário gélido e sombrio. Também conta com cenas bem aterrorizantes e fortes. 

Servant

A série, original da plataforma Apple TV+, não é um terror explícito, está mais para um thriller bastante sombrio e incômodo. Todos os seus aspectos técnicos e de narrativa convergem para criar um perfeito terror psicológico que vai mexer com a sua cabeça.

A produção acompanha o casal Dorothy e Sean Turner que contrata Leanne para ser babá de seu filho. No entanto, o bebê na verdade é um boneco, utilizado para que os dois conseguissem superar um trauma do passado. Com a chegada da babá, acontecimentos estranhos passam a acontecer, criando um mistério que com certeza irá te viciar. 

The Outsider

Quando falamos de terror, é claro que não poderia faltar ele, o mestre do horror: Stephen King. The Outsider – original da HBO – tem apenas uma temporada e foi cancelada.

Apesar disso, seus dez episódios são ótimos e conseguem finalizar o arco da história perfeitamente. Baseada em uma obra de King, a série une o suspense de um crime ao sobrenatural. Ela se passa em uma cidade dos Estados Unidos onde um garoto de onze anos é assassinado. Diante de tantas evidências, o detetive Ralph Anderson prende o treinador de beisebol.

No entanto, ele surpreende-se ao descobrir que o suspeito estava a mais de cem quilômetros de distância de onde o crime teria acontecido. Há um mistério intrigante enaltecido pelos ótimos aspectos técnicos da produção, além de atuações excelentes. 

Isabelle Carvalho é carioca, tem 27 anos, sendo graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é graduada em Cinema. Além de possuir especialização em Jornalismo Cultural, é apaixonada por cultura, cinema, ciência e atualidades.

Prazo para entrega do IR 2022 termina no próximo dia 31 de maio


As alterações, retificações de possíveis erros e o acréscimo de novas informações podem serem feitas via internet

William Gama

Termina no próximo dia 31, o prazo para realizar a Declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) 2022. Para quem já entregou a sua declaração e deseja retificar possíveis erros de dados ou ausência de informações, os contribuintes poderão fazer as alterações até a próxima terça-feira (31), prazo estabelecido pela Receita Federal.

Essas medidas são para evitar que os declarantes não caiam na malha fina, ou seja, quando a Receita Federal verifica as informações que foram enviadas e confronta com os dados de empresas ou instituições que constam nas declarações enviadas. 

Caso seja encontrada divergências das informações prestadas, o contribuinte cai na malha fina e terá que se apresentar a Receita. Em 2021, 869,3 mil contribuintes precisaram prestar esclarecimentos de suas declarações.

Atenção aos detalhes

De acordo com a Agência Brasil, a retificação do Imposto de Renda poderá ser feita em até cinco anos, depois do envio da declaração, desde que esse contribuinte não tenha sido notificado pela Receita Federal. Todavia, existem diferenças entre a correção dentro do prazo e a realizada fora do prazo estabelecido no período da entrega.

Para a Receita Federal, a declaração retificadora é a que vai valer como informação prestada pelo cidadão. Pois segundo a Receita, ela substituirá integralmente a gerada anteriormente. Neste caso, poderão serem feitas quantos retificações forem necessárias, desde que, no final, ele faça a substituição da última enviada.

Ainda poderão alterar a forma de tributação, escolher um novo modelo (completo ou simplificado). Com o término do prazo, caso o usuário deseje retificar algum dado, ainda é possível trocar o modelo de declaração. Essas alterações não são cobradas multas, mesmo após o fim do prazo estabelecido.

O perigo da malha fina

Todavia, caso o contribuinte seja pego pela malha fina, poderá pagar multa e terá que apresentar documentos comprobatórios as informações declaradas. 

Para realizar a retificação, a Receita Federal fornece três ferramentas para que o contribuinte retifique seus dados. A primeira, é através da utilização do próprio programa da declaração.

Este poderá ser baixado no site da Receita Federal ou pelo aplicativo Meu Imposto de Renda, disponíveis nas versões Android ou IOS. Se desejar, fazer através do Portal da instituição, deverá entrar em Portal e-CAC, depois em Meu Imposto de Renda. Para ingresso através do Portal e-CAC, é necessário que o declarante faça login com senha cadastrada no Portal Gov.BR.

Caso opte pelo programa de preenchimento no site da Receita Federal, ele deverá utilizar o do mesmo ano vigente. Exemplo, caso deseje modificar o do ano de 2022, deverá utilizar o da declaração do Imposto de Renda de 2022. E assim, de acordo com o ano em que se deseja modificar.

Após o declarante ingressar no ambiente virtual desejado, as informações que estavam salvas anteriormente irão aparecer novamente. Desta forma, ele poderá visualizar as que precisão serem feitas as modificações ou incluir novas informações.

Em seguida, verificar os dados antes de enviar novamente após a checagem da verificação de pendencias.  Por último, deve clicar em entregar a declaração. Com a entrega da declaração retificada, será adiada também a data de devolução da restituição do Imposto de Renda, aos contribuintes que possuem direto a receber. 

Fonte: Agência Brasil

William Gama é formado em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) e Mestrando em História (UNICAP). Gosta de produzir matérias de diferentes nichos em Mídias e Redes Sociais. Instagram: williamgama.j

Roberto Carlos, Ritchie e o lado sombrio da indústria musical


Andie Carolina

O Rei da Jovem Guarda. O Rei da Música Popular Brasileira. O Maior Vendedor de Discos na História do Brasil. Esses são só alguns dos títulos ostentados por Roberto Carlos, ao longo de seus mais de 50 anos de carreira. E ser considerado um dos maiores ícones da indústria musical poderia garantir ao Rei uma bela autoconfiança e segurança de que ninguém poderia ultrapassá-lo em termos de popularidade, certo?

Errado! Mesmo com todos os motivos para não se incomodar nenhum pouco com o sucesso alheio, parece que o artista não gostou nenhum pouco do enorme sucesso conquistado por Ritchie nos anos 80 e fez de tudo para atrapalhar a carreira do cantor inglês.

Início da narrativa

 Os primeiros boatos de um boicote de Roberto a Ritchie surgiram em 2015, quando o jornalista André Barcinksi divulgou trechos de seu livro “Pavões Misteriosos: A Explosão da Música Pop no Brasil”.

Na obra, é relatado como o álbum Voo de Coração lançado em 1983, fez de Ritchie a maior sensação musical daquele momento no Brasil, o que incomodou bastante o intérprete de Amada Amante. O livro de Barcinksi relata que foi Tim Maia, durante uma entrevista à revista Isto É quem relatou que RC trabalhou nos bastidores da gravadora CBS Records para que um novo sucesso como Garota Veneno não se repetisse na carreira de Ritchie.

Para isso, Roberto que também era contratado da CBS Records, ameaçou sair da gravadora caso Ritchie continuasse a fazer parte do casting da empresa. Para não perder o maior nome de seu elenco e sem poder romper o contrato com o jovem inglês, os executivos da gravadora teriam decidido, então, boicotar as divulgações dos próximos dois álbuns de Ritchie, fazendo com que seus singles fossem pouco tocados nas rádios, passando despercebidos pelo grande público, o que logicamente, impactaria nas vendas dos LP´s.

Roberto Carlos e o velho Guerreiro Chacrinha. Foto: divulgação

Queda de Ritchie

Dito e feito. Enquanto o álbum de estreia Voo de Coração 1,2 milhão de cópias e lançou o megassucesso Menina Veneno, o segundo trabalho “A Mulher Invisível” vendeu 100 mil cópias e o terceiro e último pela CBS, Circular vendeu apenas 60 mil, números considerados baixos para um astro em ascensão. Além da baixa nas vendas, Ritchie também teve que lidar com boicotes em programas de televisão, notas tendenciosas por parte da imprensa e uma de suas maiores decepções: ficar de fora do Rock In Rio.

Recentemente, essa história voltou à tona. Em março deste ano, o compositor Arnaldo Brandão foi entrevistado no podcast Clemente. Durante a conversa, ao ser questionado sobre o suposto boicote de Roberto a Ritchie, ele confirmou a história de que o presidente da CBS Records na época, Thomaz Munhoz estava desesperado com as ameaças do Rei de sair da gravadora caso eles lançassem mais um álbum de sucesso para Ritchie. E para não desagradar a voz de Esse Cara Sou Eu, a gravadora teria desembolsado altas quantias para as rádios não tocarem os singles dos álbuns de Ritchie.

Para colocar mais lenha nessa fogueira, também durante um podcast, mais precisamente o Corredor 5, no Youtube, o cantor Fagner se irritou ao ver o compositor Michael Sullivan defendendo Roberto das acusações de perseguir outros artistas. Incomodado, ele se retirou do estúdio e disse nos bastidores que negar à perseguição do Rei aos colegas de profissão só poderia ser “uma brincadeira”.

Vale lembrar, no entanto, que Roberto Carlos ou sua equipe nunca fizeram nenhum comentário sobre este assunto. E que o cantor Ritchie, por sua vez, negou qualquer problema com o artista, afirmando que essa história é apenas mais um “grande mito” na carreira dos dois. Será?

Andie Carolina é graduada em Publicidade e Propaganda. E, apaixonada por música, séries, televisão e cinema. Instagram: @AndieCarolinaP

Bahia terá tecnologia em segurança utilizada em Nova Iorque


Marcelo Carvalho

A Bahia é vitrine na tecnologia que está sendo aplicada em prol da segurança através do Projeto Video-Polícia. A avaliação é dos CEOs da empresa Hexagon, que visitaram o Centro Operações e Inteligência na tarde desta quinta-feira (19). Eles foram recepcionados pelo secretário da Segurança Pública, Ricardo Mandarino, e pelo Superintendente de Gestão Tecnológica e Organizacional, coronel Marcos Oliveira.

Integrante da comitiva, o americano Bill Campbell, vice-presidente sênior da Hexagon, explicou o motivo da visita. “Eu realmente precisava conhecer o estado que está contratando um dos serviços mais atuais do mundo, o mesmo que é utilizado em Nova Iorque”, afirmou Campbell, durante o encontro. Segundo ele, “a Bahia se tornou uma vitrine no Brasil em relação a tecnologia aplicada na Segurança Pública”.

Georeferenciamento

Os representantes da empresa americana também elogiaram a integração da atuação das polícias, bem como o uso da tecnologia de forma sistêmica e conjunta, no mesmo local.

A Bahia possui o maior Centro de Operações e Inteligência da América Latina, de onde são acompanhadas as imagens das câmeras espalhadas pelo estado, além do acompanhamento da localização das viaturas, através do georeferenciamento.

A Hexagon é a empresa responsável por disponibilizar o Sistema Integrador de Missão Crítica do Projeto Vídeo Polícia Expansão. Na prática, é a detentora do software que vai promover a integração de todos os sistemas da área de segurança pública, que permitirá a produção de relatórios e dashboards, pela comunicação banda larga, acesso remoto de informações necessárias aos policiais que estão nas ruas, além da atualização do sistema que gerencia o despacho de viaturas através das demandas do atendimento via 190.

Projeto Vídeo-Política

O secretário da Segurança Pública, Ricardo Mandarino, lembrou que o Projeto Vídeo-Polícia representa, atualmente, o maior investimento do Governo do Estado na Segurança Pública. “São R$ 665 milhões distribuídos na expansão do Sistema de Reconhecimento Facial, mas que também traz outros benefícios, como a comunicação mais rápida e a atualização no sistema utilizado no gerenciamento de recepção e despacho de chamadas através do 190”, detalhou.

Ainda da Hexagon, participaram do encontro o vice-presidente sênior (líder geral para a América Latina) Sérgio Nunes, o diretor comercial do Brasil, Marcos Telles, e o gerente de contas de São Paulo, Nelson Lavieri.

O diretor de Desenvolvimento e Organização da SGTO, coronel Taylon Teixeira Cavalcante, e o Coordenador Técnico e Gerente do Projeto Vídeo-Polícia, capitão Jefferson Araújo.

Pequenos provedores auxiliam na inclusão digital


Eles são responsáveis por quase 50% do acesso a internet no Brasil

Marcelo Carvalho

Muitos não se dão conta mas, quase a metade (47%) do acesso à internet no Brasil é fornecido por provedores de pequeno porte (PPP). Segundo os especialistas, eles são hoje os responsáveis pela inclusão digital no país.

Cerca de dez mil pequenas operadoras fornecem atualmente banda larga para 41 milhões de assinantes em todo o território nacional. Somente na Bahia são 4.123 PPPs atuando no setor.

Muitas vezes oferecendo navegação mais rápida (500 GB), preços mais em conta (a partir de  R$ 30), e soluções para empresas, PPPs costumam conectar lugares os quais as grandes telecoms pouco têm interesse.

Em tese, locais de baixa renda, como os bairros mais afastados dos centros urbanos (periféricos), o interior do estado, a zona rural.

Mercado fragmentado

Antes dominados por cinco grandes companhias, como Vivo, Tim, Claro, Oi, e Sky, os dados revelam um setor pulverizado, com os pequenos negócios se consolidando. Os números são da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Associação de Provedores de Internet do Brasil (Apieb).

As concessionárias são obrigadas a compartilhar as estruturas (dos postes). Para operar, o PPP não precisa de outorga da Anatel, apenas a comunicação dos serviços. Todos reconhecem a atuação de “clandestinos”.

Gerente de Universalização e Amplicação do Acesso na Anatel, Eduardo Jacomassi destaca que um grupo de trabalho discute o preço do aluguel de poste, e outro comitê os PPPs. Ainda segundo ele, “existe um movimento de consolidação das empresas de pequeno porte”.

“Muitas estão crescendo, incorporando outras, atendendo com equipamentos de melhor qualidade. Às vezes, a estrutura de determinado lugar é antiga, e entram com fibra óptica, oferecendo internet com até 500 gigabytes de velocidade, que poucas grandes conseguem atender”, conta. Na página da Anatel na internet há a relação de todas as empresas autorizadas.

Inclusão digital

Um dos clientes da AN Telecom é a Clivale, rede de clínicas médicas com 80 anos de mercado e seis unidades em Salvador. O gerente de TI, Wu Wai Kong, conta que precisava de um “link mais rápido” para rodar o sistema de agendamento e marcação de consultas, entre outros,  quando a AN ofereceu a melhor solução.