Ilhéus: Feira da Economia Criativa reúne cerca de 100 expositores no Centro de Convenções


Marcelo Carvalho

Promovida pela Prefeitura de Ilhéus no último final de semana, a 1ª Feira da Economia Criativa para o Turismo reuniu aproximadamente 100 expositores no estacionamento do Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães.

O evento fomenta a agricultura familiar e fortalece a economia local, com destaque para o trabalho desenvolvido por artesãos e pequenos produtores rurais do município.  A iniciativa conta com apoio do Governo do Estado.

O prefeito Mário Alexandre destacou a importância do projeto para ampliar o potencial econômico dos agricultores familiares, responsáveis por garantir alimentos saudáveis e de qualidade para a população. “A Feira é um espaço para divulgar o trabalho do microempreendedor em diversos segmentos, melhorar a renda das famílias e fortalecer a economia da nossa cidade”.

Para Pollyanna Andrade, vice-presidente da Associação Criativos de Ilhéus, a iniciativa pretende influenciar os talentos e promover diversidade cultural. “O nosso objetivo é apresentar o trabalho artesanal de uma forma que proporcione entretenimento para a cidade, com espaço para que a família possa se divertir, tudo isso contribuindo para a economia local”, explicou.

A 1ª Feira da Economia Criativa contemplou os ciclos de criação e distribuição de produtos em diversos segmentos, desde a gastronomia até o setor de vestuário. A programação especial incluiu música ao vivo, exposição de artesanato, carros antigos, produtos da agricultura familiar, além de grupos de ciclistas, apresentação de dança e espaço infantil.

Em três dias de evento, 6.700 pessoas compareceram ao Centro de Convenções, de acordo com informações da Polícia Militar.

Cinco séries de terror para quem ama o gênero


Isabelle Carvalho

Existe uma quantidade enorme de produções de terror nos variados catálogos das plataformas de streaming. Difícil é encontrar um título que realmente seja bom dentre os tantos presentes.

O gênero tem seus fãs, já os filmes e séries que vêm sendo desenvolvidos nos últimos anos… Nem tanto assim. É quase raro achar uma obra interessante e que aborde o horror de forma inteligente e que, de fato, assuste. Por isso, separamos algumas indicações de produções para você que é um amante do terror. Vamos a elas:

Antologias A Maldição da Residência Hill, A Maldição da Mansão Bly e Missa da Meia Noite

As três temporadas, criadas pelo diretor Mike Flanagan, são originais Netflix e o terror funciona como seus planos de fundo. Com roteiro e técnicas impecáveis, as antologias – sem ligações umas com as outras, exceto por alguns atores que aparecem em mais de uma temporada – utilizam o horror como meio para tratar de assuntos bem humanos.

Como vem sendo bastante feito ultimamente por nomes como Ari Aster, Robert Eggers e Jordan Peele, o sobrenatural funciona quase como uma metáfora para retratar temas angustiantes aqui mesmo no mundo terreno. Há fantasmas, monstros e sustos, assim como cenas bem aterrorizantes, mas o que assusta mesmo é a percepção da finitude da vida, a angústia do passar do tempo, a incapacidade de se afastar de um vício, a vida interrompida, a fé cega ou a falta completa dela. Tais assuntos permeiam de maneira belíssima essas três produções. São personagens assombrados por fantasmas que, na maioria das vezes, são memórias.

 

Padre Paul encontra o vampiro. Foto: divulgação

O Exorcista

Uma releitura do clássico filme O Exorcista, a série – original do Prime Video –  não é tão assustadora quanto o filme e talvez seja até um pouco superficial quando comparada com seu referencial. No entanto, ela não deixa de assustar.

O padre Tomás Ortega (Alfonso Herrera) e o padre Marcus Keane (Ben Daniels) encontram-se para lidar com um caso de possessão demoníaca que aflige uma família da comunidade local. Apesar de serem bem diferentes, inclusive nas opiniões, os dois unem forças para enfrentarem essa força sobrenatural. A série é bem feita e conta com cenas bem tenebrosas. 

Marianne

A série francesa tem apenas uma temporada, conta com oito episódios, e foi cancelada pela Netflix após sua exibição. Apesar disso, a produção vale muito a pena, pois é uma das mais assustadoras da atualidade. A obra conta a história de Emma, uma escritora de sucesso que escreve livros de terror.

Suas narrativas, no entanto, foram inspiradas em sua cidade natal, para onde ela retorna e precisa lidar com imagens assustadoras que começam a se revelar memórias. Com personagens interessantes, incluindo a bruxa Marianne, a série é muito bem sucedida em criar uma atmosfera de crescente tensão em um cenário gélido e sombrio. Também conta com cenas bem aterrorizantes e fortes. 

Servant

A série, original da plataforma Apple TV+, não é um terror explícito, está mais para um thriller bastante sombrio e incômodo. Todos os seus aspectos técnicos e de narrativa convergem para criar um perfeito terror psicológico que vai mexer com a sua cabeça.

A produção acompanha o casal Dorothy e Sean Turner que contrata Leanne para ser babá de seu filho. No entanto, o bebê na verdade é um boneco, utilizado para que os dois conseguissem superar um trauma do passado. Com a chegada da babá, acontecimentos estranhos passam a acontecer, criando um mistério que com certeza irá te viciar. 

The Outsider

Quando falamos de terror, é claro que não poderia faltar ele, o mestre do horror: Stephen King. The Outsider – original da HBO – tem apenas uma temporada e foi cancelada.

Apesar disso, seus dez episódios são ótimos e conseguem finalizar o arco da história perfeitamente. Baseada em uma obra de King, a série une o suspense de um crime ao sobrenatural. Ela se passa em uma cidade dos Estados Unidos onde um garoto de onze anos é assassinado. Diante de tantas evidências, o detetive Ralph Anderson prende o treinador de beisebol.

No entanto, ele surpreende-se ao descobrir que o suspeito estava a mais de cem quilômetros de distância de onde o crime teria acontecido. Há um mistério intrigante enaltecido pelos ótimos aspectos técnicos da produção, além de atuações excelentes. 

Isabelle Carvalho é carioca, tem 27 anos, sendo graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é graduada em Cinema. Além de possuir especialização em Jornalismo Cultural, é apaixonada por cultura, cinema, ciência e atualidades.

Prazo para entrega do IR 2022 termina no próximo dia 31 de maio


As alterações, retificações de possíveis erros e o acréscimo de novas informações podem serem feitas via internet

William Gama

Termina no próximo dia 31, o prazo para realizar a Declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) 2022. Para quem já entregou a sua declaração e deseja retificar possíveis erros de dados ou ausência de informações, os contribuintes poderão fazer as alterações até a próxima terça-feira (31), prazo estabelecido pela Receita Federal.

Essas medidas são para evitar que os declarantes não caiam na malha fina, ou seja, quando a Receita Federal verifica as informações que foram enviadas e confronta com os dados de empresas ou instituições que constam nas declarações enviadas. 

Caso seja encontrada divergências das informações prestadas, o contribuinte cai na malha fina e terá que se apresentar a Receita. Em 2021, 869,3 mil contribuintes precisaram prestar esclarecimentos de suas declarações.

Atenção aos detalhes

De acordo com a Agência Brasil, a retificação do Imposto de Renda poderá ser feita em até cinco anos, depois do envio da declaração, desde que esse contribuinte não tenha sido notificado pela Receita Federal. Todavia, existem diferenças entre a correção dentro do prazo e a realizada fora do prazo estabelecido no período da entrega.

Para a Receita Federal, a declaração retificadora é a que vai valer como informação prestada pelo cidadão. Pois segundo a Receita, ela substituirá integralmente a gerada anteriormente. Neste caso, poderão serem feitas quantos retificações forem necessárias, desde que, no final, ele faça a substituição da última enviada.

Ainda poderão alterar a forma de tributação, escolher um novo modelo (completo ou simplificado). Com o término do prazo, caso o usuário deseje retificar algum dado, ainda é possível trocar o modelo de declaração. Essas alterações não são cobradas multas, mesmo após o fim do prazo estabelecido.

O perigo da malha fina

Todavia, caso o contribuinte seja pego pela malha fina, poderá pagar multa e terá que apresentar documentos comprobatórios as informações declaradas. 

Para realizar a retificação, a Receita Federal fornece três ferramentas para que o contribuinte retifique seus dados. A primeira, é através da utilização do próprio programa da declaração.

Este poderá ser baixado no site da Receita Federal ou pelo aplicativo Meu Imposto de Renda, disponíveis nas versões Android ou IOS. Se desejar, fazer através do Portal da instituição, deverá entrar em Portal e-CAC, depois em Meu Imposto de Renda. Para ingresso através do Portal e-CAC, é necessário que o declarante faça login com senha cadastrada no Portal Gov.BR.

Caso opte pelo programa de preenchimento no site da Receita Federal, ele deverá utilizar o do mesmo ano vigente. Exemplo, caso deseje modificar o do ano de 2022, deverá utilizar o da declaração do Imposto de Renda de 2022. E assim, de acordo com o ano em que se deseja modificar.

Após o declarante ingressar no ambiente virtual desejado, as informações que estavam salvas anteriormente irão aparecer novamente. Desta forma, ele poderá visualizar as que precisão serem feitas as modificações ou incluir novas informações.

Em seguida, verificar os dados antes de enviar novamente após a checagem da verificação de pendencias.  Por último, deve clicar em entregar a declaração. Com a entrega da declaração retificada, será adiada também a data de devolução da restituição do Imposto de Renda, aos contribuintes que possuem direto a receber. 

Fonte: Agência Brasil

William Gama é formado em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) e Mestrando em História (UNICAP). Gosta de produzir matérias de diferentes nichos em Mídias e Redes Sociais. Instagram: williamgama.j

Roberto Carlos, Ritchie e o lado sombrio da indústria musical


Andie Carolina

O Rei da Jovem Guarda. O Rei da Música Popular Brasileira. O Maior Vendedor de Discos na História do Brasil. Esses são só alguns dos títulos ostentados por Roberto Carlos, ao longo de seus mais de 50 anos de carreira. E ser considerado um dos maiores ícones da indústria musical poderia garantir ao Rei uma bela autoconfiança e segurança de que ninguém poderia ultrapassá-lo em termos de popularidade, certo?

Errado! Mesmo com todos os motivos para não se incomodar nenhum pouco com o sucesso alheio, parece que o artista não gostou nenhum pouco do enorme sucesso conquistado por Ritchie nos anos 80 e fez de tudo para atrapalhar a carreira do cantor inglês.

Início da narrativa

 Os primeiros boatos de um boicote de Roberto a Ritchie surgiram em 2015, quando o jornalista André Barcinksi divulgou trechos de seu livro “Pavões Misteriosos: A Explosão da Música Pop no Brasil”.

Na obra, é relatado como o álbum Voo de Coração lançado em 1983, fez de Ritchie a maior sensação musical daquele momento no Brasil, o que incomodou bastante o intérprete de Amada Amante. O livro de Barcinksi relata que foi Tim Maia, durante uma entrevista à revista Isto É quem relatou que RC trabalhou nos bastidores da gravadora CBS Records para que um novo sucesso como Garota Veneno não se repetisse na carreira de Ritchie.

Para isso, Roberto que também era contratado da CBS Records, ameaçou sair da gravadora caso Ritchie continuasse a fazer parte do casting da empresa. Para não perder o maior nome de seu elenco e sem poder romper o contrato com o jovem inglês, os executivos da gravadora teriam decidido, então, boicotar as divulgações dos próximos dois álbuns de Ritchie, fazendo com que seus singles fossem pouco tocados nas rádios, passando despercebidos pelo grande público, o que logicamente, impactaria nas vendas dos LP´s.

Roberto Carlos e o velho Guerreiro Chacrinha. Foto: divulgação

Queda de Ritchie

Dito e feito. Enquanto o álbum de estreia Voo de Coração 1,2 milhão de cópias e lançou o megassucesso Menina Veneno, o segundo trabalho “A Mulher Invisível” vendeu 100 mil cópias e o terceiro e último pela CBS, Circular vendeu apenas 60 mil, números considerados baixos para um astro em ascensão. Além da baixa nas vendas, Ritchie também teve que lidar com boicotes em programas de televisão, notas tendenciosas por parte da imprensa e uma de suas maiores decepções: ficar de fora do Rock In Rio.

Recentemente, essa história voltou à tona. Em março deste ano, o compositor Arnaldo Brandão foi entrevistado no podcast Clemente. Durante a conversa, ao ser questionado sobre o suposto boicote de Roberto a Ritchie, ele confirmou a história de que o presidente da CBS Records na época, Thomaz Munhoz estava desesperado com as ameaças do Rei de sair da gravadora caso eles lançassem mais um álbum de sucesso para Ritchie. E para não desagradar a voz de Esse Cara Sou Eu, a gravadora teria desembolsado altas quantias para as rádios não tocarem os singles dos álbuns de Ritchie.

Para colocar mais lenha nessa fogueira, também durante um podcast, mais precisamente o Corredor 5, no Youtube, o cantor Fagner se irritou ao ver o compositor Michael Sullivan defendendo Roberto das acusações de perseguir outros artistas. Incomodado, ele se retirou do estúdio e disse nos bastidores que negar à perseguição do Rei aos colegas de profissão só poderia ser “uma brincadeira”.

Vale lembrar, no entanto, que Roberto Carlos ou sua equipe nunca fizeram nenhum comentário sobre este assunto. E que o cantor Ritchie, por sua vez, negou qualquer problema com o artista, afirmando que essa história é apenas mais um “grande mito” na carreira dos dois. Será?

Andie Carolina é graduada em Publicidade e Propaganda. E, apaixonada por música, séries, televisão e cinema. Instagram: @AndieCarolinaP

Bahia terá tecnologia em segurança utilizada em Nova Iorque


Marcelo Carvalho

A Bahia é vitrine na tecnologia que está sendo aplicada em prol da segurança através do Projeto Video-Polícia. A avaliação é dos CEOs da empresa Hexagon, que visitaram o Centro Operações e Inteligência na tarde desta quinta-feira (19). Eles foram recepcionados pelo secretário da Segurança Pública, Ricardo Mandarino, e pelo Superintendente de Gestão Tecnológica e Organizacional, coronel Marcos Oliveira.

Integrante da comitiva, o americano Bill Campbell, vice-presidente sênior da Hexagon, explicou o motivo da visita. “Eu realmente precisava conhecer o estado que está contratando um dos serviços mais atuais do mundo, o mesmo que é utilizado em Nova Iorque”, afirmou Campbell, durante o encontro. Segundo ele, “a Bahia se tornou uma vitrine no Brasil em relação a tecnologia aplicada na Segurança Pública”.

Georeferenciamento

Os representantes da empresa americana também elogiaram a integração da atuação das polícias, bem como o uso da tecnologia de forma sistêmica e conjunta, no mesmo local.

A Bahia possui o maior Centro de Operações e Inteligência da América Latina, de onde são acompanhadas as imagens das câmeras espalhadas pelo estado, além do acompanhamento da localização das viaturas, através do georeferenciamento.

A Hexagon é a empresa responsável por disponibilizar o Sistema Integrador de Missão Crítica do Projeto Vídeo Polícia Expansão. Na prática, é a detentora do software que vai promover a integração de todos os sistemas da área de segurança pública, que permitirá a produção de relatórios e dashboards, pela comunicação banda larga, acesso remoto de informações necessárias aos policiais que estão nas ruas, além da atualização do sistema que gerencia o despacho de viaturas através das demandas do atendimento via 190.

Projeto Vídeo-Política

O secretário da Segurança Pública, Ricardo Mandarino, lembrou que o Projeto Vídeo-Polícia representa, atualmente, o maior investimento do Governo do Estado na Segurança Pública. “São R$ 665 milhões distribuídos na expansão do Sistema de Reconhecimento Facial, mas que também traz outros benefícios, como a comunicação mais rápida e a atualização no sistema utilizado no gerenciamento de recepção e despacho de chamadas através do 190”, detalhou.

Ainda da Hexagon, participaram do encontro o vice-presidente sênior (líder geral para a América Latina) Sérgio Nunes, o diretor comercial do Brasil, Marcos Telles, e o gerente de contas de São Paulo, Nelson Lavieri.

O diretor de Desenvolvimento e Organização da SGTO, coronel Taylon Teixeira Cavalcante, e o Coordenador Técnico e Gerente do Projeto Vídeo-Polícia, capitão Jefferson Araújo.

Pequenos provedores auxiliam na inclusão digital


Eles são responsáveis por quase 50% do acesso a internet no Brasil

Marcelo Carvalho

Muitos não se dão conta mas, quase a metade (47%) do acesso à internet no Brasil é fornecido por provedores de pequeno porte (PPP). Segundo os especialistas, eles são hoje os responsáveis pela inclusão digital no país.

Cerca de dez mil pequenas operadoras fornecem atualmente banda larga para 41 milhões de assinantes em todo o território nacional. Somente na Bahia são 4.123 PPPs atuando no setor.

Muitas vezes oferecendo navegação mais rápida (500 GB), preços mais em conta (a partir de  R$ 30), e soluções para empresas, PPPs costumam conectar lugares os quais as grandes telecoms pouco têm interesse.

Em tese, locais de baixa renda, como os bairros mais afastados dos centros urbanos (periféricos), o interior do estado, a zona rural.

Mercado fragmentado

Antes dominados por cinco grandes companhias, como Vivo, Tim, Claro, Oi, e Sky, os dados revelam um setor pulverizado, com os pequenos negócios se consolidando. Os números são da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Associação de Provedores de Internet do Brasil (Apieb).

As concessionárias são obrigadas a compartilhar as estruturas (dos postes). Para operar, o PPP não precisa de outorga da Anatel, apenas a comunicação dos serviços. Todos reconhecem a atuação de “clandestinos”.

Gerente de Universalização e Amplicação do Acesso na Anatel, Eduardo Jacomassi destaca que um grupo de trabalho discute o preço do aluguel de poste, e outro comitê os PPPs. Ainda segundo ele, “existe um movimento de consolidação das empresas de pequeno porte”.

“Muitas estão crescendo, incorporando outras, atendendo com equipamentos de melhor qualidade. Às vezes, a estrutura de determinado lugar é antiga, e entram com fibra óptica, oferecendo internet com até 500 gigabytes de velocidade, que poucas grandes conseguem atender”, conta. Na página da Anatel na internet há a relação de todas as empresas autorizadas.

Inclusão digital

Um dos clientes da AN Telecom é a Clivale, rede de clínicas médicas com 80 anos de mercado e seis unidades em Salvador. O gerente de TI, Wu Wai Kong, conta que precisava de um “link mais rápido” para rodar o sistema de agendamento e marcação de consultas, entre outros,  quando a AN ofereceu a melhor solução.

Consulta pública sobre diagnóstico do câncer de pele é aberta pelo Ministério da Saúde a população em geral


Os interessados devem apresentar seus relatos de acordo as Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas do Melanoma Cutâneo do Ministério da Saúde.

William Gama

O Ministério da Saúde abre hoje, (20) através da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC), consulta pública para quem deseja contribuir com informações sobre o Melanoma Cutâneo, um dos tipos de câncer de pele mais agressivos e comuns no Brasil.

As pesquisas e experiências dos interessados devem estarem relacionadas diretamente sobre as Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas do Melanoma Cutâneo do Ministério da Saúde. Todos os relatos que forem enviados serão analisados pela Secretaria-Executiva da pasta.

O câncer de pele atinge mais de 30% dos casos de tumores malignos diagnosticados no país. Sendo considerado grave, pois sua probabilidade de se espalhar para as demais partes do corpo é de aproximadamente 4%.

Mais casos surgem

Segundo os dados do Instituo Nacional de Câncer (INCA) em 2022, o Brasil deve registrar 185,6 mil novos casos de câncer de pele entre a população nas regiões brasileiras. Esses fatores se devem as altas temperaturas registradas nos últimos anos.  O Instituto estima que aproximadamente 2.000 pessoas percam a vida por este tipo de câncer no território nacional. 

Os fatores de risco de obter a doença aumentam com o avanço da idade, a partir dos 40 anos. Outras estão relacionadas as características físicas, como a tonalidade da pele de pessoas claras, cabelos loiros ou ruivos, presença de sardas, dificuldade de bronzeamento da pele, exposição excessiva ao sol, queimaduras solares, histórico de câncer de pele na família. Pessoas com estes biotipos estão mais vulneráveis a doença.

Os sintomas de Melanoma Cutâneo no corpo são apresentados através de pintas ou manchas com bordas irregulares, que descamam e causam coceiras no local. Esses sintomas podem aparecer entre manchas já existentes ou que vierem a surgir com a manifestação da doença. 

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado através de um dermatoscópio, onde serão analisadas as manchas e pintas que apresentam alterações ou que estejam coçando. Identificadas, serão removidas através de cirurgias para serem submetidas em biopsias e encaminhadas a um especialista para análises.

Confirmando o Melanoma Cutâneo, o paciente se submeterá ao tratamento cirúrgico, radioterapias e quimioterapias. Caso o câncer já tenha se espalhado para outros órgãos, o Melanoma tornasse incurável, existindo apenas o tratamento paliativo da doença.

Neste caso, assim que surja algo inalterado no corpo, a orientação é procurar o especialista o quanto antes, pois o tratamento realizado no início, aumentam as chances de cura.  

Por este motivo, o Ministério da Saúde realiza consultas públicas para que as pessoas possam contribuírem contando as suas experiências e pesquisas baseadas nas Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas do Melanoma Cutâneo. A consulta pública é um mecanismo que permite a Administração Pública adquirir informações, opiniões e críticas da sociedade civil, a respeito de temas proporcionados pela pasta da Saúde. Este tem o objetivo de fomentar e ampliar a discussão sobre o tema proposto e assim fundamentar e tomar decisões e definir políticas públicas sobre o assunto abordado. 

Para quem deseja participar da consulta pública, vai precisar entrar no site da Conitec http://conitec.gov.br/, e realizar o preenchimento do formulário disponível para esta consulta. O período será de hoje (20) até o dia 8 de junho.

A Conitec disponibiliza um período de 20 dias e orienta a todos a observarem as recomendações disponibilizadas na página da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema único de Saúde (CONITEC).

O que faz a mídia dar tanta atenção à Guerra Rússia x Ucrânia e muito pouco as demais?


Isabelle Carvalho

A guerra entre Rússia e Ucrânia já perdura por quase três meses e as tensões parecem longe de se encerrar. Vladimir Putin alegou que a invasão busca “desmilitarizar e desnazificar” a Ucrânia. No entanto, outros motivos podem ter induzido na decisão, como a possibilidade de adesão da Ucrânia à aliança militar da OTAN e o desejo de restabelecer a zona de influência da antiga União Soviética. 

Depois de muitos combates, bombardeios e mortes, o conflito entre os dois países permanece. Esta semana as preocupações mundiais pareceram aumentar. Suécia e Finlândia, ambos vizinhos da Rússia, pedem a adesão à OTAN. Não poderia existir pior momento para tal.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) é um organismo que tem como objetivo principal garantir a segurança de seus países membros. Então, se um país membro for atacado, todos os outros integrantes fornecem auxílio. 

Um Guerra nada Fria

A OTAN foi criada no contexto da Guerra Fria, em que Estados Unidos e União Soviética entraram em conflitos ideológicos e políticos, com um dos objetivos iniciais sendo conter a expansão do socialismo. O pedido da Suécia e Finlândia só agravaria as tensões já acirradas. A Turquia, um dos países membros, barrou o pedido para acelerar o processo de adesão. 

A guerra entre Ucrânia e Rússia é bastante grave, à medida que envolve países do mundo inteiro. E começa a se instaurar o medo de uma Terceira Guerra Mundial. O que, na verdade, é muito improvável.

Incontáveis mortes e a destruição de cidades inteiras fazem voltar todas as atenções para estas hostilidades. Contudo, é relevante se questionar por que este embate em específico tem acumulado tanta dedicação, principalmente da mídia. A oposição Rússia X Ucrânia vem ocupando as principais notícias desde seu início.

Muitas guerras espalhadas pelo mundo

No entanto, outros 28 países apresentam conflitos ativos. Há a tensão entre israelenses e palestinos, a Guerra do Afeganistão, que completou 20 anos em 2021, com o Talibã recuperando o controle do país. Sem falar no confronto no Iêmen, que já matou mais de 230 mil pessoas. Já na Síria, já são onze anos de guerra e cerca de 90% da população está na pobreza. 

Com tantas tragédias ao redor do mundo, por que a mídia, em sua maioria, concentra seus esforços em apenas uma? Talvez seja pelo fato destas outras guerras já permanecerem há muito tempo, o que acaba normalizando a situação. As atualizações midiáticas acontecem quando há alguma novidade, mas informações constantes talvez não tragam audiência suficiente. 

Além disso, a Guerra entre Rússia e Ucrânia traz personagens quase intrigantes que mexem com o imaginário social. Até hoje, são inúmeros os conteúdos de literatura, arte e audiovisual – cinema e séries – que retratam os a bipolaridade mundial na época da Guerra Fria. É um tema até um pouco romantizado na construção imagética da sociedade. Tudo isso pode influenciar as pessoas a se interessarem mais por esta guerra do que por outras e isso acarreta uma reação da mídia. Mídia e espectadores alimentam-se mutuamente.

 

Esquecida pela grande mídia, conflito no Iêmen já dura oito anos. Foto: divulgação

Desviando a atenção dos próprios problemas

Uma questão mais pertinente ainda é: Por que a guerra entre Rússia e Ucrânia ganha mais atenção e solidariedade do que as tragédias ocorridas em nosso próprio país? São muitos os conflitos, não necessariamente guerras, acontecendo todos os dias, mas talvez nós olhemos com mais angústia para algo acontecendo do outro lado do mundo do que aqui. Talvez seja mais fácil se preocupar com um conflito ocorrendo a quilômetros de distância, porque não podemos fazer muito pelas pessoas envolvidas. Difícil seria incomodar-se com os nossos próprios dramas, porque estes sim talvez pudéssemos ajudar. 

Não é de hoje que se fala muito nos motivos que temos para assistir a tragédias nos jornais televisivos ou ler sobre na internet. A causa primeira é para nos informar. Mas também, observar outras realidades perigosas e violentas do sofá seguro da nossa casa traz um alento, um conforto e um alívio porque não estamos naquela situação. Enquanto olhamos de fora da nossa vida comum, através de uma tela, para essas tragédias, é complicado adotar uma postura ativa diante de desastres. 

Isabelle Carvalho é carioca, tem 27 anos, sendo graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é graduada em Cinema. Além de possuir especialização em Jornalismo Cultural, é apaixonada por cultura, cinema, ciência e atualidades.

O Instagram da Isabelle é o @isacond.e

Cinco séries nacionais que valem a pena assistir


Isabelle Carvalho

Não é de hoje que as séries vem tomando conta da indústria audiovisual. Há diversos títulos de variados temas e gêneros. São tantos conteúdos bons que quase precisamos de uma planilha para acompanhar tudo.

Entre as preferidas do público, com certeza estão nomes estrangeiros – norte-americanos, alemães, franceses, dinamarqueses, etc. -Porém, o que você tem assistido de obras nacionais?

Ao contrário do que muitos pensam, o mercado brasileiro de filmes e séries têm desenvolvido ótimos produtos que se destacam cada vez mais. Veja abaixo algumas sugestões de ótimas séries que alcançaram um bom público:

Ninguém Tá Olhando

Original da plataforma de streaming Netflix, Ninguém Tá Olhando foi cancelada depois de sua primeira temporada. Contudo, vale a pena assistir. A produção conquistou o Emmy de melhor série de comédia internacional em 2020 e muitos concordam que sua suspensão é injusta. 

A série conta a história de Uli (Victor Lamoglia), um angelus – que é uma espécie de “anjo da guarda”, que começa a questionar as regras do sistema em que foi criado. Os angelus trabalham em uma repartição pública e têm a função de proteger os seres humanos. Claro que, em meio a esses questionamentos sobre sua realidade, Uli acaba se metendo em várias confusões, o que dá o tom certo de comédia à série.

Drama e suspense sobrenatural em Desalma Foto: divulgação

Desalma

Esta é para quem curte uma vibe um pouco mais gótica e de terror. Original do Globoplay, a série acaba de retornar para sua segunda temporada. A trama acompanha a pequena cidade de Brígida, uma comunidade de descendentes ucranianos praticamente oculta em florestas do Sul do país. Uma noite, os moradores reúnem-se para comemorar a noite folclórica de Ivanà-Kupala quando uma presença sobrenatural começa a assombrar o local, o que traz à tona acontecimentos trágicos ocorridos 30 anos antes. 

De certo, a obra conta com muitos elementos característicos de produções estrangeiras, tanto nos cenários quanto nas narrativas. A série é bem-sucedida em mostrar esse isolamento, traço marcante para comunidades imigrantes com costumes diferentes, sobretudo no que tange à religião. 

Coisa Mais Linda

Também um original Netflix, esta pode ser uma das séries brasileiras que mais conquistou notoriedade dos últimos anos. Bastante comentada e elogiada, a produção ganhou duas temporadas (já finalizadas) e não há informações de uma terceira. Após se mudar para o Rio de Janeiro, Malu (Maria Casadevall) descobre que foi roubada e abandonada pelo marido. Sozinha em uma cidade desconhecida, a personagem decide dar a volta por cima e se junta à Adélia (Pathy Dejesus) para, juntas, inaugurarem um clube de bossa nova. Temas muito relevantes para a modernidade são tratados, como racismo e o empoderamento feminino. 

Sob Pressão

Produzida pela TV Globo em coprodução com a Conspiração Filmes, Sob Pressão também é uma das queridinhas do público brasileiro. A trama acompanha uma equipe médica que tenta superar os desafios que surgem em uma emergência do subúrbio carioca. A luta diária é para manter pacientes vivos em um hospital em que tudo falta. Estas angústias misturam-se aos conflitos pessoais de cada personagem. Já foram quatro temporadas e vem mais uma por aí.

 

Liniker é Cassandra, na série Manhãs de Setembro Foto: divulgação

Manhãs de Setembro

Original da plataforma Amazon Prime Video, Manhãs de Setembro também acumulou elogios desde seu lançamento no ano passado. Acompanhamos a história de Cassandra (interpretada pela cantora Liniker), uma mulher trans que trabalha como motogirl em São Paulo e encontra na música a força necessária para enfrentar as dificuldades diárias. Depois de anos de sofrimento, ela vive uma vida estável. Tudo se complica quando uma ex-namorada reaparece com um menino que diz ser seu filho. A obra é muito bem-sucedida ao tratar, principalmente, a questão trans no país, com toda a violência velada que existe, a transição e os afetos negados. Além disso, Cassandra é uma mulher negra, sendo assim parte de um dos grupos mais marginalizados da sociedade. 

Isabelle Carvalho é carioca, tem 27 anos, sendo graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é graduada em Cinema. Além de possuir especialização em Jornalismo Cultural, é apaixonada por cultura, cinema, ciência e atualidades.

Tribunais Federais recebem apoio do Senado para garantir idoneidade das urnas eletrônicas no Brasil


Lideranças do Senado decidiram apoiar o Poder Judiciário contra os ataques e críticas proferidas pelo presidente Jair Bolsonaro na qual questiona a veracidade das urnas eletrônicas.

William Gama

As lideranças do Senado Federal decidiram nesta segunda-feira (16), que apoiarão o Poder Judiciário contra os ataques e críticas proferidas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), na qual questiona a veracidade das urnas eletrônicas.

Segundo o presidenciável, os equipamentos são passíveis de serem manipulados sem que possam fornecer provas contra tal ação.  Essa insegurança instaurou que, caso ele não seja reeleito, os resultados  poderão terem sido manipulados em favor do seu rival de esquerda, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacou Bolsonaro.

O sistema de votação é monitorado e executado pelos tribunais. É um processo seguro e transparente que é supervisionado pelos juízes da Suprema Corte Federal.

STF se posiciona

De acordo com a reportagem concedida à Reuters, os juízes solicitaram ao Senado apoio às instituições democráticas de Direito, para que essas afirmativas do atual presidente não tornem obsoletas as eleições presidenciais. Senadores, legisladores e juízes se reuniram pressionando o presidente da casa Rodrigo Pacheco a se posicionar publicamente sobre o assunto.

Na última sexta-feira (13), em suas redes sociais, Rodrigo Pacheco, em sua conta do Twitter, afirmou que será contra a qualquer ataque que ameaça à democracia no país. “É inacreditável que em 2022, com todos os problemas que o país enfrenta, ainda tenhamos que defender a democracia desses ataques”, afirmou o presidente do senado, de acordo com as informações obtidas pela reportagem da Reuters.

Em busca de mais transparência

A senadora Kátia Abreu se reuniu com juízes e senadores no qual também discutiram estratégias de como será a força-tarefa em defesa do processo eleitoral deste ano. O objetivo é assegurar a transparência das urnas eletrônicas que foram utilizadas ao longo desses anos e garantir a apuração dos votos dos eleitores para que possam exercer sua cidadania. 

Ricardo Pacheco ainda se reuniu com o chefe do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o desembargador Edson Fachin. Neste encontro, ele afirmou que não existe espaço para dúvidas sobre o sistema eletrônico de votação no Brasil, pois sempre foi executado de forma transparente e supervisionado pelos tribunais federais.

Lira defende idoneidade

Em um jantar, reunido com vários ministros do Supremo, Pacheco afirmou que “Não deixará o STF isolado”. Reforçaram apoio a Rodrigo Pacheco, o presidente Arthur Lira, que defendeu a idoneidade das urnas eletrônicas no Brasil. 

Segundo Lira, as urnas foram utilizadas em processos eleitorais no país nos últimos vinte anos, e que, duvidar agora desta integridade que ela proporciona, seria retroceder ao passado. Como Arthur Lira mantém relação direta com o presidente Jair Bolsonaro, os senadores e juízes foram cautelosos em discutir assuntos sigilosos tratados em reuniões anteriores que dizem respeito às estratégias elaboradas para garantir a supremacia do direito ao voto e a democracia dos brasileiros.

Fonte: Reuters Brasil