Qualificação e diversidade de funcionários


Empresas investem cada vez mais em qualificações para os funcionários um dos setores que mais sofrem pela falta de mão de obra é o industrial

Julia Vitoria

Por causa da crise que se arrastou devido a pandemia, vários brasileiros ainda buscam oportunidades de trabalho, com o início da pandemia diversos setores de produtividade tiveram que parar, isso acabou gerando uma crise, que afetou a todos. Contudo apesar do desemprego está alto as empresas ainda encontram dificuldades para contratar isso devido a falta de mão demora qualificada.

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal, que foi publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, o desemprego no Brasil já atinge mais de 14 milhões de pessoas com uma estatística de 14,6% no último trimestre de 2020 essa é a maior estatística registrada  pesquisa desde que começou em 2012.

Se por um lado o desemprego está em alta a falta de mão de obra especializada também bate recordes, se destacar no mercado de trabalho está cada vez mais difícil. Segundo especialista o caminho a seguir é o da qualificação profissional, pois apesar do desemprego as vagas não estão sendo preenchidas, fazendo as empresas não completarem o quadro de funcionários e perdendo em competitividade, como consequência a falta de qualificação faz com que o tempo do trabalhador no mesmo emprego seja pequena.

Segundo dados que integram um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor mais afetado pela falta de mão de obra qualificada  é o industrial, num país com milhões de pessoas desempregadas, metade das fábricas têm dificuldades de contratar. Uma pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial em 2015 colocou o Brasil em 78º de qualificação profissional dentre 124 países. Com isso, muitas empresas estão investindo na capacitação do profissional, fortalecendo sua qualificação profissional, conseguindo se destacar em um se for profissional. 

Um exemplo disto é a Suzano, uma empresa de celulose de eucalipto e uma das maiores fabricantes de papéis na América Latina, a empresa está construindo uma nova fábrica no Sul do estado e buscando na região mão de obra soube a importância de investir na qualificação profissional. Para preencher algumas vagas fez uma parceria com o Senai para a qualificação dos trabalhadores, segundo a empresa mais de 300 pessoas trabalham na construção da fábrica e mais de 200 irão atuar na área quando já estiver pronta.

 O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) é o  responsável pela formação técnica e profissional de grande parte dos jovens e trabalhadores brasileiros para vários setores da indústria. A coordenadora da instituição de Cachoeiro de Itapemirim ressalta a importância das empresas entenderem o desenvolvimento profissional dos jovens alunos. No processo de qualificação em parceria com a Suzano o Senai percebeu o interesse da empresa em qualificar os funcionários e a possibilidade de novas qualificações futuras. 

A coordenadora fala que o que se percebe é que muitas empresas já buscam o profissional totalmente qualificado, mas neste caso específico a empresa buscou qualificar e ficar no desenvolvimento das pessoas dando um novo sentido profissional a eles.

Lara Sathler,  diretora executiva da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Espírito Santo (ABRH-ES) relata que o profissional se qualifica com cursos preparatórios e livres e dessa forma tem uma visão teórica e também prática e deve acompanhar as tendências do mercado para se perdoar para novos desafios.  O secretário de Estado de Desenvolvimento, Marcos Kneip Navarro, disse que o estado deve ter um bom ano no mercado de trabalho devido aos novos empreendimentos e grandes obras. Ele ressalta que grandes instalações estão sendo feitas no espírito santo e que está confiante com as obras que serão realizadas e que o setor empresarial vê o estado com bons olhos.

As empresas buscam vai vez mais apostar na diversidade do profissional além da recolocação e qualificação profissional ao abrir 90 vagas para empregar nossos funcionários a empresa Suzano focou na diversidade abrindo a seleção para todos, em relação a diversidade profissional  uma das metas da empresa é que até 2025 cerca de 30% dos cargos de liderança da empresa sejam ocupados por mulheres além de melhorar a imagem da empresa, a diversidade pode ajudar na produção e em diversos outros pontos e fazer com que as pessoas queria fazer parceria com ela. Isso facilita a atração de novos talentos, uma vez que  as opções de candidatos para preencher as vagas são abundantes e qualificadas.

França não quer mais importar soja do Brasil


O presidente Macron anunciou um Plano de Desenvolvimento Agrícola para garantir a independência da produção e da Soberania Nacional

André Lucas

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou  que vai começar a reduzir a importação da soja brasileira como forma de combater o desmatamento no país. Macron postou um vídeo em suas redes sociais onde prometeu criar uma espécie de “soja Europeia”. 

“Continuar a depender da soja brasileira seria o mesmo que apoiar o desmatamento da Amazônia. Somos coerentes com nossas ambições ecológicas, estamos lutando para produzir soja na Europa”, escreveu. O argumento francês é questionado pelo governo brasileiro, que insiste que a soja não é produzida na Amazônia. 

Nos últimos anos o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro e o Macron trocaram farpas por diversos motivos, esse é mais um capítulo dessa rivalidade que pode atrapalhar os planos do Brasil de fazer acordos com a União Europeia.  

Nessa terça feira o Presidente Jair Bolsonaro visitou produtores agrícolas e gravou um vídeo dizendo que os franceses são incoerentes, tomam medidas contra o desmatamento, porém, ao mesmo tempo importam produtos que desmataram a floresta brasileira. 

“A maneira concreta de fazer não é apenas dizer, mas agir. E agir é dizer: nós precisamos hoje da soja brasileira para viver. Portanto, vamos produzir a soja europeia ou o equivalente”, insistiu. 

Macron ainda falou que a tal proposta é uma maneira de garantir a soberania nacional do país, acabando com uma política de mais de 50 anos importando proteínas da América do Sul, Macron ainda explica que existe um projeto para desenvolver a produção agrícola no continente Africano, e tornar sustentável. 

O discurso não agradou os produtores de soja no Brasil.  A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) disse em nota que “lamenta que o presidente da França, Emmanuel Macron, busque justificar sua decisão de subsidiar os agricultores franceses atacando a soja brasileira”. 

“Como bem sabe Macron, a soja produzida no bioma Amazônia no Brasil é livre de desmatamento desde 2008, graças a Moratória da Soja, iniciativa internacionalmente reconhecida, que monitora, identifica e bloqueia a aquisição de soja produzida em área desmatada no bioma, garantindo risco zero do envio de soja de área desmatada (legal ou ilegal) deste bioma para mercados internacionais”, completaram. 

Em 2020 o presidente Francês já tinha anunciado que ia investir no desenvolvimento agrário do país, para construir a independência de produtos agrícolas, principalmente da soja brasileira. 

A França é um dos países que mais depende da soja, anualmente o país importa 3,3 milhões de toneladas de soja, do Brasil e dos Estados Unidos. 

O Ministro da agricultura da França, Julien Denormandie, anunciou o Plano de desenvolvimento agrícola argumentando que chegou a hora do país produzir seu próprio estoque de proteínas, separar de depender de outros países e de acabar com a “importação do desmatamento”. 

Paris e Brasília não tem uma boa relação já não é de hoje, no ano passado Macron foi um dos responsáveis por parar as negociações entre Brasil e UE, com argumentos relacionados ao clima e desmatamento, o presidente francês teve influência suficiente para botar a UE contra o Brasil.

Divas brasileiras


Grandes heroínas da cultura brasileira ganharam uma homenagem da Graphic Novel

Julia Vitória

O século XX foi cheio de mulheres que lutavam para que as transformações necessárias dos avanços das ideias progressistas pudessem ter espaço na sociedade. Mas de fato pode- se perceber que os esforços feitos pelos homens acabam tendo mais visibilidade  do que os das mulheres. A historiografia celebra essas histórias de diversas maneiras e ressignificação é um dos motivos para que o livro D.I.V.A.S brasileiras fosse criado. O livro é obra de Guilherme Smee e Eduardo Ribas, conta a histórias de dez mulheres reais em dez capítulos em formas de quadrinhos. 

Com um narrativa mística comum em histórias de super heróis D.I.V.AS brasileiras conta a história de uma organização Damas Intrépidas Vigiando Amorosamente a Sociedade, que foca em personagens históricas que se unem para combater o vírus 1D3O-LOG14D-GEN, a história começa em 1914 com Nair de Teffé, “a primeira-dama brasileira mais vanguardista da história” segundo o livro, o foco narrativo da história que vai até os dias atuais com personagens como Maria da Penha, passando por personagens como a pintora Anita Malfatti e a modelo Roberta Close.

o roteirista e colunista de LRS Guilherme Smee fala que decidiram produzir uma história em quadrinhos com mulheres brasileiras porque existe poucas histórias em que o tema é falado de forma que  não são calcadas e ultrapassadas. Por isso na HQ  existe uma representante de cada década do século XX.

As ilustrações de Eduardo Ribas fazem o universo dinâmico, como o  das histórias de super-heróis, e também faz a leitura ser levemente divertida e envolvente  a edição tem notas da professora doutoranda, integrante da Associação de Pesquisadores em Artes Sequenciais, historiadora e pesquisadora do feminismo e do feminino nas histórias em quadrinhos Natania Aparecida da Silva Nogueira, ela fala que buscaram alguns fatos reais das personagens como uma licença  poética.

O livro teve lançamento oficial em um dos maiores eventos da cultura pop do mundo CCXP Worlds que aconteceu dos dias 4 a 6 de dezembro totalmente online pelo site do evento. O livro foi selecionado para prêmios em 2020. 

Os autores do livro já tem quadrinhos publicados, Guilherme “Smee” Sfredo Miorando tem doutorado em ciências das comunicações e Mestre em Memória Social e Bens Culturais, Especialista em Imagem Publicitária e Especializando em Histórias em Quadrinhos também é Roteirista, quadrinista, redator e designer gráfico. Seus trabalhos são reconhecidos e ele já tem histórias em quadrinhos como: Desastres Ambulantes, Sigrid, Bem na Fita e Só os Inteligentes Podem Ver.

Já o quadrinista, designer Eduardo Silva Ribas também se aventura na marcenaria em horas vagas, nasceu em São Vicente em São Paulo e se mudou para a cidade de Campo Bom no Rio Grande do Sul no ano de 2005, ele divide seu tempo entre os quadrinhos e a loja de decoração que tem com sua esposa e em 2017 lançou seu primeiro quadrinho O Jogo Mais Difícil do Mundo.

2021 só começará depois da vacinação


Fiocruz já pediu o uso emergencial das vacinas feitas pela Oxford e pela AstraZeneca

Julia Vitória

O ano de 2021 só começa depois da vacina contra o novo coronavírus, por este motivo a instituição está trabalhando para que todos sejam vacinados logo segundo Nísia Trindade Doutora em sociologia e presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ela fala que o primeiro passo foi dado pois solicitaram o uso emergencial do imunizante produzido pela Oxford e AstraZeneca  para Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e logo logo será reproduzida em solo nacional.

Para ela todos poderão ser vacinados o mais rápido possível seguindo os requisitos da Anvisa. Ela foi nomeada presidente da Fiocruz mestra segunda e ficará no cargo por mais três anos.

Em entrevista ela disse que muito tem sido feito para que a vacina seja trazido para o Brasil em pouco tempo, fizeram aquisições com as doses estão analisando em laboratório do Instituto Serum, da Índia. E a possibilidade de essas doses chegarem aqui rapidamente é bem alta, tem previsão para o dia 20. Ela também relata que estavam programando trazer a vacina para o país antes da aprovação, e a partir desse ponto tudo vai depender dos movimentos do Ministério da Saúde, que coordena o Programa Nacional de Imunização (PNI) e ora distribuir de acordo  com o grupo prioritário como já foi apresentado. 

O presidente do Brasil enviou um pedido à índia para que a vacina chegue o mais rápido possível. Para Nísia esse procedimento só ressalta a importância de que o imunizante chegue rápido ao Brasil, contudo a previsão continua sendo dia 20 de janeiro. Todos estão preocupados com os prazos, contudo apesar de ser importante vacinar a todos de uma forma rápida também tem que ter uma sustentação da vacina, somente sendo possível com a produção nacional. Ela ressalta também que precisamos aprender com a pandemia pois nem todas as doenças têm vacinas e por este motivo as pesquisas devem ser contínuas e laboratórios nacionais como Fiocruz e Butantan são extremamente importantes.

Muita gente tem dúvida da eficácia da vacina pelo rápido período que ela foi feita. A presidente da Fiocruz fala que há alguns pontos que precisam ser considerados como as vacinas não estão vindo do nada, existe um processo de pesquisa que eram desenvolvidas contra o coronavírus, e que existe um histórico de novas  doenças que podem ameaçam a humanidade há pelo menos 20 anos. O Brasil é um país que tem avançado muito na pesquisa de prevenção dessas doenças com grupos excelentes que desenvolvem isto. Além disso, o país tem instituições experientes que são indicadas para participar da fase 3.

Para Nísia o que se pode esperar da produção o Brasil é a tecnologia que estão dominando a partir do segundo semestre, outro ponto é que a vacina se mostra muito adequada , se for pensar pela política da saúde pública ela se mostrou bem  eficaz e de baixo custo, um elemento crucial não só para o Brasil mas para outros países que estão se desenvolvendo também. Esta vacina é a que mais tem acordos firmados com uma eficácia de 73% tendo uma melhor resposta com um intervalo de 8 a 12 semanas que é o tempo dos anticorpos e células imunes se criarem. De acordo com a presidente, mais de 200 milhões de doses estão previstas para este ano, a expectativa é que as primeiras entregas aconteçam em fevereiro e que até abril já tenham entregado 50 milhões de doses.

Justiça dá 72 horas para Planalto explicar sigilo no cartão de vacina do Bolsonaro


A AGU argumenta que informações dizem respeito a vida privada, intimidade, honra e imagem

André Lucas

Em resposta a ação movida pela Deputada Federal e Presidente do PT (Partido dos trabalhadores), Gleisi Hoffman, a 20° vara federal de Brasília protocolou hoje a decisão que obriga o Planalto a prestar esclarecimento  sobre o motivo do cartão de vacinação do Presidente da República, Jair Bolsonaro, tem sigilo de até 100 anos, o governo tem 72 horas para explicar o caso.

Em ação popular, Gleisi pede a suspensão da medida que garante o sigilo, e pede para o Gabinete de Segurança da instituição e para a Advocacia Geral da União apresentarem o aval para aplicar o sigilo. 

No pedido Hoffman afirma que o sigilo é ilegal, uma vez que as informações referentes ao presidente se encontram divididas entre aquilo que é de sua vida privada e aquilo que é público. Em meio a pandemia do Covid 19 informações sobre a vacina são de interesse público, e devem ser divulgadas de forma correta como previsto em lei. 

A presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffman. Foto: divulgação.

A deputada Gleisi Hoffman falou sobre o caso, e disse, “Justamente pela controvérsia social instaurada, em que o senhor presidente da República fez questão de expor suas opiniões, é indubitável o interesse público na informação acerca do histórico de Jair Bolsonaro quanto à sua saúde e imunização, dado não se estar a tratar de um cidadão qualquer, mas do chefe de Estado e de governo da nação brasileira”, escreveu a parlamentar no último domingo. 

O sigilo foi decretado após pedido de acesso ao cartão de vacinação do presidente feito por meio da Lei de Acesso à Informação pela coluna do jornalista Guilherme Amado, da revista Época.

Segundo a Presidência, o decreto foi feito porque os dados “dizem respeito à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem” do presidente. 

Bolsonaro tem questionado a eficácia e a segurança dos imunizantes contra a Covid-19 e dito que não vai vacinar. “Não vou tomar a vacina e ponto final. Se alguém acha que a minha vida está em risco, o problema é meu e ponto final”, afirmou ele em 15 de dezembro. 

Dias depois, ele questionou os efeitos colaterais no imunizante. “Lá na Pfizer, tá bem claro lá no contrato: ‘nós não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral’. Se você virar um chi… virar um jacaré, é problema de você, pô. Não vou falar outro bicho, porque vão pensar que eu vou falar besteira aqui, né? Se você virar super-homem, se nascer barba em alguma mulher aí ou algum homem começar a falar fino, eles não têm nada a ver com isso. Ou, o que é pior, mexer no sistema imunológico das pessoas”, disse.  

Em nota, a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) afirmou que o sigilo atendeu aos critérios da LAI e citou o artigo 31 da norma, pelo qual “o tratamento das informações pessoais deve ser feito de forma transparente e com respeito à intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas, bem como às liberdades e garantias individuais, as informações pessoais, a que se refere este artigo, relativas à intimidade, vida privada, honra e imagem: terão seu acesso restrito, independentemente de classificação de sigilo e pelo prazo máximo de 100 (cem) anos a contar da sua data de produção, a agentes públicos legalmente autorizados e à pessoa a que elas se referirem”.

Secretário da Saúde da Bahia diz que atual comportamento da pandemia impede realização do Enem


Posicionamento foi compartilhado através das redes sociais

Thais Paim

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está se aproximando e a pressão para que a prova seja adiada novamente aumenta. O motivo? O agravamento da pandemia do novo coronavírus em diversos estados do Brasil, com o crescimento do número de casos e óbitos pela doença. Nesta terça-feira (12), foi a vez do secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, se posicionar e apoiar o movimento que pede um novo adiamento das provas. 

O Enem, marcado para os próximos dois domingos (17 e 24) acontecerá presencialmente, apesar de entidades médicas, políticos, associações científicas e estudantes cobrarem uma nova mudança na data das provas. O exame estava inicialmente previsto para novembro de 2020. 

Em sua rede social, o titular da Sesab fez uma publicação em que argumenta que o comportamento da pandemia em todo o Brasil impede que o exame seja realizado.  

“O comportamento assimétrico e de franca expansão da pandemia no Brasil impede a realização do ENEM na data de 17 de janeiro de 2021. Em praticamente todos os Estados do Brasil diversas regiões de saúde apresentam alto risco de transmissão da COVID-19”, afirmou Vilas-Boas no Twitter. 

Ele seguiu afirmando que “diante do iminente início do processo de vacinação da população brasileira, entendemos ser oportuno e necessário prorrogar a realização do exame”. Além disso, a hashtag #adiaenem também foi usada por ele. 

Além do secretário da Saúde da Bahia, senadores e deputados baianos têm se manifestado a favor do adiamento da prova. 

Por sua vez, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao Ministério da Educação e responsável pelas provas, não pretende mudar as datas.

Saiba mais sobre o calendário de pagamento do IPVA em 2021


Pagamento do imposto é obrigatório

Thais Paim

O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é uma cobrança realizada anualmente, que possui calendários distintos, com diferentes vencimentos para cada estado do país. Este ano a previsão é de que haja uma redução de 4,6% do valor cobrado. 

O pagamento do IPVA é obrigatório e a alíquota apresenta variação conforme o modelo e o ano de fabricação do veículo, sendo que o estado em que o contribuinte mora também afeta o valor final. 

Em alguns estados, o IPVA pode ser pago com desconto, por quem optar pela chamada cota única. Quem não optar pela parcela única, pode pagar o imposto em parcelas que variam de estado para estado.

Confira abaixo o calendário para o pagamento do imposto em cada um dos estados e no Distrito Federal.

Região Norte

Acre

Amapá

Amazonas

Pará

Rondônia

Roraima

Tocantins

Região Nordeste

Alagoas

Bahia

Ceará

Maranhão

Paraíba

Pernambuco

Piauí

Rio Grande do Norte

Sergipe

Região Centro-Oeste

Distrito Federal

Goiás

Mato Grosso

Mato Grosso do Sul

Região Sudeste

Espírito Santo

Minas gerais

Rio de Janeiro

São Paulo

Região Sul

Paraná

Rio Grande do Sul

Santa Catarina

WhatsApp se defende após polêmicas sobre compartilhamento de dados com o Facebook


Aplicativo anunciou novos termos de uso e tem provocado insatisfação dos usuários

Thais Paim

Após as diversas polêmicas envolvendo os novos termos de uso do WhatsApp, o mensageiro foi ao Twitter para se defender. A plataforma decidiu publicar um posicionamento a respeito dos novos termos de uso e compartilhamento de dados do aplicativo. 

A publicação contém um infográfico feito para indicar o que o WhatsApp pode e não pode fazer, além de apontar os poderes do usuário. Entre essas possibilidades apresentadas, está a opção de baixar os dados quando quiser e colocar uma “data de validade” em mensagens consideradas importantes, mas que devem sumir até mesmo do seu dispositivo.

Em trecho da publicação, o aplicativo de mensagem instantânea afirma: 

“Nós gostaríamos de abordar alguns rumores e ser 100% claros, nós continuamos a proteger as suas mensagens privadas com criptografia ponta-a-ponta. (…) Nossa atualização nas políticas de privacidade não afeta a privacidade das suas mensagens com amigos ou família”.  

Na rede social, o público está dividido nos comentários, especialmente após notícias de que concordar com os novos termos seria obrigatório. Até mesmo um órgão brasileiro de defesa do consumidor pode intervir.

Análise sobre o posicionamento da plataforma 

O site Android Authority avaliou as mensagens e, ao comparar com as atuais políticas do WhatsApp, encontrou algumas incompatibilidades. Apesar de negar a troca de conteúdos de chats com o Facebook, o FAQ atualizado da plataforma lista uma série de informações paralelas que acabam nas mãos da companhia de Mark Zuckerberg — incluindo o vago “informações sobre como você interage com outras pessoas”.

Além disso, alguns trechos do tweet foram considerados contraditórios. A questão sobre coleta de dados de localização, por exemplo, está bem sinalizada nos termos de uso e indica que o mensageiro de fato se apropria de algumas dessas informações.

Como consequência da atual crise, rivais como o Signal ou o Telegram, que não pertencem a uma gigante da tecnologia, dispararam em downloads e agora aproveitam a fama que pode ou não ser momentânea.

Camaçari: funcionários fazem protesto contra fechamento de fábrica da Ford


Anúncio foi feito pela montadora na segunda-feira (11)

Thais Paim

Após a Ford ter anunciado que a produção de veículos no Brasil será encerrada, diversas inseguranças e incertezas surgiram. Por isso, os trabalhadores da fábrica em Camaçari, região metropolitana de Salvador, realizaram protesto na manhã desta terça-feira (12) contra o seu fechamento. 

Anúncio de fechamento e repercussão 

O motivo da decisão, segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia, Júlio Bonfim, é a instabilidade econômica do país. Ele informou que a explicação foi dada durante uma reunião com o presidente da Ford na América do Sul.

“Ontem eu tive uma convocação por parte da Ford e nessa reunião, eu esperava que a tratativa era referente aos 460 trabalhadores da Ford que estavam suspensos por contrato em lay-off [suspensão temporária]. Mas fomos surpreendidos por um anúncio, por parte do presidente América do Sul, informando da instabilidade econômica do país e a incerteza econômica do país por parte do governo federal, isso dito pelo próprio presidente América do Sul da Ford. E também a questão do coronavírus impactou diretamente no encerramento das atividades da Ford”, revelou o presidente do sindicato.

O Ministério da Economia também se manifestou e afirmou que lamenta a decisão global e estratégica da Ford de encerrar a produção no país. Além disso, afirmou que a decisão da montadora destoa da forte recuperação observada na maioria dos setores da indústria no Brasil; que muitos registram resultados superiores ao período pré-crise. 

A previsão é de que sejam perdidos 12 mil empregos diretos com o encerramento. Com isso, a Ford também fechará as fábricas de Taubaté (SP) e Horizonte (CE), além de Camaçari. Apesar das informações do sindicato, a empresa alega que serão cinco mil empregos afetados.

“O que a Ford tá fazendo hoje é um atrocidade com mais de 12 mil trabalhadores. Por que eu falo isso? A Ford está mentindo quando ela fala que são, simplesmente, cinco mil trabalhadores que estão sendo desligados. Nós temos um acordo coletivo aqui, em que empresas parceiras de autopeças produzem nas mesmas condições como trabalhador direto Ford. Então só somando essas empresas são oito mil, mais quatro mil trabalhadores de empresas satélites que fornecem diretamente para a Ford”, disse.

Júlio Bonfim falou ainda sobre os empregos dos trabalhadores indiretos, de empresas que prestam serviço à montadora. Segundo ele, esses empregos indiretos somam 60 mil trabalhadores.

“São 12 mil trabalhadores diretos, e para cada um trabalhador direto demitido, são cinco trabalhadores indiretos. Estou falando de quase 60 mil trabalhadores indiretos que perdem seus empregos e 12 mil diretos. São 72 mil trabalhadores. Isso é uma camuflagem que a Ford está fazendo, para retirar a responsabilidade social dela, referente a essa atrocidade que ela está fazendo no país e na Bahia, impactando diretamente na economia do PIB baiano e na região metropolitana como um todo, nessa grande massa de trabalhadores que vão ser desligados”, pontuou.

Ao todo, a Ford possui 6.171 funcionários no Brasil e fechou 2020 como a quinta montadora que mais vendeu carros, com 7,14% do mercado nacional. Em comunicado divulgado para a imprensa, a fabricante diz que a decisão foi tomada “à medida em que a pandemia de Covid-19 amplia a persistente capacidade ociosa da indústria e a redução das vendas, resultando em anos de perdas significativas”.

Missão em Wuhan: China volta atrás e diz que foi tudo um “mal entendido”


Após impedir a entrada de uma equipe especializada da OMS, a China anunciou, sem nenhum detalhe, que a equipe vai ao país essa semana

André Lucas

Uma equipe especializada da organização mundial dos médicos, chegará em Wuhan com voo vindo de Cingapura nesta quinta-feira, segundo informações do governo chinês. 

O chefe da OMS, Tedros Adhanom, disse que quer trabalhar junto com a China na missão de entender a origem do vírus e como ele chegou ao corpo humano. 

Anteriormente, Tedros Adhanom disse estar “ desapontado” com a China, isso porque o governo proibiu a entrada dos agentes no país asiático. A declaração teve efeito e autoridades Chinesas voltaram atrás, e afirmaram que foi tudo um grande mal entendido. 

“De acordo com o plano atual, eles voarão de Cingapura a Wuhan em 14 de janeiro”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Zhao Lijian em uma entrevista coletiva regular em Pequim na terça-feira.   

O porta-voz se negou a responder se o a agentes ficaram de quarentena assim que chegasse, e não deu mais nenhuma informação de detalhes sobre a missão. 

O coronavírus foi detectado pela primeira vez na cidade central de Wuhan no final de 2019 e desde então se espalhou pelo mundo, infectando mais de 90.500.000 pessoas e matando quase 2 milhões até agora. 

Muito pouco se sabe sobre a origem, evolução e propagação do vírus, a China se mostra muito sensível sobre a suspeita de acobertar o vírus, e consequentemente facilitar a disseminação da Covid 19. 

Os primeiros casos de Covid-19 no mundo foram reportados pelas autoridades chinesas à OMS em 31 de dezembro de 2019. Esses registros vieram da cidade de Wuhan, a primeira a sofrer um surto do coronavírus. Todos os primeiros diagnósticos estavam relacionados, inicialmente, a um mercado que vende animais selvagens mortos para o consumo humano. 

No entanto, os cientistas ainda não conseguiram confirmar se realmente o coronavírus “saltou” de um animal para o homem nesse estabelecimento ou se o patógeno já circulava antes a partir de outra origem — o mercado, nessa hipótese, teria servido como um superdisseminador da Covid-19 pela aglomeração de pessoas. 

Após meses de impasse, Uma equipe de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) recebeu permissão para viajar à China nesta semana para realizar uma investigação sobre as origens do coronavírus Sars-Cov-2, o causador da covid-19. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (11/01) pela Comissão Nacional de Saúde Chinesa.  

A decisão veio após dias de negociações, entre a Organização Mundial da Saúde e o governo chinês, que primeiramente se frustrou com as proibições da China. 

Nos primeiros dias de janeiro os membros da comissão já tinha saído de seus Países em direção a China, porém foram atrasados porque segundo o chefe da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a China não entregou os documentos dando permissão a equipe para entrar no país. 

A missão, considerada como prioritária para a OMS, é formada por especialistas ligados à entidade e à Organização da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO) e à Organização Mundial da Saúde Animal, com integrantes de Estados Unidos, Japão, Rússia, Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Austrália, Vietnã, Alemanha e Catar.