MP-RJ denuncia 11 pessoas por envolvimento na tragédia do Ninho do Urubu que terminou com 10 mortos


O ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira, agora é réu no caso

André Lucas

O Ministério Público do Rio de Janeiro levou na manhã de  20 de janeiro, uma denúncia ao Tribunal de Justiça (TJ), sobre o incêndio no “ninho do urubu”, local onde os jovens talentos do Flamengo treinavam. 

Após o TJ aceitar a denúncia, 11 pessoas, dentre elas Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo, se tornam réus no caso. Elas vão responder pelo crime de incêndio culposo qualificado pelos resultados morte e lesão grave. 

A denúncia foi protocolada no dia 15 deste mês, porém só agora o processo seguiu em frente nessa semana, a informação inicial partiu do canal Sports News Mundo, e já foi oficialmente confirmada pela autoridade jurídica. 

Muitos envolvidos no caso

Marcel Laguna Duque Estrada, juiz titular da 36ª Vara Criminal, assinou o documento confirmando que a denúncia foi aceita. Os outros 10 envolvidos no caso são o Antonio Marcio Garotti (ex-diretor financeiro do Fla), Carlos Renato Mamede Noval (atual diretor de transição do Fla), Marcelo Maia de Sá (ex-diretor de obras do Fla), Luiz Felipe Almeida Pondé (ex-engenheiro do Fla), Claudia Pereira Rodrigues (diretora da NHJ, fabricante dos contêineres), Weslley Gimenes (engenheiro da NHJ), Danilo da Silva Duarte (engenheiro da NHJ), Fábio Hilário da Silva (engenheiro da NHJ), Edson Colman da Silva (técnico de refrigeração) e Marcus Vinicius Medeiros (monitor).  

A denúncia do  MP-RJ, aponta desobediência aos requisitos de legalização do alvará de onde ficavam os meninos,  além de irregularidades técnicas e descumprimento das normas impostas pelas autoridades. 

Entre os crimes estão, ocultação das reais condições ante a fiscalização do Corpo de Bombeiros, contratação e instalação de contêiner em discordância com regras técnicas de engenharia e arquitetura para servirem de dormitório de adolescentes, a não manutenção técnica do local onde os jovens residiam, e o não cumprimento das ordens vinda do Ministério Público em relação a segurança e integridade física dos meninos. 

No fim do processo os julgados podem pegar pena de 1 ano e 4 messes até 4 anos de cadeia, no regime semi aberto, porém não existe nenhuma previsão de quando o processo chegará ao fim e a decisão do tribunal será anunciada. 

O próximo passo do MP é ouvir 53 pessoas envolvidas no caso, o presidente Rodolfo Landim, atual presidente do Flamengo, o vice Rodrigo Dunshee, o CEO Reinaldo Belotti, e o ex-vice de Patrimônio, Alexandre Wrobel, além de sobreviventes do incêndio, são algumas destas pessoas. 

A tragédia no ninho do urubu

O incêndio no alojamento do Flamengo foi um incêndio ocorrido em um alojamento do time da base rubro negra  , que matou 10 pessoas e deixou 3 feridas Ocorreu nas primeiras horas do dia 8 de fevereiro de 2019, no Centro de Treinamento George Helal, também conhecido como “Ninho do Urubu”, no bairro carioca de Vargem Grande, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. 

Durante a remoção dos primeiros corpos, acreditou-se na possibilidade de funcionários do local estarem entre as vítimas. No entanto, na tarde de 8 de fevereiro, a polícia, com auxílio do Flamengo, informou que havia identificado todos os corpos e, em seguida, divulgou a lista com o nome das vítimas fatais.  

Athila Paixão, de 14 anos, Arthur Vinícius de Barros Silva Freitas, 14 anos, Bernardo Pisetta, 14 anos, Christian Esmério, 15 anos, Gedson Santos, 14 anos, Jorge Eduardo Santos, 15 anos, Pablo Henrique da Silva Matos, 14 anos, Rykelmo de Souza Vianna, 16 anos, Samuel Thomas Rosa, 15 anos, Vitor Isaías, 15 anos, foram as vítimas do descaso e hoje seus familiares só querem justiça. 

O novo clipe de Thainá Lopes traz elementos como amor próprio e representatividade


Julia Vitoria

A música Menina da cantora Thainá  Lopes foi gravada no bairro Jesus de Nazaré em Vitória. A cantora se inspirou em palavras como reconhecimento e valorização para compor a música. A canção inteiramente capixaba veio para falar sobre a força da mulher e valorizar  as belezas das periferias. A música também lembra a importância da aceitação própria.

Com um refrão de não sair da cabeça e o balanço envolvente, a música é inspirada no estilo pop. A representatividade falou alto no clipe, várias mulheres de estilo, cores e energia diferentes comporam a gravação. A cantora fala que o objetivo  principal com a música é que as mulheres e meninas vejam o clipe, escutem a música e se reconheçam. 

Delicadeza e força

Thainá queria que a música fosse envolvente, fácil de decorar e que permitisse uma coreografia, para todos dançarem, e se reconhecer, contudo a canção não só aborda assuntos de não-binarismo, mas também que todos têm delicadeza e força sem a obrigação de gêneros definidos.

A nova música veio ao mercado no mesmo tempo em que a Anvisa autorizou o uso emergencial das vacinas contra o novo coronavírus no Brasil, a cantora relata que a música foi feita para ser um vírus musical do bem que de uma maneira positiva contagiasse a todos. 

No clipe ela transmite coragem às meninas e mulheres que ainda se prendem há um padrão fugindo de sua própria essência, isso acaba fazendo com que não tenham um posicionamento e muitas vezes com o psicológico frágil. A cantora espera que neste ano de 2020 as pessoas possam ser infectadas pelo vírus do bem, nada liberdade de expressão e vivência.

Ela ainda espera que através de suas músicas as mulheres possam ter inspiração e viverem felizes de dentro para fora.  O clipe da música será lançado hoje no dia 21, mas quem ainda ficar curioso para conhecer as músicas da cantora, suas músicas estão nas plataformas digitais.

O Espírito Santo recebeu milhões do governo federal por causa da lei Kandi


Julia Vitoria

O governo do Estado do Espírito Santo recebeu 115 milhões do governo federal em compensação pela Lei Kandir. O pagamento é em relação ao ano passado e o estado deve receber ainda este mês a parcela de janeiro de 2021 equivalente a R$11,99 milhões.

A Lei Complementar nº 87/1996, conhecida como Lei Kandir, prevê a isenção do pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre as exportações de produtos primários, como itens agrícolas, semielaborados ou serviços.

Feita pelo então ministro do Planejamento Antônio Kandir, no governo de Fernando Henrique Cardoso, a medida de isenção fiscal tem o objetivo de dar maior competitividade ao produto brasileiro no mercado internacional.

Ao longo do ano está previsto para que o estado receba R$144 milhões, deste total  75% equivalente a R$108 milhões, ficará com o governo do estado e os outros 25% que equivale a R$32 milhões irão ser divididos entre os municípios seguindo o Índice de Participação dos Municípios (IPM).

Segundo a lei complementar 176/20, dentre os anos de 2020 a 2037 o governo federal irá  repassar cerca de 58 bilhões para os Estados e municípios que compensará perdas de desoneração e exportação, do total a ser recebido pelos estados 4 bilhões será entregue a cada ano de 2020 a 2030 a partir de 2031 os valores irão diminuir e o estado receberá 500 milhões até 2037.

Bruno Pires Dias Secretário de Estado da Fazenda disse sobre a importância desta compensação do governo Federal, ele fala também que a lei gerou um grande débito da União com os estados e que o  valor para pelo governo federal colocará fim em uma situação que se arrasta por anos.

Gás de cozinha dispara e chega a 90 reais no sudeste


Petrobrás faz reajuste de 6% no preço, é 11° em 9 meses

André Lucas

O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante o primeiro mandato afirmou diversas vezes. Que o gás de cozinha “ vai chegar” a metade do preço, porém atualmente o preço do gás em alguns  lugares está chegando a 110 reais, no Rio de Janeiro chega a 85 reais, em São Paulo a 90 reais.  

O ministro nunca citou um preço específico, apenas a porcentagem sobre o produto,  durante o período de 2019 o preço médio do produto era de 69,24 centavos, segundo o INPE, 50% disso dá cerca de 35 reais. 

Anunciar um gás de cozinha até 35 reais, é mais um argumento do que uma promessa, Guedes sempre foi abertamente a favor de privatizações e defende com a privatização da Petrobras a concorrência aumenta e com isso os preços despencam.  

no ano passado, a Petrobras vendeu a Liquigás, uma subsidiária que atuava no engarrafamento, distribuição e comercialização de gás liquefeito de petróleo (GLP). 

Entretanto, nesse caso, a privatização não garantiu mais concorrência porque mudaram apenas os controladores da empresa, sem a entrada de novos participantes no mercado. Além disso, o governo não tomou medidas adicionais para estimular a competição no setor, com a entrada de mais companhias.  

Venda da Petrobrás não reduzirá preço do gas de cozinha

Adriano Pires, analista de energia da CBIE, explicou que mesmo com a venda da Petrobras o preço do gás não irá despencar, o primeiro motivo é o fato da Petrobrás ser a única produtora do GLP e a outra parcela é importada, o que também aumenta o preço. 

Outra questão é o fato do GLP ter como insumo base o petróleo, que é vendido a preço de mercado internacional, “ nenhuma empresa vai vender barato para tomar prejuízo.      

Além de o preço do gás variar de acordo com os mercados, o dólar em alta encarece ainda mais o preço do produto importado para o Brasil. 

Em dezembro de 2019, o preço médio do botijão de gás chegou a R$69,24, passou para R$74,74 em dezembro de 2020 e já alcançou R$75,77 em janeiro de 2021, conforme dados da ANP. Esse é o preço médio, mas há picos, como os R$105 em MT.    

No dia 6 de janeiro de 2021, a Petrobrás anunciou mais um reajuste no preço, de 6%, esse é o 11° reajuste em 9 meses, consideravelmente alto.  

José Luiz Rocha, presidente da abragas, sociedade que reúne os revendedores de botijão, diz que não existe alternativas para fugir dessa situação é que a culpa estar na produção e distribuição do produto, Estamos na mão de um monopólio na produção do GLP e de um oligopólio entre as distribuidoras”, sem concorrência o preço dispara. 

Rocha também falou que os empresários enxergam o gás como uma energia barata, mesmo com a alta dos preços se comparado com outras fontes o GLP “ sai mais em conta.” O empresário diz lamentar a alta do preço que afetam a renda dos trabalhadores, “ pesa no bolso trabalhador, compromete quase 10% do salário mínimo. 

O presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de Gás Liquefeito do Petróleo (Asmirg), Alexandre Borjaili, estima que o preço do gás de cozinha vendido aos brasileiros pode bater a casa dos 150 reais, ou mesmo  200 reais, em uma hipótese drástica,  neste ano. “Se persistirem esses aumentos consecutivos, sem limites, a previsão é de que o gás de cozinha chegue logo a R$150.”

Governo produziu uma tonelada de cloroquina atoa


OMS anunciou que o produto não tem eficácia nenhuma contra a covid, e pode aumentar a letalidade

André Lucas

O governo de Jair Bolsonaro já gastou mais de 90 milhões de reais em compra com medicamentos ineficazes contra a covid-19, como por exemplo cloroquina, azitromicina e o Tamiflu 

Enquanto isso, o Butantã, que já entregou as primeiras doses das vacinas aplicadas no Brasil, ainda não foi pago  pelo governo federal . 

Desde o início da pandemia, o Presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, defendem o chamado tratamento precoce contra o corona vírus, com o uso dos medicamentos citados acima para combater o vírus nos primeiros estágios da doença. 

 Os medicamentos no entanto se mostraram ineficazes em diversos lugares do mundo, estudos rigorosos feitos na Europa e Estados Unidos comprovaram que esses remédios não fazem efeito nenhum contra o vírus e ainda podem ser letal. 

Os gastos da União com cloroquina, hidroxicloroquina, Tamiflu, ivermectina, azitromicina e nitazoxanida somam pelo menos R$89.597.985,50, segundo levantou a reportagem da BBC News Brasil por meio de fontes públicas. 

A cloroquina

Após testes iniciais a OMS interrompeu a pesquisa com o produto na segunda metade de 2020, após o remédio se mostrar ineficaz. 

Mesmo assim, o laboratório químico farmacêutico brasileiro comprou mais de uma tonelada de ingredientes  farmacêuticos ativos para a produção de cloroquina.

 O Ministério da Saúde lançou um protocolo para atendimento da covid-19 que recomendava o uso da cloroquina associada à azitromicina, aos primeiros sintomas da doença. Além dos medicamentos, o governo federal também investiu em vacinas contra o SARS-CoV-2.  

O tratecov

o Ministério da Saúde lançou nesta semana um aplicativo que visa incentivar o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19.  

 Chamado de “TrateCOV”, o aplicativo ajuda a diagnosticar a doença, após o médico cadastrar sintomas do paciente e comorbidades, como diabetes.  

Em seguida, a plataforma sugere a prescrição de medicamentos como hidroxicloroquina, cloroquina, ivermectina, azitromicina e doxiciclina, o conhecido kit-covid. 

No aplicativo, são incluídas também informações sobre lugares frequentados pelo paciente ou contato com pessoas que tenham testado positivo para covid-19.

 Ao final, é apresentada uma pontuação de gravidade. Se for seis pontos ou mais, é dado o diagnóstico da doença. Em seguida, surge a opção de receber ou não tratamento precoce. Caso a resposta seja afirmativa, aparecem os nomes dos medicamentos, junto com as doses e quantidade de dias a serem administrados.   

o desenvolvedor Joselito Júnior analisou o código-fonte da página e descobriu que a cloroquina e remédios semelhantes sempre serão recomendados quando houver a opção de tratamento precoce, ou seja, quando o escore de gravidade for maior ou igual a 6.  

Segundo a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), com base nos estudos científicos mais recentes e consistentes, não existe tratamento precoce para a covid-19.  

Além do App e da influência do próprio presidente, a cloroquina ainda é distribuída através do chamado “ kit covid”. 

Um levantamento com dez municípios com mais de 100 mil habitantes que distribuíram um kit com medicamentos para o chamado “tratamento precoce”, no ano passado, revela que nove deles registram uma taxa de mortalidade por covid-19 mais alta do que a média estadual. O que ressalta o resultado da pesquisa feita pela OMS, “A cloroquina não tem eficácia contra o Covid 19, e aumenta a chances de letalidade”. 

Vitória: profissionais de saúde não escondem alívio e emoção ao serem vacinados contra covid


Marcelo Carvalho

A campanha de vacinação contra a Covid avança na capital, com quase 800 pessoas já imunizadas, e traz alívio para os profissionais de saúde. A enfermeira Sheila Maria Parreira Alves, de 59 anos, há 11 atuando no Pronto-Atendimento (PA) da Praia do Suá, conta que a vacina veio como um presente para os profissionais de saúde.

“É muito gratificante porque estamos esperando por isso há bastante tempo. Com a vacina veio uma tranquilidade para continuar trabalhando na linha de frente da pandemia, além de sentimentos de alegria e gratidão por ela. Agora esperamos que a vacina se multiplique e chegue a todas as pessoas. Até lá, todos precisam continuar se cuidando, porque esse é o início de uma jornada bastante longa”, declarou.

Lucas Alexandre Lopes recebe sua vacina contra covid. Foto: ACM Vitória(ES)

Alegria pela conquista

O médico Lucas Alexandre Lopes Huguinim, que também atua no PA da Praia do Suá, disse que é até difícil definir os sentimentos. “É sensação de alegria, ansiedade, alívio e conquista. Trabalho em vários lugares, sempre à frente dessa pandemia, e graças a Deus não me contaminei, mas a preocupação era constante. Esse momento é uma conquista de muitos, porque o mundo inteiro buscou a ciência e as tecnologias e se voltou para encontrar uma vacina eficaz para que voltássemos a nos abraçar e a conviver”.
Vacinação

Desde a última terça-feira (19), a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) já imunizou 799 pessoas com a primeira dose da CoronaVac.

Ao longo desta última quarta-feira (20), as equipes realizaram a vacinação em idosos e profissionais de saúde de nove Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) e nos profissionais de saúde que estão atuando na linha de frente no combate ao coronavírus em hospitais e nos Pronto-Atendimentos (PAs) da capital.

Unidades ainda não vacinam contra a Covid-19. Nesta primeira etapa da vacinação, as equipes de saúde estão indo até o público-alvo da campanha, em hospitais e abrigos. Portanto, as unidades básicas de saúde ainda não estão imunizando contra a Covid-19.

Fonte: Assessoria de Comunicação Prefeitura de Vitória

Veja o que muda nas indenizações do seguro DPVAT e como solicitar


Nova gestão traz mudanças nos formatos de solicitações e pagamentos

Thais Paim

A novidade é que a Caixa Econômica Federal assumiu em 2021 a gestão dos recursos e pagamentos das indenizações do DPVAT (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) e com isso, algumas alterações foram necessárias. 

Para quem não sabe, o seguro DPVAT foi criado há quase 50 anos com o objetivo de indenizar cidadãos envolvidos em acidentes de trânsito, sejam eles motoristas, passageiros ou pedestres.

Após a alteração de gestão, o seguro passa por modificações nos formatos de solicitações e pagamentos das indenizações. Vale lembrar, que embora o pagamento do DPVAT esteja suspenso em 2021, o seguro continua existindo e funcionando. 

Entenda como funciona o DPVAT e o que muda para 2021: 

Quem tem direito?

Qualquer vítima de acidente de trânsito envolvendo veículos automotores (carros, motos, ônibus e caminhões), sejam motoristas, passageiros ou pedestres, e seus beneficiários. As indenizações são pagas independentemente da apuração de culpados e do reconhecimento do veículo.

São cobertos casos de morte, invalidez permanente total ou parcial, e reembolso de despesas médicas e hospitalares da rede privada por danos físicos causados pelos acidentes de trânsito.

Qual o valor das indenizações?

R$ 13.500 em caso de morte;

até R$ 13.500 em caso de invalidez permanente, variando conforme a lesão da vítima (100% para total; 75% para as perdas de repercussão intensa; 50% para as de média repercussão; 25% para as de leve repercussão);

até R$ 2.700, considerando os valores gastos pela vítima em seu tratamento.

Como solicitar e receber a indenização?

Depende da data em que o sinistro ocorreu. Todas as indenizações são pagas individualmente, sem importar quantas vítimas se envolveram no acidente, e os pedidos devem ser feitos em até 3 anos a partir do diagnóstico.

Acidentes ocorridos até 2020

Caso o acidente tenha acontecido até o dia 31 de dezembro de 2020, a solicitação deve ser feita à Seguradora Líder, antiga responsável pelo DPVAT. O processo pode ser realizado pelo aplicativo Seguro DPVAT, pela central telefônica da seguradora ou em um dos pontos físicos de atendimento. Neste caso, o pagamento é feito diretamente na conta corrente ou poupança do beneficiário em até 30 dias após a aprovação do pedido.

Veja os canais no link https://www.seguradoralider.com.br/.

Acidentes ocorridos a partir de janeiro de 2021

Para acidentes ocorridos a partir do dia 1º de janeiro de 2021, os pedidos deverão ser feitos nas agências da Caixa, mediante a apresentação de toda a documentação requerida por lei. Um aplicativo, chamado de App DPVAT, deve ser lançado em breve.

Sob responsabilidade da Caixa, o pagamento será feito em até 30 dias após a aprovação da solicitação, em uma Conta Poupança Social Digital da Caixa, no aplicativo Caixa Tem. Caso o beneficiário não possua este tipo de conta, o banco afirmou que fará a abertura gratuitamente.

A Caixa lançou uma página sobre o DPVAT, para tirar dúvida dos beneficiários, e também disponibilizará o telefone 0800 726 0207. Qualquer informação que não esteja constando aqui, pode ser consultada através dos canais informados. 

Mais detalhes sobre as informações que devem constar em documentações e relatórios, além de possíveis variações pela diferença de cobertura pelas instituições, podem ser consultados nos sites da Seguradora Líder e da Caixa.

Após o período de final de ano, Bahia registra recorde na média móvel de casos do coronavírus


Dados são da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab)

Thais Paim

Apesar da felicidade e expectativa envolvendo o início da imunização, o alerta para o avanço da pandemia segue ativo. A Bahia registrou recorde em dois dias seguidos na média móvel de casos de Covid-19, segundo dados obtidos por meio do boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). 

 Os números foram estabelecidos na segunda-feira (18) e nesta terça (19), dia do início da vacinação em Salvador e em outros municípios baianos, de acordo com informações da própria secretaria. 

Nesta terça, a média móvel ultrapassou pela primeira vez os quatro mil casos, com 4.066. Na última segunda, foram 3.795. O recorde anterior havia sido registrado apenas em 28 de julho do ano passado, quando a Sesab identificou a média de 3.781 casos.

Sobre o crescimento dos números 

Como a “média móvel de 7 dias” faz uma média entre o número de casos do dia e dos seis anteriores, isso indica que as notificações advindas do período pós-Réveillon estão refletidas nesses dados, momento em que houve registros de aglomerações em diferentes partes do estado.

O indicativo se manteve acima dos dois mil desde o início de dezembro. Contudo, entre 23 e 30 de dezembro, retrocedeu de 3.232 para 1.940. No último dia de 2020, no entanto, o número teve um tímido aumento para 1.978 e, desde então, cresce progressivamente.

Enquanto a média móvel registra picos nunca antes vistos no estado, a imunização começa, mesmo sendo numa porcentagem reduzida da população.

Plano de imunização 

Em Salvador, o plano de imunização segue nesta quarta-feira (20). A campanha terá prosseguimento a partir das 9h, no Hospital Martagão Gesteira. Na unidade hospitalar, serão 273 profissionais imunizados.

A estimativa é que 5,3 mil doses sejam aplicadas nesta quarta, contemplando trabalhadores de 18 unidades de saúde, a exemplo de hospitais de grande porte, UPAs es gripários. Uma equipe formada por 30 vacinadores percorrerá as unidades para efetuar a imunização, que só termina por volta das 18h. 

Segundo o secretário municipal de Saúde (SMS) de Salvador, Leo Prates, o plano é finalizar a primeira parte da campanha até sábado (22). “Já dei a missão aqui ao meu COE [Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública] para que a gente termine essa vacinação até sábado com os nove pontos ativos”, resumiu, em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Salvador FM 92,3, nesta terça.

Capital de Alagoas será sede para a primeira Escola Nacional de Turismo


Prefeito e gestores discutiram implementação do projeto

Thais Paim

Após a posse do prefeito João Henrique Caldas (JHC) , a intenção do gestor é transformar Maceió em uma cidade inteligente, criativa e sustentável. Seguindo esses planos, foi anunciado na última terça-feira (19) que a capital alagoana vai sediar a primeira Escola Nacional de Turismo. 

De acordo com as informações da prefeitura, essa novidade é um projeto do Governo Federal e tem como objetivo qualificar ainda mais o turismo local, garantir o desenvolvimento sustentável e reafirmar os valores socioculturais do município. 

Além do prefeito, a Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel), representantes do Ministério do Turismo, o reitor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o Sebrae e órgãos de turismo no estado estiveram reunidos para discutir a implementação desta escola. 

Cursos para Qualificação Profissional

A ideia é oferecer cursos como atendimento ao público, camareira, garçom, guia de turismo, idiomas, turismo acessível, sustentabilidade, marketing, entre outros. JHC falou sobre a grande expectativa e afirmou que sua implantação em Maceió vai servir de modelo para as demais no país. “Vamos colocar a mão na massa. Como gestor, quero ser um instrumento facilitador e dou todas as garantias”, afirmou ele.

O objetivo é que a experiência de Maceió sirva de referência para a construção de outras escolas no país. “Estamos com uma expectativa muito boa, com uma equipe muito competente para que a gente possa fazer um projeto que atenda e que seja de qualidade, não só aqui, mas que ele possa servir de exemplo para o país todo”, comentou Débora Barbosa, secretária nacional de desenvolvimento e competitividade do Ministério do Turismo. 

Na tarde da segunda-feira (18), as equipes técnicas do município e do Governo Federal realizaram visitas técnicas. O diagnóstico da atividade turística em Maceió e articulações de parcerias fazem parte das primeiras etapas para a implementação do projeto.

“Este é um grande sonho que nós temos há muito tempo que é ter um centro formador e de qualificação de mão de obra para as nossas estruturas”, destacou Marcelo Marques, presidente do sindicato dos representantes de bares, hotéis e restaurantes de Alagoas.

Atritos com Índia e China atrapalham importação da vacina.


MRE e diplomatas estão trabalhando para resolver os impasses

André Lucas

Um grande esforço está sendo feito no Itamaraty para “resolver” os atritos criados pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, com os líderes da China e Índia, em relação à vacina e aos insumos. 

Embaixadores que acompanham de perto as negociações dizem que o Brasil errou demais na comunicação. A análise no MRE ( Ministério das Relações Exteriores) concluiu que o governo brasileiro fez muito anúncio sem estar com o produto. 

 Apesar de o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ser considerado da chamada ala ideológica do governo, ele tenta estabelecer uma parceria entre os países para que a vacina possa chegar ao Brasil nos “ próximos dias”. 

Apesar do esforço de Araújo, os dois embaixadores de cada um dos países estão sendo considerados os principais representantes do país nas conversas sobre o impasse. 

Vacina indiana

No caso da Índia, o diplomata André Aranha Corrêa do Lago tem chegado a um entendimento e afirmou às autoridades brasileiras que acredita no fim do impasse, ou seja na entrega das duas milhões de doses das vacinas já adquiridas pelo Brasil. A instrução do diplomata é não anunciar nada enquanto não estiver com a vacina para não repetir o mesmo erro. 

Na China o problema é mais complexo, além dos esforços internos e comerciais, ainda existe um trabalho para melhorar a relação entre o governo de Pequim e o governo de Jair Bolsonaro.  

Diplomacia brasileira entra em ação

O embaixador do Brasil em Pequim, Paulo Estivallet de Mesquita, conversa com os líderes chineses para quebrar o bloqueio das importações dos IFAs (Ingrediente Farmacêutico ativo) que serão usados para a fabricação das vacinas contra o Covid 19. 

Diplomatas dizem que as turbulência são por causa do Bolsonaro e sua conduta ofensiva contra os chineses, e também por seus apoiadores, principalmente da área ideológica que já acusaram a China de ser culpada pelo covid 19, e também insinuou que a China faria uma vacina insegura propositalmente. 

O que os diplomatas fazem é tentar separar a postura do Governo Federal e as relações entre Diplomatas que atuam na negociação. Evitando assim que o Governo de Pequim direcione ofensivas aos representantes brasileiros por frases erradas do Presidente. 

Nesta terça-feira, dia 19 de Janeiro, a OMC (Organização Mundial do Comércio, o representante da Índia foi claro e disse que estamos todos vivendo um grande pesadelo, o mundo estar em um impasse, Não tem vacina suficiente para todo mundo. 

O Brasil comprou sua vacina da Oxford/AstraZeneca. Mas o produto é fabricado na Índia. O problema é que, com um governo nacionalista, Nova Déli dificultou a exportação dos imunizantes para permitir que sua campanha de vacinação fosse iniciada. 

Além disso, os Indianos anunciaram que vão distribuir a Vacina Primeiramente para seus aliados e vizinhos na região, uma jogada geopolítica muito bem planejada. 

Nova Déli ainda colocou dúvidas sobre a capacidade do mecanismo da OMS (Organização Mundial da Saúde) de distribuir vacinas para poder ser uma solução.  

O projeto de democratizar vacinas conta com uma forte rejeição por parte dos países ricos, detentores das patentes. 

O Brasil, desde o começo do projeto, foi o único país em desenvolvimento a declarar abertamente que era contra a proposta, abandonando anos de liderança internacional para garantir o acesso a remédios aos países mais pobres. 

Há 20 anos, foi a ação internacional do Brasil que levou a OMC a estabelecer regras para permitir um maior acesso a remédios. Naquele momento, a luta era para enfrentar a aids.