Estudos mostram que as ameaças virtuais aumentaram bastante


Só no ano passado o vazamento de CPFs e cartões internacionais e internacionais cresceram exponencialmente

Julia Vitoria

Dados da Apura Cybersecurity Intelligence, empresa especializada em segurança digital mostram uma alta nas ameaças eletrônicas em relação ao ano passado, isso aconteceu pelo uso intenso da internet durante a pandemia e acabou subentendido no número de fraudes. Em 2021 os usuários deverão ficar atentos por causa do 5g e do pix. Um relatório das empresas mostrou que em 2020 o número se CPFs e cartões de créditos vazados tiveram uma aumento considerável, senhas e credenciais de acessos também estão nesta lista, a pesquisa vasculha todos os dados da internet para chegar a uma conclusão.

Uma das grandes preocupações deste ano é sobre a implantação do pix e do do 5g que terá um impacto mundial, com isso o aumento de pessoas e dispositivos conectados aumentam e isso pode gerar mais ameaças virtuais. Os hackers usam  para formação de botnets, redes de dispositivos “zumbis” usadas para ataques de sobrecarga é uma tecnologia vulnerável. Esse equipamento foi implantado no Brasil, EUA e Nova Zelândia para dar uma estabilidade no serviços do TSE.

O diretor de operações da Apura Maurício Paranhos a relação do PIX é a mesma da pandemia com mais gente conectada mais chances de fraudes e eles estão de olho nos grupos que cometem esse delito. Brasil foi consolidado como um dos países com mais ocorrência de phishing no mundo, o golpe implica em enganar as pessoas para que elas revelem seus dados confidenciais como senhas números de cartão de crédito entre outros, esse tipos de golpes costuma  chegar através de emails e links de sites falsos.

O Brasil se tornou um alvo no ano passado dos ataques com alta repercussão contra TSE, Superior Tribunal de Justiça (STJ), Embraer e outros órgãos, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência e órgãos públicos cresceram em relação a 2019. Com altos lucros  para cibercriminosos, os ataques causam grandes transtornos aos usuários da internet, de acordo com a Apurar esses cibercriminosos tiveram um lucro de mais de um bilhão de dólares só em 2020.

No início de novembro, um  ataque de hacker paralisou o julgamento de pelo  menos 12 mil processos do Supremo Tribunal de Justiça durante uma semana, dados e processos sigilosos foram acessados pelos criminosos eles pediram um resgate para devolver  dados, e foi  considerado o pior ataque cibernético  uma instituição pública brasileira, mas esses crimes não passam de um ano de detenção. A informações sobre os impactos sofridos só serão reveladas após a conclusão do inquérito.

A redação do Enem pode ser o diferencial


Com regras bem específicas a redação do Enem pode ser o terror dos candidatos

Julia Vitoria

Além das perguntas que serão respondidas os candidatos que farão a prova do Enem  neste domingo dia 17 os estudantes também irão encarar a redação, que com critérios de correção bem específicos pode ser o diferencial na nota dos alunos. O professor e fundador do Laboratório de Redação, Adriano Chan fala que não terá grandes mudanças na redação, os estudantes devem partir do tema pressuposto junto aos textos motivadores que não poderão ser copiados e então fazer uma redação dissertativa argumentativa, com uma proposta de intervenção para o problema apresentado no texto.

O professor  fala que é um equívoco o estudante pensar que precisa saber bem o tema, para ele o aluno deve saber ler bem e intérpretar o que está sendo pedido nos textos motivadores e na proposta principal do tema. 

Segundo a professora Tatiana Nunes Câmara, de língua portuguesa e produção textual do Colégio Mopi, a estrutura não altera, o que muda são os argumentos que o estudante usará para compor o texto, ela acredita que quando o estudante sabe a estrutura do texto ele consegue condiz melhor com a redação.

Alguns professores ressalta a importância dos estudantes treinaram a redação de de forma manuscrita, devido a pandemia do coronavírus, este ano as aulas foram onlines e os alunos entregaram a redação de forma digitada não treinando a função motora, é importante que o estudante treine bastante para conseguir administrar o tempo, este ano também os estudantes deverão usar máscaras, um dos itens obrigatórios para fazer a prova devido às condições do país. Para a professora  Tatiana escrever de máscara é diferente e os estudantes devem revisar as redações já feitas e pesquisar sobre os temas que estão sendo comentados. 

Os estudantes podem acessar a cartilha de redação do Enem 2020 publicada pelo Inep, nesta cartilha estão os critérios de correção e exemplos de degradação que tiraram nota mil no exame de 2019. As relações passam por cinco competências na hora de serem corrigidas elas são: demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa; compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa; selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação; e elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos. 

Cada prova é avaliada por todos corretores e se a diferença de pontos for muito alta um terceiro corretor é acionado caso ainda haja muita diferença uma banca de corretores avaliam o texto.

Para participar dos programas do governo com a nota da prova os alunos não podem zerar a redação, os critérios que podem anular a nota são: 

fuga total ao tema;

não obediência ao tipo dissertativo-argumentativo;

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Enem: conheça os critérios de correção da redação

Com regras específicas de correção, redação pode ser o diferencial

Redação Folha Vitória

13 de Janeiro de 2021 às 06:06

Atualizado 13/01/2021 06:06:33

Foto: Divulgação

No domingo (17), milhões de estudantes de todo o país farão a primeira prova da edição impressa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. Além de responder às questões objetivas de linguagens e ciências humanas, os participantes farão a prova de redação, a única parte subjetiva do exame. Com critérios específicos de correção, a redação pode ser o diferencial na nota dos estudantes.

“A primeira coisa é que a prova não vai ter grandes mudanças na redação”, diz o professor e fundador do Laboratório de Redação, Adriano Chan. Na prova, os estudantes devem, a partir do tema proposto e dos textos motivadores – que não podem ser copiados – escrever um texto em prosa do tipo dissertativo-argumentativo. Os participantes devem defender uma tese, ou seja, uma opinião a respeito do tema proposto, apoiada em argumentos consistentes. Devem também elaborar uma proposta de intervenção social para o problema apresentado no desenvolvimento do texto.

“É um equívoco o aluno acreditar que precisa saber bem do tema. Tem que saber ler bem o que está na proposta, identificar os desafios que estão na proposta em relação ao tema principal. Isso é muito importante. Não é achar qualquer problema, mas um problema dentro do universo proposto e relacionar esse desafio com o conteúdo adquirido e aprendido”, afirma Chan.

“A estrutura não muda, o que vai alterar é a argumentação que o estudante vai ter que construir em função do tema. Eu acredito que quando o aluno conhece bem a estrutura da redação, o tema que vier ele vai conseguir fazer”, diz a professora Tatiana Nunes Câmara, de língua portuguesa e produção textual do Colégio Mopi.

Para os professores, os estudantes devem, na reta final para a aplicação do exame, treinar a escrita, em papel, como será feito no dia da prova, usando máscara de proteção facial, item obrigatório este ano por causa da pandemia do novo coronavírus. “[Com as aulas sendo realizadas de forma remota], geralmente o estudante tem de entregar a redação digitada e não está treinando a questão do exercício motor de escrever a redação. É importante que o aluno faça o treino da escrita no papel, até para que não seja pego de surpresa em relação ao tempo”.

“Escrever de máscara é diferente. Recomendo treinar a redação de máscara, contando o tempo”, acrescenta Tatiana. “Seria interessante agora revistar as redações que fizeram e foram corrigidas pelos professores, para que possam dar uma olhada na estrutura e nas orientações. Acho que também vale a pena observar temas que as pessoas têm falado ou assuntos que estão mais em voga, fazer uma espécie de retomada desses enfoques temáticos”, sugere.

Correção

Para ajudar no preparo para a prova, os estudantes podem acessar a cartilha da redação do Enem 2020, divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Na cartilha, estão detalhados os critérios de correção da redação e como é feita essa correção. Estão disponíveis também exemplos de redação que tiraram a nota máxima, nota 1 mil, na edição do Enem de 2019.

Este ano, o Inep divulgou também, de forma inédita, as apostilas de capacitação dos corretores de redação, elaboradas para a edição de 2019. Assim, é possível saber o que os corretores levam em consideração na hora de atribuir notas às provas.

As redações do Enem são avaliadas em cinco competências, cada uma vale 200 pontos: demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa; compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa; selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação; e elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Cada prova passa por dois corretores. Caso haja uma diferença de mais de 100 pontos em relação à nota total da prova ou de mais de 80 pontos em relação a alguma das competências, o texto passa, então, por um terceiro corretor. Se a diferença persistir, a prova é avaliada por uma banca composta por três professores, que atribuiu a nota final do participante.

Motivos para nota zero

Para participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de ensino superior, e o Programa Universidade para Todos (ProUni), que concede bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior, é necessário não ter tirado zero na redação. A redação receberá nota zero se apresentar uma das características a seguir:

 fuga total ao tema;

não obediência ao tipo dissertativo-argumentativo;

extensão de até sete linhas manuscritas, qualquer que seja o conteúdo, ou extensão de até dez linhas escritas no sistema Braille;

cópia de texto(s) da Prova de Redação e/ou do Caderno de Questões sem que haja pelo menos oito linhas de produção própria do participante;

impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação, em qualquer parte da folha de redação;

números ou sinais gráficos sem função clara em qualquer parte do texto ou da folha de redação;

parte deliberadamente desconectada do tema proposto;

assinatura, nome, iniciais, apelido, codinome ou rubrica fora do local devidamente designado para a assinatura do participante;

 texto predominante ou integralmente escrito em língua estrangeira;

folha de redação em branco, mesmo que haja texto escrito na folha de rascunho; e texto ilegível, que impossibilite sua leitura por dois avaliadores independentes.

Neste ano, cerca de 5,8 milhões de estudantes estão inscritos para realizar a prova, devido a pandemia foram criadas duas provas, impressas e digitais, impressas serão aplicadas nos dias 17 e 24 de janeiro e as digitais nos dias 31 e 7 de fevereiro.

As medidas de segurança para a prova contará com o número reduzido se estudante por sala isso de máscaras obrigatórias sendo que o estudante pode ter risco de ser eliminado caso não use e o álcool em gel ficará disponível em todos os ambientes de aplicação da provas.

Qualificação e diversidade de funcionários


Empresas investem cada vez mais em qualificações para os funcionários um dos setores que mais sofrem pela falta de mão de obra é o industrial

Julia Vitoria

Por causa da crise que se arrastou devido a pandemia, vários brasileiros ainda buscam oportunidades de trabalho, com o início da pandemia diversos setores de produtividade tiveram que parar, isso acabou gerando uma crise, que afetou a todos. Contudo apesar do desemprego está alto as empresas ainda encontram dificuldades para contratar isso devido a falta de mão demora qualificada.

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal, que foi publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, o desemprego no Brasil já atinge mais de 14 milhões de pessoas com uma estatística de 14,6% no último trimestre de 2020 essa é a maior estatística registrada  pesquisa desde que começou em 2012.

Se por um lado o desemprego está em alta a falta de mão de obra especializada também bate recordes, se destacar no mercado de trabalho está cada vez mais difícil. Segundo especialista o caminho a seguir é o da qualificação profissional, pois apesar do desemprego as vagas não estão sendo preenchidas, fazendo as empresas não completarem o quadro de funcionários e perdendo em competitividade, como consequência a falta de qualificação faz com que o tempo do trabalhador no mesmo emprego seja pequena.

Segundo dados que integram um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor mais afetado pela falta de mão de obra qualificada  é o industrial, num país com milhões de pessoas desempregadas, metade das fábricas têm dificuldades de contratar. Uma pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial em 2015 colocou o Brasil em 78º de qualificação profissional dentre 124 países. Com isso, muitas empresas estão investindo na capacitação do profissional, fortalecendo sua qualificação profissional, conseguindo se destacar em um se for profissional. 

Um exemplo disto é a Suzano, uma empresa de celulose de eucalipto e uma das maiores fabricantes de papéis na América Latina, a empresa está construindo uma nova fábrica no Sul do estado e buscando na região mão de obra soube a importância de investir na qualificação profissional. Para preencher algumas vagas fez uma parceria com o Senai para a qualificação dos trabalhadores, segundo a empresa mais de 300 pessoas trabalham na construção da fábrica e mais de 200 irão atuar na área quando já estiver pronta.

 O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) é o  responsável pela formação técnica e profissional de grande parte dos jovens e trabalhadores brasileiros para vários setores da indústria. A coordenadora da instituição de Cachoeiro de Itapemirim ressalta a importância das empresas entenderem o desenvolvimento profissional dos jovens alunos. No processo de qualificação em parceria com a Suzano o Senai percebeu o interesse da empresa em qualificar os funcionários e a possibilidade de novas qualificações futuras. 

A coordenadora fala que o que se percebe é que muitas empresas já buscam o profissional totalmente qualificado, mas neste caso específico a empresa buscou qualificar e ficar no desenvolvimento das pessoas dando um novo sentido profissional a eles.

Lara Sathler,  diretora executiva da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Espírito Santo (ABRH-ES) relata que o profissional se qualifica com cursos preparatórios e livres e dessa forma tem uma visão teórica e também prática e deve acompanhar as tendências do mercado para se perdoar para novos desafios.  O secretário de Estado de Desenvolvimento, Marcos Kneip Navarro, disse que o estado deve ter um bom ano no mercado de trabalho devido aos novos empreendimentos e grandes obras. Ele ressalta que grandes instalações estão sendo feitas no espírito santo e que está confiante com as obras que serão realizadas e que o setor empresarial vê o estado com bons olhos.

As empresas buscam vai vez mais apostar na diversidade do profissional além da recolocação e qualificação profissional ao abrir 90 vagas para empregar nossos funcionários a empresa Suzano focou na diversidade abrindo a seleção para todos, em relação a diversidade profissional  uma das metas da empresa é que até 2025 cerca de 30% dos cargos de liderança da empresa sejam ocupados por mulheres além de melhorar a imagem da empresa, a diversidade pode ajudar na produção e em diversos outros pontos e fazer com que as pessoas queria fazer parceria com ela. Isso facilita a atração de novos talentos, uma vez que  as opções de candidatos para preencher as vagas são abundantes e qualificadas.

2021 só começará depois da vacinação


Fiocruz já pediu o uso emergencial das vacinas feitas pela Oxford e pela AstraZeneca

Julia Vitória

O ano de 2021 só começa depois da vacina contra o novo coronavírus, por este motivo a instituição está trabalhando para que todos sejam vacinados logo segundo Nísia Trindade Doutora em sociologia e presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ela fala que o primeiro passo foi dado pois solicitaram o uso emergencial do imunizante produzido pela Oxford e AstraZeneca  para Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e logo logo será reproduzida em solo nacional.

Para ela todos poderão ser vacinados o mais rápido possível seguindo os requisitos da Anvisa. Ela foi nomeada presidente da Fiocruz mestra segunda e ficará no cargo por mais três anos.

Em entrevista ela disse que muito tem sido feito para que a vacina seja trazido para o Brasil em pouco tempo, fizeram aquisições com as doses estão analisando em laboratório do Instituto Serum, da Índia. E a possibilidade de essas doses chegarem aqui rapidamente é bem alta, tem previsão para o dia 20. Ela também relata que estavam programando trazer a vacina para o país antes da aprovação, e a partir desse ponto tudo vai depender dos movimentos do Ministério da Saúde, que coordena o Programa Nacional de Imunização (PNI) e ora distribuir de acordo  com o grupo prioritário como já foi apresentado. 

O presidente do Brasil enviou um pedido à índia para que a vacina chegue o mais rápido possível. Para Nísia esse procedimento só ressalta a importância de que o imunizante chegue rápido ao Brasil, contudo a previsão continua sendo dia 20 de janeiro. Todos estão preocupados com os prazos, contudo apesar de ser importante vacinar a todos de uma forma rápida também tem que ter uma sustentação da vacina, somente sendo possível com a produção nacional. Ela ressalta também que precisamos aprender com a pandemia pois nem todas as doenças têm vacinas e por este motivo as pesquisas devem ser contínuas e laboratórios nacionais como Fiocruz e Butantan são extremamente importantes.

Muita gente tem dúvida da eficácia da vacina pelo rápido período que ela foi feita. A presidente da Fiocruz fala que há alguns pontos que precisam ser considerados como as vacinas não estão vindo do nada, existe um processo de pesquisa que eram desenvolvidas contra o coronavírus, e que existe um histórico de novas  doenças que podem ameaçam a humanidade há pelo menos 20 anos. O Brasil é um país que tem avançado muito na pesquisa de prevenção dessas doenças com grupos excelentes que desenvolvem isto. Além disso, o país tem instituições experientes que são indicadas para participar da fase 3.

Para Nísia o que se pode esperar da produção o Brasil é a tecnologia que estão dominando a partir do segundo semestre, outro ponto é que a vacina se mostra muito adequada , se for pensar pela política da saúde pública ela se mostrou bem  eficaz e de baixo custo, um elemento crucial não só para o Brasil mas para outros países que estão se desenvolvendo também. Esta vacina é a que mais tem acordos firmados com uma eficácia de 73% tendo uma melhor resposta com um intervalo de 8 a 12 semanas que é o tempo dos anticorpos e células imunes se criarem. De acordo com a presidente, mais de 200 milhões de doses estão previstas para este ano, a expectativa é que as primeiras entregas aconteçam em fevereiro e que até abril já tenham entregado 50 milhões de doses.

Missão em Wuhan: China volta atrás e diz que foi tudo um “mal entendido”


Após impedir a entrada de uma equipe especializada da OMS, a China anunciou, sem nenhum detalhe, que a equipe vai ao país essa semana

André Lucas

Uma equipe especializada da organização mundial dos médicos, chegará em Wuhan com voo vindo de Cingapura nesta quinta-feira, segundo informações do governo chinês. 

O chefe da OMS, Tedros Adhanom, disse que quer trabalhar junto com a China na missão de entender a origem do vírus e como ele chegou ao corpo humano. 

Anteriormente, Tedros Adhanom disse estar “ desapontado” com a China, isso porque o governo proibiu a entrada dos agentes no país asiático. A declaração teve efeito e autoridades Chinesas voltaram atrás, e afirmaram que foi tudo um grande mal entendido. 

“De acordo com o plano atual, eles voarão de Cingapura a Wuhan em 14 de janeiro”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Zhao Lijian em uma entrevista coletiva regular em Pequim na terça-feira.   

O porta-voz se negou a responder se o a agentes ficaram de quarentena assim que chegasse, e não deu mais nenhuma informação de detalhes sobre a missão. 

O coronavírus foi detectado pela primeira vez na cidade central de Wuhan no final de 2019 e desde então se espalhou pelo mundo, infectando mais de 90.500.000 pessoas e matando quase 2 milhões até agora. 

Muito pouco se sabe sobre a origem, evolução e propagação do vírus, a China se mostra muito sensível sobre a suspeita de acobertar o vírus, e consequentemente facilitar a disseminação da Covid 19. 

Os primeiros casos de Covid-19 no mundo foram reportados pelas autoridades chinesas à OMS em 31 de dezembro de 2019. Esses registros vieram da cidade de Wuhan, a primeira a sofrer um surto do coronavírus. Todos os primeiros diagnósticos estavam relacionados, inicialmente, a um mercado que vende animais selvagens mortos para o consumo humano. 

No entanto, os cientistas ainda não conseguiram confirmar se realmente o coronavírus “saltou” de um animal para o homem nesse estabelecimento ou se o patógeno já circulava antes a partir de outra origem — o mercado, nessa hipótese, teria servido como um superdisseminador da Covid-19 pela aglomeração de pessoas. 

Após meses de impasse, Uma equipe de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) recebeu permissão para viajar à China nesta semana para realizar uma investigação sobre as origens do coronavírus Sars-Cov-2, o causador da covid-19. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (11/01) pela Comissão Nacional de Saúde Chinesa.  

A decisão veio após dias de negociações, entre a Organização Mundial da Saúde e o governo chinês, que primeiramente se frustrou com as proibições da China. 

Nos primeiros dias de janeiro os membros da comissão já tinha saído de seus Países em direção a China, porém foram atrasados porque segundo o chefe da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a China não entregou os documentos dando permissão a equipe para entrar no país. 

A missão, considerada como prioritária para a OMS, é formada por especialistas ligados à entidade e à Organização da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO) e à Organização Mundial da Saúde Animal, com integrantes de Estados Unidos, Japão, Rússia, Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Austrália, Vietnã, Alemanha e Catar. 

Saída da Ford do país


Especialistas discutem se a saída está relacionada ao ambiente econômico brasileiro ou a estratégia da própria montadora

André Lucas

A tanto tempo no Brasil, a Ford impressionou a todos ao anunciar a saída do Brasil. O fechamento das três fábricas da montadora pegou o mercado financeiro de surpresa, que não esperava uma decisão tão repentina. 

Apesar da queda das vendas  e consequentemente a queda dos empregos, que  são elementos de efeito direto da pandemia do corona vírus, especialistas apontam um começo de uma desindustrialização. 

O presidente da Ford na América do Sul, Lyle Watters, explicou que mesmo após reduzir todos os custos possíveis para equilibrar a balança, até mesmo parar de fabricar os caminhões tão tradicionais da marca, mesmo assim as condições econômicas não favorecem a atividade industrial. Segundo ele, seria necessário reduzir “muito mais” para transformar a operação sustentável e rentável. 

O economista Mauro Rochlin em entrevista ao jornal UOL explicou que é muito difícil saber ao certo o que motivou a decisão da empresa,  mas ele acredita ter muito mais relação com a estratégia global da multinacional, do que com o cenário atual brasileiro. 

“Causa estranheza, porque o Brasil ainda é um mercado consumidor muito importante. A perspectiva para 2021 é de venda de cerca de 2,5 milhões de veículos. Não é pouco. Não consigo enxergar, em termos macroeconômicos, o que poderia levar a empresa a se decidir pela saída.” 

O professor de economia, Emerson Marçal, da FGV explicou que não vê a saída da fábrica como um sinal da desindustrialização do país, apesar de perceber uma desconfiança do mercado internacional em relação ao mercado brasileiro. 

“É difícil falar em desindustrialização por causa da decisão de uma empresa, por mais importante que ela seja. Mas é uma decisão simbólica, importante. É uma empresa que está aqui há muito tempo”. Se realmente, e deve ser o caso, eles estão fechando porque essas fábricas [da Ford] não são as mais competitivas, as [montadoras] que ficaram aqui devem ter unidades mais competitivas, então elas vão ocupar esse espaço. O mercado não deixou de existir”, afirmou o professor. 

Emerson Marçal diz que o livre mercado pode ser um problema para a montadora, que perdeu a força de competitividade. Desde a criação do Mercosul a indústria automotiva ficou de fora das regras de livre comércio do bloco econômico. Porém, a partir de 2029 o Brasil e Argentina começaram a comercializar livremente peças e automóveis,  por causa do acordo feito em 2019 entre os dois países sul americanos. 

O professor de economia acredita que isso pode ser o motivo para a empresa fechar suas fábricas no Brasil e manter outras no Uruguai e na Argentina. 

Já Antônio Corrêa de Lacerda, diretor da FEA (Faculdade de Economia, Administração, Contábeis e Atuariais) da PUC-SP e presidente do Conselho Federal de Economia, A saída da empresa estar ligada diretamente ao ambiente frágil e quebrado da economia brasileira.  

“O Brasil vive há anos um processo agudo de desindustrialização, desnacionalização de empresas e desmobilização de cadeias industriais. Estamos “reprimarizando” nossa economia, cada vez mais dependente de commodities” 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, aproveitou para criticar o governo de Jair Bolsonaro, em relação às pautas econômicas e soluções frustradas para combater a crise no país.  Ainda falou sobre a decisão de juntar pastas para a formação do ministério da economia. 

“Houve perda de interlocução com o setor privado e desempoeiramento de temas de extrema relevância, como política industrial, por exemplo”.

Aquaviário em Vitória


A obra  contará com quatro terminais ao longo da baía de Vitória

Júlia Vitória

Nesta terça-feira, dia 12, o governador do Espírito Santo por  meio da Semob (Secretaria de Mobilidade Urbana e Infraestrutura) divulgou o edital para contratação de empresas para a construção dos pontos de paradas do novo aquaviário de Vitória. A obra custará mais de 6 bilhões de reais segundo a publicação e prevê a construção de quatro terminais ao longo da baía de Vitória. A abertura da sessão da licitação começa dia 11 de fevereiro às 14 h. 

Nas redes sociais, o governador do estado Renato Casagrande falou que os terminais de passageiros estão previstos para serem construídos na Prainha localizada em  Vila Velha, na Praça do papa e no centro de Vitória também será construído em Porto de Santana no Município de Cariacica. Na postagem o governador destacou que esse é um passo importante para retomar um modelo de transporte. O novo aquaviário terá ar condicionado e sistema wi-fi, também terá  um local para as bicicletas, porém o valor será mais caro do que o ônibus transcol. 

As embarcações terão cerca de cem a cento e cinquenta lugares e os terminais contará com sala de espera que os passageiros irão esperar o embarque e para acessar os barcos terá uma ponte que será coberta como abrigo quando chover. A embarcação vai ter sistema interligado com o transcol, ainda não se sabe como irá funcionar, contudo já se sabe que o valor da passagem será mais caro devido o custo de manutenção ser maior que a dos ônibus. A previsão de entrega dos terminais é para novembro de dois mil e vinte e um.

As balsas do sistema começaram a ser utilizadas no estado em 1978, circulou no sistema mais de 400 mil pessoas no mês e tinha os terminais de embarque no centro da capital e em Paul e na Prainha que fica em Vila Velha, contudo por causa do alto custo de de manutenção em 1998, o sistema parou de funcionar e os terminais aquaviários foram desativados. 

Em momento de Pandemia e fim de auxílio, taxação sobre grandes riquezas entra em debate no congresso


Paulo Guedes e a Receita Federal são contra o posicionamento

André Lucas

Propostas para criar um imposto sobre grande fortuna ganha espaço no congresso. A Receita Federal apresentou críticas sobre a ideia, o novo imposto é defendido por parlamentares, porém sofre rejeição do Ministro da economia, Paulo Guedes. 

 Em documento apresentado a Receita Federal não descarta a possibilidade de debater o. O assunto no futuro, mas leva em consideração que existem medidas mais eficaz como por exemplo,  acabar com os programas de refis( parcelamentos com juros muito baixos), taxar a redistribuição de lucros e dividendos e mudar a tributação de capitais. 

O governo diz que a dificuldades de estabelecer critérios para fortunas, como mensurar as riquezas, o património de cada um. Como por exemplo obras de arte e direitos autorais. 

Para a receita o sistema pode ser burlado facilmente, transferido parte do património para fora do país, ou dividindo o património com outras pessoas, uma pessoa pode fugir facilmente da taxação. 

O fisco ainda afirma que a taxação já foi decretada em outros países, e depois foi abandonado. 

Guedes tem o mesmo posicionamento em relação ao debate. 

“ esse tributo poderia gerar fuga de investidores. Isso formaria o capital a ir para países onde não tem taxação, reduzindo as oportunidades de negócios e empregos. 

No ano passado a Argentina aprovou um dispositivo de taxação de grande riquezas que ficou conhecido como impostos sobre grandes riquezas. O dispositivo recolhe tributos de 12 mil pessoas, que tem um renda acima de o equivalente a 12 milhões de reais. 

Visto como uma potencial fonte de arrecadação para o país, o imposto sobre grandes fortunas (IGF) é tema de quatro projetos em tramitação no Senado. Dois deles foram apresentados após o início da pandemia do novo coronavírus — e citam essa calamidade sanitária como motivo de suas medidas. 

Segundo a constituição, o imposto desse tipo, só passa a valer um ano depois de ser posto em prática, o que faz com que mesmo se o dispositivo fosse aprovado durante a pandemia , não teria como recolher recursos imediatos para o combate a covid 19 através desse imposto. Parlamentares defendem que mesmo assim os recursos recolhidos seriam usado para reduzir os impactos sociais pós pandemia. 

O imposto sobre grandes fortunas está previsto na Constituição Federal desde sua promulgação, mas necessita de uma lei que o implemente, algo que nunca foi feito.

Argumentos contra e a favor. 

 O principal ponto contra o IGF trata-se da fuga de capitais. A fuga de capital ocorre quando as pessoas residentes de um país levam seu capital para outro país, ou seja, levam suas fábricas ou aplicam seu dinheiro no exterior. Um dos motivos pelos quais pode ocorrer essa fuga é por conta do pagamento de impostos, pois os proprietários de ativos buscam minimizar os pagamentos para o governo. Além dessa razão, a fuga de capital também pode ser ocasionada por cenários de instabilidade política e desvalorização cambial. Outra crítica ao imposto sobre grandes fortunas é o fato de ser uma medida intervencionista, ou seja, uma interferência governamental na economia do país. 

O economista Pedro Humberto refuta o argumento de fuga do capital e explica os benefícios que o imposto pode trazer a sociedade. “O imposto sobre grandes fortunas como instrumento de redução das desigualdades sociais e regionais, o IGF é um instrumento indispensável e capaz de realizar justiça tributária e social no Brasil, além de ser um imposto que a arrecadação poderia ser aplicada em saúde, educação, infraestrutura básica, programas de incentivo ao emprego e políticas de combate à pobreza, garantindo direitos fundamentais de sobrevivência aos brasileiros.” 

A técnica de usar fibras naturais do cerrado ajudou a artesã de 87 anos a se estabilizar


Julia Vitoria

Corria pelas ruas de Pernambuco um boato de que Antônia Lopes, de 87 anos, tinha olhos nas mãos. Na época ela tinha somente 20 anos e enquanto conversava com os vizinhos ela transformava novelos de lã em roupas, gravatas e muito mais. Seu talento como artesã  correu o País e seu trabalho foi reconhecido ela tem prêmios por causa das desenvolturas com os artefatos, suas obras integraram a exposição de artefatos promovidas pela Secretaria de Turismo do Distrito Federal; a última delas, a Mostra Pioneiros, na Casa do Chá, que a consagrou mestre artesã. Ela faz parte da comunidade de artesãos que possui 10,5 mil registrados no Distrito Federal. 

Flores, pétalas de rosa, figuras de animais e humanas estão  espalhadas pela casinha azul da artesã, ela possui quase 79 anos de carreira a  matéria prima que ela usa  está no alcance das mãos que ainda são firmes apesar da idade. A habilidade aprimorada ao longo de sua história foi apreendida ainda quando era criança e observava a mãe transformar brutos em produtos novos e Antônia absorvia a técnica de tecer. 

Começando na fazenda ela fazia bichinhos e bonecas para os próprios irmãos e se precisasse de material era só ir até a Fazenda e pegar um sabugo de milho ou palha de coqueiro ou maracujá, o traçado que aprendeu ainda criança virava diversão. Foi a habilidade do artesanato, adquirida ainda criança, que ajudou a pernambucana a se consolidar em Brasília como um dos expoentes no trançado com as fibras naturais.

Mas a princípio a costura e o traçado não eram um fim, mas uma forma de conseguir algo a mais, no caso da casa onde ela poderia fazer seus trabalhos do jeito que ela quisesse sem que alguém reclamasse. Ela conta que isso só ocorreu quando se casou com José de Oliveira. Ela fala que quando o conheceu seu coração disparou, mas o chavão velho e feio, seu noivado não foi lindo e logo estava casada e em sua casa.

Depois do casamento foi morar na cidade de Correntes que fica em Pernambuco ganhando fama de boa bordadeira. Mas ali era difícil e o marido decidiu que se mudaram dali para procurar condições melhores. Quando estavam indo ela foi presenteada pelo marido com sua primeira máquina de costura, indagando pode colocaria aquela máquina ele prometeu que teriam  uma casa para morar e compram uma pensão em Alagoas 

Dividindo o tempo entre a pensão e o curso de costura, ela aprendeu a mexer naquele aparelho que estava na moda, o ano era 1954 e na época ela abordava mais saia longa e miçangas. Mas o pai de Antônia não estava satisfeito, e pediu para que o marido dela cuidasse do gado com ele em Pernambuco. Quando tinha 5 anos de casada ela teve seu primeiro filho. Nos vinte anos seguintes a família morou em 6 estados, Antônia o marido e os filhos viajaram de caminhão e viajaram com entre os gados, ao chegar no interior uma vizinha falou que em Brasília o trabalho dos artesãos eram valorizados e ela pegou seu filho e foi na frente.

Depois de deixar seja trabalhos na torre de TV ela começou a vender os artesanatos em feiras livres e também ensinava arte para as pessoas, foi ficando conhecida pela qualidade dos produtos, ela conta que um dia um aluno de 80 anos ficou com as mãos sangrando de tanto trançar e então ela achou lindo se perguntando  se também chegaria naquela idade.

O tempo provou para ela que iria bem longe, ganhando prêmios e reconhecimento. Ela fala que o médico disse que ela sentada pode trabalhar a vida inteira, fala que sua bengala é a secretaria e a leva para todo lugar.

Hoje ela mora sozinha e como todo brasileiro ela espera o fim da pandemia para poder voltar a vender seu artesanato.

Congresso estadunidense é invadido por manifestantes PróTrump


Foram registradas quatro mortes no confronto com a polícia

André Lucas

Ontem nos Estados Unidos, manifestantes Pró Trump invadiram o Capitólio,  que é o nome do prédio do congresso estadunidense. Momentos de tensão e desespero tomou conta da Câmara dos  Representantes, que é equivalente à Câmara dos Deputados aqui no Brasil. Os policiais que tentavam proteger o prédio e os políticos, tiveram que sacar suas armas e apontar para os manifestantes. 

No Capitólio, que também abriga o Senado do país, estava acontecendo uma sessão de certificação da vitória do novo presidente, Joe Biden. A sessão foi encerrada quando manifestantes invadiram o prédio, isso pouco tempo depois de que Donald Trump, que estava em um comício, perto da Casa Branca, convocou protestos contra a certificação de Vitória do Biden. 

Centenas de pessoas se reuniram na frente do prédio, e muitas delas conseguiram invadir, dentro do prédio a situação ficou mais tensa, os policiais pegaram armas de fogo para conter os manifestantes.  

Durante a tentativa de conter e expulsar os manifestantes, gás lacrimogêneo foi disparado centenas de vezes em direção aos protestantes, com isso os agentes orientaram os representantes, que estavam escondidos entre as cadeiras da Câmara, a usar máscaras. Os deputados com máscaras e escondidos entre as cadeiras, viralizou na internet, fotos e vídeos são curtidas e compartilhadas o tempo todo.  

Falando em votos e vídeos que viralizou, outra coisa que foi muito compartilhada nas redes sociais em relação a invasão ao Capitólio,  foram os registros de manifestantes sentando nas cadeiras dos representantes e agindo como se fossem Deputados. 

No fim uma notícia triste foi confirmada. 4 pessoas  morreram  durante o protesto, na luta com a polícia para tentar invadir o prédio. O chefe de departamento da polícia informou que foram 2 mulheres e dois homens, 3 mortes não têm identidades confirmadas, apenas uma mulher foi identificada. 

Ashli Babbitt, 35, era uma veterana da Força Aérea e morava em San Diego, na Califórnia. A identidade foi confirmada pelo marido dela, Aaron, à KUSI-TV, uma emissora local. Segundo ele, a esposa era uma forte defensora do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 

A sogra de Ashli, Robin Babbitt,  se manifestou e disse ao jornal The New York Post, “Estou estarrecida. Estou devastada. Ninguém de DC (Washington) notificou meu filho e descobrimos na TV”. 

O jornal (The Nem York Post) mostrou em reportagem que no dia anterior ao de sua morte, Babbitt escreveu em sua conta no Twitter: “Nada vai nos parar?. eles podem tentar e tentar e tentar, mas a tempestade está aqui e está caindo sobre DC em menos de 24 horas.” 

A sessão de certificação da Vitória de Joe Biden, voltou às 20hs no horário local, o que corresponde às 22h no horário de Brasília, a sessão recomeçou com o vice de Donald Trump, Mike Pence, se pronunciando.  

“Aqueles que causaram estragos em nosso Capitólio hoje, vocês não venceram. A violência nunca vence. A liberdade vence. Esta ainda é a casa do povo. Ao nos reunirmos nesta câmara, o mundo testemunhará novamente a resiliência e a força de nossa democracia.”  

Donald Trump demorou mas se posicionou, ele afirmou que no dia 20 haverá uma “transição ordenada”. 

“Embora eu discorde totalmente do resultado da eleição e os fatos me confirmem, haverá uma transição ordenada em 20 de janeiro”, disse o presidente em um comunicado postado no Twitter.