Pequenos provedores auxiliam na inclusão digital


Eles são responsáveis por quase 50% do acesso a internet no Brasil

Marcelo Carvalho

Muitos não se dão conta mas, quase a metade (47%) do acesso à internet no Brasil é fornecido por provedores de pequeno porte (PPP). Segundo os especialistas, eles são hoje os responsáveis pela inclusão digital no país.

Cerca de dez mil pequenas operadoras fornecem atualmente banda larga para 41 milhões de assinantes em todo o território nacional. Somente na Bahia são 4.123 PPPs atuando no setor.

Muitas vezes oferecendo navegação mais rápida (500 GB), preços mais em conta (a partir de  R$ 30), e soluções para empresas, PPPs costumam conectar lugares os quais as grandes telecoms pouco têm interesse.

Em tese, locais de baixa renda, como os bairros mais afastados dos centros urbanos (periféricos), o interior do estado, a zona rural.

Mercado fragmentado

Antes dominados por cinco grandes companhias, como Vivo, Tim, Claro, Oi, e Sky, os dados revelam um setor pulverizado, com os pequenos negócios se consolidando. Os números são da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Associação de Provedores de Internet do Brasil (Apieb).

As concessionárias são obrigadas a compartilhar as estruturas (dos postes). Para operar, o PPP não precisa de outorga da Anatel, apenas a comunicação dos serviços. Todos reconhecem a atuação de “clandestinos”.

Gerente de Universalização e Amplicação do Acesso na Anatel, Eduardo Jacomassi destaca que um grupo de trabalho discute o preço do aluguel de poste, e outro comitê os PPPs. Ainda segundo ele, “existe um movimento de consolidação das empresas de pequeno porte”.

“Muitas estão crescendo, incorporando outras, atendendo com equipamentos de melhor qualidade. Às vezes, a estrutura de determinado lugar é antiga, e entram com fibra óptica, oferecendo internet com até 500 gigabytes de velocidade, que poucas grandes conseguem atender”, conta. Na página da Anatel na internet há a relação de todas as empresas autorizadas.

Inclusão digital

Um dos clientes da AN Telecom é a Clivale, rede de clínicas médicas com 80 anos de mercado e seis unidades em Salvador. O gerente de TI, Wu Wai Kong, conta que precisava de um “link mais rápido” para rodar o sistema de agendamento e marcação de consultas, entre outros,  quando a AN ofereceu a melhor solução.

O que faz a mídia dar tanta atenção à Guerra Rússia x Ucrânia e muito pouco as demais?


Isabelle Carvalho

A guerra entre Rússia e Ucrânia já perdura por quase três meses e as tensões parecem longe de se encerrar. Vladimir Putin alegou que a invasão busca “desmilitarizar e desnazificar” a Ucrânia. No entanto, outros motivos podem ter induzido na decisão, como a possibilidade de adesão da Ucrânia à aliança militar da OTAN e o desejo de restabelecer a zona de influência da antiga União Soviética. 

Depois de muitos combates, bombardeios e mortes, o conflito entre os dois países permanece. Esta semana as preocupações mundiais pareceram aumentar. Suécia e Finlândia, ambos vizinhos da Rússia, pedem a adesão à OTAN. Não poderia existir pior momento para tal.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) é um organismo que tem como objetivo principal garantir a segurança de seus países membros. Então, se um país membro for atacado, todos os outros integrantes fornecem auxílio. 

Um Guerra nada Fria

A OTAN foi criada no contexto da Guerra Fria, em que Estados Unidos e União Soviética entraram em conflitos ideológicos e políticos, com um dos objetivos iniciais sendo conter a expansão do socialismo. O pedido da Suécia e Finlândia só agravaria as tensões já acirradas. A Turquia, um dos países membros, barrou o pedido para acelerar o processo de adesão. 

A guerra entre Ucrânia e Rússia é bastante grave, à medida que envolve países do mundo inteiro. E começa a se instaurar o medo de uma Terceira Guerra Mundial. O que, na verdade, é muito improvável.

Incontáveis mortes e a destruição de cidades inteiras fazem voltar todas as atenções para estas hostilidades. Contudo, é relevante se questionar por que este embate em específico tem acumulado tanta dedicação, principalmente da mídia. A oposição Rússia X Ucrânia vem ocupando as principais notícias desde seu início.

Muitas guerras espalhadas pelo mundo

No entanto, outros 28 países apresentam conflitos ativos. Há a tensão entre israelenses e palestinos, a Guerra do Afeganistão, que completou 20 anos em 2021, com o Talibã recuperando o controle do país. Sem falar no confronto no Iêmen, que já matou mais de 230 mil pessoas. Já na Síria, já são onze anos de guerra e cerca de 90% da população está na pobreza. 

Com tantas tragédias ao redor do mundo, por que a mídia, em sua maioria, concentra seus esforços em apenas uma? Talvez seja pelo fato destas outras guerras já permanecerem há muito tempo, o que acaba normalizando a situação. As atualizações midiáticas acontecem quando há alguma novidade, mas informações constantes talvez não tragam audiência suficiente. 

Além disso, a Guerra entre Rússia e Ucrânia traz personagens quase intrigantes que mexem com o imaginário social. Até hoje, são inúmeros os conteúdos de literatura, arte e audiovisual – cinema e séries – que retratam os a bipolaridade mundial na época da Guerra Fria. É um tema até um pouco romantizado na construção imagética da sociedade. Tudo isso pode influenciar as pessoas a se interessarem mais por esta guerra do que por outras e isso acarreta uma reação da mídia. Mídia e espectadores alimentam-se mutuamente.

 

Esquecida pela grande mídia, conflito no Iêmen já dura oito anos. Foto: divulgação

Desviando a atenção dos próprios problemas

Uma questão mais pertinente ainda é: Por que a guerra entre Rússia e Ucrânia ganha mais atenção e solidariedade do que as tragédias ocorridas em nosso próprio país? São muitos os conflitos, não necessariamente guerras, acontecendo todos os dias, mas talvez nós olhemos com mais angústia para algo acontecendo do outro lado do mundo do que aqui. Talvez seja mais fácil se preocupar com um conflito ocorrendo a quilômetros de distância, porque não podemos fazer muito pelas pessoas envolvidas. Difícil seria incomodar-se com os nossos próprios dramas, porque estes sim talvez pudéssemos ajudar. 

Não é de hoje que se fala muito nos motivos que temos para assistir a tragédias nos jornais televisivos ou ler sobre na internet. A causa primeira é para nos informar. Mas também, observar outras realidades perigosas e violentas do sofá seguro da nossa casa traz um alento, um conforto e um alívio porque não estamos naquela situação. Enquanto olhamos de fora da nossa vida comum, através de uma tela, para essas tragédias, é complicado adotar uma postura ativa diante de desastres. 

Isabelle Carvalho é carioca, tem 27 anos, sendo graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é graduada em Cinema. Além de possuir especialização em Jornalismo Cultural, é apaixonada por cultura, cinema, ciência e atualidades.

O Instagram da Isabelle é o @isacond.e

Quem são e como vivem os ciganos do Brasil


Andie Carolina

Certamente pelo menos uma vez na vida, você já imaginou a figura de uma mulher cigana representada por roupas de estampas coloridas, peças longas, lenços na cabeça e claro, dançarinas e que possuíam o dom de adivinhar o futuro. É desta forma que a mídia tem vendido a imagem do povo cigano ao longo dos anos. Mas será que você realmente conhece e sabe como vivem os ciganos, sobretudo no Brasil? Continue lendo esse artigo e descubra.

Preconceito universal

Estudos descrevem os ciganos como um povo nômade, que perambulava por toda a Europa, atingidos pelo preconceito, já que esse estilo de vida causava repulsa na sociedade europeia. E um fato interessante é que, por não possuírem um idioma próprio, sua história foi descrita justamente pelo povo não-cigano. E esses historiadores apontam a Índia como o país de origem dos ciganos, que anos mais tarde, também teriam adentrado o Egito e a Espanha.

Foi no território espanhol, aliás, que surgiu o primeiro documento que atestava a presença de ciganos em um local. Esse fato ocorreu no ano de 1423, quando esse povo teria pedido permissão para cruzar o país e assim, peregrinar até a cidade de Santiago de Compostela.

Visita ao assentamento da comunidade cigana Calon. Foto: divulgação

Ciganos no Brasil

Falando especificamente sobre o Brasil, os ciganos chegaram em terras Tupiniquins junto aos navegantes de Portugal, país que, por sua vez, longe de ser um “amigo” deste povo, os enxergava apenas como “seres indesejáveis”.

Independente disso, a chegada foi bem-sucedida e a permanência também, pois é estimado que o Brasil o segundo país com o maior número de habitantes (800 mil), ficando apenas atrás dos Estados Unidos (1 milhão). Os ciganos se espalharam por todo território nacional, mas é na Bahia onde vivem a maior porcentagem deles.

Esses moradores ilustres são divididos em três grandes grupos. O primeiro, originário de Portugal e da Espanha, são falantes do dialeto Caló. O segundo, originário do Leste Europeu, são falantes do dialeto Romani. E o último, originário da Alemanha e da França, também falantes do mesmo dialeto.

Profissões e linha de conduta

Mulheres ciganas. Foto: Fabrio Rodrigues pozzebom

Os homens ciganos costumam trabalhar em ofícios comuns como os outros de culturas diferentes. No Brasil, eles exercem as funções de ferreiros, comerciantes e cuidadores de animais. Já as mulheres, como mencionado no início deste artigo, realmente costumam se dedicar à leitura das mãos e das cartas com a intenção de adivinhar o futuro, mas são muito mais do que isso!

As ciganas também são vistas em grande número como costureiras e rendeiras, enquanto uma outra parte se dedica aos cuidados do lar. Um fato curioso sobre a cultura cigana é que eles costumam se casar apenas entre si, sendo extremamente apegados às suas famílias.

E um detalhe bastante triste em relação aos ciganos é que, durante muitos anos, e inclusive nos dias atuais, é que eles roubam crianças e que costumam mentir sobre diversos assuntos. O que muitas pessoas desconhecem, é que, na verdade, existe um código na cultura cigana que condena qualquer tipo de desonestidade entre eles e para com o próximo.            

Para finalizar, um fato que vale muito mais a pena ser citado: existem diversas datas para celebrar a vida e a cultura cigana ao redor do mundo. No Brasil, a comemoração acontece no dia 24 de Maio. A data foi celebrada pela primeira vez em 2007 e leva o nome de Dia Nacional do Cigano.

Andie Carolina é graduada em Publicidade e Propaganda. E, apaixonada por música, séries, televisão e cinema. Instagram: @AndieCarolinaP

Governo da Bahia lança o Fazcultura


Marcelo Carvalho

A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) abre, a partir desta terça-feira (08/02), as inscrições para o Programa Estadual de Incentivo ao Patrocínio Cultural (Fazcultura). Propostas culturais podem ser apresentadas até 1º de dezembro de 2022, pelo Sistema de Informações e Indicadores em Cultura (SIIC), disponível no endereço https://siic.cultura.ba.gov.br/. O Sistema é simples e auto-explicativo. Após a inscrição o proponente receberá um e-mail automático, certificando a inscrição.

🎯 O Governo da Bahia assegurou por mais um ano 15 milhões de reais para o Fazcultura, o documento foi assinado pelo governador Rui Costa no dia 25 de janeiro de 2022. A legislação do programa aprova o patrocínio de propostas de qualquer segmento cultural, realizadas por pessoas físicas ou jurídicas sediadas no estado da Bahia. A iniciativa tem gestão compartilhada entre a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) e SecultBA.

💰 A iniciativa, através de incentivo fiscal concedido pela Lei n° 7.015, de 09/12/1996, tem por objetivo promover as atividades culturais mediante parceria entre o poder público estadual – que disponibiliza até 80% dos recursos advindos da renúncia fiscal do ICMS (Imposto de Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) e a iniciativa privada. Pessoas Jurídicas no Estado da Bahia, contribuintes do ICMS, podem financiar propostas culturais em qualquer segmento, com benefício fiscal de até 80% do valor total do projeto. Para receber o abatimento, é necessário que a empresa patrocinadora contribua com recursos próprios equivalentes a, no mínimo, 20% dos recursos totais transferidos à proposta.

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Marido da ex-bbb Sol morre de Covid


A influenciadora Sol Vega, que participou do “BBB” em 2004, usou o Instagram Stories para a nunciar a morte do seu marido, Tibério Cavagnini. Ele faleceu na madrugada deste sábado em decorrência das complicações causadas pela covid-19. Tibério, que ficou internado por uma semana em um hospital de São Paulo, preferiu não se vacinar contra a doença.

“Gente, eu achei que nunca ia chegar esse momento, mas o Tibério faleceu às 2h30 (da manhã). Estou aqui na funerária. É isso, gente. Não sei mais o que falar”, disse ela, emocionada.

Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Itapira, em São Paulo, ele havia começado um tratamento de hemodiálise na última quarta-feira.

Na última segunda, após o marido ser intubado com covid-19, a ex-BBB, usou as redes sociais para lamentar que ele não tenha se vacinado contra Covid-19 e ainda fez um alerta. Nos vídeos, ela ainda reforçou que, apesar da decisão do amado, recebeu as doses do imunizante contra o coronavírus.

“Às vezes as pessoas têm medo, como o Tibério teve medo. Sei que muitas pessoas têm medo da importância de ser vacinado. Antigamente não tinha isso. Fazia uma vacina e a gente estava lá, nem queria saber de onde era a vacina. A gente ia vacinar. Hoje em dia eu não ligo para a política, não importa o que você diga. Eu acho todos uns corruptos. Mas a vacinação – não estou generalizando – também tem conotação política esse negócio de vacinar, não vacinar”, finalizou.

O crescimento das web rádios no Brasil


Julia Vitória

A web rádio começou a ganhar espaço no ano de 1995, quando o objetivo era analisar e divulgar o crescimento da internet e suas implicações para o rádio. A partir daí, algumas estações começaram a se vincular com a rede mundial de computadores.

Entre 1996 e 2000, o número desses veículos aumentou exponencialmente, pulando de 56 para 3763. Atualmente, as webs rádios ganharam mais espaço, ficando mais fácil conectar-se a elas. 

Mas, o que é uma web rádio? Trata-se de uma rádio digital que realiza sua transmissão via internet, utilizando a tecnologia e serviço de transmissão de áudio/som em tempo real. Através do servidor é possível ouvir uma programação ao vivo ou gravada. Desta forma a audiência da rádio pode chegar ao alcance global.

Criar uma rádio tradicional é mais complicado do quer uma web rádio, devido ao custo e aos equipamentos. Já para o veículo web é mais simples pois não precisa de toda a mão de obra que necessita uma rádio tradicional, muitas vezes só precisa de um provedor streaming de áudio, um computador conectado à internet e a sua voz.

Para o ouvinte as vantagens da web rádio são diversas. Entre elas, ser de fácil acesso, estar em qualquer lugar, sendo necessário apenas internet e pronto, o ouvinte está conectado e tem acesso a programação. Outra grande vantagem é o baixo consumo de dados, além de maior qualidade de áudio maior.

Além de levar o espírito de inovação às emissoras tradicionais, a web rádio também é vista como uma forma de democratizar essa mídia e ampliar o trabalho por meio da comunicação por voz.

De acordo com a legislação brasileira, os requisitos para possuir rádio na Internet são muito mais flexíveis do que para as emissoras analógicas. Você pode criar seus próprios produtos sem se registrar em nenhuma agência oficial do governo. Já para que a rádio analógica não seja considerada pirata, ela precisa ser autorizada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Web Rádio Carvalho News

O Carvalho News decidiu embarcar nesta onda crescente de inovação e criou a sua web rádio. A Rádio Carvalho News foi lançada em outubro de 2020, apresenta uma programação variada e eclética, ideal para todos os públicos.

Entre os programas de maior destaque do veículo estão o “Domingo à Noite Com GRP” e O “Falando Sobre Educação Com Sandro Lyra”. Em março estreia o “Oh Pêga”! e o “RCN Entrevista”.

Você pode acessar a Web Rádio Carvalho News de várias formas. Baixe o APP do veículo, gratuitamente na play store do seu celular. Ou, acessar o www.radiocarvalhonews.com.br

Salvador: carnaval de rua de 2022 está cancelado


Marcelo Carvalho

Após o governador Rui Costa (PT) anunciar que não haverá festas de rua no período carnavalesco em 2022, as prefeituras de Salvador -principal destino turísticos do estado- confirmou o cancelamento do Carnaval deste ano.

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), confirmou na semana passada o cancelamento da festa na capital baiana. Em entrevista a jornalistas durante a assinatura de uma ordem de serviço na terça-feira (28), ele apoiou a decisão do governador e destacou que os principais artistas e blocos já haviam sinalizado que não participariam da festa.

Cinco dias antes, o governador Rui Costa (PT) já havia oficializado o cancelamento do Carnaval em municípios baianos, alegando preocupação com a variante ômicron da Covid-19 e o aumento dos casos de gripe H3N2.

Nos últimos meses, empresários ligados ao Carnaval pressionaram prefeitura e governo a liberar a realização da festa nas ruas da cidade. Em novembro, um grupo chegou a fazer um protesto no Farol da Barra em defesa do Carnaval.

A partir de dezembro, contudo, a maior parte começou a se desmobilizar. Artistas como Daniela Mercury, Léo Santana e Bell Marques anunciaram que não participariam do Carnaval, caso este acontecesse, alegando falta de tempo hábil para viabilizar a participação na festa.

Blocos como As Muquiranas, Nana Banana e Camaleão também informaram em dezembro que não iriam desfilar em 2022.

A mesma decisão foi tomada pela empresária Flora Gil, que toca o camarote Expresso 2222. Em dezembro, ela anunciou que o espaço não funcionaria mesmo se o Carnaval fosse autorizado.

Outros empresários, por outro lado, devem realizar festas privadas em Salvador no período do Carnaval.

De acordo com a prefeitura de Salvador, apenas uma empresa entrou até o momento com pedido de licenciamento junto à prefeitura para a realização de festa no período carnavalesco.

O decreto da pandemia em vigor no Estado da Bahia permite festas com até 5.000 pessoas, mediante a exigência de comprovação do ciclo completo de vacinação.

Consumo de carne reduziu em 67%, segundo Datafolha


Marcelo Carvalho

Pesquisa Datafolha realizada de 13 a 15 de setembro mostra que 85% dos brasileiros reduziram o consumo de algum item alimentício desde o início do ano, com destaque para carne de boi, refrigerantes e sucos e laticínios. No sentido contrário, cresceu o consumo de ovo como proteína substituta.
 

De acordo com o levantamento, 67% cortaram o consumo de carne vermelha; 51% o de refrigerantes e sucos e 46% o de leite, queijo e iogurte. Pão francês, pão de forma e outros pães aparecem com 41% de redução.
 

Outros itens básicos, como arroz, feijão e macarrão, estão sendo menos consumidos por 34%, 36% e 38% da população, respectivamente.
 

O consumo de frango, porco e outros tipos de carne e do grupo frutas, legumes e verduras também teve queda relevante. Nesses casos, no entanto, também se destaca o percentual de entrevistados que disse ter aumentado a compra desses itens (ver tabela neste texto). Isso pode indicar uma substituição de itens da cesta básica.
 

Esse fenômeno é percebido melhor na questão dos ovos: 50% das pessoas aumentaram o consumo do produto e 20% reduziram.
 

O índice de inflação ao consumidor em 12 meses está próximo de 10%, mas a alta da alimentação em domicílio chega a 17%, com destaque para produtos como arroz (33%), carnes (31%), ovos (14%) e leites e derivados (12%).
 

De acordo com a pesquisa Datafolha, não há grande diferença entre o percentual de pessoas com redução no consumo de itens alimentícios na abertura por idade ou escolaridade, todos com percentual em torno da média de 85%.
 

Por faixa de renda, os percentuais são altos mesmo nas famílias com renda acima de dez salários mínimos: 67% relatam ter cortado algum desses produtos. Na faixa até dois salários, são 88%.
 

Por ocupação, destacam-se abaixo da média os empresários (67%).
 

O percentual fica em 75% no Sul e 89% no Nordeste. Há diferenças também entre homens (82%) e mulheres (87%); pretos (91%) e brancos (82%); pessoas que avaliam o governo positivamente (73%) e negativamente (89%).
 

A perda de renda causada pelo aumento do desemprego na pandemia também pressiona o poder de compra dos mais pobres.
 

Há 19 milhões de brasileiros em situação de fome no Brasil, segundo dados de 2020 da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan). A comparação com 2018 (10,3 milhões) revela que são 9 milhões de pessoas a mais nessa condição.