Cinco séries de terror para quem ama o gênero


Isabelle Carvalho

Existe uma quantidade enorme de produções de terror nos variados catálogos das plataformas de streaming. Difícil é encontrar um título que realmente seja bom dentre os tantos presentes.

O gênero tem seus fãs, já os filmes e séries que vêm sendo desenvolvidos nos últimos anos… Nem tanto assim. É quase raro achar uma obra interessante e que aborde o horror de forma inteligente e que, de fato, assuste. Por isso, separamos algumas indicações de produções para você que é um amante do terror. Vamos a elas:

Antologias A Maldição da Residência Hill, A Maldição da Mansão Bly e Missa da Meia Noite

As três temporadas, criadas pelo diretor Mike Flanagan, são originais Netflix e o terror funciona como seus planos de fundo. Com roteiro e técnicas impecáveis, as antologias – sem ligações umas com as outras, exceto por alguns atores que aparecem em mais de uma temporada – utilizam o horror como meio para tratar de assuntos bem humanos.

Como vem sendo bastante feito ultimamente por nomes como Ari Aster, Robert Eggers e Jordan Peele, o sobrenatural funciona quase como uma metáfora para retratar temas angustiantes aqui mesmo no mundo terreno. Há fantasmas, monstros e sustos, assim como cenas bem aterrorizantes, mas o que assusta mesmo é a percepção da finitude da vida, a angústia do passar do tempo, a incapacidade de se afastar de um vício, a vida interrompida, a fé cega ou a falta completa dela. Tais assuntos permeiam de maneira belíssima essas três produções. São personagens assombrados por fantasmas que, na maioria das vezes, são memórias.

 

Padre Paul encontra o vampiro. Foto: divulgação

O Exorcista

Uma releitura do clássico filme O Exorcista, a série – original do Prime Video –  não é tão assustadora quanto o filme e talvez seja até um pouco superficial quando comparada com seu referencial. No entanto, ela não deixa de assustar.

O padre Tomás Ortega (Alfonso Herrera) e o padre Marcus Keane (Ben Daniels) encontram-se para lidar com um caso de possessão demoníaca que aflige uma família da comunidade local. Apesar de serem bem diferentes, inclusive nas opiniões, os dois unem forças para enfrentarem essa força sobrenatural. A série é bem feita e conta com cenas bem tenebrosas. 

Marianne

A série francesa tem apenas uma temporada, conta com oito episódios, e foi cancelada pela Netflix após sua exibição. Apesar disso, a produção vale muito a pena, pois é uma das mais assustadoras da atualidade. A obra conta a história de Emma, uma escritora de sucesso que escreve livros de terror.

Suas narrativas, no entanto, foram inspiradas em sua cidade natal, para onde ela retorna e precisa lidar com imagens assustadoras que começam a se revelar memórias. Com personagens interessantes, incluindo a bruxa Marianne, a série é muito bem sucedida em criar uma atmosfera de crescente tensão em um cenário gélido e sombrio. Também conta com cenas bem aterrorizantes e fortes. 

Servant

A série, original da plataforma Apple TV+, não é um terror explícito, está mais para um thriller bastante sombrio e incômodo. Todos os seus aspectos técnicos e de narrativa convergem para criar um perfeito terror psicológico que vai mexer com a sua cabeça.

A produção acompanha o casal Dorothy e Sean Turner que contrata Leanne para ser babá de seu filho. No entanto, o bebê na verdade é um boneco, utilizado para que os dois conseguissem superar um trauma do passado. Com a chegada da babá, acontecimentos estranhos passam a acontecer, criando um mistério que com certeza irá te viciar. 

The Outsider

Quando falamos de terror, é claro que não poderia faltar ele, o mestre do horror: Stephen King. The Outsider – original da HBO – tem apenas uma temporada e foi cancelada.

Apesar disso, seus dez episódios são ótimos e conseguem finalizar o arco da história perfeitamente. Baseada em uma obra de King, a série une o suspense de um crime ao sobrenatural. Ela se passa em uma cidade dos Estados Unidos onde um garoto de onze anos é assassinado. Diante de tantas evidências, o detetive Ralph Anderson prende o treinador de beisebol.

No entanto, ele surpreende-se ao descobrir que o suspeito estava a mais de cem quilômetros de distância de onde o crime teria acontecido. Há um mistério intrigante enaltecido pelos ótimos aspectos técnicos da produção, além de atuações excelentes. 

Isabelle Carvalho é carioca, tem 27 anos, sendo graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é graduada em Cinema. Além de possuir especialização em Jornalismo Cultural, é apaixonada por cultura, cinema, ciência e atualidades.

Roberto Carlos, Ritchie e o lado sombrio da indústria musical


Andie Carolina

O Rei da Jovem Guarda. O Rei da Música Popular Brasileira. O Maior Vendedor de Discos na História do Brasil. Esses são só alguns dos títulos ostentados por Roberto Carlos, ao longo de seus mais de 50 anos de carreira. E ser considerado um dos maiores ícones da indústria musical poderia garantir ao Rei uma bela autoconfiança e segurança de que ninguém poderia ultrapassá-lo em termos de popularidade, certo?

Errado! Mesmo com todos os motivos para não se incomodar nenhum pouco com o sucesso alheio, parece que o artista não gostou nenhum pouco do enorme sucesso conquistado por Ritchie nos anos 80 e fez de tudo para atrapalhar a carreira do cantor inglês.

Início da narrativa

 Os primeiros boatos de um boicote de Roberto a Ritchie surgiram em 2015, quando o jornalista André Barcinksi divulgou trechos de seu livro “Pavões Misteriosos: A Explosão da Música Pop no Brasil”.

Na obra, é relatado como o álbum Voo de Coração lançado em 1983, fez de Ritchie a maior sensação musical daquele momento no Brasil, o que incomodou bastante o intérprete de Amada Amante. O livro de Barcinksi relata que foi Tim Maia, durante uma entrevista à revista Isto É quem relatou que RC trabalhou nos bastidores da gravadora CBS Records para que um novo sucesso como Garota Veneno não se repetisse na carreira de Ritchie.

Para isso, Roberto que também era contratado da CBS Records, ameaçou sair da gravadora caso Ritchie continuasse a fazer parte do casting da empresa. Para não perder o maior nome de seu elenco e sem poder romper o contrato com o jovem inglês, os executivos da gravadora teriam decidido, então, boicotar as divulgações dos próximos dois álbuns de Ritchie, fazendo com que seus singles fossem pouco tocados nas rádios, passando despercebidos pelo grande público, o que logicamente, impactaria nas vendas dos LP´s.

Roberto Carlos e o velho Guerreiro Chacrinha. Foto: divulgação

Queda de Ritchie

Dito e feito. Enquanto o álbum de estreia Voo de Coração 1,2 milhão de cópias e lançou o megassucesso Menina Veneno, o segundo trabalho “A Mulher Invisível” vendeu 100 mil cópias e o terceiro e último pela CBS, Circular vendeu apenas 60 mil, números considerados baixos para um astro em ascensão. Além da baixa nas vendas, Ritchie também teve que lidar com boicotes em programas de televisão, notas tendenciosas por parte da imprensa e uma de suas maiores decepções: ficar de fora do Rock In Rio.

Recentemente, essa história voltou à tona. Em março deste ano, o compositor Arnaldo Brandão foi entrevistado no podcast Clemente. Durante a conversa, ao ser questionado sobre o suposto boicote de Roberto a Ritchie, ele confirmou a história de que o presidente da CBS Records na época, Thomaz Munhoz estava desesperado com as ameaças do Rei de sair da gravadora caso eles lançassem mais um álbum de sucesso para Ritchie. E para não desagradar a voz de Esse Cara Sou Eu, a gravadora teria desembolsado altas quantias para as rádios não tocarem os singles dos álbuns de Ritchie.

Para colocar mais lenha nessa fogueira, também durante um podcast, mais precisamente o Corredor 5, no Youtube, o cantor Fagner se irritou ao ver o compositor Michael Sullivan defendendo Roberto das acusações de perseguir outros artistas. Incomodado, ele se retirou do estúdio e disse nos bastidores que negar à perseguição do Rei aos colegas de profissão só poderia ser “uma brincadeira”.

Vale lembrar, no entanto, que Roberto Carlos ou sua equipe nunca fizeram nenhum comentário sobre este assunto. E que o cantor Ritchie, por sua vez, negou qualquer problema com o artista, afirmando que essa história é apenas mais um “grande mito” na carreira dos dois. Será?

Andie Carolina é graduada em Publicidade e Propaganda. E, apaixonada por música, séries, televisão e cinema. Instagram: @AndieCarolinaP

Cinco séries nacionais que valem a pena assistir


Isabelle Carvalho

Não é de hoje que as séries vem tomando conta da indústria audiovisual. Há diversos títulos de variados temas e gêneros. São tantos conteúdos bons que quase precisamos de uma planilha para acompanhar tudo.

Entre as preferidas do público, com certeza estão nomes estrangeiros – norte-americanos, alemães, franceses, dinamarqueses, etc. -Porém, o que você tem assistido de obras nacionais?

Ao contrário do que muitos pensam, o mercado brasileiro de filmes e séries têm desenvolvido ótimos produtos que se destacam cada vez mais. Veja abaixo algumas sugestões de ótimas séries que alcançaram um bom público:

Ninguém Tá Olhando

Original da plataforma de streaming Netflix, Ninguém Tá Olhando foi cancelada depois de sua primeira temporada. Contudo, vale a pena assistir. A produção conquistou o Emmy de melhor série de comédia internacional em 2020 e muitos concordam que sua suspensão é injusta. 

A série conta a história de Uli (Victor Lamoglia), um angelus – que é uma espécie de “anjo da guarda”, que começa a questionar as regras do sistema em que foi criado. Os angelus trabalham em uma repartição pública e têm a função de proteger os seres humanos. Claro que, em meio a esses questionamentos sobre sua realidade, Uli acaba se metendo em várias confusões, o que dá o tom certo de comédia à série.

Drama e suspense sobrenatural em Desalma Foto: divulgação

Desalma

Esta é para quem curte uma vibe um pouco mais gótica e de terror. Original do Globoplay, a série acaba de retornar para sua segunda temporada. A trama acompanha a pequena cidade de Brígida, uma comunidade de descendentes ucranianos praticamente oculta em florestas do Sul do país. Uma noite, os moradores reúnem-se para comemorar a noite folclórica de Ivanà-Kupala quando uma presença sobrenatural começa a assombrar o local, o que traz à tona acontecimentos trágicos ocorridos 30 anos antes. 

De certo, a obra conta com muitos elementos característicos de produções estrangeiras, tanto nos cenários quanto nas narrativas. A série é bem-sucedida em mostrar esse isolamento, traço marcante para comunidades imigrantes com costumes diferentes, sobretudo no que tange à religião. 

Coisa Mais Linda

Também um original Netflix, esta pode ser uma das séries brasileiras que mais conquistou notoriedade dos últimos anos. Bastante comentada e elogiada, a produção ganhou duas temporadas (já finalizadas) e não há informações de uma terceira. Após se mudar para o Rio de Janeiro, Malu (Maria Casadevall) descobre que foi roubada e abandonada pelo marido. Sozinha em uma cidade desconhecida, a personagem decide dar a volta por cima e se junta à Adélia (Pathy Dejesus) para, juntas, inaugurarem um clube de bossa nova. Temas muito relevantes para a modernidade são tratados, como racismo e o empoderamento feminino. 

Sob Pressão

Produzida pela TV Globo em coprodução com a Conspiração Filmes, Sob Pressão também é uma das queridinhas do público brasileiro. A trama acompanha uma equipe médica que tenta superar os desafios que surgem em uma emergência do subúrbio carioca. A luta diária é para manter pacientes vivos em um hospital em que tudo falta. Estas angústias misturam-se aos conflitos pessoais de cada personagem. Já foram quatro temporadas e vem mais uma por aí.

 

Liniker é Cassandra, na série Manhãs de Setembro Foto: divulgação

Manhãs de Setembro

Original da plataforma Amazon Prime Video, Manhãs de Setembro também acumulou elogios desde seu lançamento no ano passado. Acompanhamos a história de Cassandra (interpretada pela cantora Liniker), uma mulher trans que trabalha como motogirl em São Paulo e encontra na música a força necessária para enfrentar as dificuldades diárias. Depois de anos de sofrimento, ela vive uma vida estável. Tudo se complica quando uma ex-namorada reaparece com um menino que diz ser seu filho. A obra é muito bem-sucedida ao tratar, principalmente, a questão trans no país, com toda a violência velada que existe, a transição e os afetos negados. Além disso, Cassandra é uma mulher negra, sendo assim parte de um dos grupos mais marginalizados da sociedade. 

Isabelle Carvalho é carioca, tem 27 anos, sendo graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é graduada em Cinema. Além de possuir especialização em Jornalismo Cultural, é apaixonada por cultura, cinema, ciência e atualidades.

Anitta: Garota do Rio rumo ao topo


De Honório Gurgel para o mundo

Isabelle Carvalho

Não é novidade o caminho de Anitta desde sua origem até o topo. O que não cansa de surpreender, no entanto, é sua determinação e coragem ao construir sua trajetória rumo ao sucesso, que talvez nenhum outro artista brasileiro tenha alcançado.

A história de Larissa Machado, nascida em Honório Gurgel – subúrbio do Rio de Janeiro – é conhecida. E podem até haver pessoas que não gostam da cantora, mas é inegável: há uma inteligência muito estratégica e única na forma com que a artista lida com sua carreira. 

Larissa nasceu em uma família humilde. Filha de um vendedor de baterias de carros e uma costureira, Ela, desde criança, cantava no coral de uma igreja.

Aos quinze anos, interessou-se também pela dança e começou a se apresentar em bailes de dança de salão. Aos dezesseis, começou a publicar vídeos na internet dançando e cantando e foi graças a essas publicações que foi descoberta pela Furacão 2000. Sua primeira música “Eu vou ficar” foi um fenômeno de mercado. 

Antes de se dedicar integralmente à carreira musical, a cantora trabalhou como vendedora em uma loja de roupas e também foi estagiária da empresa Vale do Rio Doce, ao ter ingressado num curso de Administração – que logo depois abandonou.

Mais forte que a personagem

O nome Anitta veio da minissérie da TV Globo “Presença de Anita”, título dado em nome da protagonista (interpretada por Mel Lisboa), uma jovem bastante sedutora que conquistava a todos. 

O clipe de “Show das poderosas” foi um grande sucesso de visualizações, alcançando mais de um milhão em apenas uma semana. Depois disso, vieram os hits “Não para”, “Menina má”, “No meu talento”, “Deixa ele sofrer”, “Bang”, “Essa mina é louca”, entre outros. Desde o início de sua carreira, Anitta fala sobre o desejo de construir um legado internacional. O que muitos não acreditaram. 

O clipe de “Meiga e abusada” gravado com o norte-americano Blake Farber, em Los Angeles, começou a provar que talvez Anitta tivesse o necessário para construir sua trajetória fora do Brasil. “Vai malandra” também foi outro estrondo no mercado musical.

Enquanto isso, a artista investiu em aulas de inglês e espanhol para aprimorar sua fluência nos dois idiomas, sem que o sotaque brasileiro pudesse ser identificado. Ela investiu em outros ritmos, além do funk, como pop, reggaeton e música eletrônica.

 

No topo da Spotify

A cantora ocupou o Top 50 Global da plataforma de streaming Spotify com hits como “Bola, rebola”, “Downtown” e “Vai malandra”. Recentemente, ocupou a posição número um com “Envolver”, o que nenhum outro artista brasileiro havia conseguido. Todas essas conquistas foram alcançadas com base em uma carreira também como empreendedora, além de muitas críticas e haters

O que não falta na internet, principalmente, são pré-julgamentos e preconceitos em relação à cantora, que não tem vergonha de se mostrar quem realmente é e usar de sua sensualidade e empoderamento feminino para ganhar mais palcos. Anitta sempre entendeu que tem um papel importante a cumprir como uma personalidade muito conhecida que acumula milhões de fãs pelo mundo inteiro. 

Sabendo disso, a artista sempre soube que seria um exemplo para diversas meninas e mulheres que a olham como modelo. Muitos julgam que Anitta utiliza seu corpo como instrumento para seu sucesso, o que pode ser o oposto da liberdade feminina que o feminismo busca obter.

No entanto, é exatamente na forma que ela conduz sua carreira que ela demonstra sua maior forma de empoderamento. Porque a emancipação social e sexual das mulheres vem com independência financeira e psicológica, saber não se submeter a certos padrões e arquétipos e, além de tudo, contra argumentar preconceitos. 

Um dos grandes exemplos da influência positiva que a cantora pode dispor é seu posicionamento político. Nos últimos anos, Anitta vem assumindo cada vez mais suas opiniões em público. Em ano de eleições presidenciais no Brasil, a cantora inspirou milhares de jovens com menos de dezesseis anos a tirarem seus títulos de eleitores, mostrando como seus votos podem ser decisivos para o futuro do país. 

Isabelle Carvalho é carioca, tem 27 anos, sendo graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é graduada em Cinema. Além de possuir especialização em Jornalismo Cultural, é apaixonada por cultura, cinema, ciência e atualidades.

A estreia de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura e os próximos passos do Universo Marvel


A aventura divide opiniões mas vai indo muito bem nas bilheterias.

Isabelle Carvalho

O novo filme da Marvel mal estreou e já arrecadou cerca de 185 milhões de dólares e isso só nos cinemas norte-americanos. No Brasil, não poderia ser diferente. Doutor Estranho no Multiverso da Loucura levou os fãs ao desespero na expectativa sobre a produção, ainda mais sobre os rumos da fase 4 da Marvel nos cinemas.

Até agora já foram lançados Viúva Negra, Os Eternos, Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, Homem-Aranha: Longe de Casa e, na última semana, a sequência de Doutor Estranho. Além dos filmes, também foram promovidas algumas séries: Wandavision, Falcão e o Soldado Invernal, Loki, What it…?, Gavião Arqueiro e Cavaleiro da Lua. Todos esses títulos estão disponíveis na plataforma de streaming Disney Plus

Para compreender o contexto do segundo filme do Doutor Estranho, não é totalmente imprescindível ter visto outras obras, mas torna a experiência mais interessante. Assistir o primeiro Doutor Estranho, Homem-Aranha 3, Wandavision, Loki e What if…? possibilita um maior entendimento sobre o filme, mas ler um resumo também te ajudará a entender melhor esse multiverso da loucura. 

Até agora o filme em questão dividiu opiniões entre os espectadores. Há tanto críticas quanto elogios à trama. Pode-se dizer até que faltou história, no sentido de que o multiverso da loucura teve pouco de loucura e pouco de multiverso. O conceito foi pouco explorado, no entanto, é fato que o longa abre caminhos para os próximos projetos da Marvel. 

É interessante o desenrolar da trajetória de Wanda como Feiticeira Escarlate e é, de longe, a personagem mais bem desenvolvida na obra. Suas motivações fazem sentido e, mais do que isso, são passíveis de identificação por parte de quem assiste. Conseguimos entender de onde vem sua dor (principalmente quem viu Wandavision).

Já a introdução de América Chavez, que será a heroína Miss America, foi um tanto superficial. Apesar do seu potencial, a personagem torna-se quase uma figurante. Esperamos que seu perfil seja mais desenvolvido nas próximas histórias. 

O futuro do MCU

E quais são os caminhos que virão em 2022  dentro do Universo Marvel? Os próximos títulos a serem lançados incluem Mrs. Marvel, Thor: Amor e Trovão, Pantera Negra: Wakanda Para Sempre, She-Hulk e um Especial de Natal dos Guardiões da Galáxia. Mas para além de 2022, a Marvel tem muitos planos pela frente. The Marvels (2023),  Os Guardiões da Galáxia – Vol. 3  2023), Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania (2023), X-Men ’97 – Série Animada (2023), Eu Sou o Groot, Marvel Zombies, Homem-Aranha: Freshman Year , Agatha: House of Harkness, Armor Wars, Echo, Ironheart, Secret Invasion, Loki: Segunda Temporada, What If…?: Segunda Temporada, Blade, O Quarteto Fantástico , Sequência de Capitão América, Deadpool 3 e uma Série sobre Wakanda.  

São muitas as expectativas para as próximas fases do MCU (Universo Cinematográfico Marvel). A grande novidade tem sido o formato das séries, que têm atraído uma boa quantidade de espectadores e fãs. Wandavision (primeira série lançada) foi um sucesso estrondoso que combinou estilos e fez referências a clássicos sitcoms, como A Feiticeira, Modern Family e The Office. Podemos aguardar grandes projetos para o futuro. Além disso, temos uma infinidade de universos de possibilidades com a introdução do multiverso (muito desenvolvido em Loki) e sua apresentação “oficial” em Doutor Estranho 2. 

Isabelle Carvalho é carioca, tem 27 anos, sendo formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é graduada em Cinema. Além de possuir especialização em Jornalismo Cultural, é apaixonada por cultura, cinema, ciência e atualidades.

Marcelo D2 vai ao STF contra proibição de manifestações políticas no Lollapalooza


O rapper Marcelo D2 deu uma procuração ao advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, para que ele tente derrubar a liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que impõe multa ao festival Lollapalooza caso artistas se manifestem politicamente durante seus shows.

A ideia partiu do deputado federal Marcelo Freixo, que é também candidato ao governo do Rio de Janeiro. Depois de conversar com o artista, Freixo fez a ponte entre ele e o advogado.

Kakay afirma que está em uma corrida contra o relógio, já que Marcelo D2 se apresenta logo mais no festival. Além de ir ao STF, ele vai apresentar um recurso ao próprio TSE para tentar derrubar a decisão.

“Ela é claramente inconstitucional e arbitrária, uma ofensa à liberdade de expressão e à manifestação artística”, diz ele.

O ministro Raul Araújo, do TSE, classificou como propaganda eleitoral as manifestações políticas das cantoras Pabllo Vittar e Marina no Lollapalooza e determinou multa de R$ 50 mil para a organização do festival se houver outras.

A decisão liminar proíbe manifestações a favor ou contra qualquer candidato ou partido político, e foi tomada no sábado. Ela acata parcialmente um pedido da campanha do presidente Jair Bolsonaro, do PL, realizado na manhã daquele mesmo dia. Os advogados do PL também tinham solicitado condenação do Lollapalooza por propaganda eleitoral antecipada, o que não ocorreu.

O atual presidente, Jair Bolsonaro, do PL, foi o principal alvo dos protestos nos dois primeiros dias do festival. Na sexta, a cantora Pabllo Vittar desceu para a plateia e pegou uma bandeira vermelha com o rosto do ex-presidente Lula antes de deixar o palco. Já Marina —antes à frente da banda Marina and The Diamonds— xingou Bolsonaro e o mandatário russo Vladimir Putin.

Salvador já possui local para apresentação de óperas


Saulo Santos

O Teatro do Colégio Mercês, que fica dentro do Colégio em pleno centro da cidade, agora será a casa da música lírica na Bahia, onde serão ensaiadas e encenadas as Óperas em Salvador. Através de uma parceria entre o Núcleo de Ópera da Bahia e a direção do Colégio Mercês, o coletivo de artistas passa a dispor de um espaço que deverá se transformar num centro onde poderão ser exploradas as potencialidades dos cantores líricos e dos demais artistas de diferentes segmentos envolvidos na produção de uma Ópera em nosso estado. 

E o Núcleo de Ópera da Bahia já tem programadas realizações para junho deste ano, com o lançamento do CD “Oratório de Santo Antônio”,  e em julho, a montagem da Ópera “Flauta Mágica”, de Mozart.

Criado por Aldo Brizzi e Graça Reis em 2016, o Núcleo de Ópera da Bahia – NOP é uma companhia única, que tem a proposta de criar um núcleo especializado em Ópera de raízes afro-americanas e a intenção de formar uma companhia de  Ópera  Baiana. O teatro do Colégio Mercê há mais de 200 anos é responsável pela formação de milhares de alunos. Seu teatro dispõe de 500 lugares e agora será aberto para o público em geral.

Todos os alunos e alunas do Colégio das Mercês terão acesso direto às ações do Núcleo de Ópera, como assistir aos ensaios abertos, aos laboratórios de criação, entre outras atividades que acontecerem no teatro.

BBB copia a Fazenda?


Murillo Torres

O negócio tá tão estranho que o jeito é copiar ideias da Record. Na próxima quinta-feira, os ex-brothers da edição irão retornar ao programa para uma dinâmica especial no estúdio do apresentador Tadeu Schmidt.

Os únicos que não estarão presentes são Maria, ex-sister que foi expulsa por agressão, e Tiago Abravanel, ex-brother que tocou o botão e desistiu do programa, os ex-confinados vão se reunir para uma “missão” ainda não revelada.

Cantor Marcos Val anima o Band Verão 2022


Marcelo Carvalho

Uma atração que revelará as belezas naturais, gastronomia e cultura de Porto Seguro: Band Verão! O Programa já percorreu nove estados do Nordeste, captando tudo o que existe de melhor da região.

Marcos Val (centro), ao lado das apresentadoras do Band Verão. Foto: divulgação.

O Band Verão é apresentado por Juliana Guimarães, que também é influenciadora digital, e pela cantora da banda Babado Novo, Mari Antunis. O programa que contará com a participação de artistas locais, entre eles, o cantor Marcos Val, que cantará clássicos do Axe, levando alegria e descontração para o telespectador.

A atração é imperdível! Anote para não esquecer. Band Verão, hoje 05/02,)às 18:50, direto de Porto Seguro (BA), na TV Band Bahia.

Morre Sidney Poitier primeiro ator negro a ganhar um Oscar


Marcelo Carvalho

Morreu nesta sexta-feira (dia 7), aos 94 anos, o ator Sidney Poitier. O astro da Era de Ouro de Hollywood era conhecido por filmes como “Adivinha quem vem para o jantar”, “No calor da noite” e “Uma voz nas sombras”. Este último lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator em 1964 e fez dele o primeiro negro a ganhar o prêmio. Isso só se repetiu 38 anos depois, em 2002, com Denzel Washignton levando a estatueta por “Dia de treinamento”. Coincidentemente, foi o mesmo dia em que Poitier recebeu o Oscar pelo conjunto da obra.

A notícia da morte foi anunciada por Fred Mitchell, ministro das Relações Exteriores das Bahamas, país de origem de Poitier. A causa da morte não foi revelada.