Entrevista com o radialista Cacá Ferreira


Cacá Ferreira é um dos mais conceituados radialistas baianos! Com mais de 37 anos de carreira, Cacá está à frente do Difusora em Revista, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 9h ao meio dia. Para surpresa de muitos, Cacá é tímido e bem reservado fora da rádio. Mesmo gripado, o profissional, que é fundador da CF Promoção e Eventos, recebeu gentilmente a reportagem do Carvalho News para uma conversa bem interessante, que você acompanha agora. #CacaFerreira #DifusoraemRevista #CarvalhoNews #Radio #apaixonadospeloradio

 

Vereadora Ireuda Silva faz análise sobre consciência negra


O Dia da Consciência Negra é comemorado em 20 de novembro. A data faz referência ao dia da morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo de Palmares, que lutou para preservar o modo de vida dos africanos escravizados que conseguiam fugir do cativeiro. A comemoração sugere uma reflexão sobre a situação desta parte da população, bem como, sobre a realidade do mundo nos tempos atuais e do nosso comportamento em relação a esse panorama. Conversamos com a empresária, palestrante, ativista social e vereadora da cidade de Salvador (BA), Ireuda Silva. Crista evangélica e mãe, Ireuda faz uma análise objetiva sobre os desafios que a população negra enfrenta, bem como as possíveis estratégias para reverter esse panorama.

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Vereadora Ireuda Silva Foto: Leone Serafim

Carvalho News – O que o Dia da Consciência Negra simboliza para a senhora?

Ireuda Silva – O Dia da Consciência Negra é um dia de reflexão que simboliza as inúmeras conquistas que precisamos ter em busca de igualdade, pois diariamente ainda somos vítimas de racismo. Enquanto formos os cidadãos mais afetados pelas desigualdades do Brasil, precisaremos de um dia para lembrar que a escravidão acabou há mais de 100 anos e já está mais do que na hora de sermos totalmente integrados à sociedade brasileira.

CN – A população negra brasileira tem motivos para comemorar nesta data?

Ireuda Silva – Acredito que não pois ainda são os negros que diariamente aparecem nos noticiários sendo vítimas de bala perdida, desemprego, racismo, dificuldade em atendimento na área da saúde, e mesmo após 100 anos da abolição da escravatura a população negra ainda sofre com descaso.

CN – O que fazer para resgatar a autoestima da população negra brasileira?

Ireuda Slva –  Além de ocorrer a efetivação das políticas públicas, se faz necessário reconhecer a usurpação durante todo período de escravidão, porque ainda somos a minoria nas faculdades e em espaço de poder.

CN – Como é ser negro no Brasil?

Ireuda Silva – Ser negro no Brasil é sofrer diariamente com o preconceito que infelizmente está presente em nosso cotidiano independentemente de seu cargo ou posição social. É receber um olhar de desconfiança nos shoppings, nas lojas de grife, em diversos lugares que infelizmente parte da sociedade ainda acha que o negro não se pode fazer presente.

CN – Alguns negros costumam afirmar que negros não são unidos. Que negro não vota em negro. Que negro que possui canal no Youtube não tem muitos negros inscritos etc. Isso é verdade? E. em caso de positivo, a que isso se deve? É possível modificar essa realidade?

Ireuda Silva – Infelizmente é preciso admitir! Acredito que justamente pela opressão vivida pela “raça” temos esse reflexo, o que não deixa de ser negativo, onde um número de negros ainda não entende a grande necessidade dessa real união para se obter o devido crescimento, uma ascensão em todos os campos.

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Maria Felipa de Oliveira

CN – Muito tem se falado sobre o Governo de Jair Bolsonaro. O que os negros podem esperar desta gestão?

Ireuda Silva – Acredito que o atual Presidente deve realizar uma gestão pensando em todos os brasileiros e com olhar especial para a reparação da população negra que ainda necessita de uma política pública de reparação, haja vista que viveram séculos como pessoas esquecidas pelo poder público.

 

CN – Jair Bolsonaro é um político que sempre “chocou” as pessoas com declarações homofóbicas, preconceituosas, racistas e misóginas. Entretanto, ainda presenciamos negros, mulheres, gays, lésbicas, nordestinos e pobres defendendo sua postura agressiva e pouco diplomática. Como a senhora avalia esse panorama?

Ireuda Silva – O Presidente deve ter uma postura que todos os brasileiros esperam, trabalhar em prol de todas as pessoas, independentemente de cor, raça, religião, região do país e outros fatores.

 

CN – Qual sua avaliação sobre os nossos representantes no Senado e na Câmara?

Ireuda Silva – Infelizmente ainda não temos uma grande representatividade no Congresso pois embora seja um estado majoritariamente formado por negros e pardos, esse cenário não se reflete no número de senadores e deputados. Temos também uma representatividade feminina que ainda é relativamente baixa. É preciso ter força, raça em uma luta justa para mudar esse cenário.WhatsApp Image 2019-11-20 at 08.53.47

CN – Quais as personagens negras que merecem suas honrarias e ou conseguiram conquistar a sua admiração e respeito?

Ireuda Silva – Temos como exemplo a Maria Felipa, que ajudou a lutar pela independência do Brasil. Na Câmara de Salvador, temos um prêmio concedidos a mulheres negras com seu nome. Podemos citar ainda Dandara, que lutou contra o sistema escravocrata no século XVII; Maria Firmina dos Reis, a primeira escritora brasileira; Antonieta de Barros, a primeira deputada estadual negra do Brasil, no início do século passado.

CN – Há quanto tempo a senhora é vereadora, e o que a levou a ingressar na vida pública?

Ireuda Silva – Sou vereadora de primeiro mandato, entrei na política com o objetivo de contribuir para uma sociedade mais justa.

CN – Qual sua proposta de trabalho?

Ireuda Silva – Minha principal proposta é trabalhar por Salvador tendo como minhas principais bandeiras a igualdade racial, a valorização da mulher e o combate à violência doméstica e familiar, além de lutar diariamente pelo social como um todo.

CN – Quais os maiores desafios que tem enfrentado?

Ireuda Silva – Meus desafios são diários e se iniciaram a partir do meu nascimento, por ser mulher e negra, que busca a todo momento trabalhar pela cidade e pelos mais necessitados.

O dublador Felipe Grinnan


Você pode até não conhecer o seu rosto, mas sua voz com certeza já ouviu em algum programa de televisão ou cinema. Estamos falando do carioca Felipe Grinnan, que além de ator, cantor, dublador e locutor brasileiro. Grinnan é conhecido por dublar os atores Orlando Bloom, Jake Gyllenhaal, Jude Law, Ewan McGregor, Drake Bell, Eric Bana e muitos outros. Ele também foi a voz do personagem Marty, na franquia de filmes Madagascar, a voz do personagem Whis nos filmes Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses e Dragon Ball Z: O Renascimento de F e também no anime Dragon Ball Super. Também é a voz do Vagabundo, do clássico dos estúdios Disney, A Dama e o Vagabundo II: As Aventuras de Banzé. Quer saber mais sobre esse artista? Então veja veja o vídeo abaixo.

 

O cantor Jerry Adriani In Memoriam


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Jerry Adriani Foto: divulgação

No dia 23 de abril, do ano passado, o cantor Jerry Adriani (Jair Alves de Souza) nos deixava, pouco tempo depois de ser diagnosticado com câncer. Jerry é um dos ícones do Movimento da Jovem Guarda e com mais de meio século de carreira, colecionou inúmeros sucessos. Ele nasceu em São Paulo, mas morava no Rio de Janeiro. A entrevista a seguir foi gentilmente concedida por Jerry Adriani, ao Carvalho News, poucos dias antes do artista ter descoberto que possuía a doença. Essa é nossa singela homenagem ao nosso querido Jerry Adriani. Boa leitura!

CN – Fale-nos um pouco de sua amizade com o Rauzito.

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Foto: Hugo Leonardo

Jerry Adriani –  Raul Seixas foi um amigo muito querido para mim. Foi um daqueles episódios de estar no lugar certo na hora certa. Travamos uma amizade que durou uma vida inteira. Era o Rauzito meu amigo que morava na Bahia e tinha uma banda, que acabou casualmente me acompanhando, nasceu de minha parte o interesse que eles tocassem comigo e a partir daí foi só amizade. Gravei a primeira música do Raul, daí comecei a batalhar pelo Raul produtor. Foi uma luta muito grande na época, pois o Evandro Ribeiro, diretor da CBS não era de acordo. Ele que produzia e temia que as coisas não dessem certo. Finalmente ele acabou concordando e o Raul produziu três discos meus.  Aí basicamente foi o início da carreira dele como produtor, depois ele começou a escrever várias músicas. A partir daí que viria a nascer o Raul Seixas.

CN – Como você definiria a Jovem Guarda?

Jerry Adriani – A jovem guarda foi uma época de transição não só musical mas também social. Houve o movimento Woodstock , shows contra a Guerra do Vietnã… Foi um período em que tudo estava em ebulição. A jovem guarda foi um momento de transição, uma consequência de varias coisas de fora.

CN – Qual a melhor lembrança que você tem dessa época?

Jerry Adriani – Era muito interessante começar a realizar os sonhos. A aparecer artisticamente… A jovem guarda foi uma realização de um sonho. É difícil de dimensionar. Não tínhamos nem noção do que significava aquilo.

CN – O Jerry Adriani  é politizado?

Jerry Adriani – Não sou partidário, mas sou um fruto disso tudo. Como cidadão brasileiro possuo minhas convicções. Agora transformar isso numa bandeira profissional é outra coisa. Não sou um ativista político, mas não me negaria, por exemplo, a assinar um abaixo assinado contra a censura. Como não me neguei.  Eu não participava daquilo ou disso, por não ser o meu círculo e tudo era circulo.  Hoje não se pode ficar totalmente alheio ao que esta ocorrendo.

CN – Você também atuou como ator em produções como “Malhação”, “74.5   Uma esperança no Ar”, fez filmes para o cinema. Como foi essa experiência?

Jerry Adriani –  Foi maravilhoso atuar. Foi mais uma vivencia importante na carreira. Nunca tive a pretensão de me tornar um ator, mas sim de dar conta do recado ao interpretar um personagem.  Acho que de uma certa forma eu consegui.  Em “Malhação” fui para ficar uma semana e permaneci três meses, em 74.5 fui elogiado pela minha atuação.  A vida artística é um grande desafio, a gente tem que ir tocando conforme a musica, se adaptando.

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Foto: Hugo Leonardo

CN – Como você avalia o cenário musical atual?

Jerry Adriani – O cenário musical mundial está muito mais contestador. A música negra americana, por exemplo, sempre achei que era uma das mais apuradas em termos de qualidade. Sempre fui fã de Quince Jones, dos artistas da gravadora Motown… Entretanto, hoje, houve um declínio musicalmente falando.  Atualmente, a música de rua que retrata um momento social. Mas musicalmente falando há uma perda. A música é uma mensagem, um desagravo, um discurso com ritmo. No Brasil, por exemplo, os gêneros musicais tradicionais, como por exemplo, a música sertaneja de raiz sofreu uma plástica. As pessoas estão tentando adequá-la a uma realidade social. O que acontece é que as formulas vão sendo criadas, uma receita de sucesso. Foi mais ou menos o que ocorreu na época da Jovem Guarda. É mais ou menos uma fórmula matemática e isso acaba ficando meio repetitivo. Hoje tudo segue uma espécie de cartilha e isso aconteceu com todos os gêneros musicais.  Do samba raiz veio o pagode e assim vai. Entenda eu não sou contra nada.  Não faço campanha contra ninguém, absolutamente, pois respeito todos os estilos… Estou falando no estilo musical. Se você complicar muito uma melodia hoje, ela não vai fazer sucesso.  Nesse ponto eu acho muito ruim. Deveria haver um pouco mais de cuidado. Num disco deveria ter ao menos duas musicas com qualidade musical. Na década de 70 quando havia o arranca rabo da Jovem Guarda com a Bossa Nova, mas havia um contra ponto. No Rio de Janeiro, por exemplo, uma rádio de nome MPB FM saiu do Ar. E foi um absurdo, não estou fazendo apologia a essa rádio que por um acaso, jamais tocou uma musica minha. Mas é uma emissora que fará falta para muita gente.

CN – Como anda a sua autobiografia?

Jerry Adriani – Já temos 300 páginas escritas, falando até o Jair se tornar Jerry… Estou começando a contar o Jerry. Nessa parte, vou fazer alguns comentários, algumas crônicas, algo similar ao livro  “As crônicas de bob Dylan”. Vamos fazer um levantamento por décadas na vida do Jerry Adriani e transformar isso num grande dicionário. Com perguntas e respostas onde vou poder focalizar todos os assuntos e fazer algumas crônicas. Por exemplo, minha ligação com Raul Seixas, minha ligação com Renato Russo, minha saída da CBS. No final terá alguns contos depoimentos e pronto.

CN – Quais os seus passatempos?

Jerry Adriani – Amo a leitura, gosto de cinema, documentários, sou aficionado por ufologia, sou adepto da ginástica, herdei isso do Raul. A meu ver, o homem vai ter que se habituar a esses fenômenos.

CN – Sobre o seu novo cd, pode nos adiantar algo?

Jerry Adriani – Vai ser um trabalho em conjunto com o livro e vou gravar canções do Rauzito. Vou gravar as músicas de raiz do Raul Seixas. Vai ser muito interessante esse trabalho. Se Deus quiser isso vai sair ainda esse ano de 2017.

CN – Qual a mensagem que gostaria de deixar para seus fãs?

Jerry Adriani -Quero agradecer a galera que segue a minha carreira, que é muito fiel. Espero que estejamos agindo da forma que atenda a expectativa deles. E para o pessoal novo estou me apresentando agora e espero que a gente consiga criar uma relação.

The astronaut Marcos Pontes


This March, 12 years ago, the Brazilian Air Force (FAB) Lieutenant Colonel Marcos Cesar Pontes left for the ISS (International Space Station) aboard the Russian Soyuz TMA-8. Currently in the reserve, the first Brazilian astronaut published books, was elected one of the 100 greatest Brazilians of all time, works at NASA and also at the United Nations. Pontes kindly received the Carvalho News report to talk about space, OVINs, Brazilian Space Program and more. Do you want to embark on this trip with us? Then read the interview below. Good reading!

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Astronaut Marcos Pontes

Blog Carvalho News – How was your childhood? Ever dreamed of being an astronaut when you were little? 

Marcos Pontes – My childhood in Bauru was very happy with my mother, D. Zuleika, my father, Sr. Virgílio and my brothers Rosa and Luiz Carlos. At this time I had the dream of flying, of being a pilot. He looked at the sky and wondered what it would be like to travel through that vastness. I fulfilled that dream when I passed the entrance exam of the Air Force Academy – AFA. After having already had ample experience in flights, the opportunity of the Public Course for the first Brazilian astronaut, I was selected and, after much training and effort, I was able to realize the First Brazilian Space Mission. The reality turned out to be bigger than the dream! I count all the details in my book “Mission Accomplished”, that can be acquired in the virtual store www.conexaoespacial.com.br.

Carvalho News – In March, the first Brazilian manned space mission completed 12 years. What better memories do you have of this period? 

Marcos Pontes – The sensation of looking at the Brazilian flag on my arm and seeing the Earth from space for the first time. 

Carvalho News – How is the Brazilian Space Program? When will we have other trips to space?

Marcos Pontes – At the moment the Brazilian Space Program walks slowly, unfortunately. In fact, all S & T sectors have suffered from recurrent political and economic crises in the country. This is worrying for the future of national development. My agreement with AEB won last year (10 years after the mission). Without renewal, I continue to be linked to space projects in the US and I must return to space in the next few years.

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Carvalho News – What kind of activities do you develop at the Johnson Space Center in Houston (USA)?

Marcos Pontes – I am an astronaut with specialization (technical consultant) in systems integration and development of human interfaces. In addition, along with the KSC in Florida, I am scaled from time to time to represent NASA with authorities and visitors in general

Carvalho News – What do you feel when you look at the Earth from space?

Marcos Pontes – The sensation is wonderful and at the same time worrying. From space, we can see the devastation of some places on Earth, caused by deforestation, wars and so on. The planet seen from above is so beautiful that if we were aware that it was all part of something much larger, we might take care of our home more. See Chapter 77 of my book “Mission Accomplished” for more details.

Carvalho News – Do you believe in the existence of OVINs?

Marcos Pontes – By definition, any flying object or natural effect that we can not identify, must be called a UFO. So it is not a matter of believing, by definition they are a fact.

Carvalho News – Do you know of a story involving aliens?

Marcos Pontes – There are hundreds of stories around the theme. The subject is successful on TV. I particularly agree with Drake’s equation, with the very high likelihood of life elsewhere in the universe. The point is: define “life.”

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Carvalho News – In 2014, you ran for the post of federal deputy for PSB of São Paulo. What led you to take this initiative? Do you still have political aspirations?

Marcos Pontes – Literally, thousands of people have always asked me to contribute my knowledge and professional experience in the National Congress, especially in the legislation associated with the country’s economic development through Education, Science and Technology. Among these people was our late Minister Eduardo Campos, who was president of PSB and my personal friend for many years. I answered the request and applied. I made a small campaign, according to the possibility and logic of the relationship “campaign spending x deputy salary” (which many people seem to forget), and got 43,000 votes. An expressive number, but a little smaller than necessary in that year to be elected. For me, it was an interesting life experience and the removal of a burden from the back: no one can say that I did not have the courage to introduce myself to help in the Congress. I did my part. As for current political pretensions, I wish the elect success and wisdom. If you need a consultant, I’m at your disposal.

Carvalho News – Can the public await any news from the writer Marcos Pontes?

Marcos Pontes – Yes! I have a technical book on “Human Error” in accident prevention at 70% of the end. In addition, I am working on other literary projects for children’s books and in the area of coaching.

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Carvalho News – What did it mean to be elected one of the “100 greatest Brazilians of all time”? 

Marcos Pontes – It was an honor to have my work recognized and motivation to inspire more young people to conquer their dreams. Just remember that my father was “general service servant” to understand what I feel about it. What few people know is that, in the case of my career, the best result, or more impressive in terms of legacy is yet to come … but I will not do anything yet. 

Carvalho News – How is your day to day life? What do you usually do when you are off duty? 

Marcos Pontes – My life is divided into intense schedules with activity at NASA, the UN (I am an ambassador for industrial development), in my business and function to train people, either as a “life coach”, mentor, or ministering to hundreds of training and lectures (things I love doing). Interesting that I do not see any of this as “work.” I love what I do. That is, I earn my living by doing what I like, and that is very good. Therefore, in periods of slack … I do the same things, with a few extras: read a lot, write, draw, photograph, music, etc. There are more details about my activities on my website www.marcospontes.com.br.

 

 

O astronauta Marcos Pontes


Neste mês de março, há 12 anos, o tenente-coronel da Força Aérea Brasileira (FAB), Marcos Cesar Pontes, partia para a ISS (Estação Espacial Internacional) a bordo da nave russa Soyuz TMA-8. Atualmente na reserva, o primeiro astronauta brasileiro publicou livros, foi eleito uns dos 100 maiores brasileiros de todos os tempos, atua na NASA e também na ONU (Organização das Nações Unidas). Pontes recebeu gentilmente a reportagem do Carvalho News para falar sobre espaço, OVINs, Programa Espacial Brasileiro e muito mais. Quer embarcar nessa viagem com a gente? Então leia a entrevista abaixo. Boa leitura!

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Marcos Pontes Fotos: Portally Eventos e Produções

Blog Carvalho News – Como foi a sua infância? Já sonhava em ser astronauta quando pequeno?

Marcos Pontes – Minha infância em Bauru foi muito feliz ao lado de minha mãe, D. Zuleika, meu pai, Sr. Virgílio e meus irmãos Rosa e Luiz Carlos. Nesta época eu tinha o sonho de voar, de ser piloto. Olhava para o céu e imaginava como seria viajar por aquela imensidão. Realizei esse sonho quando passei no vestibular da Academia da Força Aérea – AFA.

Depois de já possuir vasta experiência em voos, surgiu a oportunidade do Cncurso Público para o primeiro astronauta brasileiro, fui selecionado e, após muito treinamento e esforço, consegui realizar a Primeira Missão Espacial Brasileira. A realidade acabou se tornando maior que o sonho! Conto todos os detalhes em meu livro “Missão Cumprida”, que pode ser adquirido na loja virtual www.conexaoespacial.com.br.

Carvalho News Em março, a primeira missão espacial tripulada brasileira completou 12 anos. Quais as melhores lembranças que o senhor guarda desse período?

Marcos Pontes – A sensação de olhar a bandeira do Brasil no meu braço e ver a Terra do espaço pela primeira vez.

Carvalho News – Como anda o Programa Espacial Brasileiro? Quando teremos outras viagens suas ao espaço?

Marcos Pontes – No momento o Programa Espacial Brasileiro anda devagar, infelizmente. Aliás, todos os setores de C&T têm sofrido com as crises políticas e econômicas recorrentes no país. Isso é preocupante para o futuro do desenvolvimento nacional. Meu acordo com a AEB venceu no ano passado (10 anos após a missão). Sem renovação, continuo ligado aos projetos espaciais nos EUA e devo voltar ao espaço nos próximos anos.

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Carvalho News – Que tipo de atividades o senhor desenvolve no Centro Espacial Johnson em Houston (EUA)?

Marcos Pontes – Sou um astronauta com especialização (consultor técnico) em integração de sistemas e desenvolvimento de interfaces humanas. Além disso, junto ao KSC, na Flórida, sou escalado de tempos em tempos para representar a NASA com autoridades e visitantes em geral

Carvalho News – Qual a sensação que se tem ao olhar a Terra do espaço?

Marcos Pontes –  A sensação é maravilhosa e ao mesmo tempo preocupante. Do espaço, nós conseguimos enxergar a devastação de alguns lugares na Terra, causadas pelo desmatamento, guerras e etc. O planeta visto de cima é tão lindo que, se tivéssemos a consciência de que tudo aquilo faz parte de algo muito maior, talvez cuidássemos mais da nossa casa. Veja mais detalhes no capítulo 77 do meu livro “Missão Cumprida”.

Carvalho News – O senhor acredita na existência dos OVINs?

Marcos Pontes – Por definição, qualquer objeto voador ou efeito natural que não conseguimos identificar, deve ser chamado de OVNI. Portanto, não é questão de acreditar, por definição são um fato.

Carvalho News – Sabe de alguma história envolvendo extraterrestres?

Marcos Pontes – Existem centenas de estórias em torno do tema. O assunto faz sucesso na TV. Eu, particularmente, concordo com a equação de Drake, com a altíssima probabilidade de vida em outros lugares do universo. A questão é: defina “vida”.

Carvalho News – Em 2014, o senhor concorreu a ao cargo de deputado federal pelo PSB de São Paulo. O que o levou a tomar essa iniciativa? Ainda possui aspirações políticas?

Marcos Pontes – Literalmente, milhares de pessoas sempre me pediram para contribuir com meu conhecimento e experiência profissional no Congresso Nacional, em especial na legislação associada ao desenvolvimento econômico do pais pela Educação, Ciência e Tecnologia. Entre essas pessoas, estava o nosso saudoso Ministro Eduardo Campos, que era presidente do PSB e meu amigo pessoal de muitos anos. Atendi o pedido e me candidatei. Fiz uma pequena campanha, conforme a possibilidade e a lógica da relação “gasto de campanha x salário de deputado” (que muita gente parece esquecer), e consegui 43 mil votos. Um número expressivo, porém um pouco menor do necessário naquele ano para ser eleito. Para mim, foi uma experiência de vida interessante e a retirada de um peso das costas: ninguém pode dizer que não tive coragem de me apresentar para ajudar no Congresso. Eu fiz a minha parte. Quanto a pretensões políticas atuais, eu desejo aos eleitos sucesso e sabedoria. Se precisarem de um consultor, estou a disposição.

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Carvalho News – O público pode aguardar alguma novidade do escritor Marcos Pontes?

Marcos Pontes – Sim! Estou com um livro técnico sobre “Erro Humano” na prevenção de acidentes a 70% do final. Além disso, estou trabalhando em outros projetos literários para livros infantis e na área de Coaching.

Carvalho News – O que significou ser eleito um dos “100 maiores brasileiros de todos os tempos”?

Marcos Pontes – Foi uma honra ter meu trabalho reconhecido e uma motivação para inspirar mais jovens para a conquista dos seus sonhos. Basta lembrar que meu pai era “servente de serviços gerais” para entender o que eu sinto sobre isso. O que pouca gente sabe é que, em se tratando da minha carreira, o melhor resultado, ou mais impressionante em termos de legado, ainda está por vir… mas não vou adiantar nada por enquanto.

Carvalho News – Como é o seu dia a dia? O que costuma fazer nos períodos de folga?

Marcos Pontes – Minha vida se divide em agendas intensas com a atividade na NASA, na ONU (sou embaixador para desenvolvimento industrial), nas minhas empresas e na função de formar pessoas, seja como “life coach”, mentor, ou ministrando centenas de treinamentos corporativos e palestras (coisas que adoro fazer). Interessante que não vejo nada disso como “trabalho”. Eu adoro o que faço. Ou seja, eu ganho a vida fazendo o que gosto, e isso é muito bom. Portanto, nos períodos de folga…eu faço as mesmas coisas, com algumas extras: ler bastante, escrever, desenhar, fotografar, música, etc. No meu site www.marcospontes.com.br existem mais detalhes sobre minhas atividades.

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