Lembra da ” Arca do Zé Colméia”?


Momento Retrô (2)

Na semana passada fui invadido por um sentimento de nostalgia ao sintonizar a Rede Brasil e me deparar com a “A Arca do Zé Colmeia”. Os simpáticos personagens de Hanna Barbera embalaram a minha infância com suas histórias edificantes e personagens puros. Tudo muito diferente do que vemos nos desenhos de hoje. Nunca vi o início da história, mas o piloto mostra o parque Jellystone sendo ameaçado pelo aumento descontrolado e irresponsável da civilização e da poluição ambiental (bem atual não é?).

O guloso Zé Colmeia e Catatau saem das florestas acompanhados de Dom Pixote, Pepe Legal, Plic e Ploc, Peter Potamus, constroem uma arca voadora, bem parecida com a de Noé, ela que é erguida no ar por um balão.  O motor do veículo era bem interessante: Maguila, o Gorila, que corria sobre uma esteira atrás de bananas.

O grupo vai em busca do mundo perfeito, um paraíso onde eles pudessem chamar de lar, longe da poluição e da violência. Durante a viagem encontram e enfrentam vilões que personificam alguns dos defeitos e vícios humanos mais comuns. É assim que surgem personagens como a Iara-Faz-Sujeira, Gênio Insaciável, ou o Sr. Sujo (Mr. Sloppy) que age fantasiado de Sr. Limpo.

A série teve apenas 15 episódios mais o telefilme especial “Yogi’s Ark Lark” de 45 min. Sobre esse especial, a Rede Brasil poderia passar. Seria muito legal assistir a mais essa maravilha da Hanna Barbera.

Vem chegando então o Zorro


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Produzida por Walt Disney, a série Zorro estrelada pelo ator Guy Williams é uma daquelas atrações que agradam a diferentes públicos e fazem sucesso até hoje. O personagem foi criado em 1919 pelo escritor norte americano Johnston McCulley. A história se passa em meados do século XIX, durante a era do domínio mexicano na Califórnia, entre 1821 e 1846.

Zorro estreou em 10 de outubro de 1957, no Canal ABC (maior emissora de televisão do mundo). Foram produzidos 78 episódios mais quatro episódios de uma hora cada, que foram ao ar entre 30 de outubro de 1960 a 02 de abril de 1961. O fim da série ocorreu em 02 de junho de 1959. Os episódios eram em preto e branco e a colorização só ocorreu em 1992.

Enredo

Don Diego De La Veja é um jovem membro da aristocracia californiana que passa um longo período estudando na Europa. Ao retornar decide defender os fracos e oprimidos empunhando uma espada. A verdadeira identidade o herói esconde sobre uma mascara negra. O nome Zorro, em espanhol raposa, é dado pela população, pois sua agilidade e sagacidade fazem lembrar o animal.

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Bastidores do seriado Foto: divulgação

Guy Williams

É quase impossível pensar em Zorro e não se lembrar de Armando Joseph Catalano, ou melhor, Guy Williams. O ator era nova iorquino, filho de imigrantes italianos e iniciou sua carreira como modelo fotográfico. O nome artístico foi dado por seu agente Henry Wilson, que também cuidava da carreira do também ator Rock Hudson. O fato ocorreu após um diretor de elenco se recusar a recebê-lo por não ter interesse em contratar atores latinos.

A grande guinada na carreira de Williams ocorreu quando decidiu disputar o papel para a série Zorro dos Estúdios Disney. Sua contratação ocorreu graças à intervenção do diretor da atração Norman Foster. Em virtude do programa, Williams se tornou um astro e resolveu seus problemas financeiros, pois receba salário e mais 2,5% dos lucros.

Mesmo com o fim do programa, Walt Disney manteve Williams contrato por dois anos, pois pretendia retomar a série. Nesse período, o ator fez aparições públicas vestindo a indumentária do personagem, em eventos na Disneylândia, para manter a imagem do Zorro viva.

Para os saudosos há um alento: é possível adquirir a série em DVD. Também é possível assistir aos episódios pela Rede Brasil.

A Poderosa Ísis merece uma releitura


Momento Retrô (2)

Os Segredos de Isis ou A Poderosa Isis, como foi batizado aqui, era um seriado de TV que foi ao ar originalmente entre 1975 e 1976. Com 22 capítulos, produzidos pela Filmation, teve como protagonista, a atriz Joanna Cameron.

De acordo com o enredo, Andrea Thomas (Cameron) é uma professora de Ciências e arqueóloga amadora que encontra um amuleto que teria pertencido a uma rainha egípcia. Para se transformar em heroína bastava estar de posse do artefato e pronunciar as palavras mágicas “Poderosa Isis”, e pronto ganhava superpoderes.

Habilidades especiais

A heroína apresenta uma vasta gama de poderes, normalmente invocados através de encantamentos.  Ela pode voar recitando “O zephyr ventos que sopram em alto / Levante-me agora para que eu possa voar.”; força sobre-humana, comando dos elementos (terra, ar, fogo e água) e controle do tempo.

Também pode controlar a densidade molecular de seu corpo e outras matérias, passando-se através das paredes, e em um exemplo, fazendo com que um carro passe ileso através de um graduador de estrada. Isis pode adivinhar o passado recente, que se manifesta para o espectador na jóia de seu diadema. A heroína pode influenciar coisas vivas, incluindo árvores e animais, para aparecer e desaparecer à vontade. Ela pode aumentar a gravidade local, e parar e inverter o fluxo de tempo.

As habilidades super-humanas de Isis são limitadas quando em sua forma Andrea Thomas. Ela ainda é capaz de se comunicar telepaticamente com seu pássaro de estimação, Tut, e em um exemplo, o reflexo da luz fora de seu amuleto restaurou uma memória esquecida para uma pessoa.

Joanna Cameron encerrou sua carreira como atriz em 1980, depois produzir e dirigir o longa-metragem Blue Angels in Razor Sharp (1982). Ela se tornou enfermeira, atuando durante muitos anos na profissão. Em seguida, passou a trabalhar com Marketing para vários hotéis no Havaí.

 

A rainha das trevas é pop


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Ela é Cult com toda certeza! Elvira é um dos personagens mais populares da TV mundial. Criada pela atriz, roteirista e cantora americana Cassandra Peterson, a eterna Rainha das Trevas é uma personalidade icônica que possui uma legião de fãs espalhados pelo mundo. Com certeza você já deve ter assistido a um de seus filmes na Sessão da Tarde.

O personagem foi criado pela própria Cassandra em parceria com seu melhor amigo Robert Redding. Bem humorada, sexy, um tanto desbocada, com seios fartos e embrulhada num vestido preto ousado, Elvira logo se tornou uma marca forte com uma farta gama de produtos licenciados, que incluem trajes para Halloween, quadrinhos, figuras de ação, cartões de troca, máquinas de pinball, decoração para o Dia das Bruxas, modelos de kits, calendários, perfumes, maquiagem, esmaltes e bonecas.

Sobre Elvira, Cassandra afirma: “descobri que Elvira era eu quando adolescente. Eu só digo o que sinto e as pessoas gostam disso”, garante.

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Cassandra Peterson      Foto: divulgação

Curiosidades

O Macabremobile de Elvira foi criado para o filme. O 1958 T-Bird hard top foi comprado por US $ 2.500 e passou por 7.000 dolares em alterações. O carro ainda é de posse de Cassandra Peterson, que continua a usá-lo quando faz aparições pessoais como Elvira.

A razão do vestido de Elvira ser cortado de forma tão ousada e seu cabelo ser tão longo é para esconder as cicatrizes que a atriz tem em seu pescoço e ombros, causadas por queimaduras que recebeu quando tinha um ano e meio de idade.

Durante a cena em que Elvira está sendo queimada na fogueira, o calor das chamas foi tão intenso que derreteu sua peruca preta.

 

A biônica e a maravilhosa


Momento Retrô (2)

Se você é amante das séries clássicas ou nasceu nos anos de 1970 ou de 1980, com certeza deve se recordar de dois seriados que fizeram muito sucesso. São eles: A Mulher Biônica (The Bionic Woman) e Mulher Maravilha (Wonder Woman), estrelados pelas atrizes norte americanas Lindsay Wagner e Lynda Carter.

A Mulher Biônica foi transmitida originalmente de 14 de janeiro de 1976 a 13 de maio de 1978. Foram 58 episódios divididos em três temporadas. A personagem apareceu pela primeira vez em um especial de 2h no seriado O Homem de Seis Milhões de Dólares (The Six Million Dollar Man).

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Lindsay Wagner e Lynda Carter      Fotos: divulgação

Na história, a noiva de Steve Austin  (Lee Majors) sofre um acidente e Austin convence seu chefe a colocar os implantes biônicos nela também. Seu corpo rejeita, e ela morre na cirurgia de remoção. No entanto, a personagem caiu no gosto do público, o que fez os produtores a criarem um spin-off só dela. A explicação para seu retorno é que ela ficou em animação suspensa até ter seu corpo recuperado, porém sem memória. Assim a personagem pôde ter liberdade de roteiro, sem necessitar do Steve Austin sempre próximo, o que seria impossível se eles ainda fossem noivos.

Já a Mulher Maravilha foi ao ar, originalmente, de 07 de novembro de 1975 a 11 de setembro de 1979. O número total de episódios foi de 59, divididos em três temporadas. A série protagonizada por Lynda Carter, que obteria imenso sucesso, teve início com um longa piloto (“The New Original Wonder Woman”) baseado na primeira história da personagem, passada durante a II Guerra Mundial, mostrando suas origens na Ilha Paraíso, localizada (porém não-cartografada!) no centro do “Triângulo das Bermudas” e habitada pelas amazonas por milênios. As amazonas, refugiadas ali do patriarcalismo da Antiguidade, conservaram consigo os segredos da imortalidade e poderes divinos.

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Lynda e Lindsay atualmente       Foto: divulgação

Ambas as séries fizeram um sucesso estrondoso. E elevando Lynda Carter, que foi ex-Miss América e Lindsay Wagner ao status de estrelas. As atrizes, que se tornaram amigas naquela época, mantém a amizade até hoje. Lynda, com 65 anos, está no seriado Supergirl, interpretando a presidente dos Estados Unidos. Já Lindsay, 67 anos, escreveu alguns livros sobre acupuntura e viaja pelo país fazendo palestras.