Novo golpe promete descontos em faturas para atrair vítimas; saiba mais


Mensagens enganosas estimulam usuários a transferirem dinheiro  

Thais Paim

Um novo golpe que envolve o nome do PIX está  espalhando, por SMS, mensagens para atrair vítimas em busca de um suposto desconto em faturas de cartão de crédito e celular. A fraude foi identificada pela empresa de segurança digital Kaspersky.

De acordo com informações, a mensagem afirma que operadoras de cartão de crédito se uniram em uma campanha para oferecer desconto caso o pagamento da fatura seja feito com o novo método de pagamento.

Para receber o suposto benefício, a vítima precisa acessar um site e informar dados como bandeira do cartão, CPF, os quatro últimos dígitos do cartão e o valor total da fatura.

Depois disso, a página informa uma chave do PIX para qual o valor com desconto deve ser enviado. O destino do dinheiro, porém, não tem relação com instituições financeiras.

As tentativas de fraude não param por aí. Outro golpe, iniciado em julho, usa o nome de operadoras de telefonia para espalhar a promessa de um desconto na fatura do celular.

O analista sênior da Kaspersky no Brasil, Fabio Assolini, destaca que golpes por SMS ocorrem há muito tempo, mas aponta que criminosos estão usando a popularidade e a rapidez do pagamento por PIX para promover mensagens enganosas.

“Isso ocorre desde o lançamento do sistema, mas agora os golpistas estão se valendo dessa popularidade para aplicar golpes usando engenharia social e phishing”, explica.

SMS enviado por números curtos

Para Assolini, um dos pontos que chamam a atenção é que as mensagens de alguns golpes são enviadas por um número curto, parecido com o que bancos e operadoras usam para se comunicarem com clientes. Os criminosos fazem isso ao contratarem serviços de envio de SMS em massa.

Veja como se proteger

A orientação para evitar cair neste tipo de prática é consultar canais oficiais das empresas, como site e telefone, para verificar se uma determinada promoção realmente existe.

O link na mensagem de texto também pode indicar que o conteúdo não é verdadeiro. Verifique se o endereço é o mesmo usado pela empresa. Caso você acesse o site e ainda tenha dúvidas sobre a autenticidade, a melhor decisão é não inserir dados pessoais, nem realizar pagamentos.

Fonte: G1

Idosa descobre que foi vítima de golpe após ver PIX de R$ 24 mil em sua conta


Inazeli Azevedo diz que crime foi muito bem elaborado

Thais Paim

Uma idosa de 78 anos descobriu que foi vítima de um golpe após receber orientações por telefone de uma suposta funcionária de banco em Santos, no litoral paulista. A professora aposentada descobriu o que aconteceu após ver que havia um PIX no valor de R$ 24 mil em seu nome. 

Além do valor retirado de sua conta, ela também percebeu que havia empréstimos, limite do cartão estourado e cheque especial feitos em seu nome, o que fez com que ela denunciasse o caso à Polícia Civil.

Inazeli Azevedo Nóbrega e Silva falou sobre o golpe e lamentou o ocorrido. “Estou inconformada. Tenho 78 anos, nessa idade, uso computador, vou ao banco sozinha, foi um grande progresso. Mas não tenho, evidentemente, o mesmo raciocínio que tem um jovem. Nunca caí em um golpe, mas esse foi muito bem elaborado”. 

Entendendo o caso 

O golpe teve início no fim de julho, quando uma suposta funcionária do banco do qual a idosa é cliente entrou em contato com o filho dela, informando que haviam tentado acessar a conta da aposentada. Apesar de ele poder fazer procedimentos de segurança e mudar a senha, o filho preferiu informar a mãe sobre o caso.

Logo após esse contado, a idosa recebeu a ligação da mulher que se apresentava como funcionária. Durante a chamada, ela informou que tentaram entrar na conta da idosa indevidamente, e que seria necessário trocar de senha e que a aposentada precisava ir em um caixa eletrônico alterar a senha.

Após a tentativa fracassada de alterar a senha pelo caixa eletrônico, Inazeli foi até uma agência bancária e explicou tudo que ocorreu para uma atendente, que achou estranho, segundo conta a idosa.

Mesmo assim, a funcionária procurou no sistema e viu que, de fato, haviam tentado entrar na conta no dia 17 de julho. A idosa, se precavendo, mudou as senhas e registrou a biometria, como orientado pela mulher que conversou com ela ao telefone.

A idosa conta que assim que saiu da agência recebeu outra ligação da suposta funcionária: “Ela disse ‘você não fez o módulo de segurança, tem que fazer, porque a conta continua vulnerável'”, explicou. 

A idosa voltou à agência e seguiu as orientações dadas por telefone sobre quais botões apertar e o que fazer no caixa para ativar o que seria o módulo de segurança e, após alguns minutos, a mulher disse que estava tudo certo, e que, finalmente, o módulo havia sido acionado.

Ao sair do banco, ela passou em uma farmácia e viu que não conseguia efetuar o pagamento no débito nem no crédito. Voltando para casa e abrindo o aplicativo do banco, viu uma transferência via PIX em seu nome, no valor de R$ 24.700. Também descobriu que haviam usado o cheque especial, empréstimos e todo o limite do cartão.

Inazeli fez um pedido de contestação, que foi negado pelo banco. Ela recorreu novamente, e aguarda um posicionamento, para saber como prosseguir diante da situação. Para dar prosseguimento, ela registrou um boletim de ocorrência no 3º Distrito Policial de Santos como estelionato, e o caso será investigado. Entretanto, mesmo tomando todas as medidas, o medo e a frustração são constantes.

Fonte: G1 

Na Bahia, golpista acaba sendo enganado pela vítima e deposita dinheiro


Erica Soledade já tinha passado por outras duas tentativas de golpe através do WhatsApp

Thais Paim

Um novo caso de tentativa de golpe aconteceu com a Erica Soledade, na Bahia. Um criminoso tentou por um aplicativo de mensagens roubar mais de R$ 2 mil de uma mulher, enquanto se passava pelo filho dela.

O que o golpista não sabia é que a baiana já havia sido abordada por outros bandidos que tentaram fazer a mesma coisa com ela. Assim, já experiente na lida com essa tentativa de golpe por WhatsApp, ela decidiu interagir com o suspeito — e até conseguiu que ele depositasse crédito no seu celular.

“Por coincidência meu filho estava em casa. A gente começou a dar assunto e a alimentar a situação para tentar pegar ele, porque estava sendo muito corriqueiro. Tentamos reverter a história e decidimos pedir dinheiro para o criminoso”, conta Erica.

O filho de Érica, Lucas Soledade, disse que o intuito era fazer o criminoso ter confiança de que a mãe faria a transferência que foi pedida. “Ela ficava falando que estava sem crédito, que precisava de dinheiro para botar crédito, pois só conseguiria fazer a transferência quando chegasse em casa”, comenta.

Ainda segundo Lucas, o golpista acreditou na história contada por Érica e decidiu colocar crédito no celular da mãe dele para poder roubar os R$ 2.350,00 que havia solicitado na tentativa de golpe. “Ele fez o depósito do crédito e ficou esperando que minha mãe transferisse o dinheiro”, completa o jovem.

Tentativas de golpe

Essa foi a terceira tentativa de golpe, em menos de dois meses, que Érica e o filho sofreram. Segundo ela, em outro momento, a foto do filho foi copiada de uma rede social e usada pelo criminoso que tentou se passar pelo jovem.

Com um número desconhecido, o suspeito fingiu ser o filho e começou uma conversa com a mulher dizendo que havia trocado o número do telefone. O desconhecido pediu para ela fazer um depósito no valor de mais de R$ 2 mil.

“Quando você vai abordar ele dizendo que é um golpe, ele começa a usar seus dados pessoais, o que te deixa muito vulnerável. Ele fala o nome da gente, endereço antigo, endereço atual. Eu entrei em um quadro de pânico muito grande e percebi, ali naquele momento, que qualquer pessoa é capaz de ceder ao que eles pedirem”, relata a vítima.

Fonte: G1 

Polícia Civil encontra a CPU sumida da Riotur


O computador é peça fundamental para entender o QG da Propina

André Lucas

Policiais Civis encontraram uma CPU no prédio da Riotur na cidade nova na Barra. O computador estava escondido no forro do quinto andar da cidade. No quinto andar do prédio. Os policiais que o acharam fazem parte da coordenadoria  de investigação de agentes com fórum, e estão encarregados de investigar a denúncia de distribuição de propina na gestão do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella. 

Segundo as investigações, Rafael Alves, irmão do ex-presidente da Riotur, Marcelo Alves, usava salas da Cidade das Artes para negociar propinas em troca de contratos e outras irregularidades. A CPU, que tinha uma identificação de patrimônio da Prefeitura, estava vazia. 

O equipamento estava na antiga sala da Riotur, onde trabalhava o então vice-presidente da Riotur, Lucio Macedo. Depois da chegada do novo prefeito, houve uma mudança na organização, a Riotur foi para o quarto andar, enquanto o quinto andar foi cedido a Cidade das Artes. 

A CPU foi encontrada inicialmente por um grupo de manutenção que perceberam um vazamento no forro do teto, ao remover o gesso um dos técnicos viu o computador escondido. O serviço foi paralisado e só retornou nesta terça, depois de 4 dias de isolamento. 

O ex-vice-presidente de relações institucionais da Riotur, afirmou que saiu da prefeitura antes das denúncias de distribuição de propinas dentro da sala da Riotur. 

“Pelo que eu sei, após minha saída houve uma reforma no ambiente físico e várias pessoas ocuparam a sala. Meu trabalho na Riotur sempre foi técnico, com base na experiência que adquiri inclusive prestando consultoria no Sebrae e como professor convidado da FGV.” 

Fabrício Villa Flor De Carvalho, que presidiu a Riotur de março a dezembro de 2020, disse que nunca usou a sala e que não tem ideia de qual seja o motivo para ter uma CPU no forró. 

“Fiz a transição, deixei meu computador lá, sequer troquei a senha. A única observação que tenho é que, nas buscas que fizeram ano passado na Cidade das Artes, eles chegaram até a procurar objetos no forro.” 

Apesar de Marcello Crivella não ser mais Prefeito, a investigação continua na coordenadoria de investigação de agentes com Fórum, porque a justiça ainda não transferiu a investigação do caso para a Polícia Civil comum.  

Com a prisão, Crivella se torna o primeiro prefeito a se juntar a uma longa lista de políticos do Rio de Janeiro presos, que incluem os ex-governadores Moreira Franco, Luiz Fernando Pezão, Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho e Sérgio Cabral. 

Crivella foi preso no dia 22 de dezembro, junto com ele foram preso na mesma manhã,   o empresário Rafael Alves, apontado como operador do esquema; Fernando Moraes, delegado aposentado; Mauro Macedo, ex-tesoureiro da campanha de Crivella; além dos empresários Adenor Gonçalves dos Santos e Cristiano Stockler Campos. 

Foi o ministério público que denunciou todos eles por lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, e organização criminosa. Segundo o ministério público o valor arrecadado, com as propinas em troca de facilidades de contrato com empresas, chega a R$ 50 milhões.  

Prefeitos são alvos de investigação no estado do Rio de Janeiro


Rodrigo Neves e Marcelo Crivella tiveram que prestar contas com a justiça, Crivella foi preso e foi de viatura para a delegacia

André Lucas

Rodrigo Neves

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, é alvo de investigação da polícia federal e do ministério publico federal. O atual prefeito é investigado por contratos duvidosos e suspeita de desvio de dinheiro público. A polícia cumpre mandato de busca apreensão no Rio e em São Paulo. A operação começou na ultima quarta dia 16 de dezembro, o TRF ( Tribunal Regional Federal) que emitiu os mandatos, ao todo são 11, 8 no Rio de Janeiro e 3 em São Paulo.   

O prefeito da cidade de Niterói está na lista com outros nomes que são suspeitos na, ação essa que mira irregularidades nas obras do BRT Transoceânica Charitas-Engenho do Mato e em contratos de publicidade firmados pela Prefeitura de Niterói. A PF e o MPF, até o momento, não divulgaram mais detalhes da investigação.   

Neves estar nos últimos dias de mandato, ele governou a cidade de Niterói durante 2 mandatos e agora entrega a cadeira para seu colega de partido Axel Grael que foi eleito pelo povo esse ano e será o sucessor de Rodrigo Neves em 2021.  

O prefeito já tinha sido preso em 2018 por conta de uma investigação sobre o desvio de mais de 10 milhões de reais. A polícia federal disse que o prefeito cobrava 20% do retorno do reembolso das gratuidades do ônibus, referente ao consórcio entre empresas e Municípios. Neves ficou 3 messes preso, foi solto em março e reassumiu o cargo chefe do executivo da cidade de Niterói. 

Marcelo Crivella 

Crivella também foi alvo de investigação, o MP do Rio de Janeiro e da polícia Civil, que investiga o caso que ficou conhecido como “QG da propina”, esquema que cobrava propina para liberar contratos do município com empresas que prestam algum serviço de forma terceirizada.

 

No caso do prefeito do Rio de Janeiro, ele foi preso na manhã de hoje e afastado do seu cargo, a 9 dias do fim do seu mandato, em seu lugar assume o presidente da Câmara do vereadores Jorge Felippe, Já que o vice eleito com Fernando Mac Crivela morreu em 2018 por conta de um infarto. 

O caso vem sendo investigado dês do começo do ano no inquérito chamado de Hades  que apura o chamado QG da propina. Ao chegar na delegacia da fazenda o prefeito declarou:  “Fui o prefeito que mais combateu a corrupção na Prefeitura do Rio de Janeiro”, e concluiu dizendo que espera justiça.

Políticos da oposição usaram as redes sociais para comentar o caso.  

Marcelo Freixo: 

“Tenho que me desculpar com meus amigos do Porta dos Fundos [produtora de vídeos no YouTube]. Sempre disse que Crivella terminaria seu governo saindo pela porta dos fundos. Errei! Foi na viatura”, escreveu Freixo no Twitter.  

Martha Rocha:

“Demorou mas Crivella acaba de ser preso a nove dias do fim do seu mandato, e por denúncias graves de corrupção que não são surpresa pra ninguém. Espero que os fatos ligados ao prefeito e o seu QG da Propina sejam apurados e que a justiça seja feita, de verdade.” Escreveu a deputada.

Alessandro Molon: 

“Crivella foi preso. Durante esses quatro anos, quem mais sofreu foi o carioca, que viu o Rio ser sucateado em meio a inúmeras denúncias e escândalos envolvendo a prefeitura. Crivella é mais um prefeito investigado, que prejudicou a população e não honrou nossa cidade. Justiça!”

Joice Hasselmann

“O corrupto apoiado pelos bolsonaristas foi em cana. Muitos apagaram os posts com Crivela, mas os prints são eternos. Aqui Carla Zambelli, Jordy, Márcio Labre, Flavio Rachadinha Bolsonaro e mamãe, Major Fabiana. Só tenho uma coisa a dizer: KKKKKKK. O próximo é o Flávio, talkei”

Operação Anóxia: PF investiga desvio de verbas em empresa responsável por ações de combate à Covid-19 em Ilhéus


Nove mandados foram cumpridos nesta terça (22)

Thaís Paim

A Polícia Federal deflagou nesta terça-feira (22) a Operação Anóxia em Ilhéus, no Sul, e em Itororó, no Médio Sudoeste. De acordo com informações, foi apurado que houve superfaturamento de mais de R$ 110 mil em um único mês, o período analisado teria sido junho desse ano, no estado da Bahia.

As investigações começaram em agosto e indicaram direcionamento, por parte da Secretaria de Saúde de Ilhéus, à empresa responsável pela contratação de mão de obra especializada (médicos, enfermeiros, psicólogos), sem ter sido realizado o processo licitatório, de acordo com a Polícia Federal. 

Ao todo foram cumpridos nove mandados no estado e a operação tem o objetivo de combater o desvio de verbas públicas da Saúde. As investigações foram feitas em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU) e foram iniciadas em agosto de 2020. 

A empresa – HSC, sediada em Itororó – teria recebido mais de R$ 2,5 milhões do Fundo Municipal de Saúde. Indícios de outros crimes, como o não pagamento de encargos trabalhistas e a apropriação indébita previdenciária, pelo não repasse ao INSS das contribuições descontadas dos contratados também foram identificados pela PF. 

Os investigados vão responder pelos crimes de fraude a licitação (arts. 89 e 90 da Lei nº 8.666/93); apropriação indébita previdenciária (art. 168-A do Código Penal); estelionato (art. 171 do Código Penal) peculato (art. 312 do Código Penal); e corrupção passiva (art. 317 do Código Penal). 

Operação contra quadrilha suspeita de fraudes bancárias acontece no DF, Bahia e mais quatro estados


Polícia Federal é responsável pela ação

Thais Paim

Operação desenvolvida pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (16), resultou no cumprimento de 28 mandados, sendo 11 de prisão e 17 de busca e apreensão. As ações ocorreram na Bahia, Distrito Federal e mais quatro estados. 

A polícia do Mato Grosso está sendo responsável por coordenar a ação e tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de cometer fraudes bancárias através da internet. Segundo informações, prefeituras estavam entre os alvos da quadrilha que desviava dinheiro das contas mantidas na Caixa Econômica Federal.

A organização tinha integrantes espalhados em várias partes do país e contava com a participação de hackers e de funcionários de empresas de telefonia, de acordo com informações divulgadas pela polícia. 

Segundo as investigações, o grupo já causou prejuízos superiores a R$ 18 milhões. Em Pontes e Lacerda o desvio foi de cerca de R$ 2 milhões. Em outros munícipios, o furto dos recursos públicos provocou atrasos nos salários de funcionários e no pagamento de fornecedores.

Os alvos da operação nesta quarta foram no DF, Goiás, Pará, São Paulo, Maranhão e Bahia. De acordo com o G1, os dados dos envolvidos não foram divulgados. Os responsáveis vão responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático mediante fraude e furto qualificado.

Nomeação de subsecretário para comando interino da Secretaria de Segurança Pública da Bahia é oficializada


Decisão ocorre após secretário Maurício Teles Barbosa ser afastado de suas funções

Thais Paim

Governo da Bahia oficializa a nomeação do subsecretário de Segurança Pública, Ary Pereira de Oliveira, como secretário interino da pasta, nesta terça-feira (15). O governador Rui Costa (PT) assinou o ato que foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE).

Após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de determinar o afastamento do então secretário Maurício Teles Barbosa, a medida se fez necessária. 

Subsecretário de Segurança Pública, interino, Ary Pereira de Oliveira. Foto: Camila Souza.

Alvo de busca e apreensão, entre outras medidas, Barbosa está sendo apontado como suspeito de “blindagem institucional” no caso da Operação Faroeste, que atinge diretamente desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). 

Além da exoneração de Barbosa, também foi publicada no Diário a exoneração da sua chefe de gabinete, a delegada Gabriela Caldas Rosa de Macedo. Ela também é suspeita das mesmas irregularidades. 

Sobre a operação 

As fases 6ª e 7ª foram deflagradas pela Polícia Federal nesta segunda-feira (14) e fazem parte da Operação Faroeste, que investiga um suposto esquema criminoso de venda de decisões judiciais.

Segundo a PF, o objetivo é a desarticular um possível esquema criminoso voltado à venda de decisões judiciais por juízes e desembargadores do TJ-BA.

Secretário da SSP/BA é afastado pelo STJ


Operação Faroeste foi deflagrada nesta segunda-feira (14)

Thais Paim

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o afastamento do secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, por um ano. Além de não exercer mais suas funções, ele está proibido de frequentar as dependências da pasta e de se comunicar com funcionários do órgão.

As fases 6ª e 7ª da Operação Faroeste foram deflagradas nesta segunda-feira pela Polícia Federal. O secretário foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a manhã de hoje. Delegado licenciado da PF, Barbosa recebeu a visita de seus colegas de corporação em sua casa e no seu gabinete na SSP. 

Além do secretário, a delegada Gabriela Macedo também foi afastada das funções, chefe de gabinete do secretário. O motivo seria a suspeita de que ela teria vazado informações sigilosas antes de operações policiais que tinham como alvos investigados na Faroeste. 

Secretário de Segurança Pública da Bahia, afastado por um ano, Maurício Barbosa. Foto: divulgação

De acordo com as informações, um dos beneficiados por ela foi o quase cônsul da Guiné-Bissau Adailton Maturino, considerado chefe do esquema de venda de sentenças no Judiciário baiano, desbaratado pela Faroeste. 

Outra acusação sobre Gabriela é a de que ela seria responsável pelo transporte de joias de Carlos Rodeiro, também alvo das investigações.

O joalheiro, conhecido da alta sociedade baiana, é suspeito de auxiliar a ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, no crime de lavagem de dinheiro, por meio da venda de joias para ela. 

Novas fases da operação apuram se Barbosa e Gabriela atuariam na “blindagem institucional” do esquema de venda de sentenças para tentar proteger investigados. O objetivo é a desarticulação de possível esquema criminoso voltado à venda de decisões judiciais por juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA).

Levantamento aponta que 96,9% das pessoas assassinadas pela polícia na BA no ano passado eram negras


Thaís Paim

Dados divulgados pela Rede de Observatórios da Segurança apontam que 96,9% das pessoas assassinadas pela Polícia Militar da Bahia, que tinham cor e raça informadas, eram negras. O levantamento anual, referente a 2019, revela que das 489 vítimas por intervenção policial identificadas, 474 eram pretas ou pardas.

Outros quatro estados foram analisados pela organização, além da Bahia. Sendo eles: Ceará (87,1% de negros assassinados pela PM), Pernambuco (93,2%), Rio de Janeiro (86%) e São Paulo (62,8%). As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (09). 

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), informou em nota que as ações policiais são realizadas após levantamentos de inteligência e observação da mancha criminal. “Todos casos que resultam em mortes são apurados pela Corregedoria e, existindo indício de ausência de confronto, os policiais são afastados, investigados e punidos, caso se comprove a atuação delituosa”, destacou a SSP. 

Dudu Ribeiro, que é coordenador da Rede de Observatórios da Segurança na Bahia e co-fundador da Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas (INNPD), avalia que a política de guerra às drogas, instituída pelo Estado brasileiro, é um dos fatores que contribuem para a autorização da opressão de vidas negras.

“A política de guerra às drogas talvez seja o conjunto mais sofisticado que permite a produção de morte, o altíssimo encarceramento e a estigmatização da população negra, a partir de um conjunto de ideias que estão presentes e são constantemente reproduzidas às diversas instituições, não apenas ligadas à segurança pública, mas muitas vezes nas instituições ligadas à saúde”, avaliou o historiador.

Ribeiro falou sobre o posicionamento da mídia e destacou: “Também na nossa produção de discursos jornalísticos. Essa guerra às drogas é a grande legitimadora do século XXI, do altíssimo índice de produção de mortes operadas pelo Estado”. 

Além de não resultar em um controle do tráfico por parte do Estado, a política de guerra às drogas atinge também pessoas negras que não fazem parte do ciclo de consumo e venda de materiais ilícitos, trazendo sofrimento e perdas para diversas famílias. 

Casos de violência 

Em agosto do ano passado, Denilson Santana de Jesus, de 15 anos, foi morto por policiais militares após participar de uma partida de futebol com os amigos. Quando foi assassinado com nove tiros, o jovem seguia o principal conselho da mãe: não correr quando a polícia chegar.

Em Salvador, fazem oito dias que equipes da Polícia Militar estão realizando uma operação contra o tráfico de drogas no complexo do Nordeste de Amaralina – formado pelos bairros da Santa Cruz, Chapada do Rio Vermelho, Vale das Pedrinhas e Nordeste.

Segundo informações, nesta operação, que também é uma ação da guerra às drogas, moradores reclamam da truculência de policiais militares com crianças e adolescentes. Mas as insatisfações são diversas e muitos reclamam da privação do direito de ir e vir.

“É a partir do discurso de guerra às drogas que territórios são ocupados e que famílias são destruídas, que pessoas são encarceradas. Uma parte significativa da população negra, que não consome substâncias psicoativas tornadas ilícitas ou as comercializa, é afetada a partir da criminalização do seu território, e também são afetadas porque esse modelo de guerra determina, no poder público, o direcionamento dos investimentos”, explica Dudu Ribeiro.

A Bahia registrou o maior percentual das regiões avaliadas. No estado de Pernambuco, a proporção de negros entre as vítimas foi de 93%.

Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação diretamente com as secretarias de Segurança dos estados, de acordo com a Rede de Observatórios da Segurança. O levantamento também checou e comparou com informações sobre cor das populações de cada estado no censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).