Coronavírus: Fiocruz anuncia que pretende contribuir para iniciar vacinação em janeiro


A fundação vai entregar 110,4 milhões de doses até julho deste ano

Thais Paim

Apesar da mudança de ciclo e o início de um novo ano, a pandemia do novo coronavírus continua sendo uma realidade e motivo de alerta em diversos países. No brasil, o começo da imunização pode estar mais aperto após a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informar, em nota, que quer contribuir com o início da vacinação ainda neste mês. 

As informações são de que as primeiras vacinas serão importadas da Índia, um dos locais de produção da AstraZeneca, laboratório que tem parceria com a Fiocruz no Brasil. A expectativa é de que sejam trazidas 2 milhões de doses. Além dessas, outras serão produzidas pela própria fundação brasileira após a chegada do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), que também está sendo aguardado para janeiro. 

“A estratégia é contribuir com o início da vacinação, ainda em janeiro, com as doses importadas, de acordo com o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, e, ao mesmo tempo, dar início à produção, conforme cronograma já amplamente divulgado”, declarou a Fiocruz em nota. Além disso, foi informado que é necessária a realização do pedido para uso emergencial da vacina, o que deve ocorrer ainda nesta semana.

De acordo com a fundação, em uma reunião ocorrida recentemente entre o Ministério da Saúde, a Fiocruz e a AstraZeneca, o laboratório declarou ser possível entregar ao governo brasileiro doses prontas da vacina para agilizar o processo de imunização da população.

Além disso, o registro da vacina em países como Argentina e Índia, além do Reino Unido, teria aberto caminho para o pedido de importação das primeiras vacinas, já autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A previsão é de que a primeira entrega aconteça na semana de 8 a 12 de fevereiro. “Com a incorporação da tecnologia concluída, a Fiocruz terá a capacidade de produzir mais 110 milhões ao longo do segundo semestre de 2021”, acrescentou a fundação. Ao total serão entregues 110,4 milhões de doses até julho deste ano.

Insumos

Segundo portaria publicada pela Secretaria de Comércio Exterior, a exportação de seringas, mesmo com agulhas, de 3ml, e outras agulhas que possuam as seguintes dimensões: 22G x 1”, 23G x 1” e 24G x ¾ está proibida após o dia 1º de janeiro de 2021. A determinação é de que a exportação só poderá ser feita mediante uma licença especial.

Recentemente, o governo federal questionou empresas sobre o risco de desabastecimento de seringas. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) quer analisar se haverá risco de desabastecimento e consequente falta de acesso aos produtos, bem como a possibilidade de reajuste nos preços pelo aumento na procura. 

Em nota, o Ministério da Saúde informou que realizou pregão para compra de seringas e agulhas dentro do trâmite legal. Após a fase de recursos, a previsão é que os contratos sejam assinados ainda em janeiro.