De onde veio a inspiração para criar a personagem Lady Whistledown


Julia Vitoria

Os usuários da Netflix e os fãs da autora Julia Quinn ganharam um presentão de Natal. A série de livros mais famosa da autora, ganhou espaço no streaming e fez o maior sucesso, a série Os Bridgetons trás o encanto do século de 19. A série foi bem recebida nos quatro cantos do mundo, os fãs da autora esperaram por muito tempo para que a família bridgerton aparecesse em filme ou série e esse presente foi recebido de braços abertos pelos telespectadores. 

Com oito capítulos a série produzida por Shonda Rhimes, mostra as relações da alta sociedade londrina no século 19, a primeira temporada é uma adaptação do primeiro livro da série: o Duque e eu, com os protagonistas Daphne Bridgerton e Simon Basset, contudo quem rouba a cena muitas vezes é a amada Lady Whistledown, bom amada pelos leitores, odiada pelos personagens. A autora das crônicas da Lady Whistledown trás escândalos e um humor ácido, envolvendo todas as famílias da alta sociedade londrina e até mesmo a rainha. A família bridgerton é considerada perfeita, mas ao se ver vuiva a matriarca e viscondessa Violet, se ver na obrigação de guiar os filhos para a vida adulta e o temido mercado de casamentos da época. Seu primogênito Anthony assume o posto de Visconde. E junto com a mãe eles têm que lidar com uma série de acontecimentos que deixam a vida da família perfeita de cabeça para baixo, alguns deles por causa da Lady Whistledown.

Na época a sociedade se interessava por notícias envolvendo a alta sociedade, e qualquer escândalo envolvendo uma nobre família ou a dama que debutava aquela temporada, ganhava a atenção do público.  Para a historiadora Catherine Curzon, autora de The Daughters of George III: Sisters and Princesses afirma que os leitores podiam acompanhar de perto o que acontecia nos bailes, de roupas e acessórios a outros assuntos diversos. Para ela existiu no século 18 uma autora parecida com a Lady Whistledown, seria Crackenthorpe, conhecida como “a senhora que sabe tudo” ela foi autora anônima por trás de Female Tatler, publicado entre 1709 e 1710. Por meio de um humor ácido ela escrevia seus textos para as mulheres com a intenção de educar, mesmo que fosse pelo humor. A antiga revista Town and Country (de 1769 a 1796) era a mais influente nesse âmbito, o perfil era os escândalos e a revista crescia  cada vez mais. 

Lideraram as manchetes por muito tempo A duquesa de Devonshire, Georgiana Cavendish, e a atriz Elizabeth Farren também mais tarde o

Mary Robinson e seu amante, o príncipe de Gales, mais tarde conhecido como príncipe Regente e, por fim, George IV, também foram alvos da revista. 

Os nomes não eram publicados, em vez disso os escritores usavam códigos para disfarçar as identidades de sujeitos que eram fáceis de ver. Já para quem não tinha dinheiro para comprar a gravura na vitrine tinha sempre um exemplar que trazia as manchetes mais chocantes, isso ajudava a fofoca a se espalhar.