Enem: Secretaria de Educação da Bahia pede ao MEC que provas sejam adiadas


Aumento no número de casos é principal motivo da solicitação

Thais Paim

Com o cenário de pandemia, diversas alterações precisaram ser feitas no setor da educação e com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não foi diferente. Apesar de já ter tido sua data adiada para 2021, o crescimento no número de casos do novo coronavírus se apresenta como uma grande preocupação para diversas gestões.

Foi pensando nisso que a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) pediu ao Ministério da Educação o adiamento das provas. 

As avaliações, na versão impressa, estão marcadas para os dias 17 e 24 de janeiro de 2021 e, na versão digital, para 31 de janeiro e 7 de fevereiro. O governo baiano propôs que as datas sejam prorrogadas para maio de 2021. 

O secretário estadual de Educação, Jerônimo Rodrigues, destaca o novo aumento de casos e óbitos provocados pela doença, que está em uma segunda onda no Brasil e defende a mudança nas datas previstas. “Entendemos que não é razoável expor milhões de estudantes ao risco de aglomeração e contaminação quando o adiamento das provas – não falamos em cancelamento – terá impactos financeiros e logísticos administráveis e plenamente justificáveis face ao valor incalculável de tantas vidas”, disse o secretário em ofício. 

Segundo informações, esta é a segunda vez que a SEC envia ofício ao MEC e também ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), órgão responsável pela execução do Enem, para que a aplicação do exame seja prorrogada.

“Reiteramos todos os argumentos que apresentamos anteriormente ao INEP e ao MEC, notadamente, o incentivo que o ENEM representa para os estudantes concluintes da escola pública que sonham ingressar no Ensino Superior. Esta geração já vem sofrendo as consequências, no curto prazo, dessa tragédia mundial e não podemos, como gestores de políticas educacionais, comprometer também suas perspectivas de médio e longo prazos”, acrescentou Jerônimo. 

De acordo com ele, o quadro de desigualdade econômica, que se tornou ainda mais evidente pelo contexto de suspensão das aulas, coloca em situação de desvantagem os estudantes com menor acesso aos bens de consumo e de cultura e que precisam de mais tempo para a preparação.

Segundo a pasta, neste ano, apenas na rede estadual de ensino, 67 mil estudantes se inscreveram para fazer o exame.