Fiscais da Semmam recolhem rede de mil metros na Baía das Tartarugas


Marcelo Carvalho

A fiscalização ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) recolheu uma rede de espera de mil metros, na manhã desta terça-feira (24), na Baía das Tartarugas. Na rede havia apenas um pescado, era uma carapeba, que foi devolvida viva para o mar.

Essa é uma das maiores redes já recolhidas pela fiscalização. Ela é utilizada na modalidade de espera, ou seja, os proprietários deixam a rede posicionada para captura dos animais e retornam após algumas horas ou dias para fazer o recolhimento. Por isso, na operação desta manhã, não foi possível identificar o infrator.

Tarcísio José, Secretário de Meio Ambiente de Vitória, conta que a fiscalização é rotineira e em horários variados, visando inibir esta prática proibida por lei. “A população pode contribuir com a fiscalização, entrando em contato conosco pelo telefone 156, realizando denúncias”, acrescentou.

Fiscalização rotineira

Desde janeiro deste ano, foram realizadas 142 ações de fiscalização ambiental, que resultaram no recolhimento de 5.100 metros de redes. Essas operações resgataram duas tartarugas com vida e outras três foram recolhidas mortas.

Algumas operações são realizadas em conjunto com o Batalhão da Polícia Ambiental e Capitania dos Portos. Em todas as ações, a fauna viva, como peixes e crustáceos, é devolvida ao mar.

De acordo com a lei 9077/2017, que proíbe a pesca utilizando qualquer tipo de rede na capital, como de emalhe, de espera, de cerco ou de arrasto, quem for flagrado pescando com qualquer tipo de rede na Baía do Espírito Santo e nos canais de Vitória e Camburi, terá todo o material apreendido, pagará multas, que podem variar de R$ 700,00 a R$ 100 mil, e, ainda, responderá a processo por crime ambiental.