Governador da Bahia diz que salário de professor que não comparecer às aulas poderá ser cortado


Posicionamento foi dado após anúncio do retorno das aulas semipresenciais 

Thais Paim

O governador Rui Costa (PT) disse que os professores poderão ter o salário cortado pelos dias que não comparecerem às unidades de ensino. A informação foi anunciada após a determinação de que as aulas sejam retomadas em modo semipresencial na rede pública da Bahia. 

 A decisão não está sendo bem avaliada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia, que protesta contra o retorno às escolas antes que toda a categoria esteja imunizada com as duas doses da vacina contra a Covid-19, o que a entidade estima que vá acontecer até a primeira quinzena de agosto.

Durante entrevista, o governador afirmou: “Dia 26 as aulas retornam e, a partir daí, será contabilizada as presenças para, evidente, implicar na remuneração dos professores que serão remunerados com os dias que derem aula, assim como todo trabalhador é remunerado com os dias que comparece ao seu trabalho”. 

Rui Costa também foi questionado se isso significaria corte de salário para os faltantes e ele foi enfático ao afirmar: “exatamente”. 

“No caso do servidor público, ele precisa faltar 30 dias seguidos para, eventualmente, responder por um processo administrativo por abandono de emprego e, eventualmente, não ter mais seu emprego”, alertou. 

O presidente do sindicato, professor Rui Oliveira, disse que os colegas não vão atender ao chamado da Secretaria de Educação do Estado (SEC) enquanto todos não estiverem completamente imunizados.

Quanto a isso, o governador afirmou que eles estão em situação de privilégio se comparados a outras categorias profissionais. “Todos os trabalhadores do Brasil inteiro já estão trabalhando e outros que ainda não estão, que organizam shows, eventos, estão ansiosos pra trabalhar, então precisamos dar nossa parcela de contribuição”. 

Além disso, Rui afirmou disse que: “os professores, eu diria, têm reunido uma condição que nenhum outro trabalhador reuniu. Ou seja, de ir à aula já vacinado. Muitos, eu vou dizer a grande maioria, já com a segunda dose porque vários tomaram a segunda dose e mesmo que uma parcela [esteja] como eu, que só tomei a primeira dose, e continuo trabalhando”, comparou. 

Fonte: Bahia Notícias