Ministério da Saúde orienta grávidas seguirem medidas de prevenção contra a varíola dos macacos


O uso de preservativos, em toda e qualquer relação sexual, é necessário pois o sexo é o principal meio em que a doença pode ser transmitida

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William Gama

O Ministério da Saúde orienta que mulheres grávidas, lactantes e as com bebês recém-nascidos, continuem usando máscaras com objetivo de prevenir a varíola dos macacos. O documento foi emitido através de uma nota técnica, que foi publicada pela pasta na noite dessa segunda-feira, (1). A nota orienta que as mulheres que se encaixam nesse perfil devem usar preservativos em toda e qualquer relação sexual, pois o sexo é o principal meio em que a doença pode ser transmitida.

“Considerando o rápido aumento do número de casos de MPX [monkeypox] no Brasil e no mundo, associado à transmissão por contato direto e, eventualmente, por via aérea, recomenda-se que as gestantes, puérperas e lactantes: mantenham o uso de máscaras, principalmente em ambientes com indivíduos potencialmente contaminados com o vírus; usem preservativo em todos os tipos de relações sexuais (oral, vaginal, anal) uma vez que a transmissão pelo contato íntimo tem sido a mais frequente”, informa o documento que foi destacado pela equipe de reportagem da Agência Brasil.

O Ministério ainda orienta que as gestantes eventualmente contaminadas, possuem os mesmos sintomas de homens e mulheres não grávidas. Mas a situação das mulheres que estão prestes a dar à luz, se agrava. Outro grupo que o documento chama a atenção é o de crianças menores de 8 anos e pessoas imunossuprimidas, são pessoas propicias a pegar a doença. De acordo com o documento, os laboratórios devem dar prioridade na entrega dos resultados de exames a pacientes desses grupos, pois a varíola dos macacos pode acarretar complicações oculares, encefalite e levar ao óbito. 

A nota ainda orienta que as gestantes, puérperas e lactantes devem evitar estar perto de pessoas que apresentam sintomas de febre e lesões cutâneas pelo corpo. Os pacientes que são sintomáticos, são orientados a fazer o isolamento dentro de um prazo de 21 dias. Nesse período, as pessoas com esses sintomas devem monitorar a doença em seu corpo e manter sempre o contato com um médico. Após o isolamento, caso persista os sintomas é orientado que os pacientes refaçam os testes e exames laboratoriais. As grávidas que estão com sintomas leve ou grave da varíola dos macacos, a pasta orienta que essas mulheres sem imediatamente internadas, pois se encontram em grupo de maior risco. 

A doença varíola dos macacos é provocada por uma infecção com o vírus Monkeypox, que possuem sintomas semelhantes à da varíola comum. Os sintomas são febre, dor de cabeça, dores musculares, exaustão e provoca inchaços dos linfonodos. Esses sinais passam a eclodir no corpo de 1 a 3 dias após o contágio pelo vírus, que se inicia com febre, aparecem as erupções pelo rosto e vai se espalhando as demais partes do corpo, principalmente mãos e pés. A varíola dos macacos é transmitida para pessoas através de animais selvagens, dentre eles roedores e primatas. O contato direto ou indireto com pessoas contaminadas, também é uma das principais vias de transmissão. Por isso, é recomendado que pessoas que tiveram contato, devem procuram orientação médica que orientará o paciente as primeiras medidas de tratamento da doença. 

Fonte: Agência Brasil