Novos casos da doença de Haff são registrados na Bahia; saiba mais


Primeiras notificações ocorreram em agosto

Thais Paim

A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) emitiu boletim em que aponta as cidades com maior número de casos sendo Salvador (12) e Camaçari (11). Só no mês de novembro já foram registrados 30 casos da doença de Haff na Bahia. Segundo dados da Sesab, o aparecimento dos sintomas nos infectados ocorreu após a ingestão de peixe.

No boletim também consta que mais 80% relataram ter consumido o peixe conhecido como “olho de boi”. Em novembro o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS/SESAB) emitiu um alerta epidemiológico com recomendando condutas e orientações para as equipes de saúde da rede pública e privada, para que os profissionais da saúde possam identificar a ocorrência de novos casos e investigar. 

Outras cidades também tiveram casos registrados, sendo elas: Entre Rios com 3 casos, Dias D’Ávila com 2, Candiba e Feira de Santana com 1 caso cada. Entre os infectados, 53% são do sexo masculino e 47% do feminino. Na faixa etária, as pessoas que mais se infectaram estão entre 50 a 59 anos, 20 a 29 anos e 40 a 49 anos.

A maioria dos infectados, até o momento, apresentaram sintomas típicos da doença, entre eles, CPK elevado (uma enzima que atua principalmente nos tecidos musculares, no cérebro e no coração, sendo solicitada a sua dosagem para investigar possíveis danos a esses órgãos). E outros sintomas como dor muscular, urina escura e membros superiores e inferiores doloridos.

QUE DOENÇA É ESSA?

A doença de Haff é uma síndrome que consiste de rabdomiólise (lesão muscular com liberação) sem explicação e se caracteriza por provocar, rápida, mas extrema rigidez muscular. Além da elevação da enzima CPK, é muito comum após inferir crustáceos e principalmente alguns peixes.