O papa e sua importância dentro e fora da Igreja


João Pedro Nieri

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Liderar nunca é tarefa fácil, especialmente quando se trata de uma comunidade que conta com mais de 1 bilhão de membros, como a Igreja Católica Romana. O papa, figura que é mandatário da religião durante sua posse, é adorado pelos seus seguidores e respeitado pelo mundo todo, agindo como representante da Igreja e da paz.

Oficialmente, os requisitos para ser papa são simples: ser praticante batizado do catolicismo e estar em pleno uso de razões mentais. Na prática, porém, o eleito é quase sempre um cardeal. Durante o processo de votação para escolha do papa, é necessário que algum dos candidatos tenha dois terços dos votos para, então, ser declarado Bispo de Roma – o Papa.

João XXIII, o Papa Bom Foto: divulgação

Os papas mais importantes para a igreja

O primeiro papa foi São Pedro, que governou a igreja por 37 anos. Um homem pecador que decidiu seguir Jesus e foi, por Ele, declarado edificador da Igreja Católica. Já Melquíades I, que governou durante os anos 300, foi o primeiro papa de origem africana, foi responsável pelo processo que trouxe paz à igreja após anos de perseguição pelo império romano. O papa Pio IX, já dentro da era moderna, nos anos 1800, foi o responsável pela criação da infalibilidade papal, medida que afirma que o papa está sempre certo, uma vez que age amparado pelo Espirito Santo.

Lembrado como “papa bom”, João XXIII teve um papado curto, devido a sua idade avançada, porém implementou uma série de reformas que modernizaram a igreja para o século XX. Abandonou o latim em cultos, se aproximou de religiões como o judaísmo e o islamismo e pregou a tolerância. João Paulo II, que teve um papado de 26 anos, pregou a religião pelos quatro cantos do mundo e, mesmo tendo sido baleado em 1981, na Turquia, só veio a falecer em 2005. O papa atual, Francisco, é o primeiro papa latino-americano da história, e possui uma relação pública muito boa com o seu antecessor, Bento XVI, que entregou o cargo, se tornando somente o quarto papa da história a encerrar seu papado antes da morte.

João Paulo II e Irmã Dulce em Salvador. Foto: divulgação.

Estrutura da Igreja

Para o controle e difusão da liturgia serem aplicados de forma correta, o Vaticano possui uma estrutura de governo hierarquizada. A Igreja Católica prevê a existência de três poderes: o de ensinar, santificar e o de governar. O poder de ensinar é o mais importante, visto que é necessário para a difusão da palavra do catolicismo, contando com diversos padres e bispos preparados para isso. Já na esfera da santificação são aplicados os sete sacramentos: batismo, crisma, eucaristia, unção dos enfermos, penitência, matrimônio e ordem.

A esfera de governo é onde pode ser notada mais facilmente a hierarquia da ordem. Na base da pirâmide, os diáconos, seguidos pelos presbíteros, bispos e, finalmente, a figura que é sagrada na Igreja Católica, o Papa. A última figura de poder dentro da igreja, os cardeais não se encontram na pirâmide pois é um título dado exclusivamente pelo papa para bispos que têm o dever de auxiliá-lo na estância superior de tomada de decisões e também participar do processo de escolha de futuros papas.

Tendo grande responsabilidade, o papa é uma figura sagrada dentro da igreja e, durante o último século, passou a ser importante até mesmo em termos diplomatistas, aumentando ainda mais sua representatividade e importância. Uma das figuras mais importantes da história, é inegável que, mesmo sem praticar catolicismo, todos conhecem, respeitam e admiram a personalidade que exerce o papado.

João Pedro Nieri é paulista de Mogi Mirim, tem 20 anos e é graduando em jornalismo pela UNESP. Ele ama escrever, além de ser fã de futebol, basquete e tênis de mesa. Instagram: joaopnieri