Réveillon cancelado no Rio de Janeiro


Medida foi tomada pensando na segurança de todos e no respeito a todas as vítimas

André Lucas

A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou na última terça feira dia 15, que não vai ter réveillon na cidade do Rio de Janeiro por conta do Covid 19. A prefeitura explica que decisão foi tomada pensando na segurança de todos e no respeito a todas as vitimas.   

O prefeito Marcelo Crivella, em entrevista ao UOL, falou sobre o assunto.  “Esta é uma decisão necessária para a proteção de todos. A festa será a da esperança por bons resultados das vacinas para conter a pandemia. Será ainda um momento de reflexão sobre um ano difícil, de luta, com lamentáveis perdas de tantas pessoas.”  

Antes a tradicional festa da virada estava marcada com grandes mudanças. Não teria queima de fogos e nem encontro na praia. A expectativa da prefeitura era transmitir o Réveillon pelas mídias digitais e TV, fugindo das festas de virada do ano que provocam aglomerações em toda a cidade.  Mudanças que ocorreram em outubro tinham construído mudanças significativas ao criar um padrão de festa sem aglomerações, bem diferente do que o tradicional, preservando a segurança. 

As boas-vindas ao ano de 2021 aconteceriam em um formato diferente do tradicional conhecido por cariocas e turistas. No Réveillon Rio 2021 tremíamos seis palcos espalhados em pontos turísticos emblemáticos da cidade do Rio de Janeiro, porém, sem presença de público, com todas as áreas isoladas. O público poderiam acompanhar os shows pela televisão, por um canal aberto, e pelas plataformas digitais, por meio do canal oficial da Riotur no Youtube.

Além dos shows, este réveillon teria luzes e efeitos visuais inéditos no Brasil, além de uma surpresa emocionante, que só seria conhecida na noite da virada e todos poderiam ver de suas casas, pela televisão e pela Internet. Este novo modelo tinha o objetivo de criar uma atmosfera de respeito, com homenagens às vítimas da Covid-19 e também aos profissionais que estão na linha de frente do combate à pandemia. Além disso, a celebração incluía pela primeira vez, uma integração entre diversos pontos de referência turística do estado do Rio no réveillon carioca.

Os números da doença agravam, já são. 22.256 óbitos e 343.995 casos, UTIs lotadas em quase 90%, informações divulgada pela coordenação da secretaria de saúde do estado do rio de janeiro. Especialista  da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o aumento de casos no estado “já está provocando grande estresse no sistema de assistência à saúde”. Segundo o documento, é “urgente que as autoridades governamentais implementem ações para o enfrentamento desse novo aumento de casos de covid-19”, incluindo o fechamento das praias e  proibição de eventos presenciais.           

O Prefeito de Niterói Rodrigo Neves seguiu o exemplo de Crivella e cancelou as festas de fim de ano também , em nota a prefeitura explica. “Medida tem como objetivo manter o controle da pandemia da Covid-19 e vale para casas de festa, bares, clubes, restaurantes e comemorações com venda de ingresso, além das festas nas praias do município.”

O prefeito se pronunciou em uma live dizendo: “Nossa orientação é que não haja nenhum tipo de evento de réveillon que não seja o das famílias, com pessoas que já estão convivendo. Nosso objetivo é salvar vidas, evitar a disseminação do novo coronavírus e manter as atividades econômicas abertas e funcionando”

Jair Bolsonaro é acusado de usar Abin para benefício do filho, Flavio Bolsonaro


Novo capítulo das rachadinha envolve Abin e GSI

André Lucas

Um dos assuntos que ganharam notoriedade nos últimos dias foi a denúncia da intervenção da ABIN(Agência Brasileira de inteligência), no caso das “rachadinha”, inquérito contra Flavio Bolsonaro que apura se houve esquema de desvio de dinheiro  em seu antigo gabinete. A denúncia veio numa reportagem da revista época, que informou que a defesa do senador e o presidente da República, Jair Bolsonaro, usaram órgãos públicos para provar que a Receita Federal agiu de forma ilegal para coletar dados de transferências bancárias da conta do Republicano.

 A primeira notícia foi publicada em 28 de outubro, e contava como ocorreu uma reunião no gabinete presidencial, no dia 25 de agosto, entre  Jair Bolsonaro, as advogadas do senador Luciana Pires e Juliana Bierrenbach, o ministro Augusto Heleno, chefe do GSI, e Alexandre Ramagem, diretor da Abin — Flávio estava com covid-19 e não participou.  

Ainda segundo a matéria da revista veja, as advogadas do senador “apresentaram na reunião uma série de indícios no relatório do Coaf, que, na avaliação da defesa, o distinguiria dos demais tradicionalmente feitos pelo órgão por trazer informações das quais este não dispõe em seus bancos de dados”.  Além disso elas estavam com um documento que “ provava conduta ilegal de funcionários do antigo Coaf.

A reportagem informa ainda que a reunião foi um pedido da defesa do senador, que afirmavam ter documentos que provava a existência de um grupo criminoso dentro da receita federal e conseguiu acesso aos dados do filho do presidente de forma ilegal.

Os dados foram levantados pelo UIF (Unidade de inteligência financeira), antigo COAF, e foram usados como base para o Ministério Público abrir investigação contra Flavio em uma suspeita de lavagem de dinheiro dentro de seu gabinete na ALERJ, na época que era deputado, com Queiroz como operador desse esquema, contratando funcionários fantasmas com altos salários que devolviam boa parte do salário.  

Em entrevista a BBC, o professor em direito penal Davi Tangerino, explica que, caso a defesa consiga provar conduta ilegal para o a aquisição das informações bancárias, o processo pode ser parcialmente ou completamente anulado. O professor também explica que caso seja provado que o presidente usou a Abin e, ou, outros órgãos públicos para benefícios próprio ou de sua família, é caracterizado desvio de conduta, crime de responsabilidade que pode servir como base para impeachment. 

Senador Flávio Bolsonaro está bem encrencado. Foto: divulgação

A Abin divulgou uma nota sobre o caso, onde dizia: 

“As acusações se pautam em torpe narrativa, desprovida de conjunto probatório, supostamente contida em documentos que não foram produzidos pela Agência Brasileira de Inteligência. O intuito único é desacreditar uma instituição de Estado e os servidores que compõem seus quadros…”  

Não demorou muita para o caso chegar ao STF. A ministra Cármen lúcia deus 24 horas para a GSI ( Gabinete de Segurança Inconstitucional) e a Abin explicarem sua atuação no caso. 

Jair Bolsonaro além de ser suspeito de usar a Abin para benefício de seu filho, enfrenta acusações sobre uma possível interferência na polícia Federal. O ministro Alexandre de Moraes, decidiu adiar o prazo final do processo que acabaria no dia 27 de Janeiro, o ministro deu mais 90 dias para as investigações se desenvolverem. O ministro explicou o motivo da decisão em despacho. 

“Considerando a necessidade de prosseguimento das investigações, a partir do encerramento do julgamento do agravo regimental iniciado pelo Plenário em 08/10/2020, bem como a proximidade do recesso, (…) prorrogo por mais 90 dias, contados a partir do encerramento do prazo final anterior (27 de janeiro), o presente inquérito.”

Além desses problemas no STF o presidente ainda enfrenta as eleições no congresso e a votação do orçamento para o ano que vem, o que deixa essas ultimas duas semanas de 2020 bem agitada na praça dos três poderes. 

Operação contra quadrilha suspeita de fraudes bancárias acontece no DF, Bahia e mais quatro estados


Polícia Federal é responsável pela ação

Thais Paim

Operação desenvolvida pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (16), resultou no cumprimento de 28 mandados, sendo 11 de prisão e 17 de busca e apreensão. As ações ocorreram na Bahia, Distrito Federal e mais quatro estados. 

A polícia do Mato Grosso está sendo responsável por coordenar a ação e tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de cometer fraudes bancárias através da internet. Segundo informações, prefeituras estavam entre os alvos da quadrilha que desviava dinheiro das contas mantidas na Caixa Econômica Federal.

A organização tinha integrantes espalhados em várias partes do país e contava com a participação de hackers e de funcionários de empresas de telefonia, de acordo com informações divulgadas pela polícia. 

Segundo as investigações, o grupo já causou prejuízos superiores a R$ 18 milhões. Em Pontes e Lacerda o desvio foi de cerca de R$ 2 milhões. Em outros munícipios, o furto dos recursos públicos provocou atrasos nos salários de funcionários e no pagamento de fornecedores.

Os alvos da operação nesta quarta foram no DF, Goiás, Pará, São Paulo, Maranhão e Bahia. De acordo com o G1, os dados dos envolvidos não foram divulgados. Os responsáveis vão responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático mediante fraude e furto qualificado.

Coronavírus: ações sobre obrigatoriedade da vacina começam a ser julgadas nesta quarta


Debate visa determinar se pessoas que não receberem as doses podem sofrer punições

Com a possibilidade da vacinação se tornando mais próxima, diversas polêmicas surgiram recente e um ponto de grande debate é sobre a determinação ou não de punições para pessoas que decidirem não se vacinar. O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar, nesta quarta-feira (16), duas ações que discutem essa temática. 

O objetivo é determinar se haverá ou não a obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19. Ou seja, se alguém pode ser punido ou ter acesso negado a serviços, por exemplo, por não receber as doses.

O plenário virtual do Supremo pautou o julgamento, com previsão de início na última sexta (11). Mas após uma decisão do presidente do STF, Luiz Fux, o tema foi levado ao plenário físico, onde o julgamento tem ocorrido por videoconferência.

O relator das ações é o ministro Ricardo Lewandowski. No domingo (13), o magistrado determinou que o Ministério da Saúde apresentasse as datas de início e término do plano de vacinação do governo.

O Governo Federal respondeu nesta terça-feira (15) e afirmou que a vacinação começa cinco dias após o aval da Anvisa e o recebimento das primeiras doses, mas não determinou datas. Ao todo, a previsão é de que a vacinação se estenda por 16 meses, sendo os quatro primeiros meses voltados à imunização dos grupos prioritários.

O pedido de informações de Lewandowski foi feito no âmbito de duas ações específicas sobre o plano de vacinação. Apesar de estar previsto que o julgamento delas seria essa semana, acabou sendo adiado depois que a Advocacia-Geral da União entregar ao Supremo uma prévia do plano na sexta (11).

Esta é a última semana de julgamentos na Corte antes do recesso do Judiciário, que tem início na segunda (20). Depois, apenas decisões urgentes são proferidas pelo presidente do STF.

Entenda sobre as ações 

Uma delas propõe que seja da competência de prefeitos e governadores decidir sobre uma eventual vacinação obrigatória e outras medidas profiláticas no combate à pandemia do novo coronavírus. 

O PDT entrou com a ação após declarações do presidente da República, Jair Bolsonaro, de que a vacinação contra a covid-19 não será obrigatória no país. O argumento seria de que vacinação obrigatória já está prevista na lei que disciplina as medidas excepcionais de enfrentamento da pandemia, sancionada em fevereiro. 

Já a outra ação, solicita a suspensão do trecho da mesma lei que dá poder a autoridades públicas de determinar a vacinação compulsória da população. O PTB afirma que a própria lei prevê que as medidas “somente poderão ser determinadas com base em evidências científicas e em análises sobre as informações estratégicas em saúde e deverão ser limitadas no tempo e no espaço ao mínimo indispensável à promoção e à preservação da saúde pública”.

Prefeitura de Ilhéus decreta a suspensão do funcionamento de parques, feiras, cinema e teatro


A medida foi tomada para conter o aumento de casos do novo coronavírus

Thais Paim

A Prefeitura de Ilhéus determinou que as atividades de parques de diversão, feiras, cinema e teatro sejam suspensas. A decisão começa a valer a partir desta quarta-feira (16) e será válida até o dia 21 de dezembro deste ano.  

O crescimento do número de casos do novo coronavírus tem sido tema frequente de diversos gestores, já que os dados apontam que diversas regiões estão sofrendo com o aumento de infectados e ocupação de leitos. Visando conter o cenário no município, o decreto estabelece medidas para diminuir aglomerações. 

O documento afirma que os estabelecimentos que descumprirem quaisquer das medidas restritivas de prevenção estarão sujeitos às penalidades previstas no decreto.

As conclusões obtidas pelo Gabinete de Crise indicaram um retorno do aumento de casos da Covid-19 na cidade, de acordo com os boletins diários emitidos pela Secretaria de Saúde (Sesau). O objetivo da medida, segundo informa a Prefeitura, é frear a transmissão da doença na cidade.

Cenário nas praias 

Outra medida adotada pela Prefeitura foi a notificação de 27 vendedores ambulantes e barraqueiros da Praia do Cristo. Segundo a gestão, o objetivo é para conter as aglomerações e melhorar o acesso dos banhistas à baía. 

Foram notificados aqueles que funcionam sem autorização e dado um prazo de 24 horas para que possam se retirar do entorno e da localidade. Além disso, instalações de barracas, mesas, cadeiras, som e a comercialização de bebidas alcóolicas, estão proibidas desde ontem (15). 

A Superintendência de Indústria e Comércio afirmou que nenhum barraqueiro provisório ou vendedor ambulante possui autorização para praticar comércio na Praia do Cristo. O órgão ainda reforçou que a localidade será fiscalizada durante todo o período do verão e alta estação.

Sobre a fiscalização, as atividades estão sendo realizadas pelas equipes de fiscais de posturas, vinculados à Secretaria de Mobilidade e Ordem Pública; fiscais ambientais, da Secretaria de Meio Ambiente; e da Fiscalização de Operações Especiais (FOE), da Secretaria de Serviços Urbanos.

PL que cria novas regras para transportes de passageiros é aprovada no Senado


Texto segue para votação na Câmara dos Deputados

Thaís Paim

Projeto de lei que propõe a criação de novas regras para autorização do transporte interestadual e internacional de passageiros foi aprovado no Senado Federal, na noite desta terça-feira (15). O texto é de relatoria de Acir Gurgacz (PDT – RO). 

Após ser aprovado, PL agora segue para avaliação na Câmara dos Deputados. O Projeto de Lei 3919/2020 tinha no seu texto original a proposta de reestabelecer a obrigatoriedade de licitações para este tipo de transporte de passageiros. Por outro lado, o governo prefere que a autorização seja mantida. O argumento é de que essa modalidade agiliza a oferta de serviço por parte das empresas para a população. 

Gurgacz afirmou que houve um acordo para o texto final após uma discussão entre Senado, Ministério da Infraestrutura e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e que a decisão final optou pela manutenção da autorização, mas com a exigência de critérios mínimos.

De acordo com a proposta, as empresas precisam cumprir algumas exigências para solicitar a autorização das linhas desejadas. Sendo elas: a indicação de mercado pretendido, itinerários, rotas, características técnicas e de segurança, e o estudo de viabilidade econômica, além de possuir um capital social mínimo de R$ 2 milhões. 

Além disso, o projeto de lei também eliminou a cobrança de taxa de fiscalização da ANTT para o transporte rodoviário coletivo interestadual e internacional de passageiros.

A autorização tem benefícios como diminuição dos custos operacionais, redução de tarifas pagas por usuários e um alto potencial de criação de novas rotas, frequências e horários que não existem atualmente, de acordo com Gurgacz. 

Inicialmente o projeto não estava na pauta desta terça, mas após alguns pedidos de senadores, acabou sendo incluído.

A decisão final ocorreu pela maioria dos votos. Os parlamentares Oriovisto Guimarães, Eduardo Girão, Fabiano Contarato, Soraya Thronicke, Rose de Freitas, Randolfe Rodrigues e Jorge Kajuru foram responsáveis pelos votos contrários. 

Outra mudança trazida pelo texto é de que a intermediação de serviços e venda individual de passagens por empresas que se apresentam como responsáveis por fazer intermediações será proibida.

Itabuna: escolas tiveram que se adequar aos recursos online


Marcelo Carvalho

O uso da tecnologia para aproximar professores, estudantes e familiares (pais e responsáveis) da Rede Municipal de Ensino, vem sendo estimulado nos últimos meses pela Secretaria Municipal da Educação (SME). Desde o início da pandemia causada do COVID-19, as escolas tiveram de se adequar aos recursos online.

“No caso de Itabuna, o grande desafio era justamente promover uma maior interação entre todos os sujeitos dos espaços escolares e driblar as dificuldades dos profissionais causadas pelo distanciamento das salas de aula. Nesse sentido, muitas ações vêm sendo desenvolvidas pela SME, através do Departamento de Pesquisas, Planejamento e Informações Gerenciais (DPPIG) e seus setores: Setor de Manutenção de Informática (SMI) e o Núcleo de Tecnologia Municipal (NTM)”, declara  a secretária da Educação, professora Nilmecy Gonçalves.

Secretária da Educação de Itabuna (BA), Nilmecy Gonçalves. Foto: divulgação.

O Departamento de Pesquisas, Planejamento e Informações Gerenciais (DPPIG) foi crucial para trabalhar as informações da Rede Municipal de Ensino que precisou remanejar todo o seu atendimento para o sistema online, por conta da pandemia.

O departamento é responsável pelo sistema de gestão, o E-polis, no qual todas as informações relativas à SME e às unidades escolares estão interligadas. “O E-polis, que já roda desde 2014 na rede, passou por algumas atualizações e possui muitas funcionalidades que possibilitam ao departamento fornecer dados em tempo real, facilitando assim, o dia a dia no setor”, comenta a diretora do DPPIG, professora Ritta Conrado.

Por se tratar de uma tecnologia em tempo real, ela explica que o software permite acompanhar todo o trabalho desenvolvido pelo professor em sala de aula, a realidade das escolas, o número de alunos matriculados, as estatísticas e o andamento de todas as unidades da Rede Municipal de Ensino.

Outro destaque é que, com o sistema, os pais conseguem acompanhar toda a vida escolar dos filhos: acesso ao histórico, à frequência, às notas, atividades e provas, apenas com o código do aluno, via computador ou celular, de forma 100% online. “Isso ajudou a evitar o contato físico e a aglomeração durante a pandemia nas escolas”, destacou Gonçalves. “Antes, as matrículas eram realizadas de modo presencial nos postos disponibilizados pela SME. Agora, tudo é pela internet”, ratificou.

O site para acessar as informações está disponível no endereço www.itabuna-educa.ids.inf.br/aluno/#/inicio. Quaisquer dúvidas sobre como acompanhar a vida escolar dos estudantes na internet, a SME sugere que os pais busquem as informações completas nas secretarias das escolas.

Nomeação de subsecretário para comando interino da Secretaria de Segurança Pública da Bahia é oficializada


Decisão ocorre após secretário Maurício Teles Barbosa ser afastado de suas funções

Thais Paim

Governo da Bahia oficializa a nomeação do subsecretário de Segurança Pública, Ary Pereira de Oliveira, como secretário interino da pasta, nesta terça-feira (15). O governador Rui Costa (PT) assinou o ato que foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE).

Após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de determinar o afastamento do então secretário Maurício Teles Barbosa, a medida se fez necessária. 

Subsecretário de Segurança Pública, interino, Ary Pereira de Oliveira. Foto: Camila Souza.

Alvo de busca e apreensão, entre outras medidas, Barbosa está sendo apontado como suspeito de “blindagem institucional” no caso da Operação Faroeste, que atinge diretamente desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). 

Além da exoneração de Barbosa, também foi publicada no Diário a exoneração da sua chefe de gabinete, a delegada Gabriela Caldas Rosa de Macedo. Ela também é suspeita das mesmas irregularidades. 

Sobre a operação 

As fases 6ª e 7ª foram deflagradas pela Polícia Federal nesta segunda-feira (14) e fazem parte da Operação Faroeste, que investiga um suposto esquema criminoso de venda de decisões judiciais.

Segundo a PF, o objetivo é a desarticular um possível esquema criminoso voltado à venda de decisões judiciais por juízes e desembargadores do TJ-BA.

Copa do Nordeste de 2021 tem data definida para início da fase de grupos; saiba mais


Me desculpe – sorriso 

Reinventar – Belo 

Insegurança – Pixote

Thais Paim

Perfil oficial da organização anunciou que a Copa do Nordeste de 2021 tem data definida para iniciar a fase de grupos. A informação foi confirmada na madrugada desta terça-feira (15). 

Segundo publicação, torneio regional será iniciado no dia 27 de fevereiro. Após confirmação, o Nordestão vai iniciar próxima temporada sem tempo para descanso de alguns clubes. O motivo é que as equipes que disputam a Série A (Ceará, Fortaleza, Bahia e Sport) terminam o calendário no dia 24 de fevereiro, sendo três dias antes do previsto para início da competição.

Copa do Nordeste. Foto: Lucas Figueiredo

Datas com a tabela detalhada e definição de todos os participantes ainda serão divulgadas de forma mais completa. 

A competição inicia uma fase eliminatória para definir os últimos classificados à chave de grupos com a disputa entre Atlético-BA x Botafogo-PB nesta quarta-feira (15). A partida de retorno vai acontecer no próximo dia 22.

Os outros confrontos eliminatórios são entre Altos ou River-PI x Globo FC, Itabaiana x Santa Cruz e Moto Club x CSA.

Confrontos da fase preliminar do Nordestão: 

Santa Cruz x Itabaiana

CSA x Moto Club

Botafogo-PB x Atlético de Alagoinhas-BA

Globo-RN x Representante do Piauí

Clubes garantidos na fase de grupos do Nordestão: 

Alagoas – CRB

Bahia – Bahia e Vitória

Ceará – Ceará e Fortaleza

Pernambuco – Salgueiro e Sport

Paraíba – Treze

Maranhão – Sampaio Corrêa

Rio Grande do Norte – ABC

Sergipe – Confiança

Coronavírus: relatório divulgado por pesquisadores da Ufal indica formação de segunda onda a partir de Maceió


Capital segue liderando o número de casos em Alagoas

Thais Paim

Nesta segunda-feira (14) foi divulgado um relatório realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas que aponta o início de uma segunda onda de contágio do novo coronavírus a partir de Maceió, capital do estado. 

Segundo informações, os dados utilizados avaliaram a transmissão do vírus em Alagoas e prevê intensificação da contaminação nas próximas semanas. A análise é do Observatório Alagoano de Políticas Públicas para o Enfrentamento da Covid-19.

A incidência de casos da última semana na capital ultrapassou o número de novos casos no restante do estado. Segundo os pesquisadores, esse fenômeno também foi observado nas primeiras semanas da pandemia em Alagoas.

Em trecho do documento eles afirmam que: “Mantido esse comportamento, podemos repetir o fenômeno observado no primeiro semestre, quando a doença se espalhou pelo território alagoano a partir da capital. Além disso, é provável que nas próximas semanas continuemos a registrar aumento no número de óbitos, como observado em outras partes do mundo que registraram segunda onda da Covid-19”.

Segundo os pesquisadores, após o final da 50ª Semana Epidemiológica (6 a 12 de dezembro), Maceió vai seguir liderando o aumento de casos em Alagoas.

Arapiraca, segunda maior cidade do estado, vinha apresentando alta na semana anterior, mas apresentou uma queda no número de casos nesta semana. 

Sobre as mortes provocadas pelo coronavírus, houve registro de aumento na última semana. “O que pode ser interpretado como mais uma evidência do descontrole da transmissão”, aponta trecho do relatório.

O relaxamento das medidas de prevenção, o aumento de aglomerações e uma maior movimentação de pessoas provoca alerta. De acordo com os pesquisadores, “espera-se um aumento do número de novos casos nas próximas semanas no estado. Em média, cada 10 infectados transmitirão o vírus para 13 pessoas. 

Aumento de casos suspeitos

Nas últimas duas semanas, houve aumento no número de casos suspeitos. No último domingo (13), eram 8.163. Esse crescimento seria resultado da grande dificuldade enfrentada pelo Brasil no combate à pandemia, que é a política de testagem, de acordo com os pesquisadores. 

De acordo com o Observatório, a falta de testagem prejudica a avaliação da pandemia e as ações de enfrentamento. Mesmo com um baixo número de testes feitos, os resultados positivos também são utilizados na avaliação. 

“Neste sentido, este indicador também corrobora com a hipótese de expansão da transmissão em Alagoas, já que cerca de 60% dos testes RT-PCR realizados pelo Laboratório Central (Lacen) em dezembro tiveram resultado positivo. Para fins de comparação, entre a 31ª e 35ª SE essa proporção foi de aproximadamente 20”, aponta o relatório.

Outro assunto que os pesquisadores fazem alerta é para a participação da população na prevenção e a manutenção das práticas de prevenção: 

 “Neste contexto, apesar de todos os avanços no tratamento da COVID-19, milhares de pessoas continuam morrendo diariamente pelo mundo. Deste modo, até que tenhamos atingido uma imunidade coletiva, a partir de um robusto programa de vacinação que deverá durar meses, nossas únicas armas na luta contra o novo coronavírus continuam sendo as medidas de proteção amplamente divulgadas nesses últimos meses: higienização das mãos, uso da máscara e distanciamento social. Assim, espera-se que o poder público se empenhe nas conscientização, regulamentação e fiscalização do cumprimento dos protocolos. Mas, acima de tudo, espera-se que cada cidadão e cidadã alagoana faça sua parte”, orientaram os pesquisadores.