Violência contra jornalistas aumenta assustadoramente no Brasil


Marcelo Carvalho

No último dia 14, um fato lamentável chocou a população e deixou em evidência a situação que parte dos profissionais de imprensa e comentaristas, seja do youtube, ou dos veículos de mídia, vêm enfrentando já há alguns anos. Me refiro ao ataque sofrido pelo repórter da TV Globo, Gabriel Luiz.

O jovem, de 28 anos, foi atacado por dois homens, sendo esfaqueado por várias vezes, sofrendo ferimentos no pescoço, no abdômen, no tórax e na perna. Em investigação, a 3ª Delegacia de Polícia, no Cruzeiro, já encontrou a arma usada no crime.

A Polícia Civil ainda procura informações que possam explicar a motivação do crime. Vale destacar que o repórter havia feito uma reportagem sobre um determinado clube de tiro. O celular da vítima foi encontrado e a sua carteira recuperada. A polícia prendeu dois suspeitos do crime.

Sobre o assunto, a TV Globo liberou uma nota afirmando que lamenta profundamente o ocorrido. A empresa estaria aguardando as investigações da polícia e prestando toda ajuda ao nosso repórter e aos familiares. A Globo repudia veemente todas as formas de violência e espera que o caso seja esclarecido o mais rapidamente possível”, afirma o comunicado.

Refletindo sobre os acontecimentos

Tudo isso nos leva a uma reflexão envolvendo a emissora carioca. É sabido por todos que a grande mídia tenta a todo o custo persuadir a população em geral, fazendo com que a mesma compre o discurso vendido por eles. A Globo, por exemplo, ainda possui um grande poder de influência no país, podendo destruir reputações, ajudar decisivamente a eleger esse ou aquele político, entre outras coisas pouco éticas.

Vale lembrar que a “vênus platinada” colaborou fortemente com a ditadura, além de apoiar a famigerada Operação Lava Jato, criando no povo a imagem de que o ex-juiz Sérgio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol eram a pessoas mais éticas e isentas do universo.

É lamentável que tal posicionamento tem trazido tanto perigo e prejuízo aos seus profissionais que vêm sendo agredidos e desrespeitados pelo Brasil. Resta saber até quando fatos como esse que ocorreu com o repórter Gabriel Luiz irão ocorrer. Sinceramente torcemos para que não ocorram e que a população tenha mais cuidado com as informações que consomem, para não acabar sendo massa de manobra de gente inescrupulosa que só pensa em se locupletar. Fiquemos ainda mais atentos!

Itabuna: Locutor Jota Silva é encontrado morto em sua residência


Muito conhecido em Itabuna e Região, o radialista Jota Silva foi encontrado morto, na noite de ontem (05/04), dentro de sua residência, localizada no bairro Manoel Leão, em Itabuna (BA).

A Polícia Militar foi acionada, uma vez que havia sinais de violência no corpo da vítima. Paramédicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) constataram o óbito e uma equipe do Departamento de Polícia Técnica de Itabuna foi chamada para realizar a perícia e remoção do corpo.

Segundo informações de vizinhos, poucas horas antes de sua morte, Jota havia sido visto em companhia de um jovem, com quem supostamente mantinha relação afetiva.

Uma vizinha relatou à polícia que viu este jovem tentando sair com o carro do radialista, mas não conseguiu. Segundo ela, o mesmo deixou a casa à pé, pela área lateral da residência, mas foi visto. A moradora que acionou a Polícia Militar que constatou o crime.

A Polícia Civil já iniciou as investigações. Vale ressaltar que na madrugada de 08 de novembro de 2019, Jota Silva foi assaltado, espancado e jogado debaixo de uma ponte no Município de Floresta Azul. Naquela ocasião ele teve o carro roubado.

Fonte: Site Verdinho

Adolescente é apreendido após roubar dois veículos em Salvador


 Um adolescente foi apreendido, na manhã desta terça-feira (29), por equipes da 12ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Rio Vermelho), após roubar dois veículos. O jovem de 17 anos é suspeito também de envolvimento na morte de duas pessoas, no último domingo (27), no bairro de Boca do Rio.

Conforme detalhou a comandante da 12ª CIPM, major Érica Patrícia, antes de serem interceptados, o garoto e um comparsa haviam roubado um carro modelo Sentra, de cor preta, placa PKO 2I32, na Rua Nelson Galo, e usariam para cometer outros crimes.

“Quando eles perceberam que o veículo desligaria automaticamente, pois possuía chave presencial, desceram e abordaram um motorista por aplicativo que passava pela Rua Alexandre de Gusmão”, explicou a oficial.

A segunda vítima, que usava um carro modelo Ka, placa PKA 9354, após ser roubada, visualizou o seu veículo, na Rua da Paciência. Rapidamente ela acionou guarnições da 12ª CIPM que realizavam o moto patrulhamento na região.

“Nós interceptamos os criminosos na Rua Oswaldo Cruz, próxima ao Largo da Mariquita. Eles saltaram do carro, correram, mas conseguimos alcançar o adolescente. O outro homem fugiu”, informou a oficial, lembrando que o menor estava com uma pistola calibre 380 e três munições.

O suspeito foi encaminhado, junto com os carros e materiais apreendidos, à Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), onde foi ouvido por equipes da unidade e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) por suspeita de envolvimento no duplo homicídio ocorrido no bairro de Boca do Rio, no último domingo (27).

“Ele nega a participação no crime, mas possuímos informações que indicam o envolvimento dele com o caso. Estamos na fase inicial de apuração”, contou a titular da DH/Atlântico, delegada Pilly Dantas. O garoto segue na unidade à disposição do Ministério Público. 

Meninas de Itinga aprendem Ginástica Rítmica em projeto de BCS


Apoio: O esporte é ensinado por professores voluntários na sede da base para garotas de até 13 anos.

Com movimentos sincronizados e suaves, cerca de 35 meninas, com idades entre 3 e 13 anos chamam a atenção de quem assiste a uma das aulas do Projeto Fonte da Vida, ministrado na Base Comunitária de Segurança (BCS) Itinga, na Região Metropolitana de Salvador, às segundas e quartas-feiras, às 17 horas.

As lições de Ginástica Rítmica (GR) – categoria que mistura movimentos corporais combinados com movimentos do balé, dança, teatro em harmonia com a música e com o uso de equipamentos como bola, arco e fita – são realizadas em tatames arrumados na área lateral da BCS e iniciadas sempre com movimentos de alongamento para evitar distensões musculares e lesões nas crianças. As meninas desenvolvem firmeza, leveza, flexibilidade e atenção, além do bem-estar fruto de qualquer exercício físico.

“Estique mais a ponta do pé, Isabela”, fala Ângela de Jesus Bispo de Araújo, professora e ginasta voluntária no projeto, para a pequena Isabela Costa dos Santos, 8 anos, que tentava fazer a abertura. Ela pede o máximo de atenção e empenho das meninas que, em um grupo tão grande e jovem, surpreendem pela dedicação com a qual realizam os passos.

“A ginástica me ajudou. Eu fui uma criança da comunidade, meus pais não tinham condição de pagar um esporte ou escola e tive a oportunidade de praticar GR, amei. Me formei em licenciatura e bacharelado em Educação física e fisioterapia, tudo em prol do esporte. E, agora, estou podendo colaborar com a minha comunidade, pois acredito muito no poder transformador do esporte, ele mudou minha vida e vai mudar a vida de muitas crianças”, explicou a professora.

Ângela ministra as aulas com mais dois auxiliares, que passam entre as meninas e observam se os movimentos são realizados corretamente. Eles são observados de longe pelas mães, enquanto aguardam.

A dona de casa Odenice de Jesus Costa é uma delas. Moradora de Itinga e mãe de Isabela, Val, como gosta de ser chamada, garante que a BCS ofereceu uma oportunidade única. “Minha vizinha contou sobre o projeto e minha filha se interessou, insistia muito para se matricular. Ela está amando”, confirmou, observando a menina que aguardava o início da aula brincando com as colegas.

Quem também está satisfeita com o projeto é a comandante da Base Comunitária de Itinga, unidade de policiamento comunitário, tenente Luana Queiroz. “Iniciamos com 15 crianças e hoje temos mais de 35. Não tenho dúvida que é um projeto importante para a sociedade, para as mães que veem o desenvolvimento de suas filhas e para essas futuras mulheres que serão mais conscientes da capacidade do seu corpo”, explicou.

A aproximação da comunidade com a PM também é fator importante ressaltado pela oficial. Para ela, essas meninas que, agora e no futuro, compreendam como a Polícia Militar está perto da comunidade, sem medo ou receio de solicitar a ajuda da PM caso seja preciso”, detalhou a Luana.

Outras iniciativas

A BCS também oferece outros projetos para públicos variados. Entre as aulas que mais chamam a atenção da comunidade está o curso de Defesa Pessoal, ministrado para mulheres de Itinga pelo soldado Rogério Santos.

Durante a capacitação, as mulheres aprendem técnicas do Krav Magá para torná-las mais fortes e menos vulneráveis em casos de violência doméstica e de gênero.

Existe ainda o curso de Jiu Jitsu – que ocorre das 8h às 9h30 e das 10h às 11h30, nas terças e quintas, e das 14h às 15h30, nas sextas-feiras, na sede da Base – para crianças e adolescentes da comunidade.

Luana também listou as aulas de boxe, cujas inscrições estão abertas com aula inaugural  prevista para segunda-feira (21), de Teatro e de Rotinas Administrativas.


Cigarro eletrônico tem venda proibida no Brasil


Os cigarros eletrônicos estão em moda, entretanto sua venda está proibida no Brasil. Especialistas alertam para complicações cardiovasculares e pulmonares desses produtos, que podem ser a porta de entrada para o tabagismo e colocar em xeque avanços no combate à dependência química da nicotina.

Os dispositivos têm tecnologia simples. Uma bateria permite esquentar o líquido que, em geral, é uma mistura de água, aromatizante alimentar, nicotina, propilenoglicol e glicerina vegetal.

Eles aquecem a nicotina em vez da combustão dos cigarros comuns. Na fumaça do tradicional, há alcatrão, que contém produtos químicos potencialmente cancerígenos, e monóxido de carbono, que aumenta a chance de enfarte e dificulta o transporte de oxigênio das células.

O aerossol do dispositivo pode conter substâncias nocivas, alertam os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Destacam, também, que é difícil saber quais substâncias o produto contém. Por vezes, no lugar da nicotina, o aparelho é usado para vaporizar outras drogas, como maconha. Alguns, ditos livres de nicotina, apresentaram a substância em análises.

Paulo Corrêa, coordenador da Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), diz que o eletrônico tem toxicidade aumentada em relação ao cigarro convencional, por causa da forma de produção do aerossol. “Ele tem um filamento, que deve ser aquecido. O filamento é revestido por níquel e outros metais, como latão e cobre. O nível de níquel que tem nos cigarros eletrônicos é de duas a 100 vezes maior do que nos tradicionais. O níquel é considerado cancerígeno.”

No Brasil, em 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação, comercialização e propaganda dos dispositivos eletrônicos para fumar, que além dos ci garros incluem os produtos de tabaco aquecido.

unto a amigos, traz aparelhos do Paraguai para vender em Santa Catarina, onde mora. Ela explica que são pods descartáveis. “Você vai inalar 800 vezes e descartar. Você não recarrega”, diz. Eles compram o produto a R$ 30 e revendem por R$ 60.

Paula (nome fictício), de 18 anos, que também preferiu se manter anônima, passou a usar o cigarro eletrônico por não ter o cheiro e gosto do convencional. “Percebi que dava para fumar o pod em qualquer lugar. As pessoas não percebiam que tu tava (sic) fumando alguma coisa”, conta.

Chefe da coordenação de Prevenção e Vigilância do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Liz Almeida aponta que o dispositivo pode ser porta de entrada para o tabagismo, principalmente entre os mais jovens. A chance de um adolescente que experimentou um cigarro eletrônico passar a fumar o tradicional é quatro vezes maior do que aqueles que não, mostrou estudo feito por ela e outros seis pesquisadores.

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Neste ano, o carnaval de Allan Doug, funcionário de banco, de 30 anos, começou no Rio e terminou em uma unidade de terapia intensiva (UTI), em Manaus. O manauara fumava cigarro tradicional “há algum tempo”, mas só socialmente. Passou a usar o eletrônico, conta, nos últimos cinco meses.

No Rio durante duas semanas, sem ter de trabalhar, o uso se tornou diário e exagerado. De volta a Manaus, acordou com muita dor no peito. “No raio X identificaram umas perfurações e muito líquido (no pulmão)”, afirma.

FISCALIZAÇÃO. Em 2009, a Anvisa proibiu a importação, comercialização e propaganda dos dispositivos. Em nota, a agência disse ser responsável pela fiscalização das vendas online. As lojas físicas são de “responsabilidade das autoridades locais”.

A Polícia Militar e a Polícia Civil de São Paulo, em nota, afirmaram que, sempre que solicitado pela Prefeitura, ajudam em ações para coibir o comércio ambulante irregular e combater a pirataria. No fim do ano passado, em parceria com a Receita Federal e a administração municipal, apreenderam 135 mil cigarros eletrônicos e 325 mil essências.

As empresas Souza Cruz (BAT Brasil), Philip Morris Brasil e Japan Tobacco International (JTI) se mostraram favoráveis à flexibilização da comercialização dos dispositivos eletrônicos de fumar. A JTI disse, em nota, que “hoje o uso desses produtos já é corrente, abastecido por produtos de origem 100% ilegal, sem controle sanitário”.

A BAT Brasil disse defender uma “regulamentação robusta, responsável e equilibrada”. “No Brasil, já existe um crescente mercado de consumidores de cigarros eletrônicos, estimado em mais de 2 milhões de pessoas. No entanto, 100% desse mercado é ilegal”, destacou, em nota.

A Philip Morris Brasil afirmou que cabe à Anvisa decidir sobre a comercialização autorizada, mas disse que apresentou estudos e pesquisas científicas sobre seu produto. “Os documentos estabelecem uma diferença entre esse dispositivo e os cigarros eletrônicos que são comercializados ilegalmente no Brasil”, declara.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Advogados de Bolsonaro erram CNPJ e TSE não encontra Lollapalooza


Curiosamente, ação elaborada pela campanha de Jair Bolsonaro ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) apresentou um erro, impossibilitando que o Lollapalooza fosse intimado em tempo para cumprir a decisão que tentava censurar manifestação de artistas durante o evento.

Os advogados do PL, partido do presidente, colocaram no polo passivo da medida empresas e respectivos CNPJs sem relação com a organização do festival.

A oficial de Justiça responsável por entregar a intimação foi ao endereço comercial citado pelos autores da ação, mas não encontrou escritório ligado ao Lollapalooza.

Depois, houve tentativa de cumprir a entrega no próprio festival, em Interlagos, zona sul de São Paulo. As empresas que apareceram no polo passivo também não tinham representantes no local.

Uma advogada se apresentou à oficial de Justiça e escreveu de próprio punho no documento de intimação que desconhecia as companhias citadas e que a T4F Entretenimento, da qual é representante, é a responsável pelo evento.

As tentativas fracassadas ocorreram na parte da manhã e no início da tarde deste domingo (27).

O ministro Raul Araújo, do TSE, classificou no sábado (26) como propaganda eleitoral as manifestações políticas das cantoras Pabllo Vittar e Marina no Lollapalooza e determinou multa de R$ 50 mil para a organização do festival no caso de novas manifestações.

Apesar de não ter conseguido intimar a empresa correta, a T4F entrou por conta própria com recurso na corte eleitoral no início da noite deste domingo.

No documento encaminhado ao tribunal, a defesa do festival afirma não ter como fazer cumprir a ordem que “veda manifestações de preferência política” e diz não poder agir como censora privada, “controlando e proibindo o conteúdo” das falas.

Os advogados do Lollapalooza ainda falam sobre o episódio da intimação, dizendo “ressalva-se que a T4F desconhece por completo as duas empresas representadas, que não tem qualquer relação com a atual organização do festival” e afirmou que “contudo, de boa-fé, a T4F se apresenta como produtora do evento.”