Posse dos prefeitos nas principais capitais brasileiras


Prefeitos assumiram na última sexta-feira e apresentaram seus projetos para os próximos quatro anos

André Lucas

No último sábado, dia 1º de janeiro, os prefeitos eleitos ao longo do Brasil tomaram posse. Acompanhe agora o que aconteceu nas capitais dos principais estados do Brasil.

Bruno Covas.

Bruno Covas foi vitorioso em 50 das 58 zonas eleitorais de São Paulo e derrotou, no 2º turno, o candidato Guilherme Boulos (PSOL). Covas assumiu a prefeitura em 2018 quando João Doria abandonou o cargo para concorrer ao governo do estado de São Paulo. Covas enfrenta um Câncer na cárdia, região entre o esôfago e o estômago, com metástase  no fígado e linfonodos . Em seu discurso de posse, o gestor reafirmou seu compromisso com o Município de São Paulo: 

“Estaremos a postos para lutar por ela [a democracia] e defendê-la. Os eleitores manifestaram o que querem para os próximos quatro anos. As vozes das urnas são claras e pedem moderação, equilíbrio, respeito à ciência, humildade e trabalho eficiente.” 

Covas também disse que seus projetos de governo alcançaram os desejos e as necessidades do povo da capital paulista, “Agradeço e tenho clara noção da responsabilidade e dos desafios que estão por vir. Temos um programa e sabemos o rumo que deve ser seguido. Mas mantenho a humildade necessária para manter meus ouvidos abertos para ouvir sugestões e críticas da população, que é a prioridade da nossa administração” 

Além do prefeito o vice, Ricardo Nunes, deu um rápido discurso, onde enalteceu Bruno Covas. “Covas foi focado para cuidar das pessoas e vai conduzir os próximos quatro anos nesta linha. Estarei à disposição para ajudar a sempre elevar a democracia e cuidar das pessoas”.    

Eduardo Paes 

O novo (velho) prefeito do Rio de Janeiro tomou pose na sexta-feira, dia 1º de janeiro. Em uma cerimônia na Câmara dos Vereadores, o prefeito falou sobre a “Herança Perversa de Crivella, que atualmente está em prisão domiciliar. Também falou sobre união e regularização das contas públicas. 

O prefeito Eduardo Paes (DEM) em cerimônia de posse na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro Foto: Renan Olaz/CMRJ

“Nunca na história da cidade do Rio de Janeiro um prefeito recebeu de seu antecessor uma herança tão perversa. Servidores esperando pagamentos que não vêm, 15 folhas de salários para o próximo ano e um desafio fiscal colossal que alcança a marca de 10 bilhões de reais. Esse é o cenário desastroso das finanças da prefeitura, mas não desastroso suficiente para nos abater. Vamos recompor o caixa, “Não ficaremos olhando para trás e reclamando de herança maldita.” 

Em seu primeiro dia de governo o prefeito Paes abriu quatro processos contra o ex-prefeito Marcelo Crivella, em relação a desvio de dinheiro público. 

“Nosso objetivo é que o Rio passe a ser paradigma nas formas de fazer política e gerir a coisa pública. Referência nacional em transparência, integridade e combate à corrupção”, esclareceu o prefeito Eduardo Paes. 

O prefeito garantiu que não haverá concursos públicos na capital carioca para evitar gastos. O gestor alertou que está elaborando uma PL (Projeto de Lei) para acabar com alguns contratos obrigatórios se flertar com responsabilidade fiscal.