Ilhéus: Município instala pias solidárias para reforçar combate à Covid-19


Com o objetivo de reforçar as ações de higienização, fundamentais para minimizar os riscos de transmissão do novo coronavírus (Covid-19), a Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria de Serviços Urbanos (Secsurb), a Avatim e a Embasa iniciaram a instalação de pias solidárias em comunidades e locais com maior circulação de pessoas no município. A ação conjunta tem como objetivo disponibilizar lavatório com sabão líquido em espaços públicos para quem precisa sair de casa.

Mônica Burgos, fundadora e proprietária da Avatim, explica que a empresa possui material de reciclagem para montagem das pias, cujo intuito também é despertar na população a consciência pelo consumo sustentável. No primeiro momento serão doadas 100 pias, distribuídas conforme a necessidade das localidades.

Fotos: Gabriel Nasco
Fotos: Gabriel Nasco

“A Prefeitura de Ilhéus é o nosso maior apoiador dentro dessa iniciativa, pois auxiliou na identificação das áreas de difícil acesso para que as coisas pudessem acontecer. Somos parceiros da nossa comunidade, pertencemos a ela e estamos dispostos a ajudar a quem precisa. O projeto vai caminhar e se depender da gente a parceria sempre vai acontecer. O nosso objetivo é cuidar do outro. Fazer a nossa parte”, ressaltou Mônica.

De acordo com a Secsurb, serão instaladas inicialmente 25 pias nos seguintes pontos: Praça da Rua da Matriz, no bairro Nossa Senhora da Vitória; Praça da Urbis; Cruzamento da Avenida Lótus, no Nelson Costa; Praça São João Batista, no Pontal; Praça da Antiga Escola Padre Luiz Palmeira, no Pontal; Praça da Catedral; Orla da Sapetinga; Praça João Francisco de Carvalho, no Salobrinho; Praça Castro Alves, na Avenida Soares Lopes; Praça J.J. Seabra, no Centro e Ginásio de Esportes Herval Soledade.

Sérgio Cabral: Supostas propinas representam, em dois mandatos, o emprego de 69 mil trabalhadores


Se for verdade o que o delatores da Operação Lava Jato afirmaram contra o ex-governador Sérgio Cabral – que ele recebia em torno de R$ 350 mil por mês em propina – um rápido cálculo do que teria sido gasto com corrupção mostra o tamanho do prejuízo para o país, e principalmente para o trabalhador.

Levando-se em consideração que o salário mínimo estava em torno de R$ 500 quando as propinas eram supostamente pagas, Cabral receberia um salário mínimo por hora, num turno de trabalho de 24 horas.

Isso representa 24 trabalhadores em um dia. Multiplicando por 30, significa que a suposta propina representava, em um mês, o emprego de 720 trabalhadores. Em um ano, o emprego de 8.640 trabalhadores. Em dois mandatos de Sérgio Cabral, o emprego de 69.120 trabalhadores.

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom

Se a Andrade Gutierrez não pagasse o que seus ex-executivos afirmam que pagavam ao ex-governador, hoje não precisaria ter demitido os 200 mil empregados que demitiram.

O crime do corrupto e do corruptor, se aconteceu, é muito maior do que os valores citados nos depoimentos. O que indica que o R$ 1 bilhão pagos em multa pela Andrade Gutierrez representam muito pouco diante de tamanho prejuízo.

Essa mesma empresa diz ter sido roubada por banqueiros portugueses, sócios da Portugal Telecom, em 1 bilhão de euros – que corresponde a 4,5 bilhões de reais. Mas mesmo com tamanho prejuízo, não reclamou nem na justiça brasileira, nem na portuguesa. Vale lembrar que aí há ainda dinheiro de acionistas brasileiros, como é o caso do BNDES.

É uma tristeza o povo brasileiro assistir a tudo isso e ficar calado. É uma tristeza que 69 mil trabalhadores engrossem a massa de 10 milhões de desempregados do país, enquanto os culpados são perdoados após singelas multas que nem de perto se aproximam do real dano que causaram.