Ilhéus: Carro fumacê volta a circular por ruas e avenidas para reforçar combate ao Aedes aegypti


A Prefeitura de Ilhéus retomou os serviços do carro fumacê, utilizado para combate ao Aedes aegypti, principal vetor de transmissão da dengue, febre amarela, chikungunya e zika vírus. Conforme cronograma divulgado pela Secretaria de Saúde (Sesau), o veículo vai percorrer dos dias 19 a 23 de outubro, das 2h às 6h da manhã, os seguintes bairros:

– Hernani Sá – segunda-feira (19);

– Teotônio Vilela – terça-feira (20) e quarta-feira (21);

– Banco da Vitória – quinta-feira (22);

– Boa Vista – sexta-feira (23)

A aplicação de inseticida é preconizada pelo Ministério da Saúde e visa controlar os surtos ou epidemias das arboviroses. A Sesau informa, contudo, que a população também deve contribuir com a ação preventiva, cobrindo tanques e tonéis, evitando o acúmulo de garrafas, copos descartáveis, latas, pneus, dentre outros objetos que ficam a céu aberto com água parada. O fumacê já percorreu os bairros Malhado, Tapera, Cidade Nova e Conquista, entre os dias 16 e 18 de outubro.

Itabuna: Índice de Infestação Predial pelo Aedes Aegypti cai para 7.5%


O Índice de Infestação Predial (IIP) pelo Aedes Aegypti continua caindo em Itabuna. De acordo com o mais recente levantamento realizado pela Coordenação do Programa Municipal de Combate às Endemias, neste mês de outubro foi registrado um índice de 7.5%. “Itabuna sempre foi conhecida nacionalmente como a cidade mais infestada pelo Aedes Aegypti, mas nos últimos anos a Prefeitura de Itabuna tem investido no trabalho de combate às endemias e os resultados estão aparecendo”, comentou o coordenador José Roberto Pereira Góes.

Ele ressalta que ainda há muito trabalho a ser feito em conjunto com a Secretaria de Saúde, população e demais envolvidos, pois o Ministério Saúde preconiza o índice tolerável de 1%. E lembra que a atual gestão recebeu o município em janeiro de 2017 com 23.3% de infestação predial. “Em fevereiro de 2019 o índice estava em 8.3%, em maio 8.1%, em julho 7.9% e agora em outubro 7.5% de infestação predial”, comemora o coordenador do Programa de Combate às Endemias.

Os bairros com maiores índices de infestação são: Corbiniano Freire (20%), Ferradas (17.24%), Novo Horizonte (15.15%), Nova Califórnia (14.28%), Maria Matos/Rua de Palha (14.28%), São Pedro (14.02), Sarinha (13.55%), Conceição (13.23%), Fonseca (12.85%) e Antique (12.5%).

Ilhéus: profissionais se atualizam sobre dengue, zika e chikungunya


Curso atualização no manejo clinico da dengue, zika e chikungunya, em Ilheus-foto Gidelzo Silva Secom Ilheus (3)
Curso de atualização no manejo clínico Foto: Gidelzo Silva

 

A Secretaria de Saúde (Sesau) de Ilhéus, por meio do Departamento de Vigilância à Saúde, promove curso sobre manejos clínicos em pacientes com Arbovirose, grupo de infecções virais, relacionado à febre chikungunya, dengue e zika vírus, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. A atividade foi iniciada nesta quarta-feira, 16, e segue até esta quinta, 17, e tem como público alvo os profissionais que trabalham diretamente no atendimento aos pacientes.
 O curso é ministrado pelos médicos infectologistas Júlio Guzmán e Edmundo Patury.  De acordo com o chefe da Vigilância à Saúde, Antônio Firmo, vão assistir às aulas médicos e enfermeiras da atenção básica, profissionais de alta e média complexidades e aqueles que estão atendendo nos Pronto Atendimentos, localizados no Nae (Núcleo de Assistência Especializada) e na antiga clínica Sacro, ambos no bairro Cidade Nova.
Firmo ainda ressalta que os profissionais já possuíam prática nos manejos em relação à dengue, mas com a atual situação, foi necessária a capacitação desse público para os cuidados relacionados à chikungunya e zika vírus. “Essa é uma das demandas determinadas pelo Plano de Contingência do Município”, explica.

Aborto em caso de microcefalia terá pena maior


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Autor do projeto do Estatuto da Família, já aprovado na Câmara dos Deputados, o deputado federal Anderson Ferreira (PR-PE) apresentou outra proposta polêmica à Casa. O projeto aumenta a pena no caso de aborto cometido em razão da microcefalia ou outra anomalia do feto.

Para o deputado, não é o aborto que resolve os problemas da sociedade, mas sim o Estado dar condições para uma vida digna. “Sou autor do projeto Estatuto da Família, que já foi aprovado na Câmara dos Deputados. A intenção foi justamente criar um instrumento para as famílias poderem cobrar e ter acesso às políticas públicas. Quando uma criança nasce tem direito à saúde, educação, segurança, alimentação. Está na Constituição”, diz Ferreira.

O Projeto de Lei 4.396/2016, que altera o artigo 127 do Código Penal, prevê o aumento da pena em um terço até a metade quando o aborto for cometido em razão da microcefalia ou qualquer outra anomalia do feto, provocado ou consentido pela própria gestante ou por terceiros, com ou sem o aval da mulher.

A apresentação do projeto, segundo Ferreira, é uma reação “à tentativa de um movimento feminista, que quer se aproveitar de um momento dramático e de pânico das famílias, para retomar a defesa do aborto em nosso país”. A circulação do vírus Zika no Brasil e a associação da infecção em gestantes a casos de microcefalia em bebês reacendeu no país o debate sobre o aborto. Mas, para o deputado, a melhor forma de evitar o surto de microcefalia é combater o mosquito Aedes aegypti com medidas efetivas e criar mecanismos de prevenção junto à sociedade.

Um grupo composto por advogados, acadêmicos e ativistas prepara uma ação, a ser entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF), que cobra o direito de a mulher de interromper a gravidez em casos de infecção pelo vírus Zika. “O que queremos garantir é que haja o acesso ao aborto livre de estigma, combinado ao acesso à informação sobre a infecção e a epidemia, para que as mulheres possam tomar a melhor decisão para si”, disse a antropóloga e pesquisadora Debora Diniz, que está à frente do trabalho.

Segundo ela, a ação está sendo preparada e deve ser proposta em breve, mas os detalhes sobre como seria estruturado o atendimento ao aborto legal nesses casos devem ser definidos pela política pública de saúde, assim como é hoje para as demais situações. O aborto é permitido no Brasil nos casos de anencefalia do feto, estupro ou se a gestante corre risco de vida.

Para o deputado Anderson Ferreira, o movimento não leva em conta que o diagnóstico da microcefalia só ocorre do sexto ao oitavo mês de gestação, quando a criança já está formada. “Há vidas em jogo. em vez de querer matar o mosquito, os defensores do aborto querem matar a criança. E acrescentei no projeto outras anomalias porque há vários outros tipos de problemas que afetam os fetos.”

Segundo ele, há vários casos de crianças que nasceram com microcefalia e hoje levam vida normal. “Quem defende aborto nestes casos defende uma seleção de seres humanos, que só tenha direito a nascer quem for perfeito fisicamente.”

A tentativa do deputado é inibir o aborto. “Quis deixar de uma forma clara o crime gravíssimo que são [os abortos] em casos de microcefalia e outras anomalias, por haver ausência deste termo no Código Penal. E para que não haja interpretação nova no STF, justamente pela ausência da clareza”, disse o parlamentar.

Débora Diniz destacou que, além de dar o direito de escolha às gestantes infectadas pelo vírus Zika, a ação no STF vai pedir, para as mães de bebês com deficiência, políticas sociais mais abrangentes, a fim de aumentar o apoio às necessidades de saúde, de educação, de inclusão social das crianças.

Para a antropóloga, o deputado age de má-fé ao propor aumentar a pena para aborto em caso de “qualquer outra anomalia do feto”. “O projeto de lei ignora deliberadamente o direito ao aborto legal em caso de anencefalia garantido por decisão do STF. O deputado pretende retroceder ainda mais no acesso ao aborto legal sem dizê-lo abertamente. Propostas como essas só evidenciam que o Congresso Nacional não está comprometido com a defesa dos direitos das mulheres. Nós acreditamos que o STF, diferente do Congresso, será capaz de analisar a questão sob a ótica de proteção de direitos, como é sua função”, disse.

Além da maior punição a quem pratica o aborto, o deputado Anderson Ferreira defende que haja a ampliação do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para a pessoa com deficiência, para que mais famílias possam ser atendidas pelo programa. Famílias de crianças com microcefalia com renda até um quarto de salário mínimo per capita têm direito ao benefício. Segundo Ferreira, também tramita um projeto na Câmara dos Deputados prevendo indenizações para os casos de microcefalia.

Sobre os casos de mulheres que morrem ao recorrer a clínicas clandestinas para conseguir o aborto, o deputado disse que isso é caso para a polícia.

O Código Penal prevê pena de detenção de um a três anos para a mulher que causar aborto em si mesma ou consentir que outra pessoa provoque a interrupção da gestação. Se o aborto for provocado por terceiros sem o consentimento da gestante, a pena é reclusão de três a dez anos. Se houver consentimento, a pena é reclusão de um a quatro anos.

Ilhéus: novo PA amplia atendimento


Novo PA pode atender ate 300 pessoas ao dia em Ilheus - Foto Alfredo Filho Secom Ilheus (4)
Novo PA pode atender ate 300 pessoas ao dia em Ilheus – Foto Alfredo Filho Secom

 

A secretaria municipal de Saúde de Ilhéus instalou, no centro da cidade, mais um Pronto Atendimento (PA) específico para pacientes com sintomas de doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti. Aberto na última quinta-feira, dia 3, o novo PA funciona no antigo prédio da Clínica Sacro, na Avenida Vereador Marcus Paiva (antiga Avenida Bahia), com capacidade para atender 300 pessoas por dia. O espaço possui 30 leitos para medicação e aplicação de soro, com salas climatizadas, e equipe formada por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Atualmente, a população de Ilhéus conta com duas unidades de Pronto-Atendimento (PA). O primeiro, aberto em fevereiro, funciona na travessa Santa Isabel, próximo ao Centro de Convenções, cuja equipe conta com supervisor, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, além de salas de coleta de sorologia e de reidratação. Nesse PA, a média de atendimento diária é de 215 pessoas. As duas unidades funcionam de segunda a sábado,  das 7 às 17 horas, com ambulância de plantão.

Notificações – Segundo informação do diretor de Vigilância à Saúde da Secretaria de Saúde, Antônio Firmo, até o dia 29 de fevereiro, Ilhéus notificou 1.537 casos de dengue, 1.437 de zica e 703 de chikungunya. Porém, ele ressalta que as notificações estão sob investigação laboratorial. “As amostras de sangue seguem para o Laboratório Central de Saúde Pública professor Gonçalo Moniz (LACEN-BA), em Salvador, e como a demanda tem sido grande, o tempo de espera para confirmar os casos varia muito”. Mesmo assim, Firmo afirma que os bairros que demonstram um número maior de casos notificados das três doenças são a Conquista, Esperança, Malhado e alguns pontos da zona sul.

O secretário de Saúde de Ilhéus, Antônio Ocké, afirma que, embora o governo municipal se esforce no sentido de reduzir os casos de dengue no município, por meio de sua equipe de endemias, e agora oferecendo dois locais para atendimento à população com sintomas de dengue, zika vírus e chikungunya, “é extremamente importante que a comunidade faça a sua parte e promova, de forma rotineira, faxina nos quintais de suas casas, com o objetivo de acabar com focos de infestação no município”.