Homem agride “soldado” para defender “Jesus Cristo”


Uma atração com emoções muito fortes. Assim podemos definir a encenação da Paixão de Cristo no município de Nova Hartz, no Rio Grande do Sul, ocorrida no dia 30 último. A cena em que um “soldado romano” machuca “Jesus Cristo” com uma “lança”, transcorria como o ensaiado até que, para surpresa de todos os presentes, um homem invade o palco e dá um golpe de capacete na nuca do “soldado”.
Segundo informações do jornal Panorama, da região do Vale do Paranhana, após a primeira agressão, o invasor ainda trocou socos com outro ator e acabou rendido por outros participantes da peça no próprio palco. Um irmão do agressor apareceu no local e explicou que ele sofreria de surtos psicóticos e teria acompanhamento de medicamentos. Os atores agredidos registraram um boletim de ocorrências.

Espancamento de menor por segurança do Habib’s teve testemunha


A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte do adolescente João Victor Souza de Carvalho, de 13 anos. Segundo informações da catadora de material reciclado, Silvia Helena Troti, de 59 anos, o menor foi agredido por um funcionário do Habib’s, desmaiando em seguida. A testemunha afirmou que viu o homem segurar o garoto pela gola da camisa e dar um soco na cabeça dele. O fato ocorreu à Avenida Itaberaba, na Vila Nova Cachoeirinha, Zona Norte de São Paulo.

Silvia também afirmou que se ofereceu para prestar depoimento na delegacia no dia dos fatos. Porém, segundo ela, os policiais militares que atenderam a ocorrência não quiseram ouvi-la, por achar que ela era “nóia”. Hoje, durante o depoimento, ela foi acompanhada pelo advogado Ariel de Castro Alves, do Conselho Estadual de Defesa da Pessoa Humana (Condepe), que vai acompanhar as investigações. “Se os PMs estivessem dado crédito à testemunha, os autores desse crime bárbaro poderiam estar presos”, afirmou Castro. Os pais de João Victor também prestaram depoimento na delegacia.

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Família de vítima exige justiça Foto: reprodução de internet

Relembre o caso

João Victor morreu na noite de domingo depois de fugir de seguranças do Habib’s, da unidade localizada na Avenida Itaberaba. Segundo a família dele, o garoto costumava pedir esmolas aos clientes, mesmo contra a vontade dos pais.

Na versão do gerente e do supervisor da unidade, o garoto estava “importunando os clientes, inclusive com um pedaço de madeira”. “O adolescente ameaçava quebrar o vidro da loja e chegou a jogar pedras contra carros e um dos funcionários”. Ainda segundo os representantes, um gerente e um supervisor, quando os funcionários foram repreendê-lo, o garoto “saiu correndo e, neste instante, teve um mal súbito”. O menino caiu no meio da rua, de acordo com esta versão. Os seguranças envolvidos não foram ouvidos pelo delegado Julio Siqueira Gomes, do 13º DP (Casa Verde), onde o caso foi registrado. Em nota, o Habib’s informou que lamenta o caso e que vai colaborar com as investigações.

Fonte: O Estado de São Paulo

Itabuna: Jovem de 12 anos é espancado e pai é o principal suspeito


Mais um caso de violência contra menor. O pedreiro Ivanildo de Jesus da Silva, de 43 anos, foi preso no último domingo (29), suspeito de espancar o próprio filho de 12 anos, com uma mangueira de nível, no município de Itabuna, sul da Bahia.

De acordo com informações da Polícia Militar, o adolescente sofreu diversas lesões no corpo e foi socorrido com cortes nas costas, nos braços e no pescoço ao Hospital Pediátrico Manoel Novaes, no mesmo município, onde ficou internado.

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Menor é espancado em Itabuna (BA) Foto: divulgação

Ainda segundo a polícia, na manhã desta segunda-feira (30), o jovem teve alta da unidade de saúde e realizou exame de corpo de delito no Departamento de Polícia Técnica (DPT) da região.

A mãe do menino disse que  o marido a mandou lavar os pratos, “mas estava com cólicas, sentindo muitas dores, então mandei o menino, mas ele demorou, estava assistindo televisão, por isso, pai não gostou e começou a bater no menino”, revelou a esposa em depoimento.

O pai do adolescente foi encaminhado para a Delegacia de Itabuna, onde foi autuado por crime de tortura, e está à disposição da Justiça. Não há informações sobre o que teria levado o suspeito a agredir o filho. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Senado aprova mudança na Lei Maria da Penha que fortalece papel de delegados


Antes de a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovar projeto de lei da Câmara (PLC 7/2016) com mudanças na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), um grupo de senadores tentou adiar a votação e enviar a proposta para audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Requerimento nesse sentido foi apresentado pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), sendo rejeitado por 15 votos a 6.

O foco das divergências em torno do PLC 7/2016 é a permissão para que o delegado de polícia conceda medidas protetivas de urgência a mulheres vítimas de violência doméstica e a seus dependentes.

Na semana passada, a CCJ promoveu um debate sobre o assunto reunindo 14 entidades ligadas ao Poder Judiciário, Ministério Público, movimento feminista e à polícia. Desse total, 12 entidades se manifestaram contra a aprovação do relatório do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) pela aprovação do projeto, segundo assinalou a senadora Fátima Bezerra (PT-RN).

“O que eu quero destacar é que o debate não foi amadurecido o suficiente para que se possa promover alterações na Lei Maria da Penha”, afirmou Fátima Bezerra.

Essa mesma percepção foi compartilhada pela procuradora especial da Mulher no Senado, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), e pelos senadores Lídice da Mata (PSB-BA), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Randolfe Rodrigues (REDE-AP).

Até o presidente da CCJ, senador José Maranhão (PMDB-PB), admitiu a possibilidade de manifestação da CDH sobre o PLC 7/2016, mas deixou claro que não abria mão da prerrogativa de a CCJ decidir sobre o mérito da proposta.

Na outra frente, capitaneada por Aloysio Nunes, se posicionaram os senadores Marta Suplicy(PMDB-SP), Telmário Mota (PDT-RR) e Humberto Costa (PT-PE).

O entendimento do relator é de que a permissão para o delegado baixar medidas protetivas de urgência pode representar um atestado de vida ou morte para a mulher agredida no ambiente doméstico.

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Imagem usada por um filho usa redes sociais para denunciar agressão do pai contra mãe

“Entre a defesa intransigente de prerrogativas (atualmente, essas medidas só podem ser aplicadas pelo juiz) e a defesa da mulher vítima de violência, eu fico com a defesa da mulher vítima de violência”, sustentou Aloysio Nunes.

Marta Suplicy foi autora da única emenda de redação aproveitada pelo relator no PLC 7/2016. Apesar de permitir a aplicação de medidas protetivas de urgência pelo delegado de polícia, a emenda o obriga a comunicar essa decisão ao juiz em 24 horas. A proposta segue, agora, para votação no Plenário do Senado.