Ilhéus: município comemora 486 com live solidária


A cidade de Ilhéus (BA) completou 486 anos de fundação no último dia 28 de junho. Para comemorar, a prefeitura do município organizou uma Live Solidária Viva Ilhéus. A ideia era seguir as recomendações para combate a pandemia de Covid-19 que aflige o mundo e, ao mesmo tempo, angariar alimentos em prol da classe artística e de comunidades em situação de vulnerabilidade socioeconômica do município.

A comemoração foi transmitida, no domingo (28), através do canal oficial da Prefeitura de Ilhéus, no YouTube. O prefeito Mário Alexandre expressou o contentamento em ter promovido mais uma edição do Viva Ilhéus, que fomenta e valoriza a cultura local.

“O evento se transformou em uma rede de solidariedade. Embora o momento seja desafiador, vamos atravessar essa crise com a força do trabalho, que sempre impulsionou o desenvolvimento da nossa cidade. Continuarei lutando diuturnamente para que nossa terra seja referência na Bahia e no Brasil”.

A edição especial reuniu artistas locais em um palco montado no Morro de Pernambuco e levou entretenimento, descontração e alegria ao público que acompanhou a programação de casa, devido às recomendações para manter o isolamento social, medida de prevenção ao coronavírus. Além das apresentações, foi disponibilizada uma plataforma virtual para o recebimento das doações.

A transmissão contou com a apresentação de Michele Docio; Top Gan; Tony Canabrava; Xote Apimentado; Via de Acesso; Lê Bandê; Beto Villaça e Neto LX.

Banda Pholhas


Eles são como o vinho: melhores a cada ano que passa. O Grupo Pholhas está a todo vapor e com planos de lançar seu novo cd em breve. “Temos a pretensão de realizá-lo e lançá-lo ainda em 2017”, garantem. Sobre o atual cenário musical, os músicos acreditam que não mudou muito: “o mais difícil é repetir o sucesso mais de uma vez, mas na verdade, sempre foi assim, realizar um novo hit é raro, e isso também depende de mídia adquirida e mais outros ‘n’ fatores”, avaliam. A banda recebeu a reportagem do Blog Carvalho News para falar sobre sucesso, projetos, fãs e muito mais. Quer saber das novidades deste talentoso grupo? Então, não perca tempo! Boa leitura!

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Banda Pholhas Fotos: divulgação

Blog Carvalho News – Quanto tempo a Banda Pholhas tem de estrada?

Banda Pholhas – Os Pholhas completaram 48 anos de atividade em fevereiro de 2017, sendo assim uma das mais longevas no cenário artístico musical brasileiro.

CN – Há alguma banda ou cantor que serve de inspiração para vocês?

Banda Pholhas – primeiras influências vêm da década de 1960, com Beatles, Rolling Stones, The Who, Steppen Wolf, Bloodrock, Grand Funk Railroad,  falando dos roqueiros e Bee Gees,  Classics IV, B.J.Thomaz, Johnny Rivers, dos baladeiros.

CN – Como vocês avaliam o nosso atual cenário musical?

Banda Pholhas – O cenário musical não só brasileiro, mas mundial, atualmente é muito dinâmico devido ao tipo de comunicação existente, absurdamente frenética, que conduz os artistas a uma produção desenfreada e em função de um filtro cada vez mais exigente produz sucessos fugazes, porém popularíssimos. O mais difícil é repetir o sucesso mais de uma vez, mas na verdade, sempre foi assim, realizar um novo hit é raro, e isso também depende de mídia adquirida e mais outros ‘n’ fatores.

CN -My Mistake e She Made Me Cry são alguns de seus hits. O que é necessário para que uma canção caia no gosto popular?

Banda Pholhas – Quando se consegue emplacar um primeiro sucesso, a mídia e o público se preparam para a próxima novidade, facilitando assim sua divulgação inicial, porém o produto tem que ser bom e de acordo com a expectativa. No caso dos Pholhas, assim ocorreu com os seguidos sucessos ‘She made me cry’ e ‘Forever’ – foram 3 discos de ouro na sequência, praticamente um a cada ano de 1973 a 1975.

CN – O que os membros do grupo costumam ouvir e apreciar?

Banda Pholhas – Cada um com seu gosto individual em função de suas experiências musicais, o Paulinho Fernandes(bateria) ouve muito Jazz Contemporâneo, Fusion(JazzRock) e algumas pérolas da MPB tais como Ivan Lins, Djavan, Dori Caimmy, Milton Nascimento e Elis Regina;   Bitão(guitarra) curte Rockn’Roll, MPB e World Music;  João Alberto(contrabaixo) ouve Jazz em todas suas nuances, e Elias Jó(teclados)curte também muito Jazz, MPB em suas variadas modalidades e Rockn’Roll.

CN – Sobre o repertório. Como é feito esse processo de composição e escolha das melodias?

Banda Pholhas – Os Pholhas em toda sua carreira sempre trabalharam juntos, e as principais canções foram assim compostas, normalmente durante os ensaios e trabalhos em estúdio com as contribuições individuais que ao final redundavam no ‘jeito’ ou ‘estilo’ Pholhas. Dessa forma foi feito o último produto, as 4 músicas do novo EP – Pholhas cantam as músicas do Rei Roberto Carlos – nova roupagem às canções originais dos anos 1960.

CN -“Pholhas 45”. O que esse cd representa para vocês?

Banda Pholhas – Pholhas 45 anos – possibilitou-nos, em algumas músicas, agregar detalhes tanto instrumentais como vocais que trouxeram uma sonoridade atualizada e, em outras, novos arranjos que satisfizeram nossos planos antes da gravação em si. Trouxe um envolvimento bom e genuíno entre os componentes, e também com os técnicos de gravação como há muito não se via na banda. A colaboração foi total e o resultado muito nos satisfez, motivando-nos a novos trabalhos.

CAPA PHOLHAS 02

CN – Como anda os preparativos para o novo cd?

Banda Pholhas – Estamos na fase de pesquisa, composição e algumas decisões sobre o formato desse novo trabalho, e temos a pretensão de realizá-lo e lançá-lo ainda em 2017.

CN – O Pholhas já levou sua música para fora do país. Qual a melhor lembrança que vocês guardam dessas turnês?

Banda Pholhas – HOJAS – êsse é o nome do LP que a gravadora RCA lançou na Espanha e países de língua espanhola da América Latina. Para isso, os principais sucessos My mistake e She made me cry foram regravados em espanhol na época. Apesar de não ter sido lançado nos EUA, a comunidade hispânica tomou conhecimento do disco em vinil, o que nos possibilitou realizar um belo show em New Jersey em fevereiro de 1975.

CN – Quais os projetos da banda? Há alguma novidade que possa nos adiantar?

Banda Pholhas – Os projetos não param e a banda Pholhas investe em novidades frequentes para as apresentações ao vivo com um moderno audiovisual e as gravações com novas canções que devem ser realizadas ainda êste ano. Além disso, existe o trabalho junto ao seu grande número de fãs, utilizando as ferramentas da internet, imprescindíveis hoje para comunicação rápida e criativa.

CN – Vocês muitos fãs. Qual a mensagem que gostaria de deixar para eles?

Banda Pholhas – A mensagem que toda comunidade ‘Pholhas’ espera é “o show não pode parar” e novidades estarão por aí para muito breve.  Uma banda com todo êsse sucesso alcançado ao longo dessas décadas todas não tem como ser brecada pois já atingiu velocidade de cruzeiro. E assim continuará.

 

 

12º Festival Internacional de Artistas de Rua


Com shows circenses, teatro, poesia, dança, artes plásticas e muita música, Ilhéus foi palco do 12º Festival Internacional de Artistas de Rua da Bahia, na última terça e quarta, dias 8 e 9. Crianças, jovens e adultos se encantaram com os mais de 20 artistas, de diversos países, com seus espetáculos. A iniciativa tem apoio financeiro do Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) e, no município, da Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult).

Artistas internacionais, como Aly Keita Band, com seu afro-jazz instrumental diretamente do Mali-Chade, na África, os mímicos tailandeses do Mute, Acrobacia-Roda Cyr com Pauline Zoe, da Bélgica, o alemão Das Friedel com beatbox, emocionaram o público presente, que fizeram questão de assistir as apresentações no segundo dia de evento. Os ilheenses, Janete Lainha e Luiz Natividade, com o projeto Xilopraças, e o grupo Kydance se apresentaram nos dois dias do Festival.

Os espetáculos aconteceram simultaneamente em seis pontos do Centro da cidade: na Praça Pedro Mattos (Teatro Municipal), Rua Jorge Amado, Rua Dom Pedro II e Rua Marquês de Paranaguá. O Festival conta com direção artística do alemão Bernard M. Snyder, o “homem-banda”, e direção geral e produção de Selma Santos, que fez questão de elogiar a etapa do Festival em Ilhéus e se encantou com a receptividade da cidade e também com o profissionalismo e apoio da equipe da Secult.

O Secretário de Cultura Paulo Atto destaca que “com a realização do Festival, a população ilheense pôde assistir às diversas apresentações de artistas brasileiros e estrangeiros, democratizando o acesso da população às mais variadas manifestações artísticas, de diferentes culturas, e inserindo, com sucesso, o município no roteiro internacional das artes cênicas”, destacou o Secretário.

Já o estudante de teatro Adriano da Silva, 18 anos, ficou encantado com o alemão Das Friedel e seu beatbox. O jovem ainda ressaltou a importância do Festival para a divulgação e valorização da arte de rua. “Esse tipo de evento é de extrema importância, pois nos apresenta a diversos artistas de rua, de diferentes países e, assim, valoriza a arte que é feita nas ruas dentro e fora do país”, destacou Adriano.

O Festival, que já recebeu mais de 100 grupos de artistas em 11 edições, de 36 países, dos cinco continentes, passou por Salvador, no último final de semana, de 4 a 6, e passará por Valença, nos dias 11 e 12 e, encerrando esta 12º edição, em Madre de Deus, no dia 13. (Fotos: Gidelzo Silva)