Ex-The Voice é morto a tiros em Pernambuco


Seguranças envolvidos na morte de jovem em supermercado no Rio são denunciados


O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou os dois vigilantes envolvidos na morte de Pedro Henrique de Oliveira Gonzaga,  — o jovem não resistiu após ser estrangulado na porta de um supermercado na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, em fevereiro deste ano. A acusação é de homicídio qualificado e o órgão divulgou a informação nesta quinta-feira.

Segundo a denúncia, Davi Ricardo Moreira Amancio estrangulou o jovem. As lesões provocaram sua morte. Edmilson Felix Pereira, também vigilante, observou a ação do colega, quando “deveria ter tentado impedir o crime cometido pelo primeiro denunciado”, ainda de acordo com o MP. Os dois prestavam serviço para o supermercado Extra, na ocasião.Davi Ricardo Moreira Amâncio define em sua rede social que “ser um segurança é conviver com a morte e não se abalar”.

Ainda conforme a denúncia, o crime foi praticado com o emprego de asfixia. Davi continuou a aplicar o golpe que impedia a vítima de respirar, mesmo após ela já ter sido dominada. O laudo de exame de necropsia apontou que as lesões foram as responsáveis pela causa da morte do jovem. O documento do MP requer que ambos respondam pelo crime de “homicídio qualificado com emprego de asfixia”. A pena prevista pode chegar a até 30 anos de prisão.

Segurança de supermercado não será preso


O delegado Antonio Ricardo Lima Nunes, diretor da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse que não vê motivos para prender o segurança Davi Ricardo Moreira Amâncio, que sufocou o jovem Pedro Henrique Gonzaga, de 25 anos, na filial do supermercados Extra, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.  O crime ocorreu na última sexta-feira (15).

Segundo o delegado, Amâncio se apresentou espontaneamente, não está coagindo testemunhas, nem destruindo provas, além de ter emprego fixo e endereço residencial conhecido.

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Davi Ricardo Amâncio Foto: divulgação

O delegado também considerou que só poderá mudar,  se for o caso, o qualificador de homicídio culposo, sem intenção de matar, para doloso, quando há a intenção, ao final do inquérito, que espera concluir em menos de um mês. “O dolo é intencional e a culpa é não intencional. Está se apurando se houve esta intenção, ou não. Nós vamos concluir. E no final é que se vai dizer, se foi culposo ou doloso”, disse Nunes.

O segurança Amâncio chegou à DH às 16h25 desta quarta-feira (20), na companhia de outro segurança, e tentou entrar por uma porta lateral, que estava fechada, e acabou correndo em volta do prédio, para fugir da imprensa, até conseguir entrar pela porta principal.

Pela manhã, dois funcionários do supermercado prestaram depoimento na DH. Os outros seguranças irão responder por omissão de socorro, mas eles também podem responder pelo crime de homicídio doloso se ao final das investigações o qualificador do crime mudar.

Munição que matou Marielle foi roubada da PF na Paraíba


O ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, confirmou que as munições utilizadas no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Pedro Gomes, na última quarta-feira (14), foram roubadas de um carregamento da Polícia Federal. Segundo o ministro, informações que chegaram a ele dão conta de que a munição foi subtraída da sede dos Correios na Paraíba “anos atrás”.

“A Polícia Federal já abriu mais de 50 inquéritos por conta dessa munição desviada. Então eu acredito que essas cápsulas encontradas na cena do crime foram efetivamente roubadas. Também tem a ver com a chacina de Osasco, já se sabe”, disse, referindo-se à morte de 17 pessoas pela Polícia Militar de São Paulo, ocorrida em 2015.

De acordo com Jungmann, o carregamento das balas foi dividido em três partes: uma parte ficou em Brasília, a segunda foi roubada dos Correios no estado nordestino e outra, segundo informações preliminares, teria sido desviada por um escrivão da Superintendência da PF no Rio de Janeiro.

O ministro disse que a corporação destacou “o melhor especialista em impressões digitais e DNA” para avaliar o material das cápsulas encontradas no local onde Marielle e o motorista do carro em que ela estava foram mortos.

Sem adiantar detalhes das investigações, ele informou que, além da colaboração da PF na identificação de quem manuseou as munições, o restante do inquérito sobre o crime está sendo conduzido pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Assassinato de PM: seis testemunhas já foram ouvidas


Equipes da Força-Tarefa da Secretaria da Segurança Pública que investiga morte de policiais já ouviram seis testemunhas que presenciaram a morte do soldado PM Jaílson César dos Santos Mendes, lotado na 53ª Companhia Independente da Polícia Militar (Mata de São João). As primeiras informações são de que dois homens, um deles aparentando ser ainda adolescente, entraram no coletivo na região do Iguatemi e anunciaram o assalto na Avenida Paralela.

“Segundo as testemunhas, no momento que o roubo foi iniciado o militar reagiu e acabou atingido por disparos de arma de fogo. Socorrido para o Hospital Roberto Santos, não resistiu. Chegamos no local do crime às 7 horas, pouco depois da ocorrência do fato, e obtivemos importantes detalhes que certamente nos ajudarão na elucidação do caso”, explicou o coordenador da Força-Tarefa, delegado Odair Carneiro.

Ele acrescentou que outras informações podem ser repassadas para a polícia, através do Disque-Denúncia da SSP (3235-0000).