Advogados de Dani Calabresa pedem que Ministério público investigue o caso


Outras duas mulheres foram até a Ouvidoria da Mulher denunciar Marcius Melhem por assédio sexual

André Lucas

As acusações de assédio só vieram a publico em dezembro do ano passado em uma reportagem do portal UOL afirmou que Marcius Melhem, ator e diretor da parte de humor da emissora Rede Globo de televisão, estava sendo acusado de assédio moral por  diversas atrizes Globais. 

As notícias de assédio sexual vieram depois , a revista  Piauí, em uma super reportagem assinada pelo jornalista João Batista Jr, ouviu 43 pessoas que estavam envolvidas no caso. Duas delas se dizem vítimas de assédio sexual, sete, de assédio moral; e três, dos dois tipos de assédio: moral e sexual. 

Um dos casos relatados por uma das moça que mais chamou a atenção, foi num bar no Rio de Janeiro em 2017 em uma festa de confraternização da equipe do zorra total. Nessa ocasião o ator e diretor teria tentado beijar a atriz Dani calabresa 2 vezes, uma no palco do karaokê, em quanto o elenco do zorra brincava o Marcius tentou agarrar a atriz, a segunda tentativa foi na porta do banheiro quando a atriz saía do banheiro, Melhem agarrou ela segurou seus braços e tentou beijar a boca dela, Dani fechou os lábios e virou o rosto, mas deu tempo do diretor de humor lamber a Buchecha dela e ainda botar a genital para fora das calças.  Dani diz que conseguiu sair de perto dele e foi para o salão do bar, onde se encontrou com os colegas de profissão e teve um crise de choro. Em uma entrevista a CNN a atriz disse:

“Escutei longamente as vítimas, eu escutei os seus relatos e o que eu posso dizer é que Marcius Melhem foi um chefe que instrumentalizou a sua posição hierárquica para coagir suas funcionárias, que tomou sim as atitudes de coração, de prejudicar a carreira delas, de se vingar quando era rejeitado, e de usar sua posição hierárquica pra assediá-las sexualmente. Ele chegou a ser violento em alguns episódios”

Os advogados de Dani Calabresa pedem que o ministério publico investigue o agora ex ator e diretor da Globo por crimes sexuais, e que a atriz seja indenizada após ser constrangida pelas conversas em mensagem e áudio vazadas pelo ex diretor do núcleo humorístico da Globo.      

Melhem reuniu e divulgou diversas mensagens e áudios de conversas entre 2017 e 2019,para mostrar a relação de amizade que existe entre eles. “Estou mostrando coisas que expõem a relação amistosa que temos. Não é expor uma suposta vítima. Estou mostrando que eu e a suposta vítima tínhamos uma relação no período que a revista diz que ela estava traumatizada comigo. É só para contrapor uma narrativa falsa” disse o ex ator e diretor.

Nesta terça feira dia 22 de dezembro, outras duas atrizes que se dizem vítimas de assédio foram prestar depoimento na ouvidoria das mulheres no conselho nacional do ministério público. Elas foram ouvidas pela promotora Gabriela Manssur sobre as denúncias de crimes sexuais feitas contra ele.  

Marcius Melhem teve a oportunidade de se defender, em entrevista na rede Record de televisão:

“Se isso tivesse mesmo acontecido, a festa teria acabado. Imagina, uma atriz que sai chorando e é amparada por colegas. Não existiu nada, a gente brincou no palco e até aí tudo bem. Se você olhar o grupo de atores no dia seguinte, todos estão apenas comemorando. Eu e Dani trocamos mensagens. Não teve nenhum constrangimento. O que aconteceu comigo e Dani Calabresa só falo na Justiça, porque não vou expor ninguém. Eu nunca agarrei a Dani. Essa narrativa não é nem fantasiosa, ela é falsa. Eu nunca imobilizei ninguém na vida, é essa descrição que está me causando problemas. Eu nem sei quantos braços eu tenho para agarrar, bater a cabeça de alguém na parede e abrir o zíper”.

Alesp abre comissão de ética contra o deputado Cury


O deputado anunciou hoje que contratou um especialista em gestão de risco para ajudar a prosseguir com o caso

O caso do Deputado estadual, Fernando Cury, que assediou a deputada Isa Penna do PSOL, na ultima quinta feira em sessão Pública na Alesp (Assembleia legislativa do estado de São Paulo), foi um dos principais assuntos da semana passada. 

A comissão de ética da Alesp abriu uma cessão extraordinária e alcançou o quórum que era preciso para iniciar apuração sobre o caso. Isa Penna em entrevista ao UOL falou sobre o processo de apuração e sobre querer a cassação do mandato do deputado Cury pela justiça.   

É muito importante a cassação, porque assediador e assediada não podem conviver juntos no mesmo espaço, E a notícia de que agora nós temos o quórum e as assinaturas necessárias para abrir o Conselho de Ética dia 7 de janeiro é fruto de um trabalho coletivo da deputada Mônica (Seixas), Érica (Malunguinho) e Carlos Giannazi”.

A deputada do PSOL ainda falou sobre o apoio que recebe dentro da Alesp de todos os partidos, também citou o presidente da Câmara dos deputados Cauê Macris e do governador do estado João Doria, ambos do PSDB, que não foram solidários com a vítima do crime ocorrido na quinta feira passada.

No decorrer da entrevista a deputada conta que não foi nem a primeira nem a trigésima vez que isso ocorreu com ela, não só na Alesp mas também na época como vereadora, ela já passou por diversos casos do tipo. Relembrou da vez que o parlamentar Camilo Cristófaro xingou a parlamentar de vagabunda e terrorista, antes disso ele assediou ela dentro do elevador, durante messes ele distribuiu indiretas e piadinhas de mal gosto, e ela que era assessora na época não podia falar somente ouvir os ataques preconceituosos. Isa ainda disse:  

“São homens que são herdeiros do poder no Brasil há séculos. São homens que não foram criados com limites na vida. É a minha única explicação. Para você ter uma ideia, na Câmara Municipal tiraram foto da minha bunda e ficaram circulando em grupo de homens. Já perguntaram o meu preço.”

Nessa segunda feira o caso teve um novo capítulo hoje, o deputado acusado Fernando Cury anunciou que contratou um especialista e gestão de crises para lidar com o caso e proteger sua imagem. O especialista é o diretor da empresa CDN desde abril de 2012, Milton Abrucio  Junior, que é certo e de crises segundo seu perfil no LinkedIn. 

O deputado estar afastado do seu partido, Solidariedade, até o fim do processo. O partido organizou uma comissão de ética para apurar o caso e tomar uma decisão sobre o futuro do deputado estadual no partido. A comissão da Alesp estar composta por Adalberto Freitas (PSL), Emidio de Souza (PT), Barros Munhoz (PSB), Wellington Moura (Republicanos), Delegado Olim (PP), Alex de Madureira (PSD),  Campos Machado (Avante) e a presidente, Maria Lúcia Amary (PSDB). O deputado Carlos Giannazi  cedeu sua vaga para a deputada Erica Malunguinho (PSOL). 

Fernando Cury foi proucurado pela imprensa para se explicar, mas não aceitou dar entrevista e se resumiu a emitir uma nota para esclarecer seu posicionamento.

“Também ressalto que não houve qualquer notificação de procedimento interno do Conselho de Ética, e por isso, tão logo seja formalmente comunicado, irei apresentar a versão dos fatos, exercendo assim meu direito de defesa…”