Eclipse solar total: como ver o fenômeno de 14 de dezembro no Brasil


Por 24 minutos, a lua nova vai passar sobre a face do Sol e cobri-lo completamente por pouco mais de dois minutos, mas visual deve variar de acordo com local de observação

Julia Vitória

Dia 14 de dezembro será um dia especial para quem é fã de astronomia, por vinte e quatro minutos a lua passará na frente do sol, esse fenômeno é chamado de eclipse solar. O evento poderá ser visto em vários países da América do Sul, inclusive o Brasil, contudo o  será mais visível no Chile e na Argentina. A astrônoma Tania Sales Marques explica que a lua vai passar pelo sol por vinte e quatro minutos e cobrirá ele completamente por dois minutos.

O chamado caminho da Lua faz com que o dia se transforme em noite por alguns minutos. Roberto Costa professor de astronomia do IAG e da USP, explica que o fenômeno só poderá ser visto parcialmente no Brasil. No rio Grande do Sul poderá ser visto o disco do sol encoberto pela lua cerca de sessenta por cento, no Paraná um pouco menos e São paulo e Rio de Janeiro somente quarenta por cento. o Segundo o professor o eclipse começará no final da manhã e terminará aproximadamente quatro horas da tarde. 

Mas para quem quiser ir ver esse evento o cuidado com os olhos deve rigoroso e com a pandemia o distanciamento é crucial.

Mas afinal o que é um eclipse solar total? É quando o sol e a lua se alinham de forma total de uma maneira que a luz do sol não chegue ao planeta.  lua muito menor que o sol cerca de 400 vezes, contudo ela parece maior porque está perto de nós e ela pode cobrir o disco do sol. quando isso ocorre no meio dia por exemplo causa uma grande escuridão por alguns minutos.

A ponta da América do sul ficará na escuridão completa por volta de meio dia, isso por causa do eclipse, a nasa transmitirá ao vivo o eclipse na América do Sul a partir das onze horas e quarenta minutos do dia 14 de dezembro.  Além do Brasil o fenômeno poderá ser visto parcialmente também no Peru, Bolívia, Uruguai e paraguai. Mas a visualização do eclipse será diferente dependendo do lugar onde a pessoa estiver isso por causa do horário exato do escurecimento do sol.

No Chile um dos locais onde o eclipse será total as áreas onde poderá ser melhor visualizado será na Araucanía Los Ríos e Biobío. Já na Argentina o fenômeno poderá ser visto no norte da Patagônia, a nasa agência espacial americana fala que o eclipse poderá ser observado também em algumas áreas dos oceanos Atlânticos e Pacifico sul além da Antártida, Sales afirma que pode acontecer de ter cinco eclipses solares em um ano, contudo o total só acontece a cada 18 meses.

Os próximos eclipses totais serão variados entre 2021 e 2027. Para acompanhar este fenômeno em segurança, é necessário utilizar óculos de sol ou  visores manuais especiais, sendo importante que estes filtrem 99%das luzes solar. Telescópios, celulares e binóculos também podem ser usados mas com a devida proteção. Devido ao coronavírus os deslocamentos territoriais são limitados.  

Menor planeta vagando sem uma estrela é descoberto


E não é que mais um planeta foi descoberto? Liderada por astrônomos poloneses, uma equipe internacional de cientistas anunciou o encontro do menor planeta flutuante (como tamanho próximo ao da Terra) localizado até hoje.

Ele foi encontrado na Via Láctea e trata-se de um planeta errante, ou seja, desvinculado gravitacionalmente de qualquer estrela. Um artigo sobre o tema foi publicado na revista científica “Astrophysical Journal Letters” na última quinta-feira (29).

Batizado de OGLE-2016-BLG-1928, o orbe foi identificado por pesquisadores da equipe OGLE, do Observatório Astronômico da Universidade de Varsóvia, Polônia. Observações adicionais coletadas pela Rede de Telescópios de Microlentes da Coreia (KMTNet) também foram necessárias para a identificação.

Planetas que não se encontram no Sistema Solar raramente podem ser observados diretamente. Normalmente, os astrônomos os encontram utilizando observações da luz da estrela hospedeira. Quando um deles  cruza na frente de sua estrela-mãe, bloqueia o brilho observado, o que ocorre de forma periódica.

Planeta OGLE-2016-BLG-1928. Foto: divulgação
Planeta OGLE-2016-BLG-1928. Foto: divulgação

Como os planetas errantes praticamente não emitem radiação e não orbitam nenhuma estrela, eles não podem ser descobertos usando métodos tradicionais de detecção astrofísica. Mas podem ser localizados com o uso de um fenômeno astronômico chamado microlente gravitacional.

A microlente é um resultado da teoria da relatividade de Einstein. Um objeto massivo, a lente, pode dobrar a luz de um objeto de fundo brilhante, a fonte. A gravidade da lente atua como uma enorme lente de aumento que dobra e amplia a luz de estrelas distantes.

“Se um objeto massivo (uma estrela ou planeta) passa entre um observador baseado na Terra e uma estrela-fonte distante, sua gravidade pode desviar e focar a luz da fonte. O observador medirá um breve brilho da estrela-fonte”, explica Przemek Mroz, pesquisador de pós-doutorado no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e principal autor do estudo.

Utilizando esse método, os astrônomos do OGLE forneceram a primeira evidência de uma grande população de planetas errantes na Via Láctea há alguns anos. Mas o planeta recém-detectado é o menor já encontrado.

“Nossa descoberta demonstra que planetas flutuantes de baixa massa podem ser detectados e caracterizados usando telescópios terrestres”, afirmou Andrzej Udalski, líder do projeto OGLE.

Os astrônomos suspeitam que os planetas errantes na verdade se formaram em discos protoplanetários ao redor das estrelas, como planetas “comuns”, e foram ejetados de seus sistemas planetários originais após interações gravitacionais com outros corpos, como, por exemplo, outros planetas do mesmo sistema.

As teorias da formação de planetas preveem que os planetas errantes devem ser tipicamente menores que a Terra. Dessa forma, estudar esses planetas permite compreender melhor o passado de sistemas planetários jovens, como o nosso Sistema Solar.