Casa das Artes recebe programação voltada ao universo cênico


De 10 a 13 de maio a Secult e a Fundação Cultural do Pará (FCP), através de suas gerências de artes cênicas e Coordenadoria de Linguagem Corporal, promovem a primeira de uma série de atividades de aprimoramento acerca do pensamento e de práticas teatrais contemporâneas. O inicio da programação será com uma Oficina de Crítica Teatral, com Kil Abreu, seguida de um bate-papo com representantes da cena local e mediação do convidado.

Com extenso currículo, Kil Abreu foi coordenador pedagógico da Escola Livre de Teatro de Santo André, dirigiu o Departamento de Teatros da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, foi crítico de teatro do jornal Folha de S. Paulo e da revista Bravo!. Foi jurado do prêmio Shell de teatro por oito anos e curador dos Festivais de Teatro de Curitiba, Recife, Fortaleza e Festival internacional de Teatro de São José do Rio Preto.

A oficina ocorrerá na Casa das Artes da FCP, de 10 a 13 de maio, iniciando pelo exercício de assistir, no dia 10 (terça-feira), às 20h, ao espetáculo “Jantar Zumbi”, no Teatro Margarida Schivasappa. “Esse será o ponto de partida da oficina por oferecer material em comum sobre o qual os participantes possam trabalhar sua escrita na oficina”, explica o diretor de Artes Cênicas da Secult, Nando Lima.

Em três encontros posteriores, a oficina abordará um breve histórico da crítica de teatro no Brasil, fará introdução aos métodos de análise, modos e impasses da crítica teatral contemporânea e exercícios de escrita. O instrutor, que tem artigos e ensaios publicados em diversos jornais e revistas especializadas no Brasil e no exterior, sendo crítico do site “Teatrojornal”, especializado em teatro, ainda deve compartilhar muito de sua experiência com os participantes.

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Bob Sousa Foto: divulgação

Circulo de Debate – Cidade

A programação também estreia na Casa das Artes o “Círculo de Debate em Artes da Cena – CIDADE”, que ocorre dia 11 de maio, às 19h, com acesso livre e gratuito. Nele, haverá uma conversa com Kil Abreu, atuando como mediador, e artistas de três linguagens diferentes das artes cênicas, entre eles, Mayrla Andrade, da Cia de Dança Ribalta, e o performer Pedro Olaia.

A criação do Circulo de Debates, proposta da Coordenadoria de Linguagem Corporal da FCP, nasceu da necessidade de proporcionar aos artistas um espaço de discussão sobre a prática cênica, de modo que os debates levados possam acrescentar outras perspectivas. “É uma oportunidade de questionar a respeito do fazer cênico em nossa cidade, contribuindo de forma ímpar, na construção da cena na contemporaneidade”, destaca a técnica em gestão cultural/teatro da FCP, Keila Sodrack.

A intenção da instituição é manter uma programação periódica do “Cidade”, com pelo menos mais três encontros neste semestre. “Kil é um dos grandes nomes críticos da cena atual, perito em fazer análises dessa dramaturgia da contemporaneidade. Além disso, já esteve em vários eventos em Belém, então consegue traçar uma visão interessante, tem amplo arcabouço teórico e prático para debater com os artistas”, considera Keila.

Serviço: Oficina de Crítica Teatral, com Kil Abreu. Pré-inscrições abertas até 09/05 através dos e-mails: [email protected] [email protected]. É necessário uma carta de intenção e um breve currículo dos interessados, os selecionados para a oficina receberão comunicado de confirmação através do e-mail. Toda a programação é gratuita.

Paula Giordano chega à Galeria Theodoro Braga com “Entre Luz e Escuridão”


“Entre Luz e Escuridão – Fotografias de Paula Giordano” trata-se de uma exposição de 16 fotografias ‘fineart’ – o termo refere-se à fotografia feita puramente por impulso artístico e estético em oposição à fotografia feita com objetivo documental ou publicitário. O conjunto de imagens leva o espectador a mergulhar na temática da religião, mais precisamente dos cultos de umbanda e candomblé.

O projeto foi um dos selecionados pelo edital “Pauta Livre 2015” do Programa de Incentivo à Arte – Seiva, da Fundação Cultural do Pará (FCP). A exposição inaugura dia 04 de maio, às 19h, na Galeria Theodoro Braga, e seguirá aberta para visitação gratuita até o dia 30 de maio, de segunda a sábado, das 09h às 19h, incluindo agendamento para visitas escolares.

“As imagens apresentadas trazem de forma poética – e quase etérea – a atmosfera que envolve esses ritos religiosos, o homem na sua relação com a fé, o divino, com seus signos e representações marcantes, porém de uma maneira subjetiva, misteriosa, insinuativa, que desperta o olhar, interroga”, assinala Paula Giordano.

O desejo de estudar o tema, ela conta, emergiu em 2013, quando teve contato com o trabalho de José Medeiros e Pierre Verger – fotógrafo e etnólogo autodidata que após alguns anos assumiu o nome religioso Fatumbi, passando a assinar Pierre Fatumbi Verger. “Foram suas fotografias que me marcaram enormemente e fizeram despertar esse desejo, esse caminho, essa busca. Meu trabalho prossegue, contudo, trago neste momento ao público, imagens marcadas pela transcendência dos rituais”, diz ela.

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Foto: divulgação

“Vale ressaltar também, a admiração e o respeito que tenho pelo trabalho do fotógrafo Guy Veloso, tendo me influenciado com sua generosidade a seguir na fotografia, adotando-a como forma de expressão artística, pessoal e de sensibilidade”, completa. Está será a segunda exposição individual de Paula Giordano. Sua estreia foi 2013, quando selecionada para a 22ª Mostra de Artes Primeiros Passos CCBEU, com a fotografia “Sem Farinha Não Há Trabalho”. E em 2014 teve sua primeira individual, “Casa de Farinha”, também selecionadas no edital da Galeria Theodoro Braga.

De acordo com Eliane Moura e Renato Torres, da Fundação Cultural do Pará e que assinam o texto curatorial da mostra, com este novo trabalho, Paula Giordano “aprofunda sua pesquisa na imagem fotográfica, construindo imagens que nos revelam significativos fragmentos de um ritual afro-religioso popular de mais de 40 anos: o Festival de Iemanjá da Praia Grande, na ilha de Outeiro, e da Praia do Cruzeiro, no distrito de Icoaraci, no Pará”.

A artista sempre teve como enfoque do seu trabalho: o homem e suas diversas formas de expressão. “Fotografia precisa ter emoção”, define. Além disso, sempre manteve relação com diversas formas de arte como pintura, dança e teatro; contudo, é no estudo da fotografia e no desenvolvimento de suas habilidades nesse universo, há cerca de cinco anos, que vem encontrando espaço para seu amadurecimento artístico, pessoal, e a expressão de sua sensibilidade.

Ela também sofre certa influência da temática social e cultural das obras de Portinari e Di Cavalcanti, do retratar a emoção. E ainda, o cotidiano, a espontaneidade presentes na fotografia de Henri Cartier Bresson. Ela própria declara que procura não se prender a regras ou estéticas simplesmente, busca desafios a cada novo trabalho, o que lhe faz produzir trabalhos diversificados. Investe seu olhar qualificado na procura incansável pelo que há de sentimento na imagem.

Exposição “Entre Luz e Escuridão – Fotografias de Paula Giordano”

Abertura: Dia 04 de maio (quarta), às 19h;

Visitas: Até 30/05, de segunda a sábado, das 9h às 19h;

Onde: Galeria Theodoro Braga, subsolo do Centur, Gentil Bittencourt, 650 – Nazaré.

Informações: (91) 3202-4313

Entrada franca

Belém: Sarau a Três faz apresentação em homenagem aos nomes do choro brasileiro


O grupo Sarau a Três fará uma apresentação no dia 4, às 19h, no Teatro Margarida Schivasappa. O grupo traz o espetáculo “Clarinete, Cavaquinho e Bandolim em Solo Paraense”, trazendo convidados da terra como Tiago Amaral e Adamor do Bandolim e homenageando compositores brasileiros, como o paulista Paulo Moura e o carioca Jacob do Bandolim.

O grupo é formado por Igor Sampaio, Fred William e Juliana Silva. Ela conta que a formação atual do grupo nasceu do mero acaso. “Nós já nos conhecíamos, recebemos um convite para tocar no Sesc pelos 400 anos da cidade, nos reunimos e ensaiamos. Aquela foi nossa primeira apresentação nesta formação”.

Juliana promete um show focado no choro, onde serão homenageados 12 compositores brasileiros, quatro especializados em cada instrumento trazido pelo grupo. Mas mantêm segredo sobre a grande maioria. “É surpresa”, brincou.

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Ela fala com paixão das influências do grupo: “Nós nos espelhamos no material daqui da terra, como o Sapecando no Choro, que é um grupo que já finalizou suas atividades, e o grupo mais antigo de choro daqui de Belém, que é o Gente de Choro, onde, inclusive, o Adamor do Bandolim atua. Jorge Cardoso, Rogério Caetano em um âmbito nacional, além de, claro, bebermos da fonte, influenciados pelo Chico Buarque, Caetano Veloso… Dá pra dizer que nosso grupo transita entre o velho e o novo”. E acrescenta: “O que me encanta no choro é o fato de ter sido uma das primeiras formas de expressão da música urbana. É bem espontâneo e fluido, e é um estilo único, encantador”.

Juliana traz o cavaquinho de quatro cordas e o pandeiro. Ela participou da oficina de cavaquinho do Curro Velho, também é integrante da orquestra Choro do Pará, e já passou por outros grupos, como o Só Nata em 2012 e o Chove Choro em 2013. Igor Sampaio, que toca o cavaquinho de cinco cordas, é formado pelo Sesc e integrante dos grupos Engole o Choro (2013), Quinteto Caxangá (2015). Já Fred William, na flauta transversal, passou por conservatórios e integra, além do Sarau a Três, duas orquestras: a Orquestra Sinfônica Altino Pimenta e a Orquestra Choro do Pará.

O show foi um dos selecionados pelo edital Pauta Livre da Fundação Cultural do Pará dentro do programa Seiva, que seleciona artistas da terra a fim de ceder espaços da Fundação para a divulgação de seus trabalhos.

Serviço: Os ingressos estão sendo vendidos antecipadamente a R$10 e podem ser obtidos pelo telefone (91) 983349624 ou entrando em contato com a banda pela página no Facebook/Sarauatres. Também serão vendidos na hora do evento a R$15. A apresentação será no dia 04/05, às 19h.

Belém: “Histórias de Morar e Demolições” no Cine Alexandrino


Na próxima segunda-feira, dia 25, às 19h, o Cine Alexandrino Moreira da Casa das Artes exibe o documentário “Histórias de Morar e Demolições”, do diretor André Fratti Costa, com entrada franca. O filme foi contemplado com o prêmio Rumos Itaú Cultural Cinema e Vídeo 2006/2007 e integrou a seleção oficial dos principais festivais e mostras de cinema no Brasil e no exterior, como o DocBrasil em Pequim, de 2010.

“Histórias de Morar e Demolições” mostra quatro famílias que estão vendendo suas casas para incorporadores imobiliários devido à reorganização urbana da cidade de São Paulo. Os imóveis logo serão demolidos para a criação de prédios e condomínios.

Os moradores, para guardar as memórias de todos os anos vividos no lar, começam a produzir vídeos de objetos e cômodos das suas casas, através de vídeos caseiros e com um contrato de uma pequena empresa de vídeo que espalha flyers e cartazes pela cidade com a ideia de realizar os registros a essas pessoas.

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As imagens mostradas ao longo do documentário são acompanhadas das pessoas narrando suas histórias de acordo com cada parte da casa ou objeto enquadrado no filme, captando um ambiente de nostalgia. Em uma das cenas são mostradas filmagens de sombras de janelas projetadas na parede do interior de uma casa com um morador dizendo:

“Pra mim, a grande memória é a luz. A luz entrando na casa por várias janelas. Se eu vou guardar alguma coisa, é a incidência da luz em determinados lugares, determinados horários do dia, em determinadas estações do ano. Isso pra mim é muito forte”.

Serviço: Cineclube Alexandrino Moreira exibe “Histórias de morar e Demolições”, dia 25 (segunda-feira), às 19h, na Casa das Artes (Praça Justo Chermont, 236, Nazaré). Entrada franca. Informações: (91) 4006-2900/4006-2924.

Belém: o projeto Roda Palavra recebe Rosangela Darwich


A Casa das Artes da Fundação Cultural do Pará realiza dia 27 (quarta-feira), das 19h às 21h, mais uma edição do projeto “Roda Palavra”, com entrada franca. A convidada será a escritora e doutora em psicologia Rosângela Darwich, autora de “Quando Fernando VII Usava Paletó” e “Levasse as Coisas na Flauta”. O bate-papo literário será mediado pelo escritor e produtor cultural Vasco Cavalcante.DSC_0022

Segundo o mediador, o projeto “Roda Palavra” é uma grande oportunidade para o público ter um contato direto com os autores. “O autor literário é distanciado do público. Às vezes o leitor se pergunta: ‘O que será que ele (o autor) quer dizer com isso? ’. Então esse contato direto de autor e público possibilita um entendimento maior sobre a obra e o perfil daquele escritor”.

O projeto Roda Palavra é destinado a todos aqueles que possuem apreço pela literatura, poetas iniciantes ou profissionais, estudantes, professores, pesquisadores e curiosos.  No evento, são expostos os poemas do escritor convidado e o público participa de uma análise junto com ele em torno da construção poética de cada obra.

Rosângela Darwich deve apresentar ainda poemas de seu novo livro, “Há Horas”. A obra chega para preencher um intervalo de 28 anos após seu último livro, como ela própria comenta: “Lancei dois livros há muito tempo atrás. O primeiro é de 1982, ‘Quando Fernando Sétimo Usava Paletó’, com poemas que escrevi aos 19 anos. O segundo, ‘Levasse as Coisas na Flauta’, foi lançado em 1988, em uma época em que eu morava na Alemanha, e reúne alguns poemas que escrevi entre 1982 e 1985”.

A escritora ressaltou ainda a importância do projeto “Roda Palavra”, dizendo que este tem uma característica muito interessante, que é ser uma conversa aberta. “Considero que todo espaço que se abre para a arte seja uma vantagem, um ganho para todos. Fico feliz por sermos agraciados pelo projeto e por poder fazer parte dele. Agradeço pela confiança depositada no meu trabalho e espero proporcionar a todos uma troca interessante com a poesia que mora em cada um de nós”.

Participe:

Projeto Roda Palavra – com Rosângela Darwich

Quando: Dia 27 (quarta), às 19h;

Onde: Auditório da Casa das Artes (Praça Justo Chermont, 236, ao lado da Basílica de Nazaré);

Quanto: Gratuito;

Informações: (91) 4006-2929/3202-4391.

Entrevista no Documentário é destaque na Casa das Artes


No mês de abril, encerrando o “Modulo I – Documentário Contemporâneo”, o Núcleo de Produção Digital do Pará (NPD) oferece a oficina“A Entrevista no Cinema Documentário: Olhar, Técnica e Circunstâncias”.  Ministrada por Felipe Cortez, jornalista e produtor audiovisual, e por André Mardock, repórter cinematográfico; ambos profissionais da TV Cultura do Pará, a oficina aborda aspectos práticos e teóricos de um dos principais recursos do cinema documentário: a entrevista.

A oficina ocorre ao longo desta semana – dias 4, 6, 8 e 11 de abril, das 9h às 12h e das 14h às 18h –, na Casa das Artes da Fundação Cultural do Pará. Por meia dela serão abordados os três pilares fundamentais para a entrevista em documentários: a técnica, como a relação e os procedimentos mais objetivos do documentário; o olhar, como a questão subjetiva, que é a sensibilidade, a experiência pessoal, a vivencia; e a circunstância, como condição de tempo, lugar ou modo que acompanha um fato.

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A entrevista no cinema documentário

 

A oficina possui um caráter mais prático do que teórico, buscando resgatar experiências do fazer profissional dos instrutores. “Foi um excelente convite do Felipe Pamplona (coordenador do NPD-Pará). Acho que ele está dando a oportunidade da gente dividir, trocar com as pessoas o que temos na nossa rotina, enquanto trabalhadores da comunicação”, afirma André Mardock. Os instrutores propõem ainda levar os alunos para conhecer um pouco da realidade de produção da TV Cultura.

“Não vai ser só a gente ensinando, vai ser a gente tentando trocar com eles, tentando buscar a experiência prévia deles com o audiovisual”, comenta Felipe Cortez. O objetivo é chegar a produto audiovisual que reúna tudo o que foi aprendido ao longo da oficina. Além disso, “esse tipo de oficina é tanto para sensibilizar, falar sobre técnica, mas para falar sobre linguagem, mostrar o documentário como um dos campos mais férteis da experimentação que existem no audiovisual”, destaca Felipe Pamplona.

Oficina “A Entrevista no Cinema Documentário

Quando: Dias 4, 6, 8 e 11 de abril, das 9h às 12h e das 14h às 18h;

Onde: Casa das Artes (ao lado da Basílica de Nazaré).

Inscrições: Encerradas.

Informações: (91) 4006-2924/4006-2904

Ópera na Tela apresenta “Alceste” em versão francesa


A programação de março do projeto Ópera na Tela, do Cine Lìbero Luxardo, irá exibir duas peças. Amanhã, 15, o público assiste “Alceste”, ópera em três atos dirigida por Krzysztof Warlikowski, com regência de Ivor Bolton, incluindo a participação da Orquestra e Coro do Teatro Real de Madrid. Na próxima terça-feira, 22, será a vez do clássico “O Barbeiro de Sevilha”. Ambas as exibições ocorrem às 19h, com ingressos a R$ 10 e meia-entrada para estudantes.

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Alceste                          Foto: divulgação

Em “Alaceste”, o Rei da Tessália, Admeto, está à beira da morte. Porém, seu Sumo Sacerdote revela que ele será poupado, caso alguém morra em seu lugar. Sua esposa se oferece em sacrifício, mas ao se recuperar, Admeto não quer viver sem ela. Promessa feita, a esposa, Alceste, morre. Nas palavras do maestro Ricardo Prado, uma história fascinante e próxima de uma personagem bem real:

“Uma rainha loira, elegante, contida. Uma entrevista para a televisão, dividida entre o desejo do alívio da confissão e o dever do recato protocolar. O assédio de funcionários e clérigos, o institucional sobre o emocional, a eminência da tragédia. Não há relação direta entre as histórias de Alceste e Lady Di. Mas há as circunstâncias: mulheres apaixonadas e mães zelosas diante de reis e príncipes que podem fraquejar diante de suas escatologias”, afirma.

A verdade é que quando Christoph Willibald Gluck (1714-1787) a compôs, ambicionava reformar a Ópera, queria fazer ela voltar a ser teatro sofisticado, grande arte, e entendia que a música deveria estar a serviço do texto poético. Para isso, reduziu o contraste entre árias e recitativos, criando um fluxo dramático pela continuidade musical; como no teatro grego, transformou o coro em mais um protagonista, em sua obra, representando o povo da Tessália – sempre presente.

De forma genial, o autor deu à orquestra uma expressividade que permite, desde a abertura, sensibilizar a plateia para as emoções que virão. “Esta obra mostra, com a transmissão de óperas nos cinemas, como a linguagem cinematográfica passa a influir – feliz e decisivamente – na linguagem das óperas. Além da música, do texto e dos elementos cênicos, somos tocados, a todo momento, quase que em ‘sustos’, por detalhes expressivos, olhares, trocas de olhares – sutilezas que a ópera, na distância dos palcos, não permitia”, declara o maestro.

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Assista

Ópera na Tela apresenta:

“Alceste”| Amanhã, 15, às 19h

“O Barbeiro de Sevilha| Dia 22, às 19h

Onde: Cine Líbero Luxardo (Térreo do Centur)

Quanto: R$ 10 (R$5, meia)

Belém: Cineclube Alexandrino terá “O Importante é Amar”


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Fotos: divulgação

 

Sem programa para próxima segunda-feira? Temos uma ótima sugestão! No dia 7, a partir das 19h, o Cineclube Alexandrino Moreira apresenta o clássico “O Importante é   Amar”, do diretor Andrzej Zulawski. O longa-metragem conta a história de Nadine Chevalier uma talentosa   atriz com a carreira em decadência, que só consegue papéis em filmes de baixo orçamento e vive um triângulo amoroso com seu marido Jacques e o fotógrafo Servais Mont.

“O Importante é Amar” foi o primeiro filme francês de Zulawski e marcou o seu encontro com a atriz Romy Schneider, que estava no auge de sua carreira. Com uma atuação brilhantee totalmente entregue ao   papel de uma atriz decadente e deprimida, sua performance é fascinante e a fez merecer o Prêmio César, em 1976, de Melhor Atriz.

É um filme dentro de outro e demonstra uma faceta conhecida do amor: a dor. O diretor conduz com elegância e eficiência a conturbada história desse dramático triângulo amoroso.

Sinopse – Uma linda e talentosa atriz está em decadência. Um fotógrafo de cena, impressionado com a     sua beleza triste, apaixona-se à primeira vista e fará de tudo para dar a ela a grande chance de sua carreira.

Serviço: Cineclube Alexandrino Moreira exibe “O Importante é Amar”, segunda-feira, 7, às 19h, na Casa das Artes (Praça Justo Chermont, 236, Nazaré). Entrada franca.

Informações: (91) 4006-2924/2904.

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