Qual o destino da sua próxima viagem?


Isabelle Carvalho

Qual é a sua viagem dos sonhos? Muitos podem ter respondido a essa pergunta com algum destino internacional. Sem dúvida, o mundo abriga lugares incríveis, com povos riquíssimos culturalmente e paisagens deslumbrantes. No entanto, é possível encontrar isso aqui mesmo no Brasil, lar de uma imensa biodiversidade, isso sem falar na cultura tão heterogênea. 

Quando falamos em viajar pelo Brasil, os locais mais comuns podem incluir a Bahia, Fernando de Noronha, Curitiba e Rio de Janeiro. Mas existem outras rotas que prometem passeios inesquecíveis. Confira algumas sugestões para as próximas férias:

Floresta Amazônica

A Amazônia pode não ser a primeira ideia de viagem devido a suas paisagens exóticas, ambientes mais rústicos e atividades mais aventureiras. No entanto, a escolha é certeira. Este destino te deixará boquiaberto diante de tantas maravilhas e uma natureza estonteante. Trata-se da maior floresta do mundo somada a uma riqueza sem igual de culturas. Você pode reservar alguns dias para conhecer as capitais Manaus e Belém, mas a recomendação aqui é uma imersão na floresta. 

Todavia, nesse tipo de experiência, a selva e o visitante coexistem sem que seus limites sejam desrespeitados e, ao mesmo tempo, é possível mergulhar profundamente no ambiente. Existem alguns hotéis tradicionais que irão proporcionar conforto e proximidade com o mundo natural como, por exemplo, o Anavilhas Eco Lodge, o Amazon Ecopark Jungle Lodge ou o Juma Amazon Lodge. 

O Amazen Viva oferece uma “vivência amazônica” com a máxima “ouviu o chamado da floresta? Conexão ecológica. Imersão ribeirinha”. Visitas a aldeias indígenas, a praias de água doce, momentos meditativos, banhos de ervas, noites de dança, contemplação da natureza são algumas das atividades ofertadas pelo estabelecimento. Com certeza, seus visitantes sairão transformados.  

Álter do Chão

Nossa segunda recomendação, no Pará, foi eleita pelo jornal The Guardian como um dos mais belos destinos entre as praias brasileiras, na frente até de Fernando de Noronha. Suas praias constituem paisagens de belezas naturais de tirar o fôlego e tudo cercado pelo verde amazônico. Além disso, também é possível se banhar em águas doces nos rios paraenses Tapajós e Arapiuns. A melhor época para conhecer Álter do Chão é o chamado verão amazônico, de agosto a dezembro. 

Os dias em Álter do Chão são ocupados com passeios a praias, rios, lagoas e florestas, comunidades ribeirinhas. A Ilha do Amor, por exemplo, é um dos principais destinos dos turistas. É uma praia com bastante infraestrutura para quem busca uma experiência mais “confortável”, como quiosques, serviços e aluguel de caiaques. Outro programa interessante é assistir ao pôr do sol na Ponta do Cururu ou na Ponta do Muretá. Algumas opções de hospedagem são a Vila de Alter, Villa Arumã Pousada, Beloalter Hotel e, para um bom custo benefício, Pousada Coração Verde. 

Aurora do Tocantins

Por último, nossa terceira e última recomendação está no estado do Tocantins. Trata-se de uma cidadezinha com pouco mais de 3 mil habitantes com atmosfera bucólica. Lá encontramos o Rio Azuis com águas extremamente azuis cristalinas e é um pequeno oásis. O destino também abriga outras opções de passeios, como cavernas, cachoeiras e até dunas. A região encontra-se bem próxima da Chapada dos Veadeiros, um lugar também incrível. O ideal é combinar as duas viagens. Algumas sugestões de hospedagem são o Hotel Japão, a Pousada Carnaúba e o Serra Verde Hotel. 

E aí? Gostou das nossas sugestões? Já visitou algum destes lugares? Se já, qual deles é o seu preferido?

Isabelle Carvalho é carioca, tem 27 anos, sendo graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é graduada em Cinema. Além de possuir especialização em Jornalismo Cultural, é apaixonada por cultura, cinema, ciência e atualidades.

Acordo garante reparação integral para tragédia de Mariana


O acordo assinado com a mineradora Samarco, suas acionistas e o Poder Público para a recuperação da Bacia do Rio Doce envolve a reparação “integral” dos danos sociais, econômicos e ambientais pela tragédia em Mariana (MG), segundo o Ministério do Meio Ambiente.

A negociação foi fechada na tarde desta quarta-feira (2) com o objetivo de reparar os danos do rompimento, em novembro de 2015, de uma barragem da mineradora no município de Mariana (MG), que causou o maior desastre ambiental da história do país.

As principais ações reparatórias envolvem a recuperação da biodiversidade, o manejo e a dragagem dos rejeitos, o tratamento dos rios e a consolidação de unidades de conservação, por meio da criação de uma Área de Proteção Ambiental da Foz do Rio Doce. De acordo com a pasta, dentre os 18 programas socioambientais, nove serão reparatórios e nove compensatórios.

Equipe de resgate em área tomada pela lama de barragens da Samarco que romperam. 08/11/2015 REUTERS/Ricardo Moraes
Equipe de resgate em área tomada pela lama de barragens da Samarco que romperam.   Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

 

Durante 15 anos, uma fundação privada vai gerir cerca de R$ 20 bilhões de recursos para as reparações e investir mais R$ 4,1 bilhões em ações compensatórias. A partir de hoje, começa a contar o prazo inicial de três anos, até 2018, para depósito dos primeiros R$ 4,4 bilhões que serão utilizados em 38 programas socioeconômicos e socioambientais.

Os 39 municípios e localidades afetadas receberão R$ 500 milhões para reabilitar ações de coleta e tratamento de esgoto, erradicar lixões e implantar aterros sanitários. Na reparação ambiental, está prevista a recuperação de 5 mil nascentes, sendo 500 por ano, pelo período de uma década.

Quanto às áreas diretamente afetadas, haverá a recuperação de 2 mil hectares, envolvendo a regularização de margens de rios, o reflorestamento, a recuperação da biodiversidade e o controle de processos erosivos.

Ao todo, serão recuperados 47 mil hectares, sendo no mínimo 40 mil hectares de áreas de proteção permanente degradadas na bacia do Rio Doce. O projeto prevê que, caso o valor desse programa custe menos de R$ 1,1 bilhão, poderão ser solicitados outras ações de “reflorestamento e/ou regeneração”.

Fonte: Agência Brasil