Militares aliados a Bolsonaro elaboram projeto que prevê mudanças radicais em setores do governo


O projeto é coordenado pelo general Luiz Eduardo Rocha Paiva, ex-presidente do grupo Terrorismo Nunca Mais e por um grupo de militares reformados e da reserva.

Por William Gama

Representantes dos Institutos Villas Bôas, Sagres e Federalista, apresentaram o “Projeto de Nação, O Brasil em 2035”. A proposta está sendo coordenada pelo general Luiz Eduardo Rocha Paiva, ex-presidente do grupo Terrorismo Nunca Mais (Ternuma) e por um grupo de militares reformados e da reserva.

Neste evento de apresentação, participaram o vice-presidente Hamilton Mourão e demais membros da cúpula do governo e de representantes. A proposta do documento possui 93 páginas, nas quais são traçadas detalhadamente o plano de domínio e implementação do bolsonarismo no país até 2035. 

O documento prevê 37 temas estratégicos, que abordam sobre geopolítica, governo nacional, defesa, ciência, desenvolvimento, educação, tecnologia, saúde, segurança e demais pastas de interesses do governo.

Firmar o bolsonarismo no poder

Segundo Paiva, o estudo deste documento não tem vínculos partidários, por este motivo, podem serem implementados pelos próximos governantes. Com a aprovação deste projeto, o governo atual pretende firmar a permanência do bolsonarismo no poder, cujo objetivo é tentar fazer com que sejam executadas durante esses 13 anos que faltam, com novas ações do governo, caso o presidente Bolsonaro seja reeleito. 

Segundo os militares, o Brasil está sendo ameaçado pelo globalismo. E para manter o controle, é necessário que o país promova ações de controle nas relações internacionais, principalmente no que se refere a população. Neste aspecto, envolvem as intervenções e imposições do governo em regime autoritário e militar camuflados socialmente.

Desta forma, irá garantir e manter a ordem e a doutrinação do aparelhamento do estado democrático de direito. O documento afirma “O globalismo tem outra face, mais sofisticada, que pode ser caracterizada como o ativismo judicial político-partidário, onde parcela do Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública atuam sob um prisma exclusivamente ideológico, reinterpretando e agredindo o arcabouço legal vigente, a começar pela Constituição”, é frisado pelo documento. 

Outro ponto importante mencionado pelo projeto, é sobre a “doutrinação dos alunos nas escolas e universidades por parte dos professores”. Os militares demonstram querer limitar a interação e o debate acadêmico, tão inerente e essencial ao processo de ensino e aprendizagem educandos. Segundo eles, as salas de aulas são idealizadas por educadores esquerdistas.

Combate as “ideologias”

“Há tempos uma parcela de nossas crianças e adolescentes sofria com a ideologização do sistema educacional, com a doutrinação facciosa efetuada por professores militantes de correntes ideológicas utópicas e radicais”, mencionado no texto.

Para os representantes das forças armadas, a esquerda está doutrinando os discentes para que estes não se submetam aos governantes que não corroborem com suas linhas de filosofia e de pensamento. 

Um dos pontos polêmicos citados no “Projeto de Nação 2035”, é relacionado a gratuidade de serviços essenciais para a população, como os da saúde e educação. De forma contraditória, o projeto especula e defende que a classe média custei seus próprios gastos no atendimento através do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 2025. “Além disso, a partir de 2025, o Poder Público passa a cobrar indenizações pelos serviços prestados, exclusivamente das pessoas cuja renda familiar fosse maior do que três salários-mínimos”, é afirmado no documento.

Em relação a educação, o plano prevê que sejam cobradas mensalidades das universidades públicas. Para os autores do projeto, a cobrança de pagamentos vai contribuir para melhoria das instituições. “Um marco importante para a melhoria de desempenho das universidades públicas, mas que sofreu forte resistência para vingar, foi a decisão de cobrar mensalidades/anualidades”, evidencia o texto.

William Gama é formado em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) e Mestrando em História (UNICAP). Gosta de produzir matérias de diferentes nichos em Mídias e Redes Sociais. Instagram: williamgama.j

Doenças emocionais, elas merecem atenção especial


Isabelle Carvalho

Estamos sempre de olho em doenças físicas, fazendo exames de rotina, atentos a possíveis sinais que nosso corpo dá que possam impactar na nossa saúde. Mas e os distúrbios emocionais? Estes também podem atingir diretamente nosso bem-estar e, muitas vezes, manifestam-se através de sintomas físicos. É importante ficarmos atentos a possíveis enfermidades corporais, mas nunca negligenciar nosso sistema nervoso. 

Brasil lidera casos de ansiedade

A Organização Mundial da Saúde disponibilizou dados que apontam que o Brasil é o país mais ansioso do mundo, com 9,3% da população considerada ansiosa. Já em uma pesquisa da Universidade de São Paulo, em uma lista de 11 países, o Brasil lidera com mais casos de ansiedade.

O transtorno de ansiedade, estresse e depressão podem causar doenças de pele, problemas no estômago, desregulações intestinais, infecções na garganta, disfunção dos pulmões, dores de cabeça, musculares e nas articulações, alterações no coração e circulação, entre outras. 

O nosso sistema nervoso é o comandante do nosso corpo, por isso, algumas das variações que nosso corpo sofre podem ser influenciadas por algum transtorno mental como algum dos citados acima. Tais distúrbios podem ter origem em diversas situações e cenários.  Podem ser devido a episódios estressantes e de sobrecarga no trabalho, dificuldades financeiras, traumas de infância, problemas de relacionamento na família ou âmbito social, perda de uma pessoa querida, entre outras circunstâncias. 

Além disso, a contemporaneidade é um prato cheio para diagnósticos de ansiedade, estresse ou depressão. Afinal, vivemos uma era de imensa rapidez e imediaticidade que, às vezes, não conseguimos acompanhar.

Solidão e inveja

As redes sociais cada vez mais impondo padrões impossíveis de alcançar e as possibilidades de estarmos conectados no mundo virtual vinte e quatro horas por dia. Tudo isso aumenta e amplifica sentimentos de baixa auto estima, não pertencimento, solidão, inveja, etc. 

Não podemos esquecer também que estamos no que parece o final de uma pandemia mundial que matou milhões de pessoas. Enfrentamos emoções como medo, dúvidas, insegurança diante de uma doença agressiva.

A incerteza sobre o futuro, o isolamento, a impossibilidade de sair de casa, a falta de socialização. Estes foram aspectos que, com certeza, virão a definir os próximos anos, principalmente no quesito psicológico da humanidade. 

Falta de informação dificulta o tratamento

Infelizmente, falar de transtornos mentais ainda pode ser considerado um tabu em nossa sociedade. Diante disso, desencadeia-se uma forte falta de informação, principalmente na população mais pobre. Em meio a desigualdades sofridas diariamente, por que um indivíduo irá se preocupar com a saúde mental?

Pouco se é difundido acerca de doenças emocionais e o quanto podem impactar  nosso bem-estar físico. O atendimento público e gratuito é feito pelo SUS. Já o primeiro contato e acolhimento, pela Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) com serviços de acompanhamento nas Unidades Básicas de Saúde e em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). 

Por outro lado, também há uma enorme banalização do uso de remédios para distúrbios emocionais. Existe uma facilidade em receber um diagnóstico de “ansioso” ou até mesmo de se auto diagnosticar. Essa cultura da medicalização apenas gera mais ruído entre o conhecimento correto e a população.

O cenário que temos é, então, indivíduos que precisam ser tratados não são pois não sabem que precisam e outros que não precisam ser medicados, mas são. Em questão de políticas públicas, há muito o que se caminhar ainda até que as doenças emocionais sejam desmistificadas e, ao mesmo tempo, não tão normalizadas. 

Isabelle Carvalho é carioca, tem 27 anos, sendo graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é graduada em Cinema. Além de possuir especialização em Jornalismo Cultural, é apaixonada por cultura, cinema, ciência e atualidades.

O Instagram da Isabelle é o @isacond.e

Pequenos provedores auxiliam na inclusão digital


Eles são responsáveis por quase 50% do acesso a internet no Brasil

Marcelo Carvalho

Muitos não se dão conta mas, quase a metade (47%) do acesso à internet no Brasil é fornecido por provedores de pequeno porte (PPP). Segundo os especialistas, eles são hoje os responsáveis pela inclusão digital no país.

Cerca de dez mil pequenas operadoras fornecem atualmente banda larga para 41 milhões de assinantes em todo o território nacional. Somente na Bahia são 4.123 PPPs atuando no setor.

Muitas vezes oferecendo navegação mais rápida (500 GB), preços mais em conta (a partir de  R$ 30), e soluções para empresas, PPPs costumam conectar lugares os quais as grandes telecoms pouco têm interesse.

Em tese, locais de baixa renda, como os bairros mais afastados dos centros urbanos (periféricos), o interior do estado, a zona rural.

Mercado fragmentado

Antes dominados por cinco grandes companhias, como Vivo, Tim, Claro, Oi, e Sky, os dados revelam um setor pulverizado, com os pequenos negócios se consolidando. Os números são da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Associação de Provedores de Internet do Brasil (Apieb).

As concessionárias são obrigadas a compartilhar as estruturas (dos postes). Para operar, o PPP não precisa de outorga da Anatel, apenas a comunicação dos serviços. Todos reconhecem a atuação de “clandestinos”.

Gerente de Universalização e Amplicação do Acesso na Anatel, Eduardo Jacomassi destaca que um grupo de trabalho discute o preço do aluguel de poste, e outro comitê os PPPs. Ainda segundo ele, “existe um movimento de consolidação das empresas de pequeno porte”.

“Muitas estão crescendo, incorporando outras, atendendo com equipamentos de melhor qualidade. Às vezes, a estrutura de determinado lugar é antiga, e entram com fibra óptica, oferecendo internet com até 500 gigabytes de velocidade, que poucas grandes conseguem atender”, conta. Na página da Anatel na internet há a relação de todas as empresas autorizadas.

Inclusão digital

Um dos clientes da AN Telecom é a Clivale, rede de clínicas médicas com 80 anos de mercado e seis unidades em Salvador. O gerente de TI, Wu Wai Kong, conta que precisava de um “link mais rápido” para rodar o sistema de agendamento e marcação de consultas, entre outros,  quando a AN ofereceu a melhor solução.

Saiba das novidades do mercado nacional dos quadrinhos


Isabelle Carvalho

Muito se fala sobre quadrinhos internacionais, principalmente com o sucesso estrondoso do Universo Cinematográfico da Marvel (seus filmes e séries são baseados nos quadrinhos da Marvel Comics). Para quem é fã do gênero, vale se aventurar também pelos quadrinhos nacionais.

Você pode até não se dar conta, porém a produção brasileira é bastante rica e variada, tendo muitos livros explorando temas referentes a nossa cultura e história. 

A origem dos quadrinhos no Brasil data de 150 anos atrás. Todo mundo conhece as Aventuras da Turma da Mônica, é possível que os personagens criados por Mauricio de Sousa tenham feito parte da infância de muitos brasileiros. Suas narrativas fazem parte da memória social e, até hoje, as tramas de Cebolinha, Mônica, Cascão e Magali são sucesso entre crianças. 

Muitas opções interessantes

Além dos clássicos, existem milhares de títulos que podem render boas leituras. “O Rancho do Corvo Dourado”, por exemplo, é uma coletânea baseada na obra de Monteiro Lobato, Sítio do Picapau Amarelo. O diferencial é que o conteúdo adota um cenário pós-apocalíptico, em que o mundo foi quase destruído por bombas atômicas e os nazistas venceram a Segunda Guerra Mundial. 

Criado por Monteiro Lobato, o Sítio do Picapau Amarelo encanta gerações.

“Ser artista mulher é…” aborda situações machistas e preconceituosas que artistas mulheres passam mesmo nos dias atuais. Tudo isso de uma maneira bastante humorada e, assim, propagar a grande diferença de tratamento entre homens e mulheres no mercado artístico no Brasil. 

“O último assalto” conta a história de Kevin, que é morador de uma periferia de São Paulo e seu sonho é ser lutador de boxe. Tentando deixar no passado um crime que cometeu, começa a lutar em uma academia. A partir disso, vários acontecimentos o fazem entender que seu maior desafio não será no ringue. 

Trash e terror

“VHS” é uma coleção de histórias em quadrinhos trash e de terror. A proposta é homenagear e referenciar clássicos do terror dos anos 80 e 90. As imagens são em preto e branco e estão no formato de uma fita VHS. 

O Rancho do Corvo Dourado: uma versão pós-apocalíptica steampunk do Sítio do Picapau Amarelo.

Em “10 dias perdidos”, relembra-se o ano de 1582 quando na mudança do calendário Juliano para o Gregoriano, dez dias foram pulados. Os quadrinhos contam o que sucedeu nesse tempo perdido na História. O conteúdo mistura magia e ciência, humanos e deidades e seus personagens terão apenas 240 horas para salvar a humanidade. 

Por um lado, o mercado de quadrinhos nacional é positivo pois cada vez mais surgem histórias autorais. No entanto, os leitores diminuem com o passar do tempo. Além disso, o meio digital causou grande impacto na produção desses livros, principalmente na forma com que esses conteúdos são divulgados e consumidos. É muito importante a conquista de seu público e a valorização do próprio trabalho para que quadrinistas alcancem uma boa repercussão de suas obras.

Isabelle Carvalho é carioca, tem 27 anos, sendo graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é graduada em Cinema. Além de possuir especialização em Jornalismo Cultural, é apaixonada por cultura, cinema, ciência e atualidades.

O Instagram da Isabelle é o @isacond.e

Turismo ecológico: um respiro da urbanidade


Segmento cresce 25% ao ano, utilizando patrimônios naturais de forma sustentável, incentivando a evolução da economia combinada com a preservação do meio ambiente.

Isabelle Carvalho

Em meio à rotina estressante na cidade grande, buzinas, obras, trânsito caótico, quem não gostaria de um escape? Um final de semana com mais contato com a natureza tem se popularizado cada vez mais e é fácil entender porquê. Cercar-se de árvores, silêncio, comida caseira e cores pode ser a solução para recuperar as energias perdidas no cotidiano urbano. 

Economia forte e consciência ambiental

Segundo dados da Organização Mundial do Turismo (OMT), o chamado turismo ecológico é uma das áreas do turismo que mais cresce no mundo, com um aumento de 25% ao ano. Tal segmento utiliza de patrimônios naturais de forma sustentável, incentivando a evolução da economia combinada com a preservação do meio ambiente. Através dessa atividade, é possível formar cidadãos mais conscientes e conectados com a natureza. 

Chapada dos Guimarães (MT), um dos locais preferidos para o turismo ecológico. Foto: divulgação.

No turismo tradicional, não há uma interação das pessoas com os lugares, é uma participação mais observativa. Em contrapartida, no turismo ecológico, a graça é se envolver e se tornar parte do ecossistema visitado. Existem diversas práticas que podem ser realizadas, como acampamento, ciclismo, caminhada, rapel, escalada, mergulho, entre outras. Diversas cidades, que contam com essas paisagens mais rústicas, têm investido em se tornarem destinos que atraem perfis de viajantes mais aventureiros ou apenas quem deseja escapar da rotina. 

O turismo ecológico pode alavancar bastante a economia de tais regiões. Dados estimam que em 2019 parques naturais brasileiros receberam mais de 13 milhões de visitantes. Com a chegada dos turistas nessas áreas, haverá mais gastos com alimentação, hospedagem, passeios e outros serviços. Além de gerar empregos. 

Outro impacto muito relevante quando falamos em ecoturismo é a influência dos visitantes nas comunidades locais. Entende-se que parte do dinheiro gerado pela atividade seja devolvido a esses ambientes através de esforços de conservação, como reflorestação e repovoamento de espécies ameaçadas de extinção. E a partir do momento que os habitantes locais veem que seus espaços podem ser fonte de renda, eles mesmos vão se dedicar a proteger esses ambientes. Esses moradores estarão, então, sempre bem-informados, compreendendo melhor o lugar que se encontram e suas necessidades e especificidades.

 

Gruta do Lago Azul, Bonito (MT). Foto: Ichiro Guerra Rico

Bonito, Floresta Amazônica e Jalapão

O Brasil é um dos destinos mais procurados por viajantes brasileiros e também estrangeiros. Há muitos locais maravilhosos para se conhecer, que aliam paisagens de tirar o fôlego e culturas ricas e diversas. Veja abaixo alguns dos lugares mais populares para quem deseja embarcar no turismo ecológico:

Bonito, no Mato Grosso do Sul, é perfeito para quem busca uma imersão total na natureza. São paisagens paradisíacas do pantanal, como cachoeiras, cavernas submersas e corredeiras. 

A Floresta Amazônica, no Amazonas, é outra experiência marcante pois abriga uma infinidade de espécies da fauna e flora, isso sem falar na cultura local que é extremamente rica e interessante. 

O Jalapão, no Tocantins e a Chapada Diamantina, na Bahia, são outros dois destinos de sucesso entre os viajantes. São cenários deslumbrantes da natureza que reúnem praias, cachoeiras e grutas de uma beleza extraordinária. Que tal experimentar o turismo ecológico na sua próxima viagem? 

Para ouvir está notícia clique no link abaixo https://carvalhonews.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Soar-turismo-ecologico-um-respiro-da-urbanidade-ix0t6-speed-1.1x-1.mp3

A jornalista

Isabelle Carvalho é carioca, tem 27 anos, sendo formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é graduada em Cinema. Além de possuir especialização em Jornalismo Cultural, é apaixonada por cultura, cinema, ciência e atualidades.

Violência contra jornalistas aumenta assustadoramente no Brasil


Marcelo Carvalho

No último dia 14, um fato lamentável chocou a população e deixou em evidência a situação que parte dos profissionais de imprensa e comentaristas, seja do youtube, ou dos veículos de mídia, vêm enfrentando já há alguns anos. Me refiro ao ataque sofrido pelo repórter da TV Globo, Gabriel Luiz.

O jovem, de 28 anos, foi atacado por dois homens, sendo esfaqueado por várias vezes, sofrendo ferimentos no pescoço, no abdômen, no tórax e na perna. Em investigação, a 3ª Delegacia de Polícia, no Cruzeiro, já encontrou a arma usada no crime.

A Polícia Civil ainda procura informações que possam explicar a motivação do crime. Vale destacar que o repórter havia feito uma reportagem sobre um determinado clube de tiro. O celular da vítima foi encontrado e a sua carteira recuperada. A polícia prendeu dois suspeitos do crime.

Sobre o assunto, a TV Globo liberou uma nota afirmando que lamenta profundamente o ocorrido. A empresa estaria aguardando as investigações da polícia e prestando toda ajuda ao nosso repórter e aos familiares. A Globo repudia veemente todas as formas de violência e espera que o caso seja esclarecido o mais rapidamente possível”, afirma o comunicado.

Refletindo sobre os acontecimentos

Tudo isso nos leva a uma reflexão envolvendo a emissora carioca. É sabido por todos que a grande mídia tenta a todo o custo persuadir a população em geral, fazendo com que a mesma compre o discurso vendido por eles. A Globo, por exemplo, ainda possui um grande poder de influência no país, podendo destruir reputações, ajudar decisivamente a eleger esse ou aquele político, entre outras coisas pouco éticas.

Vale lembrar que a “vênus platinada” colaborou fortemente com a ditadura, além de apoiar a famigerada Operação Lava Jato, criando no povo a imagem de que o ex-juiz Sérgio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol eram a pessoas mais éticas e isentas do universo.

É lamentável que tal posicionamento tem trazido tanto perigo e prejuízo aos seus profissionais que vêm sendo agredidos e desrespeitados pelo Brasil. Resta saber até quando fatos como esse que ocorreu com o repórter Gabriel Luiz irão ocorrer. Sinceramente torcemos para que não ocorram e que a população tenha mais cuidado com as informações que consomem, para não acabar sendo massa de manobra de gente inescrupulosa que só pensa em se locupletar. Fiquemos ainda mais atentos!

Cigarro eletrônico tem venda proibida no Brasil


Os cigarros eletrônicos estão em moda, entretanto sua venda está proibida no Brasil. Especialistas alertam para complicações cardiovasculares e pulmonares desses produtos, que podem ser a porta de entrada para o tabagismo e colocar em xeque avanços no combate à dependência química da nicotina.

Os dispositivos têm tecnologia simples. Uma bateria permite esquentar o líquido que, em geral, é uma mistura de água, aromatizante alimentar, nicotina, propilenoglicol e glicerina vegetal.

Eles aquecem a nicotina em vez da combustão dos cigarros comuns. Na fumaça do tradicional, há alcatrão, que contém produtos químicos potencialmente cancerígenos, e monóxido de carbono, que aumenta a chance de enfarte e dificulta o transporte de oxigênio das células.

O aerossol do dispositivo pode conter substâncias nocivas, alertam os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Destacam, também, que é difícil saber quais substâncias o produto contém. Por vezes, no lugar da nicotina, o aparelho é usado para vaporizar outras drogas, como maconha. Alguns, ditos livres de nicotina, apresentaram a substância em análises.

Paulo Corrêa, coordenador da Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), diz que o eletrônico tem toxicidade aumentada em relação ao cigarro convencional, por causa da forma de produção do aerossol. “Ele tem um filamento, que deve ser aquecido. O filamento é revestido por níquel e outros metais, como latão e cobre. O nível de níquel que tem nos cigarros eletrônicos é de duas a 100 vezes maior do que nos tradicionais. O níquel é considerado cancerígeno.”

No Brasil, em 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação, comercialização e propaganda dos dispositivos eletrônicos para fumar, que além dos ci garros incluem os produtos de tabaco aquecido.

unto a amigos, traz aparelhos do Paraguai para vender em Santa Catarina, onde mora. Ela explica que são pods descartáveis. “Você vai inalar 800 vezes e descartar. Você não recarrega”, diz. Eles compram o produto a R$ 30 e revendem por R$ 60.

Paula (nome fictício), de 18 anos, que também preferiu se manter anônima, passou a usar o cigarro eletrônico por não ter o cheiro e gosto do convencional. “Percebi que dava para fumar o pod em qualquer lugar. As pessoas não percebiam que tu tava (sic) fumando alguma coisa”, conta.

Chefe da coordenação de Prevenção e Vigilância do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Liz Almeida aponta que o dispositivo pode ser porta de entrada para o tabagismo, principalmente entre os mais jovens. A chance de um adolescente que experimentou um cigarro eletrônico passar a fumar o tradicional é quatro vezes maior do que aqueles que não, mostrou estudo feito por ela e outros seis pesquisadores.

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Neste ano, o carnaval de Allan Doug, funcionário de banco, de 30 anos, começou no Rio e terminou em uma unidade de terapia intensiva (UTI), em Manaus. O manauara fumava cigarro tradicional “há algum tempo”, mas só socialmente. Passou a usar o eletrônico, conta, nos últimos cinco meses.

No Rio durante duas semanas, sem ter de trabalhar, o uso se tornou diário e exagerado. De volta a Manaus, acordou com muita dor no peito. “No raio X identificaram umas perfurações e muito líquido (no pulmão)”, afirma.

FISCALIZAÇÃO. Em 2009, a Anvisa proibiu a importação, comercialização e propaganda dos dispositivos. Em nota, a agência disse ser responsável pela fiscalização das vendas online. As lojas físicas são de “responsabilidade das autoridades locais”.

A Polícia Militar e a Polícia Civil de São Paulo, em nota, afirmaram que, sempre que solicitado pela Prefeitura, ajudam em ações para coibir o comércio ambulante irregular e combater a pirataria. No fim do ano passado, em parceria com a Receita Federal e a administração municipal, apreenderam 135 mil cigarros eletrônicos e 325 mil essências.

As empresas Souza Cruz (BAT Brasil), Philip Morris Brasil e Japan Tobacco International (JTI) se mostraram favoráveis à flexibilização da comercialização dos dispositivos eletrônicos de fumar. A JTI disse, em nota, que “hoje o uso desses produtos já é corrente, abastecido por produtos de origem 100% ilegal, sem controle sanitário”.

A BAT Brasil disse defender uma “regulamentação robusta, responsável e equilibrada”. “No Brasil, já existe um crescente mercado de consumidores de cigarros eletrônicos, estimado em mais de 2 milhões de pessoas. No entanto, 100% desse mercado é ilegal”, destacou, em nota.

A Philip Morris Brasil afirmou que cabe à Anvisa decidir sobre a comercialização autorizada, mas disse que apresentou estudos e pesquisas científicas sobre seu produto. “Os documentos estabelecem uma diferença entre esse dispositivo e os cigarros eletrônicos que são comercializados ilegalmente no Brasil”, declara.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O crescimento das web rádios no Brasil


Julia Vitória

A web rádio começou a ganhar espaço no ano de 1995, quando o objetivo era analisar e divulgar o crescimento da internet e suas implicações para o rádio. A partir daí, algumas estações começaram a se vincular com a rede mundial de computadores.

Entre 1996 e 2000, o número desses veículos aumentou exponencialmente, pulando de 56 para 3763. Atualmente, as webs rádios ganharam mais espaço, ficando mais fácil conectar-se a elas. 

Mas, o que é uma web rádio? Trata-se de uma rádio digital que realiza sua transmissão via internet, utilizando a tecnologia e serviço de transmissão de áudio/som em tempo real. Através do servidor é possível ouvir uma programação ao vivo ou gravada. Desta forma a audiência da rádio pode chegar ao alcance global.

Criar uma rádio tradicional é mais complicado do quer uma web rádio, devido ao custo e aos equipamentos. Já para o veículo web é mais simples pois não precisa de toda a mão de obra que necessita uma rádio tradicional, muitas vezes só precisa de um provedor streaming de áudio, um computador conectado à internet e a sua voz.

Para o ouvinte as vantagens da web rádio são diversas. Entre elas, ser de fácil acesso, estar em qualquer lugar, sendo necessário apenas internet e pronto, o ouvinte está conectado e tem acesso a programação. Outra grande vantagem é o baixo consumo de dados, além de maior qualidade de áudio maior.

Além de levar o espírito de inovação às emissoras tradicionais, a web rádio também é vista como uma forma de democratizar essa mídia e ampliar o trabalho por meio da comunicação por voz.

De acordo com a legislação brasileira, os requisitos para possuir rádio na Internet são muito mais flexíveis do que para as emissoras analógicas. Você pode criar seus próprios produtos sem se registrar em nenhuma agência oficial do governo. Já para que a rádio analógica não seja considerada pirata, ela precisa ser autorizada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Web Rádio Carvalho News

O Carvalho News decidiu embarcar nesta onda crescente de inovação e criou a sua web rádio. A Rádio Carvalho News foi lançada em outubro de 2020, apresenta uma programação variada e eclética, ideal para todos os públicos.

Entre os programas de maior destaque do veículo estão o “Domingo à Noite Com GRP” e O “Falando Sobre Educação Com Sandro Lyra”. Em março estreia o “Oh Pêga”! e o “RCN Entrevista”.

Você pode acessar a Web Rádio Carvalho News de várias formas. Baixe o APP do veículo, gratuitamente na play store do seu celular. Ou, acessar o www.radiocarvalhonews.com.br

Ministério disponibiliza guia com principais destinos de turismo náutico no Brasil


Seguimento deve contribuir para a retomada econômica do turismo no país

Thais Paim

Para quem gosta de acompanhar tendências, o Ministério do Turismo (MTur) lançou um guia com os principais destinos de turismo náutico no país. A pasta afirma que este segmento deve ser um dos que mais vão contribuir para a retomada do turismo brasileiro no cenário da Covid-19.

Segundo o ministério,  turistas têm buscado atividades que promovam o distanciamento social e o contato com a natureza.

O boletim do MTur reúne dados e informações sobre produtos e experiências e as principais tendências e inovações no turismo náutico. De acordo com o documento, “o Turismo Náutico se diferencia dos outros segmentos na medida em que o seu principal elemento caracterizador é um equipamento náutico – a embarcação –, que se constitui no próprio atrativo motivador do deslocamento, ao mesmo tempo em que é utilizado como meio de transporte turístico”.

No Brasil

Os diferenciais do país neste segmento turístico, como as redes fluviais compostas por 12 bacias hidrográficas e o litoral de 8,5 mil km de extensão, também são explorados no documento.

Além disso, o boletim também trata dos tipos de turismo náutico (de recreio e esporte e de cruzeiro); os panoramas global e nacional de cruzeiros; o perfil do cruzeirista; os principais portos públicos brasileiros e atividades náuticas; e a demanda do turismo náutico.

Para quem tem vontade de conhecer mais sobre o assunto , o documento lista, para todos os estados de todas as regiões brasileiras, os principais destinos de turismo náutico disponíveis para quem busca este tipo de atração.

Ficou interessado(a) e quer saber mais? Acesse o guia completo aqui: https://bit.ly/2UXoxfg

Fonte: Governo do Brasil

Caso de sucesso: startup atrai o maior investimento já feito em novas empresas no Brasil


Cenário do empreendedorismo feminino tem conquistado vários avanços 

Thais Paim

 A startup brasileira Pipo Saúde, comandada pela economista Manoela Mitchell, atraiu cerca de R$ 100 milhões em investimentos para o negócio. É um dos maiores da história do mercado para empresas que estão começando e representa mais uma conquista feminina nos negócios. 

A Pipo é uma healtech que administra uma plataforma de gestão de benefícios de saúde das empresas. Com a pandemia, o negócio cresceu na plataforma virtual e se mostrou promissor. A grana levantada por eles para desenvolver o negócio é um aporte de um grupo conhecido por investir em cases de saúde e tecnologia.

E só tem peixe grande nesse grupo aí, como o ex-CEO e fundador do Peixe Urbano Julio Vasconcelos, empresas como Thrive Capital, Monashees, Kaszek e OneVC e investidores como o cofundador do Nubank, David Vélez, do sócio-gestor da GGV Capital, Hans Tung, e do ex-sócio da XP Investimentos Henrique Loyola. 

Sobre a empresa 

A empresa tem se mostrado a mais eficiente do segmento auxiliando empresas de até mil funcionários a administrarem os benefícios de planos de saúde de seus funcionários e já tem mais de 100 clientes corporativos. A intenção é estender suas operações com o surgimento de novos clientes. 

“O que nos motivou foi ver o quanto era difícil para as empresas e seus funcionários lidarem com os planos de saúde. Nascemos então para ajudar as empresas, mas além disso, queremos ajudar as pessoas, porque sabemos que saúde é a coisa mais importante da vida delas“, avaliou.

Motivações e surgimento da parceria 

Manoela foi criada pela mãe, que trabalhou muito para lhe dar educação. Com esse incentivo e o sonho de criança de se tornar Presidente do Brasil nas atividades escolares, ela se formou em Economia pela USP, passou a atuar no mercado financeiro e decidiu empreender com os dois colegas.

“Como empreendedora gosto muito de desmistificar a ideia de que empreender é ter uma ideia na fila da padaria que vai mudar o mundo. Empreender é muito sobre o processo: enxergar um problema, testar, aprender e fazer tudo de novo, por muitas e muitas vezes. Não é a toa que demorou quase 18 meses pra Pipo”, contou.

As características de mulher forte e decidida lhe ajudaram muito nesse processo. “Eu sempre tive uma personalidade autêntica e diferente”, conta. Manu se inspirou somente na Cris Junqueira, CEO do Nubank, e hoje alcançou esse resultado massa para o empreendedorismo feminino.

Fonte: Razões para acreditar