Posse de Biden é hoje e medidas importantes já foram anunciadas


EUA volta a OMS, reata  o acordo da França e paralisa a construção do muro

André Lucas

Hoje, dia 20 de janeiro, marca a posse do presidente dos Estados Unidos, sobre ameaças de invasão e vandalismo. O evento aconteceu no Capitólio em Washington. Com a segurança muito reforçada e a proibição dos desfiles por conta da pandemia. A cerimônia de posse será bem diferente daquelas comuns em outros tempos. A cerimônia será às 14:00 ( horário de Brasília).

Os assessores do novo Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciaram hoje  de manhã, que o presidente vai assinar mais de 10 decretos para mudar a política internacional elaborada pelo antecessor Donald Trump. 

 As principais medidas via decreto são relacionadas diretamente à questão ideológica do último presidente, Biden vai interromper a construção do muro com o México na fronteira, vai anular a saída do país da  OMS(organização Mundial dos Médicos), e reatar o acordo de Paris sobre o clima. 

A saída da OMS

 Em maio de 2020, Trump entrava em atrito com a OMS, ele não estava satisfeito com a postura do órgão internacional em relação ao combate a covid 19, e também não gostava da forma como a China era tratada. Trump queria que a China fosse considerada culpada e punida pelo vírus, algo que a OMS nunca faria e por isso ele anunciou a saída dos EUA da organização. 

O acordo de Paris

Em novembro do ano passado, Donald Trump anunciou a saída do país do Tratado Internacional de Controle do Clima. O antigo governo falava sobre a saída a mais de 3 anos, porém só durante as eleições do ano passado que a saída oficial foi anunciada. Biden dizia que, caso tivesse vitória nas urnas, colocaria o país de volta no acordo.  

O muro com o México

Todos que acompanharam as eleições de 2016, e a trajetória de Trump até a derrota em 2020, já ouviram falar sobre o desejo de construir um muro na fronteira do país com a américa latina para impedir a entrada dos imigrantes no país. Uma dos principais motivos que sustentam o rótulo de xenófobo de Donald Trump, é a construção desse muro e os discursos de ódio contra imigrantes. Falando em imigrantes, Biden acabará com o veto migratório aplicado por Trump, que afeta cidadãos de 11 países com populações muçulmanas significativas (Eritreia, Irã, Quirguistão, Líbia, Mianmar, Nigéria, Somália, Sudão, Síria, Tanzânia e Iêmen) e inclui restrições aos de Venezuela e Coreia do Norte.

Combate a pandemia

Biden em suas primeiras  medidas de seu governo para lidar com a pandemia do novo coronavírus, entre elas tornar obrigatório o uso de máscara em propriedade federal e instalar um coordenador de resposta à covid-19 para supervisionar os esforços da Casa Branca para distribuir vacinas e suprimentos médicos. Os Estados Unidos são o país mais atingido pela doença com mais de milhões de casos registrados e 401.77 mortes, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.  

O que muda na relação com o Brasil

Na prática o que sustentava a relação entre EUA e Brasil era a relação de “amizade” entre Bolsonaro e Trump, que tinham suas linhas ideológicas bem alinhadas. Com a derrota de Trump nas últimas eleições e a chegada de Biden que é bem contrário a esses pensamentos, o esperado é um afastamento dos dois países, e uma queda na intensidade das atividades econômicas entre os dois países.

Anvisa libera uso emergencial e Brasil já tem a primeira vacinada


Governo de São Paulo surpreende e vacina antes do dia 26 como estava previsto

André Lucas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou, no último dia 17,  o uso emergencial das vacinas Coronavac do Instituto Butantã e a empresa chinesa Sinovac, e AstraZeneca da Fiocruz em parceria com a universidade de Oxford.  Durante a reunião, o momento de maior tensão foi a votação da Coronavac. A diretora,  Meiruze Freitas, condicionou a aprovação à assinatura de termo de compromisso e publicação em “Diário Oficial”. 

Uma edição extra do “Diário Oficial da União” com o termo de compromisso entre Anvisa e Butantan foi publicada por volta das 22h deste domingo. Ele é assinado pelo diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, pelo diretor do Butantan, Dimas Covas, e pelo corresponsável técnico do instituto, Cleber Augusto Gomes.

A Coronavac, vacina que é motivo de discussão já faz alguns meses, foi motivo para dividir opiniões no Brasil, religiosos e conservadores se recusam a aceitar a vacina chinesa, e muito nesse negacionismo é incentivado pelo Presidente Jair Bolsonaro, que já anunciou publicamente que não vai tomar a vacina da empresa Sinovac em parceria como instituto Butantan.  

As condições aplicadas para ceder o uso emergencial da vacina do Butantã aumentaram a desconfiança em relação à eficácia e segurança do medicamento, o que aumenta o número de pessoas determinadas a não tomar a vacina. 

Meiruze declarou seu voto da seguinte forma: 

“Quanto à vacina Coronavac, desenvolvida pelo instituto Butantan, voto pela aprovação temporária do seu uso emergencial condicionada a termo de compromisso e subsequente publicação de seu extrato no DOU. Quanto à vacina solicitada pela Fiocruz, voto pela aprovação temporária de seu uso emergencial referente a 2 milhões de doses”, Guiada pela ciência e pelos dados, a equipe concluiu que os benefícios conhecidos e potenciais dessas vacinas superam seus riscos. Os servidores vêm trabalhando com dedicação integral e senso de urgência”

O termo de compromisso prevendo o envio, até o dia 28 de fevereiro, dos resultados sobre a imunogenicidade da CoronaVac foi uma das exigências da relatora do processo para o uso emergencial. A imunogenicidade é a capacidade que uma vacina tem de estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos. 

Antônio Barra Torres Presidente da Anvisa, informou no final da reunião: 

“A imunidade com a vacinação leva algum tempo para se estabelecer. Portanto, mesmo vacinado, use máscara, mantenha o distanciamento social e higienize suas mãos. Essas vacinas estão certificadas pela Anvisa, foram analisadas por nós brasileiros por um tempo, o melhor e menor tempo possível. Confie na Anvisa, confie nas vacinas que a Anvisa certificar e quando ela estiver ao seu alcance vá e se vacine.”  

A primeira pessoa a ser vacinada no Brasil.  

A enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, foi a primeira brasileira a receber a vacina contra a Covid-19. A vacinação aconteceu neste domingo, 17, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o uso emergencial de duas vacinas: a CoronaVac, fabricada no Brasil pelo Instituto Butantã, e a vacina desenvolvida pela universidade Oxford e em parceria com o laboratório AstraZeneca. Ao lado do governador de São Paulo, João Doria, a profissional, que trabalha na linha de frente no Hospital Emílio Ribas, recebeu uma dose da vacina da CoronaVac no Hospital das Clínicas. “Estou sentindo muita emoção”, afirmou Mônica após receber a primeira dose.

Estudos mostram que as ameaças virtuais aumentaram bastante


Só no ano passado o vazamento de CPFs e cartões internacionais e internacionais cresceram exponencialmente

Julia Vitoria

Dados da Apura Cybersecurity Intelligence, empresa especializada em segurança digital mostram uma alta nas ameaças eletrônicas em relação ao ano passado, isso aconteceu pelo uso intenso da internet durante a pandemia e acabou subentendido no número de fraudes. Em 2021 os usuários deverão ficar atentos por causa do 5g e do pix. Um relatório das empresas mostrou que em 2020 o número se CPFs e cartões de créditos vazados tiveram uma aumento considerável, senhas e credenciais de acessos também estão nesta lista, a pesquisa vasculha todos os dados da internet para chegar a uma conclusão.

Uma das grandes preocupações deste ano é sobre a implantação do pix e do do 5g que terá um impacto mundial, com isso o aumento de pessoas e dispositivos conectados aumentam e isso pode gerar mais ameaças virtuais. Os hackers usam  para formação de botnets, redes de dispositivos “zumbis” usadas para ataques de sobrecarga é uma tecnologia vulnerável. Esse equipamento foi implantado no Brasil, EUA e Nova Zelândia para dar uma estabilidade no serviços do TSE.

O diretor de operações da Apura Maurício Paranhos a relação do PIX é a mesma da pandemia com mais gente conectada mais chances de fraudes e eles estão de olho nos grupos que cometem esse delito. Brasil foi consolidado como um dos países com mais ocorrência de phishing no mundo, o golpe implica em enganar as pessoas para que elas revelem seus dados confidenciais como senhas números de cartão de crédito entre outros, esse tipos de golpes costuma  chegar através de emails e links de sites falsos.

O Brasil se tornou um alvo no ano passado dos ataques com alta repercussão contra TSE, Superior Tribunal de Justiça (STJ), Embraer e outros órgãos, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência e órgãos públicos cresceram em relação a 2019. Com altos lucros  para cibercriminosos, os ataques causam grandes transtornos aos usuários da internet, de acordo com a Apurar esses cibercriminosos tiveram um lucro de mais de um bilhão de dólares só em 2020.

No início de novembro, um  ataque de hacker paralisou o julgamento de pelo  menos 12 mil processos do Supremo Tribunal de Justiça durante uma semana, dados e processos sigilosos foram acessados pelos criminosos eles pediram um resgate para devolver  dados, e foi  considerado o pior ataque cibernético  uma instituição pública brasileira, mas esses crimes não passam de um ano de detenção. A informações sobre os impactos sofridos só serão reveladas após a conclusão do inquérito.

Anvisa alerta para golpes envolvendo a venda de vacinas falsas contra a Covid-19


Ofertas têm sido feitas através da internet

Thais Paim

A ansiedade e expectativa pela vacina tem se intensificado no Brasil após diversos países iniciarem o processo de imunização da população. Com isso, a venda de vacinas falsas contra o novo coronavírus se tornou comum, principalmente através da internet. 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou para os riscos envolvendo esse tipo de contato e aquisição. De acordo com o órgão, o produto vem sendo oferecido em sites e através de mensagens enviadas pelas redes sociais.

Até o momento não há nenhuma vacina contra a Covid-19 registrada ou autorizada para uso emergencial no país, destacou a Anvisa. Além disso, também foi informado que sem essas autorizações, um medicamento não pode ser comercializado e disponibilizado à população, sob risco para a saúde dos consumidores.

“É preciso ressaltar que somente empresas devidamente certificadas pela Anvisa e licenciadas pela autoridade sanitária local poderão, quando for o caso, distribuir, fabricar, importar, transportar e aplicar as vacinas de Covid-19 autorizadas. No caso de vacinas importadas, a norma sanitária prevê que a empresa importadora é responsável pela qualidade, eficácia e segurança dos lotes importados das vacinas. Cada lote importado é submetido a ensaios completos de controle de qualidade pelo fabricante e deve possuir um certificado de liberação, de acordo com as especificações estabelecidas no registro do produto junto à Anvisa”, informou a agência. 

Lembrando que a falsificação de medicamentos pode ocasionar danos irreversíveis à saúde, podendo levar à morte, uma vez que não é possível verificar a segurança, a qualidade e a eficácia desses produtos.   

De acordo com a Anvisa, a Polícia Civil investiga o caso. O órgão determina normas para que as vacinas possam ser consumidas no Brasil e para exportação. A vacina é avaliada de acordo com as normas sanitárias, quanto às condições de armazenamento e transporte, de modo que haja liberação de todos os lotes dos produtos pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).

Qualificação e diversidade de funcionários


Empresas investem cada vez mais em qualificações para os funcionários um dos setores que mais sofrem pela falta de mão de obra é o industrial

Julia Vitoria

Por causa da crise que se arrastou devido a pandemia, vários brasileiros ainda buscam oportunidades de trabalho, com o início da pandemia diversos setores de produtividade tiveram que parar, isso acabou gerando uma crise, que afetou a todos. Contudo apesar do desemprego está alto as empresas ainda encontram dificuldades para contratar isso devido a falta de mão demora qualificada.

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal, que foi publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, o desemprego no Brasil já atinge mais de 14 milhões de pessoas com uma estatística de 14,6% no último trimestre de 2020 essa é a maior estatística registrada  pesquisa desde que começou em 2012.

Se por um lado o desemprego está em alta a falta de mão de obra especializada também bate recordes, se destacar no mercado de trabalho está cada vez mais difícil. Segundo especialista o caminho a seguir é o da qualificação profissional, pois apesar do desemprego as vagas não estão sendo preenchidas, fazendo as empresas não completarem o quadro de funcionários e perdendo em competitividade, como consequência a falta de qualificação faz com que o tempo do trabalhador no mesmo emprego seja pequena.

Segundo dados que integram um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor mais afetado pela falta de mão de obra qualificada  é o industrial, num país com milhões de pessoas desempregadas, metade das fábricas têm dificuldades de contratar. Uma pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial em 2015 colocou o Brasil em 78º de qualificação profissional dentre 124 países. Com isso, muitas empresas estão investindo na capacitação do profissional, fortalecendo sua qualificação profissional, conseguindo se destacar em um se for profissional. 

Um exemplo disto é a Suzano, uma empresa de celulose de eucalipto e uma das maiores fabricantes de papéis na América Latina, a empresa está construindo uma nova fábrica no Sul do estado e buscando na região mão de obra soube a importância de investir na qualificação profissional. Para preencher algumas vagas fez uma parceria com o Senai para a qualificação dos trabalhadores, segundo a empresa mais de 300 pessoas trabalham na construção da fábrica e mais de 200 irão atuar na área quando já estiver pronta.

 O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) é o  responsável pela formação técnica e profissional de grande parte dos jovens e trabalhadores brasileiros para vários setores da indústria. A coordenadora da instituição de Cachoeiro de Itapemirim ressalta a importância das empresas entenderem o desenvolvimento profissional dos jovens alunos. No processo de qualificação em parceria com a Suzano o Senai percebeu o interesse da empresa em qualificar os funcionários e a possibilidade de novas qualificações futuras. 

A coordenadora fala que o que se percebe é que muitas empresas já buscam o profissional totalmente qualificado, mas neste caso específico a empresa buscou qualificar e ficar no desenvolvimento das pessoas dando um novo sentido profissional a eles.

Lara Sathler,  diretora executiva da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Espírito Santo (ABRH-ES) relata que o profissional se qualifica com cursos preparatórios e livres e dessa forma tem uma visão teórica e também prática e deve acompanhar as tendências do mercado para se perdoar para novos desafios.  O secretário de Estado de Desenvolvimento, Marcos Kneip Navarro, disse que o estado deve ter um bom ano no mercado de trabalho devido aos novos empreendimentos e grandes obras. Ele ressalta que grandes instalações estão sendo feitas no espírito santo e que está confiante com as obras que serão realizadas e que o setor empresarial vê o estado com bons olhos.

As empresas buscam vai vez mais apostar na diversidade do profissional além da recolocação e qualificação profissional ao abrir 90 vagas para empregar nossos funcionários a empresa Suzano focou na diversidade abrindo a seleção para todos, em relação a diversidade profissional  uma das metas da empresa é que até 2025 cerca de 30% dos cargos de liderança da empresa sejam ocupados por mulheres além de melhorar a imagem da empresa, a diversidade pode ajudar na produção e em diversos outros pontos e fazer com que as pessoas queria fazer parceria com ela. Isso facilita a atração de novos talentos, uma vez que  as opções de candidatos para preencher as vagas são abundantes e qualificadas.

Camaçari: funcionários fazem protesto contra fechamento de fábrica da Ford


Anúncio foi feito pela montadora na segunda-feira (11)

Thais Paim

Após a Ford ter anunciado que a produção de veículos no Brasil será encerrada, diversas inseguranças e incertezas surgiram. Por isso, os trabalhadores da fábrica em Camaçari, região metropolitana de Salvador, realizaram protesto na manhã desta terça-feira (12) contra o seu fechamento. 

Anúncio de fechamento e repercussão 

O motivo da decisão, segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia, Júlio Bonfim, é a instabilidade econômica do país. Ele informou que a explicação foi dada durante uma reunião com o presidente da Ford na América do Sul.

“Ontem eu tive uma convocação por parte da Ford e nessa reunião, eu esperava que a tratativa era referente aos 460 trabalhadores da Ford que estavam suspensos por contrato em lay-off [suspensão temporária]. Mas fomos surpreendidos por um anúncio, por parte do presidente América do Sul, informando da instabilidade econômica do país e a incerteza econômica do país por parte do governo federal, isso dito pelo próprio presidente América do Sul da Ford. E também a questão do coronavírus impactou diretamente no encerramento das atividades da Ford”, revelou o presidente do sindicato.

O Ministério da Economia também se manifestou e afirmou que lamenta a decisão global e estratégica da Ford de encerrar a produção no país. Além disso, afirmou que a decisão da montadora destoa da forte recuperação observada na maioria dos setores da indústria no Brasil; que muitos registram resultados superiores ao período pré-crise. 

A previsão é de que sejam perdidos 12 mil empregos diretos com o encerramento. Com isso, a Ford também fechará as fábricas de Taubaté (SP) e Horizonte (CE), além de Camaçari. Apesar das informações do sindicato, a empresa alega que serão cinco mil empregos afetados.

“O que a Ford tá fazendo hoje é um atrocidade com mais de 12 mil trabalhadores. Por que eu falo isso? A Ford está mentindo quando ela fala que são, simplesmente, cinco mil trabalhadores que estão sendo desligados. Nós temos um acordo coletivo aqui, em que empresas parceiras de autopeças produzem nas mesmas condições como trabalhador direto Ford. Então só somando essas empresas são oito mil, mais quatro mil trabalhadores de empresas satélites que fornecem diretamente para a Ford”, disse.

Júlio Bonfim falou ainda sobre os empregos dos trabalhadores indiretos, de empresas que prestam serviço à montadora. Segundo ele, esses empregos indiretos somam 60 mil trabalhadores.

“São 12 mil trabalhadores diretos, e para cada um trabalhador direto demitido, são cinco trabalhadores indiretos. Estou falando de quase 60 mil trabalhadores indiretos que perdem seus empregos e 12 mil diretos. São 72 mil trabalhadores. Isso é uma camuflagem que a Ford está fazendo, para retirar a responsabilidade social dela, referente a essa atrocidade que ela está fazendo no país e na Bahia, impactando diretamente na economia do PIB baiano e na região metropolitana como um todo, nessa grande massa de trabalhadores que vão ser desligados”, pontuou.

Ao todo, a Ford possui 6.171 funcionários no Brasil e fechou 2020 como a quinta montadora que mais vendeu carros, com 7,14% do mercado nacional. Em comunicado divulgado para a imprensa, a fabricante diz que a decisão foi tomada “à medida em que a pandemia de Covid-19 amplia a persistente capacidade ociosa da indústria e a redução das vendas, resultando em anos de perdas significativas”.

Saída da Ford do país


Especialistas discutem se a saída está relacionada ao ambiente econômico brasileiro ou a estratégia da própria montadora

André Lucas

A tanto tempo no Brasil, a Ford impressionou a todos ao anunciar a saída do Brasil. O fechamento das três fábricas da montadora pegou o mercado financeiro de surpresa, que não esperava uma decisão tão repentina. 

Apesar da queda das vendas  e consequentemente a queda dos empregos, que  são elementos de efeito direto da pandemia do corona vírus, especialistas apontam um começo de uma desindustrialização. 

O presidente da Ford na América do Sul, Lyle Watters, explicou que mesmo após reduzir todos os custos possíveis para equilibrar a balança, até mesmo parar de fabricar os caminhões tão tradicionais da marca, mesmo assim as condições econômicas não favorecem a atividade industrial. Segundo ele, seria necessário reduzir “muito mais” para transformar a operação sustentável e rentável. 

O economista Mauro Rochlin em entrevista ao jornal UOL explicou que é muito difícil saber ao certo o que motivou a decisão da empresa,  mas ele acredita ter muito mais relação com a estratégia global da multinacional, do que com o cenário atual brasileiro. 

“Causa estranheza, porque o Brasil ainda é um mercado consumidor muito importante. A perspectiva para 2021 é de venda de cerca de 2,5 milhões de veículos. Não é pouco. Não consigo enxergar, em termos macroeconômicos, o que poderia levar a empresa a se decidir pela saída.” 

O professor de economia, Emerson Marçal, da FGV explicou que não vê a saída da fábrica como um sinal da desindustrialização do país, apesar de perceber uma desconfiança do mercado internacional em relação ao mercado brasileiro. 

“É difícil falar em desindustrialização por causa da decisão de uma empresa, por mais importante que ela seja. Mas é uma decisão simbólica, importante. É uma empresa que está aqui há muito tempo”. Se realmente, e deve ser o caso, eles estão fechando porque essas fábricas [da Ford] não são as mais competitivas, as [montadoras] que ficaram aqui devem ter unidades mais competitivas, então elas vão ocupar esse espaço. O mercado não deixou de existir”, afirmou o professor. 

Emerson Marçal diz que o livre mercado pode ser um problema para a montadora, que perdeu a força de competitividade. Desde a criação do Mercosul a indústria automotiva ficou de fora das regras de livre comércio do bloco econômico. Porém, a partir de 2029 o Brasil e Argentina começaram a comercializar livremente peças e automóveis,  por causa do acordo feito em 2019 entre os dois países sul americanos. 

O professor de economia acredita que isso pode ser o motivo para a empresa fechar suas fábricas no Brasil e manter outras no Uruguai e na Argentina. 

Já Antônio Corrêa de Lacerda, diretor da FEA (Faculdade de Economia, Administração, Contábeis e Atuariais) da PUC-SP e presidente do Conselho Federal de Economia, A saída da empresa estar ligada diretamente ao ambiente frágil e quebrado da economia brasileira.  

“O Brasil vive há anos um processo agudo de desindustrialização, desnacionalização de empresas e desmobilização de cadeias industriais. Estamos “reprimarizando” nossa economia, cada vez mais dependente de commodities” 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, aproveitou para criticar o governo de Jair Bolsonaro, em relação às pautas econômicas e soluções frustradas para combater a crise no país.  Ainda falou sobre a decisão de juntar pastas para a formação do ministério da economia. 

“Houve perda de interlocução com o setor privado e desempoeiramento de temas de extrema relevância, como política industrial, por exemplo”.

Nesta sexta-feira é comemorado o dia do profissional responsável pela eternização de momentos: o fotógrafo


Ofício existe há mais de 180 anos

Thais Paim

Em algum momento você já pensou como seria nossa vida se não houvesse a fotografia? O registro do primeiro aniversário, o casamento, batizado, aquele show incrível e diversas situações em que apenas a lembrança na memória não é suficiente para guardar as experiências que temos. No Brasil, a data 8 de janeiro foi escolhida para homenagear o profissional que faz com que seja possível contar essas histórias. 

Foi em 1840 quando chegou a primeira câmera fotográfica ao nosso país. De lá para cá, muita coisa mudou. Hoje, a maioria dos celulares possuem uma câmera e a possibilidade de tirar a ‘foto perfeita’ se tornou uma realidade mais próxima. Isso fez com que ao longo dos anos não só a fotografia, como a profissão de fotógrafo fosse se reinventando. 

Conhecidos pela grande responsabilidade de eternizar momentos, os profissionais da fotografia vão muito além de apenas apertar um botão. Afinal, mais do que reproduzir a realidade, as imagens também podem e são, arte, poesia contada através da visão. 

A sensibilidade envolvida na arte de transformar alguns segundos em eternidade é de fato para ser celebrada. Para além da conexão natural por quem exerce a profissão, existem diversos cursos que podem auxiliar e capacitar aqueles que têm o desejo de se tornar fotógrafos um dia. 

Se a opção for iniciar ou se aperfeiçoar na área, existem programas de bolsas de estudo, como o Educa Mais Brasil, que oferecem descontos nas mensalidades de até 70%. Em um cenário como o atual, auxílios como esse podem fazer toda a diferença. 

Apesar de possuir mais de 108 anos, o ofício ainda não é regulamentado. Atualmente, existe uma proposta que tramita no Congresso para mudar esse quadro. O objetivo do texto é que o exercício da atividade possa ser feito por diplomados em cursos superiores e em cursos técnicos de fotografia. 

As áreas de atuação desses profissionais também são variadas, podendo o trabalho possuir um cunho comercial, documental ou jornalístico. Fotos de pessoas e eventos, de publicidade para campanhas de Marketing ou de Moda, fatos históricos, fotografias artísticas e diversas outras categorias são boas opções. 

Mesmo não precisando do curso superior, criatividade, conhecimento da técnica e bastante prática são características importantes que se espera que um bom fotógrafo possua. Quem nunca sorriu ou se emocionou ao observar uma imagem com mais cuidado? Para isso, em cada registro, existe muito da impressão do profissional. Até porque, um mesmo objeto, pode passar diferentes mensagens dependendo de como ele foi capturado. 

Profissionais apaixonados pela arte da fotografia 

Edilson Lopes, um fascinado pela fotografia. Fotos: Edilson Lopes

É exatamente pelo fascínio de ‘congelar’ momentos que Edilson Lopes, de 27 anos, tem as primeiras lembranças da sua paixão pela fotografia. Apesar da sua atividade ter começado como um hobby, ele lembra como sempre foi entusiasta de apreciar não só os momentos, como as paisagens também. 

Exercendo a profissão desde 2017, Lopes conta que desde que comprou o seu primeiro equipamento profissional tem buscado aprimorar as técnicas que usa e também suas ferramentas. Pernambucano, ele explica que atualmente mora e exerce a sua profissão em Maceió, Alagoas. 

Questionado sobre o que seria necessário para ser um fotógrafo, Edilson é prático, mas também amoroso na resposta: “Importante é ter o olhar fotográfico, que é uma forma de apreciar e registrar as coisas que vemos através das lentes, com o objetivo de mostrar isso para outras pessoas. Passar sentimentos com as fotos”. 

Como já comentamos, é uma grande responsabilidade dominar a arte de registrar momentos que muitas vezes são únicos e especiais. Um caso engraçado, mas também importante na carreira de Edilson foi o registro de um parto. No dia, os médicos comentaram o receio de que o profissional acabasse passando mal, já que é algo muito comum com diversos pais que participam desse grande acontecimento.

Mesmo sendo muito especial dominar esse ofício, o pernambucano afirma que não se deve ter medo de investir na área, se esse for o seu desejo. “Acho que o principal conselho é que qualquer pessoa pode fotografar, é uma arte que mexe com nossas sensações e sentidos. Por isso, não devemos ter medo de experimentar”. 

Apaixonado pelo que faz, Edilson conta que os seus planos para o futuro na fotografia é viajar e investir mais em fotos de paisagens e da natureza também. A ideia era colocar em prática esse projeto já em 2020, mas por conta da pandemia do novo coronavírus foi preciso adiar. 

Saiba mais

Instagram Fotografo Edilson Lopes – Edilson Araújo (@edfotoo) • Fotos e vídeos do Instagram

Site: Início – Edilson Araújo Fotógrafo (46graus.com)

Pazuello discursa em rede nacional e afirma que o Brasil está pronto para começar a vacinar ainda esse mês


Ainda sem um plano de imunização apresentado, governo tenta passar confiança com discurso otimista

André Lucas

Em meio a corrida pela vacina, o Brasil ainda encontra muitas dificuldades para começar a imunização da população. Além da “guerra” em torno da vacina, por conta de polêmicas e politização do debate, ainda tem as dificuldades que o governo encontra para arrecadar seringas e agulhas. Esse novo obstáculo na guerra contra o Covid 19, atrás mais ainda a recuperação do país tanto no sentido econômico quanto no sentido sanitário. 

O Brasil é um dos países mais atrasados no processo de distribuição e aplicação da vacina. Atualmente mais de 12 milhões de doses foram usadas na imunização de 51 países. Ao todo 10 fabricantes diferentes produziram doses para esses países aplicarem a vacina em suas populações. 

Em meio a tanto atraso para a apresentação de um plano de imunização, e a incapacidade de aquisição de insumos para a produção de doses e aplicação da vacina, o que não falta são críticas ao governo. Especialistas, imprensa, OMS, Câmara dos deputados, “o povo do Twitter”, e principalmente a oposição, criticam a falta de estratégia no governo. 

Em meio a tantas críticas, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou na noite desta quarta-feira (6) que o Brasil está preparado e tem seringas suficientes para iniciar a vacinação contra a Covid-19 ainda em janeiro de forma simultânea em todo o país. 

O ministro também informou que vai publicar uma MP, referente a aquisição de vacinas e insumos, a MP determina que a coordenaria da vacinação vai ficar na responsabilidade do Ministério da Saúde. A MP também permite que o governo compre, distribua e aplique a vacina mesmo sem a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 

O ministro da saúde fez um pronunciamento em rede nacional na rádio e na Tv, na noite de ontem. 

“Hoje, o Ministério da Saúde está preparado e estruturado em termos financeiros, organizacionais e logísticos para executar o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. O Brasil já tem disponíveis cerca de 60 milhões de seringas e agulhas nos estados e municípios. Ou seja, um número suficiente para iniciar a vacinação da população ainda neste mês de janeiro. Asseguro que todos os estados e municípios receberão a vacina de forma simultânea, igualitária e proporcional à sua população. Brasil imunizado! Somos uma só nação! No que depender do Ministério da Saúde e do Presidente da República a vacina será gratuita e não obrigatória. Importante enfatizar, quanto à Pfizer, que já disponibilizou suas vacinas em vários países, mesmo em quantidades muito reduzidas, que o Ministério da Saúde está trabalhando com os representantes da empresa para resolver as imposições que não encontram amparo na legislação brasileira, dentre elas: isenção total e permanente de responsabilização civil por efeitos colaterais advindos da vacinação; transferência do foro de julgamento de possíveis ações judiciais para fora do Brasil; e disponibilização permanente de ativos brasileiros no exterior para criação de um fundo caução para custear possíveis ações judiciais” 

Pazuello terminou seu discurso falando que o que depender do Ministério da Saúde a vacina será gratuita e não obrigatória. 

Posicionamento esse igual ao do presidente da república, Jair Bolsonaro, que já afirmou que não vai tomar a vacina. Ontem enquanto conversava com a apoiadores Bolsonaro falou sobre o assunto com seus apoiadores na porta do Planalto. 

“Uma pergunta aqui, com sinceridade: quem vai tomar vacina, levanta a mão? Todo mundo que eu pergunto, tive na praia, perguntei; aqui no cercadinho. Tem um grupo um pouco maior que visita a gente eu pergunto. Não faço campanha nem contra ou a favor. Vai ser voluntária e gratuita, para quem quiser toar. Agora o pessoal tá desconfiado” 

E o país segue com dúvidas de quando é como será o processo de vacinação no Brasil.

China não permite que comitê de especialistas da OMS faça expedição em Wuhan


No Brasil o caso serviu para alimentar teorias da conspiração

André Lucas

A relação entre China e OMS não é das melhores atualmente. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o governo chinês vetou a ida de um comitê com especialistas para uma expedição no país, com o objetivo de entender como o vírus passou para seres humanos. 

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta terça-feira (5) que está “muito decepcionado” com a China porque o país ainda não autorizou a entrada de uma equipe de especialistas internacionais para analisar as origens do coronavírus. 

“Hoje soubemos que as autoridades chinesas ainda não finalizaram as permissões necessárias para a chegada da equipe na China. Tenho mantido contato com altas autoridades chinesas e, mais uma vez, deixei claro que a missão é uma prioridade para a OMS”, declarou Ghebreyesus.

O primeiro caso do novo corona vírus, foi detectado no dia 31 de dezembro de 2019 na cidade de cidade de Wuhan. O surto ocorreu pouco tempo depois em um mercado de comercialização de animais selvagens mortos para consumo humano.  Inicialmente todos os estudos apontavam que essa era a origem do vírus nos seres humanos. 

 Porém ao longo das pesquisas surgiram duvidas se realmente o vírus veio dos animais ou se o vírus já circulava antes, e o mercado funcionou apenas como um disseminador em massa do vírus, por conta da aglomeração que existe no local. 

As análises da origem da contaminação é importante para entender o vírus, e para prevenir não só de uma mutação do vírus mas também de uma  nova pandemia no futura, a partir dos dados coletados na análise os cientistas podem criar novas estratégias para agir em ocasiões futuras. 

Existe uma teoria nascida no Estado Unidos da América, de que o vírus contaminou um ser humano pela primeira vez em um laboratório em Wuhan. Um cientista teria se contaminado e espalhado o vírus na cidade. 

Em diversas ocasiões o governo Chinês já negou essa teoria, e acusou o Governo Estadunidense de inventar mentiras para acusar a China. O laboratório da cidade de Wuhan tambem nega a possibilidade disso ter acontecido. 

A repercussão do caso no Brasil alimentou teorias da conspiração

No Brasil o que não falta é teoria da conspiração. Na internet o assunto é muito debatido e pessoas tem certeza absoluta de que o vírus foi criado pela China. Aqui no País até o Presidente da República alimenta as teorias, além de chamar o vírus de chinês, ele já culpou o País asiático pelo vírus diversas vezes. 

Elba Ramalho é a cancelada da vez. Foto: divulgação

Mas o assunto da vez foi a cantora Elba Ramalho, que afirmou em um vídeo acreditar que o vírus foi criado na china para acabar com os cristãos.  

“Para muitas pessoas, é apenas uma pandemia, para nós, o Senhor sabe e eu sei, é muito mais coisa por trás dessa pandemia e que vem ainda com o intuito de nos destruir. Nós somos o incômodo, o calo dos comunistas. Somos nós cristãos, mas nós somos também a resistência e vamos permanecer fiéis, porque Deus vai nos proteger” 

Depois da péssima repercussão e criticas disparadas, a cantora pediu desculpa e afirmou ter sido mal interpretada. 

“Fui mal interpretada, existia um contexto de cunho espiritual, as pessoas não entenderam! Sinto muito! Um grande mal entendido! Minhas sinceras desculpas”.