Brasília é a primeira cidade a receber a nova tecnologia 5G no país


A operadora TIM será a primeira a oferecer a nova tecnologia dos 5G em Brasília, que deverá atender uma demanda de 40% a 50% da população que estão situadas no Distrito Federal

William Gama

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A tecnologia 5G estreia no Brasil nesta quarta-feira (6) e Brasília será a primeira cidade a oferecer o sinal puro, ou seja, sem interferência de outras frequências e com mais velocidade. Seu funcionamento foi aprovado na última segunda-feira (4) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A internet móvel 5G oferece velocidade média de 1 Gigabit (Gbps), dez vezes maior que o sinal 4G. Um arquivo por exemplo, pode ser baixado em aproximadamente 40 segundos através desse novo sistema. 

O 5G promete inovar a rede mundial de computadores, pois esse mecanismo permitirá que sejam realizadas conexões diretas entre objetos e a internet das coisas. Essa evolução irá permitir que sejam conectadas diferentes atividades ao mesmo tempo com a internet com mais qualidade e agilidade.

Operadora será pioneira

Segundo informações da equipe da Agência Brasil, essa tecnologia tem maior potencial para aumentar a produção industrial por meio da comunicação direta entre máquinas, possibilitando inovações nas realizações de cirurgias a distância e na condução de carros que não precisão de um condutor. 

A operadora TIM será a primeira a oferecer a nova tecnologia dos 5G em Brasília. Inicialmente, serão instaladas 100 antenas, que deve atender uma demanda de 40% a 50% da população que estão situadas no Distrito Federal. A operadora promete estender nos próximos meses o sinal 5G, onde serão instaladas mais 64 antenas, com o objetivo de expandir a nova tecnologia as demais regiões.

O conselheiro e vice-presidente da Anatel, Moisés Moreira, as demais cidades que serão beneficiadas com o 5G serão Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo. Por enquanto, ainda não existe uma previsão de quando o novo sistema estará disponível nessas localidades. Em junho, segundo a agência reguladora, até o dia 29 de setembro, todas as capitais do país irão contar com a nova tecnologia 5G.

Consumidor deve ficar atento

O usuário que deseja utilizar a nova tecnologia 5G, deverá obter um chip e um aparelho que aceite a nova conexão, pois o cliente deverá verificar se a operadora oferece área de cobertura em sua cidade. Quem tiver dúvidas sobre os celulares que já estão homologados para que receba o sinal 5G, poderá entrar no site da Anatel https://www.gov.br/anatel/pt-br ,  onde tem uma lista informando quais aparelhos já estão habilitados.

A Anatel também orienta o consumidor a está atento, pois existem aparelhos que sinalizam que oferecem o 5G, mas não estão na lista de aparelhos homologados pelo órgão. Nessas situações, esse aparelho não opera com o sinal 5 G puro, mas através do 5G no modo Dynamic Spectrum Sharing (DDS) ou no non-standalone (NSA), que é caracterizado como 5G impuro, por operar na mesma sintonia e frequência do 4G, com faixa aproximada de 2,3 gigahertz (GHz). 

De acordo com a Anatel, Brasília foi a primeira cidade a estrear a nova tecnologia 5G por ter uma baixa adesão do número de antenas parabólicas. No total, são cerca de 3,3 mil em utilização no Distrito Federal. O edital do 5G previa que todas as capitais brasileiras estivessem com a nova tecnologia até julho de 2022.

Porém, com a falta de chips, atrasos na produção, processo de importação de equipamentos eletrônicos, e a pandemia de covid-19, fizeram com que o cronograma anterior previsto fosse adiado no prazo de dois meses. As empresas de telefonia móvel ainda não definiram se haverá reajustes nos pacotes dos novos serviços que serão ofertados pela tecnologia do 5G. 

Fonte: Agência Brasil

William Gama é formado em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) e Mestrando em História (UNICAP). Gosta de produzir matérias de diferentes nichos em Mídias e Redes Sociais. Instagram: williamgama.J

Denúncias de assédio moral e sexual no Governo Bolsonaro bate recorde de registros em sua ouvidoria


Ouvidoria registrou 704 denúncias relacionadas a conteúdos sexual e moral. Esses dados foram divulgados através do painel da Controladoria-Geral da União

William Gama

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Nos primeiros seis meses do governo federal, foram recebidas inúmeras denúncias de assédio moral ou sexual registradas nas ouvidorias de órgãos públicos vinculadas ao governo.

Segundo reportagem do site Metrópoles, esse número praticamente dobrou nos primeiros meses desse ano. Recentemente, o site divulgou uma série de denúncias reveladas por funcionários contra o agora ex-presidente da Caixa, Pedro Guimarães. Ele é acusado de assédio moral e sexual por um grupo de funcionárias do banco, o que culminou em sua demissão. 

Segundo informações do Metrópoles, entre 1º de janeiro e a última quarta-feira (29/6), a ouvidoria registrou 704 denúncias relacionadas a conteúdos sexual e moral. Esses dados foram divulgados através do painel da Controladoria-Geral da União (CGU).

Problema que merece atenção

De acordo com a CGU, são registradas em média quatro queixas por dia. Desse total de registros, 545 equivalem a assédio moral e 85 relacionados ao assédio sexual. Em 2022, esse percentual corresponde a 93% do total de casos. Esse número foi maior do que o registrado nesse mesmo período do ano passado, onde foram feitas 364 denúncias. 

Desde 2015, nunca foram realizadas tantas denúncias relacionadas ao assédio moral e sexual, de acordo com o histórico da controladoria, desde o início da gestão do então Presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). Desde 1º de janeiro de 2019, foram registrados até agora 2,7 mil manifestações de assédio sexual ou moral.

Desse total, 2,3 mil queixas foram respondidas, 106 estão sob tratamento de análise, 2 foram encaminhadas para órgão externos e 250 foram arquivadas. Durante esse período, o Ministério da Economia liderou o número de manifestações recebidas, com um total de 260 denúncias. No ranking, aparece o CGU com (105), o Ministério da Educação (103), a Universidade Federal de Goiás (81), Ministério da Justiça e Segurança Pública (65) e por último o Ministério da Saúde (62).

 

Em relação a Caixa Econômica Federal, não houve indícios de registros durante esse período. As denúncias recentes vieram à tona, e o resultado dessas queixas, culminou na renúncia do ex-presidente da Instituição, Pedro Guimarães.

De acordo com o colunista Rodrigo Rangel, do Metrópoles, a CGU e o banco foram procurados para esclarecer essa falta de dados, que segue em aberto. Ele afirmou, que Pedro Guimarães foi exonerado do cargo de presidente da Caixa Econômica Federal na última quarta-feira (29/6), após denúncias por assédio sexual. Segundo Rangel, um grupo de funcionárias resolveu romper o silencio e denunciar o que elas passaram com o ex-presidente da Caixa. Todas as funcionárias trabalhavam diretamente no gabinete de Pedro Guimarães. 

As servidoras da Caixa relataram que Guimarães realizavam toques íntimos sem a devida permissão, com abordagens invasivas e inadequadas. Fazia convites incompatíveis com as funções das funcionárias, sendo arbitrário em situações não correspondente as atribuições do cargo que as mulheres exerciam. Com as denúncias formalizadas, foi possível a abertura de uma comissão, que está em andamento para investigar as denúncias de assédio sexual sofridas por essas funcionárias. As investigações segue sob sigilo,  com o comando do Ministério Público Federal (MPF). 

Fonte: Site Metrópoles

William Gama é formado em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) e Mestrando em História (UNICAP). Gosta de produzir matérias de diferentes nichos em Mídias e Redes Sociais. Instagram: williamgama.J