Salvador: carnaval de rua de 2022 está cancelado


Marcelo Carvalho

Após o governador Rui Costa (PT) anunciar que não haverá festas de rua no período carnavalesco em 2022, as prefeituras de Salvador -principal destino turísticos do estado- confirmou o cancelamento do Carnaval deste ano.

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), confirmou na semana passada o cancelamento da festa na capital baiana. Em entrevista a jornalistas durante a assinatura de uma ordem de serviço na terça-feira (28), ele apoiou a decisão do governador e destacou que os principais artistas e blocos já haviam sinalizado que não participariam da festa.

Cinco dias antes, o governador Rui Costa (PT) já havia oficializado o cancelamento do Carnaval em municípios baianos, alegando preocupação com a variante ômicron da Covid-19 e o aumento dos casos de gripe H3N2.

Nos últimos meses, empresários ligados ao Carnaval pressionaram prefeitura e governo a liberar a realização da festa nas ruas da cidade. Em novembro, um grupo chegou a fazer um protesto no Farol da Barra em defesa do Carnaval.

A partir de dezembro, contudo, a maior parte começou a se desmobilizar. Artistas como Daniela Mercury, Léo Santana e Bell Marques anunciaram que não participariam do Carnaval, caso este acontecesse, alegando falta de tempo hábil para viabilizar a participação na festa.

Blocos como As Muquiranas, Nana Banana e Camaleão também informaram em dezembro que não iriam desfilar em 2022.

A mesma decisão foi tomada pela empresária Flora Gil, que toca o camarote Expresso 2222. Em dezembro, ela anunciou que o espaço não funcionaria mesmo se o Carnaval fosse autorizado.

Outros empresários, por outro lado, devem realizar festas privadas em Salvador no período do Carnaval.

De acordo com a prefeitura de Salvador, apenas uma empresa entrou até o momento com pedido de licenciamento junto à prefeitura para a realização de festa no período carnavalesco.

O decreto da pandemia em vigor no Estado da Bahia permite festas com até 5.000 pessoas, mediante a exigência de comprovação do ciclo completo de vacinação.

Prefeito de Salvador diz que festa de Réveillon tem atrações e data definida


Anúncio foi feito nesta sexta-feira (06) 

Thais Paim

Para quem anda com saudades dos festejos e comemorações, o prefeito de Salvador tem uma boa notícia. A virada de 2021 para 2022 não passará em branco. Bruno Reis (DEM) confirmou a realização do evento que irá acontecer entre os dias 29 de dezembro a 2 de janeiro.

O gestor anunciou a decisão nesta sexta-feira (6) durante a cerimônia dos 100 novos membros dos Conselhos Comunitários da capital. 

“Eu tenho evitado falar em réveillon, falar de Carnaval, para não colocar os carros na frente dos bois, mas o Réveillon de Salvador já está preparado, já tenho as atrações praticamente fechadas”, informou. Bruno deve anunciar nas próximas semanas mais detalhes sobre a festa. 

Segundo o jornal Correio, a Prefeitura trabalha com a realização do evento-teste que irá ajudara definir o retorno do setor de entretenimento na capital baiana.

 

Salvador. Foto: Max Haack/Ag. Haack

Planejamento 

Apesar da divulgação, Bruno não adiantou mais detalhes sobre as festas e que apenas no momento oportuno tudo deve ser divulgado.

 “De 29 a 2 de janeiro, com atrações reservadas. Mas no momento certo, na hora certa, eu vou falar sobre isso”, completou o gestor.

Segundo ele, todos os detalhes devem ser divulgados junto com informações sobre o evento-teste, que deve ser realizado na cidade. O intuito é definir os protocolos para a realização de shows e festas de grande porte em Salvador.

“Cada dia com sua agonia, mas nós estamos preparados para fazer como sempre fizemos, e posso garantir para vocês o maior Réveillon do Brasil”, completou.

Fonte: Bahia Notícias 

Na Bahia, empresas avaliam compra de vacinas contra Covid-19 e doação de 50% ao SUS


Possibilidades são analisadas após aval do governo 

Thais Paim

O Governo Federal deu o aval para que empresas possam importar, por conta própria, vacinas contra a Covid-19 para imunizar seus funcionários e com isso, algumas empresas da Bahia já estão se movimentando para adquirir o imunizante. 

A ideia é que a compra não beneficie apenas os funcionários e que a vacina adquirida, uma outra seja doada para o SUS.

O vice-presidente da Associação Comercial da Bahia, Paulo Cavalcanti, revelou que, além dessa medida, estão em análise outras questões sobre o tema. “Quem vai dar a vacina, você importa e precisa ter agulha e aonde vai tomar. Armazenar também. Questão logística. São esses detalhes”, afirmou ele. 

Alguns questionamentos sobre o processo de imunização e a participação das empresas nesse momento importante também foram mencionados por ele: 

“Como vai ser a operação? Você importa e o SUS fica com metade. Quem vai aplicar a vacina? Essas são as discussões. Temos total intenção e estamos analisando as possibilidades dessa negociação. Tem a questão do lote ideal para importação. Quando vai para a associação você tem que ver o orçamento das empresas. Tem empresas grandes e fortes que podem contribuir”, disse.

A compra das vacinas pelo setor privado já vem causando controvérsias. O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), afirmou não concordar que o setor privado adquira e comercialize a vacina contra a Covid-19. Segundo ele, “só vai ter acesso quem conseguir pagar”.

FIEB ainda aguarda deliberação

Por sua vez, a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) disse que a discussão ainda não foi debatida juntos aos associados, e caso haja deliberação sobre a aquisição de vacina por parte do empresariado, só então a FIEB definirá o seu papel e como poderá contribuir com o processo.