Café capixaba ganha prêmio nacional inédito de qualidade da Abic


Com origem nas montanhas do Espírito Santo, o Café Meridiano Classic, um dos pioneiros a ser classificado como especial, destacou-se entre 169 marcas do país

Júlia Vitória

O primeiro lugar na categoria “superior” do Prêmio Melhores da Qualidade, promovido pela Associação Brasileira da indústria de Café, este ano foi produzido em terras capixabas! O café Meridiano Classic se destacou entre os cento e sessenta e nove concorrentes. Com origem nas montanhas, o produto foi um dos pioneiros a ser classificados como especial. 

Para o diretor do meridiano o reconhecimento é uma enorme alegria e valoriza o café de qualidade. Ele fala que o café foi criado na década de noventa com um conceito já especial, ainda quando o assunto não era tão abordado. Então o café tem conquistado os clientes co seu sabor especial. Para alcançar esse nível de qualidade precisa de muito investimento em tecnologia. E uma rigorosa seleção de matéria prima  e dos produtores comprometidos. 

Para o diretor o café especial começa na origem e continua exigindo um cuidado quando passa pela industrialização. Algumas cidades produtoras desse café são: Iúna, Irupi,Brejetiba e Venda nova do Imigrante. De acordo com o gerente de marketing duas características prevalecem no café a acidez critica desejável que é sabor marcante, pois é produzido nas montanhas do Estado, e uma doçura suave. 

A seleção dos grãos é feita pelo Programa de Qualidade do Café, eles pesquisam em padarias, supermercados, empórios e mercearias, e enviam as amostras laboratórios credenciados  para uma analise   de escala de 0 a 10. De modo gera são quatro categorias a serem analisadas: Extraforte, Tradicional, Superior e Goumet.  Quatros categorias é diferenciada pela qualidade sensorial do café, de acordo com o sabor aroma e etc…

O meridiano 60 anos de história e está espalhado pelo país todo, e conta com duas lojas físicas próprias em Colatina no Espírito santo e em Niterói no Rio de Janeiro, ele ainda conta com uma loja virtual. 

Maria: o café produzido de forma sustentável


Investir em sustentabilidade e responsabilidade social gera retorno financeiro? A produtora de cafés especiais Daterra prova que sim. Eleita a fazenda mais sustentável do Brasil em 2015, a Daterra acaba de quebrar o recorde de preço na história do café brasileiro.

No dia 22 de novembro a fazenda realizou seu quarto leilão de micro e nanolotes, atraindo compradores das Américas do Norte e do Sul, Europa e Ásia. O grande destaque do evento foi o nanolote batizado de Maria, em homenagem às trabalhadoras do campo. Com a saca vendida por mais de R$26 mil, Maria tem muita história para contar. Foram disponibilizadas menos de duas sacas, garantindo uma disputa acirrada: o lote recebeu mais de 500 lances e foi arrematado por compradores da Argentina e Espanha pelo valor de U$58/libra. Para efeitos comparativos, uma saca de café especial brasileiro custa em média R$620,00, ou U$1,39/libra.

Como nasceu Maria?

O café chamou a atenção por seus atributos exóticos: Maria combinou intensos aromas de frutas e flores com acidez fosfórica e doçura acentuada. Estas características, nada comuns no café brasileiro, foram conquistadas após 5 anos de pesquisa em genética, processos e controle de qualidade.

A Daterra, que vem conduzindo estudos e experimentos em parcerias com clientes e institutos de pesquisa, conta que o resultado não apareceu do dia para a noite: “Em todos estes anos, foram mais erros do que acertos. Fizemos inúmeros experimentos e grande parte não trouxe resultados, mas graças a eles temos hoje uma enorme base de dados e muitos estudos sobre nossos cafés”, comenta o coordenador de marketing Gabriel Agrelli, responsável pelo projeto.

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Os fatores humanos e ambientais

A fazenda adicionou recentemente às suas certificações o selo Sistema B, que certifica empresas empenhadas em realizar transformações sociais e ambientais, garantindo que a valorização do trabalhador e do meio ambiente faça parte do modus operandi em todos os setores da produção agrícola.

Tão importante quanto produzir cafés de qualidade, também é fundamental a responsabilidade sobre o Cerrado e o meio ambiente” – explica Isabela Pascoal, diretora de sustentabilidade da Daterra. Recentemente a Daterra inaugurou a Fundação Bioterra com o objetivo de promover estudos de recuperação de solo. A fazenda irá destinar 200 hectares para pesquisas e análises profundas sobre a microbiologia do solo. O projeto conta com a parceria de cientistas da Esalq e do Instituto Agronômico de Campinas. “A Fundação é uma articuladora de conhecimento sobre a importância do solo e de como devemos cuidá-lo. Queremos abrir o diálogo e a troca de conhecimento sobre a importância da organicidade e recuperação de cada tipo de solo, como a ferramenta mais importante para enfrentar as mudanças climáticas”, conclui Isabela.

O preço expressivo atingido por Maria é uma conquista não só para a Daterra, mas para todo o mercado de cafés especiais brasileiro: prova que o produtor está empenhado em produzir qualidade, contribuindo para quebrar o paradigma de que o Brasil produz café em grande volume, mas sem foco em qualidade.

Empresas brasileiras também participaram do leilão:  a torrefação Nossa Casa Café de Amparo, interior de São Paulo, arrematou um lote de Opus Exotic – café que possui naturalmente baixo teor de cafeína. A novidade estará disponível para o consumidor a partir de janeiro. No exterior, o Opus segue para países como França, Grécia e Taiwan.