Corrida pela presidência da Câmara, candidato do Bolsonaro ganha vantagem


Arthur Lira consegue acordo com PSB, e estar progredindo com PSL e Republicanos, enquanto Maia nem escolheu seu candidato ainda

André Lucas

Não é de hoje, que a relação entre Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro gera aflito e indecisão. A verdade é que, essa relação nunca deu certo. Em 2019 as indiretas de um para o outro ganhava os jornais. Em 2020, as críticas do presidente da Câmara ao governo Bolsonaro, durante a pandemia deixaram a gestão manchada. Maia chegou a dizer que sempre quando Bolsonaro fala algo em relação a pandemia “só atrapalha”.

Essa briga já gerou grandes consequências que atrapalharam Bolsonaro de governar. Primeiro retardou a Reforma da Previdência em 2019, bloqueou o plano de privatizações inviabilizou a Reforma Tributária travou a Reforma Administrativa entre outras medidas que Bolsonaro manda ao congresso e o Maia nunca bota em pauta. 

Fica claro e lúcido o por que Bolsonaro precisa de Maia fora do jogo. Ele se tornou um grande obstáculo para governar o Brasil. É dentro desse cenário que a eleição para a presidência se aproxima. Boatos de que Maia vai tentar a reeleição corriam na Praça dos Três Poderes. O governo não paga para ver e escolhe um aliado para concorrer a vaga. Roberto Jeferson aliado de Maia a longa data, pediu ao STF uma interpretação da constituição para definir se Maia pode ou não se reeleger. Apesar de especialista afirmarem que a constituição é clara sobre o tema, a discussão foi a votação, e por 7 a 4 o STF decidiu que o Maia não pode se reeleger. Grande Vitória para o presidente da República que a essa altura já estava formando uma base pra Arthur Lira do PP, que foi o escolhido pelo presidente para disputar a vaga na cadeira. E assim começa uma das disputas mais acertadas da câmara dos deputados. Bolsonaro sabe o poder que essa cadeira tem, e o quanto seria precioso ter um aliado sentado nela, e estar movendo os pauzinhos pra garantir apoio ao seu candidato, Maia disse nos últimos dias que Bolsonaro estar desesperado pela presidência da Câmara, e estar agindo contra a liberdade.

Dias antes de anunciar a candidatura Lira foi denunciado por rachadinha pelo ministério público em alagoas, sua imagem foi um pouco abalada, porém Lira foi absolvido rapidamente e voltou tudo ao normal. Arthur Lira lança sua candidatura oficialmente, e busca votos para chegar na cadeira. Primeiro foi visitar o governador de Pernambuco Paulo Câmara, grande e influente dentro do partido PSB, e saiu desse encontro com uma Vitória, o partido anunciou uma nota de apoio ao Lira, apoio do partido é muito importante, nesse momento qualquer voto é importante, principalmente se um partido com 31 deputados te apoia. Próximo passo de Arthur Lira é conquistar o PSL, partido que faz parte de um bloco com 62 deputados, o candidato ofereceu a Comissão de constituição e justiça (CCJ), a mais importante comissão do congresso em troca de votos. Outro grande partido com quem Arthur Lira conversa é o Republicanos, onde oferece a vice presidência , o Republicanos tem 32 deputados e é um dos mais importantes.

Hoje o grande mistério é o candidato do Maia. Sabemos que não pode ser um radical nem de esquerda nem de direita, é necessário ganhar votos e um radical não consegue isso. É necessário um candidato que flutuar dos dois lados, que possa convencer a esquerda e a direita, Maia procura esse específicos candidato, mas parece não achar, e quem ganha com essa demora, é o Arthur Lira, que vai se consolidando como favorito a mesa de presidente da Câmara dos deputados federais.

Emenda de deputado do PT pode inviabilizar Uber


Após aprovarem o texto-base do projeto para regulamentar o funcionamento desse tipo de plataforma, que transferia para os municípios a responsabilidade de detalhar as regras que o serviço teria que seguir, os deputados conseguiram aprovar uma emenda de autoria do líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP), que retirou do texto que a atividade é de natureza privada. Foram 226 votos a favor, 182 contra, e 5 abstenções.

Dessa forma, na interpretação do relator do projeto, deputado Daniel Coelho (PSDB-PE), o serviço passará a ser de natureza pública. Para ele, se o projeto virar lei com essa redação, o serviço de aplicativo não poderia funcionar enquanto não houvesse regulamentação municipal.

O deputado também afirma que, na prática, os municípios poderão aplicar regras parecidas com as dos táxis, que dependem de uma série de regulações e alvarás para poderem circular pela cidade. “Eles estão conseguindo inviabilizar o uso de Uber, que é o que eles sempre quiseram”, disse Coelho.

O deputado afirmou que o PSDB e o PSD vão tentar obstruir a votação de outros destaques, para evitar novas derrotas. Se a votação do projeto for concluída, o texto seguirá para o Senado.

audiencia uber
Emenda pode inviabilizar prática do Uber Foto:divulgação

Maia

A aprovação da emenda foi comemorada por taxistas que acompanhavam a votação das galerias do plenário da Câmara. Eles cantaram o hino nacional assim que o resultado foi anunciado.

O novo texto põe por terra o esforço do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em costurar um projeto mais favorável às empresas como o Über.

O texto-base aprovado reconhecia os aplicativos como um modelo de transporte e trazia poucas diretrizes que deveriam ser seguidas pelas prefeituras, como instituir a cobrança de tributos municipais pelo serviços; a contratação de seguro de acidentes pessoais a passageiros e do DPVAT para o veículo e a inscrição do motorista no INSS como contribuinte individual.

Durante a discussão do projeto, vários parlamentares criticaram o uso de aplicativos como o Uber. O deputado Sílvio Costa (PTdoB-PE), por exemplo, chamou o modelo de “transporte pirata”. “Esse Uber já está proibido na China, na Dinamarca. Ele usa pessoas desempregadas sem proteção social e faz precarização do trabalho”, disse.