Romero Ferro lança álbum e lyric video


O cantor e compositor, pernambucano, Romero Ferro lança o seu segundo álbum: Ferro. “Esse é um trabalho em que realmente permiti que meu coração fosse aberto de forma muito honesta, falando sobre meus sentimentos, minha sexualidade, meus posicionamentos políticos sem medo”, diz Romero.

Romero Ferro Foto: Lana Pinho
Romero Ferro Foto: Lana Pinho

Em porções acentuadas de funk, rock e r&b, com Arsênico (produzido pelo baixista e guitarrista carioca Diogo Strausz, com co-produção do pianista e tecladista pernambucano Amaro Freitas) Romero abriu nova trilha no pop na vertente brega, que expande consideravelmente no segundo álbum. Repleto de hits potenciais, este é bem mais eletrônico e dançante (ainda que o primeiro também o fosse), com maior diversidade rítmica e grande soma de referências que incluem David Bowie, Kraftwerk, Depeche Mode, Reginaldo Rossi, Ritchie, axé music, tecnopop, reggaeton, bolero, house, tecnomelody, funk, pagode, trap e Zezé di Camargo & Luciano.

Em cinco das nove composições autorais e inéditas, Romero conta com parceiros: os conterrâneos Barro, Duda Beat e Leo D. (também responsável pela mixagem e masterização do álbum), além do paraense Felipe Cordeiro. Há também uma reinterpretação estilosa de “Você Vai Ver” (Elias Muniz e Carlos Colla), lançada por Zezé di Camargo e Luciano em 1994, que remete à infância de Romero. Além de Otto, Duda Beat (outra expoente da brega wave), a cantora trans Mel (Banda Uó) e o rapper gay baiano Hiran dividem os vocais com ele em outras duas canções. A música de trabalho Música de trabalho traz manifesto em lyric video com participações de MEL e Hiran.

O cantor Jerry Adriani In Memoriam


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Jerry Adriani Foto: divulgação

No dia 23 de abril, do ano passado, o cantor Jerry Adriani (Jair Alves de Souza) nos deixava, pouco tempo depois de ser diagnosticado com câncer. Jerry é um dos ícones do Movimento da Jovem Guarda e com mais de meio século de carreira, colecionou inúmeros sucessos. Ele nasceu em São Paulo, mas morava no Rio de Janeiro. A entrevista a seguir foi gentilmente concedida por Jerry Adriani, ao Carvalho News, poucos dias antes do artista ter descoberto que possuía a doença. Essa é nossa singela homenagem ao nosso querido Jerry Adriani. Boa leitura!

CN – Fale-nos um pouco de sua amizade com o Rauzito.

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Foto: Hugo Leonardo

Jerry Adriani –  Raul Seixas foi um amigo muito querido para mim. Foi um daqueles episódios de estar no lugar certo na hora certa. Travamos uma amizade que durou uma vida inteira. Era o Rauzito meu amigo que morava na Bahia e tinha uma banda, que acabou casualmente me acompanhando, nasceu de minha parte o interesse que eles tocassem comigo e a partir daí foi só amizade. Gravei a primeira música do Raul, daí comecei a batalhar pelo Raul produtor. Foi uma luta muito grande na época, pois o Evandro Ribeiro, diretor da CBS não era de acordo. Ele que produzia e temia que as coisas não dessem certo. Finalmente ele acabou concordando e o Raul produziu três discos meus.  Aí basicamente foi o início da carreira dele como produtor, depois ele começou a escrever várias músicas. A partir daí que viria a nascer o Raul Seixas.

CN – Como você definiria a Jovem Guarda?

Jerry Adriani – A jovem guarda foi uma época de transição não só musical mas também social. Houve o movimento Woodstock , shows contra a Guerra do Vietnã… Foi um período em que tudo estava em ebulição. A jovem guarda foi um momento de transição, uma consequência de varias coisas de fora.

CN – Qual a melhor lembrança que você tem dessa época?

Jerry Adriani – Era muito interessante começar a realizar os sonhos. A aparecer artisticamente… A jovem guarda foi uma realização de um sonho. É difícil de dimensionar. Não tínhamos nem noção do que significava aquilo.

CN – O Jerry Adriani  é politizado?

Jerry Adriani – Não sou partidário, mas sou um fruto disso tudo. Como cidadão brasileiro possuo minhas convicções. Agora transformar isso numa bandeira profissional é outra coisa. Não sou um ativista político, mas não me negaria, por exemplo, a assinar um abaixo assinado contra a censura. Como não me neguei.  Eu não participava daquilo ou disso, por não ser o meu círculo e tudo era circulo.  Hoje não se pode ficar totalmente alheio ao que esta ocorrendo.

CN – Você também atuou como ator em produções como “Malhação”, “74.5   Uma esperança no Ar”, fez filmes para o cinema. Como foi essa experiência?

Jerry Adriani –  Foi maravilhoso atuar. Foi mais uma vivencia importante na carreira. Nunca tive a pretensão de me tornar um ator, mas sim de dar conta do recado ao interpretar um personagem.  Acho que de uma certa forma eu consegui.  Em “Malhação” fui para ficar uma semana e permaneci três meses, em 74.5 fui elogiado pela minha atuação.  A vida artística é um grande desafio, a gente tem que ir tocando conforme a musica, se adaptando.

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Foto: Hugo Leonardo

CN – Como você avalia o cenário musical atual?

Jerry Adriani – O cenário musical mundial está muito mais contestador. A música negra americana, por exemplo, sempre achei que era uma das mais apuradas em termos de qualidade. Sempre fui fã de Quince Jones, dos artistas da gravadora Motown… Entretanto, hoje, houve um declínio musicalmente falando.  Atualmente, a música de rua que retrata um momento social. Mas musicalmente falando há uma perda. A música é uma mensagem, um desagravo, um discurso com ritmo. No Brasil, por exemplo, os gêneros musicais tradicionais, como por exemplo, a música sertaneja de raiz sofreu uma plástica. As pessoas estão tentando adequá-la a uma realidade social. O que acontece é que as formulas vão sendo criadas, uma receita de sucesso. Foi mais ou menos o que ocorreu na época da Jovem Guarda. É mais ou menos uma fórmula matemática e isso acaba ficando meio repetitivo. Hoje tudo segue uma espécie de cartilha e isso aconteceu com todos os gêneros musicais.  Do samba raiz veio o pagode e assim vai. Entenda eu não sou contra nada.  Não faço campanha contra ninguém, absolutamente, pois respeito todos os estilos… Estou falando no estilo musical. Se você complicar muito uma melodia hoje, ela não vai fazer sucesso.  Nesse ponto eu acho muito ruim. Deveria haver um pouco mais de cuidado. Num disco deveria ter ao menos duas musicas com qualidade musical. Na década de 70 quando havia o arranca rabo da Jovem Guarda com a Bossa Nova, mas havia um contra ponto. No Rio de Janeiro, por exemplo, uma rádio de nome MPB FM saiu do Ar. E foi um absurdo, não estou fazendo apologia a essa rádio que por um acaso, jamais tocou uma musica minha. Mas é uma emissora que fará falta para muita gente.

CN – Como anda a sua autobiografia?

Jerry Adriani – Já temos 300 páginas escritas, falando até o Jair se tornar Jerry… Estou começando a contar o Jerry. Nessa parte, vou fazer alguns comentários, algumas crônicas, algo similar ao livro  “As crônicas de bob Dylan”. Vamos fazer um levantamento por décadas na vida do Jerry Adriani e transformar isso num grande dicionário. Com perguntas e respostas onde vou poder focalizar todos os assuntos e fazer algumas crônicas. Por exemplo, minha ligação com Raul Seixas, minha ligação com Renato Russo, minha saída da CBS. No final terá alguns contos depoimentos e pronto.

CN – Quais os seus passatempos?

Jerry Adriani – Amo a leitura, gosto de cinema, documentários, sou aficionado por ufologia, sou adepto da ginástica, herdei isso do Raul. A meu ver, o homem vai ter que se habituar a esses fenômenos.

CN – Sobre o seu novo cd, pode nos adiantar algo?

Jerry Adriani – Vai ser um trabalho em conjunto com o livro e vou gravar canções do Rauzito. Vou gravar as músicas de raiz do Raul Seixas. Vai ser muito interessante esse trabalho. Se Deus quiser isso vai sair ainda esse ano de 2017.

CN – Qual a mensagem que gostaria de deixar para seus fãs?

Jerry Adriani -Quero agradecer a galera que segue a minha carreira, que é muito fiel. Espero que estejamos agindo da forma que atenda a expectativa deles. E para o pessoal novo estou me apresentando agora e espero que a gente consiga criar uma relação.

Pablo


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Divulgação

Ele tem 30 anos, 15 de carreira, já lançou 13 CDs, 4 Dvds e possui uma agenda concorrida que lhe garante 25 apresentações mensais. Estamos falando do inventor do Arrocha, Agenor Apolinário dos Santos Neto, mas conhecido como Pablo A Voz Romântica. O cantor deu uma pequena parada e, gentilmente, recebeu a reportagem do Blog Carvalho News para uma entrevista. Você sabia, por exemplo, que ele admira o Esporte Clube Bahia, mas não torce para nenhum time de futebol? Saiba um pouco mais sobre Pablo lendo a entrevista a seguir.

 

Blog Carvalho News – Você atravessa um período de consolidação da carreira a nível nacional. Tem feito participações em programas importantes como, por exemplo, Altas Horas, Encontro, Estrelas e até novelas. Suas canções são executadas em todo o Brasil, além de fazer muitos shows. Enfim, Pablo se tornou sinônimo de sucesso. Esse era seu objetivo? Imaginava que isso aconteceria?

Pablo – Todo artista batalha na busca de reconhecimento. Graças a Deus, o público brasileiro e até do exterior abraçaram meu trabalho, minha carreira… Isso é gratificante!

 

BCN – O que o Pablo costuma ouvir? Quais seus cantores e  cantoras preferidos? Com quem gostaria de gravar uma música?

Pablo – Meu sonho era gravar com meus ídolos Zezé Di Camargo e Luciano.  Deus me deu essa oportunidade de conseguir. Temos a faixa “Chora não bebê”, desse trabalho atual.

 

BCN – São 13 cds, quatro dvds e, muitas músicas que são executadas frequentemente nas rádios. Como você seleciona o seu repertório?

Pablo –  Tenho parceiros que já sabem o que eu gosto e o que combina comigo. Meu escritório faz a seleção das músicas. Recebemos muitas canções.

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Ao lado dos ídolos Zezé de Camargo e Luciano                         foto: Magaly Moraes

 

BCN – Qual o maior desafio que você enfrenta ou enfrentou ao longo de sua carreira?

Pablo – O começo de tudo é sempre bem complicado. Chegar até o topo é difícil. Mas, manter nas paradas é mais difícil. Lutamos para isso acontecer.

 

BCN – Quais foram as principais pessoas que o auxiliaram para que chegasse onde está atualmente?

Pablo – Sem dúvidas os fãs. Sem eles não estaria aqui nunca. Eu costumo dizer que eles são os principais responsáveis pelo meu sucesso. A imprensa que nos ajuda muito. A família que entende a distância e a saudade. Minha equipe, por que ninguém chega sozinho a lugar nenhum. E também ao meu empresário, Josué.

 

BCN – Qual a melhor lembrança que você guarda da sua infância? Como era a vida do Agenor antes do sucesso?

Pablo – Eu não tive infância. Tinha que ajudar em casa. Desde muito cedo eu toco com meu pai nos bares de Candeias e região.  Era uma vida muito simples e pacata, com muita humildade. E graças a Deus, pude alcançar coisas muito boas e ajudar a  minha família.

 

BCN – O que costuma fazer quando não está se apresentando?

Pablo – Gosto de ficar em casa, pois sou muito caseiro. Curtir a esposa e os filhos pra mim, é o que eu preciso para recarregar as energias.

 

BCN – Quais suas perspectivas pessoais e profissionais?

Pablo – Eu sou grato por tudo que conquistei até aqui. Penso no lado profissional em gravar um DVD.

No Programa da Sabrina Divulgação
No Programa da Sabrina   Foto: Divulgação

 

BCN – Há alguma diferença entre os públicos do Sudeste, Norte e Nordeste? Já  passou por alguma situação engraçada ou curiosa envolvendo público?

Pablo – O púbico é bem caloroso comigo. Independente da região. Claro que, eu gosto de cantar em casa. Amo fazer show na Bahia, e no meu Nordeste.

 

BCN –  Já se apresentou no exterior?

Pablo – Tivemos uma procura boa, mas não concretizou.

 

BCN – Já sofreu algum tipo de discriminação?

Pablo – Nunca

 

BCN – O Pablo é politizado? Como você avalia a situação política do Brasil?

Pablo – Vou confessar que eu sou alheio a isso. Claro que, sei das corrupções e da crise que o Brasil enfrenta na economia. Mas, é o que leio e assisto nos noticiários.

 

BCN – O que você espera para nosso país nessa próxima década?

Pablo – Que tenhamos governantes a nossa altura. Chega de fazer o pobre sofrer na saúde, na educação, nos transportes. Eu tenho fé que tudo vai ficar bem.

 

BCN – Se não fosse cantor e compositor, o que seria?

Pablo – Homem do campo. Sou bicho do mato.

 

BCN – Qual sua cor preferida?

No Programa Encontro Foto: Divulgação
No Programa Encontro Foto: Divulgação

Pablo – Branca.

 

BCN – Tem um livro de cabeceira?

Pablo – A Bíblia.

 

BCN – Qual seu prato preferido?

Pablo – Comida baiana.

 

BCN – Qual o seu time de coração?

Pablo – Não torço para ninguém. Não ligo para futebol. Sou admirador do Bahia.

 

BCN – Qual a mensagem que gostaria de deixar para o seu público?

Pablo – Gostaria de agradecer o carinho ao longo desses anos e dizer obrigado por tudo.